PHA 3514
Gestão de Recursos
Hídricos
Prof. Mario Thadeu Leme de Barros Prof. Marco Antonio Palermo
Gestão de Recursos Hídricos
• Utilização de um conjunto de medidas estruturais (barragens, canais, adutoras, etc.) e não-estruturais ( leis,
regulamentos, instituições, taxas, etc.) para uso da água em benefício da
Gestão de Recursos Hídricos
• Equilíbrio entre DISPONIBILIDADE (oferta) e DEMANDA (usos).
10 million km3
119.000 km3
91.000 km3
5.000 km3
T I G R I S E U F R A T E S
R I O J O R D Ã O
R I O N I L O
Contribuição média anual das
regiões hidrográficas brasileiras ESCALA Brasil: 5.660 km3 (12%) Brasil + Territ. Estrang: 8.427 km3 (18%) Mundo: 46.500 km3
Demanda (Usos da água)
• Usos não-consuntivos: não há consumo
significativo.
– Geração de energia elétrica – Navegação fluvial
– Recreação e harmonia paisagística – Aquicultura e Pesca
– Diluição e transporte de esgotos – Preservação da biota aquática
– Alguns usos industriais (lavagem, resfriamento)
Demanda (Usos da água)
• Usos consuntivos: aqueles que
efetivamente consomem água, pois o
volume captado é maior que o devolvido
ao corpo hídrico. Exemplos:
– Abastecimento público (doméstico e industrial)
– Dessedentação animal
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Situação dos Recursos Hídricos Demandas consuntivas
Retirada total do Brasil 1.841,5 m3/s Manutenção do quadro de demandas consuntivas
Consumo total do Brasil 986,4 m3/s
Disponibilidade (oferta)
• Quando as demandas dos usuários não
são plenamente atendidas, diz-se que a
bacia enfrenta problemas de
disponibilidade hídrica.
• O pleno atendimento às demandas pode
ser comprometido sob dois aspectos:
– Quantitativo:
• Há água suficiente para todos os usos?
– Qualitativo:
• A qualidade da água disponível é apropriada ao uso pretendido?
Disponibilidade (oferta)
• Formas de avaliar a disponibilidade hídrica
em termos quantitativos:
a) Disponibilidade hídrica per capita (Banco
Mundial) (m
3/hab/ano):
– Menos de 1.500 m3/hab/ano Crítico
– Entre 1.500 a 2.500 m3/hab/ano Pobre
QRETIRADA QMLT
b) Razão entre demanda total e vazão
média:
Se <5% Excelente. Requer pouca ou nenhuma atividade de gestão. De 5 a 10% Confortável. Pode haver problemas locais.
De 10 a 20% Preocupante. Gestão necessária, médios investimentos. De 20 a 40% Crítica. Gestão indispensável e grandes investimentos. Se >40% Muito crítica.
Somatória das vazões retiradas a montante
Qmédia de longo período
na seção
Demanda/Disponibilidade hídrica < 5% Excelente 5 - 10% Confortável 10 - 20% Preocupante 20 - 40% Crítica > 40% Muito crítica Região hidrográfica
DEMANDA/DISPONIBILIDADE
E quanto à qualidade?
Há vários índices de avaliação da qualidade. Exemplos:
• Índice de Qualidade da Água (IQA): avalia a qualidade para abastecimento público segundo 9 parâmetros de qualidade.
• Índice de Estado Trófico (IET): Avalia o potencial de
eutrofização do corpo hídrico a partir dos valores de PTOTAL.
• Capacidade de assimilação de esgotos =
• Índice de Preservação da Vida Aquática (IVA); Índice de
Qualidade de Água Bruta para Abastecimento Público (IAP)
CARGA ORG. LANÇADA
CARGA
IQA - Situação no ano de 2008 1.812 pontos
Fontes: CETESB (SP), COGERH (CE),
CPRH (PE), EMPARN (RN), FEPAM (RS), IAP (PR), IDEMA (RN), IEMA (ES), IGAM (MG), IGARN (RN), IMA (AL), IMASUL (MS), INEA (RJ), INGÁ (BA), SANEATINS (TO), SEMA (MT), SRH (PE), SUDEMA (PB) e SUDERHSA (PR)
Situação dos Recursos Hídricos
Qualidade da água
Resumo
Manutenção do quadro geral do país
Aumento dos pontos de monitoramento
Melhora da qualidade da água no rio das Velhas
Qualidade de água
Melhora do IQA em pontos de monitoramento Bacia do Rio das Velhas (RMBH)
IQA – situação em 2001 IQA – situação em 2008
ETE Onça Capacidade = 1,8m3/s ETE Arrudas Capacidade = 2,25m3/s Fonte: IGAM 52 26 37 25 25 62 49 51 17 30 19 21 61 48 44 37
Capacidade de assimilação dos rios brasileiros
Principal problema da qualidade das águas:
Classificação da extensão dos rios brasileiros Criticidade quali-quantitativa: Rios em regiões metropolitanas - Elevada demanda e grande carga de lançamento de esgotos Criticidade quantitativa
Rios no sul do Brasil. Elevada demanda para irrigação (arroz inundado)
Criticidade quantitativa
Rios do Nordeste - Baixa disponibilidade hídrica para atender a demanda
Balanço quali-quantitativo
Norte: recursos hídricos concentrados na bacia Amazonica
Nordeste: seco e empobrecido
Sul e Sudeste: poluição urbana e industrial
Centro-oeste: a nova fronteira agrícola
Brasil
R$ 180 bilhões para atingir as metas do Milenio da ONU 23% Água Potável 77% SaneamentoOFERTA DE
ÁGUA NO
ANA
AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS
Contribuição média anual das
regiões hidrográficas brasileiras ESCALA Brasil: 5.660 km3 (12%) Brasil + Territ. Estrang: 8.427 km3 (18%) Mundo: 46.500 km3
ANA
AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS
1.348 km3/ano
ÁREA DE RECARGA DOS PRINCIPAIS SISTEMAS AQÜÍFEROS Solimões Serra Geral Bauru-Caiuá Alter do C hão Itapecuru Poti-Piauí Parec is Boa Vista Barreiras Cabeças Corda Motuca Furnas Ponta G ross a Guarani Barreiras Serra Grande Exu Urucuia-Areado Bam buí Açu Marizal Tacaratu Inajá
Mis são Velha
Be beribe
Sã o Seba stiã o
Jandaíra
Área total: 2.760.000 km2
67% das bacias sedimentares 32% do território nacional
Reservas hídricas: 20 mil m3/s
ANA
AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS
ÁGUA SUBTERRÂNEA NO BRASIL
Número de poços: mais de 400.000
Capitais: Manaus, São Luís, Natal (65% da população), Fortaleza, Recife (60%) e Maceió (81%)
Estados: São Paulo (72% municípios), Piauí (mais de 80%) e Maranhão (mais de 70%) Mercado de águas minerais:
– U$ 450 milhões/ano;
– Crescimento anual de 20%.
DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS NOS ESTADOS BRASILEIROS (PER CAPITA/ANO)
Disponibilidade hídrica per capita (m³/hab/ano) Disp. hídrica Per capita por Estado (m³/hab/ano) Estado Disponibilidade hídrica per capita (m³/hab/ano) Estado Riquíssimo > 20.000 RR 1.747.010 AM 878.929 AP 678.929 AC 369.305 MT 258.242 PA 217.058 TO 137.666 RO 132.818 MS 39.185 GO 39.185 RS 20.798 MA 17.184 SC 13.662 PR 13.431 MG 12.325 Rico > 5.000 PI 9.608 ES 7.235 Muito rico > 10.000 Situação adequada > 2.500 Pobres < 2.500 BA 3.028 SP 2.913 CE 2.436 RJ 2.315 RN 1.781 DF 1.752 AL 1.751 SE 1.743 Situação crítica < 1.500 PB 1.437 PE 1.320
Fonte: Águas Doces no Brasil (Barthl/1999)
Disp. hídrica Per capita por Estado (m³/hab/ano)
USOS DA ÁGUA
NO BRASIL
Abastecimento Doméstico e
Industrial
BRASIL – Processo Intenso de Urbanização
População em 2017 :
207 Milhões
ÁREAS URBANAS : 157 Milhões ÁREAS RURAIS : 50 Milhões
FONTE: IBGE – www.ibge.gov.br
População em 1950 :
52 Milhões
ÁREAS URBANAS : 19 Milhões ÁREAS RURAIS : 33 Milhões
Cobertura do Serviço ABASTECIMENTO DOMÉSTICO • 90 % Áreas urbanas • 18 % Zona Rural • 78 % Brasil
Cobertura do Serviço REDE DE COLETA • 54 % Áreas urbanas • 3 % Zona Rural • 47 % Brasil
Cobertura do Serviço TRATAMENTO DE ESGOTO Menos de 30% do coletado é tratado
Total de municípios: 2.965 Satisfatórios: 36%
Requer novo manancial: 13%
Requer ampliação de sistema: 51%
Fonte - SNIS
Manutenção do quadro geral de cobertura
Contexto:
Base de dados auto-declaratória Aumento progressivo no número
de municípios informados de cada levantamento
Diferença no universo analisado nos diferentes anos
Fonte: Atlas (ANA, 2009)
Evolução dos índices de atendimento
Usos múltiplos - Saneamento
Situação da oferta de água para abastecimento urbano (cenário 2015)
a) 25 COMPANHIAS ESTADUAIS
Água: 95,1 Milhões – 3.835 municípios Esgoto : 39,8 Milhões – 762 municípios (*)
b) SERVIÇOS MUNICIPAIS
Aproximadamente 1500 em todo o país
Concentração na região sudeste (64%)
c) AGENTES PRIVADOS
Aproximadamente 40 municípios, concentrados na região Sudeste em cidades de porte médio.
(*) Capitais de Estados (excetuando Porto Alegre/RS, Campo Grande/MS, Cuiabá/MT e Manaus/AM)
ESTRUTURA DO SERVIÇO DE
SANEAMENTO
João Pessoa Rio Grande do Sul São Paulo Rio de Janeiro Paraná Uruguai Vitória Pará Paraíba Ceará Recife Maceió Aracajú Salvador Mato Grosso Brasília Argentina Capacidade Instalada = 106 301 MW • Hidro = 78 610 MW – 74.0 % • Térmica = 25 656 MW – 24,1 % • Nuclear = 2 007 MW – 1,9 % • Eólica = 28 MW - 0,0 %
Unidades Consumidoras = 57 milhões Produção de Energia = 420 TWh/ano Demanda pico = 61 800 MW
Linhas de Transmissão = 87 518 km Produção : 85% Setor público
15% Setor Privado
Transmissão: 26 empresas (15 privadas)
Distribuição: 64 empresas (80% setor privado) Fonte : MME
Amazonas Maranhão
Sul Potencial: 42.030 MW Utilizado: 47,8% Sudeste/Centro-oeste Potencial: 78.716 MW Utilizado: 41,0% Norte Potencial: 111.396 MW
Utilizado: 8,9% Potencial : 26.268 MW Nordeste
Utilizado: 40,4% Brasil Potencial Hidroelétrico 260 GW Utilizado: 30% Custo Hidro 25 to 45 US$/MWh Legenda Centros de carga Bacias hidrograficas HIDROELETRICIDADE POTENCIAL e UTILIZADA
Irrigação
• Maior usuário de agua
(70%)
• Área irrigável potencial
de 29 Milhões de ha
• Área irrigada da ordem de
4.6 Milhões de ha ( 8% do total passível de uso
agrícola)
• 94 % da área irrigada
desenvolvida pelo setor privado
Expansão da Agricultura
Irrigada
Crescimento médio de 3,3% por ano na década de 70. Responde por 16% da produção agrícola total e cerca de 25% do valor de mercado dos produtos agrícolas. 0 1000 2000 3000 4000 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 Anos Á re a i r ri g a d a (1 0 0 0 h a ) 0 500 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000 3.500 1950 1955 1960 1965 1970 1975 1980 1985 1990 1995 2000 2005 Á re a ( 1 .0 0 0 ha )Usos múltiplos
Irrigação e Hidroeletricidade
Evolução da capacidade instalada nacional
Irrigação
Segundo informações do Censo Agropecuário (IBGE, 2009) a área irrigada no Brasil, em 2006, era de 4,45 milhões de hectares
Estimativa da área irrigada no Relatório de Conjuntura 2009 - 4,60 milhões de hectares, para o ano de referência 2006
Hidroeletricidade No período de 2008 a 2009 Fonte: ANEEL 74% Estágio das UHEs Potência MW Processo final licenciamento – DRDHs (res. disp. híd.) 11.747 Leiloadas - Outorgas 6.950 Total 18.697
Agência de Desenvolvimento Tietê Paraná Rio de Janeiro Brasília Buenos Aires WHEAT Paraná- Paraguay Araguaia- Tocantins Tietê- Paraná São Paulo GRAINS São Francisco
Waterway Cargo Flows
Madeira Amazonas
Agência de Desenvolvimento Tietê Paraná
St. Petersburg
Gibraltar
If it were in Europe
The Tietê-Paraná-Paraguay
waterway system in perspective
723.520 km² (a montante de Itaipu)
45% da hidroeletricidade 1,5 milhões ton
transportadas em 2001 (durante crise de energia) US$ 2,0 bilhões investidos na hidrovia (50% setor privado)
1.230 km e 12 terminais
CONFLITOS DE USO E
MEDIAÇÃO
Irrigação X Abastecimento Urbano
Geração de energia X Navegação
Melhoria da base de informações disponíveis para conferir maior segurança às decisões.
Aumento da participação dos usuários por meio de fóruns apropriados para negociação
transparente de conflitos.
Definição de regras claras para racionamento nos períodos críticos em que a escassez gera os conflitos.
Criação de entidades mediadoras supra setoriais.