• Nenhum resultado encontrado

Hortic. bras., v. 30, n. 2, (Suplemento - CD Rom), julho 2012 S 2712

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Hortic. bras., v. 30, n. 2, (Suplemento - CD Rom), julho 2012 S 2712"

Copied!
8
0
0

Texto

(1)

Análise econômica do cultivo residual da rúcula após cultivo do

coentro adubado com Flor-de-seda

Ygor Henrique Leal¹; Bruno Novaes Menezes Martins¹; Manoel Galdino dos Santos; Falkner Michael de Sousa Santana1; Edson Fabio da Silva1; Aurélio Paes Barros Júnior¹; Lindomar Maria da Silveira²

1UFRPE-UAST – Universidade Federal Rural de Pernambuco, Unidade Acadêmica de Serra Talhada.

Fazenda Saco, s/n, 56900-000 Serra Talhada – PE, [email protected], [email protected].

2UFERSA - Universidade Federal Rural do Semiárido, Departamento de Ciências Vegetais. BR 110, Km

47, 59625-190 Mossoró – RN.

RESUMO

Este trabalho tem como objetivo avaliar rentabilidade econômica do cultivo residual da rúcula após o cultivo principal do coentro adubado com Flor-de-seda, nas condições edafoclimáticas de Serra Talhada, Semiárido de Pernambuco. O trabalho foi conduzido na área experimental da Universidade Federal Rural de Pernambuco – Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UFRPE-UAST). O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados, com os tratamentos arranjados em esquema fatorial 4 x 4 + 2 com três repetições, sendo o primeiro fator constituído por quantidades do adubo verde incorporadas ao solo (5,4; 8,8; 12,2; 15,6 t.ha-1 em base seca), e o segundo, por tempos de incorporação ao solo (0,10, 20 e 30 dias) e os dois tratamentos adicionais, um pela ausência de adubação e o outro pela utilização de 80 t ha-1 de esterco bovino. Os tratamentos consistiram da combinação desses fatores mais as testemunhas. As características avaliadas foram: renda bruta, renda líquida, taxa de retorno e índice de lucratividade. Foi possível constatar através dos indicadores econômicos avaliados no cultivo sucessivo da rúcula após cultivo principal do coentro, que a adubação com a maior quantidade de Flor-de-seda (15,6 t.ha-1) e menor tempo de incorporação (0 dias), resultou em uma maior rentabilidade econômica do sistema, consequentemente, indicando a eficiência do cultivo da rúcula utilizando o resíduo da adubação verde com Flor-de-seda após o cultivo do coentro.

PALAVRAS-CHAVE: Calatropis procera, Eruca sativa, Coriandrum sativum,

Adubação verde.

ABSTRACT

Economic analysis of the residual crop after crop of rocket of coriander fertilized with Flor-de-seda

This study aims to evaluate the economic profitability of the crop residual crop of rocket after main crop cilantro fertilized with Flor-de-seda, in climatic conditions Talhada Serra, Semiarid Pernambuco. The work was conducted at the Universidade Federal Rural de Pernambuco – Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UFRPE-UAST). The experimental design was a randomized complete block, with treatments arranged in scheme 4 x 4 factorial with three replications + 2, the first factor consists of quantities of green manure incorporated into the soil (5.4, 8.8, 12.2, 15.6 t.ha-1 on a dry basis), and second, by soil incorporation time (0.10, 20 and 30 days) and two additional treatments, by a lack of fertilizer and the other by use of 80 t.ha-1 of cattle manure. The treatments consisted of combinations of these factors more witnesses. The characteristics evaluated were: gross income, net income, rate of return and profitability index. It was possible to see through the economic indicators evaluated in the continuous cultivation of the

(2)

rocket after the main crop of coriander, that fertilization with the greatest amount of Flor-de-seda (15.6 t.ha-1) and lower incorporation time (0 days) resulted in greater

economic profitability of the system, therefore, indicating the efficiency of cultivation of the rocket using the residue of green manuring with Flor-de-seda after cultivation of coriander.

Keywords: Calatropis procera, Eruca sativa, Coriandrum sativum, green manure.

A rúcula possui origem mediterrânea e no oeste da Ásia (Silva, 2002), dependendo da variedade possui ciclo perene, Diplotaxis tenuifolia (L) DC. e Diplotaxis muralis (L.) DC., ou ciclo anual Eruca sativa Miller (mais cultivada no Brasil). É uma hortaliça folhosa que pertence a família das brássicas e é pouco conhecida na região do Sertão do Pajeú.

Em altas temperaturas a rúcula apresenta lignificação e diminuição da área foliar da planta. A faixa ideal para seu desenvolvimento segundo Trani et al. (1992) é de 15 a 18°C de temperatura. Embora Gusmão et al. (2003) a partir de estudos realizados em Belém (PA), constata que a rúcula se adapta bem as altas temperaturas e umidades. A maior dificuldade encontrada para produção nestas condições é a deficiência nutricional, principalmente do nitrogênio. Segundo Linhares et al. (2009) os melhores resultados de desenvolvimento agroeconômico da rúcula foram obtidos a partir da adubação com flor-de-seda.

A flor-de-seda (Calatropis procera) possui tolerância ao estresse hídrico e a salinidade do solo, mecanismo de dispersão eficiente (plúmula na semente), após corte a rebrota é bem vigorosa, é possível ser cultivada na propriedade do agricultor, alta disponibilidade, pois, é comumente encontrada em toda a região semi-árida. Estes foram os principais motivos para a escolha desta espécie para a adubação verde, garantindo assim a adesão desse material em várias épocas do ano, além de seu grande potencial como adubo verde, o que objetivou avaliar a eficiência da mesma na disponibilidade de nitrogênio residual para hortaliça folhosa rúcula após o cultivo do coentro.

Para avaliar a viabilidade da utilização da Flor-de-seda no cultivo residual da rúcula após cultivo do coentro, é necessário o levantamento de todos os custos de produção, detalhando-os ao máximo, proporcionando o esclarecimento da técnica utilizada e auxiliando na tomada de decisão, se devemos implementa-la, modifica-la ou substituí-la, no sentido de encontrar a forma ideal para que os resultados sejam satisfatórios. Exposto isso, o objetivo deste trabalho foi avaliar a rentabilidade econômica do cultivo

(3)

residual da rúcula após o cultivo principal do coentro adubado com Flor-de-seda, nas condições edafoclimáticas de Serra Talhada, Semiárido de Pernambuco.

MATERIAL E MÉTODOS

No período de outubro a dezembro de 2011, foi conduzido um experimento com coentro, na área experimental da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST), município de Serra Talhada–PE, Sertão do Pajeú. Foi coletada uma amostra de solo em 20 cm, cujo o resultado da análise foi: pH = 7,2; P = 14,0 mg.dm-3; K = 0,55 cmolc.dm-3; Al3+ = 0,0; Ca2+ = 3,90 cmolc.dm-3; Mg = 1,20 cmolc.dm-3; porosidade total 47,58%; densidade 1,29 g cm-1; argila 11,60% e areia 78,36% e teores de matéria orgânica de 12,8 g.dm-3.

Empregou-se o delineamento experimental em blocos completos casualizados, com os tratamentos arranjados em esquema fatorial 4 x 4 + 2, com três repetições, sendo o primeiro fator constituído por diferentes quantidades de adubo verde incorporadas ao solo (5,4; 8,8; 12,2 e 15,6 t ha-1 em base seca), e o segundo fator, por diferentes tempos de incorporação deste adubo no solo (0, 10, 20, e 30 dias), mais dois tratamentos adicionais, um pela ausência de adubação e o outro pela utilização de 80 t ha-1 de esterco bovino (tratamento tradicional no cultivo dessa hortaliça).

O adubo verde (flor-de-seda) foi coletado da vegetação nativa, depois triturado, seco ao ar livre, até atingir o ponto de feno (10% de umidade), quantificado, distribuído e incorporado manualmente na camada de 0-20 cm do solo em cada parcela experimental, de acordo com a quantidade e o tempo de decomposição. Foram feitas análises químicas do adubo verde, cujos resultados foram: N = 23,8; P = 9,0 e K = 26,8 g kg-1.

A cultivar utilizada foi o coentro “Verdão”, recomendada para as condições do semiárido nordestino, no espaçamento de 0,20 m x 0,05 m. O plantio do coentro foi realizado no dia 12/11/11. Após dez dias da germinação ocorreu o desbaste. Foram realizadas capinas manuais e as irrigações foram efetuadas por micro-aspersão, com turno de rega diária parcelada em duas aplicações (manhã e tarde).

A colheita do coentro foi efetuada no dia 20 de dezembro de 2011. Após a colheita, procedeu-se a semeadura de um recultivo com rúcula para avaliação do efeito residual da flor-de-seda incorporada ao solo, em que a produtividade e os coeficientes técnicos desse recultivo foram obtidos ao longo do ciclo da cultura.

(4)

A área total de cada parcela experimental foi de 1,44 m² e a área útil foi de 0,80 m². A cultivar utilizada de rúcula foi a Cultivada, recomendada para as condições do semiárido nordestino, no espaçamento de 0,20 m x 0,05 m.

A irrigação foi realizada duas vezes ao dia, no período da manhã e da tarde, e durante todo o experimento procedeu-se o controle de plantas daninhas através de capinas manuais. A colheita do recultivo da rúcula foi realizada no dia 2 de fevereiro de 2012, estimando-se sua produtividade (t ha-1) a partir do peso da matéria fresca da parte aérea das plantas da área útil.

Os indicadores agroeconômicos utilizados foram: renda bruta, obtida multiplicando-se a produtividade da cultura de cada tratamento pelo valor do produto pago ao produtor no mês de fevereiro de 2012, que foi de R$ 1,50 por quilo de rúcula; a renda líquida foi calculada pela diferença entre a renda bruta e os custos de produção, provenientes de insumos mais serviços; a taxa de retorno por real investido em cada tratamento foi determinada por meio da relação entre a renda bruta e o custo de produção; o índice de

lucratividade foi resultado da relação entre a renda líquida e a renda bruta, sendo

expresso em porcentagem (Oliveira et al., 2004).

Os custos de produção baseados nos coeficientes de custos variáveis, como insumo e mão-de-obra, para um hectare de recultivo de rúcula adubado com diferentes quantidades e tempos de decomposição da flor-de-seda foi adaptada de Linhares (2009). Ressaltando que não são contabilizados os gastos com confecção de canteiros, o qual somente participa dos custos de produção do cultivo do coentro. Foram considerados os preços vigentes no mês de fevereiro de 2012, na cidade de Serra Talhada-PE.

Dentre os custos fixos, a depreciação dos equipamentos foi calculada através da relação entre o seu valor de mercado e sua vida útil, sendo o resultado multiplicado pelo tempo de utilização do mesmo durante o período de recultivo (Lima, 2008). Os impostos e taxas, bem como a mão-de-obra fixa, foram determinados pelo valor utilizado nos meses correntes à produção da cultura.

Na elaboração dos custos de oportunidade, considerou-se a remuneração da terra (arrendamento) a partir do preço praticado na região do Sertão do Pajeú. Já a remuneração do capital fixo, que leva em conta as benfeitorias já existentes na propriedade (estimada em R$ 20.000,00), conforme valores de mercado da região,

(5)

sendo essa multiplicada pela taxa de amortização de 6% ao ano (0,5% ao mês) e pelo período de recultivo (Silva, 2010).

No cálculo do custo total do recultivo da rúcula de cada tratamento avaliado não são considerados os custos com as diferentes quantidades incorporadas de flor-de-seda e o tempo gasto para incorporação da mesma, uma vez que essas atividades já foram realizadas no cultivo do coentro. Então, o custo total do recultivo considera apenas o restante dos custos de produção. É importante destacar que para a testemunha com esterco bovino não é contabilizado o gasto desse insumo e nem sua incorporação ao solo.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para o cultivo residual de rúcula, o custo de produção foi de R$ 3.891,00 reais (Tabela 1), ressaltando-se que não foi adicionado aos custos: a confecção dos canteiros, a coleta e o tempo gasto na incorporação das diferentes quantidades de Flor-de-seda, que já foram contabilizados no custo do cultivo principal do coentro. O custo de produção encontrado no presente trabalho foi inferior ao observados por Souza et al. (2011), onde avaliando economicamente a cultura da rúcula em primeiro cultivo, adubada com Flor-de-seda em diferentes quantidades, encontraram um custo de produção em média de R$ 4.100,00.

Verificou-se que o tratamento com 15,6 t.ha-1 de Flor-de-seda e 0 dias de incorporação do adubo verde, foi superior aos demais tratamentos para todos os parâmetros econômicos avaliados (Tabela 2), obtendo renda líquida de R$ 40.119,00, taxa de retorno R$ 11,31 e índice de lucratividade 91,16 %, evidenciando o melhor efeito de resíduo no tratamento com maior quantidade de Flor-de-seda e menor tempo de incorporação no cultivo do coentro. Inclusive, apresentando superioridade a testemunha com esterco, considerado o manejo ecológico padrão da região de Serra Talhada-PE na produção orgânica, que resultou em uma renda líquida de R$ 18.144,00, taxa de retorno de R$ 5,66 e índice de lucratividade de 82,34 % (Tabela 2). Souza et al. (2011), também verificaram uma superioridade na quantidade de Flor-de-seda de 15,6 t.ha-1, quando comparado com as demais quantidades estudadas, para o parâmetro econômico de renda líquida (R$ 70.452,00), porém associado com o tempo de incorporação de 30 dias. A diferença encontrada no tempo de incorporação em relação ao presente estudo pode ser

(6)

explicado por quer Souza et al. (2011) utilizou rúcula em primeiro cultivo, diferente da rúcula em cultivo residual após a cultura do coentro.

A menor renda líquida foi obtida no tratamento testemunha sem adubação, equivalente a R$ 5.559,00 (Tabela 2).

De modo geral, foi possível constatar através dos indicadores econômicos avaliados no cultivo sucessivo da rúcula após cultivo principal do coentro, que a adubação com a maior quantidade de Flor-de-seda (15,6 t.ha-1) e menor tempo de incorporação (0 dias), resultou em uma maior rentabilidade econômica do sistema, consequentemente, indicando a eficiência do cultivo da rúcula utilizando o resíduo da adubação verde com Flor-de-seda após o cultivo do coentro.

AGRADECIMENTOS

À Fundação de Amparo à Pesquisa de Pernambuco (FACEPE), pelo financiamento do projeto de pesquisa, ao CNPq pela bolsa de Iniciação Cientifica.

REFERÊNCIAS

GUSMÃO SAL; LOPES PRA; OLIVEIRA NETO CF; PEGADO DS; SILVA CLP; SANTOS LFS; FERREIRA SG. 2003. Cultivo de rúcula nas condições do trópico úmido em Belém. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE OLERICULTURA, 43.

Resumos... Recife: UFRPE (CD-ROM).

LIMA JSS. 2008. Viabilidade agroeconômica de consórcios em faixas de cenoura e

rúcula em bicultivo. Mossoró: UFERSA. 98p (Tese de Doutorado).

LINHARES PCF. 2009. Vegetação espontânea como adubo verde no desempenho

agroeconômico de hortaliças folhosas. Mossoró: UFERSA. 109p (Tese de Doutorado).

OLIVEIRA EQ; BEZERRA NETO F; NEGREIROS MZ; BARROS JUNIOR AP. 2004. Desempenho agroeconômico do bicultivo de alface em sistema solteiro e consorciado com cenoura. Horticultura Brasileira 22: 712-717.

SILVA VV. 2002. Efeito do pré-cultivo de adubos verdes na produção orgânica de

brócolos (Brassica oleracea L. var. italica) em sistema de plantio direto. Rio de

Janeiro: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. 86p. (Tese de mestrado). SILVA ML. 2010. Viabilidade agroeconômica da beterraba adubada com jitirana

(Merremia aegyptia L.) sob diferentes quantidades e tempos de incorporação ao solo.

(7)

TRANI PE; FORNASIER JB; LISBÃO RS. 1992. Cultura da rúcula. Campinas: IAC. 8p.

SOUZA EGF; BARROS JÚNIOR AP; SILVEIRA LM; FERRAZ APF; LEAL SÁ AC; CAMPOS PRR; BARROS N. 2011. Análise econômica da rúcula cultivada no período seco sob diferentes quantidades e tempos de decomposição da Flor-de-seda. In: XI JORNADA DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO, 11. Anais... Serra Talhada: UFRPE. p.1-3.

Tabela 1: Coeficientes de custos de produção de 1 ha de rúcula em cultivo residual após a cultura do

coentro utilizando diferentes quantidades e tempos de incorporação de Flor-de-seda como adubo verde, mais os tratamentos adicionais (Coefficients of the production costs of 1 ha of recultivation rocket, using different amounts and timing of incorporation of flor-de-seda as green manure, plus the additional treatments). Serra Talhada-PE, UFRPE-UAST, 2012.

COMPONENTES UNIDADE QUANTIDADE TOTAL (R$)

CUSTOS VARIÁVEIS 2.845,00

I – Insumos 520,00

Sementes: rúcula cultivar Cultivada Kg 2,0 100,00

Água para irrigação + energia Mm 210 420,00

II – Mão-de-obra 2.325,00 Confecção de canteiros d h-1* 0 0,00 Semeadura da rúcula d h-1 20 500,00 Desbaste da rúcula d h-1 10 250,00 Capina manual d h-1 5 125,00 Irrigação d h-1 15 375,00 Colheita da rúcula d h-1 40 1.000,00 Transporte da rúcula d h-1 3 75,00 CUSTOS FIXOS 746,00 III - Depreciação 114,00 Bomba de irrigação mês** 1 57,50 Tubos de irrigação mês 1 3,50 Conexões mês 1 13,00 Microaspersores mês 1 40,00 IV – Impostos e taxas 10,00

Imposto territorial Rural Há 1 10,00

V – Mão-de-obra fixa 622,00

Aux. administrativo salário 1 622,00

CUSTOS DE OPORTUNIDADE 300,00

VI – Remuneração da terra 200,00

Arrendamento Há 1 200,00

VII – Remuneração do capital fixo (0,5% ao mês) 100,00

Infra-estrutura e equipamentos R$ 100,00.mês-1*** 1 100,00

CUSTO DE PRODUÇÃO DOS TRATAMENTOS 3.891,00

*d h-1 – dias de trabalho por homem; **A depreciação do equipamento foi calculada através da relação entre o seu

valor de mercado e sua vida útil, sendo o resultado multiplicado pelo tempo de utilização; ***Obtida a partir do valor do capital fixo (R$ 20.000,00) multiplicado pela sua remuneração ao longo do cultivo (d * h-1 - working days per man; ** The equipment depreciation was calculated through the relation their market value and its life useful, the result being multiplied by the time of use; *** Obtained from the value of fixed capital ($ 20,000.00) multiplied by their remuneration along the cultivation).

(8)

Tabela 2: Indicadores econômicos de renda bruta (RB), custo de produção (CP), renda líquida (RL), taxa

de retorno (TR) e índice de lucratividade (IL) para o cultivo de 1 ha de rúcula em cultivo residual após a cultura do coentro, sob diferentes quantidades e tempos de decomposição da flor-de-seda, mais os tratamentos adicionais (Economic indicators of gross income (RB), cost of production (CP), net income (RL), rate of return (TR) and profitability index (IL) for the cultivation of a hectare of rocket residual after the cultivation of coriander, under different amounts and times of decomposition of the Flor-de-seda, more additional treatments). Serra Talhada-PE, UFRPE-UAST, 2012.

Tratamentos Indicadores econômicos¹

Quant. Temp. Prod. Preço RB CP RL TR IL

(t.ha-1) (dias) (t.ha-1) (R$ kg-1) (R$ ha-1) (R$ ha-1) (R$ ha-1) (R$ ha-1) (%)

5,4 0 15,55 1,50 23.325,00 3.891,00 19.434,00 5,99 83,32 5,4 10 13,93 1,50 20.895,00 3.891,00 17.004,00 5,37 81,38 5,4 20 11,59 1,50 17.385,00 3.891,00 13.494,00 4,47 77,62 5,4 30 10,66 1,50 15.990,00 3.891,00 12.099,00 4,11 75,67 8,8 0 20,47 1,50 30.705,00 3.891,00 26.814,00 7,89 87,33 8,8 10 15,75 1,50 23.625,00 3.891,00 19.734,00 6,07 83,53 8,8 20 11,34 1,50 17.010,00 3.891,00 13.119,00 4,37 77,13 8,8 30 11,14 1,50 16.710,00 3.891,00 12.819,00 4,29 76,71 12,2 0 28,06 1,50 42.090,00 3.891,00 38.199,00 10,82 90,76 12,2 10 19,41 1,50 29.115,00 3.891,00 25.224,00 7,48 86,64 12,2 20 12,51 1,50 18.765,00 3.891,00 14.874,00 4,82 79,26 12,2 30 12,02 1,50 18.030,00 3.891,00 14.139,00 4,63 78,42 15,6 0 29,34 1,50 44.010,00 3.891,00 40.119,00 11,31 91,16 15,6 10 20,62 1,50 30.930,00 3.891,00 27.039,00 7,95 87,42 15,6 20 14,47 1,50 21.705,00 3.891,00 17.814,00 5,58 82,07 15,6 30 12,98 1,50 19.470,00 3.891,00 15.579,00 5,00 80,02 Sem adubação 6,30 1,50 9.450,00 3.891,00 5.559,00 2,43 58,83 Esterco 14,69 1,50 22.035,00 3.891,00 18.144,00 5,66 82,34

Referências

Documentos relacionados