Avaliação do perfil lipídico e estresse oxidativo em pacientes chagásicos e isquêmicos da região metropolitana de Brasília

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(1)Universidade de Brasília Faculdade de Ceilândia Trabalho de Conclusão de Curso. AVALIAÇÃO DO PERFIL LIPÍDICO E ESTRESSE OXIDATIVO EM PACIENTES CHAGÁSICOS E ISQUÊMICOS DA REGIÃO METROPOLITANA DE BRASÍLIA. Autor: Lucas Marques Ferni Orientador: Prof. Dr. Eduardo Antonio Ferreira. Brasília, Distrito Federal 2016.

(2) LUCAS MARQUES FERNI. AVALIAÇÃO DO PERFIL LIPÍDICO E ESTRESSE OXIDATIVO EM PACIENTES CHAGÁSICOS E ISQUÊMICOS DA REGIÃO METROPOLITANA DE BRASÍLIA. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Graduação em Farmácia da Faculdade de Ceilândia, Universidade de Brasília, como requisito para a obtenção do título de Bacharel em Farmácia.. Orientador: Prof. Dr. Eduardo Antonio Ferreira Co-orientadora: Profa. Msc. Marianne Lucena da Silva. Brasília, Distrito Federal 2016.

(3) CIP – Catalogação Internacional de Publicação Ferni, Lucas M. M L933a AVALIAÇÃO DO PERFIL LIPÍDICO E ESTRESSE OXIDATIVO EM PACIENTES CHAGÁSICOS E ISQUÊMICOS DA REGIÃO METROPOLITANA DE BRASÍLIA / Lucas Marques Ferni. Brasília: UnB, 2016. 47 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Farmácia) – Universidade de Brasília / Faculdade de Ceilândia, Brasília, 1016. Orientação: Eduardo Antonio Ferreira; Co-orientação: Marianne Lucena da Silva. 1. Insuficiência Cardíaca; 2. Dislipidemia; 3: Espécies Reativas de Oxigênio; 4: Doença de Chagas; 5: Isquemia. CDU Classificação.

(4) LUCAS MARQUES FERNI. AVALIAÇÃO DO PERFIL LIPÍDICO E ESTRESSE OXIDATIVO EM PACIENTES CHAGÁSICOS E ISQUÊMICOS DA REGIÃO METROPOLITANA DE BRASÍLIA. Brasília, 30 de novembro de 2016. COMISSÃO EXAMINADORA. Prof. Dr. Eduardo Antonio Ferreira - Orientador Faculdade de Ceilândia Universidade de Brasília. Prof. Dr. Rodrigo Haddad Faculdade de Ceilândia Universidade de Brasília. Profa. Dra. Eliana Fortes Gris Faculdade de Ceilândia Universidade de Brasília.

(5) AGRADECIMENTOS. À Deus, por me proporcionar a graça de entrar na Universidade de Brasília, por ter me dado forças para prosseguir nessa difícil jornada, agradecer por ter iluminado meus pensamentos nas horas de desespero e angústia. Agradeço também à Santíssima Virgem Maria por direcionar os meus caminhos rumo o caminho de Jesus Cristo e me confortar nas minhas aflições. Ao meu pai Saturnino Ferni Filho, à minha mãe Adalice Marques de Medeiros Ferni, ao meu irmão Luan Marques Ferni, pela confiança, paciência, carinho, apoio e amor incondicional em todos os momentos da minha vida. À minha noiva Amanda Pereira Gomes de Moraes que eu amo tanto, por sempre estar me aconselhando nas minhas indecisões, sorrindo nas minhas alegrias, chorando nas minhas angustias, me apoiando nas minhas quedas. Aos meus amigos (trutas), por estarem sempre comigo, ajudando quando precisei, me corrigindo quando errava, sorrindo nos momentos de alegria, se desesperando nas provas e divertindo-se fora da faculdade. Ao meu orientador Eduardo Antonio Ferreira, pelas oportunidades, confiança e orientações oferecidas durante toda a graduação. Às professoras Marianne Lucena da Silva e Érica Carine Campos Caldas Rosa, pelo apoio dado durante a pesquisa. Aos professores Rodrigo Haddad e Eliana Fortes Gris, por aceitarem integrar a banca examinadora e contribuir para o aprimoramento dos meus conhecimentos. A todos os professores da Universidade de Brasília, por sua dedicação aos alunos e ao crescimento da Faculdade de Ceilândia – Universidade de Brasília, tornando-a uma das melhores Universidades do País e referência nacional no curso de farmácia. Por fim, agradeço a todos que, de alguma forma, contribuíram para o meu crescimento profissional e pessoal..

(6) RESUMO. Insuficiência Cardíaca (IC) é caracterizada pelo acúmulo fluidos, em resposta às alterações sinápticas aumentadas. A associação de fatores como genética, idade, HAS, dislipidemias, doença de Chagas e diabetes aumentam o risco de aterosclerose e consequentemente predispõe a uma maior produção de Espécies Reativas de Oxigênio (ERO’s). Foram recrutados 42 indivíduos com diagnóstico de IC, residentes na Região Metropolitana de Brasília-DF através de avaliação de prontuários, com auxílios de médicos do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal. Todos os pacientes foram classificados em IC-III e IC-IV. Com relação às dislipidemias 76% dos pacientes apresentaram algum tipo de dislipidemia, tendo a maior prevalência de HDL-C baixo na população masculina e as demais dislipidemias houve maior prevalência na população feminina. Os pacientes portadores de isquemia apresentaram os valores de FRAP, TBARS e ON mais elevados que os pacientes portadores da doença de Chagas, contudo os valores foram próximos. Assim percebemos que o fato dos pacientes isquêmicos apresentarem valores mais elevados dos parâmetros, pode se dá pela possibilidade de acúmulo de placas ateroscleróticas conferindo-lhes proteção antioxidante maior que os pacientes chagásicos.. PALAVRAS-CHAVE: 1.Espécies Reativas de Oxigênio. 2. Dislipidemia. 3. Insuficiência Cardíaca. 4. Doença de Chagas. 5. Isquemia..

(7) ABSTRACT. Cardiac insufficience (CI) are characterized for the fluids accumulation in response to increased synaptic changes. The association of such as genetics, age, SAH, dyslipidemias, Chagas disease and diabetes increase the risk of atherosclerosis and predisposes consequently a higher producer of Reactive Oxygen Species (ROS). Were recruited 42 individuals with CI diagnosis, residents at Região Metropolitana de Brasilía-DF through the evaluation of medical records, with assistance of the doctors of Instituto de Cardiologia do Federal. All patients were classified as CI-III and CI-IV. With regard to dyslipidemias, 76% of patients presents some kinds of dyslipidemia, having the highest prevalence of lower HDL-C at male population and the other dyslipidemias were more prevalent in the female population. The patients with ischemia had the values of FRAP, TBARS and ON higher than patients with Chagas disease, however values were close. Therefore, we noticed that the fact that ischemic patients presented higher values of the parameters might be due to the possibility of accumulation of atherosclerotic plaques conferring them greater antioxidant protection than chagasic patients.. KEYWORDS: 1.Reactive oxygen species. 2. Dislipidemic. 3. Heart Failure. 4. Chagas disease. 5. Ischemia..

(8) LISTA DE TABELAS Tabela 1: Níveis de Insuficiência Cardíaca...........................................................................3 Tabela 2: Classificação fenotípica das dislipidemias............................................................6 Tabela 3: Caracterização da amostra....................................................................................20 Tabela 4: Índice de Massa Corpórea....................................................................................21 Tabela 5: Caracterização das dislipidemias..........................................................................21 Tabela 6: Perfil glicêmico....................................................................................................22.

(9) LISTA DE FIGURAS E GRÁFICOS Figura 1: Região Metropolitana de Brasília..........................................................................4 Figura 2: Homeostasia perante o Estresse Oxidativo...........................................................9 Figura 3: Tubos de coleta....................................................................................................16 Figura 4: Centrifuga utilizada para separação.....................................................................17 Figura 5: Equipamento utilizado para análise bioquímica de colesterol total e frações .....17 Figura 6: analisador de placa SpectraMax M3....................................................................18 Gráfico 1: Medicações utilizadas pelos pacientes isquêmicos...........................................22 Gráfico 2: Medicações utilizadas pelos pacientes chagásicos............................................23.

(10) LISTA DE ABREVIAÇÕES E SIGLAS AVE – Acidente Vascular Encefálico CT – Colesterol Total CCC – Cardiopatia Chagásica Crônica DC – Doença de Chagas DM – Diabetes Mellitus DCV – Doença Cardiovascular EO – Estresse Oxidativo ERO’s – Espécies Reativas de Oxigênio ERON – Espécies Reativas de Nitrogênio FRAP – Ferric Reducing Ability of Plasma GSH – Glutationa Reduzida HAS – Hipertensão Arterial Sistêmica HDL-c – lipoproteína de alta densidade (do inglês High Density Lipoprotein) IC – Insuficiência Cardíaca LDL-c – lipoproteína de baixa densidade (do inglês Low Density Lipoprotein) ON ou NO – Óxido Nítrico NOS – Óxido Nítrico Sintetase NYHA – New York Hearth Association SBC – Sociedade Brasileira de Cardiologia SOD – Superoxido Dismutase VLDL-c – lipoproteína de densidade muito baixa (do inglês Very Low Density Lipoprotein) v.v – Volume Volume PT – Proteína Total TBARS – Espécies Reativas ao Ácido Tiobarbitúrico.

(11) SUMÁRIO 1.. INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 1. 2.. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ........................................................................................ 3. 2.1. INSUFICIÊNCIA CARDÍACA ................................................................................... 3. 2.2. HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA ................................................................ 4. 2.2.1.. Dislipidemias ....................................................................................................... 5. 2.3. DOENÇA DE CHAGAS ............................................................................................. 7. 2.4. ESTRESSE OXIDATIVO ........................................................................................... 8. 3.. JUSTIFICATIVA ......................................................................................................... 13. 4.. OBJETIVOS ................................................................................................................. 14. 4.1. OBJETIVO GERAL.................................................................................................. 14. 4.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS .................................................................................... 14. 5.. MATERIAIS E MÉTODOS ......................................................................................... 15. 5.1. SELEÇÃO DE PACIENTES..................................................................................... 15. 5.2. PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO ............................................................................. 16. 5.2.1 Avaliação do perfil lipídico e glicêmico ................................................................... 16 5.2.2 Avaliação dos marcadores de danos do estresse oxidativo e defesa antioxidante..... 18 6.. RESULTADOS ............................................................................................................ 20. 6.1 CARACTERIZAÇÃO DOS PACIENTES ..................................................................... 20 6.2 PERFIL LIPÍDICO E GLICÊMICO ............................................................................... 21 6.3 MARCADORES DE DANOS DO ESTRESSE OXIDATIVO E DEFESA ANTIOXIDANTE ............................................................................................................... 22 6.4 RELAÇÃO DOS MEDICAMENTOS UTILIZADOS PELOS PACIENTES .................. 22 7.. DISCUSSÃO ................................................................................................................ 24. 8.. LIMITAÇÕES .............................................................................................................. 26. 9.. CONCLUSÃO .............................................................................................................. 27. 10.. PERSPECTIVAS ...................................................................................................... 28. 11.. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................... 29. ANEXO 1- DOCUMENTO DE APROVAÇÃO MO COMITÊ DE ÉTICA ......................... 33 ANEXO 2 – TERMO DE CONSENTIMENTO E LIVRE ESCLARECIDO ........................ 36.

(12) 1. 1. INTRODUÇÃO Insuficiência Cardíaca (IC) é a via comum da maior parte das cardiopatias (PIMENTA et al., 2016). No Brasil há mais de 2 milhões de casos de IC, contudo, a cada ano, são diagnosticados cerca de 200 mil novos casos, gerando um custo anual de aproximadamente 200 milhões de reais, incluindo aposentadorias por invalidez, uso crônico de medicamentos e internações. Dentre as causas mais comuns de IC podemos citar a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) (FERREIRA, 2010). A HAS é a Doença Cardiovascular (DCV) de maior prevalência e o principal fator de risco para as complicações como Acidente Vascular Encefálico (AVE) e Infarto Agudo no Miocárdio (IAM) (FONTES et al., 2011). Por ser assintomática grande parte do seu curso, a HAS tem seu diagnóstico e tratamento negligenciados, somando-se a baixa adesão, pelo paciente, ao tratamento pode levá-lo a desenvolver complicações como IC (FONTES et al., 2011) O Distrito Federal (DF) e sua Região Metropolitana, segundo o DATASUS, registraram em 2015, mais de 55.500 casos de HAS, destes cerca de 55% (30.500) são acompanhados regularmente pelas equipes de saúde (DATASUS, 2015). Segundo Freitas et al. (2015), a HAS pode ser de origem hereditária ou causadas por maus hábitos alimentares, sedentarismo e estresse cotidiano. Em 2012, segundo levantamento realizado pelo DATASUS, cerca de 45% da população adulta do DF estava acima do peso. Andrade e colaboradores (2010) em seu estudo afirmam que as dislipidemias contribuem para diversas IC’s, pois alteram o metabolismo de lipídeos, ocasionando alterações nas concentrações de suas frações, podendo levar ao aparecimento da aterosclerose, principal etiologia responsável pela elevação dos casos de DCV. Outra causa importante de IC é a Doença de Chagas (DC), ocasionada pelo protozoário Trypanossoma cruzi. Sua maior prevalência está distribuída, principalmente em regiões onde há condições precárias de saneamento básico e baixo nível socioeconômico e político da população. Atualmente, há predominância de casos crônicos da doença, os quais são infecções passadas, mas que se cronificaram com o curso natural da doença (FREITAS et al., 2015). Araújo (2013) diz ainda que a fase aguda da DC é normalmente assintomática e inaparente. Contudo, quando aparente, o quadro clínico da infecção se manifesta entre 5-14 dias.

(13) 2. após a infecção pelo vetor, 30-40 dias após transfusão sanguínea e 20-40 anos para os casos crônicos da doença. A associação de fatores como genética, idade, HAS, dislipidemias, doença de Chagas e diabetes aumentam o risco de aterosclerose e consequentemente predispõe a uma maior produção de Espécies Reativas de Oxigênio (ERO’s). ERO’S são produtos do metabolismo e se fazem presentes nas mais diversas condições fisiológicas. Resultantes de um desequilíbrio oxidativo, podem gerar os mais diversos danos teciduais, devido à produção excessiva destas. Em contrapartida, as defesas antioxidantes atuam de maneira a garantir a homeostasia do organismo (LANDMESSER, 2006; OKTYABRSKY, 2007; VASCONCELOS, 2007; MARCHIORI et al., 2015). Assim, o objetivo do trabalho é comparar os perfis lipídico, glicêmico e de EO entre a população entre pacientes chagásicos e isquêmicos visando propor uma análise desses parâmetros de maneira complementar ao tratamento das diversas IC e o acompanhamento mais completo do risco coronariano desses pacientes..

(14) 3. 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1 INSUFICIÊNCIA CARDÍACA Insuficiência Cardíaca (IC) é a via comum da maior parte das cardiopatias, caracterizada por acumular fluidos, em resposta às alterações sinápticas aumentadas e ao desequilíbrio da regulação barorreflexa, ocasionando desde anomalias no músculo cardíaco até complicações como falência hemodinâmica. Sendo assim, a IC vem sendo um desafio clínico exaustivo e oneroso, atualmente, para o paciente e para o Sistema Único de Saúde (SUS) (PIMENTA et al., 2016). Segundo ARAUJO et al. (2014) no Brasil há mais de 2 milhões de casos de IC, contudo, a cada ano, são diagnosticados cerca de 200 mil novos casos, gerando um custo anual de aproximadamente 200 milhões de reais, incluindo aposentadorias por invalidez, uso crônico de medicamentos e internações. ARAUJO et al. (2014) dizem ainda que os pacientes com IC são readmitidos aos pronto-socorros nos 6 primeiros meses de alta hospitalar, sendo os três primeiros meses, os mais críticos devido à elevação dos custos financeiros ao sistema público de saúde e ao paciente. De acordo com a New York Heart Association (NYHA, 2013), os casos de IC são estratificados por classes, onde há diferentes níveis de gravidade (TABELA 1), sendo as enquadradas como mais severas as de Classe III e IV (“Protocolo de Insuficiência Cardíaca (IC)”, [s.d.]).. Tabela 1 - Classes de Insuficiência Cardíaca.. Classe I. Ausência de sintomas (dispnéia) durante atividades cotidianas.. Classe II. Sintomas desencadeados por atividades cotidianas.. Classe III. Sintomas desencadeados por atividades menos intensas que as cotidianas ou aos pequenos esforços (NT-pró-BNP <1000 pg/mL de sangue).. Classe IV. Sintomas em repouso (NT-pró-BNP >1000 pg/mL de sangue).. Fonte: (New York Heart Association – NYHA, 2013). Dentre as causas mais comuns de IC podemos citar a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), a Patologia Valvular Degenerativa (PVD), as Fibrilações Ventriculares ou atriais (FV ou FA), e a Doença de Chagas (DC) (FERREIRA, 2010)..

(15) 4. 2.2 HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é a Doença Cardiovascular (DCV) de maior prevalência e o principal fator de risco para as complicações como Acidente Vascular Encefálico (AVE) e Infarto Agudo no Miocárdio (IAM) (FONTES et al., 2011). Por ser assintomática grande parte do seu curso, a HAS tem seu diagnóstico e tratamento negligenciados, somando-se a baixa adesão, pelo paciente, ao tratamento o que pode levar ao desenvolvimento de complicações como Insuficiência Cardíaca (IC). Modificações no estilo de vida são de fundamental importância para o tratamento e prevenção da HAS. Alimentação, peso corporal, prática de atividade física, tabagismo e uso excessivo de álcool devem ser abordados e controlados (FONTES et al., 2011). Atualmente, apesar das evidências, fatores relacionados aos maus hábitos de vida crescem em ritmo acelerado, levando ao aumento da incidência e prevalência de HAS (FONTES et al., 2011). O Distrito Federal (DF) e sua Região Metropolitana (Figura 1), segundo o DATASUS, registraram em 2015, mais de 55.500 casos de HAS, destes, cerca de 55% (30.500) são acompanhados regularmente pelas equipes de saúde. Sendo assim, percebe-se o quanto a HAS tem sua presença marcante no Distrito Federal e na Região Metropolitana, mostrando alta incidência de doenças de base que predispõem ao desenvolvimento da IC, dentre elas a HAS (DATASUS, 2015). FIGURA 1: Região Metropolitana de Brasília.. Fonte: (www.g1.globo.com/distrito-federal)..

(16) 5. Segundo Freitas et al. (2015) a HAS pode ser de origem hereditária ou causada por maus hábitos alimentares, sedentarismo e estresse cotidiano. Outro fator de importância clínica para a elevação da HAS e consequentemente o aparecimento de IC, são as dislipidemias, condição onde há diminuição das lipoproteínas de alta densidade ligada ao colesterol (HDL-c, do inglês High Density Lipoprotein) e a elevação das concentrações séricas de Colesterol total (CT), triglicerídeos, lipoproteínas de baixa densidade ligada ao colesterol (LDL-c, do inglês Low Density Lipoprotein) e lipoproteínas de baixíssima densidade (VLDL-c, do inglês Very Low Density Lipoprotein) (FERREIRA, 2010). Há de se salientar que em 2012, segundo levantamento realizado pelo DATASUS, cerca de 45% da população adulta do DF estava acima do peso. Andrade e colaboradores (2010) em seu estudo, afirmam que as dislipidemias contribuem para diversas IC’s, pois alteram o metabolismo de lipídeos, ocasionando alterações nas concentrações de suas frações, podendo levar ao aparecimento da aterosclerose, principal etiologia responsável pela elevação dos casos de doenças cardiovasculares (DCV) (ANDRADE; GERAL; NOBRE, 2010).. 2.2.1. Dislipidemias A obesidade é a doença de maior prevalência nas sociedades industrializadas, tanto em países desenvolvidos quanto em países em desenvolvimento. Esta pode ser considerada uma epidemia global e o maior problema de saúde pública da sociedade moderna (LOBSLEIN et al., 2004). Uma das consequências da obesidade é a ocorrência das dislipidemias (XAVIER et al., 2013). Do ponto de vista fisiológico e clínico, os lipídeos de maior relevância são os fosfolipídeos, o colesterol, os triglicerídeos e os ácidos gráxos. Os fosfolipídeos formam as membranas celulares, o colesterol é precursor dos hormônios esteroidais, dos ácidos biliares e da vitamina D, atuando também na fluidez destas e ativando enzimas ali situadas, os triglicerídeos são formados a partir de três ácidos gráxos ligados à molecula de glicerol e são importantes para o armazenamento de energia e se depositam nos tecidos adiposos (XAVIER et al., 2013). Xavier et al. (2013) descrevem que as lipoproteínas, a solubilização e o transporte de lipídeos no meio aquoso plasmático. São geralmente moléculas hidrofóbicas compostas por lipídeos e proteínas denominadas apolipoproteínas. Estas por sua vez são classificas de acordo.

(17) 6. com a densidade em. Lipoproteínas de Alta Densidade (HDL), Lipoproteínas de Baixa. Densidade (LDL), Lipoproteínas de Densidade Muito Baixa (VLDL). HDL são moléculas formadas no fígado, no intestino e na circulação. Responsável por transportar o colestrol até o fígado, onde é captado pelo processo denominado de transporte reverso do colesterol. A HDL também contribui para a remoção de lipídeos oxidados de LDL do leito vascular, impedindo a fixação de moleculas de adesão e estimulando a liberação de óxido nítrico (XAVIER et al., 2013). LDL são compostas apenas por resíduos de triglicerídeos e colesterol, são capturadas por células hepáticas ou periféricas por meio de receptores de LDL (LDL-R). O colesterol livre pode ser estratificado para depósito no interior da célula por ação da enzima acil-CoA-colesteril aciltransferase (ACAT). Os LDL-R nos hepatócitos são os principais reponsáveis pela elevação ou redução dos níveis de colesterol no sangue (XAVIER et al., 2013). O acúmulo de quilomícrons e/ou VLDL no plasma resulta em hipertrigliceridemia decorrente da diminuição da hidrólise dos triglicerídeos ou do aumento da síntese de VLDL (XAVIER et al., 2013). O acúmulo de lipoproteínas como LDL no sangue resulta em hipercolesterolemia. Esta resulta de mutações em genes envolvidos com o metabolismo lipídico e/ou fatores ambientais que possam caracterizar (XAVIER et al., 2013). A Sociedade Brasileira de Cardiologia (2013) classifica as dislipidemias em genotípica ou fenotípica, aquela se subdivide em monogênica e poligênicas e estas considera os valores de CT, LDL-c, triglicerídios e HDL-c e compreendem quatro tipos principais (TABELA 2) (XAVIER et al., 2013).. Tabela 2 - Classificação fenotípica das dislipidemias.. Hipercolestrolemia isolada. Elevação isolada do LDL-c (≥ 160 mg/dL). Hipertrigliceridemia isolada Elevação isolada de Triglicerídeos (≥ 150 mg/dL) Hiperlipidemia mista. Valores elevados de LDL-c (≥ 160 mg/dL) e triglicerídeos (≥ 150 mg/dL). HDL-c baixo. Redução do HDL-c (homens <40 mg/dL e mulheres <50 mg/dL). Fonte: (XAVIER et al., 2013)..

(18) 7. Dentre as principais doenças relacionadas ao estresse oxidativo, segundo SMITH et al. (2004), as DCV’s serão responsáveis por cerca de 24 milhões de mortes, por ano, até 2030. A hipercolesterolemia e, principalmente, os valores altos de LDL-c são considerados os primeiros fatores de risco para as DCV (BOAVENTURA, 2010). Estudos, como o de Sever e colaboradores (2003), mostraram que a redução e/ou a prevenção da elevação dos níveis plasmáticos de CT e LDL-c, diminuem o risco de eventos cardiovasculares, como infartos do miocárdio e acidentes vasculares encefálicos (AVE) (BOAVENTURA, 2010). A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) em 2007 mostrou que a participação do LDL modificado oxidativamente (LDL-ox) em todos os estágios da doença aterosclerótica. Onde, no espaço subendotelial das artérias, o LDL-ox modificado por Espécies Reativas de Oxigênio (ERO’s) e/ ou Espécies Reativas de Nitrogênio (ERON) é captado pelos macrófagos e células musculares lisas, através das células de Scavenger, que resulta num acúmulo de colesterol intracelular e em decorrência disso, a formação de células esponjosas, sendo o principal constituinte das placas de ateroma (SBC, 2007). Outros fatores de risco como a HAS, o DM e o tabagismo, além das dislipidemias, são potencializados pelos efeitos deletérios da LDL-ox, iniciando reações inflamatórias crônicas, tornando a placa de ateroma vulnerável a ponto de se estar mais susceptível à ruptura e à trombose (SBC, 2007).. 2.3 DOENÇA DE CHAGAS Outra causa importante de IC é a Doença de Chagas (DC), ocasionada pelo protozoário Tripanossoma cruzy. Sua maior prevalência está distribuída em regiões onde há condições precárias de saneamento básico e baixo nível socioeconômico e político da população. Atualmente, há predominância de casos crônicos da doença, os quais são infecções passadas, mas que se cronificaram com o curso natural da doença (FREITAS et al., 2015). Segundo Araújo (2013), casos agudos de DC estão relacionados à ingestão de alimentos contaminados como caldo de cana e açaí e por transmissão vetorial, a maioria ocorrida na região Amazônica. Num período de 11 anos, foram registrados mais de 1200 casos, sendo 70% dos casos de DC transmitidos por Via Oral, 7% por transmissão vetorial e 22% sem identificação do modo de transmissão, contribuindo para a cronificação da doença. Sendo assim, a alteração do quadro.

(19) 8. epidemiológico da doença no Brasil promoveu a adoção de estratégias de vigilância, prevenção e controle de acordo com os padrões de transmissão. A cardiopatia chagásica crônica (CCC) constitui numa manifestação importante dessa doença. Pacientes com CCC tendem a apresentar manifestações clínicas, desencadeadas por vários mecanismos, que são resultantes de alterações fundamentais como: inflamação crônica, lesões celulares progressivas e fibrose, caracterizada por uma miocardiopatia dilatada (MARIN-NETO et al., 2007; BONNEY; ENGMAN, 2008). Araújo (2013) diz que a fase aguda da DC é normalmente assintomática e inaparente. Contudo, quando aparente, o quadro clínico da infecção se manifesta entre 5-14 dias após a infecção pelo vetor, 30-40 dias após transfusão sanguínea e 20-40 anos para os casos crônicos da doença. Esta apresenta um quadro clínico caracterizado principalmente por febres variáveis, mal-estar, inflamações dos gânglios linfáticos e hepatomegalia e baço esplenomegalia, podendo a inflamação ter a duração de até 8 semanas. Em alguns casos há manifestações que podem ameaçar a vida do paciente, principalmente quando acometem estruturas como o coração, as meninges e o cérebro, além do comprometimento do tubo digestivo. As lesões cardíacas acometidas principalmente na fase crônica levam ao aumento do volume do músculo cardíaco, alteração do ritmo de contrações, entre outros.. 2.4 ESTRESSE OXIDATIVO Espécies Reativas de Oxigênio (ERO’S) são produtos do metabolismo e se fazem presentes nas mais diversas condições fisiológicas. Quando em excesso, Resulta em desequilíbrio oxidativo, podem gerar os mais diversos danos teciduais, devido à produção excessiva destas. Em contrapartida, as defesas antioxidantes atuam de maneira a garantir a homeostasia (Figura 2) do organismo. A associação de fatores como genética, idade, HAS, dislipidemias e diabetes aumentam o risco de aterosclerose e consequentemente predispõe a uma maior produção de ERO’s (LANDMESSER, 2006; MARCHIORI et al., 2015; OKTYABRSKY, 2007; VASCONCELOS, 2007). As lipoxigenases e o processo de oxidação lipídica estão intimamente ligados à produção de ERO’s, pois catalisam a incorporação de oxigênio em gorduras poli-insaturadas. Algumas de suas isoformas estão diretamente relacionadas ao processo aterosclerótico, no qual a principal delas é a LDL-c. Em indivíduos saudáveis, a quantidade de LDL-c na sua forma oxidada é considerado um forte indicador de aterosclerose e doenças coronarianas,.

(20) 9. independente da concentração. Produtos da oxidação do ácido araquidônico, gerado a partir de reações não enzimáticas derivadas da bi-camada fosfolipídica ou do LDL-c circulante, uma vez formados, são estruturalmente estáveis in vivo, circulando livremente ou esterificados em fosfolipídios restantes, não podendo ser encontrados na urina e nem no plasma, consequentemente são considerados bons marcadores de Estresse Oxidativo (EO). Sendo assim, os níveis elevados de LDL-c e triglicerídeos e os baixos níveis de HDL-c também são fatores que elevam o risco cardiovascular periférico, podendo estar também associados ao EO (BRASH,1990; MARCHIORI et al., 2015; HULTHE, 2002; MEISINGER, 2005; SUGAMURA, 2011; ZHAO, 2004).. FIGURA 2: Homeostasia perante o Estresse Oxidativo.. Fonte: (“Sistema Orgânico Humano: Julho 2013”, [s.d.]).. Além das dislipidemias, a HAS é um dos fatores de risco mais bem delineados pela literatura para IC, e outras DCV, estando também diretamente associada ao aumento do EO e à redução da atividade de enzimas antioxidantes. Na literatura não há consenso sobre a influência da hipercolesterolemia sobre a magnitude de um infarto agudo do miocárdio, contudo em pacientes hiperlipidêmicos submetidos à angioplastia coronariana, a perda dos benefícios provocados está relacionada diretamente com a elevação de CT e LDL-c (LANDIM et al., 2013). Segundo Dourado et al. (2011) a dislipidemia está associada com a progressão da aterosclerose, sendo um importante fator de risco para doenças coronarianas agudas, além de ser um fator de risco para a ocorrência de casos de trombose em pacientes com DCV. De acordo com Indumathy et al. (2015) evidências experimentais e clínicas apontam um aumento gradativo de ativação de reações inflamatórias em pacientes com IC. Isso se dá uma vez que, nesta doença algumas citocinas encontram-se em níveis elevados na circulação e.

(21) 10. no músculo cardíaco, promovendo um aumento da geração de espécies reativas de oxigênio (ERO’s), resultando num quadro de estresse oxidativo (EO) como mecanismo de defesa endógena (INDUMATHY et al., 2015). Ao analisar comparativamente os parâmetros de dislipidemias, glicemia e EO, percebe-se que quanto maior os valores séricos destes, maior será o esforço gerado pelo músculo cardíaco para suprir as necessidades do corpo, gerando a liberação exagerada de citocinas e consequentemente elevando o dano tecidual frente às ERO’s (HERNÁEZ et al., 2015; LU et al., 2015; SHAHBAZIAN et al., 2016). Para manter e executar suas funções, as células e tecidos necessitam de homeostasia na geração e remoção das ERO’s, podendo qualquer desequilíbrio levar a alterações no estado redox, prejudicando a função celular (POWERS & JACKSON, 2008). Assim, um aumento na geração de radicais livres ou diminuição da capacidade de defesa antioxidante levam à elevação global dos níveis intracelulares de ERO’s, podendo rompê-las e gerando o estresse oxidativo (TROMM, 2014). As ERO’s podem se ligar a estruturas lipídicas, proteínas e ao ácido desoxirribonucléico (DNA), provocando mudanças irreversíveis, comprometendo a integridade física e fisiológica da célula (HALLIWELL & GUTTERIDGE, 2007). Quando no músculo, a presença de ERO’s pode levar a redução e até a perda de função contrátil do tecido (PROCHNIEWICZ et al., 2008). Os antioxidantes são estruturas ou substâncias que retardam, impedem ou removem os processos de estresse oxidativo nas células-alvo (HALLIWELL & GUTTERIDGE, 2007). Essas podem ser moléculas complexas como enzimas, superóxidos dismutase (SOD), ou moléculas mais simples como vitaminas, tióis não protéicos e outros. São estes também classificados de acordo com suas funções: seqüestradores de radicais livres, seqüestradores de espécies reativas não radicalares (catalases e peroxidades) e agentes que inibem a geração de espécies reativas (quelantes de metais) (NIKOLAIDS et al., 2012). Sendo assim, as enzimas antioxidantes que refletem atividades oxidativas dos músculos SOD e Glutationa peroxidase (GPx), são as mais estudadas, pois se tratam da primeira linha de defesa contra a produção de ERO’s (TROMM, 2014). A Glutationa reduzida (GSH) é um dos principais fatores que contribuem para a resistência a medicamentos, reduzindo o EO, prevenindo danos aos DNA, principalmente por processos que envolvem a reparação deste. As propriedades da Glutationa são baseadas em.

(22) 11. processos contínuos de conversão da sua forma reduzida GSH na sua forma oxidada GSSG. O equilíbrio de GSH e GSSG é essencial para a célula manter o equilíbrio redox e sobreviver a condições de estresse oxidativo (DROZD et al., 2016). A Superóxido Dismutase (SOD) presente em quase todas as células é considerada a primeira linha de defesa contra ERO’s e catalisa a conversão do O -2 em H2O2 e oxigênio, este, reage produzindo outras ERO’s, sendo estas degradadas em água e oxigênio por enzimas como a GSH-Px que utiliza a GSH como agente redutor (ONDEI; TERESA; BONINI-DOMINGOS, 2014; BERLETT; STADTMAN, 1997; FERREIRA; MATSUBARA, 1997). A Capacidade total de redução do Ferro (FRAP) testa a capacidade de defesa antioxidante do plasma, reduzindo Fe+3 a Fe+2, diminuindo assim o estresse ocasionado nas células sanguíneas, principalmente (ROSA, 2013). As Espécies Reativas ao Aquecimento do Ácido Tiobarbitúrico (Do inglês Thiobarbituric Acid Reactive Substances) (TBARS) determina o estresse ocasionado nos diversos tecidos (TROMM, 2014) As Proteínas Totais (PT) possuem muitos sítios reativos. Durante o estresse oxidativo, o primeiro evento consolidado é a formação de radicais nos carbonos presentes nas proteínas, extraindo o H+ do carbono α, acarretando numa fragmentação das cadeias e oxidando quase todos os aminoácidos ali presentes. Essa modificação é facilmente mensurável. As proteínas podem conter sítios de ligação com metais que são susceptíveis a reações reversíveis de oxirredução, as quais podem produzir uma sequência de sinais que podem ser reconhecidos por proteases celulares específicas que degradam tais proteínas (VASCONCELOS et al., 2007). Dentre as espécies radicalares temos o Oxido Nítrico (ON) que é um gás incolor, pouco estável na presença de O2 (HALLIWELL; GUTTERIDGE, 2007; SANCHEZ, 2012) e responsável pelos principais processos inflamatórios, sintetizado pelo aminoácido L-arginina pela ação da enzima óxido nítrico sintetase (NOS). Suas isoformas são NOS1 (neuronal), NOS2 (induzida) e NOS3 (endotelial). O aumento da sinalização de NOS3 promove a conversão de L-arginina em ON através de catalise. O ON difunde-se ativando guanilato ciclase solúvel que por sua vez converte guanosina trifosfato em guanosina monofosfato, induzindo o relaxamento muscular liso, devido diminuição da concentração de cálcio (Ca2+) e consequentemente ocasionando vasodilação (TEIXEIRA, 2015). Os mecanismos anti e pró-oxidantes são alvo de vários estudos e a investigação desses fatores pode estar relacionada à melhoria da qualidade de vida dos pacientes, diminuindo o.

(23) 12. processo de transformação e morte celular –principalmente células cardíacas, envelhecimento, como consequência direta de processos patológicos como câncer, doenças auto-imunes, cardiopatias, HAS dentre outros (NIKOLAIDS et al., 2012)..

(24) 13. 3. JUSTIFICATIVA Tendo em vista os problemas desencadeados pela Insuficiência Cardíaca e os fatores para seu desenvolvimento, bem como a concentração elevada de lipídeos e estresse oxidativo para o desenvolvimento da aterogênese. Esse trabalho avaliou o perfil lipídico e a capacidade antioxidante de pacientes com insuficiência cardíaca, esses dados poderão contribuir para o acompanhamento e entendimento da evolução clínica de pacientes isquêmicos e chagásicos, possibilitando melhorar a qualidade de vida e auxílio aos prescritores no seguimento da terapêutica a ser adotada..

(25) 14. 4. OBJETIVOS 4.1 OBJETIVO GERAL O objetivo deste trabalho foi verificar o perfil lipídico, glicêmico e suas possíveis influências e avaliar a capacidade de defesa antioxidante e o estresse oxidativo de pacientes com insuficiência cardíaca (chagásicos e/ou isquêmicos) da região metropolitana de Brasília.. 4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS . Avaliar indicadores de estresse oxidativo e a capacidade de defesa antioxidante dos pacientes IC;. . Verificar o perfil lipídico e glicêmico dos pacientes com IC;. . Comparar o perfil lipídico, glicêmico e EO dos pacientes chagásicos e isquêmicos. . Propor o uso desses parâmetros para o acompanhamento clínico dos pacientes com IC..

(26) 15. 5. MATERIAIS E MÉTODOS 5.1 SELEÇÃO DE PACIENTES Estudo transversal descritivo, onde foram selecionados os pacientes por conveniência a partir da seleção de prontuários, com o auxílio de médicos dos Instituto de Cardiologia do Distrito Federal e as amostras foram analisadas nos laboratórios de análises clínicas do Hospital das Forças Armadas, Faculdade de Ceilândia – Universidade de Brasília e nos laboratórios de Farmacologia Molecular – Faculdade de Saúde – Universidade de Brasília e Estresse Oxidativo – Instituto de Biologia – Universidade de Brasília. Trabalho submetido ao Comitê de Ética em pesquisa do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal e Comitê de Ética em Pesquisa – CEP/FS: 089/2011 (ANEXO 1). Em ambos os comitês o protocolo do estudo e o termo de consentimento livre e esclarecido atendem aos aspectos fundamentais das Resoluções CNS 196/96 e CNS 251/91. Para o desenvolvimento do trabalho, foram recrutados 42 indivíduos com diagnóstico de IC, residentes na Região Metropolitana de Brasília-DF, através de critérios de inclusão: 1. Idade ≥ 21 ≤ 80 anos; 2. Sintomas compatíveis com IC classes III-IV da NYHA; 3. IC estável em terapia farmacológica por pelo menos um mês antes da coleta de dados; 4. Fração de ejeção ventricular esquerda < 35% documentada dentro de 03 meses de inclusão (obtido a partir de prontuários); 5. Nenhuma cirurgia eletiva planejada ou implante de marcapasso no momento do início do estudo. 6. Hb > 8,0 em 01 mês de inclusão (obtido a partir de prontuários); e exclusão 1. Impossibilidade de fornecer consentimento informado por escrito; 2. Incapacidade de caminhar em uma esteira; 3. Doença valvar; 4. Angina instável; 5. Infarto agudo do miocárdio nos últimos 03 meses; 6. Cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva; 7. IC secundária à doença pericárdica ou doença valvular corrigida; 8. Uso crônico de oxigenoterapia; 9. Participação em outro ensaio clínico nos últimos 30 dias; 10. Participação em programas de exercício regular nos últimos seis meses; 11. Implante anterior de um marcapasso ou desfibrilador cardíaco; 12. Pressão arterial sistólica de repouso > 200 mmHg, pré-definidos com o auxílio de referências de seleção dos médicos do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (IC-DF). Após a seleção e atendidos os critérios de inclusão, informações adicionais sobre a pesquisa foram fornecidas aos pacientes. Após a leitura do texto do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, no qual informações sobre os benefícios e eventuais riscos foram fornecidas, os voluntários, devidamente informados, assinaram o documento. Em seguida, foi.

(27) 16. realizada a coleta de amostras de sangue para a análise dos marcadores bioquímicos do estresse oxidativo e do perfil lipídico e glicêmico, respeitando um período de repouso de dez (10) minutos. Dos 42 pacientes (homens e mulheres) com idade entre 21 e 80 anos recrutados para a pesquisa, 17 destes foram excluídos por não atenderem os critérios de inclusão, por perda de amostra durante a análise do estresse oxidativo dentre outros fatores alheios à vontade da equipe.. 5.2 PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO 5.2.1 Avaliação do perfil lipídico e glicêmico Para análise do perfil lipídico e glicêmico utilizou-se um tubo de coleta contendo ativadores de coagulação e gel separador e para os testes de estresse oxidativo utilizou-se tubo com anticoagulantes (EDTA), todos da marca Vaculette. As amostras sanguíneas foram obtidas por punção venosa, após jejum de 12 horas.. FIGURA 3: Tubos de coleta.. Fonte: próprio autor.. Em seguida, os tubos coletados foram submetidos a centrifugação por 6 minutos a 4.400 Rotações por Minuto (RPM) (FIGURA 4)..

(28) 17. FIGURA 4: Centrifuga utilizada para separação.. Fonte: próprio autor.. As dosagens bioquímicas foram determinadas através de equipamentos automatizados (FIGURA 5) do Hospital das Forças Armadas do Distrito Federal. Assim, foram avaliados os níveis séricos de glicose, triglicerídeos, colesterol total (CT) e do colesterol ligado à lipoproteína de alta densidade (HDL-C) por testes colorimétricos e turbidimétricos. Para a determinação da lipoproteína de baixa densidade (LDL-C) foi empregado o método de cálculo de Friedewald ou método direto, quando necessário.. FIGURA 5: Equipamento utilizado para análise bioquímica de colesterol total e frações.. Fonte: próprio autor..

(29) 18. 5.2.2 Avaliação dos marcadores de danos do estresse oxidativo e defesa antioxidante Imediatamente após a coleta de amostra sanguínea de cada indivíduo (via venosa), alíquotas de sangue total coletado em tubos contendo EDTA foram submetidas ao processo de precipitação em ácido tricloroacético 12% (1:5, v:v) e estocadas imediatamente, até a realização da análise de Glutationa reduzida – GSH (Beutler et al.1963). Para as análises do EO, as amostras centrifugadas foram aliquotadas em diferentes tubos Eppendorfs, identificados por paciente e análises a serem feitas (FRAP, TBARS, ON, SOD e GSH), para posterior análise. A análise do perfil de estresse oxidativo foi realizado utilizando o equipamento analisador de placas SpectraMax M3 (FIGURA 6). A capacidade antioxidante do plasma foi determinada através do potencial antioxidante redutor férrico (“ferric reducing antioxidant potential”: FRAP). O FRAP é um teste de medida direta de “poder antioxidante total”. Neste ensaio, realizado em pH baixo, os antioxidantes presentes no plasma reduzem Fe+3 a Fe+2, o qual é quelado pela 2,4,6-Tri(2piridil)-s-triazina (TPTZ) para formar o complexo Fe+2-TPTZ, de coloração azul intensa, cuja formação pode ser monitorada a 593 nm (BENZIE & STRAIN, 1996). A glutationa reduzida (GSH) é o substrato para a enzima glutationa peroxidase. GSH é um tripeptídeo de baixo peso molecular que contém um tiol em sua molécula. H2O2 + 2 GSH  GSSG + 2 H2O O princípio da técnica é que a glutationa reage com DTNB formando um tiolato (TNB) de cor amarelada (quanto maior a presença de GSH, mais acentuada a cor), mensurável a 412 nm. 2GSH + DTNB  GSSG + TNB A Superóxido Dismutase é analisada a partir da oxidação da adrenalina (pH 2  10) forma ânion superóxido e adrenocromo róseo, cuja formação é retardada pela SOD presente na amostra retarda sua formação (MISRA & FRIDOVICH, 1972). A análise do Óxido Nítrico foi quantificado indiretamente no plasma pela redução de nitrato (NO3) a nitrito (NO2) a partir da reação de Griess (GREEN et al., 1982; apud BUDNI et al., 2014). Para a deproteinação das amostras utilizou-se 600 µL do plasma e 30 µL sulfato de Zinco, logo após utilizou-se o cloreto de Vanadium III (VCI3) como conversor de nitrato em.

(30) 19. nitrito, por fim utilizou-se os reveladores de Griess 1 e 2 e posterior leitura, em triplicata, das amostras no leitor de placa (FIGURA 6).. FIGURA 6: Analisador de placa SpectraMax M3.. Os dados coletados foram feitos em triplicata e analisados por metodologias enzimáticas, colorimétricas e turbidimétricas. Após análise os dados foram compilados e então catalogados no software Microsoft ® Excel®. Os testes estatísticos dos dados foram somente descritivos, utilizando-se média e desvio-padrão, além de porcentagem..

(31) 20. 6. RESULTADOS 6.1 CARACTERIZAÇÃO DOS PACIENTES A população estudada é composta por homens (68%) e mulheres (32%), portadores de isquemia (52%) e doença de Chagas (48%), diagnosticados com IC casses III (40%) e IV (60%) de acordo com valores do peptídeo natriurético encefálico (NT-pró-BNP) preconizado pela NYHA (2013) como um marcador complementar ao diagnóstico de IC (TABELA 3).. Tabela 3 - Caracterização da amostra.. VARIÁVEIS. ISQUÊMICOS. CHAGÁSICOS. 689 ± 217. 652 ± 140. 4082 ± 2876. 3723 ± 2668. 55 ± 9. 50 ± 11. Masculino. 8. 9. Feminino. 5. 3. Classe III. 7. 3. Classe IV. 6. 9. Triglicerídeos. 131 ± 56. 117 ± 61. Colesterol Total. 155 ± 49. 161 ± 41. LDL-C. 94 ± 40. 92 ± 32. HDL-C. 34 ± 9. 46 ± 17. VLDL-C. 26 ± 11. 24 ± 12. IMC. 28 ± 4. 26 ± 5. 113 ± 30. 119 ± 37. 152,40 ± 44,73. 112,92 ± 32,61. TBARS (mmol/dL). 3,80 ± 1,66. 3,44 ± 19,14. ON (mmol/dL). 21,11 ± 0,85. 0,76 ± 1,18. NT-pró-BNP < 1000 pg/dL ≥1000 pg/dL Idade Sexo. NIRRA. Glicemia FRAP (mmol/dL). NIRRA caracterizada de acordo com a NYHA (2013), onde os pacientes caracterizados como classe III apresentaram valores de NT-pró-BNP ≤ 1000 pg/dL de sangue e os pacientes caracterizados como classe IV apresentaram valores de NT-pró-BNP ≥ 1000 pg/dL e plotadas em quantidade de pacientes de cada classe. A variável sexo foi plotada em números absolutos de indivíduos de acordo com a população. Os valores de NT-pró-BNP, triglicerídeos, colesterol total e HDL-C foram obtidos através de metodologias enzimáticas e colorimétricas assim como os valores de glicemia, os valores de LDL-C e VLDL-C foram obtidos através do cálculo de Friedwald. A análises do estresse oxidativo foi realizada em triplicata e analisada através de metodologias enzimáticas, colorimétricas e turbidimétricas.

(32) 21. 6.2 PERFIL LIPÍDICO E GLICÊMICO Ao avaliar os perfis lipídico e glicêmico da população percebemos que a população isquêmica apresenta maior prevalência de dislipidemia em comparação aos chagásicos (TABELA 3), o mesmo ocorre quando comparados os Índices de Massa Corpórea (IMC) (TABELA 4). Contudo quando separados os pacientes por gênero e IC (TABELA 5) percebemos que a maior prevalência de dislipidemias está na população isquêmica e a comum delas na população é a dislipidemia por HDL-C baixo, sendo que as mulheres apresentam mais dislipidemias que os homens principalmente quando se observa a hipercolesterolemia isolada, hipertrigliceridemia isolada e a hiperlipidemia mista.. Tabela 4 - Índice de Massa Corpórea.. ISQUÊMICOS. CHAGÁSICOS. Peso normal. 0. 2. Pré-obesidade. 9. 8. Obesidade 1. 4. 2. Dados plotados e caracterizados de acordo com a V Diretriz Brasileira de Dislipidemia e Prevenção de Aterosclerose (2013).. Tabela 5 - Caracterização das dislipidemias. ISQUÊMICOS. CHAGÁSICOS. Homens. Mulheres. Homens. Mulheres. Hipercolesterolemia isolada. 0. 1. 0. 0. Hipertrigliceridemia isolada. 2. 1. 0. 2. Hiperlipidemia Mista. 0. 1. 0. 0. HDL-C baixo. 5. 5. 4. 2. Dados plotados e caracterizados de acordo com a V Diretriz Brasileira de Dislipidemia e Prevenção de Aterosclerose (2013). HDL-C (Lipoproteína de Alta Densidade ligada ao Colesterol, do inglês High Density Lipoprotein). Tendo em vista parâmetros como glicemia (TABELA 6) percebemos que as mulheres (12%) apresentaram maior prevalência de diabetes Mellitus que os homens (4%), sendo que destes apenas 4% eram isquêmicos..

(33) 22. Tabela 6 - Perfil glicêmico. ISQUÊMICOS. CHAGÁSICOS. Masculino. 1. 0. Feminino. 0. 3. Dados catalogados de acordo com a V Diretriz Brasileira de Dislipidemia e Prevenção de Aterosclerose (2013). Considerando-se pacientes diabéticos aqueles que apresentam valores de glicemia em jejum de 12 horas acima de 200 mg/dL de soro.. 6.3 MARCADORES DE DANOS DO ESTRESSE OXIDATIVO E DEFESA ANTIOXIDANTE Os marcadores de EO FRAP, TBARS e ON (TABELA 3) percebemos que a população portadora de isquemia apresentou valores mais elevados quando comparados à população chagásica apesar de apresentarem valores médios próximos.. 6.4 RELAÇÃO DOS MEDICAMENTOS UTILIZADOS PELOS PACIENTES Os medicamentos mais utilizados pelos pacientes são aqueles que atuam no sistema cardiovascular seguido dos anti-inflamatórios e estatinas (GRÀFICO 1 e GRÁFICO 2) para o tratamento das dislipidemias e cardiopatias.. Isquêmicos 4%. Beta bloqueador. 2%. 5%. IECA. 14%. Espirolactona 12%. Digoxina 15%. 5%. Furosemida Estatina AINEs. 12%. 12% 12%. 7%. Vasodilatadora Anticoagulante Anti ulceroso. Gráfico 1 - Medicações utilizadas pelos pacientes isquêmicos..

(34) 23. Chagásicos Beta bloqueador 3%. 10%. IECA. 16%. 5%. Espirolactona Digoxina. 5% 14%. 1%. Furosemida Estatina. 6%. AINEs. 4% 15%. 14% 7%. Vasodilatadora Anticoagulante Anti ulceroso. Gráfico 2 - Medicações utilizadas pelos pacientes chagásicos..

(35) 24. 7. DISCUSSÃO Quando observado o perfil lipídico dos pacientes estudados, percebe-se que os pacientes isquêmicos apresentam dislipidemias mais pronunciadas que os pacientes chagásicos, indo de encontro ao estudo de Ferrannini et al. (2012) e Spencer (2010) que diz que a população isquêmica apresentam valores elevados de dislipidemia, dependendo os seus tipos, além de outros fatores, do sexo. Outro fator importante para o desenvolvimento de dislipidemias segundo Ferrannini et al. (2012) e Spencer (2010) é o IMC elevado nos pacientes isquêmicos, o que vai de encontro com os dados apresentados na tabela 5 mesmo não havendo diferença entre as duas populações. Levando-se em consideração o perfil glicêmico da população, percebemos que poucos foram os pacientes que apresentaram essa patologia, contudo segundo Xavier et al. (2013), esta variável pode ser importante para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Sendo assim, a combinação de dislipidemias e diabetes pode elevar o risco cardiovascular, principalmente pelo desenvolvimento de HAS. Esses riscos se agravam com o avanço da idade, sendo facilitado por fatores como obesidade e sobrepeso (FERRANNINI et al., 2012; SPENCER, 2010). Outrora observando os marcadores de EO, Barra Ferreira Barbosa et al. (2010) e Correa Koury e Marino Donangelo (2003) dizem que quanto mais elevado os níveis plasmáticos de FRAP, maior é a capacidade de ligação da ferritina ao ferro, impedindo que este fique livre e catalise reações, gerando ERO’s a partir da oxidação de OH, assim percebemos que apesar de não haver diferença entre as duas populações, os pacientes isquêmicos o fator de defesa antioxidante FRAP mais elevado que os chagásicos, sugerindo que esses possam ter maior proteção antioxidante que estes. O mesmo ocorre com TBARS, que apesar de dosar aldeídos que se comportam como metabólitos secundários da oxidação de lipídeo se fazem presentes nas manifestações de dislipidemias, principalmente em pacientes isquêmicos (BARRA FERREIRA BARBOSA et al., 2010). O EO é visto como um mecanismo de defesa utilizado pelos hospedeiros de parasitas como o T. cruzi. Contudo, há evidências que o EO possa contribuir para o desenvolvimento da Doença de Chagas devido à invasão celular pelo protozoário ou sua própria replicação, gerando respostas imunes citotóxicas promovendo principalmente a produção de ON (ZACKS et al., 2005). No entanto, quando comparado com o trabalho realizado por Budni, 2011, os presentes resultados não apresentaram diferença significativa entre as populações estudadas, contudo.

(36) 25. apresentou valores de ON, para a população isquêmica, mais elevados que os apresentados pela população portadora da doença de chagas. Assim, pode-se suspeitar de que os danos causados pelo acúmulo de placas ateroscleróticas ocasionadas pelas diversas dislipidemias, possam gerar danos mais pronunciados às células que a infecção parasitária pelo T. cruzi. Visto isso, percebemos que o uso de medicamentos possam, segundo Xavier et al. (2013), ter contribuído para a não relação dos dados entre as duas populações, pois reduzem a resposta inflamatória, bem como os níveis séricos do perfil lipídico do indivíduo..

(37) 26. 8. LIMITAÇÕES Algumas limitações foram observadas no estudo dizem respeito a dificuldade de recrutar os pacientes que atendessem os critérios de inclusão para o estudo, perda de amostra para análises de PT e GSH, dentre outros testes enzimáticos. Outro fator que pode ter contribuído para valores de perfil lipídico e o estresse oxidativo tão próximos foi o uso de medicamentos, principalmente os AINES e as estatinas..

(38) 27. 9. CONCLUSÃO Ao descrever o perfil lipídico dos pacientes estudados percebemos que os isquêmicos apresentaram dislipidemia mais elevada que os pacientes com doença de Chagas, sendo a mais prevalente dentro da população a dislipidemia por HDL-C baixo seguido de hiperlipidemia mista e hipertrigliceridemia isolada principalmente nos pacientes do sexo feminino. Contudo, quando analisado comparativamente as dislipidemias e os resultados de Espécies Reativas ao Ácido Tiobarbitúrico (TBARS), Oxido Nítrico (ON) e a capacidade antioxidante do plasma - capacidade total de redução do ferro (FRAP) as duas populações apresentaram valores próximos. Porém, os pacientes diagnosticados com isquemia apresentaram valores mais elevados dos dois perfis quando comparados aos chagásicos suspeitando-se que os danos causados pelo acúmulo de placas ateroscleróticas ocasionadas pelas diversas dislipidemias, possam gerar danos mais pronunciados às células que a infecção parasitária pelo T. cruzi. Assim, para se propor uma correlação direta para as diversas dislipidemias e estresse oxidativo, deve-se haver outros estudos comparando pacientes isquêmicos e pacientes saudáveis para se ter esses dois perfis como diagnósticos complementares e acompanhamento da doença..

(39) 28. 10.. PERSPECTIVAS Espera-se que esse trabalho de conclusão de curso possa de alguma forma contribuir. para estudos futuros, relacionados aos parâmetros de dislipidemias e estresse oxidativo. Pois este, quanto à minha formação acadêmica, contribuiu enormemente para o crescimento profissional, abrindo portas para a pesquisa e me estimulando a continuar pesquisando a relação entre esses dois perfis..

(40) 29. 11.. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. AR Brash. Lipoxigenases: ocorrência, funções, catálise, e aquisição de substrato. J Biol Chem. 1999. ARAÚJO, A. et al. Artigo Original Perfil Epidemiológico E Clínico De Pacientes Acometidos Por Clinical and Epidemiological Profile of Patients Suffering From Heart. v. 8, n. 3, p. 509– 513, 2014. ANDRADE, J. P. DE; GERAL, C.; NOBRE, F. VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Coordenador de normatizações e diretrizes da sBC. 2010. ARAUJO, T. Agência Fiocruz de Notícias. Disponível <https://agencia.fiocruz.br/doen%C3%A7a-de-chagas>. Acesso em: 16 set. 2016.. em:. BARRA FERREIRA BARBOSA, K. et al. Oxidative stress: concept, implications and modulating factors. v. 23, n. 4, p. 629–643, 2010. BENZIE, I. F. F.; STRAINS, J.J. Ferric reducing/antioxidant Power assay: direct measure of total antioxidant activity of biological fluids and modified version for simultaneous measurement of total antioxidant power and ascorbic acid concentration. Methods in Enzimology, v.299, p. 15-27, 1999. BENZIE, I. F. F.; STRAINS, J.J. The ferric reducing ability of plasma (FRAP) as a measure of antioxidant power: the FRAP assay. Analytical Biochemestry, v. 239, p.70-76, 1996. BEUTLER, E., DURON, O., KELLY, B. M. Improved method for the determination of blood glutathione. The journal of Laboratory and Clinical Medicine. V. 61, p. 88290, 1963. BOAVENTURA, B. C. B. Avaliação do efeito antioxidante da erva mate (Ilex paraguariensis) em indivíduos com dislipidemia. p. 105, 2010. BUDNI, P. EFEITO DO CARVEDILOL E MONITORAMENTO DE TERAPIAS ANTIOXIDANTES AO LONGO DE 7 ANOS EM PACIENTES CARDIOPATAS CHAGÁSICOS CRÔNICOS. UFSC, v. 1, p. 214, 2011. CORREA KOURY, J.; MARINO DONANGELO, C. Zinc, oxidative stress and physical activity. v. 16, n. 4, p. 433–441, 2003. DOURADO, P. M. et al. Rosuvastatin prevents myocardial necrosis in an experimental model of acute myocardial infarction. Braz J Med Biol Res, v. 44, n. 5, p. 469–476, 2011. DROZD, E. et al. Intracellular glutathione level and efflux in human melanoma and cervical cancer cells differing in doxorubicin resistance. Post??py higieny i medycyny do??wiadczalnej (Online), v. 70, p. 319–328, 2016. FERRANNINI, E. et al. Diabetes and hypertension: the bad companions. Lancet (London, England), v. 380, n. 9841, p. 601–10, 11 ago. 2012. FONTES, W. D. de, Barboza, T. M., Leite, M. C., Fonseca, R. L. S., Santos, L. C. F. dos, & Nery, T. C. de L. (2011). Atenção à saúde do homem: interlocução entre ensino e serviço. Acta Paulista de Enfermagem (Vol. 24). https://doi.org/10.1590/S0103-21002011000300020 FREITAS, E. C. et al. Prevalence of Chagas Disease in a Rural Area in the State of Ceara, Brazil. Revista do Instituto de Medicina Tropical de Sa~o Paulo, v. 57, n. 5, p. 431–433, 2015. LANDIM, M. B. P. et al. High plasma concentrations of asymmetric dimethylarginine inhibit.

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(44) 33. ANEXO 1- DOCUMENTO DE APROVAÇÃO MO COMITÊ DE ÉTICA.

(45) 34.

(46) 35.

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Referências

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