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Biblioteca Digital do IPG: Relatório de Estágio Curricular – N2 Design e Comunicação (V. N. Gaia)

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Academic year: 2021

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TPG

folltécnico

1 dajGuarda

Polytechnic

or

Guarda

RELATÓRJO DE ESTÁGIO

Licenciatura em Comunicação Multimédia

Raquel Sofia Matias de Sousa novembro

1

2017

(2)

Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto

Instituto Politécnico da Guarda

R E L A T Ó R I O D E E S T Á G I O

RAQUEL SOFIA MATIAS DE SOUSA

RELATÓRIO PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE LICENCIADO EM COMUNICAÇÃO MULTIMÉDIA

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Ficha técnica

Nome Raquel Sofia Matias de Sousa

Nº de aluno 5008328

Instituição Instituto Politécnico da Guarda

Unidade orgânica Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto

Curso Comunicação Multimédia

Orientadora Maria de Fátima Bartolomeu Cruz Gonçalves

Empresa N2 Design e Comunicação

Morada Rua da Rasa, 355 S/L Esq. 4400-272 V. N. Gaia

Telefone (+351) 224 930 037

Website www.n2-design.pt

Supervisor Nuno Neves

Grau académico Bacharelato em Design de Moda

Instituição Academia de Moda, Artes e Técnicas do Porto

Duração do estágio 3 meses

Data de início 31 de julho de 2017 Data de término 31 de outubro de 2017

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Agradecimentos

Em primeiro lugar, ao Instituto Politécnico da Guarda e à Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto pelo impulso que me deram no sucesso da minha formação académica.

Em segundo lugar, aos meus professores e diretores de curso por terem exigido de mim o melhor que consegui ao longo destes três anos de aprendizagem, em especial à professora Fátima Gonçalves que, tanto como professora como orientadora do meu estágio, sempre se mostrou disponível em ajudar-me a obter os melhores resultados e partilhou os seus ensinamentos, e ao professor Carlos Brigas, que sempre acreditou nas minhas capacidades e me incentivou e motivou a dar o melhor de mim.

Em especial, a toda a equipa da N2 Design e Comunicação pelos conhecimentos que me ensinaram, pelo acolhimento e ajuda que sempre proporcionaram, em especial ao Nuno Neves pela confiança que depositou em mim ao aceitar-me como estagiária na sua empresa, e à Joana Mendes que sempre esteve presente, disposta a ajudar-me em tudo, com muito boa disposição e uma palavra de conforto a dar.

Também a todos os colegas que passaram pelo meu percurso na Guarda que, de uma maneira ou outra, contribuíram para que eu chegasse aqui com sucesso e mais sabedoria, e a todos os amigos fora da Guarda que sempre me acompanharam, mesmo quando a distância interveio, e souberam dar uma palavra amiga nos tempos menos bons.

Ao meu namorado, Anthony Vincent, que sempre esteve presente nos momentos de sucesso e nos momentos de tristeza, que sempre me apoiou em todas as decisões e incentivou a viver o melhor destes três anos de cabeça erguida.

Ao meu pai e à minha mãe, pelo enorme esforço que fizeram para me proporcionarem esta experiência, que sempre estiveram do meu lado incondicionalmente, que sempre me puseram em primeiro lugar para que eu conseguisse chegar onde cheguei, que sempre toleraram a distância sabendo que o nosso esforço seria recompensado, por todo o amor que nunca deixaram de dar.

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Ao meu padrinho, por me ter ensinado a encarar a vida com um sorriso e boa disposição, pelo carinho e preocupação que sempre demonstrou, pela motivação que me deu para ser a minha melhor versão, por ter estado sempre presente enquanto pôde. E, por último – mas não menos importante – à cidade da Guarda, por me ter acolhido tão bem, por me ter mostrado outro lado da vida, por me ter dado amizades que durarão, por me ter ensinado a lidar com a saudade, por me ter permitido dar mais de mim, por me ter feito crescer e amadurecer, e por me ter dado histórias para contar.

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Resumo

O presente relatório de estágio pretende descrever todo o percurso enquanto estagiária na equipa da N2 Design e Comunicação, onde pude exercer funções na área dos audiovisuais e produção dos media, tais como: design gráfico, fotografia e produção cinematográfica.

É feita uma contextualização da empresa, incluindo tópicos sobre a sua história, como surgiu, a sua equipa, a estrutura e organização da empresa, o modo como enfrentam desafios e novos projetos, o seu posicionamento no mercado, e logo após, serão descritas as várias atividades que foram desenvolvidas durante este estágio curricular, conectando-as com o devido enquadramento teórico com o objetivo de fundamentar as técnicas usadas. Para concluir esta experiência, é escrita uma reflexão final sobre os ensinamentos adquiridos e a evolução enquanto futura profissional das áreas dos audiovisuais e produção dos media e das ciências da comunicação.

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Índice geral

Ficha técnica ... i

Agradecimentos ... ii

Resumo ... iv

Índice de figuras ... vii

Lista de siglas e acrónimos ... ix

Introdução ... 1

CAPÍTULO I – N2 Design e Comunicação ... 3

1.1. A N2 Design e Comunicação ... 4

1.1.1. Missão, visão e valores ... 4

1.1.2. Serviços ... 5 1.1.3. Estrutura orgânica ... 6 1.1.4. Identidade visual ... 6 1.1.4.1. Nome ... 7 1.1.4.2. Logótipo ... 8 1.1.5. Comunicação organizacional ... 8 1.1.5.1. Interna... 9 1.1.5.2. Externa ... 9 1.1.6. Clientes ... 10 1.1.7. Análise SWOT ... 11

CAPÍTULO II – Atividades realizadas ... 14

2.1. O Estágio ... 15

2.1.1. Cronograma ... 16

2.1.2. Metodologia de trabalho ... 16

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2.1.3.1. Flyer ... 18 2.1.4. Padaria da Estrella ... 21 2.1.4.1. Menu... 21 2.1.4.2. Cartaz Natal ... 22 2.1.5. Ach. Brito ... 27 2.1.5.1. Exemplos de vectorização ... 29

2.1.5.2. Sugestão para sabonete centenário ... 31

2.1.6. Sociveda ... 33

2.1.6.1. Vectorização para catálogo ... 34

2.1.6.2. Vídeo Red Bull Air Race 2017 Porto – Vila Nova de Gaia ... 35

2.1.7. Quinta de São Xisto ... 38

2.1.7.1. Vídeo de introdução ... 39

2.1.8. Portefólio N2 Design e Comunicação ... 41

2.1.9. Outras atividades ... 42

Reflexão Final ... 43

Bibliografia ... 45

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Índice de figuras

Figura 1 - Estrutura orgânica da empresa ... 6

Figura 2 - Logótipo da N2 Design e Comunicação ... 8

Figura 3 - Identidades visuais de clientes da N2 Design e Comunicação ... 11

Figura 4 - Análise SWOT da N2 Design e Comunicação ... 12

Figura 5 - Fluxo de trabalho em horas ... 16

Figura 6 - Metodologia de trabalho da N2 Design e Comunicação ... 17

Figura 7 - Identidade visual +60ASSIST ... 20

Figura 8 - Pormenor do flyer +60ASSIST ... 20

Figura 9 - Rodapé informativo flyer +60ASSIST ... 21

Figura 10 - Vetor árvore de Natal ... 23

Figura 11 - Código de cores árvore ... 23

Figura 12 - Código de cores bolas ... 24

Figura 13 - Elementos textuais do cartaz de Natal ... 25

Figura 14 - Código de cores "Natal" ... 25

Figura 15 - Código de cores fundo cartaz 1 ... 26

Figura 16 - Código de cores fundo cartaz 2 ... 26

Figura 17 - Código de cor contorno bolas ... 27

Figura 18 - Desenho original Ach. Brito ... 29

Figura 19 - Pormenor da vectorização do desenho original Ach. Brito ... 30

Figura 20 - Código de cores usadas no sabonete centenário ... 31

Figura 21 - Proposta final para embalagem do sabonete centenário ... 33

Figura 22 - Processo de vectorização para catálogo Sociveda ... 35

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Figura 24 - Exemplo da manipulação das margens dos elementos para vídeo Red

Bull Air Race 2017 ... 38

Figura 25 - Elemento textual vertical para vídeo Red Bull Air Race 2017 ... 38

Figura 26 - Pormenor transição de vídeo Quinta de São Xisto ... 40

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Lista de siglas e acrónimos

CEO Chief Executive Officer

CMYK Cyan, Magenta, Yellow, Black

IAPMEI Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação

PME Pequenas e Médias Empresas

PNG Portable Network Graphics

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Introdução

Os alunos finalistas da licenciatura em Comunicação Multimédia da Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto têm o poder de escolha no que toca à forma de terminar o seu curso: podem escolher entre realizar um estágio curricular ou desenvolver um projeto.

No âmbito desta mesma licenciatura, escolhi realizar o estágio curricular por este me poder proporcionar, em primeira mão, a verdadeira experiência de estar no mercado de trabalho.

Para poder concretizar o estágio, candidatei-me a uma empresa da área de comunicação, a N2 Design e Comunicação, situada em Vila Nova de Gaia, como estagiária por três meses, a decorrer nos meses de agosto, setembro e outubro. Após a aceitação da minha candidatura, iniciei as minhas funções enquanto designer gráfica e fotógrafa, guiada por um plano de estágio (Anexo I) elaborado pela empresa, com os objetivos e atividades que esperavam de mim nesse período de tempo.

A N2 Design, enquanto empresa acolhedora deste estágio, é uma empresa presente no mercado há, aproximadamente, 12 anos, tendo tido início em 2006. Os serviços que sempre disponibilizou passam por web design, design gráfico, editorial, fotografia, entre outros. É uma entidade que sempre prezou o seu público, sendo que muitos dos seus atuais clientes a acompanharam ao longo de toda a sua existência. Prima pela multidisciplinaridade e vasta formação que toda a sua equipa possui: apesar de pequena, consegue adaptar-se a qualquer meio e área, capaz de produzir conteúdos e produtos, em função de qualquer ferramenta ou plataforma.

O presente relatório está organizado em dois capítulos: o primeiro dirige-se inteiramente à empresa, com a contextualização da mesma e abordando pontos como a sua estrutura e organização, forma de comunicação entre membros da equipa bem como com os seus clientes, o seu funcionamento geral, o modo como enfrentam os projetos que lhe são entregues, falando também da sua identidade visual e analisando os seus pontos fortes e fracos, ameaças e oportunidades; o segundo dirige-se aos projetos e tarefas realizados e desenvolvidos durante estes três meses, onde serão descritos os que tiveram maior

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relevo, revelando as técnicas usadas, os conhecimentos adquiridos e os conteúdos a utilizar.

Por fim, na reflexão final, será feita uma análise em retrospetiva de forma a entender obstáculos e a esclarecer oportunidades.

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O primeiro capítulo trata a descrição e contextualização da empresa que acolheu o estágio curricular, a N2 Design e Comunicação.

De forma a conhecer melhor a empresa e qual a sua visão no mercado, fala-se da sua história, como surgiu, a sua estrutura e organização, como é feita a comunicação entre elementos da equipa, os serviços que presta e os seus clientes, a identidade visual e a origem do nome. E como forma de introspeção à empresa, é realizada uma análise aos pontos fortes e fracos da N2 Design, e também às suas ameaças e oportunidades.

1.1. A N2 Design e Comunicação

A 18 de agosto de 2006, a N2 Design lançou o seu nome como empresa com a ambição de dar resposta a uma procura incessante de inovação na área da comunicação, tornando-se, ela mesma, uma solução inovadora (N2 Design, 2016).

As relações com os clientes sempre foram, desde o primeiro dia, a base fulcral para o seu sucesso: colocar o cliente no topo com o objetivo de criar a imagem perfeita à sua medida. Desde então, presta serviços de branding, packaging, comunicação, design editorial, web design, produção gráfica, fotografia e vídeo, 3D, entre outros, provando a sua multidisciplinaridade.

Tem alianças criadas com inúmeras empresas tanto nacionais como internacionais, que permitiram que crescesse enquanto casa, com uma maior experiência e uma posição distinta no mercado (N2 Design, 2016).

Apesar de se tratar de uma equipa relativamente pequena, a sua década de experiência levou a que todo o seu esforço e dedicação fossem, “nada mais, nada menos, perfeitos” (N2 Design, 2016: s/p).

1.1.1. Missão, visão e valores

As empresas têm sempre como principal objetivo, destacarem-se das demais. Para isso, é preciso definir claramente três fatores importantes, que funcionarão como a sua base: a missão, a visão e os valores.

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A missão, por vezes, é um conceito difícil de estabelecer, visto que é o que resume a razão de ser de uma empresa. Kotler (2010: 46) afirma até que a “missão reflete o propósito básico da própria existência da empresa” tornando-se, assim, o centro da mesma. Para isto é necessário ter bem explícito, desde o início, quais os principais objetivos, de acordo com a área em que está inserida. Estes objetivos podem representar linhas-guia que ajudarão a empresa a entender o verdadeiro caminho a seguir. Contudo, à medida que esta cresce, os objetivos podem mudar, adaptar-se a novas circunstâncias ou até sofrer uma reestruturação total. A missão da N2 é incrementar o sucesso dos clientes, criando respostas eficazes aos problemas colocados pelos mesmos, aumentando a sua probabilidade de sucesso (N2 Design, 2016).

Já a visão representa o retrato no futuro da empresa. Por outras palavras, o que se espera que venha a alcançar, atingir e cumprir, “a visão pode ser definida como o que desejamos que a empresa seja no futuro” (Kotler, 2010: 47). A N2 tem como visão o reforço da imagem de uma marca perante as outras, para que esta sobressaia, dando azo a um maior fluxo de procura por parte do público (N2 Design, 2016).

Os valores representam como a empresa pretende concretizar a missão e visão estabelecidas. Como Kotler (2010: 47) assume, “os valores articulam um conjunto de prioridades corporativas e tentativas de gestão para incluí-los nas suas práticas”. Isto reflete-se nos funcionários da empresa, pois encoraja-os a atingir os seus objetivos, aumentando a sua produtividade. Assim, os valores da N2 são a criatividade, a inovação, a multidisciplinaridade e know-how nas mais diversas áreas (N2 Design, 2016).

1.1.2. Serviços

A N2 Design tem uma vasta variedade de préstimos, tendo como centro primordial o design gráfico, a criação de imagem, conteúdos publicitários e packaging. Contudo tem experiência e formação na área dos audiovisuais e produção dos media, como criação de websites, gestão de redes sociais e flyers.

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1.1.3. Estrutura orgânica

A estrutura orgânica de uma empresa passa, antes de mais, pela repartição de alguns fatores: divisão do trabalho, especialização, hierarquia, autoridade e responsabilidade, unidade de comando e amplitude de controlo (Santana, 2007). É orgânica precisamente por haver uma “maior interação entre as pessoas, menor formalização e maior flexibilidade, e um elevado grau de descentralização da autoridade” (Silva, 2009: 26). Posto isto, as empresas são divididas em departamentos, cada um dirigido diretamente a uma área específica. Contudo, por se tratar de uma equipa pequena, como referido anteriormente, a empresa não está dividida por departamentos, mas sim por funções. Por isso, a equipa é formada pelo Chief Executive Officer (CEO) e diretor criativo, pela web designer/multimédia e pela designer gráfica, presente na Figura 1.

Figura 1 - Estrutura orgânica da empresa

Fonte: Elaboração própria

Destaca-se por esta diferenciação que prova a sua força enquanto empresa: existe trabalho de equipa, onde qualquer projeto passa pelas mãos de todos, atribuindo a mesma responsabilidade a cada um. Durante o estágio, o meu trabalho dividiu-se entre o design gráfico e conteúdos multimédia.

1.1.4. Identidade visual

A identidade visual de uma empresa representa aquilo a que o público tem acesso em primeiro lugar. É por isto que a empresa vai ser reconhecida e identificada, porque “tal

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como uma pessoa, (…) ela tem um carácter, uma personalidade ligada à sua história e aos seus valores fundamentais” (Lindon et al., 2011: 176).

A sua identidade vai também marcar o seu posicionamento no mercado e na mente dos consumidores, pois é preciso que seja relevante para as necessidades e desejos deles (Kotler, 2010). Já Wheeler (2008) consolida este conceito dizendo que deve desencadear perceções e associações à marca e, por isso, deve também ser fácil de lembrar e reconhecer.

1.1.4.1. Nome

Nuno Neves, CEO e diretor criativo da N2 Design, iniciou a sua carreira na empresa Eusébio & Rodrigues, Lda como designer de moda. Ali, ele pôde experienciar algo que a engenharia civil não lhe soube mostrar – área na qual estudou anteriormente mas que não terminou. Na equipa em que trabalhava, um dos seus superiores chamava-se também Nuno. Em situações de conversa, os seus colegas tinham sempre de especificar a qual Nuno se dirigiam. Como Nuno Neves chegou posteriormente à equipa, seria o seu nome que devia ser adaptado: a proposta dos seus colegas foi “NN” ou “Nênê”. Prontamente, Nuno decidiu que seria – sem margem para qualquer dúvida – “Nênê”, argumentando que, como adepto portista que era, não queria a sua imagem associada a “NN”, sigla para “No Name Boys”, a conhecida claque benfiquista. Anos mais tarde, quando decidiu iniciar a sua própria empresa, não pensou duas vezes: N2 fazia todo o sentido. E o nascimento do seu filho mais velho, Nuninho, só veio dar mais força à nova fase que se avizinhava: tanto no papel de pai, como no papel de fundador da empresa. Contudo, o nome inicial era “N2 Design e Comunicação” pois eram (e continuam a ser) as áreas primordiais de trabalho. Mas por ser um nome longo, os clientes e o público começaram a designar a empresa por apenas “ N2 Design”, deixando de fora a “Comunicação”, mas continuando ela mesma bem presente no ambiente de trabalho da equipa que se formaria.

Wheeler (2008: 56) afirma que o nome certo é “intemporal, incansável, fácil de dizer e lembrar (…)”, e com o passar dos anos e a evolução da mesma, Nuno tentou simplificar ainda mais o nome para “N2” apenas, mas os clientes já se habituaram de tal maneira, que foi uma tentativa sem sucesso. Fica “N2” para a equipa.

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1.1.4.2. Logótipo

Gonzalez (2010) afirma que o logótipo é o nome da empresa com atributos próprios na eleição tipográfica. Já Lindon et al. (2011) diz que é a bandeira da marca, que pode evoluir mas sem perturbar a perceção dos consumidores. Todavia, Wheeler (2008) contra-argumenta dizendo que se trata de uma palavra com uma determinada fonte, podendo ser normal, modificada ou inteiramente redesenhada.

A composição da imagem corporativa da empresa figura apenas o logótipo, constituído pela letra “N” e pelo algarismo “2” (Figura 2).

Figura 2 - Logótipo da N2 Design e Comunicação

Fonte: http://www.n2-design.pt/

O quadrado é a forma básica do espaço: representa ordem, solidez, racionalidade e tangibilidade. É um elemento que impõe a sua presença, indica uma estrutura forte, e transmite uma imagem de seriedade e credibilidade (Gonzalez, 2010). Para criar um impacto forte e realçar a força que esta nova empresa estava prestes a trazer ao mercado do design, transformou-se este logótipo de forma a assemelhar-se a um retângulo, apropriando-se este mesmo do significado do quadrado, facilitando também a sua memorização e rápido reconhecimento por parte do público-alvo.

1.1.5. Comunicação organizacional

A comunicação é feita com base na perceção do que acontece à nossa volta e da necessidade de estar em sociedade. E só existe comunicação quando há um significado comum para o emissor (quem envia a mensagem) e recetor (quem recebe a mensagem) (Lampreia, 1996). Mas é um conceito que muita discussão tem trazido pelas vastas definições que pode assumir. Por isso, “a complexidade do tópico [comunicação] é tão eloquente quanto as dificuldades que as organizações enfrentam para adoptar mecanismos e sistemas de boa comunicação” (Monteiro et al., 2012: 342).

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A comunicação organizacional passa, então, por reunir informação importante acerca da organização, bem como as suas mudanças, e fazê-las circular interna e externamente (Kreps, 1990), ou seja, “abrange todas as formas de comunicação utilizadas pela organização para se relacionar e interagir com seus públicos” (Padamo et al., 2015: 260).

1.1.5.1. Interna

A comunicação organizacional interna implica um fluxo de informação dentro das fronteiras da empresa, entre funcionários e membros da equipa. Isto permite que não haja, então, falhas na comunicação de dados importantes relacionados com a organização ou não, bem como dar lugar a uma melhor relação entre as equipas de trabalho, que passam a entender a importância da sua posição na empresa, o que também os motivará a fazer um bom trabalho (Ventura, 2012). Rodrigues (2016: 117) afirma até que “se uma empresa é bem falada no espaço público mediático qualquer funcionário tem prazer em dizer que trabalha lá”.

A N2 é uma empresa pequena por isso a comunicação é feita pessoalmente. No entanto, o meio mais utilizado para troca de informações é o e-mail, seja para troca de conteúdos, seja para reencaminhamento de e-mails de clientes para a equipa para que todos possam estar ao corrente do progresso de certos projetos. Cada funcionário possui uma conta de correio eletrónico personalizada, para que os clientes possam contactar fácil e rapidamente cada membro da equipa. Já os estagiários utilizam a sua conta pessoal. Para além do e-mail, utiliza-se muito a troca de informação através de WeTransfer1, quando se tratam de ficheiros grandes, que não sejam suportados pelo e-mail.

1.1.5.2. Externa

A comunicação organizacional externa funciona além das fronteiras da empresa, ou seja, esta comunicação é feita entre os representantes da organização e os seus clientes. Ajuda a dar a conhecer os seus pontos fortes no mercado e a perceber o feedback do público. Rodrigues (2016: 130) argumenta que “mais do que nunca as empresas

1 Plataforma online que permite a transferência de ficheiros através de links de partilha com outros

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precisam ter entre os seus colaboradores bons profissionais de comunicação, sejam eles internos ou externos, à organização”.

Por isto, a comunicação interna e externa, apesar de praticarem funções diferentes, complementam-se de forma a criar uma boa ligação entre os contactos interiores e exteriores à organização, o que irá contribuir para um aumento da credibilidade da mesma.

Na N2 Design, dá-se maior relevância às reuniões presenciais com os clientes, enquanto comunicação externa, que podem ser feitas de duas formas: o cliente pode deslocar-se ao encontro da empresa, visto que esta tem uma sala própria para reuniões nas suas instalações; ou o CEO desloca-se a um ponto de encontro acordado pelas duas partes. Estas reuniões ocorrem para serem discutidos pontos essenciais na execução dos projetos, para que a empresa esteja na mesma linha de pensamento que o cliente e o resultado final corresponda às expectativas iniciais. Na impossibilidade de uma das partes não poder estar presente, pode enviar alguém nomeado como substituto. Ainda assim, também se faz uso do e-mail para que o cliente tenha acesso à documentação necessária (como propostas de imagem, logótipo, etc.) e, caso seja preciso alguma alteração, o responsável em questão possa ter essa mesma informação anotada com facilidade. Por vezes, para que não restem dúvidas ou por uma questão de rapidez, também se fazem contactos telefónicos para minimizar tempos de espera na resposta de pequenas questões.

A empresa tem também ao dispor do cliente o seu website, no qual revela um pouco da sua história, informações relativas aos serviços que presta e um formulário que permite ao utilizador entrar em contacto connosco. Do website, faz também parte o portefólio que, estando um pouco desatualizado, está em fase de alterações.

Tem presença nas redes sociais, mais especificamente no Facebook e Behance, mas devido ao grande fluxo de trabalho, torna-se complicado a sua gestão diária.

1.1.6. Clientes

Os clientes procuram satisfazer as suas necessidades e desejos, por isso, quando escolhem um produto/serviço é “porque gostam dele (…), porque vai ao encontro dos

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seus objetivos e lhe atribuem valor emocional” (Rasquilha, 2011: 109). Mas estes clientes não são apenas os consumidores finais de um produto – podem ser também entidades que procuram empresas que lhes ofereçam serviços que necessitem.

Com os seus quase 12 anos de casa, a N2 já teve assim o privilégio de trabalhar com muitas empresas que confiaram no seu trabalho: Terras de Conclave, PIMMS, Robbialac, Dielmar, Porto Cruz, Agriloja, entre outros.

Figura 3 – Identidades visuais de clientes da N2 Design e Comunicação

Fonte: http://www.n2-design.pt/

Todavia, existem clientes que acompanharam a N2 desde o primeiro ano, no seu crescimento enquanto empresa de design e comunicação, e que a seguem atualmente: Ach. Brito, Sociveda, Douro’s Flavours, HiperAlimentar, Claus Porto, Confiança e a Quinta de São Xisto (Figura 3).

1.1.7. Análise SWOT

O acrónimo SWOT significa strengths (forças), weaknesses (fraquezas), opportunities (oportunidades) e threats (ameaças). E divide-se em fatores internos (forças e fraquezas) e fatores externos (oportunidades e ameaças), fazendo com que as empresas existam num “estado de equilíbrio dinâmico entre os sistemas abertos e fechados” (Ward, 1998:

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20). A finalidade da análise SWOT é identificar pontos fortes e fracos, ameaças e oportunidades de uma entidade ou produto/serviço. Considera-se uma técnica utilizada para indicar a capacidade de enfrentar a concorrência e o que poderá trazer de melhor ao mercado (Monteiro, 2004).

Na Figura 4, expõe-se a análise SWOT feita à N2 Design.

Figura 4 - Análise SWOT da N2 Design e Comunicação

Fonte: Elaboração própria

Um dos pontos fortes da N2 Design é, sem dúvida, os anos que já está presente no mercado. Permitiu criar uma imagem perante o público que agora é rapidamente reconhecida, sendo procurada pelos clientes pelos seus serviços de excelência e qualidade. Esta década de trabalho também fez com que a empresa adquirisse know-how na área, com os diferenciados projetos que desenvolveram, permitindo que pudessem trabalhar com clientes de vários setores, desde roupa a sabonetes, passando por talhos e barreiras de segurança. Deu-lhe um estatuto de empresa polivalente, capaz de operar em qualquer área. O que leva a mais um ponto forte, a formação alargada que a sua equipa tem: conhecimentos de qualquer sector de produção de conteúdos multimédia, comunicação e web (design gráfico, fotografia, publicidade, marketing, web design, etc.) e de várias ferramentas de trabalho (Adobe, CorelDraw, WordPress, etc.). A rápida resposta é também considerada como uma força da empresa, uma vez que, em muitos

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casos, os clientes procuram soluções rápidas e apresenta resultados no prazo estipulado pelo mesmo.

Nas suas fraquezas ressalta a equipa pequena, que apesar de terem formação nas várias áreas, por vezes não conseguem dar resposta a todos os projetos pelo fluxo de trabalho que têm.

Já como oportunidades, identificam-se os elevados preços praticados pela concorrência, o que possibilita que a N2 pratique preços mais baixos e, assim, angariar mais clientes e levar a outra grande oportunidade: criar mais parcerias de longa duração, isto é, que acompanhem a empresa nos seus vários trabalhos e depositem confiança no seu serviço, não apenas para um projeto pontual, mas sim para a continuação de outros projetos. O que pode ser considerado como oportunidade é também um maior investimento em desenvolvimento web e criação de sites que, apesar de já trabalhar nessa área, não são muitos os projetos.

Como ameaça, a concorrência, uma vez que se encontra perto do grande Porto, onde existem muitas empresas na mesma área de trabalho com serviços semelhantes. Também como muitas entidades cortam no investimento quando procuram empresas de design e comunicação, representa uma ameaça, pois diminui a procura por este tipo de serviços. O painel económico do país influencia esse fator, constituindo, ele próprio, uma ameaça de igual forma.

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O segundo capítulo destina-se à descrição das atividades realizadas ao longo do estágio, e também uma breve abordagem aos respetivos clientes.

Aqui, dá-se a união entre o enquadramento teórico e a prática aprendida tanto na licenciatura como no estágio curricular. Serão explicadas as técnicas usadas e as ferramentas a que se recorreu, bem como termos técnicos.

2.1. O Estágio

O estágio curricular consiste num período de experimentação, após a licenciatura, que permite ao aluno viver o ambiente profissional que é esperado no mercado de trabalho. No decorrer dos três anos de licenciatura, desenvolvi uma grande admiração pelo design gráfico: o que é capaz de produzir; e o gosto pela fotografia e vídeo aumentou exponencialmente. Estes fatores levaram-me ao encontro da N2 Design e Comunicação por ter mostrado, logo à primeira vista, a imensidão de competências que tinham. Soube, logo à partida, que seria uma empresa onde eu poderia explorar as minhas capacidades enquanto designer e fotógrafa, e ser uma equipa com número reduzido de pessoas ia dar licença para que me pudessem acompanhar de perto e preparar-me para o mercado profissional. Depois de verificar todo o seu portefólio e os clientes de quem era parceira, entrei em contacto com a empresa. Propus-me a uma reunião para que me pudessem conhecer e para que eu pudesse também conhecer a equipa da qual viria a fazer parte. Foram muito recetivos, e no dia da reunião explicaram-me o funcionamento da empresa, os valores em que se baseava, e o que era esperado de mim, enquanto futura estagiária.

No dia 31 de julho, dei início ao estágio, começando por, em conjunto com o supervisor Nuno Neves, preencher o plano de estágio de acordo com as minhas competências e as atividades que eles esperavam que eu realizasse. Depois, iniciei o meu cargo na empresa.

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2.1.1. Cronograma

O fluxo de trabalho apresentado é constituído pelos clientes que maior relevância tiveram durante o meu percurso na N2 Design, e pelas horas dedicadas aos seus projetos. Este cronograma tem também como objetivo entender o fluxo de trabalho que existiu por parte de cada cliente (Figura 5).

Figura 5 - Fluxo de trabalho em horas

Fonte: Elaboração própria

Por terem existido vários projetos diferentes, optei por representar os clientes em vez de atividades específicas, pois seria menos confuso para perceber o tempo despendido em cada um. As horas aqui apresentadas têm em conta fatores como prazo de entregas, recursos disponíveis, tempo de resposta do cliente e criatividade.

2.1.2. Metodologia de trabalho

O designer, enquanto parte criativa de um projeto, deve estar apto a identificar a melhor forma de “lidar” com o mesmo, precisando de ter “poder de análise, sensibilidade à diferença, flexibilidade mental, competências interpessoais, clareza de julgamento, sensibilidade visual, consciência cultural e conhecimento técnico” (Frascara, 2004: 190). Como vantagem, tem várias técnicas e ferramentas diferentes para fazer um mesmo projeto, ao contrário de outras áreas de trabalho. Mas para conseguir definir qual a melhor a ser utilizada em determinado projeto, é imperativo que tenha uma linha de pensamento organizada, bem estruturada e delineada para que possa indicar quais os

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passos a serem tomados para se chegar ao produto final pretendido. Frascara (2004: 91) refere que “qualquer projeto de design e comunicação, em maior ou menor grau, requer planeamento a nível de comunicação, visualização e produção”. Para isto, é preciso que haja uma metodologia de trabalho que guie o designer, e pode dividir-se em várias fases (Munari, 2006): enunciação do problema (problema apresentado pela entidade); identificação dos aspetos e das funções (análise do problema através de aspetos físicos – projeção do objeto; e psicológicos – relação objeto-usuário); limites (duração, regulamentos, proibições, razões económicas, etc.); disponibilidades tecnológicas (recursos disponíveis em ordem a ter o menor custo); criatividade (síntese da informação recolhida); e modelos (maquetes do que virá a ser o produto final).

Na N2 Design, a metodologia de trabalho adota esses mesmos critérios, embora que adaptados: assim que um cliente apresenta um problema, reúne-se a equipa e discute-se quais as decisões a tomar (Figura 6).

Figura 6 - Metodologia de trabalho da N2 Design e Comunicação

Fonte: Elaboração própria

O primeiro passo é analisar o problema e identificar os pontos fortes e fracos do mesmo. No segundo passo, analisa-se a concorrência: perceber como atuam no mercado, quais os seus recursos e conteúdos, e quais os pontos em falha para que isso jogue a favor do

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nosso projeto. A terceira etapa é o brainstorming de ideias/soluções: com o que foi apresentado inicialmente, reunir o maior número de ideias para que, em conjunto, se chegue a um consenso de qual a melhor a passar à fase seguinte, tendo em conta a concorrência. Na fase seguinte, com a ideia final, determina-se quais as ferramentas a utilizar e os recursos necessários. De seguida, passa-se ao computador para pôr em prática o que foi apurado de todas as fases anteriores. E por último, fazem-se testes (de impressão, corte, luz, etc.) para determinar se existem melhoramentos a serem feitos ou não.

Os pontos que se seguem descrevem as tarefas realizadas ao longo do estágio curricular.

2.1.3. +60 ASSIST

A empresa +60 ASSIST de apoio gerontológico trata de fornecer ajuda a idosos em problemas do quotidiano que, numa certa idade, sentem necessidade de alguém a acompanhá-los a tomar determinadas decisões ou resolver certos assuntos (+60ASSIST, 2016). Este auxílio passa por: gestão do quotidiano (administração funcional do quotidiano, coordenação de trabalhos especializados, diligências tributárias, diligências legais, agenda social ativa); apoio domiciliário (cuidados pessoais, monitorização da saúde, companhia amigável); promoção da saúde (acompanhamento ao médico, alertas médicos, tratamentos de enfermagem, fisioterapia, terapias não convencionais, nutricionismo, psicologia, teleassistência, ajudas técnicas, manicura/pedicura); cuidado do lar (limpeza doméstica, serviço de refeições, jardinagem, tratamento de animais); formação (em informática para reformados ativos e para assistentes familiares).

Presta, por isso, serviços organizados consoante a necessidade do cliente para que este, ainda assim, consiga ser independente.

2.1.3.1. Flyer

O design gráfico pode ser definido como a “arte da comunicação” (Resnick, 2003: 15): tem como principais fins informar, persuadir, educar e acima de tudo, oferecer uma experiência visual ao público. Mas também “influencia a eficiência, eficácia e caráter da comunicação” (Davis, 2017: 13). O design de comunicação vem, por isso, juntar o design gráfico e o poder da comunicação através da união entre contexto e forma

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(Davis, 2017). O resultado que daqui provém pode assumir vários formatos: livros, cartazes, televisão, flyers, conteúdos multimédia, entre outros.

Os flyers, nomeadamente, são utilizados em publicidade como um meio de difusão rápida de uma mensagem (Graham, 2005), isto é, através de pouca informação mas que seja simples e de fácil leitura e compreensão, consegue captar a atenção do cliente e persuadi-lo a concretizar a compra de um produto/serviço. Toor (1998: 111) conclui até que o “objetivo de um flyer é transmitir informações dentro de um período de tempo limitado”.

De forma a anunciar os serviços prestados e dar a conhecer ao público o seu nome, +60ASSIST criou um flyer (Anexo II) onde se destacassem os seus serviços e uma breve abordagem dos mesmos. Contudo, o conteúdo que nele estava inserido era demasiado para tão pouco espaço, o que tornava o flyer confuso e difícil de compreender a informação, principalmente ao público-alvo, os mais idosos. De forma a combater o excesso de informação e tornar o conteúdo mais atrativo e de fácil legibilidade, propôs a criação de um flyer que dispusesse da informação essencial, com pouco ruído textual. Isto porque este conteúdo é dirigido não só aos idosos em questão, mas também aos seus familiares que os ajudam diariamente e que, também eles, necessitam de ajuda no cuidado gerontológico.

Em conjunto com a designer gráfica da N2, Joana Mendes, no Adobe Illustrator, tentámos criar um conceito em primeiro lugar: tendo em conta o público-alvo, é imperativo que o resultado final seja de fácil leitura, rapidamente compreensível e direto à questão. Então, começámos por ponderar as cores a utilizar, escolhendo as da própria identidade visual, na Figura 7 – branco e verde turquesa – por serem cores que transmitem calma e têm contraste suficiente para ajudar na leitura.

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Figura 7 – Identidade visual +60ASSIST

Fonte: Facultada pela própria empresa

Para o layout, optou-se por dividir a área total do flyer em duas áreas diferenciadas, de maneira a captar a atenção e dinamizar a distribuição da informação a transmitir. Assim, na frente do flyer, numa primeira artboard2, na parte superior colocou-se uma fotografia de um casal a ler documentação, estando ao seu lado esquerdo a identidade visual da empresa. Ao centro, encontra-se uma faixa com um dos descritivos do cliente: “Coloque-nos o seu problema. Nós encontramos a solução!”. Já na parte inferior, começa a enumeração dos mais variados serviços que a empresa proporciona aos seus clientes, como frases interrogativas diretas a quem lê este conteúdo, com o objetivo de chegar mais perto do público e criar uma relação de segurança e confiança com o mesmo (Figura 8).

Figura 8 - Pormenor do flyer +60ASSIST

Fonte: Elaboração própria

Esta informação continua no verso do flyer e, numa segunda artboard, posicionando-se na faixa central superior do espaço. No cabeçalho, onde se situa o logótipo em menor

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dimensão, está presente mais um descritivo da empresa, em que se lê: “Mantenha-se ativo. Ajudamos na gestão do seu dia-a-dia!”. Abaixo, com destaque, dispôs-se um pequeno texto persuasivo de forma a impelir o público a contactar a empresa. No rodapé do verso (Figura 9), está a informação de contactos da empresa, bem como a sua localização.

Figura 9 - Rodapé informativo flyer +60ASSIST

Fonte: Elaboração própria

De referir que ao longo da descrição dos serviços, é dado destaque a certas palavras-chave, como IRS, Segurança Social, faturas, entre outras, para que os necessitados possam identificar de imediato qual o serviço específico que precisam. O resultado final pode ser consultado no Anexo III.

2.1.4. Padaria da Estrella

A Padaria da Estrella é uma das mais conceituadas pastelarias do centro de Vila Nova de Gaia, que ganha os seus clientes pelo estômago. Prima pela confeção dos seus produtos, que são frescos, mas capta a atenção dos que passam pela montra com os seus famosos quindins de côco (Estrella, 2017). O seu maior público são as pessoas de idade, que gostam de se deslocar a esta padaria para se deliciarem com a sua cozinha. E, por isso mesmo, numa tentativa de ganhar um outro público mais jovem, quis renovar a sua imagem, através da criação de menus, com nomes alusivos a figuras importantes do distrito e facilmente reconhecidas, e de combinações improváveis como o quindim mais vinho do Porto.

2.1.4.1. Menu

Para colmatar esta renovação, foi necessário criar um menu que “vendesse” os produtos, tendo em conta o público que sempre lhe foi fiel, os mais idosos. No processo de

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identificação dos elementos chave que fariam parte deste menu, de imediato surgiu a necessidade de que este produto fosse apenas monocromático e com letras grandes, de maneira a que os idosos conseguissem ler sem dificuldade, pois permite um maior contraste e não distrai a leitura.

Sendo assim, no Adobe Illustrator, na primeira artboard, e na frente do menu, distribuíram-se os submenus referidos verticalmente em molduras de cantos arredondados para o interior, adaptadas ao tamanho do texto, acompanhados pelo preço, com o logótipo da padaria no topo em grandes dimensões para que fosse identificado de imediato. No verso estão presentes os restantes produtos disponíveis, dividindo-se pelas categorias de “Pastelaria”, “No Pão”, “Bebidas” e “Combinações Improváveis”, acompanhadas de um pequeno ícone. Esta última separada das restantes por uma fina linha tracejada para que se distinguisse. No rodapé, estão presentes os contactos e localização da Padaria da Estrella.

Até à conclusão deste projeto, os menus inovadores ainda não tinham sido postos a consumo pela padaria. O resultado final pode ser consultado no Anexo IV.

2.1.4.2. Cartaz Natal

Por se tratar de uma padaria prezada pelos clientes na zona de Vila Nova de Gaia, muitos confiam nela para as suas encomendas de bolos. Como se aproximam os festejos de Natal e Passagem de Ano Novo, a padaria sugeriu a criação de cartazes de tamanho A33 que transmitissem aos clientes que já poderiam iniciar o pedido de encomendas para essa altura. Inicialmente, propôs dois cartazes diferentes: um que “cheirasse” a Natal e outro que evidenciasse os produtos que a padaria iria confecionar. O cartaz é composto por áreas de informação e imagens apresentados num plano de fundo de largas dimensões, o que o levou a ser interpretado como um suporte visual4. No entanto, apesar da maior parte da informação que nele é disposta, também se utilizam elementos textuais, visuais e orais (Rowe, 2017).

3 Formato standard de dimensões 297 mm x 420 mm, definido pelo ISO 216, derivando este do formato,

também standard, alemão DIN 476 (Papersizes, 2017).

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No primeiro cartaz, a ideia foi jogar com os elementos típicos de Natal: árvore, bolas, os tons de vermelho e verde escuros. A urgência e indisponibilidade de tempo impossibilitou a construção de raiz dos elementos necessários, por isso, em primeiro lugar, fez-se uma pesquisa por vetores de árvores na plataforma Freepik, que disponibiliza vetores gratuitos para fins comerciais. Por experiências anteriores, já era sabido que a cliente gostava muito de formas geométricas, então, o vetor que se adequava seria uma árvore geométrica, como mostra a Figura 10, e que fugisse às formas tradicionais.

Figura 10 - Vetor árvore de Natal

Fonte: Elaboração própria

Contudo, esta apresentava-se em tons suaves de azul, que não correspondiam às cores pretendidas, por isso foi necessário fazer a alteração para tons verdes escuro, médio e claro (Figura 11).

Figura 11 - Código de cores árvore

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Uma vez que este vetor já incluía bolas de Natal, também se adequaram as cores para vermelho e laranja (Figura 12).

Figura 12 - Código de cores bolas

Fonte: Elaboração própria

A estrela também foi fundamental manter pois fazia uma referência direta à Padaria da Estrella, apenas se redimensionou para que tivesse um maior destaque.

Com o elemento principal concluído, passou-se à mensagem. A cliente queria que no cartaz se lesse: “Faça aqui a sua encomenda de Natal!”. Mas enquanto designer, teria de saber balançar o destaque que se dava à árvore com o destaque que deveria ter o texto. Então retirou-se uma das faixas inferiores da árvore de maneira a que o texto encaixasse nessa área mas sem roubar protagonismo ao mesmo elemento. Posto isto, a tipografia escolhida foi a Lobster 1.4, na plataforma dafont.com, por ser uma fonte gratuita para fins comerciais.

A disposição dos elementos textuais foi pensada com o objetivo de ser apelativo e que desse destaque à palavra “Natal”. Por isso, o texto organizou-se da seguinte maneira: “Faça a sua” ficou na parte superior com um tamanho inferior e um outline5 que simulasse o recorte da secção da árvore à volta do texto; “encomenda de” ficou abaixo do texto anterior com a mesma formatação, excecionando o outline – porque já não era necessário – e o “de” mais reduzido por não precisar de relevo na mensagem; e “Natal!” ficou num tamanho maior de forma a enfatizar a mensagem e marcar a sua presença no cartaz (Figura 13).

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Figura 13 - Elementos textuais do cartaz de Natal

Fonte: Elaboração própria

Para isso, na mesma palavra, aplicou-se um gradiente de cores, que variava do laranja para o amarelo do tipo linear com um ângulo de 90º, e um contorno vermelho do mesmo tom do restante texto (Figura 14).

Figura 14 - Código de cores "Natal"

Fonte: Elaboração própria

Passando para outros elementos presentes no cartaz: aplicaram-se mais bolas de Natal na parte superior do mesmo, mas estas em tons verdes para não criar confusão com as existentes na árvore; no rodapé inseriu-se o logo da padaria, os símbolos para internet grátis dentro do estabelecimento e página de Facebook, e o elemento textual “ACEITAMOS ENCOMENDAS ATÉ AO DIA 22 DEZ” dando relevo ao dia, com a tipografia Champagne, escolhida na plataforma dafont.com, por ser uma fonte gratuita para fins comerciais.

O fundo possui uma cor sólida azul clara (Figura 15) para que todos os elementos ganhassem contraste uns em relação aos outros (Anexo V). Mas, por não se tratar de uma cor natalícia, decidiu-se fazer uma outra versão do cartaz (Anexo VI) com um gradiente que variava do branco não absoluto para o vermelho (Figura 15) do tipo linear com um ângulo de 90º.

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Figura 15 - Código de cores fundo cartaz 1

Fonte: Elaboração própria

Aqui, alterou-se a cor do texto “Faça a sua encomenda de” e dos elementos do rodapé para branco, bem como o contorno de “Natal!” para verde-escuro.

No segundo cartaz, o texto permaneceu com a mesma formatação, uma vez que o fundo aplicado tinha um gradiente do tipo linear com um ângulo de 90º, que variava de um vermelho mais claro para um mais escuro (Figura 16).

Figura 16 - Código de cores fundo cartaz 2

Fonte: Elaboração própria

O rodapé manteve-se também o mesmo. Já os restantes elementos sofreram alterações. No canto superior esquerdo colocou-se um laço em tons de dourado simulado e distribuíram-se bolas de Natal “recheadas” com os produtos que a padaria se disponibilizou a confecionar para as encomendas dos seus clientes. Para os produtos (bolinhos de bolina, bolo rei, rabanadas, rabanadas recheadas, sonhos, formigos, leite creme, pão de ló e aletria), fizeram-se pesquisas de forma a encontrar a imagem que melhor o ilustrasse. Depois, através de pequenos círculos proporcionais às pegas das bolas, aplicou-se um contorno de cor amarela (Figura 17) e transformaram-se em máscara de recorte6 de forma a conter as imagens dentro do formato das bolas.

6 Qualquer forma onde possa ser inserida uma imagem, a qual vai assumir a figura da mesma. Pode ser

aplicada selecionando os dois objetos em simultâneo e recorrendo ao atalho Ctrl + 7, no programa Adobe

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Figura 17 - Código de cor contorno bolas

Fonte: Elaboração própria

O resultado final pode ser consultado no Anexo VII.

Após a conclusão dos dois cartazes, estes foram apresentados à cliente, que gostando mais do segundo, quis eliminar a primeira opção, abandonando assim a ideia inicial de ter dois cartazes diferentes.

Com a decisão da cliente tomada, propôs também que se fizesse um ajuste ao cartaz de maneira que ele pudesse ser aplicado numa lona, na entrada da padaria, de dimensões 1,08 m x 0,5 m. O resultado final pode ser consultado no Anexo VIII.

Em conjunto com a lona, fez-se outro pequeno ajuste para que o cartaz final fosse impresso em tamanho 10 cm x 15 cm para que pudesse ser exposto em molduras colocadas nas mesas do estabelecimento (Anexo IX).

À data de término do estágio, todos os conteúdos relacionados com o cartaz final estavam prontos a serem entregues ao cliente.

2.1.5. Ach. Brito

Uma das mais antigas empresas de Portugal, a Ach. Brito marca a diferença pelo passado histórico que carrega. Desde 1918, ano de fundação pelos irmãos Affonso e Aquilles de Brito, que a produção de sabonetes e outros artigos de perfumaria mostram a excelência com que trabalha, a sua experiência notável bem como o rigor e autenticidade que demonstra nos sabonetes. Os anos passaram e os tempos evoluíram, mas com o seu profissionalismo e carácter mostrou que o nome estava para ficar e que iria marcar a diferença pelos sofisticados produtos que apresentava. A produção destes sabonetes fazem perdurar a tradição e história portuguesas graças à alta qualidade das suas matérias-primas, processos de fabrico tradicionais e o cuidado no embalamento manual de cada um dos produtos (Brito, 2017).

Todo este cuidadoso processo começa pela mistura de ingredientes; de seguida, na segunda fase, dá-se a laminagem, que proporciona a homogeneização dos ingredientes;

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o terceiro passo é a extrusão, onde é retirado o ar da massa de sabão para que atinja a solidez e durabilidade desejadas, e a seguir é estendida numa barra longa de sabonete; no corte e cunhagem, a quarta etapa, a mesma barra é cortada de acordo com as dimensões pretendidas e os pedaços que daí resultam são cunhados individualmente; que leva ao quinto passo, o controlo de qualidade, onde os sabonetes são verificados, um a um, por um técnico especializado que confirma se estão perfeitamente aptos para seguirem para a última fase deste processo – o embalamento – onde, mais uma vez, são verificados minuciosamente para que cumpram os requisitos de rigor e, caso sejam cumpridos, são embalados manualmente com extremo cuidado, técnica e precisão (Brito, 2017).

Todavia, Ach. Brito não esteve sozinha neste longo percurso de excelência: em 1925, adquire a Claus & Schweder (esta já fundada em 1887 por Ferdinand Claus e George Schweder), onde viriam a formar uma equipa de poder e renome no mercado português e internacional. Anos passados como líderes de mercado, deram lugar a uma fase menos positiva, levando a que Aquiles e Sónia Brito, bisnetos de Aquilles, em 1994, se vejam com a liderança da empresa em mãos. Dá-se uma reestruturação da empresa e a Claus Porto, marca exclusiva de luxo da Ach. Brito, é posta no mercado. Em 2008, junta-se à dupla a Saboaria e Perfumaria Confiança SA, a segunda fábrica mais antiga de sabonetes do país fundada em Braga em 1894 (Brito, 2017).

Os anos que se seguiram, até à atualidade, comprovam o caminho de primor, dedicação e delicadeza que a esta empresa sempre esteve associado. Por este mesmo caminho, nasceu a N2 Design, a qual tem crescido em conjunto, desde 2006, com a Ach. Brito. Aliaram-se de tal forma que, desde então, têm-se complementado mutuamente: a N2 mostrou-se o braço direito da empresa, ajudando na reformulação das novas embalagens e rotulagens que estão no mercado e ganhando, assim, o seu maior cliente.

Como todo o packaging da Ach. Brito foi, desde os primeiros anos, pintado à mão, e sendo um dos maiores objetivos manter a tradição, o trabalho que estava entregue à N2 Design era, de acordo com a supervisão do departamento de marketing da empresa, reformular e atualizar os rótulos e embalagens sem perderem os traços antigos e mantendo o aspeto de pintura à mão. Por isso, durante todo o percurso do meu estágio,

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foram várias as tarefas que me foram incumbidas para esta empresa, muitas delas passando pela vectorização dos seus antigos desenhos.

2.1.5.1. Exemplos de vectorização

A Ach. Brito preza muito as suas raízes, o que inclui todos os desenhos que foram feitos à mão antigamente, para serem utilizados nas embalagens dos seus sabonetes. Sempre que é lançado um novo produto, a embalagem é inspirada nesses desenhos. Mas, por já ter passado tanto tempo e, por isso mesmo, já estão degradados, é necessário reconstruí-los para que possam proporcionar um melhor aspeto ao produto final. A função da N2 é, não só criar a embalagem nova, mas também vetorizar os mesmos desenhos para poder usá-los e reestruturá-los de forma a criar um design interessante para o cliente.

Muitos dos trabalhos que realizei, enquanto estagiária da N2, passaram por vetorizar os desenhos da Ach. Brito. A seguir serão descritos alguns exemplos.

Muitas vezes, o cliente apenas pretende que se utilize a tipografia, os elementos decorativos ou o conjunto todo, a partir do desenho original. O primeiro exemplo retrata a vectorização de um desenho original que seria utilizado para um sabonete que a empresa iria lançar eventualmente.

Figura 18 - Desenho original Ach. Brito

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A designer gráfica da N2 Joana Mendes já tinha vetorizado anteriormente as flores que se podem ver na Figura 18, sobrando a moldura principal e a cesta que se encontra ao centro da imagem. Para dar início à vectorização, coloquei a imagem com uma ligeira transparência ao centro da página. De seguida, com a ferramenta “Caneta”, comecei por delinear os contornos da imagem. Ao fim de cada peça, revia os passos que tinha feito para reajustar alguns pontos e normalizar as curvas, para que correspondessem ao desenho original. Com a moldura feita, passei ao preenchimento das formas: como as cores a serem usadas na versão digitalizada ainda não estavam decididas até à data, apliquei cores que fossem contrastantes que me ajudassem a distinguir as formas (Figura 19).

Figura 19 – Pormenor da vectorização do desenho original Ach. Brito

Fonte: Elaboração própria

O resultado final desta vectorização viria a ser trabalhado outra vez pela designer gráfica da N2, com as cores decididas, e pode ser consultado no Anexo X.

A vectorização seguinte seria para o sabonete “Triple Alfazema” (Anexo XI) onde era necessário que vetorizasse a tipografia e, de acordo com os elementos já trabalhados anteriormente pela Joana, construir três versões da embalagem organizadas de maneiras diferentes. Já no programa Adobe Illustrator, iniciei por colocar a imagem ao centro da página e com a ferramenta “Caneta” contornei as letras do desenho original. O processo foi semelhante ao primeiro exemplo aqui descrito. Com a tipografia pronta, comecei a organizar as versões pedidas. A primeira seria com quatro quadrados de flores em cada canto da face frontal do sabonete. A segunda versão seria com duas faixas verticais de flores ao longo da embalagem toda, com o emblema ao centro sem fundo. E a terceira e última versão seria com apenas uma faixa horizontal de flores colocada ao centro, passando à retaguarda do emblema, também este sem fundo mais uma vez. O resultado final pode ser consultado no Anexo XII.

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2.1.5.2. Sugestão para sabonete centenário

Prestes a atingir os 100 anos de existência, a Ach. Brito pretende registar este marco no mercado através de um sabonete emblemático que caracterize o longo caminho de sucesso. Para isso, pediu à N2 Design que desenhasse a embalagem para um sabonete de 160 gramas que se destacasse dos demais. A embalagem (Negrão, 2008) tem como funções o acondicionamento, funcionalidade, identificação e promoção do produto, bem como ampliação da validade, dar informação e agregar valor. Negrão (2008: 29) conclui que é “um sistema cuja função é técnica e comercial (…)”. Todavia, o rótulo também é um fator importante na embalagem: “a embalagem é a apresentação do produto, o rótulo sua «roupa», tem o objetivo de atrair o consumidor, dizer o que o produto é” (Scatolim, 2008: 7).

Os critérios que impôs incluíam o uso de cores que representam a marca e respetivas variações, como se pode constatar na Figura 20, a tipografia que sempre a acompanhou e os desenhos originais que fazem parte dos seus sabonetes já existentes.

Figura 20 - Código de cores usadas no sabonete centenário

Fonte: Elaboração própria

Por ser um projeto com muito significado e valor sentimental para o cliente, houve necessidade que toda a equipa trabalhasse em conjunto. Cada elemento da equipa teve oportunidade de criar a sua proposta, que no final iria ser apresentada a par com as da restante equipa para aprovação do cliente. Enquanto estagiária, tive também a minha oportunidade de apresentar uma proposta. Sendo a Ach. Brito uma cliente de longa data

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da N2 Design, e tendo eu já algum conhecimento sobre a forma como esta empresa pretende ser representada, decidi propor um design que envolvesse todos os nomes das coleções que produziram até hoje. A ideia principal surgiu pela grande variedade de sabonetes que possuem e pela dificuldade em escolher apenas um ou alguns para retratar neste marco tão importante. Por isso, o objetivo inicial foi criar um padrão com todos os nomes dispostos em posições ajustadas e tamanhos diferentes, mas que possibilitasse o reconhecimento de cada uma.

Comecei por fazer esboços dos layouts que poderia construir tendo em conta a informação que iria usar, como se pode ver no Anexo XIII. De seguida, no programa Adobe Illustrator, reuni toda a informação que precisava: as diferentes tipografias e as cores com que ia trabalhar, bem como o respetivo perfil de corte7 para o produto final. Depois, fui criando o padrão à medida que juntava cada tipografia aleatoriamente. Após ter criado o padrão, reproduzi-o as vezes necessárias para cobrir o perfil de corte todo, reajustando alguns pormenores, como o tamanho e posição, para que não ficasse com um tom repetitivo. Com essa parte organizada, decidi apostar no rótulo e fazer algumas propostas com o mesmo em posições diferentes para perceber qual resultaria melhor (Anexo XIV).

Após análise das várias versões e perceber qual a que teria um resultado mais eficaz, escolheu-se como proposta final a versão com o rótulo do lado direito (Figura 21).

7 Representa o modelo do desenho no plano, bem como as linhas de dobra, perfuração e corte (Roojen,

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Figura 21 – Proposta final para embalagem do sabonete centenário

Fonte: Elaboração própria

Por ainda faltar algum tempo até à data que completa o centenário, ao término do meu estágio o cliente ainda não tinha decidido qual a proposta final.

2.1.6. Sociveda

A Sociveda é uma empresa de comercialização de produtos de arame sediada no concelho da Maia. Há já quase uma década que o seu objetivo é satisfazer o cliente, bem como prestar serviços e soluções segundo as suas necessidades, tendo em consideração uma boa relação qualidade-preço. Atua no mercado nacional e internacional, pois foi assim que esta empresa nasceu: uniu-se ao grupo belga Bekaert e é, atualmente, parceira da Betafence. A sua vasta experiência provém dos projetos que lhe foram confiados, proporcionando-lhe know-how e melhorando a sua flexibilidade na resposta aos problemas colocados (Sociveda, 2017).

A área de atuação dos seus serviços é muito diversificada: residências, escolas, estádios, complexos desportivos e industriais, vias de comunicação, festivais, estabelecimentos prisionais, entre outros mais. Mas os produtos não ficam atrás: fornece painéis, redes, gama agrícola, postes, painéis amovíveis, portões e sigmafor. Este último é um reforço de alvenaria pré-fabricado em fio de aço galvanizado. Para festivais e outros eventos, fornecem também barreiras de segurança e barreiras frente de palco.

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O apreço à qualidade e excelência do seu trabalho não passa despercebida a ninguém e, por isso mesmo, a Sociveda já foi distinguida por várias entidades (Sociveda, 2017). São exemplos o diploma de estatuto de PME Líder nos anos 2015 e 2016 atribuído pelo IAPMEI; estatuto de PME Excelência 2012 e 2014 atribuído pelo IAPMEI Portugal; distinguida como Empresa Aplauso nos anos 2014, 2015 e 2016 pelo Millenium Bcp; louvor da Câmara Municipal do Porto aquando da visita de sua santidade Papa Bento XVI ao Porto; entre outros.

Tal como a empresa Ach. Brito, esta é uma entidade que, por muitos anos, tem vindo a acompanhar a N2 Design. Portanto, durante o meu percurso aqui, foram muitas as atividades que me foram encarregues.

2.1.6.1. Vectorização para catálogo

O design editorial (Landa, 2014) define o conteúdo para impressão ou digital, ou seja, conteúdo que seja acessível, que melhore a experiência do utilizador e que estabeleça uma estrutura para publicações. Andrés (2007: 9) argumenta que “é a pesquisa pelo equilíbrio estético e funcional entre o conteúdo escrito, visual e os espaços”. Pode assumir formatos como revistas, jornais, catálogos, blogs, entre outros. Especificamente o catálogo surge como uma publicação que caracteriza produtos, a sua descrição e preço.

Deste modo, a Sociveda, como empresa de comercialização de produtos de arame, utiliza catálogos para mostrar os seus produtos ao cliente. Com a atualização dos mesmos, surgiu a necessidade de atualizar de igual forma, este formato.

Em conjunto com a designer gráfica da N2, Joana Mendes, começámos o processo: ela pela estrutura, organização e disposição dos conteúdos, seguindo a mesma linha do catálogo anterior; e eu, pela vectorização de certos elementos por se apresentarem em imagem de baixa qualidade. Utilizando o programa Adobe Illustrator, comecei por criar uma primeira artboard onde distribuí todos os elementos que iria ser preciso vetorizar. Dentro dessa artboard, criei uma camada à parte para que pudesse vetorizar por cima dos objetos (agora numa camada diferente e bloqueada) sem os alterar. Usei a

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ferramenta Caneta para os desenhar, adaptando as linhas retas e curvas de acordo com o original, na Figura 22.

Figura 22 - Processo de vectorização para catálogo Sociveda

Fonte: Elaboração própria

No final, agrupei os elementos individualmente, para que os pudesse selecionar e movimentar sem perder nenhum traço, e exportei-os, um a um, em formato PNG, para que a designer gráfica da N2 conseguisse distribuí-los nos espaços devidos. O resultado final pode ser consultado no Anexo XV.

2.1.6.2. Vídeo Red Bull Air Race 2017 Porto – Vila Nova de Gaia

O evento Red Bull Air Race 2017, que se realizou ao longo do rio Douro, entre o Porto e Vila Nova de Gaia, é conhecido pelas enormes dimensões e pelo número de pessoas que junta, muitas que se deslocam de vários pontos do país para poderem assistir ao espetáculo que os aviões oferecem. Precisamente pela sua grandiosidade, é imperativo que o perímetro onde se realiza o evento tenha condições perfeitas de segurança para proporcionar ao público uma boa experiência.

Após o encerramento do evento, de modo a fazer um resumo dos dias, propôs-se a realização de um curto vídeo que mostrasse a beleza dos aviões mas, acima de tudo, a segurança que existiu pela dimensão de produtos fornecidos pela Sociveda.

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O vídeo tem vindo a tornar-se, cada vez mais, uma ferramenta de marketing (Blundell, 2015): a evolução tecnológica e das redes sociais e a falta de tempo levam a que o público perca menos tempo na leitura, dando prioridade ao vídeo. E com estes conteúdos, aumenta-se a probabilidade de o cliente comprar um produto, através de vídeos curtos que mostram as suas funcionalidades e estética. Armes (1999: 230) afirma que “tem o potencial de ser verdadeiramente a arte do século XXI”.

Após ter o conteúdo necessário: vídeos e fotografias captados durante o evento por Nuno Neves, diretor criativo da N2 Design, comecei por fazer uma seleção dos ficheiros que tinham melhor qualidade e resolução para serem inseridos. Algumas fotografias necessitaram algum tratamento, que fiz em Adobe Photoshop. Depois, iniciei a organização dos ficheiros pela timeline8 do programa: a ordem estabelecida começava por fotografias e vídeos do espaço com as barreiras de segurança; de seguida o conteúdo que retratasse o decorrer do evento com os aviões já no ar; passando para os vídeos que apenas mostravam a extensão do gradeamento usado nas duas margens; acabando com algumas imagens do público que mostrassem o elevado número de pessoas que aderiram a este evento. Para criar dinamismo e tornar o vídeo mais apelativo, juntei uma música de fundo. Esta foi escolhida de acordo com o ambiente do vídeo, ou seja, como se trata de um evento com movimento e um pouco radical, fazia todo o sentido que a música transmitisse essa mesma ideia. A escolhida foi “bensound-house”, retirada da plataforma Bensound por ser uma música gratuita para fins comerciais. O passo seguinte foi editar os vídeos de modo a estarem sincronizados com os pontos altos e baixos da música. Posto isto, foram feitos cortes e mudaram-se as velocidades dos mesmos para que “batessem” certo com os ritmos. Uma vez que estes vídeos foram captados sem o apoio de um tripé, apresentavam-se “tremidos”. Para solucionar esse problema, e para melhorar o aspeto do que viria a ser o resultado final, apliquei o filtro de estabilizador de distorção, que através de um algoritmo estabiliza o tremor do conteúdo. Às fotografias foi aplicado um panning9 para que não se apresentassem estáticas durante o vídeo (Figura 23).

8 Linha cronológica usada pelo programa para organização de conteúdos (Peachpit, 2013).

9 Técnica fotográfica que proporciona a sensação de movimento a um objeto fixo (Discovery Center,

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Figura 23 - Pormenor vídeo Red Bull Air Race 2017

Fonte: Elaboração própria

Não existem transições entre os vídeos, pois não houve necessidade de o fazer dada a sincronização com a música.

Com os conteúdos visuais finalizados, passei a tratar a informação textual que me haviam pedido para colocar, por parte da Sociveda: números exatos da extensão de barreiras utilizadas em cada margem, onde cheguei aos 6,25km na margem do Porto e 3km na margem de Gaia, dando um total de 9,25km de grades. Como cada grade tem um comprimento aproximado de 3,37m, fiz a divisão do total de quilómetros pelo comprimento de uma grade, que resultaria no número total de grades. Embora aproximado, o resultado final foi de 2745 grades, mas por se tratar apenas de um cálculo e não de informação real e verificada, até à data ainda não obtive confirmação do número total de grades. A apresentação do texto foi aplicada à segunda metade do vídeo em conjunto com um traço vertical a antecedê-lo. O efeito escolhido para o surgimento do texto advém da manipulação das margens do próprio texto, que vai fazer com que pareça que está a sair de uma área onde estava escondido (Figura 24).

Referências

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