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Análise dos efeitos um programa de flexibilidade aplicado em mulheres digitadoras que trabalham sentadas

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ARTIGO

Análise dos efeitos um programa de flexibilidade aplicado em mulheres

digitadoras que trabalham sentadas

Patrícia Franco Rabello Theodoro Mariângela Gagliardi Caro Salve Faculdade de Educação Física

Departamento de Ciência do Esporte UNICAMP, Campinas, Brasil

Resumo

Este estudo avaliou as alterações ocorridas nas flexibilidades dos ombros, cotovelos, punhos e colunas cervicais após a aplicação de um programa de alongamentos musculares, com duração de seis meses. Nos dois primeiros meses utilizamos o método estático individual e nos quatro últimos o flexionamento dinâmico, caracterizado pela forma de execução balística. Foram oferecidas três sessões por semana, com quinze minutos de duração, realizadas no próprio ambiente de trabalho. Participaram 22 mulheres, com idades compreendidas entre 17 e 49 anos, funcionárias do Centro de Hematologia da UNICAMP, que realizavam trabalhos de digitação e que permaneciam longos períodos de tempo sentadas, em torno de oito horas por dia, cinco vezes por semana. Para a avaliação da flexibilidade foram utilizados testes angulares, não invasivos, com o uso do Flexímetro Sanny (goniômetro pendular). Podemos observar aumento significativo da flexibilidade em todas as estruturas articulares avaliadas em seus respectivos movimentos.

Palavras-chave: flexibilidade, alongamento, sedentarismo Abstract

This Study evaluated the alterations occurred flexibilities in shoulders, elbows, wrists, cervical cervical bone after the application of a muscle stretching program, with 6 months duration. In the first 2 months, it was putted in use a standing still individual method, and in the last 4 months the dynamic flexibility exercises method was used, characterized by balistic execution. There was offered 3 sessions per week, 15 minutes each, which happened in their work environment. Participated in the program 22 women, age from 17 to 49 year old, employees of Hematology Center of UNICAMP, who work as digital, and remain around 8 hours per day, 5 day per week seated. To evaluate the flexibility was use angle tests, no aggressive, using Sanny Fleximeter (pendular goniometer). It was possible to observe a significative increase in flexibility of all articular structures evaluated in each movement.

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INTRODUÇÃO

Estudos epistemológicos apontam que nos países industrializados 60 a 80% da população são portadores de lombalgias, devido a problemas músculo-esqueléticos, sendo a segunda causa de procura por serviços de saúde, o que é complexo problema de saúde pública (MORAES, 2003).

Essa forma Pollock e Wilmore (1993) reconhecem que na vigência de comprometimentos da força muscular e da flexibilidade, podem se desenvolver distúrbios músculos-esqueléticos graves que resultam em dor e desconforto consideráveis, além de perdas na renda familiar, incapacidade profissional e aposentadoria prematura.

De modo geral, a baixa flexibilidade na região sacro-ilíaca, em combinação com pouca força e resistência na região abdominal, é responsável pela lombalgia, sendo muito comum em trabalhadores que executam tarefas repetitivas e não praticam atividades físicas (PITANGA, 2004).

Observa-se que baixa limitação na região do tronco e do quadril é um fator de risco para o desenvolvimento de dores lombares (ACHOUR JUNIOR, 1995). Farias Junior e Bastos (2004) apontam que a combinação de baixos níveis de flexibilidade e os músculos abdominais flácidos causa dores lombares.

Assim, ao ser considerado um elemento fundamental para o desempenho adequado do aparelho locomotor, a flexibilidade é variável da aptidão física relacionada à saúde e a qualidade de vida, sendo responsável pela amplitude máxima das articulações (DANTAS, 1999). As pesquisas mostram a importância da flexibilidade para a saúde, pois ao apresentar os seus níveis adequados favorecem o bom funcionamento músculo-esquelético, contribuindo para a preservação de músculos e articulações saudáveis.

Falsarella (2008) ao fazer uma análise da flexibilidade aponta que a sua manutenção ou aprimoramento é fundamental, pois promove adaptações benéficas no aparelho locomotor, na execução de movimentos cotidianos e na autonomia ao preservar a capacidade funcional do indivíduo. Atua também na redução e freqüência da dor, sendo capaz de prevenir, curar e reabilitar indivíduos acometidos por doenças do sistema músculo-esquelético e assim contribui na promoção da saúde e qualidade de vida.

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Barbanti (1986)defini a flexibilidade como a capacidade de realizar movimentos em certas articulações com apropriada amplitude de movimento. Segundo o autor o alongamento é uma técnica utilizada para incrementar a flexibilidade do corpo.

Dantas (1986) prefere o termo flexionamento o qual é responsável pela execução voluntária de um movimento de amplitude angular máxima, por uma articulação ou um conjunto de articulações, através da ação sobre a elasticidade muscular e a mobilidade articular, causando o aumento dos níveis de flexibilidade. O alongamento é a utilização de toda amplitude do movimento que atuará sobre a elasticidade muscular propiciando a manutenção de níveis de flexibilidade.

Rodrigues (1986) diz que a flexibilidade é eminentemente articular e o alongamento, liga-se à musculatura. Pollock e Wilmore (1993) explicam que quanto mais ativo for o indivíduo, normalmente mais flexível ele será. Por esse motivo é muito importante dispensar atenção à manutenção da função do sistema músculo-esquelético.

Considera-se que exercício de alongamento muscular é modificador da flexibilidade. Este age na assistência à saúde em nível primário contra as algias, especialmente a relacionada ao segmento da coluna vertebral e também como ação secundária ao contribuir na redução ou alívio da freqüência e intensidade da dor de inúmeros agravos osteomusculares. Previne contra determinadas patologias do sistema locomotor, propiciando maior resistência às lesões, menor propensão quanto à incidência de dores musculares, principalmente na região dorsal e lombar, à medida que são minimizadas as ocorrências de problemas posturais (WARBURTON et al., 2006; FALSARELLA, 2007)

Os métodos preventivos, curativos e de reabilitação para as algias posturais encontra-se aqueles que consideram os exercícios de alongamento, como recurso terapêutico modificador da saúde ao demonstrarem resultados significativos na redução da freqüência e intensidade da dor (MARTINS et al, 2005).

Neste sentido, Faria Junior e Barros (2004) destacam em seus estudos que as afecções que atingem os músculos e os seus ligamentos associados, outros tecidos conectivos e os ossos e cartilagens, podem ser prevenidas ou minimizadas através de um programa de exercícios de alongamento, ao estabelecer relações favoráveis entre o aumento da flexibilidade e o alívio de dores musculares e articulares decorrentes do processo de encurtamento músculo-tendíneos.

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As principais técnicas de alongamento para o desenvolvimento da flexibilidade incluem o alongamento Estático Ativo, Estático Passivo e (FNP) Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (ALTER, 1999).

O alongamento estático ativo se caracteriza pelo uso voluntário dos músculos de um indivíduo sem ajudas externas, sendo incapaz de exceder os limites fisiológicos. Já o método Estático Passivo constitui-se do alongamento que não necessita da contribuição ou contração ativa do indivíduo submetido à ação, mas utiliza-se de forças externas, através do auxílio de um companheiro ou de um equipamento. O método denominado Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP), caracteriza-se como uma técnica em que estão envolvidos o relaxamento e contração dos músculos atuantes no processo do alongamento (THEODORO, 2004).

A seguir reportaremos os vários fatores que interferem na sua redução da flexibilidade.

Primeiramente, a evolução eletrônica e tecnológica exigiu que muitos trabalhadores permaneçam sentados em mesas de trabalho e em terminais de computadores, expondo o corpo à diversas agressões físicas, que geram estresse emocional, hábitos posturais inadequados e mecanismos de defesa do organismo à ações compensatórias (ACHOUR, 1985; ACHOUR, 1994), causando absenteísmo, aposentadorias precoces e invalidez (MAHAYRI, 1996).

A postura incorreta, a retração de movimentos amplos e os desequilíbrios corporais ocasionam além da redução de flexibilidade as dores musculares. Também podemos acrescentar que o sedentarismo é um dos fatores importantes pela perda da flexibilidade e que sem dúvida, um dos mais importantes pontos no estudo dos males que acometem a atual sociedade. A sua alta prevalência é um problema recente da civilização moderna e um dos desafios no campo da saúde pública (CARDIN et al, 1998).

Se a perda da flexibilidade for causada pelo sedentarismo, essa é recuperada com exercícios de alongamentos musculares, desde que os ossos não estejam calcificados e que os movimentos estejam limitados pela mecânica muscular (WEINECK, 2003).

Portanto, a prática regular de programas de exercícios físicos voltados para o desenvolvimento ou manutenção da flexibilidade, a fim de prevenir a postura inadequada e desconfortos físicos, são extremamente relevantes (CYRINO, 2003; POLLOCK, WILMORE, 1993).

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Além disso, os programas devem promover: a elasticidade e relaxamento muscular, o controle de estresse e da tensão, autodisciplina, melhora da aptidão física, da postura e da simetria corporal, recuperação da estabilidade corporal, alívio de cãibras musculares, desenvolvimento da mobilidade articular, auxilio na consciência corporal e na correção postural e respiratória (ACHOUR JUNIOR, 1994; ALTER, 2001). É capaz de corrigir vícios posturais oriundos das atitudes adotadas no

ambiente de trabalho, demonstrando assim o seu vínculo com a medicina, contribuindo na prevenção das Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionado ao Trabalho (L.E.R./D.O.R.T.) (SOUZA, 2006).

Dias (1994) declara o treinamento de flexibilidade proporciona ao trabalhador: diminuição decorrente de reclamações sobre doenças profissionais, da procura ambulatorial, dos problemas com sindicato, do índice de absenteísmo, aumento da disposição para o trabalho, melhoria das dores articulares/musculares e do relacionamento interpessoal no ambiente de trabalho.

Diante da perspectiva da importância da flexibilidade para a saúde, este estudo avaliou as alterações ocorridas nas flexibilidades dos ombros, cotovelos, punhos e coluna cervical após a aplicação de um programa de alongamentos musculares, recorrendo aos métodos estáticos e flexionamento dinâmico, caracterizado pela forma de execução balística realizada no próprio ambiente de trabalho.

MATERIAL E MÉTODO

A pesquisa e o termo de consentimento livre e esclarecido foram aprovados pelo Comitê de Ética da FCM-UNICAMP. Os indivíduos tiveram ciência de que estariam participando de um estudo científico devendo concordar e assinar o referido termo. Observou-se que não ocorreu nenhuma resistência.

Os participantes da pesquisa compunham-se de um grupo de 22 mulheres, sedentárias, funcionárias, do Centro de Hematologia da UNICAMP, com idades compreendidas entre 17 e 49 anos, isto é, não praticavam atividade física de forma planejada, estruturada e repetitiva, ou seja, o critério para inclusão no grupo foi a não-participação em nenhuma atividade aeróbia no decorrer dos últimos seis meses (GONÇALVES, 1996). Esta informação foi coletada através das repostas de protocolos de avaliação, aplicados antes da realização do programa, os quais continham perguntas sobre o perfil e a prática da atividade física.

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A escolha dessa população “amostra”, como também a faixa etária avaliada se deu por critérios da acessibilidade e disponibilidade da instituição e por exercerem a função de digitadoras, onde permaneciam sentadas, durante oito horas por dia, cinco vezes por semana.

A pesquisa foi realizada nas dependências do próprio local de trabalho das participantes, onde realizamos as Avaliações das Flexibilidades e ocorreram as sessões de alongamentos.

As sessões eram realizadas três vezes por semana com a duração de quinze minutos cada uma, caracterizada por exercícios de alongamentos e teve a duração de seis meses.

Nos dois primeiros meses, as sessões foram compostas por alongamentos estáticos individuais, onde as participantes realizavam os movimentos e permaneciam na mesma posição durante aproximadamente 30 (trinta) segundos. Utilizamos este método por ser uma “população inexperiente” e por este método dever-se ser aplicado antes de qualquer outro método, segundo as recomendações de Achour Júnior (1995). Na segunda parte do programa recorremos ao método de flexionamento dinâmico, caracterizado pela forma de execução balística com duas séries de dez insistências em cada movimento e velocidade de execução moderada. As sessões de treino foram constituídas de alongamentos envolvendo as principais articulações e grupos musculares (VALE et al, 2005).

Com a finalidade de analisar o grau de flexibilidade utilizou-se o Flexímetro e o manual de utilização desenvolvido pela Sanny.

A avaliação da flexibilidade foi realizada com os princípios do método da goniometria. Segundo Marques (2003) refere-se à medida de ângulos articulares presentes nas articulações, onde é detectada a localização da presença ou não de disfunções, possibilita estabelecer o objetivo do tratamento, avalia o procedimento de melhorias ou recuperações funcionais e determina estudo que envolva a recuperação de limitações articulares. Estas avaliações físicas foram aplicadas antes e após o programa.

A tabela1 indica a amplitude normal dos ângulos articulares, avaliadas, segundo The American Academy of Orthopeadic Surgeons (1963).

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Tabela 01: Ângulos articulares do Ombro, Cotovelo, Punho e Coluna Cervical.

Para estatística desta avaliação, foi utilizada a análise de variância ANOVA, seguido do teste de Tukey.

RESULTADOS

Os resultados obtidos serão mostrados a seguir, tabela 02.

Tabela 02: Comparação da flexibilidade antes a após a aplicação do programa de flexibilidade

DIREITO ESQUERDO

Antes Depois Antes Depois

Abdução ombro 150,41  14,46 160,95  8,35* 158,59  13,71† 167,77 9,69*† Extensão ombro 38,73  13,29 46,95  10,92* 40,05  14,10 46,45  10,10* Flexão ombro 147,09  12,17 157,86  8,68* 152,23  16,24 162,00  11,34* Flexão do cotovelo 119,59  15,40 128,27  9,66* 131,41  17,74† 136,59 11,69† Extensão punho 61,77  7,21 70,18  11,06* 60,05  8,74 67,82  7,53* Flexão punho 70,14  15,87 79,41  10,68* 70,36  13,48 79,36  11,50* Desvio R. punho 26,27  6,86 30,77  5,63* 27,86  9,61 30,86  6,88 Desvio U. punho 39,41  9,36 46,95  7,83* 40,95  9,93 46,23  9,17* Flexão cervical 40,82  6,62 44,64  7,77* 40,68  8,44 44,05  9,20

ARTICULAÇÃO MOVIMENTO GRAUS DE MOVIMENTO

OMBRO Flexão Extensão Adução Abdução Rotação Medial Rotação Lateral 0-180º 0-45º 0-40º 0-180º 0-90º 0-90º COTOVELO Flexão Extensão 0-145º 145-0º PUNHO Flexão Extensão

Adução (desvio ulnar) Abdução (desvio radial)

0-90º 0-70º 0-45º 0-20º COLUNA VERTEBRAL CERVICAL Flexão Extensão Flexão Lateral Rotação 0-65º 0-50º 0-40º 0-55º

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Rotação cervical 57,14  7,03 68,36  6,74* 58,32  8,03 68,95  6,16* Extensão cervical 57,64  11,89 65,59  10,34*

*Diferença entre os momentos (P<0,05)

†Diferença entre os lados direito e esquerdo no mesmo momento (P<0,05)

DISCUSSÃO

No movimento de abdução do ombro realizado pelos indivíduos, os valores apresentados, tanto do lado direito como o esquerdo, após a participação do referido programa demonstraram diferenças significativas.

Martins e Duarte(2002) também analisaram as alterações da flexibilidade de 26 funcionários da Universidade Federal de Santa Catarina, sendo 15 mulheres e 11 homens, que participaram de sessões de Ginástica Laboral, com duração de quinze minutos, três vezes por semana durante quatro meses. Para avaliação da flexibilidade utilizou-se o teste de abdução do ombro. Através dos resultados obtidos pelos pesquisadores, os participantes apresentaram significante melhora no movimento articular de abdução do ombro. As funcionárias, no movimento de extensão do ombro, apresentaram diferença significativamente estatística. Segundo Shephard (1999) programas de promoção da saúde do trabalhador, há constatações de modificações substanciais na extensão do ombro.

Silva et al. (2003) estudou a flexibilidade de 97 indivíduos, trabalhadores de Muzambinho, Minas Gerais, pertencentes à faixa etária de 20 a 30 anos. Através da goniometria foi avaliado o movimento de extensão do ombro em indivíduos. O sexo masculino apresentou no referido movimento 86,6 (18,3) graus, enquanto o sexo feminino 92 (15,5) graus. Neste estudo os autores constataram que os valores médios encontrados em ambos os sexos no movimento de extensão da articulação do ombro foi superior aos valores máximos deparados pela literatura.

Falsarella e Ramos (2007) abordaram a atuação do alongamento como recurso modificador da aptidão física da flexibilidade e suas repercussões sobre a qualidade de vida após um período de 16 semanas. A população inicial envolvida no estudo foi constituída de 40 indivíduos e a amostra submetida às análises representaram 12 mulheres com faixa etária entre 22 e 42 anos de idade, envolvendo a participação da comunidade da Unicamp. Os resultados obtidos no inicio e no final das intervenções mostraram também um aumento da mobilidade articular do ombro.

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Rodolphi (2009) aplicou um programa de ginástical laboral compensatória composto por exercícios de alongamentos estático a um grupo de nove pessoas, de ambos os sexos, entre 20 e 57 anos de idade. Percebe-se o grupo de pessoas que participou das atividades propostas foram melhores, no movimento de ombro, quando comparados ao grupo que não participou do programa.

Dezan et al. (2002) avaliaram dois grupos de indivíduos adultos com idade máxima de 40 anos, um grupo caracterizado como assintomáticos e o outro grupo como portadores de lombalgias crônica. O grupo dos indivíduos assintomático apresentou no ombro direito 161,00 (9,6) graus, e no ombro esquerdo 161,00 (9,2) graus, enquanto os indivíduos portadores de lombalgias crônicas demonstraram graus iguais a 159,00 (11,8) no lado direito e 160,00 (10,2) graus no lado esquerdo. Os autores concluíram que os grupos não se diferenciaram na flexibilidade deste movimento. Quanto à comparação entre a primeira e a segunda avaliação da flexibilidade realizada no Centro de Hematologia da UNICAMP, houve um aumento significativo do movimento articular do ombro, direito e esquerdo.

É possível verificar que ocorrem alterações, aumentos de valores, do movimento de flexão do cotovelo, direito e esquerdo, ocorrendo uma diferença significativa também na comparação entre os lados. Martins e Duarte (2002), autores da pesquisa acima mencionas, também conseguiram observar aumentos neste segmento.

Quanto aos movimentos de extensão e flexão de punho, as diferenças também foram significantes para ambos os lados. Dezan et al. (2002) também detectaram aumentos nesses movimentos.

Martins e Duarte (2002) também contataram semelhante aumento no movimento de flexão do punho, em ambos os sexos (t=2,54). Para os autores, a importância da melhoria da flexibilidade de articulações como ombro e punho, é devido à sua utilização exaustiva por parte dos trabalhadores na realização das tarefas ocupacionais, gerando sobrecarga, que é observada através do surgimento de dores e desconfortos.

No desvio radial e ulnar de punho também podemos observar, Tabela 2, que ocorreram diferenças estatísticas.

Na coluna cervical ocorreram aumentos nos movimentos de flexão lateral para o lado direito e esquerdo, extensão e rotação. Theodoro e Salve (2003) também encontraram aumentos nesses mesmos movimentos ao pesquisarem a flexibilidade de 35 mulheres trabalhadoras da UNICAMP, com faixa etária entre 30 a 50 anos, que participaram de um programa de atividade física.

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CONCLUSÃO

Os dados corroboram com a literatura sobre as repercussões positivas promovidas pela prática regular do alongamento, isto é, vão de encontro com os trabalhos científicos envolvendo a temática sobre alongamento, ao demonstrarem respostas favoráveis sobre a aptidão física da flexibilidade (FALSARELLA e RAMOS, 2008).

O programa de flexibilidade, utilizando exercícios de alongamentos estáticos e flexionamento dinâmico, caracterizado pela forma de execução balística, durante seis meses de duração, três vezes por semana com quinze minutos, demonstrou alterações expressivamente importantes ao proporcionar aumento nos níveis de flexibilidade articular das estruturas avaliadas. Assim, os resultados foram promissores, sobretudo, na perspectiva da área da saúde ocupacional.

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Data de aceite: 21/4/2010

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