Introdução
Por muito tempo, a educação profissional foi desprezada e considera-da de segunconsidera-da classe. Atualmente, a opção pela formação técnica é festejaconsidera-da, pois alia os conhecimentos do “saber fazer” com a formação geral do “conhe-cer” e do “saber ser”; é a formação integral do estudante.
Este livro didático é uma ferramenta para a formação integral, pois alia o instrumental para aplicação prática com as bases científicas e tecnológicas, ou seja, permite aplicar a ciência em soluções do dia a dia.
Além do livro, compõe esta formação do técnico o preparo do professor e de campo, o estágio, a visita técnica e outras atividades inerentes a cada plano de curso. Dessa forma, o livro, com sua estruturação pedagogicamente elaborada, é uma ferramenta altamente relevante, pois é fio condutor dessas atividades formativas.
Ele está contextualizado com a realidade, as necessidades do mundo do trabalho, os arranjos produtivos, o interesse da inclusão social e a aplicação cotidiana. Essa contextualização elimina a dicotomia entre atividade intelectual e atividade manual, pois não só prepara o profissional para trabalhar em ati-vidades produtivas, mas também com conhecimentos e atitudes, com vistas à atuação política na sociedade. Afinal, é desejo de todo educador formar cidadãos produtivos.
Outro valor pedagógico acompanha esta obra: o fortalecimento mútuo da formação geral e da formação específica (técnica). O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) tem demonstrado que os alunos que estudam em um curso técnico tiram melhores notas, pois ao estudar para resolver um pro-blema prático ele aprimora os conhecimentos da formação geral (química, física, matemática, etc.); e ao contrário, quando estudam uma disciplina geral passam a aprimorar possibilidades da parte técnica.
Pretendemos contribuir para resolver o problema do desemprego, pre-parando os alunos para atuar na área científica, industrial, de transações e comercial, conforme seu interesse. Por outro lado, preparamos os alunos para ser independentes no processo formativo, permitindo que trabalhem durante parte do dia no comércio ou na indústria e prossigam em seus estu-dos superiores no contraturno. Dessa forma, podem constituir seu itinerário formativo e, ao concluir um curso superior, serão robustamente formados em relação a outros, que não tiveram a oportunidade de realizar um curso técnico.
Por fim, este livro pretende ser útil para a economia brasileira, aprimo-rando nossa força produtiva ao mesmo tempo em que dispensa a importação de técnicos estrangeiros para atender às demandas da nossa economia.
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Por que a Formação Técnica de Nível Médio É Importante?
O técnico desempenha papel vital no desenvolvimento do país por meio da criação de recursos humanos qualificados, aumento da produtividade industrial e melhoria da quali-dade de vida.
Alguns benefícios do ensino profissionalizante para o formando:
• Aumento dos salários em comparação com aqueles que têm apenas o Ensino Médio. • Maior estabilidade no emprego.
• Maior rapidez para adentrar ao mercado de trabalho. • Facilidade em conciliar trabalho e estudos.
• Mais de 72% ao se formarem estão empregados.
• Mais de 65% dos concluintes passam a trabalhar naquilo que gostam e em que se
formaram.
Esses dados são oriundos de pesquisas. Uma delas, intitulada “Educação profissional e você no mercado de trabalho”, realizada pela Fundação Getúlio Vargas e o Instituto Votorantim, comprova o acerto do Governo ao colocar, entre os quatro eixos do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), investimentos para a popularização da Educação Profissional. Para as empresas, os cursos oferecidos pelas escolas profissionais atendem de forma mais eficiente às diferentes necessidades dos negócios.
Outra pesquisa, feita em 2009 pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), órgão do Ministério da Educação (MEC), chamada “Pesquisa nacional de egressos”, revelou também que de cada dez alunos, seis recebem salário na média da categoria. O per-centual dos que qualificaram a formação recebida como “boa” e “ótima” foi de 90%.
Ensino Profissionalizante no Brasil e
Necessidade do Livro Didático Técnico
O Decreto Federal nº 5.154/2004 estabelece inúmeras possibilidades de combinar a formação geral com a formação técnica específica. Os cursos técnicos podem ser ofertados da seguinte forma:
a) Integrado – Ao mesmo tempo em que estuda disciplinas de formação geral o aluno também recebe conteúdos da parte técnica, na mesma escola e no mesmo turno. b) Concomitante – Num turno o aluno estuda numa escola que só oferece Ensino
Médio e num outro turno ou escola recebe a formação técnica.
c) Subsequente – O aluno só vai para as aulas técnicas, no caso de já ter concluído o Ensino Médio.
Com o Decreto Federal nº 5.840/2006, foi criado o programa de profissionalização para a modalidade Jovens e Adultos (Proeja) em Nível Médio, que é uma variante da forma integrada.
Em 2008, após ser aprovado pelo Conselho Nacional de Educação pelo Parecer CNE/CEB nº 11/2008, foi lançado o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, com o fim de orientar a oferta desses cursos em nível nacional.
O Catálogo consolidou diversas nomenclaturas em 185 denominações de cursos. Estes estão organizados em 13 eixos tecnológicos, a saber:
1. Ambiente e Saúde
2. Desenvolvimento Educacional e Social 3. Controle e Processos Industriais 4. Gestão e Negócios
5. Turismo, Hospitalidade e Lazer 6. Informação e Comunicação 7. Infraestrutura
8. Militar
9. Produção Alimentícia 10. Produção Cultural e Design 11. Produção Industrial 12. Recursos Naturais 13. Segurança.
Para cada curso, o Catálogo estabelece carga horária mínima para a parte técnica (de 800 a 1 200 horas), perfil profissional, possibilidades de
temas a serem abordados na formação, possibilidades de atuação e infra-estrutura recomendada para realização do curso. Com isso, passa a ser um
mecanismo de organização e orientação da oferta nacional e tem função indu-tora ao destacar novas ofertas em nichos tecnológicos, culturais, ambientais e produtivos, para formação do técnico de Nível Médio.
Dessa forma, passamos a ter no Brasil uma nova estruturação legal para a oferta destes cursos. Ao mesmo tempo, os governos federal e estaduais pas-saram a investir em novas escolas técnicas, aumentando a oferta de vagas. Dados divulgados pelo Ministério da Educação apontaram que o número de alunos matriculados em educação profissional passou de 993 mil em 2011 para 1,064 milhões em 2012 – um crescimento de 7,10%. Se considerarmos os cursos técnicos integrados ao ensino médio, esse número sobe para 1,3 millhões. A demanda por vagas em cursos técnicos tem tendência a aumentar, tanto devido à nova importância social e legal dada a esses cursos, como também pelo crescimento do Brasil.
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Comparação de Matrículas Brasil
Comparação de Matrículas da Educação Básica por Etapa e Modalidade – Brasil, 2011 e 2012.
Etapas/Modalidades de Educação Básica Matrículas / Ano 2011 2012 Diferença 2011-2012 Variação 2011-2012 Educação Básica 62 557 263 62 278 216 –279 047 –0,45 Educação Infantil 6 980 052 7 295 512 315 460 4,52% • Creche 2 298 707 2 540 791 242 084 10,53% • Pré-escola 4 681 345 4 754 721 73 376 1,57% Ensino Fundamental 30 358 640 29 702 498 –656 142 –2,16% Ensino Médio 8 400 689 8 376 852 –23 837 –0,28% Educação Profissional 993 187 1 063 655 70 468 7,10% Educação Especial 752 305 820 433 68 128 9,06% EJA 4 046 169 3 861 877 –184 292 –4,55% • Ensino Fundamental 2 681 776 2 516 013 –165 763 –6,18% • Ensino Médio 1 364 393 1 345 864 –18 529 –1,36%
Fonte: Adaptado de: MEC/Inep/Deed.
No aspecto econômico, há necessidade de expandir a oferta desse tipo de curso, cujo principal objetivo é formar o aluno para atuar no mercado de trabalho, já que falta traba-lhador ou pessoa qualificada para assumir imediatamente as vagas disponíveis. Por conta disso, muitas empresas têm que arcar com o treinamento de seus funcionários, treinamento este que não dá ao funcionário um diploma, ou seja, não é formalmente reconhecido.
Para atender à demanda do setor produtivo e satisfazer a procura dos estudantes, seria necessário mais que triplicar as vagas técnicas existentes hoje.
Podemos observar o crescimento da educação profissional no gráfico a seguir:
Educação Profissional Nº de matrículas* 1 362 200 1 250 900 1 140 388 1 036 945 927 978 780 162 2007 2008 2009 2010 2011 2012
Fonte: Adaptado de: MEC/Inep/Deed. * Inclui matrículas de educação profissional integrada ao ensino médio.
As políticas e ações do MEC nos últimos anos visaram o fortalecimento, a expansão e a melhoria da qualidade da educação profissional no Brasil, obtendo, nesse período, um crescimento de 74,6% no número de matrículas, embora esse número tenda a crescer ainda mais, visto que a experiência internacional tem mostrado que 30% das matrículas da educação secundária correspondem a cursos técnicos; este é o patamar idealizado pelo Ministério da Educação. Se hoje há 1,064 milhões de estudantes matriculados, para atingir essa porcentagem devemos matricular pelo menos 3 milhões de estudantes em cursos técnicos dentro de cinco anos.
Para cada situação pode ser adotada uma modalidade ou forma de Ensino Médio pro-fissionalizante, de forma a atender a demanda crescente. Para os advindos do fluxo regular do Ensino Fundamental, por exemplo, é recomendado o curso técnico integrado ao Ensino Médio. Para aqueles que não tiveram a oportunidade de cursar o Ensino Médio, a oferta do PROEJA estimularia sua volta ao ensino secundário, pois o programa está associado à for-mação profissional. Além disso, o PROEJA considera os conhecimentos adquiridos na vida e no trabalho, diminuindo a carga de formação geral e privilegiando a formação específica. Já para aqueles que possuem o Ensino Médio ou Superior a modalidade recomendada é a subsequente: somente a formação técnica específica.
Para todos eles, com ligeiras adaptações metodológicas e de abordagem do professor, é extremamente útil o uso do livro didático técnico, para maior eficácia da hora/aula do curso, não importando a modalidade do curso e como será ofertado.
Além disso, o conteúdo deste livro didático técnico e a forma como foi concebido refor-ça a formação geral, pois está contextualizado com a prática social do estudante e relaciona permanentemente os conhecimentos da ciência, implicando na melhoria da qualidade da formação geral e das demais disciplinas do Ensino Médio.
Em resumo, há claramente uma nova perspectiva para a formação técnica com base em sua crescente valorização social, na demanda da economia, no aprimoramento de sua regulação e como opção para enfrentar a crise de qualidade e quantidade do Ensino Médio.
O Que É Educação Profissional?
O ensino profissional prepara os alunos para carreiras que estão baseadas em ativi-dades mais práticas. O ensino é menos acadêmico, contudo diretamente relacionado com a inovação tecnológica e os novos modos de organização da produção, por isso a escolari-zação é imprescindível nesse processo.
Elaboração dos Livros Didáticos Técnicos
Devido ao fato do ensino técnico e profissionalizante ter sido renegado a segundo pla-no por muitos apla-nos, a bibliografia para diversas áreas é praticamente inexistente. Muitos docentes se veem obrigados a utilizar e adaptar livros que foram escritos para a graduação. Estes compêndios, às vezes traduções de livros estrangeiros, são usados para vários cursos superiores. Por serem inacessíveis à maioria dos alunos por conta de seu custo, é comum que professores preparem apostilas a partir de alguns de seus capítulos.
Tal problema é agravado quando falamos do Ensino Técnico integrado ao Médio, cujos alunos correspondem à faixa etária entre 14 e 19 anos, em média. Para esta faixa etária é preciso de linguagem e abordagem diferenciadas, para que aprender deixe de ser um sim-ples ato de memorização e ensinar signifique mais do que repassar conteúdos prontos.
Outro público importante corresponde àqueles alunos que estão afastados das salas de aula há muitos anos e veem no Ensino Técnico uma oportunidade de retomar os estudos e ingressar no mercado profissional.
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O Livro Didático Técnico e o Processo
de Avaliação
O termo avaliar tem sido constantemente associado a expressões como: realizar pro-va, fazer exame, atribuir notas, repetir ou passar de ano. Nela a educação é concebida como mera transmissão e memorização de informações prontas e o aluno é visto como um ser passivo e receptivo.
Avaliação educacional é necessária para fins de documentação, geralmente para em-basar objetivamente a decisão do professor ou da escola, para fins de progressão do aluno.
O termo avaliação deriva da palavra valer, que vem do latim vãlêre, e refere-se a ter valor, ser válido. Consequentemente, um processo de avaliação tem por objetivo averiguar o "valor" de determinado indivíduo.
Mas precisamos ir além.
A avaliação deve ser aplicada como instrumento de compreensão do nível de apren-dizagem dos alunos em relação aos conceitos estudados (conhecimento), em relação ao desenvolvimento de criatividade, iniciativa, dedicação e princípios éticos (atitude) e ao processo de ação prática com eficiência e eficácia (habilidades). Este livro didático ajuda, sobretudo para o processo do conhecimento e também como guia para o desenvolvimento de atitudes. As habilidades, em geral, estão associadas a práticas laboratoriais, atividades complementares e estágios.
A avaliação é um ato que necessita ser contínuo, pois o processo de construção de conhecimentos pode oferecer muitos subsídios ao educador para perceber os avanços e dificuldades dos educandos e, assim, rever a sua prática e redirecionar as suas ações, se necessário. Em cada etapa registros são feitos. São os registros feitos ao longo do processo educativo, tendo em vista a compreensão e a descrição dos desempenhos das aprendiza-gens dos estudantes, com possíveis demandas de intervenções, que caracterizam o proces-so avaliativo, formalizando, para efeito legal, os progresproces-sos obtidos.
Neste processo de aprendizagem deve-se manter a interação entre professor e aluno, promovendo o conhecimento participativo, coletivo e construtivo. A avaliação deve ser um processo natural que acontece para que o professor tenha uma noção dos conteúdos assi-milados pelos alunos, bem como saber se as metodologias de ensino adotadas por ele estão surtindo efeito na aprendizagem dos alunos.
Avaliação deve ser um processo que ocorre dia após dia, visando à correção de er-ros e encaminhando o aluno para aquisição dos objetivos previstos. A esta correção de ru-mos, nós chamamos de avaliação formativa, pois serve para retomar o processo de ensino/ aprendizagem, mas com novos enfoques, métodos e materiais. Ao usar diversos tipos de avaliações combinadas para fim de retroalimentar o ensinar/aprender, de forma dinâmica, concluímos que se trata de um “processo de avaliação”.
O resultado da avaliação deve permitir que o professor e o aluno dialoguem, buscando encontrar e corrigir possíveis erros, redirecionando o aluno e mantendo a motivação para o progresso do educando, sugerindo a ele novas formas de estudo para melhor compreensão dos assuntos abordados.
Se ao fizer avaliações contínuas, percebermos que um aluno tem dificuldade em assimilar conhecimentos, atitudes e habilidades, então devemos mudar o rumo das coi-sas. Quem sabe fazer um reforço da aula, com uma nova abordagem ou com outro colega professor, em um horário alternativo, podendo ser em grupo ou só, assim por diante.
Pode ser ainda que a aprendizagem daquele tema seja facilitada ao aluno fazendo práticas discursivas, escrever textos, uso de ensaios no laboratório, chegando à conclusão que este aluno necessita de um processo de ensi-no/aprendizagem que envolva ouvir, escrever, falar e até mesmo praticar o tema.
Se isso acontecer, a avaliação efetivamente é formativa.
Neste caso, a avaliação está integrada ao processo de ensino/apren-dizagem, e esta, por sua vez, deve envolver o aluno, ter um significado com o seu contexto, para que realmente aconteça. Como a aprendizagem se faz em processo, ela precisa ser acompanhada de retornos avaliativos visando a fornecer os dados para eventuais correções.
Para o uso adequado deste livro recomendamos utilizar diversos tipos de avaliações, cada qual com pesos e frequências de acordo com perfil de docência de cada professor. Podem ser usadas as tradicionais provas e testes, mas, procurar fugir de sua soberania, mesclando com outras criativas formas.
Avaliação e Progressão
Para efeito de progressão do aluno, o docente deve sempre conside-rar os avanços alcançados ao longo do processo e perguntar-se: Este aluno progrediu em relação ao seu patamar anterior? Este aluno progrediu em relação às primeiras avaliações? Respondidas estas questões, volta a per-guntar-se: Este aluno apresentou progresso suficiente para acompanhar a próxima etapa? Com isso o professor e a escola podem embasar o deferi-mento da progressão do estudante.
Com isso, superamos a antiga avaliação conformadora em que eram exigidos padrões iguais para todos os “formandos”.
Nossa proposta significa, conceitualmente, que ao estudante é dado o direito, pela avaliação, de verificar se deu um passo a mais em relação às suas competências. Os diversos estudantes terão desenvolvimentos diferenciados, medidos por um processo avaliativo que incorpora esta pos-sibilidade. Aqueles que acrescentaram progresso em seus conhecimentos, atitudes e habilidades estarão aptos a progredir.
A base para a progressão, neste caso, é o próprio aluno.
Todos têm o direito de dar um passo a mais. Pois um bom processo de avaliação oportuniza justiça, transparência e qualidade.
Tipos de Avaliação
Existem inúmeras técnicas avaliativas, não existe uma mais adequada, o importante é que o docente conheça várias técnicas para poder ter um con-junto de ferramentas a seu dispor e escolher a mais adequada dependendo da turma, faixa etária, perfil entre outros fatores.
Avaliação se torna ainda mais relevante quando os alunos se envol-vem na sua própria avaliação.
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A avaliação pode incluir:
1. Observação 2. Ensaios 3. Entrevistas
4. Desempenho nas tarefas 5. Exposições e demonstrações 6. Seminários
7. Portfólio: Conjunto organizado de trabalhos produzidos por um
alu-no ao longo de um período de tempo.
8. Elaboração de jornais e revistas (físicos e digitais) 9. Elaboração de projetos 10. Simulações 11. O pré-teste 12. A avaliação objetiva 13. A avaliação subjetiva 14. Autoavaliação
15. Autoavaliação de dedicação e desempenho 16. Avaliações interativas
17. Prática de exames
18. Participação em sala de aula 19. Participação em atividades
20. Avaliação em conselho pedagógico – que inclui reunião para avaliação
discente pelo grupo de professores.
No livro didático as “atividades”, as “dicas” e outras informações destaca-das poderão resultar em avaliação de atitude, quando cobrado pelo professor em relação ao “desempenho nas tarefas”. Poderão resultar em avaliações se-manais de autoavaliação de desempenho se cobrado oralmente pelo professor para o aluno perante a turma.
Enfim, o livro didático, possibilita ao professor extenuar sua criativida-de em prol criativida-de um processo avaliativo retroalimentador ao processo ensino/ aprendizagem para o desenvolvimento máximo das competências do aluno.
Objetivos da Obra
Além de atender às peculiaridades citadas anteriormente, este livro está de acordo com o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos. Busca o desenvolvi-mento das habilidades por meio da construção de atividades práticas, fugin-do da abordagem tradicional de descontextualizafugin-do acúmulo de informações. Está voltado para um ensino contextualizado, mais dinâmico e com o suporte da interdisciplinaridade. Visa também à ressignificação do espaço escolar, tor-nando-o vivo, repleto de interações práticas, aberto ao real e às suas múltiplas dimensões.
Ele está organizado em capítulos, graduando as dificuldades, numa linha da lógica de aprendizagem passo a passo. No final dos capítulos, há exercícios e atividades complemen-tares, úteis e necessárias para o aluno descobrir, fixar, e aprofundar os conhecimentos e as práticas desenvolvidos no capítulo.
A obra apresenta diagramação colorida e diversas ilustrações, de forma a ser agradá-vel e instigante ao aluno. Afinal, livro técnico não precisa ser impresso num sisudo preto--e-branco para ser bom. Ser difícil de manusear e pouco atraente é o mesmo que ter um professor dando aula de cara feia permanentemente. Isso é antididático.
O livro servirá também para a vida profissional pós-escolar, pois o técnico sempre necessitará consultar detalhes, tabelas e outras informações para aplicar em situação real. Nesse sentido, o livro didático técnico passa a ter função de manual operativo ao egresso.
Neste manual do professor apresentamos:
• Respostas e alguns comentários sobre as atividades propostas. • Considerações sobre a metodologia e o projeto didático.
• Sugestões para a gestão da sala de aula. • Uso do livro.
• Atividades em grupo. • Laboratório.
• Projetos.
A seguir, são feitas considerações sobre cada capítulo, com sugestões de atividades suplementares e orientações didáticas. Com uma linguagem clara, o manual contribui para a ampliação e exploração das atividades propostas no livro do aluno. Os comentários sobre as atividades e seus objetivos trazem subsídios à atuação do professor. Além disso, apre-sentam-se diversos instrumentos para uma avaliação coerente com as concepções da obra.
Referências Bibliográficas Gerais
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997.
FRIGOTTO, G. (Org.). Educação e trabalho: dilemas na educação do trabalhador. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2005.
BRASIL. LDB 9394/96. Disponível em: <http://www.mec.gov.br>. Acesso em: 23 maio 2009. LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem na escola: reelaborando conceitos e recriando a prática. Salvador: Malabares Comunicação e Eventos, 2003.
PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens – entre duas lógi-cas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.
ÁLVAREZ MÉNDEZ, J. M. Avaliar para conhecer: examinar para excluir. Porto Alegre: Artmed, 2002.
SHEPARD, L. A. The role of assessment in a learning culture. Paper presented at the Annual Meeting of the American Educational Research Association. Available at: <http://www.aera. net/meeting/am2000/wrap/praddr01.htm>.
Orientações gerais
Em nosso cotidiano estamos cercados por imagens, máquinas, ferramentas, mobiliários e vários outros objetos que servem para as mais diferentes finalidades. Esse quadro parece irreversível. Todas as coisas que conhecemos e que não são frutos da natureza foram proje-tadas pelo homem e essa é uma demanda vem crescendo com o tempo.
Como bem sabemos, nem sempre existiram os artefatos, produtos e todos os bens materiais produzidos pela indústria, tal qual conhecemos nos dias atuais. Muito embora vários dos produtos que conhecemos hoje sejam frutos de design, nem sempre foi assim.
Mas afinal o que é design? A pergunta é breve, mas a resposta requer um tempo maior para ser elaborada e ajustar-se a cada realidade e tempo, ou seja, em seu contexto social, conforme pode ser visto ao longo do livro Fundamentos do design.
Desse modo, a sistematização em livro das informações sobre design é de fundamental importância no processo de construção do conhecimento acadêmico e daqueles que irão se relacionar profissionalmente com os objetos de consumo. É vital que a formação de profis-sionais das artes e das técnicas seja pautada na fundamentação teórica e na prática cotidia-na do mundo do trabalho como contempladas no livro Fundamentos do design.
O livro foi elaborado com o objetivo de cobrir uma lacuna existente no âmbito da li-teratura de temas relacionados ao projeto e, com isso, atender aos estudantes design, além dos demais cursos de formação profissional que com essa área se relacionam.
Pode-se dizer que a obra possui um caráter dinâmico e flexível. Assim, se o professor estiver trabalhando com um grupo de alunos que se interessa ou se dedica ao design gráfico (o professor) poderá dar uma ênfase maior a essa atividade. Do mesmo modo, se o grupo está envolvido com o design de objetos o professor poderá dar uma atenção maior a esta formação múltipla que abrange produtos, ambientes, moda, etc. Ou ainda, enfatizar uma área em lugar de profissões particularizadas.
O aluno encontrará fundamentos do design, estabelecidos ao longo de sua recente história acompanhada da arte e das ciências, com base na evolução técnica e princípios científicos, os quais constituem uma importante ferramenta para aqueles que estudam e se dedicam a essa área.
Objetivo do material didático
• Entender as origens do design.• Compreender de que modo artes e as ciências estudam, explicam e contribuem para o trabalho dos profissionais do design.
• Reconhecer os elementos básicos do design.
• Saber aplicar os principais fundamentos do design.
• Conhecer como as forças naturais e emocionais atuam sobre o modo como percebe-mos um produto.
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• Compreender o fenômeno das cores e como utilizá-las adequadamente.• Aprender algumas regras e lições de composição visual.
• Entender o contexto do designer comprometido com a sociedade.
Princípios pedagógicos
O livro foi pensado como um canal facilitador para a construção do conhe-cimento do projeto e do design mediado por uma linguagem de simples com-preensão, acompanhada de figuras que demonstram com clareza os respectivos conteúdos que ilustram. As figuras não são mero jogo visual, mas se encontram minuciosamente selecionadas para reforçar o texto. Essa relação ajustada entre conteúdo textual e imagético faz do livro um excelente material de ensino.
Ainda que pautado em fundamentos estabelecidos ao longo da história da arte e das ciências, evolução técnica e princípios científicos, o livro traz exem-plos do cotidiano acessível à compreensão de qualquer aluno de curso profissio-nal de nível médio.
No livro encontram-se exercícios ao longo de seus dez capítulos de modo que o professor possa, junto com o aluno, avaliar o desempenho das aulas no decorrer do período letivo.
Articulação do conteúdo
O conteúdo do livro se integra de modo articulado com demais áreas favo-recendo sobremaneira o processo de interdisciplinaridade acadêmica. Nas aulas de física poderão ser feitas demonstrações sobre o fenômeno das cores por meio da luz e suas derivações cromáticas com a mistura entre as cores básicas da síntese aditiva. Do mesmo modo poderá interagir com o professor de química para explicar como são produzidas as tintas e demonstrar como se dá a mistura entre os pigmentos e entender como ocorre o fenômeno da síntese subtrativa, sem se esquecer do capítulo que trata de matérias e processos de fabricação, em particular sobre os polímeros. Com o professor de biologia abordar as questões fisiológicas do fenômeno cromático e explorar os fenômenos da visão humana, além dos aspectos relacionados com a biônica. O docente de matemática pode fazer interessantes demonstrações e solicitar trabalhos com o tema das figu-ras geométricas e sobre proporção, com importante atenção sobre a proporção áurea e a série de Fibonacci. O docente de história poderá percorrer a história brasileira ou mundial sob a ótica das artes, das técnicas e da produção artesanal culminando com a Revolução Industrial e o desenvolvimento tecnológico para abranger estudos da produção por meio de projetos das artes aplicadas e do
design. O professor de desenho ou arte-educação seguramente terá muito a
con-tribuir com o processo de interdisciplinaridade devido à grande afinidade com o conteúdo do livro.
Atividades complementares
Visitas a exposições e escritórios, análises sistemáticas de designs e projetos arquitetônicos devem ser incentivadas. Atividades que desenvolvam a habilidade de compor com equilíbrio e de modo consciente, projetos com os mais diferentes enfoques, trabalhos em grupos que não ultrapassem a três componentes e outras ações sugeridas pelo professor para complementar e contextualizar o conteúdo.
Sugestão de leitura
BORGES, A. Design + artesanato: o caminho brasileiro. São Paulo: Editora Terceiro Nome, 2011.
ELAM, K. Geometria do design: estudos sobre proporção e composição. São Paulo: Cosac Naify, 2010.
GOMES FILHO, J. Design do objeto: bases conceituais. São Paulo: Escrituras, 2006. GOMES, L. C. G. Composição visual. Curitiba: Editora do Livro Técnico, 2012. IIDA, I. Ergonomia: projeto e produção. São Paulo: Edgard Blücher, 2005.
LESKO, Jim. Design industrial: materiais e processos de fabricação. São Paulo: Blücher, 2004.
LUPTON, E.; PHILLIPS, J. Novos fundamentos do design. São Paulo: Cosac Naify, 2008.
OLIVEIRA, Marina. Produção gráfica para designers. Rio de janeiro: 2AB, 2000. <http://www.sib.org.br/>. <http://adegraf.blogspot.com.br/>. <http://www.adg.org.br/>. <http://adp.org.br/>. <http://www.designbrasil.org.br/>. <http://chocoladesign.com/>. <http://www.amenidadesdodesign.com.br/>.
Sugestão de planejamento
Este manual foi elaborado para dar suporte ao livro Fundamentos do design e ser utilizado para 80 horas em sala de aula. A sugestão de planejamento que anunciamos segue neste diapasão. Mas é altamente recomendado que o professor da disciplina incremente com textos e atividades complementares em conformi-dade com o seu jeito próprio de ministrar as aulas, sobretudo potencializando sua especialização, aplicando sua criatividade em prol de um o melhor processo
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Semestre 1
Primeiro bimestre
Capítulo 1 – Design ou desenho?
Capítulo 2 – Caminhos do Design
Capítulo 3 – Design, configuração e sinais
Objetivos
• Apresentar os diferentes tipos de desenho. • Desenho como materialização do projeto.
• Apontar encontros e desencontros entre desenho e design. • Apresentar uma breve história do design.
• Mostrar como forma e função se aliou para a consolidação do design.
• Teorizar sobre a psicologia da percepção e sobre os princípios do bom desenho. • Apresentar o ponto, a linha e a forma plana como sendo as bases do projeto
visual.
• Exemplificar módulo e padrão como ordenamento de um projeto.
• Mostrar a importância do peso e das forças que atuam sobre uma composição. • Exemplificar o equilíbrio por simetria e o equilíbrio assimétrico.
• Apresentar exemplos práticos de equilíbrio, centro geométrico, centro gravita-cional e centro ótico.
• Explicar como a proporção tem sido importante nas artes e nos projetos de design e arquitetura.
• Demonstrar como a figura humana tem sido usada como referência para as artes e para projetos.
• Abordar o fenômeno da cor e seus aspectos emocionais.
Segundo bimestre
Capítulo 4 – Grandes áreas e funções do design
Capítulo 5 – Modos de expressão e de representação do design
Objetivos
• Apresentar as grandes áreas do design e suas particularidades. • Apontar as funções prática, estética e simbólica do design.
• Abordar as diferentes ferramentas de expressão e de representação possíveis para um designer.
Semestre 2
Primeiro bimestre
Capítulo 6 – A prática do design
Capítulo 7 – O projeto criativo
Objetivos
• Apresentar orientações práticas e importantes sobre os vários cam-pos de atuação do designer.
• Oferecer uma ampla visão da futura profissão.
• Discorrer sobre metodologias usadas no design e sobre processos criativos.
Segundo bimestre
Capítulo 8 – Técnicas de fabricação, produção e materiais
Capítulo 9 – Design e ergonomia
Capítulo 10 – Design para todos
Objetivos
• Descrever os processos desde o mais modesto até os de produção em grande escala industrial, acompanhados por imagens que pos-sam ajudar a uma melhor compreensão de cada um deles.
• Apresentar uma visão panorâmica dos modos de produção e maté-rias empregados na indústria e na manufatura.
• Explicar por meio de exemplos do cotidiano como a ergonomia é fundamental para os projetos, em particular os de design.
• Fazer entender que o bem-estar é um direito que devemos promo-ver em nós, mas, sobretudo, enquanto designers, temos por base atender aos anseios de um coletivo.
• Envolver os designers ao redor do processo que deverá ter como meta uma melhor qualidade de vida por meio do “design universal”.
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Orientações didáticas e resoluções
das atividades
Capítulo 1
Orientações
O desenho como forma de expressão das mais primitivas é o mote deste capítulo introdutório. Ainda que seja uma linguagem universal o desenho deverá ser abordado pelo professor como se o aluno nunca tivesse ouvido alguém tratar sobre o assunto. Portanto, o tema deve ser explanado da forma mais elementar possível, adquirindo contornos mais sofisticados à medida que o grupo se envolva gradualmente contribuindo com suas observações, ainda que um tanto quanto genéricas. O ponto alto do capítulo é a distinção que deverá ficar clara entre os desenhos de expressão e os de representação, com suas respectivas finalidades: artísticas e técnico-científicas.
Respostas – página 20
1) O desenho pode ser uma simples linha, enquanto o design utiliza dese-nhos relativamente mais complexos ou elaborados com a finalidade de ser produzido industrialmente ou não. No entanto, tanto a palavra desenho quanto design possui a mesma origem, sendo que um design sempre se obtém a partir de desenhos ou esboços em seu desenvolvimento. 2) Enquanto o desenho artístico é uma forma de expressão, os desenhos
técnico e científico possuem o compromisso de representar graficamen-te uma realidade. O desenho técnico graficamen-tem que ser exato, mas o desenho científico é um tipo de ilustração que pode e deve realçar os aspectos importantes daquilo que representa.
3) “Definitor” inventado por Leon Battista Alberti para auxiliar no trabalho dos escultores (século XV).
Cúpula da Catedral de Florência, projetada por Filippo Brunelleschi (1420-1436).
Mecanismo para captação de água de Vitruvius (século I a. C).
“O parafuso de água” de Vitruvius para a condução do líquido (século I a.C).
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Capítulo 2
Orientações
No segundo capítulo deve ficar claro que “a necessidade faz o monge”, como diz o ditado popular. Ou seja, o design surgiu em decorrência da própria necessidade básica do homem e produzir artefatos e, ao longo dos tempos, desenvolvê-los técnica e cientificamente. O professor deve traçar uma linha do tempo com a evolução dos artefatos, principalmente a partir da Revolução Industrial. Após a segunda Revolução Industrial o design como conhecemos hoje, começa a ganhar contornos mais definidos com o surgimento do Arts and
Carfts e dos demais movimentos ou escolas que a partir daí começaram a surgir.
Respostas – página 34
1) Foi com Leonardo da Vinci, que, além de ser considerado um gênero por tudo o que rea-lizou em seu tempo, ainda recebe o título de primeiro designer que se tem notícia. É bem verdade que seu processo de criação de objetos, engenhos e mecanismos era um trabalho eminentemente técnico, o que o diferencia do conceito de design instituído alguns séculos mais tarde e, mesmo, do que se conhece na atualidade.
2) Em 1923 Kandinsky realizou um experimento aplicando um teste aos estudantes com o intuito de estabelecer uma relação universal entre as três figuras geométricas básicas. O resultado foi que o triângulo se identifica mais com a cor amarela, o quadrado com o azul e o círculo se relaciona mais com a cor vermelha. Atualmente se considera esse estudo questionável.
3)
Comparação entre objetos
e movimentos Arts and CraftsMovimento Movimento Werkbund Movimento Bauhaus Movimento Ulm
Valorizar a artes e ofícios. Criatividade versus produção em série A cadeira mantém um aspecto artesanal do Werkbund e não pa-rece industrializada. A cadeira não possui aspecto industrial e não possui a geometria da Bauhaus. A cadeira não guarda nenhuma relação com a
esco-la de Ulm, longe no tempo.
As chaleiras são projetadas com um requinte de padrão seriado que as difere dos produtos do Arts and Crafts
Melhoria do trabalho profissional por meio da educação. Casa-mento entre artista e artesão por meio da indústria. As chaleiras estão muito próximas do ideário da Bauhaus no aspecto da forma e da função. As chaleiras ainda guardam o encanto das artes e ofícios, mas parecem ainda distantes do apelo tecnológico de Ulm.
Imagens: http://commons.wikimedia.or
A cadeira de Breu-er é um ícone da Bauhaus e em nada se parece com os produtos do Arts and Crafts.
A cadeira não se pa-rece com os produtos da Werkbund, sobre-tudo por suas linhas eminentemente geo-métricas e limpas.
Buscou conjugar o ensino artesanal com o artístico e com o industrial para a formação do pro-fissional completo eliminando tudo que não fosse realmente necessário.
A cadeira bem po-deria ser um produto de Ulm, pois possui todas as caracte-rísticas que dela se poderia esperar.
Se o projeto de um carro fosse realizado no Arts and Crafts certamente não possuiria as linhas limpas do carro dos alunos de Ulm.
Se o projeto de um carro fosse realizado no Werkbund certa-mente também não possuiria as linhas limpas do carro dos alunos de Ulm.
Se o projeto desse carro fosse realiza-do na Bauhaus cer-tamente possuiria as linhas limpas do carro dos alunos de Ulm, mas talvez sem a preocupação com a forma aerodinâ-mica.
Inspirada na Bauhaus, seu pro-jeto pedagógico incluiu disciplinas mais “científicas” em lugar das artísticas, no desafio perma-nente para superar a transição entre o
design artesanal e o design de base
tec-nológica. Observação: em cinza, um resumo do movimento. Os demais
campos são o cruzamento (comparação) entre os distintos objetos e movimentos.
4) Sugestão uma bicicleta. 5) Resposta pessoal.
Capítulo 3
Orientações
O terceiro capítulo está repleto de curiosidades sobre ilusão e percepção visual e assim deve ser abordado, ou seja, com temas inte-ressantes e divertidos, sobre tudo quando forem feitas analogias com as coisas do cotidiano. As diversões e os jogos visuais são encontrados em profusão na Internet e sua busca deve ser incentivada e os resultados apresentados em sala de aula, sempre que possível pelo professor e pelos próprios alunos. Os conceitos fundamentais de composição e geometria são aflorados nesse capítulo. Isso pode ser um bom mo-mento para rever esses conceitos, ou mesmo para introduzi-los de-pendendo da bagagem que o grupo de aluno traga. Mais uma vez as coisas do cotidiano devem servir de referencial para as explicações contidas e isso é sempre muito rico, pois tende a reunir com maior envolvimento o grupo enquanto se discute as experiências individuais e globais. Esse capítulo também reserva espaço para tratar de cor, proporção e textura.
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Respostas – página 60
1) Resposta esperada:
2) No design:
Princípio do fechamento ou clausura.
http://commons.wikimedia.or
g
Princípio da figura e fundo.
Simplicidade e simetria da forma.
Nas artes visuais:
Simetria. Figura e fundo.
anfisa f ocuso va /Shutt erst ock Neungst ockr /Shutt erst ock 3) Roman Sig ae v/Shutt erst ock Yuri y Bel'meso v/Shutt erst ock
Luiz Claudio Gonçal
ves Gomes
QUESTÕES 2 E 3 SUGESTÃO
4) 5) Simon Krzic/Shutt erst ock 6) Resposta pessoal.
7) A cor não é algo material que se possa tocar. É a sensação da visão sob a ação da luz. Portanto, sem a presença da luz, a percepção da cor deixa de existir. Cada objeto apresenta uma pigmentação característica que lhe confere determina-da cor, resultante dos processos de absorção e reflexão dos raios luminosos que incidem sobre ele.
Observação:
Professor, sugira que os alunos dê opiniões sobre a diferen-ça entre a cor da tinta e a cor da luz na teoria e na prática. 8) É a área de trabalho dividida em nove partes iguais e que
repousam sobre linhas imaginárias, sejam elas duas verti-cais ou duas horizontais, os elementos de maior importância de sua composição visual. Um ponto de interesse poderá coincidir com o cruzamento de duas dessas linhas.
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Capítulo 4
Orientações
Entre as diferentes áreas do design devem ser destacadas como prin-cipais o design de produto, design gráfico, design de ambientes e design de moda. Advém destes, o design de embalagem, de calçados, de móveis e de joias. Porém, é importante que o professor ressalte que com a recente revo-lução causada pela indústria da informática surgiram novas modalidades como web design e design de games. Esse movimento fez também com que muitas outras atividades se apropriassem da expressão design devido à sua importância crescente. É nesse capítulo que o design, como conhecemos hoje, é de fato apresentado em suas diferentes possibilidades. Mas é também aqui que o conceito de “funções do design” é definido. As funções dos pro-dutos de design se processam com o modo pelo qual as necessidades dos usuários são satisfeitas. Por meio de três funções básicas o homem supre suas necessidades na relação com o objeto. São elas: a prática, a estética e a simbólica.
Respostas – página 78
1) Resposta pessoal.
Lembre-se: A principal característica de um design preocupado com a função prática é sua relação com as necessidades do organismo e do corpo humano. Deve atender a situações de comodidade do usuário, mais que sua aparência visual ou o seu significado social.
2) Resposta pessoal. 3) Sugestão:
CIÊNCIA
ARTE
aaltair/Shutt erst ock SUGESTÃO4) Sugestão:
PARREIRA
VINHO
luk eruk/Shutt erst ock5) O bem-estar e a saúde física do homem são as maiores preocupa-ções de um design que contempla a função prática do produto. Como exemplos, um carro elétrico, uma roupa com praticidade de uso e uma sinalização objetiva são produtos de design que têm funções práticas contempladas. Portanto, a simplicidade da forma e do estilo são características predominantes.
6) A bicicleta, como a maioria dos meios de transporte e locomoção, foi criada para so-lucionar um problema de ordem funcional (prática). Como vemos na foto, a bicicleta também é visualmente atraente (estética) ao mesmo tempo em que transmite roman-tismo e qualidade de vida (simbólica).
Capítulo 5
Orientações
Nos capítulos anteriores foi possível atestar que os desenhos eram bastante rudimentares e evoluiu ao longo da história do homem. No pre-sente capítulo, o professor deve deixar claro como o designer se utiliza de diferentes ferramentas para expressar-se e representar suas ideias de modo concreto. Deve considerar que tais ferramentas possuem graus dife-rentes de complexidade e se destinam a determinadas atividades ou áreas. Nesse capítulo central deve também ficar claro que o designer precisa de-senvolver modelos e protótipos antes da efetiva produção de seu projeto. É uma forma de estudo onde acertos e erros podem ser melhores detectados.
My Good Images/Shutt
erst
ock
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Respostas – página 110
1) Sugestão: 10 cabeças 2) http://commons.wikimedia.or g 3) 4) Resposta pessoal. AGUARDANDO IMAGEM AGUARDANDO IMAGEM SUGESTÃOCapítulo 6
Orientações
A prática do design tem passado por mudanças importantes, sobretudo provocadas pela informática e internet, com o surgimento de projetos digitais, portfólios on-line, a pro-liferação de trabalhos em série e de bancos de imagens. Diante desse cenário, no presente capítulo deverão ser apresentadas orientações práticas e importantes sobre os vários campos de atuação do designer e com isso oferecer uma ampla visão da futura profissão. O aluno deve ser levado a entender que o ambiente de design é sem dúvida um espaço de profissionais dedicados à arte da criação, em suas mais variadas modalidades, dispostos a desafiar qualquer lógica de previsibilidade. Os alunos de design devem compreender que compartilharão uma paixão pelo projeto que irá se constituir em um componente essencial em suas vidas.
Respostas – página 143
1)
fixer00/Shutt erstock
2) Exemplos: lâmina de barbear descartável e escova dental.
Tamas P anczel - Er oss/Shutt erst ock Kamir a/Shutt erst ock 3) Exemplo:
Imagem cedida pelo aut
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4) Sugestões:Capítulo 7
Orientações
No capítulo sobre o projeto criativo a metodologia será apresentada como algo que permite o profissional ampliar os pontos de vista, aumentar o conhecimento e se familia-rizar com o problema. Incutir nos alunos que iniciar um projeto não é somente tomar uma iniciativa, iniciar uma ação, mas, sobretudo escolher um caminho a seguir. Também deverá ficar claro que não existe somente uma metodologia ou uma fórmula mágica para se desenvol-ver projetos, mas a certeza da necessidade de organizar o modo de trabalho para responder às necessidades de cada projeto. O designer é, pela própria natureza de sua formação, um criador. Seu processo de criação vai desde um redesign até um produto altamente original e exclusivo. Esse capítulo é importante para explicar que é possível o exercício da criatividade e que o ato criativo não é exclusividade de poucos. O professor deverá explicar que existe uma preparação para o momento de criação e vários métodos para estimular a criatividade foram desenvolvidos nas últimas décadas. O professor deverá pôr em prática algumas técnicas e métodos que, individualmente ou em conjunto, são utilizados para organizar e representar o pensamento e estimular o processo criativo.
Respostas – página 159
1) Isso quer dizer que é importante que o designer conheça bem as diferenças técnicas e métodos de geração de ideias observando seus pontos fortes e fracos para decidir qual melhor se adapta a cada caso.
2)
FUTURAPROFESSORA, QUANDO CRESCER QUERO
SER DESIGNER! Sy da Pr oductions/Shutt erst ock AGUARDANDO IMAGEM SUGESTÃO
3) Tecnológica Metodologia Ambientes Moda Gráfico Produto Inovar Ambição Ferramenta Combustível Caminhos Tipos Artesanal Criação 4) TÉCNICA ABSTRATO DESCOBERTAS REPRESENTACIONAL LITERAL PENSAR ARTE CORES UNIVERSAL ALEGRE EXPRESSIVA COMP UTADOR PHOTOSHOP INDESIGN ILLUSTRATOR COMUNICAR CIENTIFICA INFORMAÇÃO GLOBAL IDÉIAS com base Pode ser Pode ser Nos faz Pode ser É Não é Leva à É Usa Torna a vida Usa Proporcional Não faz Usado para Transfere DESIGN GRÁFICO
Capítulo 8
Orientações
Esse capítulo é um passeio sobre a tecnologia e os processos de fabricação, antigos e modernos. Profissionais que se relacionam com o design e a engenharia de produção em ge-ral se encantam por este tema. Este capítulo deverá colocar o estudante de design frente ao mundo das máquinas e lhes permitirá conhecer os processos produtivos que são utilizados para a fabricação de produtos de modo criativo e inovador na transformação de líquidos,
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Como as instituições de ensino raramente dispõem de oficinas completas e ambientesindustriais de alta complexidade, o mais acertado é que visitas sejam agendadas para suprir essa carência. Somente no chão da fábrica o aluno poderá entender claramente sobre os mais diferentes processos de fabricação. Do mesmo modo, os materiais também poderão ser mais bem compreendidos quando apresentados por profissionais específicos e empre-sas representantes.
Respostas – página 193
1) No processo de moldagem por injeção o plástico derretido é injetado em um molde dividido ao meio onde, após adquirir sua forma interna, é esfriado.
Pré-forma moldada por injeção Estiramento e sopro Resfriamento e extração Aquecimento e condicionamento térmico Forno Haste Ar Molde Movimento da haste Retração da haste
2) Enquanto na moldagem por injeção o plástico derretido é introduzido no molde e adquire quase todos os tipos de forma, maciça ou não, a moldagem por sopro gera somente produtos ocos por meio da expansão de tubos plásticos contra a superfície interna do molde por meio da pressão que o ar exerce em suas paredes.
3) O processo de fabricação mais popular entre os projetistas é a moldagem por injeção, principalmente pelo fato de ser relativamente econômico e permitir a fabricação de pequenos e grandes produtos com bastante precisão.
Scanr ail1/Shutt erst ock SUGESTÃO SUGESTÃO
Capítulo 9
Orientações
A tônica deste capítulo sobre ergonomia é que muitas pessoas não se dão conta de que adotam posturas, iluminação, tamanhos e distâncias inadequadas em suas atividades cotidianas e o que ainda é pior: acreditam que isso é normal e não imaginam que a médio e longo prazo isso lhes trará diferentes prejuízos. Essa tendência de acomodação deverá ser subvertida o tempo todo durante as aulas que tratam da ergonomia. Assim, será necessário o professor trazer ao nível da consciência tal problemática para o melhor rendimento do homem quando adotamos determinadas posturas projetuais (e corporais) com base em fatores humanos que trazem melhores resultados inversamente proporcionais aos esforços empreendidos, ou seja, melhores resultados com menor esforço.
Respostas – página 215
1) Resposta pessoal. 2) Sugestão: Levantamento 318 cadeiras 3 modelos diferentesAltura média dos assentos: 49 cm Número de alunos envolvidos: 53 Homens: 27
Mulheres: 26
Altura poplítea média (altura ideal do assento): 46,5 cm Relatório
Este trabalho teve como objetivo demonstrar como os fatores ergonômicos da posição sentada, os incômodos de alunos que passam horas e anos sentados em diferentes tipos de cadeiras escolares. Foram coletados dados referentes a queixas dos alunos sobre sua situação durante as aulas que frequentam dados antropométricos, alturas das 318 cadeiras existentes nas 10 salas de aulas do curso. Os dados demonstram uma grande inadequação ergonômica do mobiliário frente às diferentes necessidades de seus usuários, principalmente para a demanda da altura da cadeira, com uma diferença de 2,5 acima da ideal.
Os bancos da rodoviária, a pesar de novos, estão com os assentos inclinados e as pessoas não conseguem ficar confortavelmente sentadas neles.
Possível solução: inclinar os assentos para a posição mais confortável. Se necessário, fazer um teste antes com a população de definir a posição definitiva.
As cadeiras e, principalmente, as mesas são muito altas para os alunos do primeiro AGUARDANDO
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Possível solução: sesse caso somente a trocado mobiliário por um mais adequado, respei-tando as medidas das crianças que o utilizam. Profissionais passam o dia inteiro agachados pintando ruas e meios-fios da cidade.
Possível solução: Adaptar aos pincéis e rolos um cabo extensor (fixo ou removível) para melhor conforto dos pintores.
Capítulo 10
Orientações
Por fim, no último capítulo o professor fará reflexões sobre o design socialmente com-prometido, por entender que a qualidade de vida e um mínimo de conforto não estão a serviço da individualidade e tão pouco existe em meio à desarmonia. Os encontros deverão ser conduzidos de modo a que se compreenda que o bem estar é um direito que devemos promover em nós, e, sobretudo, enquanto projetistas, devemos ter por base atender aos anseios de um coletivo.
Respostas – página 222
1) Sugestão:
Problema: Cadeirante no supermercado.
Relatório: O cadeirante encontra enorme dificuldade para fazer compras no super-mercado, devido às limitações que encontra para conduzir um carrinho de comprar enquanto escolhe seus produtos. São estas as principais dificuldades encontradas: os carrinhos são grandes; em geral não possuem rolamentos bons; os carrinhos são altos; os carrinhos são profundos (fundo baixo).
Solução: Um carrinho que se adéque ao desenho das cadeiras de roda de modo a que possam ser “encaixadas” em sua parte frontal para que o usuário possa conduzi-la confortavelmente. Sua altura e tamanho devem ser compatíveis com esta função (vide esboço). igorst ev ano vic/Shutt erst ock SUGESTÃO AGUARDANDO IMAGEM
2) Resposta pessoal. 3)