Federação do Comércio do Estado de Santa Catarina
ICEC
Expectativa do empresário do comércio apresenta alta em março e segue indicando forte otimismo
O índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) catarinense apresentou alta de 0,4% na comparação com fevereiro deste ano, subindo para a casa dos 121,8 pontos. O índice continua expressando um otimismo dos empresários com relação às possibilidades de crescimento da economia brasileira e do comércio, referente à avaliação pessimista com relação ao momento atual da economia.
Síntese dos resultados
Índice fev/13 mar/13 Variação
Mensal (%)
Índice de Confiança do Empresário do Comércio -
ICEC 121,3 121,8 0,4 Índice das Condições Atuais do Empresário do
Comércio - ICAEC 97,2 93,3 -4,1
Condições Atuais da Economia – CAE 84,2 82,3 -2,26
Condições Atuais do Comércio – CAC 88,2 90,6 2,72
Condições Atuais das Empresas do Comércio - CAEC 119,2 106,8 -10,4
Índice de Expectativa do Empresário do Comércio –
IEEC 153,8 156,9 2
Expectativa da Economia Brasileira – EEB 145,3 147,9 1,79
Expectativa do Comércio – EC 151,0 153,9 1,92
Expectativas das Empresas Comerciais – EEC 165,2 168,9 2,24
Índice de Investimento do Empresário do Comércio
– IIEC 112,9 115,3 2,1
Indicador de Contratação de Funcionários – IC 115,7 129,3 11,75 Nível de Investimento das Empresas – NIE 121,0 119,2 -1,49
Situação Atual dos Estoques – SAE 102,0 97,5 -4,41
Condições atuais – Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC)
O índice de condições atuais do empresário do comércio, composto pelos subíndices CAE (condições atuais da economia), CAC (condições atuais do comércio) e CAEC (condições atuais das empresas do comércio), apresentou variação negativa na pesquisa realizada em março. Foram 4,1% de queda na variação mensal. O índice saiu dos 97,2 pontos para os 93,3
pontos, o que exprime um pessimismo do empresário catarinense com relação ao momento atual da atividade no comércio.
O maior ritmo de inflação deste início de ano e as margens de rentabilidade apertadas da atividade comercial, muito em função da forte elevação de custos do ano passado, estão na origem de tal pessimismo.
O CAE apresentou variação negativa de 2,26% passando de 84,8 pontos em fevereiro para 82,3 pontos em março. O resultado indica que o empresário do comércio está ainda mais pessimista com o momento atual da economia do que estava em fevereiro.
O subíndice CAC apresentou a única variação positiva entre os subíndices do ICAEC, crescimento de 2,72%. Em termos absolutos, o subíndice marca 90,2 pontos. O resultado mostra que o pessimismo dos empresários com relação às condições atuais do comércio vem diminuindo.
O CAEC, por sua vez, apresentou a maior variação negativa do índice. Para os empresários, a condição atual das empresas do comércio é positiva, tendo o subíndice marcado, em termos absolutos 106,8 pontos. Entretanto, a queda mensal foi de 10,4%, o que mostra uma forte deterioração da positiva avaliação do empresário com relação à condição atual do comércio.
Expectativas – Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC)
O índice de expectativa do empresário do comércio (IEEC) subiu 2% na comparação mensal. Dos 153 pontos de fevereiro, o índice foi para 156,9 pontos – o que indica que a confiança do empresário do comércio nas possibilidades de venda futura permanece muito positiva.
Os subíndices Expectativa da economia brasileira (EEB), Expectativa do comércio (EC) e Expectativa das empresas comerciais (EEC), em consonância com o IEEC, apresentam-se acima da barreira dos 100 pontos e com tendência de alta.
O EEB apresentou em fevereiro 145,3 pontos, em março passou para 147,9 pontos – variação positiva de 1,79%. O EC variou positivamente 1,92%, de 151 pontos para 153,9 pontos. E o EEC passou de 165,2 pontos em fevereiro para 168,9 pontos em março (2,24% de crescimento).
Como já fora observado, tanto o índice quanto os subíndices estão muito acima do limiar entre o otimismo e o pessimismo – 100 pontos. Ou seja, a expectativa do empresariado do comércio sobre a economia, o setor do comércio e as suas próprias empresas é muito positiva, demonstrando um forte otimismo com relação ao desempenho da economia brasileira nos próximos períodos.
Investimento - Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC)
O IIEC, índice de investimento do empresário do comércio, apresentou alta. De 112,9 pontos em fevereiro o índice passou para 115,3 pontos em março, alta de 2,1%. Este resultado indica que os empresários catarinenses mantém uma percepção positiva com relação aos investimentos no setor.
O subíndice nível de investimento da empresa (NIE) apresentou variação negativa de 1,49%, passando de 121 pontos para 119,2 pontos. Na mesma tendência, o SAE (índice que mede a percepção dos empresários com relação à situação atual dos estoques) apresentou variação negativa de 4,41%, atingindo 97,5 pontos, o que indica pessimismo dos empresários em relação à situação atual de seus estoques.
Já o IC (índice de contratação de funcionários), influenciado pela perspectiva positiva dos empresários quanto ao futuro do setor, segue em alta, apresentando forte variação positiva de 11,75%, alcançando 129,3 pontos.
Conclusão
O índice de confiança dos empresários do comércio catarinense (ICEC) mostrou que há um otimismo destes com relação ao futuro da economia, apesar do fato de considerarem o momento atual preocupante. O ICEC marcou 121,8 pontos, com alta mensal de 0,4%.
Para os empresários do comércio catarinense, o nível dos investimentos continua positivo, bem como a contratação de funcionários. O problema se concentra no nível dos estoques, que começa a despertar pessimismo nos empresários, cenário articulado com a percepção ruim que estes têm da situação atual da economia.
Numa análise setorizada e dividida entre empresas que comercializam mercadorias semiduráveis, duráveis e não duráveis, observamos o mesmo cenário de otimismo. Sendo o setor de duráveis, aquele em que os empresários do comércio catarinense estão mais otimistas (129,2 pontos), seguidos de perto pelo otimismo dos empresários do setor de não duráveis (125,5 pontos) e do setor de semiduráveis (112,7 pontos).
Comparando empresas com mais de 50 empregados e com até 50 empregados, o otimismo é registrado em ambas, apenas com maior força nas empresas com maior número de funcionários.
O quadro atual da economia brasileira, ainda marcado pelo baixo crescimento e as baixas margens de retorno do ano passado, além dos temores com a atual pressão inflacionária, gera no empresário uma preocupação com relação ao desenvolvimento de suas
atividades. Concomitantemente a estes fatores, temos o crescimento do volume de vendas do comércio e da receita nominal, o baixo desemprego, os juros baixos, e uma política de crédito ainda bastante facilitada, o que explica que, mesmo tendo uma consideração pessimista com o momento atual, o empresário catarinense segue confiante em relação ao futuro.
Aspectos Metodológicos
A pesquisa do Índice de Confiança do Empresário do Comércio tem como objetivo produzir um indicador inédito com capacidade de medir, com a maior precisão possível, a percepção que os empresários do comércio têm sobre o nível atual e futuro de propensão a investir em curto e médio prazo.
Em outras palavras, um indicador antecedente de vendas do comércio, a partir do ponto de vista dos empresários comerciais e não por uso de modelos econométricos, tornando-o uma ferramenta poderosa para o varejo, fabricantes, consultorias e instituições financeiras. Este indicador poderá ser largamente utilizado pelo setor no seu planejamento de estoques e investimentos. Seu uso pode ser particularmente importante para o comércio varejista.
A metodologia adotada parte de um conjunto de perguntas qualitativas referentes “a economia, ao setor comerciário e as empresas”. Estas perguntas qualitativas serão transformadas em um indicador que antecipe os resultados das Vendas do Comércio Varejista. Por meio de uma transformação específica, cada pergunta (Pi) se transforma em um indicador quantitativo (Xi) variando entre 0 e 200 pontos, que é a variação da escala semântica. O índice 100 demarca a fronteira entre a avaliação de insatisfação e de satisfação dos empresários do comércio: abaixo de 100 pontos diz respeito à situação de pessimismo enquanto acima de 100 encontra-se a situação de otimismo.
População
Empresas comerciais localizadas no Município de Florianópolis.
Grandeza da Amostra
Para fixar a precisão do tamanho da amostra, admitiu-se que 95% das estimativas poderiam diferir do valor populacional desconhecido p por no máximo 3,5%, isto é, o valor
absoluto d (erro amostral) assumiria no máximo valor igual a 0,035 sob o nível de confiança de 95%, para uma população constituída de famílias em potencial.
Preferiu-se adotar o valor antecipado para p igual a 0,50 com o objetivo de maximizar a variância populacional, obtendo-se maior aproximação para o valor da característica na população. Em outras palavras, fixou-se um maior tamanho da amostra para a precisão fixada. Assim, o número mínimo de empresas a serem entrevistadas foi de 189, ou seja, com uma amostra de no mínimo 189 empresas, esperou-se que 95% dos intervalos de confiança estimados, com semi-amplitude máxima igual a 0,035, contivessem as verdadeiras freqüências.