REGULAMENTO DOS CURSOS PROFISSIONAIS
Dezembro de 2008 1.ª Revisão Setembro de 2009
Regulamento dos Cursos Profissionais
O presente documento tem por objectivo definir as regras de organização, funcionamento e avaliação dos cursos profissionais e foi elaborado de acordo com a legislação actualmente em vigor, nomeadamente:
• Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro.
• Portaria n.º 550-C/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 797 /2006 de 10 de Agosto.
• Despacho nº14758/2004, de 23 de Julho.
• Lei nº 30/2002, de 20 de Dezembro, com as alterações introduzidas pela Lei nº 3/2008, de 18 de Janeiro.
• Despacho Normativo nº 36/2007, de 8 de Outubro. • Ofício-Circular nº 16, de 9/10/2008 da DRELVT. • Despacho nº 30 265/2008, de 24 de Novembro.
CAPÍTULO
I
ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO/APRENDIZAGEM Artigo 1º
Estrutura curricular
1. Os cursos profissionais desenvolvem-se segundo uma estrutura modular, ao longo de três anos lectivos, e assumem a seguinte matriz curricular:
Componentes de formação
Disciplinas Total de horas
por ciclo de formação
Sociocultural
Português 320
Língua Estrangeira I, II ou III 220
Área de Integração 220
Tecnologias da Informação e da Comunicação 100
Educação Física 140
Científica 2 a 3 disciplinas 500
Técnica 3 a 4 disciplinas 1180
Formação em Contexto de Trabalho 420
Artigo 2º
Gestão da carga horária
1. A distribuição e gestão da carga horária global de cada curso ao longo dos três anos do ciclo de formação são da competência do presidente do órgão de gestão, ouvido o respectivo director de curso.
2. A escola tem autonomia para gerir o calendário escolar. O calendário escolar deve ser gerido de forma a leccionar o número total de horas de formação constantes da matriz curricular, sem exceder, em caso algum, as mil e cem, as trinta e cinco ou as sete horas por ano, semana e dia, respectivamente, tendo em conta o disposto no art. 34º da Portaria 550-C/2004, de 21 de Maio. 3. O horário dos docentes pode ser gerido de forma flexível ao longo do ano lectivo, no respeito pelas orientações que anualmente vierem a ser produzidas pelo ME sobre a matéria.
Artigo 3º
Compensação de aulas
1. Face à exigência de leccionação da totalidade das horas previstas para cada disciplina, torna-se necessária a compensação das aulas não leccionadas.
2. Os mecanismos de reposição possíveis são os seguintes:
a) Compensação das horas não leccionadas, no máximo até ao 5º dia lectivo subsequente à falta, prolongando a actividade lectiva diária, desde que não ultrapasse as sete horas;
b) Permuta entre os docentes da equipa pedagógica, dando conhecimento aos alunos;
c) Substituição por outro docente da mesma área científica, desde que seguindo um plano de aula devidamente elaborado pelo professor titular da disciplina;
d) Diminuição do tempo de interrupção das actividades lectivas relativas ao Natal e à Páscoa, desde que tenha a concordância do Encarregado de Educação ou do próprio aluno, quando maior.
e) Realização de actividades de compensação fora da sala de aula.
3. A compensação das horas não leccionadas e a permuta entre os docentes são comunicadas em documento próprio e autorizadas pelo órgão de gestão, devendo ser comunicadas aos alunos com a antecedência mínima de duas horas, quando ocorram no mesmo dia em que se verificou a falta do professor, ou de um dia útil, quando a compensação ocorrer em dia diferente.
4. No caso de se aplicar a alínea d) do número anterior deve haver acordo prévio dos alunos ou dos encarregados de educação.
5. As actividades referidas na alínea e) devem ser registadas no livro de ponto. 6. O processo de compensação de aulas deve ser verificado pelo director de curso.
Artigo 4º Visitas de estudo
1. As visitas de estudo são consideradas actividades de complemento curricular, no âmbito de uma ou várias disciplinas, e obedecem a uma planificação que incluirá os objectivos pretendidos de acordo com os conteúdos e as competências previstas nos currículos.
2. As visitas de estudo correspondem a tempo de formação para os alunos. Assim, estas actividades e os respectivos objectivos devem enquadrar-se no desenvolvimento do projecto curricular de turma e ser objecto de planificação integrada, de forma a envolver várias disciplinas.
3. A participação dos alunos em visitas de estudo é de carácter obrigatório e rege-se pelas mesmas normas previstas para qualquer outra actividade lectiva. Não obstante o atrás disposto, para a participação em visitas de estudo, é necessária a autorização por escrito dos encarregados de educação. Caso, por motivos devidamente justificados, o aluno esteja impossibilitado de participar, deverão ser encontradas tarefas ou actividades alternativas a desenvolver na escola.
4. Os professores dinamizadores de visitas de estudo devem solicitar a autorização dos professores das disciplinas afectadas e da Direcção da escola, informar atempadamente os directores das turmas envolvidas e registar as datas previstas nos livros de ponto das turmas em questão.
5. As visitas de estudo contarão com a presença de professores acompanhantes, na proporção de um professor por cada grupo de dez alunos. O professor dinamizador (organizador da visita) e os acompanhantes sairão da escola e a ela regressarão com todos os alunos, excepto se houver indicação por escrito em contrário da parte dos encarregados de educação.
6. Os professores envolvidos numa visita de estudo com uma turma de qualquer nível de escolaridade, deverão assinar sumários e numerar aulas dessa turma, sempre que estas coincidam com o horário da actividade.
7. Os professores dinamizadores de uma visita de estudo contabilizarão para a sua área de formação, na respectiva turma, além do tempo de aulas previsto no número anterior, dois tempos lectivos, entendidos como trabalho de preparação necessário à formação dos alunos. 8. Os professores envolvidos em visitas de estudo que, no decurso das mesmas, se vejam obrigados a faltar a aulas de outras turmas e não considerem necessário assegurar pessoalmente a sua leccionação em sistema de compensação de aulas, deverão deixar um plano de aula e procurarão que este seja cumprido por um outro professor da mesma área disciplinar, preferencialmente escolhido e indicado previamente por aquele que se encontra envolvido na actividade.
9. Caso não seja possível concretizar o disposto no número anterior, será deixada uma proposta de actividades que possam ser realizadas autonomamente pelos alunos, sob orientação de um professor de outra área disciplinar, no âmbito da ocupação plena dos tempos escolares. Em qualquer dos casos, a substituição é obrigatória e é garantida pela Direcção. Asseguradas assim as horas de formação dos alunos, o professor ausente numera as lições e contabiliza as respectivas horas de formação na turma a que faltou.
10. Os professores não participantes em visitas de estudo numeram as lições e contabilizam as respectivas horas de formação na sua área, uma vez que nesse período os alunos estiveram efectivamente em formação. Se assim o entender, poderá garantir a compensação da aula em falta, acordando com os alunos a respectiva data/hora.
Artigo 5º
Competências do director de curso
1. A articulação entre as aprendizagens nas diferentes disciplinas e componentes de formação é assegurada pelo director de curso, designado pela direcção executiva da escola, ouvido o Conselho Pedagógico e o departamento curricular próprio, preferencialmente de entre os professores profissionalizados que leccionam as disciplinas da componente de formação técnica. 2. As competências do director de curso são as seguintes:
a) Presidir ao conselho de curso que reunirá, ordinariamente, uma vez por período e, extraordinariamente, sempre que necessário.
b) Assegurar a articulação pedagógica entre as diferentes disciplinas e componentes de formação do curso.
c) Organizar e coordenar as actividades a desenvolver no âmbito da formação técnica.
d) Participar nas reuniões do conselho de turma, de avaliação e intercalares, no âmbito das suas funções.
e) Articular com os órgãos de gestão da escola, bem como com as estruturas intermédias de articulação e coordenação pedagógica, no que respeita aos procedimentos necessários à realização da PAP.
f) Assegurar a articulação entre a escola e as entidades de acolhimento da FCT, identificando-as, seleccionando-identificando-as, preparando protocolos, participando na elaboração do plano da FCT e dos contratos de formação, procedendo à distribuição dos formandos por aquelas entidades e coordenando o acompanhamento dos mesmos, em estreita relação com o orientador e o monitor responsáveis pelo acompanhamento dos alunos.
g) Assegurar a articulação com os serviços com competência em matéria de apoio socioeducativo.
h) Coordenar o acompanhamento e a avaliação do curso;
i) Cooperar com a direcção executiva e demais órgãos e estruturas de coordenação pedagógica, em assuntos relacionados com a aquisição e gestão de materiais didácticos, bem como na conservação das instalações e equipamentos, sendo apoiado pelo director de instalações designado nos termos do regulamento interno.
j) Promover a integração dos novos professores, dando-lhes a conhecer o Projecto Educativo da Escola e as normas de funcionamento dos cursos profissionais.
k) Coordenar a planificação do estágio dos alunos, em cooperação com os docentes do conselho de turma com níveis de participação e responsabilidade diferenciadas, definindo objectivos, actividades e concebendo instrumentos de avaliação.
l) Propor à direcção pedagógica os docentes que integrarão a equipa técnico -pedagógica de acompanhamento do estágio e supervisionamento das actividades.
m) Acompanhar todas as fases da PAP (concepção, execução, avaliação).
n) Propor à direcção pedagógica eventuais alterações aos programas do curso ou ao plano de estágios.
3. Para o exercício das funções de director de curso haverá direito à atribuição de horas de redução de acordo com a legislação em vigor.
Artigo 6º
Competências do orientador de turma ou director de turma
1. A coordenação das actividades do conselho de turma é realizada pelo director de turma, o qual é designado pela direcção executiva de entre os professores da turma.
2. Sem prejuízo de outras competências fixadas na lei e no regulamento interno da escola, ao director de turma compete:
a) Presidir às reuniões de conselho de turma de avaliação que reunirá, pelo menos, três vezes em cada ano lectivo.
b) Assegurar a articulação entre os professores da turma e os alunos e encarregados de educação.
c) Informar o aluno e o encarregado de educação, quando for o caso, sobre o incumprimento do dever de assiduidade.
d) Fornecer aos alunos e aos seus encarregados de educação, pelo menos três vezes em cada ano lectivo, informação global sobre o percurso formativo do aluno, ultrapassando o atomismo da classificação módulo a módulo;
e) Proceder a uma avaliação qualitativa do perfil de progressão de cada aluno e da turma, através da elaboração de um sucinto relatório descritivo que contenha, nomeadamente,
referência explícita a parâmetros como a capacidade de aquisição e de aplicação de conhecimentos, de iniciativa, de comunicação, de trabalho em equipa e de cooperação com os outros, de articulação com o meio envolvente e de concretização de projectos.
f) Anexar ao relatório descritivo uma síntese das principais dificuldades evidenciadas por cada aluno, com indicações relativas a actividades de remediação e enriquecimento.
g) Anexar ao relatório descritivo o perfil da evolução dos alunos, fundamentado na avaliação de cada módulo e na progressão registada em cada disciplina.
Artigo 7º
Funcionamento da equipa pedagógica / conselho de turma
1. A equipa pedagógica é constituída pelos professores das diferentes disciplinas e pelo director de curso que preside às reuniões.
2. A equipa pedagógica reúne uma vez por período para articulação curricular e coordenação pedagógica, nomeadamente para verificar o número de horas de formação ministradas, o número de horas de compensação e a(s) data(s) de conclusão das actividades lectivas.
3. O conselho de turma deverá ocorrer, pelo menos, três vezes ao longo do ano lectivo, sendo entregue à Direcção da escola uma pauta com as classificações dos módulos já realizados e aos encarregados de educação uma ficha/relatório que inclua informação global sobre o percurso formativo do educando.
4. O relatório indicado no ponto anterior deverá conter referência explícita a parâmetros como a aquisição e aplicação de conhecimentos, de iniciativa, de comunicação, de trabalho em equipa e de cooperação. Faz também parte deste relatório uma síntese das principais dificuldades diagnosticadas com indicações relativas a actividades de recuperação.
Artigo 8º Avaliação 1. A avaliação incide:
a) Sobre as aprendizagens previstas no programa das disciplinas de todas as componentes de formação e no plano da FCT;
b) Sobre as competências identificadas no perfil de desempenho à saída do curso traduzidas na realização de uma PAP.
2. A avaliação assume carácter diagnóstico, formativo e sumativo.
Artigo 9º Avaliação Formativa
1. A avaliação formativa é contínua e sistemática e tem função diagnóstica, permitindo ao professor, ao aluno, ao encarregado de educação e a outras pessoas ou entidades legalmente autorizadas obter informação sobre o desenvolvimento das aprendizagens, com vista à definição e ao ajustamento de processos e estratégias.
Artigo 10º Avaliação Sumativa
1. A avaliação sumativa tem como principais funções a classificação e a certificação, traduzindo-se na formulação de um juízo globalizante sobre as aprendizagens realizadas e as competências adquiridas pelos alunos.
2. A avaliação sumativa ocorre no final de cada módulo, com a intervenção do professor e do aluno e, após a conclusão do conjunto de módulos de cada disciplina, em reunião de conselho de turma, no final de cada período.
3. A avaliação sumativa incide ainda sobre a formação em contexto de trabalho e integra, no final do 3º ano do ciclo de formação, uma prova de aptidão profissional (PAP).
4. A avaliação sumativa expressa-se na escala de 0 a 20 valores e, atendendo à lógica modular adoptada, a notação formal de cada módulo, a publicar em pauta, só terá lugar quando o aluno atingir a classificação mínima de 10 valores.
5. A pauta (em triplicado) é assinada, após verificação pelo professor da disciplina, e entregue no órgão de gestão que, depois de assinada, a enviará para afixação, ficando um dos exemplares arquivado no órgão de gestão e outro no dossier de turma.
Artigo 11º
Avaliação Extraordinária
1. Fora dos momentos de avaliação sumativa previstos, os alunos têm a possibilidade de requerer junto do professor que lecciona a disciplina, uma nova data para efectuar nova avaliação sumativa de qualquer dos módulos já avaliados, nesse ano lectivo, e não capitalizados pelo aluno.
2. Os alunos que, ao longo do ano lectivo, não obtiveram aprovação em determinados módulos, têm a possibilidade de requerer a avaliação sumativa dos mesmos através de uma prova de avaliação extraordinária a realizar:
a) Nas duas semanas subsequentes ao encerramento das actividades lectivas, no final do ano lectivo, em datas a acordar entre o professor e o aluno;
3. Na situação indicada na alínea a) do ponto anterior, o professor informa o director de turma das datas da recuperação de módulos.
4. No caso da situação referida na alínea b) do ponto 2, o aluno requer nos Serviços Administrativos, no prazo publicamente afixado, a realização de provas de avaliação, indicando as disciplinas e os respectivos módulos, no limite máximo de cinco módulos.
5. A elaboração da prova de avaliação sumativa do(s) módulo(s) que o aluno vier a requerer, no caso referido no ponto 4, é da competência do professor que leccionou a disciplina no ano lectivo a que disser respeito. As provas de avaliação referidas serão entregues pelo docente na Direcção até ao início do mês de Setembro.
6. Não estão abrangidos pela avaliação extraordinária os alunos que excluírem por faltas.
7. Caso o curso não abra no ano lectivo seguinte, a escola não se pode comprometer a dar continuidade à leccionação dos módulos em atraso.
Artigo 12º Assiduidade
1. Para todos os efeitos previstos no Estatuto do Aluno, o limiar de assiduidade dos alunos relativamente às disciplinas dos cursos profissionais é o seguinte:
a) 90% da carga horária do conjunto de módulos de cada disciplina, admitindo-se um limite de 10% de faltas, independentemente da natureza das mesmas e sem prejuízo do disposto na alínea seguinte;
b) 93% da carga horária do conjunto de módulos de cada disciplina, admitindo-se um limite de 7% de faltas exclusivamente injustificadas.
2. Verificando-se a existência de faltas justificadas dos alunos, não deve ocorrer a aplicação de qualquer medida correctiva ou sancionatória. Para recuperar aprendizagens não realizadas, deve o professor adoptar um procedimento simplificado de carácter pedagógico que pode contemplar, entre outros, a realização de um teste escrito, prático ou oral, de uma entrevista, ou de qualquer outra forma que for considerada pertinente, tendo em vista o diagnóstico de necessidades de apoio e a eventual superação de dificuldades de aprendizagens. Este tipo de procedimento é da responsabilidade do professor que lecciona a(s) disciplina(s) e da sua aplicação não pode decorrer a retenção, a exclusão ou qualquer penalização para o aluno. 3. Quando a falta do aluno for devidamente justificada, a escola deve ainda assegurar:
a) O prolongamento das actividades até ao cumprimento total de horas de formação estabelecidas; ou
b) O desenvolvimento de mecanismos de recuperação tendo em vista o cumprimento dos objectivos de aprendizagem;
c) O prolongamento da FCT a fim de permitir o cumprimento do número de horas estabelecido.
4. Verificando-se a existência de faltas injustificadas dos alunos, o director de turma e o professor podem promover a aplicação da medida ou medidas correctivas e/ou correctivo-pedagógicas que se mostrem adequadas.
5. As medidas correctivas previstas no ponto anterior são as seguintes:
a) A realização de tarefas e actividades de integração escolar, podendo, para esse efeito, ser aumentado o período de permanência obrigatória, diária ou semanal, do aluno na escola; b) O condicionamento no acesso a certos espaços escolares, ou na utilização de certos materiais e equipamentos, sem prejuízo dos que se encontrem afectos a actividades lectivas; c) A mudança de turma.
6. Consideram-se medidas correctivo-pedagógicas todas as iniciativas tomadas pelo professor para que o aluno possa recuperar as aprendizagens não realizadas como, por exemplo, testes formativos, entrevistas, trabalhos de casa, aulas de apoio, e outras que forem consideradas necessárias.
7. Ultrapassado o limite de 10% de faltas independentemente da natureza das mesmas ou de 7% de faltas exclusivamente injustificadas, e logo que avaliados os efeitos da aplicação das medidas correctivas, haverá lugar à realização de uma prova de recuperação.
8. A prova de recuperação é da inteira responsabilidade do professor da disciplina. No entanto, deve ser adequada à situação específica do aluno e à natureza da disciplina, o que pressupõe o recurso a instrumentos de avaliação apropriados para que o aluno faça prova da sua recuperação nas matérias e/ou competências desenvolvidas durante a respectiva ausência. O formato da prova a aplicar decorre da situação específica, podendo ser de natureza oral, prática ou escrita, pelo que a ficha de avaliação ou o teste escrito constituem apenas um de entre vários instrumentos de avaliação passíveis de aplicação.
9. A prova de recuperação decorre preferencialmente no final do módulo que o aluno estiver a frequentar no momento em que lhe for determinada essa necessidade.
10. Caso o aluno obtenha aprovação na prova retoma o seu percurso escolar normal, mantendo as faltas injustificadas já dadas.
11. Caso o aluno não obtenha aprovação na prova de recuperação, o conselho de turma pondera a assiduidade do aluno, o período lectivo, bem como o momento da realização da prova e os resultados obtidos nas outras disciplinas podendo determinar uma das seguintes medidas:
a) O cumprimento de um plano de acompanhamento especial e a consequente realização de uma nova prova;
b) A retenção do aluno, quando o mesmo esteja inserido no âmbito da escolaridade obrigatória, com a sua manutenção, no ano lectivo seguinte, no mesmo ano de escolaridade que está a frequentar;
c) A exclusão do aluno que se encontra fora da escolaridade obrigatória, com a impossibilidade de o mesmo frequentar, até ao final do ano lectivo em curso, a disciplina ou disciplinas em relação às quais não obteve aprovação na referida prova.
12. Caso o aluno obtenha aprovação na prova e se venha a verificar novo excesso de faltas na mesma disciplina, o aluno fará nova prova de recuperação.
13. A não comparência do aluno à realização das provas de recuperação, previstas nos números 7 e 12, determina a sua retenção ou exclusão, nos termos das alíneas b) e c) do número 11, respectivamente, salvo se for justificada a sua ausência nos termos do artº 19º da Lei nº 30/2002, de 20 de Dezembro, com a redacção dada pela Lei nº 3/2008, de 18 de Janeiro.
14. A assiduidade do aluno, na Formação em Contexto de Trabalho, não pode ser inferior a 95% da carga horária prevista;
15. Para efeitos de contabilização, registo ou justificação das faltas será considerado o segmento lectivo de 45 minutos.
Artigo 13º
Aprovação, progressão e conclusão
1. A aprovação em cada disciplina, na FCT e na PAP depende da obtenção de uma classificação igual ou superior a dez valores.
2. A progressão concretiza-se em cada disciplina, módulo a módulo, e decorre da obtenção por parte do aluno, de uma classificação igual ou superior a dez valores.
3. A notação formal de cada módulo é publicitada em pauta, devendo o órgão competente da escola ratificar e afixar, em local público, as classificações obtidas pelos alunos nos módulos de cada disciplina, no final de cada período lectivo.
4. A organização curricular dos cursos profissionais não determina condições de transição de ano, não existindo à partida precedências entre módulos, à excepção daquelas definidas nas orientações gerais do programa da disciplina.
5. O número de módulos em atraso não condiciona a progressão, tendo em atenção que os cursos não se encontram organizados em anos lectivos, mas sim num ciclo de formação de três anos. 6. Sempre que um aluno exceder mais de 50% dos módulos em atraso previstos para o ano de formação correspondente, o director de turma convoca o encarregado de educação, no final do ano lectivo, para que este possa decidir sobre o percurso formativo do seu educando.
7. Na situação prevista no ponto anterior, o SPO da escola intervirá no caso de ser necessário um processo de reorientação do percurso formativo do aluno.
8. A conclusão com aproveitamento obtém-se pela aprovação em todas as disciplinas do curso, na FCT e na PAP.
Artigo 14º Classificações
1. A classificação das disciplinas, da FCT e da PAP expressa-se na escala de 0 a 20 valores.
2. A classificação final de cada disciplina obtém-se pela média aritmética simples, arredondada às unidades, das classificações obtidas em cada módulo.
3. A classificação final do curso obtém-se mediante a aplicação da seguinte fórmula: CF = [2MCD + (0,3FCT+0,7PAP)] /3
Sendo: CF = classificação final de curso arredondada às unidades; MCD = média aritmética simples das classificações finais de todas as disciplinas que integram o plano de estudos do curso, arredondada às décimas; FCT = classificação da formação em contexto de trabalho, arredondada às décimas; PAP = classificação da prova de aptidão profissional, arredondada às décimas.
Artigo 15º
Transferências e equivalências
1. Nos termos do Despacho Normativo nº 36/2007, de 8 de Outubro, os alunos têm a possibilidade de requerer a reorientação do seu percurso formativo, através da mudança de cursos, recorrendo ao regime de equivalência entre disciplinas.
2. O aluno que tenha frequentado um curso profissional com aproveitamento em alguns módulos numa outra escola e que pretenda transferência, deve requerer a concessão de equivalências através de requerimento dirigido ao presidente do órgão de gestão.
3. No requerimento deve constar, de forma clara, a identificação completa do interessado e as habilitações académicas de que é detentor.
4. As habilitações académicas declaradas devem ser acompanhadas por documentos comprovativos dos módulos realizados, com descrição sumária dos conteúdos dos módulos que constituem cada uma das disciplinas.
Artigo 16º Certificação
a) Um diploma que certifique a conclusão do nível secundário de educação e indique o curso concluído;
b) Um certificado de qualificação profissional de nível 3 que indique a média final do curso e discrimine as disciplinas do plano de estudos e respectivas classificações, a designação do projecto e a classificação obtida na respectiva PAP, bem como a duração e classificação da FCT.
2. A certificação para conclusão do curso não necessita, em caso algum, da realização de exames nacionais.
Artigo 17º
Prosseguimento de estudos
Os alunos que pretendam prosseguir estudos no ensino superior deverão cumprir os requisitos que forem estabelecidos na legislação em vigor na altura da candidatura, devendo para tal consultar a CNAES e a Direcção-geral do Ensino Superior, directamente ou através dos endereços electrónicos http://www.dges.mctes.pt e http://www.acessosensinosuperior.pt.
Artigo 18º Recurso da avaliação
1. Os encarregados de educação ou os alunos, quando maiores de 18 anos, podem pedir a revisão das classificações atribuídas nos diferentes módulos das disciplinas constantes da matriz curricular, no prazo máximo de 3 dias úteis, contados a partir da data da afixação dos resultados, em requerimento dirigido ao presidente do órgão de gestão, através do qual registarão obrigatoriamente todos os motivos de ordem técnica, pedagógica ou legal, que originaram a reclamação.
2. Os requerimentos que não respeitem os requisitos mencionados no número anterior serão liminarmente indeferidos.
3. O presidente do órgão de gestão convoca, nos quatro dias úteis após a aceitação do requerimento, uma reunião extraordinária da equipa pedagógica para apreciar o pedido e deliberar no sentido do deferimento ou indeferimento do mesmo.
CAPÍTULO
II
FORMAÇÃO EM CONTEXTO DE TRABALHO (FCT)
Artigo 19º
Âmbito e definição
1. A FCT é um conjunto de actividades profissionais desenvolvidas sob a coordenação e acompanhamento da escola, que visam a aquisição ou o desenvolvimento de competências técnicas, relacionais e organizacionais relevantes para o perfil de desempenho à saída do curso frequentado pelo aluno.
2. A FCT realiza-se em posto de trabalho em empresas ou noutras organizações, sob a forma de experiências de trabalho por períodos de duração variável ao longo da formação, ou sob a forma de estágio em etapas intermédias ou na fase final do curso.
3. A FCT pode assumir, parcialmente, a forma de simulação de um conjunto de actividades profissionais relevantes para o perfil de saída do curso, a desenvolver em condições similares à do contexto real de trabalho.
4. A FCT visa desenvolver e consolidar, em contexto real de trabalho, os conhecimentos e as competências profissionais adquiridos durante a frequência do curso e ainda proporcionar experiências de carácter socioprofissional que facilitem a futura integração dos jovens no mundo do trabalho.
Artigo 20º Acesso
1. Os alunos só terão acesso à FCT quando tiverem capitalizado dois terços dos módulos das disciplinas da componente de formação técnica.
Artigo 21º Intervenientes
1. Os intervenientes na formação em contexto de trabalho são os seguintes: a) O conselho executivo;
b) O director de curso;
c) O professor orientador da formação em contexto de trabalho; d) O monitor na entidade da FCT;
e) O aluno formando;
f) O encarregado de educação do aluno formando menor de idade;
Artigo 22º
Competências e atribuições dos intervenientes 1. Do órgão de gestão:
a) Designar o professor orientador da FCT, ouvido o director de curso, de entre os professores que leccionam as disciplinas da componente de formação técnica;
b) Assinar o protocolo e o plano de formação com a entidade da FCT; c) Servir de elo de ligação entre a escola e a entidade da FCT.
2. Da escola:
a) Assegurar a realização da FCT, nos termos definidos na lei e nos regulamentos aplicáveis; b) Estabelecer os critérios de distribuição dos alunos formandos pelas diferentes entidades da FCT ou outros locais em que deva realizar-se a referida formação;
c) Assegurar a elaboração dos protocolos com as entidades da FCT;
d) Assegurar a elaboração e a assinatura dos contratos de formação com os alunos e seus encarregados de educação, se aqueles forem menores;
e) Assegurar a elaboração do plano da FCT, bem como respectiva assinatura por parte de todos os intervenientes;
f) Assegurar o acompanhamento da execução do plano da FCT;
g) Assegurar a avaliação do desempenho do aluno formando, em colaboração com a entidade da FCT;
h) Assegurar que o aluno formando se encontra coberto por seguro em todas as actividades da FCT bem como nas deslocações a que estiver obrigado;
i) Assegurar, em conjunto com a entidade da FCT e o aluno formando, as condições logísticas necessárias à realização e ao acompanhamento da FCT.
3. Do director de curso:
a) Articular com o Conselho Executivo da escola, bem como com as estruturas intermédias de articulação e coordenação pedagógica, no que respeita aos procedimentos necessários à realização da FCT;
b) Organizar e supervisionar as diferentes acções, articulando-se com os professores acompanhantes, monitores e alunos formandos;
c) Manter o Conselho Executivo, bem como o Conselho Pedagógico, ao corrente das acções desenvolvidas, apresentando-lhes os problemas que surgirem e que necessitem de resolução pontual;
d) Assegurar a articulação entre a escola e as entidades de estágio, identificando-as, seleccionando-as, preparando protocolos, participando na elaboração do plano da FCT e dos contratos de formação, procedendo à distribuição dos formandos por aquelas entidades e
coordenando o acompanhamento dos mesmos, em estreita relação com o orientador e o monitor responsáveis pelo acompanhamento dos alunos formandos;
e) Servir de elo de ligação entre os vários intervenientes. 4. Do professor orientador da FCT:
a) Elaborar o plano da FCT, em articulação com o Conselho Executivo, o director de curso, bem como, quando for o caso, com os demais órgãos ou estruturas de coordenação pedagógica, restantes professores e monitor designado pela entidade da FCT;
b) Acompanhar a execução do plano de formação, nomeadamente através de deslocações periódicas, previamente definidas no plano da FCT, aos locais da sua realização;
c) Avaliar, em conjunto com o monitor designado pela entidade da FCT, o desempenho do aluno formando;
d) Orientar o aluno formando na elaboração dos relatórios da FCT;
e) Colaborar com o professor orientador e acompanhante do projecto conducente à PAP; g) Propor ao conselho de turma, ouvido o monitor, a classificação do aluno formando na FCT; h) Avaliar as entidades da FCT.
5. Da entidade de acolhimento da FCT: a) Designar o monitor;
b) Colaborar na elaboração do protocolo e do plano da FCT;
c) Colaborar no acompanhamento e na avaliação do desempenho do aluno formando;
d) Assegurar o acesso à informação necessária ao desenvolvimento da FCT, nomeadamente no que diz respeito à integração socioprofissional do aluno formando na instituição;
e) Atribuir ao aluno formando tarefas que permitam a execução do plano de formação; f) Controlar a assiduidade do aluno formando;
g) Assegurar, em conjunto com a escola e o aluno formando, as condições logísticas necessárias à realização e ao acompanhamento da FCT.
6. Do monitor da entidade de acolhimento da FCT: a) Colaborar com o professor orientador da FCT; b) Colaborar na elaboração do plano da FCT;
c) Avaliar qualitativamente o aluno formando em conjunto com o professor acompanhante da FCT.
7. Do aluno formando:
a) Colaborar na elaboração do protocolo e do plano da FCT;
b) Participar nas reuniões de acompanhamento e avaliação da FCT;
c) Respeitar a organização do trabalho na entidade de acolhimento e utilizar com zelo os bens, equipamentos e instalações;
d) Não utilizar, sem prévia autorização da entidade de acolhimento, a informação a que tiver acesso durante a FCT;
e) Ser assíduo e pontual e estabelecer comportamentos assertivos nas relações de trabalho; f) Justificar as faltas perante o director de turma, o professor orientador e o monitor, de acordo com as normas internas da escola e da entidade de acolhimento;
g) Elaborar os relatórios intercalares e o relatório final da FCT, de acordo com o estabelecido no presente regulamento.
Artigo 23º Organização
1. A FCT integra a componente de formação técnica dos cursos profissionais, e articula-se com as disciplinas dessa componente de formação.
2. A FCT tem a duração de, no mínimo, quatrocentas e vinte horas.
3. A FCT é supervisionada pelo professor orientador, em representação da escola, e pelo monitor, em representação da entidade de FCT.
Artigo 24º
Protocolo de colaboração
1. A FCT formaliza-se com a celebração de um protocolo entre a escola, a entidade da FCT e o aluno formando.
2. No caso de o aluno formando ser menor de idade, o protocolo é igualmente subscrito pelo encarregado de educação.
3. O protocolo inclui o plano da FCT, as responsabilidades das partes envolvidas e as normas do seu funcionamento.
4. O protocolo celebrado obedecerá às disposições estabelecidas no presente regulamento, sem prejuízo da sua diversificação, decorrente da especificidade do curso e das características próprias.
Artigo 25º Plano FCT
1. A FCT desenvolve-se segundo um plano previamente elaborado, que fará parte integrante do protocolo referido no número anterior.
2. O plano da FCT é elaborado pelo professor orientador, pelo monitor e pelo aluno formando, sem prejuízo das contribuições dadas por outros elementos da equipa técnico-pedagógica.
a) Os objectivos da formação em contexto de trabalho decorrentes da saída profissional visada e das características da entidade de acolhimento;
b) Os conteúdos a abordar;
c) A programação das actividades;
d) O período ou períodos em que a FCT se realiza, fixando o respectivo calendário; e) O horário a cumprir pelo aluno formando;
f) O local ou locais de realização;
g) As formas de acompanhamento e de avaliação.
4. O plano da FCT deverá ser homologado pelo órgão de gestão da escola, mediante parecer favorável do director de curso, durante a primeira semana do período de formação efectiva na entidade de acolhimento da FCT.
Artigo26º Assiduidade
1. A assiduidade do aluno formando é controlada pelo preenchimento da folha de ponto, a qual deve ser assinada pelo aluno e pelo monitor e entregue semanalmente ao professor orientador. 2. Para efeitos de conclusão da FCT, deve ser considerada a assiduidade do aluno formando, a qual não pode ser inferior a 95% da carga horária global da FCT.
3. As faltas dadas pelo aluno formando devem ser justificadas perante o monitor e o professor orientador, de acordo com as normas internas da entidade de acolhimento da FCT e da escola. 4. Em situações excepcionais, quando a falta de assiduidade do aluno formando for devidamente justificada, as escolas deverão assegurar o prolongamento da FCT a fim de permitir o cumprimento do número de horas estabelecido.
Artigo 27º Avaliação
1. A avaliação no processo da FCT assume carácter contínuo e sistemático e permite, numa perspectiva formativa, reunir informação sobre o desenvolvimento das aprendizagens, possibilitando, se necessário, o reajustamento do plano da FCT.
2. A avaliação assume também um carácter sumativo, conduzindo a uma classificação final da FCT.
3. São considerados instrumentos de avaliação: a) Relatórios periódicos do aluno formando;
b) Ficha de acompanhamento do professor orientador da FCT; c) Ficha de avaliação qualitativa final do monitor;
d) Ficha de avaliação qualitativa final do professor orientador da FCT; e) Relatório final do aluno formando.
4. O relatório da FCT é apreciado e discutido com o aluno formando pelo professor orientador e pelo monitor, que elaboram uma informação conjunta sobre o aproveitamento do aluno formando, com base no referido relatório, na discussão subsequente e nos elementos recolhidos durante o acompanhamento da FCT.
5. O director de curso fará chegar anualmente ao conselho pedagógico, até ao início do 2º período, e depois de aprovados em reunião de equipa pedagógica, os parâmetros de avaliação da FCT assim como os respectivos pesos.
6. No final do curso a classificação da FCT é tornada pública.
Artigo 28º Incumprimento 1. Por parte do aluno formando:
a) O incumprimento do protocolo da FCT, assinado pelo aluno formando, implica a anulação desta formação.
b) O aluno formando que se encontre na situação prevista na alínea anterior, terá de sujeitar-se a outro período da FCT em tempo a definir pela Direcção da escola, caso pretenda terminar a sua formação.
2. Por parte da entidade de acolhimento da FCT:
Em caso de incumprimento por parte da entidade de acolhimento, a escola compromete-se a: a) Protocolar com uma nova entidade de acolhimento da FCT.
b) Dar conhecimento à nova entidade da FCT da situação do aluno formando bem como de toda a documentação produzida, através do professor orientador da FCT;
c) A abrir um novo período de formação durante o tempo necessário até perfazer o tempo legal de formação.
CAPÍTULO
III
PROVA DE APTIDÃO PROFISSIONAL (PAP) Artigo 29º
Âmbito e definição
1. A PAP consiste na apresentação e defesa, perante um júri, de um projecto, consubstanciado num produto, material ou intelectual, numa intervenção ou numa actuação, consoante a natureza dos cursos, bem como do respectivo relatório final de realização e apreciação crítica,
demonstrativo de saberes e competências profissionais adquiridos ao longo da formação e estruturante do futuro profissional do jovem.
2. O projecto a que se refere o número anterior centra-se em temas e problemas perspectivados e desenvolvidos pelo aluno em estreita ligação com os contextos de trabalho e realiza-se sob orientação e acompanhamento de um ou mais professores.
3. Tendo em conta a natureza do projecto, poderá o mesmo ser desenvolvido em equipa, desde que, em todas as suas fases e momentos de concretização, seja visível e avaliável a contribuição individual específica de cada um dos membros da equipa.
4. Sendo um projecto técnico e prático, deve ser perspectivado de modo a integrar saberes e competências adquiridas ao longo da formação, pelo que deverá ser realizada no terceiro ano do curso.
Artigo 30º
Concepção e concretização do projecto
1. A realização do projecto compreende três momentos essenciais a saber: concepção do projecto, desenvolvimento do projecto devidamente faseado e auto-avaliação do trabalho desenvolvido e elaboração de um relatório final.
2. O processo da PAP tem início com a elaboração do esboço do projecto, em que o aluno deve fazer referência aos seguintes elementos:
a) Tema ou assunto a desenvolver;
b) Objectivos gerais que se propõe atingirem; c) Meios humanos e materiais a utilizar;
3. O acompanhamento da PAP é realizado durante os tempos lectivos destinados para esse efeito por um professor orientador e é supervisionado pelo director de curso.
4. O aluno e os professores envolvidos no processo devem estabelecer um calendário, para que de modo regular e contínuo, estudem e analisem as estratégias, recursos e actividades necessárias ou recomendáveis ao bom desenvolvimento do projecto.
5. O projecto conclui-se com a elaboração de um relatório a entregar ao professor orientador até quinze dias antes da defesa do trabalho da PAP.
6. O relatório final integra, nomeadamente: a) A fundamentação da escolha do projecto;
b) As realizações e os documentos ilustrativos da concretização do projecto;
c) A análise crítica global da execução do projecto, considerando as principais dificuldades e obstáculos encontrados e as formas encontradas para os superar;
d) Os anexos, designadamente os registos de auto-avaliação das diferentes fases do projecto e das avaliações intermédias do professor orientador.
Artigo 31º Defesa da PAP
1. A defesa da PAP é feita pelo aluno em sessão pública perante o júri.
2. A dissertação da PAP deve começar pela apresentação sumária do projecto pelo aluno que, seguidamente, deve responder às questões que os elementos do júri entenderem pertinentes. 3. A defesa da PAP deve ter a duração máxima de quarenta e cinco minutos.
Artigo 32º Avaliação 1. A avaliação processa-se das seguintes formas:
a) Auto-avaliação realizada pelo aluno;
b) Avaliação final quantitativa realizada pelo júri da PAP.
2. A apreciação do projecto realiza-se analisando os seguintes parâmetros: a) A planificação e organização do projecto;
b) O cumprimento dos prazos previstos; c) A qualidade científica e técnica;
d) A adequação do projecto ao contexto de trabalho e a sua relevância para a futura integração profissional;
e) A criatividade; f) O sentido crítico;
g) A progressão demonstrada em termos de competências, atitudes, comportamentos e novas aprendizagens;
h) O grau de empenho e responsabilidade ao longo de todo o processo.
i) A qualidade da expressão formal do relatório do projecto e dos documentos complementares que o integram;
3. A avaliação sumativa traduz-se numa escala de 0 a 20 valores e realizar-se-á após a conclusão do processo da PAP.
4. Consideram-se aprovados na PAP os alunos que obtenham uma classificação igual ou superior a dez valores.
5. A classificação final da PAP obtém-se pela média aritmética das seguintes componentes: a) Componente A: elaboração/execução da PAP
b) Componente B: relatório PAP
c) Componente C: defesa da PAP
Artigo 33º Júri
1. O júri de apreciação da PAP é designado pela direcção da escola e terá a seguinte composição:
a) O director pedagógico da escola, que preside;
b) O coordenador do departamento ou estrutura pedagógica intermédia competente; c) O director de curso;
d) O director de turma;
e) O professor orientador do projecto;
f) Um representante das associações empresariais ou das empresas de sectores afins ao curso; g) Um representante das associações sindicais ou profissionais dos sectores de actividade afins ao curso;
h) Uma personalidade de reconhecido mérito na área de formação profissional ou sectores das actividades afins ao curso.
2. O júri, para deliberar, necessita da presença de, pelo menos, quatro elementos, estando entre eles, obrigatoriamente, um dos elementos a que se referem as alíneas a) a d) e dois elementos a que se referem as alíneas f) a h) do número anterior, tendo o presidente do júri voto de qualidade em caso de empate nas votações.
3. No caso de não ser possível assegurar a presença de dois elementos a que se refere as alíneas f) a h), o mesmo será substituído por um elemento a que se referem as alíneas a) a d).
4. Nas suas faltas ou impedimentos, o presidente é substituído por um elemento do órgão de gestão da escola.
5. Compete ao júri da PAP: a) Apreciar o projecto;
b) Questionar em matéria que permita evidenciar a cultura técnica e científica do aluno e a sua capacidade de análise crítica do projecto;
c) Proceder ao cálculo da nota final.
6. O presidente do júri promove a afixação, em local público, da pauta com as classificações obtidas.
Artigo 34º Falta à defesa da PAP
1. O aluno que, por razão justificada, não compareça à defesa da PAP deve apresentar, no prazo de dois dias úteis a contar da data de defesa da prova, a respectiva justificação.
2. No caso de ser aceite a justificação, o presidente do júri marcará a data de realização de nova prova.
3. A injustificação da falta à primeira prova, bem como a falta à nova prova, determina sempre a impossibilidade de realizar a PAP nesse ano escolar.
Artigo 35º Conclusão da PAP
1. O aluno que, tendo comparecido à PAP, não tenha sido considerado aprovado pelo júri, poderá realizar nova prova, no mesmo ano escolar, em data a definir pelo presidente do júri. 2. Os alunos que não concluam a PAP no final do ciclo, só a poderão voltar a realizar no ano lectivo subsequente.
3. Caso o último ano de formação não seja disponibilizado no ano lectivo seguinte, a escola não se pode comprometer a realizar nova prova.