3.1 – Estudo de caso – operador Logístico – Martim Brower Baseado nas seguintes reportagens Gazeta Mercantil, Seção Transportes & Logística Maio de 2006 Jornal do Comércio, Logística Novembro de 2005 Revista Exame Outubro de 2006 Revista Frota S/A Dezembro de 2006 Revista Hotelnews Maio/Junho de 2006 Revista Tecnologística Outubro de 2006 Revista Transporte Moderno Junho de 2006 www.mcdonalds.com.br www.martinbrower.com.br
A MartinBrower MB é uma multinacional americana especializada em logística e em soluções para o mercado de food service. Original dos EUA desde 1934, passou por uma série de fusões e compras até ocupar o posto do maior distribuidor de produtos da rede de restaurantes fastfood McDonald´s nas Américas, posição que mantém até os dias de hoje. A MB, empresa inspirada na experiência de grandes holdings americanas, que oferecem soluções para simplificar todo o processo de abastecimento de restaurantes, hotéis, hospitais, bares, fast food etc. inaugurou no Brasil, uma forma inovadora de trabalhar o conceito de broadline (linha ampla) no mercado de food service, com o objetivo de facilitar e oferecer inovações aos empreendimentos do setor de alimentação. Com a qualidade dos serviços que oferece, a MB permite que os cerca de 1000 clientes de sua carteira dediquem mais tempo ao atendimento nos seus pontosdevenda, uma vez que diminui a necessidade de controlar dezenas ou até centenas de fornecedores e as etapas do processo de compra (orçamentos, seleção de fornecedores e produtos, controle de qualidade, recebimento, estoque e outros). A estratégia é concentrar todas as entregas que normalmente são feitas por dezenas de fornecedores, este é o diferencial da MBB, explica Cláudio Hebling, gerente geral da empresa. A empresa se responsabiliza por boa parte do abastecimento e tem knowhow comprovado no atendimento à restaurantes comerciais, industriais, hospitalares e cadeias de alimentação, a empresa atende de forma personalizada e direta, com custo/benefício comprovado.
Em São Paulo, o tradicional restaurante La Villette, localizado na Vilaboim, conta com os serviços da MB desde 2003. Como a qualidade e a preocupação com a segurança alimentar são premissas do trabalho do La Villette, o gerente do restaurante Emerson Souza não teve dúvidas ao contratar a MB após conhecer sua filosofia de trabalho. O La Villette é reconhecido por sua qualidade. O lema é servir o que há de melhor; não apenas o melhor em apresentação, mas também o melhor em qualidade e segurança para os clientes, conceitos que fazem parte da atuação da MBB.
Hoje, a MB conta com uma equipe altamente qualificada, composta por consultores técnicos, equipes de vendas, de suprimentos e de suporte especializadas em prover soluções no atendimento ao mercado de food service, além de tecnologia de ponta que garante a eficiência operacional em todos os processos existentes. A empresa trabalha com estratégias e propostas inovadoras, com agilidade nas entregas, confiabilidade no cumprimento de
prazos e preocupação constante com a segurança alimentar. História
1934 J.J. e E.M. Brower iniciam as atividades em Chicago, nos Estados Unidos, como fornecedor de serviços de atacado na área de papéis. Esta parceria é dissolvida em 1945. Um ano depois, é formada a companhia de papel Brower e em 1947, Melvin Schneider, genro de A .J. Brower compra a corporação.
1950 Através da Companhia de Papel Brower é formada a Companhia de Papel Martin, para oferecer serviços a restaurantes, lojas de varejo, e indústrias. 1956 A Companhia de Papel Brower fundese com a Companhia de Papel Martin e compra mais de 50% das ações da National Paper Napkin Manufacturing Company, formando a Companhia de Papel MartinBrower. No mesmo ano, iniciase o extraordinário
relacionamento com o McDonald's. Ray Kroc seleciona a Companhia de Papel MartinBrower como fornecedora de produtos de papel para seu primeiro restaurante em Des Plaines, Illinois.
1957 A Companhia de Papel MartinBrower organiza a Companhia de Papel Perlman para atuar 2 como distribuidor de produtos para cadeias drivein de hambúrgueres e sorvetes em todo o país.
1958 A Companhia de Papel MartinBrower compra uma pequena cadeia de supermercados para usar como projeto de pesquisa de mercado durante 1958 até 1962 . Em 1963 esta cadeia é vendida.
1962 A Companhia de Papel MartinBrower e a Companhia de Papel Perlman, começam a abrir filiais e armazéns.
1964 Através de aquisições e consolidações, formasse a Corporação MartinBrower. Até esta época, a companhia era primeiramente um fornecedor de produtos de papel para o McDonald's e outros restaurantes de fastfood. No entanto, abandona a palavra "Papel" de seu nome para melhor refletir sua diversidade de produtos e serviços.
1972 A Companhia Clorox compra a Companhia MartinBrower. O McDonald´s inicia o seu comprometimento com o conceito de "One Stop Shop" (fornecimento total), no qual um único distribuidor fornece às lojas produtos alimentícios congelados e secos, bem como produtos de papel para embalagem. Como o McDonald´s tornase a porção maior do negócio, a MartinBrower estruturase para um maior comprometimento, tornandose, com o passar do tempo, o maior distribuidor do país no ramo de food service.
1979 A Dalgety Limited compra a Companhia MartinBrower. Apesar do seu envolvimento com a indústria de negócios agrícolas, a MartinBrower continua a manter a sua autonomia no gerenciamento do negócio de distribuição personalizada. O primeiro restaurante McDonald´s é inaugurado em Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro.
1982 Setembro A MartinBrower começa a operar no Brasil, no bairro do Limão, em São Paulo, atendendo três restaurantes no Rio de Janeiro e um em São Paulo (Av. Paulista).
1986 Em meados de outubro, alcança a marca de 28 restaurantes atendidos, transferindo suas instalações para a cidade de Embu das Artes, onde já armazena também os itens congelados.
1992 É inaugurado o Centro de Distribuição no Rio de Janeiro, na cidade de Queimados.
corporação ProSource, uma também distribuidora de serviços alimentícios personalizados.
1995 A matriz da MartinBrower muda seus escritórios para Lombard, Illinois. Enquanto isso, um Centro de Distribuição é inaugurado na cidade de São Francisco do Sul, em Santa Catarina.
1996 A Unidade de Negócios Internacionais é criada para fornecer suporte de distribuição aos restaurantes McDonald´s na América Latina. A distribuição para o Brasil, Porto Rico, México, América Central e Caribe criam oportunidades significantes para a Companhia MartinBrower provando, mais uma vez, nossa prontidão para servir o sistema McDonald´s.
1997 A Corporação MartinBrower é adquirida pela Reyes Holdigns, L.L.C., um líder internacional em distribuição de comida e bebida. O Centro de Distribuição Nordeste, na cidade de Recife, Pernambuco, inicia suas atividades, atendendo os restaurantes da Região Nordeste.
1999 As instalações no Embú ficam pequenas, havendo a necessidade de aumentar toda a estrutura
para atender o crescimento do McDonald's e aumentar a capacidade de estocagem da MartinBrower e também da produção de outros dois grandes fornecedores: Braslo ( carnes ) e Interbakers ( pão ). Pensando no conceito de redução do custo do transporte entre o fornecedor e o distribuidor, conceito este já implantado na Europa pelo McDonald's ( Rússia e Alemanha ) e já existente entre a MartinBrower e Braslo ( Embú ) e a Interbakers e a Vally ( Santo Amaro ), é iniciado o projeto FOOD TOWN.
Para a construção do Food Town, se buscava a localização ideal: Sudeste de São Paulo; Máximo de 30 Km de São Paulo; Antes dos pedágios; Boa qualidade de mãodeobra; Boas condições ambientais; Próximo ao futuro anel viário; Foram analisadas mais de 100 propriedades, sendo que foram visitadas em torno de 30, para a definição do local ideal e início das obras. Em 17 de maio, é inaugurado o Food Town – A Cidade da Alimentação. Um complexo com 160.000 m² de área, onde funcionam atualmente três dos
principais fornecedores do sistema McDonald´s: MartinBrower, Braslo e Interbakers.
Novembro Estrategicamente, um Centro de Apoio é implantado junto à fábrica de pães da Interbakers em Juiz de Fora, Minas Gerais.
2000 A MartinBrower atinge o Padrão World Class no atendimento de toda a cadeia de suprimentos do sistema McDonald's.
2001 O CD de São Francisco do Sul é desativado e, em seu lugar, um outro passa a operar em Curitiba, Paraná.
2002 A MartinBrower ganha um novo Centro de Apoio em Duque de Caxias no Rio de Janeiro, desativando o CD de Queimados.
2003 Nasce a MB , Unidade de Negócio fruto de uma joint venture entre a MartinBrower e a Bunge Alimentos.
2003 A Reyes Holdings adquire a Bruce Edmeades,uma empresa de FoodService e distribuição no Canadá.
2005 A Reinhart FoodService, empresa com mais de 30 anos em seu ramo nos Estados Unidos, é adquirida.
2006 Henry J. Lee Distributors entra para o grupo Reyes Holdings como uma unidade de negócios à 3 parte. A empresa é distribuidora de cervejas das marcas Miller, Coors, Pabst, Corona e Yuengling, localizada nas cidades de
Charleston e Beaufort, na Carolina do Sul.
2006 Três das melhores empresas de food service são adquiridas pela Reinhart FoodService. Ao final do processo a Reinhart conta com um total de 16 empresas adquiridas! Não é à toa que o Grupo Reyes Holdings está entre as 21 principais empresas
privadas dos Estados Unidos...
Em julho de 2006, a Reyes Holdings L.L.C. anuncia um acordo referente à aquisição da filial de Omaha, da empresa norteamericana Food Services of America Inc. (FSA), a qual se junta a Reinhart FoodService, L.L.C. (RFS). A aquisição da filial da FSA Omaha inclui um armazém refrigerado com mais de 11.600 m² em Omaha, ampliando a distribuição da
RFS em Nebraska, Dakota do Norte, Iowa, Kansas e Missouri. Em agosto, a Reyes Holdings L.L.C. adquire a Filial da Perlman Rocque em Fridley, uma empresa do grupo HAVI. A Filial Fridley, localizada no estado de Minnesota, é agregada à Corporação MartinBrower. A aquisição inclui um armazém de 4.181 m² e uma frota de 43 caminhões, o que aumenta o poder de distribuição da MartinBrower para Minnesota, Norte de Wisconsin, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Iowa, Nebraska e Montana. No mesmo ano, em outubro, a Reyes Holdings continua crescendo e a Erwin Distributing Company em Frederick, Maryland, é adquirida. Isto representa o equivalente a distribuição de mais de um milhão de caixas de cervejas das marcas Miller Brewing Company, Molson Coors Brewing Company, Boston Beer Company e Inbev. Esta nova adesão à Divisão de Bebidas da Reyes Holdings passa a ser chamada de Premium Distributors of Maryland. A compra inclui um armazém de 3.345 metros quadrados da Erwin Distributing Company em Frederick.
Ainda em outubro, a The Larkin Wholesale Company, Inc., em Hagerstown, Maryland, é adquirida, o que representa vendas anuais de mais de 700.000 caixas da Miller, Yuengling, Corona, Pabst, e uma variedade de outras marcas para os condados de Washington e Frederick. Os direitos para distribuir as marcas da The Larkin Wholesale Company são transferidos para a Premium Distributors of Maryland Distributors.
2007 MartinBrower atende cerca de 9000 restaurantes do McDonald's no mundo inteiro.
2008 A partir de janeiro a MartinBrower, empresa especializada em logística para food service e maior distribuidora e operadora logística mundial de produtos para o sistema McDonald’s, assume os negócios da MBB FoodsService dando continuidade às suas atividades e contribuindo para o sucesso dos clientes e o desenvolvimento do setor no país.
Missão
A MartinBrower está empenhada em ser o melhor fornecedor mundial de serviços e produtos para o setor de alimentos, oferecendo valor inigualável para clientes e acionistas e criando um ambiente de trabalho excepcional para nossos funcionários.
Visão
Excelentes pessoas, excelentes serviços, excelente valor. Valores “CARES”
Capacidade para a mudança: valorizamos a flexibilidade, a inovação, a postura próativa e a disposição de assumir riscos.
Agir como uma empresa única: valorizamos o pensamento e atuação global e a ajuda consistente entre todos para obter sucesso.
Relacionamentos: valorizamos relacionamentos duradouros construídos com respeito, integridade e confiança mútuos para o nosso pessoal, clientes, fornecedores e comunidades.
Execução: valorizamos o cumprimento daquilo que prometemos.
Segurança: valorizamos a saúde e a segurança de nossos funcionários e das comunidades nas quais atendemos nossos clientes.
Soluções Food Service FastFood
A MartinBrower possui vocação natural para atender redes fastfood. Afinal, a empresa é parceira internacional do McDonald’s. Nos Estados Unidos, 16 Centros de Distribuição abastecem mais de 6.000 restaurantes da rede, 44% do sistema McDonald’s no país. No Canadá, Caribe, América Central e Brasil, a MartinBrower é o parceiro logístico exclusivo do McDonald’s, sendo responsável por toda a aquisição de produtos, armazenamento e distribuição aos restaurantes. O comprometimento com os objetivos da rede, a dedicação em atender o cliente de forma “tailor made” e a prestação de serviços de altíssimo nível permitiram à MartinBrower atingir o padrão “World Class” no atendimento do sistema McDonald’s, conferindo à empresa expertise sem igual no segmento de fastfood.
Quick Service e Casual Dining
Através de soluções que simplificam o abastecimento, a MartinBrower atende o segmento de estabelecimentos Quick Service e Casual Dining, respectivamente restaurantes de serviço rápido e os que valorizam o prazer do ambiente e da cozinha. Para este segmento, oferece um amplo portfólio de produtos congelados, resfriados e secos, além de insumos não alimentícios, e os armazena e distribui, atendendo com pontualidade e confiabilidade. Os produtos destacamse por sua variedade e qualidade,
e passam por inspeções em todas as etapas do 4 processo logístico, o que garante sua integridade e a segurança alimentar. Suprindo todas as necessidades do abastecimento de redes de alimentação e restaurantes, a MartinBrower permite aos clientes dedicar mais tempo ao crescimento de seus negócios.
Hotéis e Hospitais
Por sua especialização, a MartinBrower tornouse fornecedora por excelência dos serviços de alimentação de hotéis e hospitais, oferecendo alimentos normais e especiais, e aquisição, armazenagem e distribuição dos produtos. Pratica cuidados que incluem os mais elevados níveis de higienização e o controle da temperatura dos alimentos em todo o processo, garantindo a segurança alimentar. Esta confiabilidade se estende à precisão das entregas. Pedidos coletados em palmtops são enviados a um sistema totalmente informatizado, que
assegura o cumprimento dos cronogramas de entrega em formatos flexíveis, que podem ser personalizados conforme diferentes necessidades.
Alguns clientes hotéis e hospitais: Broadline (restaurantes)
Abrangendo todo o mercado do setor de alimentação, a MartinBrower também coloca à disposição de bares e restaurantes de diferentes portes um leque diversificado de produtos, com serviços e benefícios que só uma empresa com o conhecimento e a experiência da MartinBrower pode oferecer. Aos clientes deste segmento, são disponibilizados, através de serviços e de uma parceria que se destaca pelo profissionalismo, uma oportunidade de otimizar recursos e crescer continuamente, na medida em que a empresa compartilha seu knowhow no atendimento a outros segmentos do food service.
Alguns clientes broadline: Transporte e Logística
Os serviços de transportes e logística da MartinBrower também podem ser contratados de forma independente. Estão disponíveis ao mercado todos os avançados recursos presentes nos armazéns e na frota da empresa. Além do transporte em veículos próprios, a MartinBrower ainda realiza a gestão de transportes, contratando e gerenciando transportadoras terceirizadas.
McDonald’s
Quando você experimenta os produtos McDonald's pode ter a confiança e a tranqüilidade de que está consumindo uma refeição saborosa, nutritiva e bem feita. O padrão de qualidade da rede não depende apenas do atendimento rápido e cortês nos restaurantes, mas, principalmente, do modo como as refeições são produzidas, armazenadas e distribuídas.O rigoroso controle de qualidade começa longe dos restaurantes: nas propriedades rurais que oferecem a matériaprima para as refeições. Os produtores e criadores que abastecem os fornecedores diretos do McDonald's seguem padrões acima da média exigida pelo mercado e são monitorados periodicamente. O McDonald's acompanha cada passo de seus produtos, do plantio até os restaurantes. Antes de entrar na fábrica, as matériasprimas passam por uma rigorosa inspeção de qualidade. Os fornecedores têm controles internos de higiene, temperatura e qualidade do ar para garantir um elevado padrão ao alimento. Toda a rede de restaurantes sempre opera com altíssimos padrões de qualidade. A empresa e seus fornecedores mantêm equipes responsáveis pela segurança alimentar e programas de treinamento para os funcionários de diversos níveis da cadeia de produção. O transporte até os restaurantes é feito em carretas frigoríficas especiais, equipadas para manter durante todo o percurso, simultaneamente, três temperaturas diferentes em seu interior, garantindo as melhores condições para os produtos secos, resfriados ou congelados. Nos restaurantes, o processo continua rigoroso para assegurar a qualidade das refeições. Os produtos são armazenados obedecendo também a critérios específicos de temperatura. A higiene é encarada com extrema seriedade pelos funcionários. A lavagem e
higienização das mãos com sabão bactericida é feita periodicamente, a cada hora.Tudo isso porque o McDonald's honra seu compromisso com a alimentação: oferecer produtos saudáveis, seguros e de qualidade que integram uma dieta nutritiva balanceada.
Qualidade em todos os setores
Não basta se certificar de que o produto é de boa qualidade. No McDonald's, os ingredientes precisam chegar aos restaurantes com a mesma aparência e consistência com que saíram da fábrica. Os caminhões da MartinBrower, operador logístico que faz a ponte entre os fornecedores e os restaurantes, 5 são um exemplo da preocupação da rede com todos os processos da cadeia produtiva de suas refeições. Para garantir a qualidade dos alimentos e a eficiência na entrega, todos os veículos usados na distribuição dos produtos para os restaurantes têm compartimentos com três temperaturas diferentes: de 24°C a 18ºC negativos, para os congelados; de 1ºC a 4ºC, para os resfriados; e temperatura ambiente para os alimentos que não precisam de resfriamento. São as mesmas condições utilizadas para conservar os produtos nos restaurantes. Essa tecnologia de três temperaturas foi trazida pela MartinBrower para o
Brasil em 1982 e o McDonald's é a única rede de restaurantes a utilizála no País. Os caminhões são feitos por encomenda e contam com dois evaporadores, que resfriam os alimentos, e divisórias móveis que deixam cada compartimento com um tamanho diferente de acordo com a rota a ser percorrida. "O benefício está em poder entregar todos os produtos de uma só vez. Em caminhões convencionais, o restaurante receberia três entregas",afirma o diretor de Operações da MartinBrower, José Augusto Santos. Para o diretor de Compras e Qualidade do McDonald's Brasil, Celso Cruz, o sistema da rede requer algumas peçaschave para funcionar com perfeição, e uma delas é o sistema logístico. "A logística é o que garante a entrega das encomendas na hora certa e com a qualidade esperada", diz. "Além disso, há a vantagem operacional de o gerente ter data e hora marcada para receber os produtos." Isso é importante pois, além de poder programar sua agenda, na chegada da mercadoria aos restaurantes, os gerentes devem testar as temperaturas dos produtos.Manutenção constante. A qualidade do serviço da MartinBrower não fica só na temperatura dos caminhões. Os condutores destes veículos recebem treinamento em procedimentos de qualidade, direção defensiva, direção econômica e em processos de entrega. Além disso, fazem cursos de reciclagem profissional anualmente.
Ao término do período diário de trabalho os veículos são lavados por dentro e por fora e ainda passam por uma sanitização interna para garantir a higiene e a qualidade dos produtos nas próximas entregas. Uma checagem da manutenção também é realizada a cada início e fim de rota. Os caminhões ainda passam por manutenção preventiva, que inclui troca de peças desgastadas. Mesmo as entregas em lugares distantes têm a qualidade garantida. Para as regiões Norte e Nordeste do Brasil, o envio de alface, tomate e cebola é realizado via aérea, seja para o Centro de Distribuição de Recife, seja para entrega direta a restaurantes. Nesse processo é utilizado um sistema de resfriamento com gelo seco, isopor e mantas térmicas que garantem a temperatura entre 1ºC e 4ºC.
Ingredientes com a garantia McDonald’s de procedência
O McDonald's só trabalha com os melhores ingredientes, entregues pelos fornecedores mais qualificados do mercado. Boa parte desses fornecedores produz exclusivamente para o McDonald's, sem comercializar para outros clientes. Os ingredientes que compõem as refeições dos restaurantes são os mesmos que você utiliza em casa, com o cuidado, a segurança e a qualidade da rede. Todos os agricultores e pecuaristas que fornecem matériaprima para o McDonald's passam por uma certificação inicial e se submetem uma vez por ano a auditorias para verificar se seguem todos os padrões exigidos. São avaliadas as condições sanitárias e os processos que permitem rastrear rapidamente a matériaprima produzida.Todas as carnes utilizadas nos restaurantes tanto a bovina quanto a de frango e a de peixe são 100% puras. Todos os lotes de carne só são liberados para processamento depois de analisados em laboratório e considerados 100% perfeitos para o consumo. Os legumes e as verduras são cultivados com defensivos agrícolas, de acordo com a legislação vigente.O óleo utilizado nas frituras do McDonald's, à base de sementes de algodão, soja e palma, é livre de colesterol, estável a 180ºC (temperatura em que são fritos os alimentos da rede) e contém carotenóides e vitaminas.Antes de entrar nas fábricas, cada ingrediente passa por uma rigorosa inspeção, podendo ser recusado caso seja detectado qualquer problema. A inspeção obedece a padrões rígidos, que só o McDonald's exige no mercado. Tudo é avaliado, desde a temperatura até o aspecto visual.Para garantir a qualidade durante o processamento, as fábricas trabalham com uma temperatura ambiente constante. Análises físicoquímicas da produção são realizadas a cada hora e a qualidade do ar é monitorada continuamente, evitandose assim a proliferação de microorganismos.Ao final de cada expediente, todas as áreas de produção onde são processadas as carnes são lavadas com água aquecida a 50ºC e produtos desinfetantes. As fábricas normalmente trabalham em três turnos, sendo um deles destinado exclusivamente à limpeza.
Mc Donald’s De ponta a ponta
Conheça a cadeia de produção dos principais ingredientes usados no McDonald’s, desde os campos de cultivo e criação, passando pelo processamento e pelo transporte até a chegada aos restaurantes e a preparação dos produtos servidos aos consumidores.
Alface
O cultivo do alface americana foi introduzido no Brasil pelo McDonald’s com sua sua chegada no país, em 1979. a decisão de trazer as primeiras sementes deveuse ao fato de que as variedades existentes no Brasil até então não se adequavam ao padrão de qualidade da rede. Iniciado em São Paulo, na cidade de Cotia, o plantio se expandiu para outras regiões. Minas Gerais (Três Pontas, Boa Esperança, 6 Varginha, Santana da Vargem e Campos Gerais) hoje concentra 90% dos fornecedores do produto para a rede. Os outros 10% vêm da cidade paulista de Piedade. Dos campos de cultivo, o alface segue, em
caminhões refrigerados entre 1ºc e 7ºc, para Piedade/SP, onde está situada a Refricon, empresa que concentra o fornecimento do alface para a rede de restaurantes. A Refricon é responsável pela seleção e controle da qualidade de todo o alface utilizado. Para garantir o abastecimento ininterrupto mantém junto aos fornecedores um ciclo de plantio que lhes permite a produção média de 400 mil pés de alface por semana. Ao ser recebida pela Refricon., o alface é selecionado e classificado segundo critérios de maturação e higienização. São 22 caminhoes refrigerados, carregados de alface, a cada semana. Os produtos são transportados em contentores plásticos e uma equipe de técnicos e engenheiros agrônomos da Regricon acompanha todo o processo, desde o plantio até a entrega do alface maduro. Caso a equipe encontre qualquer irregularidade ou infestação de inseto, o caminhão sequer é descarregado, retornando à sua cidade de origem. Depois de inspecionadas e classificada pelos técnicos, o alface é armazenado em uma câmara de espera especial, onde permanece por no máximo quatro dias antes de ser processada para envio aos restaurantes. A alface in natura, sem qualquer processamento ou corte, dura 21 dias. O McDonald’s utiliza em seus produtos apenas alfaces processadas, isto é, picadas e higienizadas. Na sala de processamento de refrigeramento é feita a limpeza, o corte e um banho com dióxido de cloro e água fria. Depois de centrifugada, embalada e selada, ela é acondicionada em caixas de papelão, com data de expedição, onde a temperatura varia de 1ºc a 4ºc. No mesmo dia em que é processada, o alface é entregue à MartinBrower. Ele é feito em caminhões climatizados. Na chegada ao restaurante, o gerente confere se a temperatura do produto e o aspecto visual se enquadram nas normas estabelecidas pelo Mcdonald’s. O alface vai então para uma câmara frigorífica a uma temperatura média de 2ºc, onde permanece até dez dias.
Batata
Elas são fornecidas pelas McCoin, empresa que abastece a rede em inúmeros países. Após a colheita, as batatas saem dos campos de cultivo em caminhões equipados com cintos transportadores em seu interior, que facilitam o descarregamento e também evitam perdas do produto. No inverno os caminhões são fechados para proteger as batatas. As batatas são armazenadas em reservatórios e, quando estão prontas para ser processadas, são colocadas em depósitos de água com máquinas agitadoras, e em seguida, em uma lavadoura, na qual é feita , na qual é feita uma limpeza dos tubérculos. Depois de totalmente limpas, as batatas seguem para um descascador a vapor, que possui um tanque com capacidade para descascar de 270 a 290 quilos de batatas por vez. Com injeção de vapor a alta pressão e temperatura, a casca da batata se solta após 20 segundos nessa máquina. Descascadas e escovadas, as batatas são aparadas, para que sejam retiradas pontos negros, partes esmagadas ou porções nãodescascadas. Daí elas são levadas até um tanque de retenção com água antes de passarem pelo cortador de tiras.. Depois de cortadas, seguem para os branqueadores, tanques longos e cilíndricos com água em terperatura de 82ºc. É esse processo que permite que as batatas mantenham sua cor e sua textura consistentes. Ainda na fábrica da McCoin, as batatas passam por uma fritadeira de óleo na temperatura de 200ºc e quando retiradas, são agitadas num portador vibratório que elimina qualquer excesso de óleo. Depois são enviadas a um congelador à temperatura de 39ºc negativos e ali permanecem por 20
minutos. As batatas fritas estão finalmente prontas para serem empacotadas. Os sacos de batatas são colocados em caixas de papelão e armazenados em câmaras a 23ºc negativos. No restaurante a batata permanece no congelador até serem fritas em óleo vegetal.
Carne
A Braslo, é a indústria de processamento de carnes situada na Cidade do Alimento, a carne é armazenada em câmaras frigoríficas com temperatura negativa. Os caminhões que fazem o transporte têm temperatura controlada, para manter o padrão de segurança alimentar e conservação do produto. O processamento da carne para a fabricação dos hambúrqueres segue os critérios do Sistemas Total de Qualidade da Braslo, que integra os setores de Desenvolvimento de fornecedores, produção, qualidade, e manutenção industrial. Os hambúrgueres são feitos de carne 100% bovina, sem adição de conservantes, e com teor de gordura concentrado, preservando o sabor natural da carne.
Laranja
Para obter um suco de laranja processado de alto teor de qualidade, a Minute Maid Company mescla os melhores frutos produzidos no Brasil e na Flórida, obtendo assim o sabor e a consistência que fazem do Mcfruit Laranja uma bebida leve, deliciosa e nutritiva. O suco processado é transportado para os restaurantes em caminhões climatizados, congelado a 23ºc negativos. A mesma temperatura é mantida para o armazenamento nos congeladores dos restaurantes. O suco passa por um processo de ambientação de 48 horas para descongelar. Após o descongelamento, passa para a torre de bebidas do restaurante, onde é conservada em refrigerador a uma temperatura de média de 2ºc.
Leite
O mix utilizado na produção dos shakes e sorvetes do cardápio de sobremesas do McDonald’s é fornecido pelas melhores e mais conceituadas indústrias do ramo, como Batavia e Polengi. O leite passa por um processo rigoroso de industrialização. O processamento e o armazenamento do produto acontecem nas fábricas e centros de distribuição das empresas fornecedoras do McDonald’s. O 7 aprimoramento logístico assegura o abastecimento permanente dos pontodevenda.
Tomate
As propriedades que fornecem tomates para a empresa têm um rígido controle de água para irrigação. No município paulista de Piedade, a Refricon mantém uma estação experimental para testes de novas variedades e melhorias constantes nos tomates. Dos campos agrícolas, os tomates são transportados em caminhões à temperatura ambiente e enviados diretamente para a fábrica. São selecionados por cor, tamanho, aspecto e maturidade do fruto, então, acondicionados em caixas de papelão. O produto é mantido sob refrigeração até sua expedição. Da Refricon, o produto é entregue à distribuidora MartinBrower, em caminhão baú refrigerado com temperatura controlada. Após o recebimento,
a distribuidora faz as entregas nos restaurantes. No restaurante, o produto é armazenado em câmara fria, com temperatura que varia entre 1ºc e 4º. Dependendo da colaração do tomate, ele permanece de um a dois dias em um amadurecedor, voltando à câmara fria e, posteriormente, para uso, vai para o refrigerador. Para utilização na montagem das sanduíches McDonald’s, permanece em uma cuba plástica, fatiado, sobre a mesa de condimentação, por no máximo duas horas.
Pães
A farinha utilizada pela Intebakers na fabricação dos pães é fornecida pela Cargill. O trigo, matériaprima de todo esse processo, vem de plantação brasileiras e argentinas. Logo que a farinha chega à FSBFoods, uma amostragem é peneirada para que se possam fazer todos os testes microscópios relativos a qualidade, higiene e aparência. Somente mediante resultados desses testes é que a farinha pode ser descarregada na fábrica e, então, toda ela é peneiradas, evitando assim a presença de impurezas. Para a produção da massa, não são utilizados leite nem ovos, o que permite que as pessoas alérgicas a esses dois produtos possam comer o pão.
Peixes
A empresa El Golfo desenvolveu modernas tecnologias de sonar nos barcos para identificar a presença de cardumes no oceano, sempre respeitando a legislação ambiental do Chile. Para preservar os peixes frescos, os barcos são equipados com potentes sistemas de refrigeração e armazenamento. A descarga dos peixes na indústria é feita por um moderno sistema de bombas de pressão a vácuo, capazes de impulsionar os peixes sem que eles entrem em contato com partes mecânicas móveis. Assim, o pescado é preservado inteiro, sem danos na carne. Na fábrica da El Golfo, os peixes passam por rigoroso processo de seleção que leva em conta critérios como cheiro, textura, aparência e consistência da carne. A próxima etapa é uma limpeza profunda, em que são retirados espinhas, vísceras, escamas e a gordura da carne. A merluza é preparada em filés sobrepostos que formam um grande bloco congelado. É nesse formato que os filés chegam à Braslo, a mesma indústria que processa as carnes bovinas e de frango. Na Braslo, o bloco de filé passa por duas etapas de serragem; os pedaços adquirem, então, o formato quadrado que você vê no McFish. Os pedaços cortados são empanados: recebem duas coberturas, uma líquida e outra seca, são congeladas, embalados e estocados à temperatura média de 23ºc negativos. Estão prontos para serem distribuídas os restaurantes. Cidade do Alimento: complexo de excelência industrial
Presente no Brasil desde 1979, o McDonald's passou por um intenso processo de expansão no final da década de 90. Para acompanhar o acelerado ritmo de crescimento da rede no país e atender à demanda por produtos, os principais fornecedores do Sistema McDonald's também sentiram a necessidade de ampliar as instalações e investir em infraestrutura para produzir mais e com qualidade ainda maior. Assim nasceu a Food Town ou Cidade do Alimento
complexo de excelência em produção, armazenamento e distribuição de alimentos para o McDonald's Brasil. Inaugurada em 17 de maio de 1999 e situada em terreno de 160 mil m², no km 17,5 da Rodovia Anhangüera, a Food Town foi concebida dentro de um conceito moderno e inédito no país para o setor de comércio de alimentos. Esse enorme complexo industrial, com 33,4 mil m² de área construída em formato de "L", foi erguido por três grandes fornecedores do McDonald's; as empresas Braslo (processadora de carnes); MartinBrower (empresa da área de logística e distribuição) e Interbakers (fabricante de pães). Hoje, a Cidade do Alimento é um dos maiores centros de produção do país, resultado de um alto investimento em qualidade: foram mais de USS 70 milhões aplicados em sua construção. As condições de higiene da edificação foram rigorosamente controladas desde o início das obras, o que se refletiu, por exemplo, na escolha de materiais adequados para garantir assepsia total e um altíssimo grau de segurança alimentar. O complexo tem a vantagem de reunir fornecedores e distribuidor lado a lado, reduzindo o tempo e os custos de transporte. A tecnologia dos equipamentos utilizados, de última geração, proporciona qualidade, rapidez e eficiência ao processo produtivo.
A Cidade do Alimento brasileira é a primeira do Sistema McDonald's na América Latina. Existem outras duas similares, uma na Alemanha e outra na Rússia. O complexo permite a produção de 84 mil dúzias de pães por dia pela Interbakers e de 100 toneladas diárias de carne (bovina e de frango) pela Braslo. A frota da MartinBrower, com mais de 100 caminhões distribui todos os produtos para os restaurantes. Os veículos são equipados para o transporte seguro de alimentos secos, resfriados e congelados. A Cidade do Alimento é hoje centro de referência de qualidade não apenas no mercado brasileiro como em muitos dos 118 países em que o McDonald's está presente. São mais de 800 funcionários trabalhando com um único objetivo: honrar o compromisso do McDonald's com a alimentação, oferecendo produtos saudáveis, seguros e de qualidade. Tanto na Cidade do Alimento, quanto nos Centros de Distribuição Regionais, os ambientes são cuidadosamente limpos. Não há contato das caixas dos produtos com o chão dos estoques, graças ao uso de pallets. A armazenagem dos produtos segue sempre uma ordem determinada, para facilitar a carga e descarga de caminhões. Além disso, as empilhadeiras que operam dentro dos armazéns são movidas à energia elétrica ou bateria. Nada de óleo, de gás GLP ou de qualquer outro combustível na área estocagem de alimentos, evitando assim a poluição do ar.
A logística enxuta
O termo enxuto, como tradução de "lean", surgiu na literatura de negócios para adjetivar o Sistema Toyota de fabricação. Tal sistema era lean por uma série de razões: requeria menos esforço humano para projetar e produzir os veículos necessitava menos investimento por unidade de capacidade de produção, trabalhava com menos fornecedores, operava com menos peças em estoque em cada etapa do processo produtivo, registrava um menor número de defeitos, o número de acidentes de trabalho era menor e demonstrava significativas reduções de tempo entre o conceito de produto e sue lançamento em escala comercial, entre o pedido feito pelo cliente e a entrega e entre a identificação de problemas e a resolução dos mesmos. A fabricação enxuta passou a ser
conhecida como fabricação "justintime" e sua adoção, por inúmeras empresas em todo o mundo, obedecia a uma série de requisitos, dentre os quais podem ser mencionados a mudança de produção empurrada para a produção puxada, o desenvolvimento de fornecedores, a eliminação de atividades que não agregam valor, a delegação de poder aos empregados para que propusessem idéias que conduzissem a melhorias nos produtos e nos processos e o envolvimento dos clientes no desenvolvimento de produtos. Como a repercussão econômica mais visível da adoção do conceito lean sempre foi a redução de estoques, através de entregas mais freqüentes e diminuição dos lotes de compra e/ou de fabricação, surgiu no âmbito da logística a premissa do "ressuprimento enxuto", expressão que erradamente muitos passaram a substituir por "logística enxuta". Enquanto o ressuprimento enxuto é um conceito limitado, por considerar apenas as operações de abastecimento, que pode ser inadequado por não avaliar corretamente todos os tradeoffs envolvidos em sua adoção (aumento dos custos de transportes ou ineficiências provocadas nos sistemas de fornecedores e clientes), o conceito de logística enxuta é mais amplo e envolve iniciativas que visam a criação de valor para os clientes mediante um serviço logístico realizado com o menor custo total para os integrantes da cadeia de suprimentos. Em diversas publicações sobre as dificuldades da adoção do conceito de Supply Chain é possível encontrar referências a conflitos entre potenciais parceiros devido a fatores como atrasos nas entregas, erros na documentação, embalagens inadequadas, etc. Todos estes fatores ocasionam perdas de tempo, aborrecimentos, retrabalhos e desconfianças, entre outros problemas, comprometendo seriamente a constituição de uma cadeia. O pensamento enxuto, quando aplicado, procura fazer com que as partes envolvidas trabalhem juntas para eliminar essas fontes de desperdícios.
Soluções enxutas para o serviço logístico
A idéia não é a de que os clientes comprem menos e sim que tenham menos dificuldades, menos aborrecimentos no momento de usar, de consumir os produtos e serviços que adquirem. Então, assim como as empresas adotaram práticas com o objetivo de eliminar ineficiências em seus processos de produção, seria o momento, agora, de pensar em iniciativas que proporcionem aos clientes uma experiência de compra e/ou consumo mais eficiente e com menos sacrifício. Embora o princípio acima tenha sido enunciado pensando no consumido final, eles é perfeitamente adaptável para todo tipo de cliente; mais ainda, se pensarmos que toda empresa pertence a uma cadeia de suprimentos, podemos, em alguns princípios, incluir os fornecedores como alvo das iniciativas enxutas. Assim, por exemplo, se determinada empresa examinasse seu processo de recepção de mercadorias, poderia encontrar maneiras de não desperdiçar o tempo de motoristas e veículos dos fornecedores ou dos prestadores de serviços que realizam o transporte inbound. O fabricante de móveis, que abastece as lojas onde seus produtos são vendidos, saberia que de nada adianta entregar ao cliente as mesas que este encomendou se as cadeiras, que também fazem parte do pedido, não tiveram sua fabricação concluída no prazo acordado. Vejamos, o exemplo da MartinBrower, como alguns dos princípios do consumo enxuto podem ser encontrados em soluções logísticas pensadas para tornar eficiente a experiência de clientes.
Solucionar totalmente o problema do cliente
A empresa procurou entender desde o início os critérios competitivos de seu cliente: consistência (os produtos vendidos nas lojas são sempre iguais), rapidez (a empresa atua no setor de fast food) e preço (os produtos McDonald's não são os mais baratos do mercado, mas há uma preocupação em reduzir custos para que os preços não se distanciem dos praticados pelos concorrentes). Para que seu cliente tenha sucesso junto a seus clientes, a MB desenvolveu um projeto de serviços logísticos que cotidianamente persegue aqueles critérios competitivos: Junto com os principais fornecedores (carnes e pães), criou em São Paulo o condomínio Food Town, que reúne as instalações fabris daqueles fornecedores e o principal centro de distribuição da MB, onde são processados os pedidos vindos das lojas e dos outros centros de distribuição da empresa. Todos os produtos necessários para abastecer as lojas (à exceção dos refrigerantes) convergem para o Food Town. O objetivo do projeto foi garantir a sincronia necessária para atender rapidamente aos pedidos recebidos. Cada loja fixa suas "janelas de serviço" e a periodicidade dessas entregas (duas a três por semana, dependendo da loja) é um dos importantes indicadores utilizados pelo McDonald's para medir o desempenho da MB. Também com o objetivo de sincronização (de que "os produtos precisam funcionar e funcionar juntos"), a grande maioria dos caminhões da MB possui três compartimentos em temperaturas distintas para acomodar diferentes tipos de necessidades das lojas, com o objetivo de minimizar o número de entregas e diminuir, também, a probabilidade de que alguns produtos cheguem e outros não. Caminhões frigoríficos com diferentes temperaturas Com o objetivo de evitar erros tanto na emissão como no recebimento de pedidos, a MB desenvolveu o formulário eletrônico para envio e recepção dos pedidos via internet. Esta medida reduziu drasticamente os retrabalhos, entregas urgentes e falta de mercadoria nas lojas. A MB instalou um sistema ERP com módulos de previsão de vendas, recebimento de pedidos, controle de estoques próprios e dos fornecedores, relatório de vendas por lojas e acompanhamento diário dos indicadores de desempenho.
Para otimizar o número de caixas de produtos a serem transportadas por caminhão e por rota, a empresa adquiriu um programa roteirizador que determina, em função dos pedidos a serem entregues, a melhor rota para o veículo. A MB mantém um Customer Service 24 horas, sete dias na semana, para atender a emergências das lojas e dos motoristas no caso de haver algum problema em rota. O McDonald's paga os custos operacionais declarados pela MB e controla a parceria mediante um conjunto de indicadores que persegue a eficiência operacional do parceiro. Através de medidas como o giro do estoque, o número de funcionários MB por restaurante atendido, o percentual de pedidos sem erro sobre o total de pedidos, o número de caixas entregues por rota, dentre outros, o McDonald's garante que, através de uma logística enxuta, a MB possa solucionar totalmente o seu problema. Por atuar num mercado maduro, com intensa concorrência, o McDonald's está sempre pensando em promoções, novos produtos, etc. A MB não é apenas um operador que abastece as lojas; é um operador logístico integrado que administra a inteligência logística da cadeia,
desenvolvendo soluções que dêem respostas aos desafios enfrentados pelo cliente, perseguindo o custo total mínimo para todos os integrantes da cadeia. Embora o exemplo acima tenha procurado ilustrar o primeiro princípio do consumo enxuto, podemos observar que o serviço logístico proporcionado pela MB McDonald's está alinhado com vários outros princípios da moderna administração de empresas.
MBsimplifica abastecimento de alimentos
A empresa oferece amplo portfólio de produtos para hotéis, restaurantes e similares. Tem como proposta entregar o maior número possível de itens com menor custo, minimizando o serviço de seus clientes, uma vez que diminui a necessidade de controlar dezenas de fornecedores e as etapas do processo de compra (orçamentos, seleção de fornecedores e produtos, controle de qualidade, recebimento, estoque e outros). Esse modelo já é consagrado no exterior, pois o planejamento e o controle de estoque é uma tarefa complexa, envolvendo a troca de informações com dezenas de fornecedores de alimentos e o recebimento de produtos de vários caminhões de diferentes marcas. "A MB está dando certo. Em penas três anos, cresceu mais de 300%. No início eram cinco vendedores, hoje são mais de vinte para atender a cerca de mil clientes.
Produtos
A MB dispõe de um portfólio com cerca de 1800 alimentos congelados, resfriados e secos, além de outros insumos, como material de higiene, descartáveis e utensílios duráveis, como piso de borracha. Para tanto utiliza caminhões frigoríficos com diferentes temperaturas, o que permite entregar todos os tipos de produtos de uma só vez. De acordo com Tupanangyr, outras distribuidoras que atendem aos mesmos segmentos são especializadas, ou seja, cada uma delas fornece somente um tipo de produto. Por isso, não são consideradas concorrentes. Os pedidos podem ser feitos pela Internet ou durante a visita dos representantes nos estabelecimentos. A entrega ocorre no dia seguinte, observando todas as determinações e normas inerentes à segurança alimentar, garante o presidente da empresa. Ele enfatiza que, para tanto, a MB conta com "consultores técnicos, equipes de vendas, de suprimentos e de suporte especializadas em prover soluções no atendimento ao mercado de food service, além de tecnologia de ponta que garante a eficiência operacional em todos os processos existentes".
MartinBrower amplia suas atividades logísticas no País
Atualmente, a MB tem aproximadamente 1.200 clientes no Brasil, mas 80% do faturamento da MartinBrower no País é ainda proveniente dos negócios com o McDonald's. Com a ampliação da divisão MB, a expectativa é que a proporção caia para 50% no final de cinco anos. De acordo com o Tupanangyr Gomes Filho, presidente da MartinBrower para o Brasil e América Latina, não há nenhum empecilho em relação ao McDonald's para que a empresa se diversifique. "O McDonald's entende que não é interessante ter um operador dependente". Desde que começou o projeto de expansão, a MB tem atraído cerca de 150 novos
clientes por mês. Em entrevista, o CEO da MartinBrower, Greg Nickele, disse ontem que a idéia é oferecer a mesma lógica de distribuição do McDonald's para qualquer empresa do ramo alimentício, no sentido de simplificar o fornecimento. "Hoje, no mundo inteiro, o McDonald's precisa basicamente de um operador. Isso permite que eles gastem menos tempo administrando o fornecimento e mais tempo para seus clientes", disse o executivo. Segundo Nickele, a situação atual do mercado no Brasil em termos de estratégia de abastecimento assemelhase ao que havia nos Estados Unidos há 25 anos atrás, com um sistema fragmentado e especializado em cada uma das cadeias de suprimento. Hoje, diz, uma companhia no Brasil compra de 50 fornecedores, enquanto nos Estados Unidos, a média é de cinco a oito fornecedores. "Nós servimos o McDonald's em quase tudo o que eles precisam, dos guardanapos aos canudos. Naturalmente, não pretendemos ser o único operador, uma vez que há muitos itens. Mas a nossa inovação é tentar ampliar nossa linha de produtos para unificar ao máximo o serviço de fornecimento", resumiu Tupanangyr Gomes Filho. Na América Latina, o Brasil responde por 70% das operações da MartinBrower, e é um dos países em que a companhia tem maior potencial de crescimento, afirmou Nickele. "Existem muitas semelhanças nos grandes mercados dos Estados Unidos, como Nova York e Chicago e as grandes cidades brasileiras, como São Paulo em termos de comércio e serviço alimentício".
MartinBrower abastece restaurantes da rede McDonald´s de todo o Brasil A gestão de cadeias de suprimentos é praticada a partir de um conjunto de abordagens que são empregadas como forma de integrar fornecedores e varejistas. A integração desses setores permite organizar sistemas comerciais, produtivos e de distribuição com o objetivo de minimizar os custos e de dar eficiência à distribuição de produtos e sérvios. Além das questões relativas à coordenação do fluxo de produtos e de informações, o planejamento e controle de cadeias de suprimento precisam considerar também as políticas para desenvolvimento e seleção da base de fornecedores. Paralelamente devem ser planejadas abordagens para o projeto e gestão de eventuais conflitos em canais de distribuição. Essa reportagem mostra um pouco dessa gestão de suprimentos e de ferramentas utilizadas pela operadora logística MartinBrower. A operadora recebe as mercadorias, entregues pelos fornecedores, no Centro de Distribuição, em São Paulo, de onde, depois de consolidar a carga, transfere cinco vezes por semana para os CD Sul e três vezes para o CD Nordeste. Nos casos em que o consumo do produto corresponde a uma carreta inteira, com capacidade para 28 paletes, a entrega é feita diretamente nos CD´s, localizados no Paraná e Recife. "Para otimizar o abastecimento do CD é feita uma programação de envio de carretas com produtos de temperatura ambiente, produtos congelados, secos e mistos. Uma vez por semana é feita uma análise do consumo possível da semana seguinte, o que determina se a coleta vai ser mista ou vai ser de uma temperatura só", destaca o Diretor José Augusto R. Santos, responsável pela unidade McDonald´s. A maior parte dos fornecedores está em São Paulo. O restante está distribuído no Paraná (queijos), Goiás (queijos) e Minas Gerais. O armazém principal de São Paulo, em formato de L, localizado no Condomínio Food Town, Osasco, está posicionado entre o único fornecedor de pão e um dos dois fornecedores de carne. A MB mantém de cinco a seis dias de estoque nos três
CD´s de onde saem as carretas carregadas para abastecer os restaurantes. Ao entrarem nos armazéns da MB, todos os produtos resfriados e congelados passam por um controle de qualidade com base na aparência e temperatura do produto. "No caso da alface, por exemplo, eu abro aleatoriamente algumas caixas, por amostragem, para ver a cor do produto, se não está oxidado, e meço a temperatura também", diz Santos. Baseado nas informações dos restaurantes, a MB entrega uma previsão de compras de oito semanas aos fornecedores para programarem o abastecimento de matériasprimas e planejar a produção. A providência permite também que as lojas mantenham o menor estoque, baseado no consumo, que geralmente gira em torno de uma semana. A febre aftosa, que restringiu o trânsito de animais e carne entre os estados do Sul, está causando muitos transtornos à MB. O maior deles é a dificuldade para transportar os produtos para os restaurantes de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Para contornar o problema, a MB está buscou alternativas. Entre elas a seleção de fornecedores locais.
Carretas especiais e a disposição de produtos facilitam as entregas
A freqüência de entrega dos produtos nos restaurantes varia de duas a três vezes por semana, de acordo com um planejamento que garanta o menor estoque possível. A equação considera o volume de vendas e o tamanho do armazém interno e do freezer. Para definir o dia de recebimento das mercadorias, o restaurante fornece uma janela de entregas para a MB indicando os dias e horários mais adequados geralmente, períodos com menor público e sem restrições de tráfego. A partir destas informações a MB estabelece a rota de entrega com a preocupação de que também seja o trajeto mais econômico e que assegure a melhor ocupação das carretas. As carretas possuem tecnologia para medição de três temperaturas e divisórias móveis que permitem mudar a configuração para duas temperaturas ou apenas para uma temperatura. "A configuração mais utilizada é a de três temperaturas porque permite que os restaurantes recebam todos os produtos de uma só vez", afirma Santos. Além disso, os veículos contêm quatro portas laterais para facilitar a carga e descarga. "Se a entrega ocorrerá pelo lado direito, o produto é colocado do lado direito", explica Santos. A acomodação dos produtos nas carretas é feita de acordo com o trabalho do motorista durante o descarregamento. Para saber onde as mercadorias estão posicionadas no veículo e para qual restaurante deve ser entregue, na hora da descarga, o motorista sai com um mapa de carregamento feito pelos Operadores de Armazém. "O mapa indica onde está cada produto no caminhão, qual o restaurante, a rota, se é o primeiro, o segundo ou o terceiro da rota e, também, se o descarregamento é pela esquerda ou pela direita". No local de entrega, o motorista disponibiliza os produtos na porta da carreta e o restaurante coloca pessoas para fazer o descarregamento, da porta do caminhão até os armazéns do restaurante. Existe um padrão de taxa de descarga que estabelece quantas caixas por hora devem ser descarregadas e esse tempo é utilizado para definir as rotas. "Hoje, em lojas de ruas, o padrão de movimentação é de 230 caixas por hora. Em lojas de shoppings e em supermercados, o tempo de descarga é mais lento: em torno de 140 caixas por hora", diz Santos.
Para automatizar o relatório de entrega e medir o desempenho do motorista e da carreta, os veículos de entrega são equipados com um palm top. No equipamento são inseridos os relatórios de entrega indicando a temperatura da chegada dos produtos no restaurante, a avaliação da entrega e possíveis reclamações dos gerentes dos restaurantes. Outra forma de comunicação importante é o portal de relacionamento na Internet, usado pelos restaurantes para emitir pedidos, consultar rotas de entrega, fazer reclamações e receber comunicados de atraso de veículos. Além disso, dentro do portal McPlace o franqueado pode imprimir boleto bancário e consultar manuais de operação da MB. O software é o JD Edwards, que redistribui a informação dos pedidos para as áreas operacional e contábil para gerar o planejamento enviado aos fornecedores.