Orçamento do Estado para 2013
(2.ª parte)
Alterações ao Decreto-Lei n.º 198/2012,
de 24 de Agosto
Medidas de controlo de emissão de
faturas
O Decreto -Lei n.º 198/2012, de 24 de agosto, estabelece a
obrigação de comunicação AT, por transmissão eletrónica de dados, dos elementos das faturas emitidas por pessoas, singulares ou coletivas, que possuam sede, estabelecimento estável ou domicílio fiscal em território português e aqui
pratiquem operações sujeitas IVA, ainda que dele isento
OE 2013
O prazo legal para esta comunicação, que inicialmente
deveria ser feita até ao dia 8 do mês seguinte ao da emissão da fatura, passou para o dia 25 do mês seguinte ao da
emissão da fatura
4 @Abílio Sousa
OE 2013
Esta comunicação poderá ser efetuada por uma das seguintes vias:
por transmissão eletrónica de dados em tempo real,
integrada em programa de faturação eletrónica;
por transmissão eletrónica de dados, mediante remessa de
ficheiro normalizado estruturado com base no ficheiro SAF-T (PT), contendo os elementos das faturas;
por inserção direta no Portal das Finanças;
por outra via eletrónica, em termos a definir pelo Ministro das
OE 2013
Onde?:
6 @Abílio Sousa
OE 2013
Os sujeitos passivos que sejam obrigados a produzir o ficheiro
SAF-T (PT), devem obrigatoriamente optar:
por enviar por transmissão eletrónica de dados em tempo
real, integrada em programa de faturação eletrónica ou
por transmissão eletrónica de dados, mediante remessa de
ficheiro normalizado estruturado com base no ficheiro SAF-T (PT), contendo os elementos das faturas
OE 2013
Aprova o modelo oficial de declaração para a
comunicação dos elementos das faturas, por transmissão eletrónica de dados, prevista na alínea d) do n.º 1 do artigo 3.º do Decreto Lei n.º 198/2012, de 24 de agosto
8 @Abílio Sousa
Portaria n.º 426-A/2012
de 28 de dezembro
O presente diploma aplica -se aos sujeitos passivos que,
cumulativamente:
Não sejam obrigados a possuir o ficheiro SAF -T (PT) da
faturação, criado pela Portaria n.º 321-A/2007, de 26 de março
Nos termos do n.º 1 desta Portaria, estão obrigados a possuir o
SAF-T, os sujeitos passivos de IRC que exerçam, a título
principal, uma atividade de natureza comercial, industrial ou agrícola e que organizem a sua contabilidade com recurso a
Portaria n.º 426-A/2012
de 28 de dezembro
O presente diploma aplica -se aos sujeitos passivos que,
cumulativamente:
Não utilizem, nem sejam obrigados a possuir programa
informático de faturação, previsto na Portaria n.º 363/2010, de 23 de junho, alterada pela Portaria n.º 22 -A/2012, de 24 de janeiro; e
Não optem pela utilização de qualquer dos meios de
comunicação previstos nas alíneas a) a c) do n.º 1 do artigo 3.º do Decreto -Lei n.º 198/2012, de 24 de agosto
10 @Abílio Sousa
Portaria n.º 426-A/2012
de 28 de dezembro
Os sujeitos passivos devem preencher, no modelo
disponibilizado:
um quadro referente à Informação Global relativamente a
todas as faturas emitidas durante o período a que respeita a declaração, e
um quadro referente à Informação Parcial, identificando os
elementos respeitantes às faturas emitidas
Portaria n.º 426-A/2012
No quadro referente à Informação Global é indicado:
O seu número de identificação fiscal (NIF); O mês e o ano de faturação;
O valor global das faturas
12 @Abílio Sousa
Portaria n.º 426-A/2012
de 28 de dezembro
No quadro referente à Informação Parcial, são:
identificados os elementos respeitantes às faturas emitidas,
até ao termo do prazo previsto no n.º 2 do artigo 3º do Decreto -Lei n.º 198/2012, de 24 de agosto
Portaria n.º 426-A/2012
de 28 de dezembro
Disposições transitórias:
No decurso do ano de 2013, os sujeitos passivos estão apenas
obrigados ao preenchimento, no campo referente à
Informação Parcial, dos elementos respeitantes à primeira e
última fatura, de cada série, emitidas no período a que se
refere a declaração, bem como dos elementos das faturas
que contenham o NIF do adquirente
14 @Abílio Sousa
Portaria n.º 426-A/2012
de 28 de dezembro
Disposições transitórias:
No decurso do ano de 2013, os sujeitos passivos que:
pratiquem operações isentas ao abrigo do artigo 9.º do CIVA, enquadrados no regime especial de isenção, previsto no
artigo 53.º do CIVA, bem como
os enquadrados no regime previsto no artigo 60º do CIVA
Portaria n.º 426-A/2012
de 28 de dezembro
Disposições transitórias:
que não tenham emitido mais de 10 faturas, com o NIF do
adquirente, no mês a que respeita a declaração, podem
entregar, presencialmente ou através de remessa por correio registado, o modelo oficial da declaração em papel,
devidamente preenchido, em qualquer Serviço de Finanças ou outra entidade com quem a AT celebre protocolo para o efeito
16 @Abílio Sousa
Portaria n.º 426-A/2012
de 28 de dezembro
Faturas-recibo “verdes”
Aprovou os seguintes modelos das faturas-recibo para efeitos
do disposto no artigo 115.º do Código do IRS:
Modelo de fatura-recibo emitido
Modelo de fatura-recibo emitido para ato isolado Modelo de fatura-recibo sem preenchimento
Portaria n.º 426-B/2012
de 28 de dezembro
Faturas-recibo “verdes”
Os titulares de rendimentos da categoria B enquadrados no
regime especial de isenção previsto no artigo 53.º do Código do IVA, podem optar por:
Emitir fatura-recibo por via eletrónica, ficando sujeitos, a partir
desse momento, às regras gerais da emissão por esta via;
Utilizar fatura-recibo em suporte de papel sem reenchimento
adquirida nos serviços de finanças ao preço unitário de € 0,10
18 @Abílio Sousa
Portaria n.º 426-B/2012
de 28 de dezembro
Anulação de Faturas-recibo “verdes”
A anulação das faturas-recibo depende de pedido do sujeito
passivo emitente, a submeter obrigatoriamente no Portal das Finanças
Sendo anulado a fatura-recibo, perdem-se os efeitos de
documento comprovativo da obtenção de rendimentos e de suporte de gastos, procedendo a AT ao envio de
comunicação informativa ao adquirente do serviço prestado
Portaria n.º 426-B/2012
Faturas-recibo “verdes”
Em situações excecionais, nomeadamente em caso de
impossibilidade de emissão por via eletrónica, os sujeitos
passivos podem imprimir no Portal das Finanças a fatura-recibo sem preenchimento, que será numerada
sequencialmente
A fatura-recibo impressa desta forma deve ser preenchida no
sistema informático pelos titulares de rendimentos, por ordem cronológica e sequência numérica, até ao 5.º dia útil
seguinte ao do momento em que o imposto é devido
20 @Abílio Sousa
Portaria n.º 426-B/2012
de 28 de dezembro
Novas instruções sobre faturação:
Apenas a fatura ou a fatura-recibo ou a fatura simplificada,
cumprem a obrigação de faturação, na medida em que contenham os requisitos do n.º 5 do artigo 36.º ou n.º 2 do artigo 40.º, ambos do Código do IVA
Ofício-circulado n.º 30.141/2013, de 4 de janeiro
Novas regras de faturação
Novas instruções sobre faturação:
Quanto aos elementos exigíveis nas faturas (n.º 15 do artigo
36.º do CIVA), para determinação do montante (€ 1.000,00) a partir do qual é obrigatória a indicação do nome e domicílio do adquirente ou destinatário que não seja sujeito passivo de imposto, o valor deve ser considerado sem inclusão do IVA
Igual entendimento é aplicado aos limites que permitem a
emissão de faturas simplificadas
22 @Abílio Sousa
Ofício-circulado n.º 30.141/2013, de 4 de janeiro
Novas regras de faturação
Documentos retificativos de faturas:
As notas de crédito e notas de débito são documentos
retificativos de faturas e devem conter a referência à fatura que estão a corrigir (valores e/ou quantidades)
Quando em resultado da concessão de desconto do tipo
―rappel‖ não seja viável a referência às faturas a que o
documento retificativo respeita, podem os sujeitos passivos identificar o período temporal a que se refere
Ofício-circulado n.º 30.141/2013, de 4 de janeiro
Novas regras de faturação
Alterações ao Decreto-Lei n.º 198/2012,
de 24 de Agosto
Alterações ao regime dos bens em
circulação
Alterações ao regime dos bens em circulação (Decreto-Lei
n.º 147/2003, de 11 de Julho: a partir de 1 de maio de 2013
entrarão em vigor alterações substanciais nos procedimentos para a emissão de documentos de transporte de bens, entre os quais se salienta a obrigatoriedade de comunicação dos mesmos à AT antes do início do transporte
Sujeito passivo Autoridade Tributária Guia de transporte Código
OE 2013
alterações ao DL n.º 198/2012, de 24 de Agosto
Alterações ao regime dos bens em circulação (Decreto-Lei
n.º 147/2003, de 11 de Julho:
Os documentos de transporte, quando o destinatário não
seja conhecido na altura da saída dos bens, são processados
globalmente e impressos em papel, devendo processar-se novos documentos em papel à medida que forem feitos os fornecimentos (n.º 6 do artigo 4.º)
26 @Abílio Sousa
OE 2013
Alterações ao regime dos bens em circulação (Decreto-Lei
n.º 147/2003, de 11 de Julho:
As alterações ao local de destino, ocorridas durante o
transporte, ou a não aceitação imediata e total dos bens transportados, obrigam à emissão de documento de
transporte adicional em papel, identificando a alteração e o documento alterado ( n.º 8 do artigo 4.º)
estas atualizações eram anotadas no próprio documento de
OE 2013
Alterações ao regime dos bens em circulação (Decreto-Lei
n.º 147/2003, de 11 de Julho:
Os documentos referidos nas alíneas a) e b) do n.º 6 e as
alterações referidas no n.º 8 do artigo 4.º do diploma são
comunicados, por inserção no Portal das Finanças, até ao 5.º
dia útil seguinte ao do transporte
Altera-se a comunicação telefónica prevista na primeira
versão
28 @Abílio Sousa
OE 2013
Alterações ao regime dos bens em circulação (Decreto-Lei
n.º 147/2003, de 11 de Julho:
Os documentos de transporte devem ser emitidos por uma
das seguintes modalidades (n.º 1 do artigo 5.º):
Através de software produzido internamente pela empresa ou
por empresa integrada no mesmo grupo económico, de cujos direitos de autor seja detentor;
Diretamente no Portal das Finanças;
Em papel, utilizando-se impressos numerados seguida e
OE 2013
Alterações ao regime dos bens em circulação (Decreto-Lei
n.º 147/2003, de 11 de Julho:
Alarga a possibilidade de utilização do serviço telefónico aos
casos de inoperacionalidade do sistema informático da comunicação, desde que devidamente comprovado pelo
respetivo operador
30 @Abílio Sousa
OE 2013
Alterações ao regime dos bens em circulação (Decreto-Lei
n.º 147/2003, de 11 de Julho:
Recorde-se que estão dispensados da obrigação de
comunicação prévia os sujeitos passivos que no exercício
anterior tiveram um volume de negócios para efeitos de IRS
ou IRC inferior a 100 000 euros (n.º 10 do artigo 5.º)
OE 2013
Alterações ao regime dos bens em circulação (Decreto-Lei
n.º 147/2003, de 11 de Julho:
Quando a comunicação é efetuada por transmissão
eletrónica de dados, a AT atribui um código de identificação
ao documento de transporte, ficando o transportador que
dele disponha dispensado de o imprimir (n.º 8 do artigo 5.º)
Substitui-se a dispensa de impressão pela dispensa de se fazer
acompanhar de documento de transporte
32 @Abílio Sousa
OE 2013
Alterações ao regime dos bens em circulação (Decreto-Lei
n.º 147/2003, de 11 de Julho:
adita também um n.º 11 ao artigo 5.º
Nos casos em que a fatura serve também de documento de
transporte e seja emitida por sistemas informáticos fica
dispensada a comunicação prévia , devendo a circulação
dos bens ser acompanhada da respetiva fatura emitida
OE 2013
Alterações ao Decreto-Lei n.º 198/2012,
de 24 de Agosto
Novo benefício fiscal: dedução em sede
de IRS do IVA suportado em faturas
(alterações ao artigo 66.º-B do EBF)
Novo benefício fiscal
dedução em sede de IRS de IVA suportado em fatura
Razões para a criação deste novo benefício fiscal:
Não obstante a existência de um quadro sancionatório para
a violação do dever de emitir e exigir faturas ou recibos, previsto no artigo 123.º do RGIT, pretende-se que essa
exigência seja também sustentada num dever de cidadania
Neste sentido, é criada uma dedução em sede de IRS,
correspondente a uma parte IVA suportado por qualquer
membro do agregado familiar, incluído em faturas que
Novo benefício fiscal
dedução em sede de IRS de IVA suportado em fatura
Razões para a criação deste novo benefício fiscal:
Atendendo ao carácter inovador deste incentivo fiscal, o
governo optou por introduzir esta medida de forma gradual, aplicando–a, numa primeira fase, a apenas determinados
setores de atividade qualificados, a nível internacional, como
setores de risco acrescido em termos de informalidade
Pretende -se que, no futuro, este incentivo fiscal seja
gradualmente alargado a outros setores de atividade em que esta medida possa eficazmente combater a fraude e evasão fiscais
36 @Abílio Sousa
Novo benefício fiscal
dedução em sede de IRS de IVA suportado em fatura
Artigo 66.º-B do EBF:
À coleta do IRS devido pelos sujeitos passivos é dedutível um
montante correspondente a 5 % do IVA suportado por
qualquer membro do agregado familiar, com o limite global
de € 250,00 que conste de faturas que titulem prestações de
serviços comunicadas à AT nos termos do Decreto-Lei n.º 197/2012
Novo benefício fiscal
dedução em sede de IRS de IVA suportado em fatura
Artigo 66.º-B do EBF:
Para o efeito, são elegíveis as faturas emitidas por sujeitos
passivos nos seguintes setores de atividade:
a) Secção G, Classe 4520 — Manutenção e reparação de
veículos automóveis;
b) Secção G, Classe 45402 — Manutenção e reparação de
motociclos, de suas peças e acessórios;
c) Secção I — Alojamento, restauração e similares; d) Secção S, Classe 9602 — Atividades de salões de
cabeleireiro e institutos de beleza.
38 @Abílio Sousa
Novo benefício fiscal
dedução em sede de IRS de IVA suportado em fatura
Artigo 66.º-B do EBF:
O incentivo opera por dedução à coleta do IRS do ano em
que as faturas foram emitidas, desde que a declaração de rendimentos do agregado familiar seja entregue nos prazos previstos no artigo 60.º do Código do IRS
Novo benefício fiscal
dedução em sede de IRS de IVA suportado em fatura
Artigo 66.º-B do EBF:
Os adquirentes que pretendam beneficiar do incentivo
devem exigir ao emitente a inclusão do seu número de identificação fiscal nas faturas
Nota: esta exigência é obrigatória independentemente do
valor da fatura
40 @Abílio Sousa
Novo benefício fiscal
dedução em sede de IRS de IVA suportado em fatura
Artigo 66.º-B do EBF:
As pessoas singulares que sejam sujeitos passivos de IVA
apenas podem beneficiar do incentivo relativamente às faturas que titulam aquisições efetuadas fora do âmbito da
Novo benefício fiscal
dedução em sede de IRS de IVA suportado em fatura
Artigo 66.º-B do EBF:
O valor do incentivo é apurado pela AT com base nas faturas
que lhe forem comunicadas, por via eletrónica, até ao dia 15
de Fevereiro do ano seguinte ao da sua emissão,
relativamente a cada adquirente nelas identificado
Note-se que a comunicação das faturas por via eletrónica à
AT é da responsabilidade do prestador de serviços
O OE 2013 alterou o prazo de 31 de Janeiro para 15 de
Fevereiro
42 @Abílio Sousa
Novo benefício fiscal
dedução em sede de IRS de IVA suportado em fatura
Artigo 66.º-B do EBF:
A AT disponibiliza no Portal das Finanças montante do
incentivo até ao final mês de fevereiro do ano seguinte ao da emissão das faturas
Nota: o benefício só opera em 2013 (declaração de IRS a
entregar em 2014)
Novo benefício fiscal
dedução em sede de IRS de IVA suportado em fatura
Onde?
44 @Abílio Sousa
Novo benefício fiscal
dedução em sede de IRS de IVA suportado em fatura
Novo benefício fiscal
dedução em sede de IRS de IVA suportado em fatura
Artigo 66.º-B do EBF:
Do cálculo do montante do incentivo referido, pode o
adquirente reclamar, até ao final do mês de março do ano seguinte ao da emissão, de acordo com as normas aplicáveis ao procedimento de reclamação graciosa com as devidas adaptações
Esta situação aplicar-se-á aos casos em que o prestador de
serviços não enviou a fatura à AT, comunicação a que está obrigado a partir de 1 de Janeiro de 2013
46 @Abílio Sousa
Novo benefício fiscal
dedução em sede de IRS de IVA suportado em fatura
Artigo 66.º-B do EBF:
Os adquirentes que pretendam beneficiar deste incentivo
devem manter na sua posse as faturas que não tenham sido regularmente comunicadas pelo sujeito passivo emitente à AT e disponibilizadas no Portal das Finanças, por um período de quatro anos, contado a partir do final do ano em que
Novo benefício fiscal
dedução em sede de IRS de IVA suportado em fatura
Artigo 66.º-B do EBF:
Havendo divergências entre os elementos comunicados
pelos adquirentes e pelos sujeitos passivos emitentes, ou havendo indícios de que as faturas não correspondem a prestações de serviços reais enquadradas no benefício, o direito ao incentivo depende de confirmação pela AT da veracidade da operação
48 @Abílio Sousa
Novo benefício fiscal
dedução em sede de IRS de IVA suportado em fatura
Artigo 66.º-B do EBF:
Este incentivo não se encontra abrangido pelos limites
constantes da tabela do n.º 2 do artigo 88.º do Código do IRS
Os limites globais aplicáveis às deduções à coleta do IRS não
Novo benefício fiscal
dedução em sede de IRS de IVA suportado em fatura
Artigo 66.º-B do EBF: Exemplo 1:
Um dado sujeito passivo de IRS gasta cerca de € 100,00 por
mês em refeições e também cerca de € 60,00 por mês em cabeleireiro
Gasto anual = (100 + 60) X 12 = 1920 (IVA incluído) Iva suportado = 1920 X 0,23/1,23 = 359,02
Benefício fiscal em IRS = 359,02 X 5% = 17,95
50 @Abílio Sousa
Novo benefício fiscal
dedução em sede de IRS de IVA suportado em fatura
Artigo 66.º-B do EBF: Exemplo 2:
Um agregado familiar que pretenda usufruir a totalidade do
benefício tem que apresentar um consumo anual dos serviços
elegíveis superior a € 21.739,13 (sem IVA incluído), ou seja, o equivalente a € 26.739,13 com IVA incluído
Repare-se:
€ 21.739,13 X 23% = 5.000,00
Lei n.º 20/2012, de 14 de Maio
(Orçamento retificativo)
Lei n.º 20/2012, de 14 de Maio
alterações ao IRC
Alteração ao n.º 6 do artigo 117.º do Código do IRC:
Muitas das entidades que antes estavam dispensadas de
enviar a declaração modelo 22, deixam de apresentar o Anexo F da IES e passam a ter que enviar a modelo 22 com inclusão do Anexo D
Passam a beneficiar da dispensa de envio da declaração
54
Sujeitos passivos isentos de IRC:
Lei n.º 20/2012, de 14 de Maio
alterações ao IRC
As entidades que não exercem a título principal atividades
de natureza comercial, industrial ou agrícola não preenchem o Quadro 07:
Cálculo do imposto (Quadro 09 e 10):
Lei n.º 20/2012, de 14 de Maio
alterações ao IRC
Alteração ao n.º 3 artigo 63-º C da LGT, em vigor desde 15 de
Maio de 2012:
Os pagamentos respeitantes a faturas ou documentos
equivalentes de valor igual ou superior a € 1.000,00 devem ser efetuados através de meio de pagamento que permita a
identificação do respetivo destinatário, designadamente transferência bancária, cheque nominativo ou débito direto
56 @Abílio Sousa
Lei n.º 20/2012, de 14 de Maio
alterações à LGT
Portaria n.º 22-A/2012, de 24 de Janeiro
(alterações à Portaria n.º 363/2010, de 23
de Junho: certificação de programas de
faturação)
Quem está obrigado a usar programas informáticos
certificados?
Os sujeitos passivos de IRS ou de IRC, excepto aqueles que
reúnam algum dos seguintes requisitos:
Utilizem software produzido internamente ou por empresa
integrada no mesmo grupo económico, do qual sejam detentores dos respetivos direitos de autor;
Tenham tido, no período de tributação anterior, um volume
de negócios inferior ou igual a € 100.000; (limite em vigor a partir de 01-01-2013)
58 @Abílio Sousa
Portaria n.º 22-A/2012, de 24 de Janeiro
certificação de programas de faturação
Quem está obrigado a usar programas informáticos
certificados?
Os sujeitos passivos de IRS ou de IRC, excepto aqueles que
reúnam algum dos seguintes requisitos:
Tenham emitido, no período de tributação anterior, um
número de faturas, inferior a 1000 unidades;
Efetuem transmissões de bens através de aparelhos de
distribuição automática ou prestações de serviços em que seja habitual a emissão de talão, bilhete de ingresso ou de
Portaria n.º 22-A/2012, de 24 de Janeiro
certificação de programas de faturação
No entanto, estão igualmente obrigados a usar programas
certificados:
Os sujeitos passivos ainda que abrangidos por qualquer das
exclusões, quando optem, a partir da entrada em vigor da portaria, pela utilização de programa informático de
faturação;
Os sujeitos passivos que utilizem programa de faturação
multiempresa (por exemplo: gabinetes de contabilidade ou
utilizado em várias empresas do mesmo grupo)
60 @Abílio Sousa
Portaria n.º 22-A/2012, de 24 de Janeiro
certificação de programas de faturação
Decreto-Lei n.º 250/2012, de 23 de
Novembro
Este diploma procedeu a alterações no Código do Registo
Comercial e ao regime jurídico dos procedimentos
administrativos de dissolução e de liquidação de sociedades (Decreto-Lei n.º 76-A/2006, de 29 de março) que visam
garantir o cumprimento da obrigação legal das empresas de procederem ao registo das contas
62 @Abílio Sousa
Decreto-Lei n.º 250/2012
As autoridades judiciais e tributárias constataram que são
muitas as entidades que, apesar de apresentarem a IES e cumprirem, assim, a obrigação fiscal, não declaram a
aprovação de contas nem procedem ao pagamento da
taxa de registo respetiva, ficando por cumprir a obrigação de registo da prestação de contas
Decreto-Lei n.º 250/2012
Aquelas autoridades entendem que esta situação, nalguns
casos, é propositadamente gerada pelas entidades que não pretendem ver as suas contas expostas para consulta de
terceiros, impedindo assim que credores e outros interessados tenham acesso à informação relativa à situação financeira da empresa
64 @Abílio Sousa
Decreto-Lei n.º 250/2012
principais aspetos do diploma:
Incumprimento da obrigação de registar contas dentro do prazo (alteração ao artigo 17.º do Código do Registo Comercial):
O incumprimento da obrigação de registar a prestação de
contas obsta ao registo de outros factos sobre a entidade, com exceção:
dos registos de designação e cessação de funções, por
qualquer causa que não seja o decurso do tempo, dos
Decreto-Lei n.º 250/2012
principais aspetos do diploma: (cont.)
das ações, decisões, procedimentos e providências
cautelares, bem como do arresto, arrolamento e penhora de quotas ou direitos sobre elas,
outros atos ou providências que afetem a sua livre disposição
e
quaisquer outros registos a efetuar por depósito
66 @Abílio Sousa
Decreto-Lei n.º 250/2012
Esta alteração aplica-se aos factos sujeitos a registo
obrigatório em que o termo inicial do prazo de cumprimento
da obrigação de registar ocorreu após a entrada em vigor do Decreto-lei agora publicado, a qual ocorreu em 3 de
Dezembro de 2012
Decreto-Lei n.º 250/2012
Alterações ao regime jurídico dos procedimentos
administrativos de dissolução e de liquidação de entidades comerciais, aprovado em anexo ao Decreto–Lei n.º
76-A/2006, de 29 de março:
A omissão do registo da prestação de contas durante dois
anos consecutivos passa a constituir causa de dissolução autónoma da entidade, para efeitos de instauração oficiosa
de procedimento administrativo de dissolução.
68 @Abílio Sousa
Decreto-Lei n.º 250/2012
Esta alteração é aplicável apenas ao incumprimento do
registo da prestação de contas dos exercícios económicos a
partir de 2012
Decreto-Lei n.º 250/2012
Regime fiscal da dedução de prejuízos
(revisão do OE 2012)
IRC (artigo 52.º)
alterações ao prazo do reporte
Com o OE para 2012:
O prazo de reporte dos prejuízos fiscais gerados em períodos
de tributação que se iniciem em ou após 1 de Janeiro de 2012 foi alargado para cinco períodos de tributação
Esta regra é aplicável à dedução aos lucros tributáveis dos
períodos de tributação que se iniciem em ou após 1 de
Janeiro de 2012 dos prejuízos fiscais apurados em períodos
IRC (artigo 52.º)
alterações ao prazo do reporte
Prejuízos fiscais gerados até 2009 Prejuízos fiscais gerados em 2010 e 2011 Prejuízos fiscais gerados a partir de 2012 Prazo de dedução: 6 anos Prazo de dedução: 4 anos Prazo de dedução: 5 anos 72 @Abílio Sousa
IRC (artigo 52.º)
regime fiscal da dedução de prejuízos
OE para 2012:
A dedução a efetuar em cada um dos períodos de
tributação não pode exceder o montante correspondente a
75% do respetivo lucro tributável, não ficando, porém,
prejudicada a dedução da parte desses prejuízos que não tenham sido deduzidos, nas mesmas condições e até ao final do respetivo período de dedução ( n.º 2 do artigo 52.º CIRC)
Esta regra é aplicável à dedução dos prejuízos fiscais
IRC (artigo 52.º)
regime fiscal da dedução de prejuízos
Caso prático n.º 1:
Um dado sujeito passivo de IRC declarou prejuízos fiscais nos
períodos de 2010 e 2011, no valor de € 2.000,00 e € 3.000,00, respetivamente
No período de 2012 apresenta lucro tributável no valor de €
5.000,00
Prejuízos fiscais dedutíveis em 2012: 5.000 x 0,75 = € 3.750,00 Prejuízos fiscais dedutíveis para períodos de tributação
seguintes: € 1.250,00 (com a limitação de 4 anos)
74 @Abílio Sousa
IRC (artigo 52.º)
regime fiscal da dedução de prejuízos
Caso prático n.º 2:
Um dado sujeito passivo de IRC declarou prejuízo fiscal no
período de 2011 no valor de € 6.000,00
Nos períodos seguintes apresenta sempre lucro tributável:
2012: 4.000, 2013: 1.000, 2014: 600, 2015: 1.000
Prejuízos fiscais dedutíveis em 2012: 3.000 Prejuízos fiscais dedutíveis em 2013: 750 Prejuízos fiscais dedutíveis em 2014: 450
IRC (artigo 52.º)
regime fiscal da dedução de prejuízos
Caso prático n.º 3:
Em 2014 o sujeito passivo perde o direito à dedução de 5
76 @Abílio Sousa
período resultado valor Saldo PF dedutíveis
2010 PF 300 300
2011 LT 100 200
2012 LT 200 50
2013 PF 50 100
IRC (artigo 71.º)
regime fiscal da dedução de prejuízos no RETGS
OE para 2012:
Os prejuízos das sociedades do grupo verificados em
períodos de tributação anteriores ao do início de aplicação do RETGS só podem ser deduzidos ao lucro tributável do
grupo, nos termos e condições previstos no n.º 2 do artigo 52.º, até ao limite do lucro tributável da sociedade a que respeitam
ou seja, a dedução só abrange 75% do lucro tributável da
IRC (artigo 71.º)
regime fiscal da dedução de prejuízos no RETGS
OE para 2012:
Também os prejuízos fiscais do grupo apurados em cada
período de tributação em que seja aplicado o RETGS só podem ser deduzidos aos lucros tributáveis do grupo, nos termos e condições previstos no n.º 2 do artigo 52.º do CIRC
Exemplo:
Grupo com saldo dedutível de prejuízos fiscais = 30.000 LT do grupo em 2012 = 20.000
Só pode deduzir 15.000
78 @Abílio Sousa
C
Y Z
a sociedade G passou a fazer parte do grupo no período de 2012
G
no período de 2012 declara lucro tributável de € 1.000,00 e apresenta prejuízos fiscais
dedutíveis do período de 2010 (em que ainda não fazia parte do grupo)
no valor de € 2.000,00
IRC (artigo 71.º)
OE 2013
Mensagem final:
Γεια σας φίλοι ας πάρει μακριά με αυτό,
πιστέψτε με!
(tradução: olá amigos
vamo-nos safar desta, acreditem!)
80 80
OE 2013
Bom Trabalho!!!
Ficha técnica
Elaborado por:
Abílio Sousa para ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal Elaboração própria
O conteúdo não pode ser reproduzido sem autorização expressa da
entidade promotora
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