Tutela
Penal do Meio Ambiente
Fonte: Frederico AmadoInicialmente vale ressaltar que a tutela penal do meio ambiente está prevista na
própria Constituição Federal. Vejamos:
§ 3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio
ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou
jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.
Com o intuito de complementar essa previsão, foi editada a Lei 9.605/98, que
dispõe sobre a parte geral e crimes específicos. Vejamos o artigo 3º:
Art. 3º As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa, civil e penalmente conforme o disposto nesta
Lei, nos casos em que a infração seja cometida por decisão
de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entidade.
Assim, para o autor, é necessário que sejam cumpridos dois requisitos para a responsabilização da PJ: 1) A infração penal seja cometida por decisão de seu
representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado e 2) A infração penal seja cometida no interesse ou benefício da sua entidade.
Desta feita, caso um dirigente determinar a prática de um crime ambiental apenas
em seu proveito, a PJ não poderá ser punida. Da mesma forma, caso um
funcionário sem poder de gestão cometa ato ilícito no exercício do trabalho, a
mesma não será responsabilizada, conforme previsão legal no artigo 3º.
A doutrina penalista lança várias críticas à possibilidade de punição penal à PJ, sendo descabido entrar no mérito das teses. Frederico Amado rebate todas as críticas:
Contudo, todos esses argumentos devem ser rechaçados.
Considerando que a Constituição é a decisão política
fundamental, tomada por quem detém a soma dos fatores
reais do poder, que institui o dever-ser, deve-se aceitar a opção do poder constituinte originário, ao inaugurar o novel
regime constitucional, que adotou o sistema da dupla
imputação na seara penal, alcançando pessoas físicas e
jurídicas pelo cometimento de crimes ambientais.
Vale ressaltar que tanto o STF como o STJ aceitam pacificamente a responsabilidade penal da pessoa jurídica, tendo em vista que deriva da nossa constituição. Interessante questão é sobre a dupla responsabilização, saber se a pessoa jurídica só pode ser punida juntamente com a pessoa física ou não.
O STF não aceitou a tese da dupla imputação, aceitando a condenação de crime apenas em face da pessoa jurídica. Vejamos:
É admissível a condenação de pessoa jurídica pela prática de crime ambiental, ainda que absolvidas as pessoas físicas ocupantes de cargo de presidência ou de direção do órgão responsável pela prática criminosa (RE 548.181/PR).
Além disso, a responsabilização somente pode ocorrer em face da pessoa física
que tiver poder de gerência direta sobre a pessoa jurídica. Vejamos:
somente deve ser punido aquele que tem o poder de
direcionar a ação da pessoa jurídica e que tem responsabilidade pelos atos praticados, sempre tendo como fundamento a existência de culpa e dolo – sob pena de operar-se a responsabilidade objetiva (HC 119.511).
A pergunta que não quer calar: a Pessoa jurídica de direito público pode ser
condenada penalmente? Existe certa controvérsia doutrinária, mas a grande
parte dos doutrinadores entendem que não é possível, sob pena de prejudicar
duplamente a coletividade: com o dano ambiental e aplicação da penalidade. Vejamos lição de Vladimir e Gilberto passos:
A pessoa jurídica, a nosso ver, deve ser de Direito Privado. Isto porque a pessoa jurídica de Direito Público
(União, Estados, Distrito Federal, Municípios, autarquias e fundações públicas) não podem cometer ilícito penal no seu
interesse ou benefício. Elas, ao contrário das pessoas de
natureza privada, só podem perseguir fins que alcancem o
interesse público. Quando isso não acontece é porque o
administrador público agiu com desvio de poder. Em tal
hipótese só a pessoa natural pode ser responsabilizada
penalmente. A norma legal não foi expressa a respeito. Além disso, eventual punição não teria sentido. Imagine-se um município condenado à pena de multa: ela acabaria recaindo sobre os municípios que recolhem tributos à pessoa jurídica. Idem restrição de direitos – por exemplo, a pena restritiva de
prestação de serviços à comunidade (artigo 9.º) seria
inviável, já que cabe ao Poder Público prestar tais serviços. Seria redundância”.
Também vale ressaltar que a Pessoa Jurídica não pode ser paciente de Habeas
Corpus, já que seu direito de ir e vir não pode ser violado. Vejamos: “a pessoa jurídica da qual o paciente é representante legal se acha processada por delitos
ambientais. Pessoa Jurídica que somente poderá ser punida com multa e pena
restritiva de direitos. Noutro falar: a liberdade de locomoção do agravante não
está, nem mesmo indiretamente, ameaçada ou restringida (HC 88.747)”.
A figura do garantidor: é a pessoa que tem o dever legal de impedir a
consumação do dano, respondendo se deixar de agir. Vejamos a previsão legal
Art. 2º Quem, de qualquer forma, concorre para a prática
dos crimes previstos nesta Lei, incide nas penas a estes
cominadas, na medida da sua culpabilidade, bem como o
diretor, o administrador, o membro de conselho e de órgão técnico, o auditor, o gerente, o preposto ou mandatário de pessoa jurídica, que, sabendo da conduta criminosa de outrem, deixar de impedir a sua prática, quando podia agir para evitá-la.
Competência: Via de regra é da Justiça Estadual, salvo se salvo se o delito for consumado contra bens, serviços ou interesse da União, de suas autarquias ou empresas públicas (artigo 109, IV, da Constituição Federal).
Importante lembrar que a Justiça Federal não tem competência para julgar
contravenções penais. Assim como a tese firmada em repercussão geral esse
ano: “compete à Justiça Federal processar e julgar o crime ambiental de
caráter transnacional que envolva animais silvestres, ameaçados de extinção, espécimes exóticas, ou protegidos por compromissos internacionais assumidos pelo Brasil”.
Desconsideração da personalidade jurídica: no direito ambiental, a
desconsideração da personalidade jurídica é balizada pela teoria menor, ou seja,
é mais fácil de ser desconsiderada, não se exige o abuso da personalidade
jurídica, como no código civil e isso ocorre em virtude do bem difuso que é o meio ambiente. Vejamos:
Art. 4º Poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre
que sua personalidade for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente.
Dosimetria: De acordo com a Lei 9.605, em seu artigo 78, o código penal e de
processo penal somente se aplicam subsidiariamente. Neste sentido, a própria
legislação estabelece mecanismos para quantificar a penalidade para cada autor,
o que os penalistas chamam de dosimetria.
Art. 6º Para imposição e gradação da penalidade, a
autoridade competente observará:
I - a gravidade do fato , tendo em vista os motivos da
infração e suas conseqüências para a saúde pública e para o meio ambiente;
II - os antecedentes do infrator quanto ao cumprimento da legislação de interesse ambiental;
III - a situação econômica do infrator, no caso de multa.
Importante também verificarmos o que dispõe o artigo 7º, de incidência elevada nos concursos públicos:
Art. 7º As penas restritivas de direitos são autônomas e
substituem as privativas de liberdade quando:
I - tratar-se de crime culposo ou for aplicada a pena
II - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a
personalidade do condenado, bem como os motivos e as
circunstâncias do crime indicarem que a substituição seja
suficiente para efeitos de reprovação e prevenção do crime.
Parágrafo único. As penas restritivas de direitos a que se
refere este artigo terão a mesma duração da pena
privativa de liberdade substituída.
Penas restritivas de direito para pessoas físicas: São as seguintes: I - prestação de serviços à comunidade; II - interdição temporária de direitos; III -
suspensão parcial ou total de atividades; IV - prestação pecuniária; V -
recolhimento domiciliar.
Importante verificarmos em que consiste a interdição temporária de direitos para
as pessoas físicas, já que é muito cobrado: “As penas de interdição temporária de direito são a proibição de o condenado contratar com o Poder Público, de receber incentivos fiscais ou quaisquer outros benefícios, bem como de participar de licitações, pelo prazo de cinco (5) anos, no caso de crimes dolosos, e de três (3) anos, no de crimes culposos”.
Por outro lado, as penas restritivas de direito para as pessoas jurídicas são três: a) multa; b) restritivas de direito e c) prestação de serviços à comunidade.
As restritivas de direito são concretizadas em suspensão total ou parcial da
atividade; interdição temporária da atividade e proibição de contratar ou receber
liquidação forçada: Caso a pessoa jurídica seja utilizada para a prática de infrações ambientais, a Lei garante que a mesma pode ter sua liquidação forçada. Vejamos a previsão legal:
Art. 24. A pessoa jurídica constituída ou utilizada,
preponderantemente, com o fim de permitir, facilitar ou
ocultar a prática de crime definido nesta Lei terá decretada
sua liquidação forçada, seu patrimônio será considerado
instrumento do crime e como tal perdido em favor do Fundo
Penitenciário Nacional.
Em que pese parte da doutrina afirmar que isso seria o equivalente à morte civil e
consequentemente inconstitucional, a maior parte da doutrina e também os
tribunais consideram o dispositivo constitucional e continuam aplicando normalmente.
Atenuantes e agravantes: também são muito cobradas em concursos e as bancas costumam cobrar as hipóteses invertidas. Vejamos:
Art. 14. São circunstâncias que atenuam a pena: I - baixo grau de instrução ou escolaridade do agente;
II - arrependimento do infrator, manifestado pela espontânea reparação do dano, ou limitação significativa da degradação ambiental causada;
III - comunicação prévia pelo agente do perigo iminente de
IV - colaboração com os agentes encarregados da vigilância e do controle ambiental.
Art. 15. São circunstâncias que agravam a pena, quando
não constituem ou qualificam o crime:
I - reincidência nos crimes de natureza ambiental; II - ter o agente cometido a infração:
a) para obter vantagem pecuniária (R$);
b) coagindo outrem para a execução material da infração; c) afetando ou expondo a perigo, de maneira grave, a saúde pública ou o meio ambiente;
d) concorrendo para danos à propriedade alheia;
e) atingindo áreas de unidades de conservação ou áreas
sujeitas, por ato do Poder Público, a regime especial de uso;
f) atingindo áreas urbanas ou quaisquer assentamentos
humanos;
g) em período de defeso à fauna;
h) em domingos ou feriados (cuidado aqui - sábado
não!);
i) à noite;
j) em épocas de seca ou inundações;
l) no interior do espaço territorial especialmente protegido;
m) com o emprego de métodos cruéis para abate ou
captura de animais;
o) mediante abuso do direito de licença, permissão ou autorização ambiental;
p) no interesse de pessoa jurídica mantida, total ou parcialmente, por verbas públicas ou beneficiada por incentivos fiscais;
q) atingindo espécies ameaçadas, listadas em relatórios
oficiais das autoridades competentes;
r) facilitada por funcionário público no exercício de suas
funções.
Suspensão condicional da pena: de acordo com o artigo 16, poderá ocorrer nos casos de condenação a pena privativa de liberdade não superior a três anos (3 anos!!). Obs: cuidado para não confundir com a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direito, que é de até 4 anos, como mencionado acima.
iniciativa da ação penal: Será pública incondicionada para todos os crimes
previstos na lei. Isso ocorre devido a natureza que o bem ambiental possui, sendo essencial à sadia qualidade de vida (artigo 225, CF).
Princípio da insignificância: De acordo com os Tribunais, é possível aplicar esse princípio em crimes ambientais, o que torna a ação atípica. Vejamos:
Esta Corte tem reconhecido a insignificância de condutas
que se amoldariam ao tipo penal descrito como crime contra a fauna aquática, quando a pesca é de pequena quantidade
vedados, em razão da falta de ofensividade ao bem jurídico tutelado. Precedentes ( STJ - AgRg no HC 313815/SP).
CRIME - INSIGNIFICÂNCIA - MEIO AMBIENTE. Surgindo a
insignificância do ato em razão do bem protegido, impõe-se a absolvição do acusado (STF - AP 439/SP).
Questões da CESPE sobre o tema:
1) CESPE - MPPR: Em um sábado, Pedro, maior e capaz, com baixo grau de
instrução, pichou monumento urbano, sem autorização. Nessa situação
hipotética, a ação penal será pública condicionada se o monumento
pichado for de propriedade particular. FALSO! a lei não tem essa restrição, sendo sempre ação pública incondicionada, conforme artigo 26.
2) CESPE - PCGO: Foi constatado que um fazendeiro estava impedindo a regeneração natural de florestas em área de preservação permanente na
sua propriedade rural, por pretender manter a área como pasto. Nessa
situação hipotética, conforme a legislação pertinente, a autoridade
ambiental que constatou a infração deve promover sua apuração imediata,
sob pena de corresponsabilização. CORRETO! essa hipótese serve tanto
para crimes quanto infrações administrativas e costuma ser bastante
cobrado. Vejamos:
infração ambiental é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante processo administrativo próprio, sob
pena de co-responsabilidade.
3) PGE AM: Situação hipotética: Durante festividade junina, um grupo de pessoas
adultas e capazes soltou balões com potencial de provocar incêndio em floresta
situada nas redondezas do local da festa. Assertiva: Nessa situação, para serem
tipificadas como crime, tais condutas independerão de prova de que a
probabilidade de lesão ao meio ambiente era efetiva, por constituírem infração de
perigo abstrato. CORRETO! De acordo com Marcelo Abelha:
É certo e inegável que a técnica que privilegia a criação
legislativa de crimes de perigo também padece do problema
relacionado à prova de sua ocorrência. Aliás, no caso de
perigo concreto, o problema é ainda maior, uma vez que a
existência do risco deve ser provada caso a caso (in
concreto, por exemplo, a queima em céu aberto de produtos tóxicos). Já no caso de perigo abstrato (por exemplo,
soltar balões), a prova da conduta definida na lei já é o bastante.
4) PGE AM: Situação hipotética: Cláudio, maior e capaz, caçou e matou
espécime da fauna silvestre, sem a devida autorização da autoridade competente. Assertiva: Segundo o atual entendimento do STJ, a competência para julgar o referido crime será da justiça federal, independentemente de a ofensa ter atingido
empresas públicas federais, pois basta que os crimes sejam contra a fauna para
atrair a competência do Poder Judiciário federal. FALSO! conforme mencionado
acima, a competência só será federal se for enquadrada em alguma das
hipóteses previstas no artigo 109 da Constituição, o que não é o caso em tela. Importante lembrar, mais uma vez, a tese de repercussão geral do STF:
compete à Justiça Federal processar e julgar o crime ambiental de caráter transnacional que envolva animais silvestres, ameaçados de extinção, espécimes exóticas, ou protegidos por compromissos internacionais assumidos pelo Brasil”.
5) TCE PA: O Ministério Público ofereceu denúncia contra pessoa jurídica e seus representantes legais (pessoas físicas) pela prática de delito ambiental previsto na Lei n.º 9.605/1998. Os representantes legais da pessoa jurídica foram
absolvidos sumariamente. Nessa situação, é possível a responsabilização penal
da pessoa jurídica por delitos ambientais independentemente da
responsabilização concomitante das pessoas físicas que agiam em seu nome.
CORRETO! como mencionado acima, o STF dispõe que é possível a condenação
apenas da pessoa jurídica, não precisando da condenação da pessoa física.
O art. 225, § 3º, da Constituição Federal não condiciona a responsabilização penal da pessoa jurídica por crimes ambientais à simultânea persecução penal da pessoa física em tese responsável no âmbito da empresa. A
norma constitucional não impõe a necessária dupla imputação (RE 548181/PR)
6) PCPE: Se uma pessoa física e uma pessoa jurídica cometerem, em conjunto,
infrações previstas na Lei n.º 9.605/1998 — que dispõe sobre as sanções penais
e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências —, as atividades da pessoa jurídica poderão ser totalmente suspensas. CORRETO! Vejamos: “Art. 22. As penas restritivas de
direitos da pessoa jurídica são: I - suspensão parcial ou total de atividades
(...)”.
7) PCPE: A suspensão parcial ou total de atividade, exclusivamente para pessoas
jurídicas, será aplicada quando a empresa não estiver cumprindo as normas
ambientais. FALSO! também é possível aplicar a suspensão das atividades para
pessoa física. Vejamos: “Art. 8º As penas restritivas de direito são: III - suspensão parcial ou total de atividades”.
8) PF: Considere que Jorge tenha sido preso por pescar durante a piracema, o que o tornou réu em processo criminal. Nessa situação hipotética, se a lesividade
ao bem ambiental for ínfima, segundo o entendimento do Superior Tribunal de
Justiça, o juiz poderá aplicar o princípio da insignificância. CORRETA! tanto o STJ
como o STF entendem que é possível aplicar a insignificância nos crimes
ambientais!!
CRIME - INSIGNIFICÂNCIA - MEIO AMBIENTE. Surgindo a insignificância do ato em razão do bem protegido,
impõe-se a absolvição do acusado (AP 439 / SP - SÃO PAULO).
9) CD: A lei que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de
condutas e atividades lesivas ao meio ambiente determina, expressamente, que
os crimes ambientais nela previstos são de competência da justiça estadual. FALSO! não há essa obrigatoriedade, pode ser crime de competência estadual ou federal, dependendo caso concreto.
10) PCAP: Poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua
personalidade for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade
do meio ambiente. Certo!! aplicação da teoria menor, vigente no direito ambiental.
Vejamos: “Poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua
personalidade for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente”.
11) PCAP: É circunstância que agrava a pena o fato de o agente ter cometido crime ambiental em domingos ou feriados. CORRETO!! atenção: sábado não
entra na agravante. Vejamos: “Art. 15. São circunstâncias que agravam a pena,
quando não constituem ou qualificam o crime: h) em domingos ou feriados”.
12) TJSC: Pedro, Diretor Executivo de empresa de fertilizante, determinou, contra
orientação do corpo técnico, que trouxe solução ambientalmente correta, a
descarga de produtos em curso d’água causando poluição que tornou necessária
a interrupção do abastecimento público de água de uma comunidade localizada a
ainda que a conduta não tenha sido praticada no interesse ou em benefício da pessoa jurídica. FALSO!! só existe responsabilidade penal da pessoa jurídica se o crime for cometido em seu benefício, o que não foi o caso. Vejamos:
Art. 3º As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa, civil e penalmente conforme o disposto nesta
Lei, nos casos em que a infração seja cometida por decisão
de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entidade.