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Principais eixos de mudanças na Reforma Tributária e Partes

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Academic year: 2021

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Principais eixos de mudanças na

Reforma Tributária e Partes

A proposta está organizada em quatro linhas e inclui mudanças

estruturais e incrementais:

– ICMS: redução na alíquota interestadual, unificação e

simplificação;

– Folha de pagamento: desoneração e/ou mudança na base de

tributação.

– SUPERSIMPLES e MEI: ampliação do limite de

enquadramento e estímulo às exportações;

– PIS/COFINS: agilização na devolução de créditos por

exportação e investimento;

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ICMS, Guerra Fiscal e

Competitividade

Vários estados concedem incentivos na cobrança de ICMS, de

modo a atrair investimentos e empregos.

Quando os incentivos não são reconhecidos pelos demais

estados, o resultado final é a glosa dos incentivos concedidos ou

acúmulo de créditos tributários pela empresas beneficiadas.

E, mais recentemente, os incentivos estaduais às importações

ganharam força (a “guerra dos portos”), o que aumenta a

arrecadação estadual mas prejudica a competitividade do Brasil

como um todo.

(5)

Alíquota de ICMS nas operações e

prestações interestaduais

• Fixada por resolução do Senado, hoje há duas alíquotas vigentes: – Alíquota geral de 12 %;

– Alíquota de 7% em operações do Sul, SP, RJ e MG para o restante do país.

• Exemplo:

– Um bem é produzido no estado A e vendido no estado B – A alíquota interestadual é de 12% e a alíquota final no estado B é de 18%.

– O estado A cobra 12% e o estado B fica com a 6%, isto é, a diferença entre a sua alíquota e a alíquota interestadual.

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Exemplos de incentivos de ICMS

No Estado de produção no país ou entrada da mercadoria importada

– Concessão de crédito presumido para anular ou reduzir o imposto a recolher. – Diferimento do pagamento do imposto.

Resultado

– Empresa registra pagamento integral do ICMS interestadual no estado de origem, quando na verdade pagou bem menos do que isso

– Empresa paga apenas a diferença entre a alíquota estadual e a alíquota interestadual no estado de destino

(7)

Proposta do Governo para o ICMS

Interestadual sobre Importações

Redução da alíquota do ICMS, nas operações interestaduais, com bens e mercadorias importadas, a dois por cento, em três anos:

No caso da alíquota de 12%

-8% em 2012, 4% em 2013 e 2% a partir de 2014

No casos onde a alíquota é de 7%:

- 4% em 2012 e 2% a partir de 2013

(8)

Proposta Geral:

Mudança da origem para o destino

Vários estados se mostram dispostos a reduzir gradativamente as

alíquotas do ICMS em todas as operações interestaduais,

concentrando a incidência no destino.

Temas em negociação com o Governo Federal

– Período de transição

– Alíquota final (2% ou 4%)

– Compensação por parte do Governo Federal para os estados de

menor renda per capita

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Proposta do Governo Federal

• Redução geral nas alíquotas interestaduais é benéfica para o país

- Diminui guerra fiscal e incentivos estaduais às importações

- Facilita devolução de créditos de ICMS

• União está disposta a construir um sistema de compensação e incentivos regionais para viabilizar a mudança.

• Exemplo de contrapartidas pela União: fundo temporário de compensação, incentivos tributários regionais e investimentos em infra-estrutura

(10)

ICMS - Outros temas em Discussão

• Tributação sobre o comércio eletrônico (incidência e repartição no

ICMS em vendas diretas ao consumidor)

– Aumento nas vendas via internet está gerando disputa entre estados

de origem e destino sobre a repartição das receitas de ICMS

• Tributação indireta sobre insumos básicos (energia,

combustíveis e telefonia)

• Tributação indireta sobre alimentos da cesta básica e medicamentos

essenciais

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Por que Desonerar a Folha?

A tributação sobre a folha de pagamentos é elevada no Brasil e isso:

– Reduz a competitividade internacional de nossas empresas, sobretudo nos setores intensivos em trabalho.

– Estimula a informalidade em atividades de baixos salários.

– Estimula o planejamento tributário em atividades de altos

salários (trabalhador contratado como pessoa jurídica).

O crescimento da população idosa tende a aumentar o peso da

previdência sobre a folha de pagamento e, portanto, será necessário aumentar a base de tributação além do emprego.

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Proposta de Desoneração

• A desoneração da folha deve atender à três condições:

- preservar a previdência social, aumentar a competitividade

nacional e incentivar a formalização no mercado de trabalho

• Novas propostas apresentadas ao Governo Federal:

mudança na base de tributação para preservar

• PEC 233: redução gradual da alíquota patronal (de 20% para 14%)

com garantia de compensação para o INSS por parte da União.

(18)

Principais Propostas de Mudança de Base de Tributação

CNS: desoneração integral da folha com criação de contribuição permanente sobre movimentação financeira.

• Entidades setoriais: desoneração integral da folha de pagamento com

criação de contribuição social sobre o valor adicionado ou o faturamento

• Principais pontos em discussão:

– Desoneração para toda economia ou apenas para alguns setores

– Alíquota diferenciada por setor

– Desoneração total ou parcial

– Tempo de transição para o novo sistema

(19)

Encaminhamentos: ICMS e Folha de Pagamento

O governo federal está elaborando suas propostas em

contato com governadores, parlamentares,

empresários e trabalhadores.

• ICMS: proposta para importações já foi encaminhada

ao Senado e proposta geral está em discussão com

governadores

• Folha de pagamentos: principais alternativas em

discussão com empresários e centrais sindicais

(20)

SUBCOMISSÃO PERMANENTE DAS MICRO E

PEQUENAS EMPRESAS

Aborda temas ligados ao tratamento jurídico diferenciado a ser dispensado

pela União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios às microempresas

e às empresas de pequeno porte, visando a incentivá-las pela simplificação

de suas obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias,

ou pela eliminação ou redução destas por meio de lei, conforme determina

o art. 179 da Constituição Federal.

Objetiva também aperfeiçoar o Regime Especial Unificado de Arrecadação

de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de

Pequeno Porte - Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar n° 123,

de 14 de dezembro de 2006.

Oferecer subsídios para aperfeiçoamento e aprovação do Projeto de Lei

Complementar n° 591, de 2010, que altera a Lei Complementar n° 591, de

2010.

(21)

Regras gerais sobre as subcomissões:

O artigo 29 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados

estabelece que as Comissões Permanentes poderão constituir,

sem poder decisório:

I - Subcomissões Permanentes, dentre seus próprios

componentes e mediante proposta da maioria destes,

reservando-lhes parte das matérias do respectivo campo

temático ou área de atuação;

A matéria apreciada em Subcomissão Permanente concluirá (art.

31) por um relatório, sujeito à deliberação do Plenário da

(22)

PRESIDENTE: Deputado PEDRO EUGÊNIO

VICE-PRESIDENTE: Deputado RUI PALMEIRA

RELATOR: Deputado JERÔNIMO GOERGEN

Número de membros: 7 (sete)

TITULARES SUPLENTESPT

• 1. PEDRO EUGÊNIO - PT/PE 1. REGINALDO LOPES - PT/MG*

• 2. JOSÉ GUIMARÃES - PT/CE - vaga do PMDB

PMDB

• (Deputado do PT ocupa a vaga) 1. SOLANGE ALMEIDA - PMDB/RJ*

PSDB

• 1. RUI PALMEIRA - PSDB/AL 1. VAZ DE LIMA - PSDB/SP

PP

(23)

DEM

• (Deputado do PHS ocupa a vaga) 1. JOÃO BITTAR - DEM/MG*

PR

• 1. MAURÍCIO TRINDADE - PR/BA (Deputada do bloco PV/PPS ocupa a vaga)

PSB

• (Deputado do PTB ocupa a vaga) (Deputado do PSC ocupa a vaga)

Bloco PV/PPS

• 1. CARMEN ZANOTTO - PPS/SC - vaga do PR

PTB

• 1. JORGE CORTE REAL - PTB/PE – vaga do PSB

PSC

• 1. EDMAR ARRUDA - PSC/PR - vaga do PSB

PHS

• 1. JOSÉ HUMBERTO - PHS/MG - vaga do DEM

(24)

PLP Nº591/10

(25)

O simples Nacional é um regime de tributação simplificado e

favorecido para as microempresas e empresas de pequeno

porte que tiverem faturamento anual de até R$2.400.000,00.

A finalidade desse sistema simplificado é permitir o

crescimento desse setor da economia (micro e pequeno

empresário) que tem um papel fundamental na geração de

empregos, no incentivo ao empreendedorismo e no

(26)

Assim, para que este regime antinja a finalidade

pretendida, é importante que se realizem algumas

modificações e atualizações na sua legislação (Lei

Complementar nº 123/06), as quais estão sendo propostas

pelo Projeto de Lei Complementar nº 591/2010. A seguir,

elencamos as principais alterações constantes no referido

PLP que viabilizaraão os objetivos sociais e econômicos

buscados pelo Simples nacional.

(27)

Aumento do limite ANUAL de faturamento

ME: de R$ 240.000,00 para R$ 360.000,00

Permitirá que mais empresas possam aderir ao

Simples e evitará a exclusão das empresas que

estão próximas de ultrapassar o limite de

faturamento

(28)

Reajuste anual, pelo INPC, dos limites

de faturamento

Evita o descompasso existente entre a

inflação e os limites de faturamento.

(29)

Extinção da Substituição Tributária e

do pagamento do Diferencial de

alíquota do ICMS

Restaura o tratamento diferenciado e favorecido no

pagamento do ICMS, permitindo que as empresas do

Simples não sejam oneradas pelas alíquotas de ICMS

nos percentuais aplicados para as grandes empresas.

(30)

Criação do PORTAL ELETRÔNICO

Agilizará e desonerará os custos existentes na

comunicação das empresas com a Fazenda

(31)

Inclusão de NOVOS segmentos

empresariais

Permitirá o ingresso de novos setores da

economia no regime simplificado, aumentando o

número de empregos formais e, por

(32)

Parcelamento Automático

Permitirá o ingresso de novos setores da

economia no regime simplificado,

aumentando o número de empregos formais

e, por conseqüências, fortalecendo a

(33)

Criação de NOVOS Comitês Gestores

Permitirá que representantes de entidades

empresariais possam compor os Comitês de

gestão do Simples.

(34)

Dedução dos gastos com aquisição de

máquinas de ECF

Reduz o custo para as MEs e EPPs na aquisição

obrigatória de equipamentos exigidos pela

(35)

Negativação e expropriação do

patrimônio de Empresas e Sócios

Evitará que a negativação de empresas e

sócios em cadastros, a penhora online de

contas de Mês e EPPs antes do transcurso do

processo judicial, respeitando o direito ao

(36)

Possibilidade das MEs e EPPs

participarem das Sociedades de

Propósito Específico.

Amplia o rol de negócios para o setor do

micro e pequenos empresários,

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