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Boletim de Comércio Exterior da Bahia Fevereiro 2015

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Boletim de Comércio

Exterior da Bahia

Fevereiro 2015

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SUMÁRIO

Governo do Estado da Bahia Rui Costa

Secretaria do Planejamento João Leão

Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia Eliana Boaventura

Diretoria de Indicadores e Estatística Gustavo Casseb Pessoti

Coordenação de Acompanhamento Conjuntural

Luiz Mário Vieira Coordenação Editorial Arthur Souza Cruz Junior Elaboração Técnica Arthur Souza Cruz Junior Bárbara Sacramento

Marcos Santos de Oliveira Junior Coordenação de Biblioteca e Documentação

Normalização

Eliana Marta Gomes Silva Sousa Coordenação de Disseminação da Informação

Augusto Cezar Pereira Orrico Editoria Geral

Elisabete Cristina Teixeira Barretto Revisão

Christiana Fausto (Linguagem) Editoria de Arte e de Estilo Ludmila Nagamatsu Editoração Marta Barreto

Sumário

Av. Luiz Viana Filho, 4ª Avenida, 435, CAB Salvador (BA) Cep: 41.745-002

Desempenho do Comércio

Exterior da Bahia – Fevereiro 2015, 3

Importações, 6

Apêndice A – Fevereiro 2015

Balança comercial – Brasil

Balança comercial – Bahia

Exportações brasileiras – principais estados Exportações baianas por fator agregado Exportações baianas – principais segmentos Exportações baianas – principais segmentos Exportações baianas – principais produtos

Exportações baianas – principais países e blocos econômicos Importações brasileiras – principais estados

Importações baianas por categorias de uso Importações baianas – principais produtos

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Boletim de Comércio Exterior da Bahia, Salvador, jan. 2015

DESEMPENHO DO COMÉRCIO EXTERIOR DA BAHIA – JANEIRO 2015

Desempenho do Comércio Exterior da Bahia – Janeiro 2015

A Bahia voltou a registrar déficit no comércio exte-rior em fevereiro, devido à queda nas exportações, que continuam prejudicadas pelo preço baixo dos produtos vendidos ao mercado internacional. Em fevereiro, enquanto os preços médios dos pro-dutos exportados recuaram 16,5%, as exportações caíram 25,3%, atingindo US$ 517,6 milhões, com-parando sobre igual mês do ano passado. Esse é o pior resultado para o mês desde 2009, ano mar-cado pelo auge da crise financeira internacional. Por conta da compra de 378 mil toneladas de GNL – Gás Natural Liquefeito, utilizado em larga escala no suprimento de usinas térmicas em fun-ção da crise hídrica, as importações superaram as exportações em US$ 274,2 milhões, alcan-çando US$ 791,8 milhões e crescimento de 43,4%. No ano, a balança comercial do estado acumula déficit de US$ 622 milhões, resultado de exportações de US$ 1,06 bilhão (-22,6%) e importações de US$ 1,69 bilhão (+28,5%). A queda das vendas externas deve-se, principalmente, à redução de preço de produtos importantes para a balança comercial -- processo que tem ocorrido em meio à desa-celeração econômica de grandes consumidores, como a China, e que faz com que esse ano também reduza o quantum exportado (queda de 3,4% até fevereiro). As principais retrações no mês foram registradas por derivados de petróleo (-92%), produtos químicos e petroquímicos (-40%); pneumáticos (-24%); e auto-motivo (-12%). Os preços de todos esses segmentos variaram de forma negativa frente ao mesmo período em 2014, chegando a quase 60% no caso dos derivados de petróleo e a (-31%) no de químicos/petroquímicos. Se ainda não trouxe o alívio esperado para o desempenho das exportações, a forte valorização do dólar, superior a 21% no acumulado de 12 meses, já vem impactando as importações, que abstraindo

as compras de GNL – Gás Natural Liquefeito, também acusaram redução de 3,6% em fevereiro. No mês passado, registraram queda as compras de auto-móveis de passageiro (-22%), insumos para a indústria química (-8,4%) e bens de capital (-6,3%). Com os baixos preços do petróleo no mercado internacional, dispararam as importações de combustíveis que cresceram 222%, além de minério de cobre (48%) e fertilizantes (2,2%). Apesar do crescimento registrado de 28,5% nas impor-tações baianas do bimestre, o movimento do câmbio e o esperado impacto recessivo mais aprofundado na economia acabarão influenciando mais negativamente as importações no curto prazo, o que deverá ajudar na reversão do atual déficit da balança comercial do estado.

As vendas de produtos manufaturados caíram 57% em fevereiro e 40% no bimestre na mesma compa-ração – resultado puxado pelas baixas nos embar-ques de óleo combustível, químicos/petroquími-cos, máquinas, aparelhos e materiais mecânicos e elétricos, pneumáticos e calçados. Os automóveis, apesar de ainda estarem no bimestre 31% superiores a 2014, já apresentaram queda de 11,8% em fevereiro. A situação das exportações da indústria é ruim e com perspectiva de piora. Desde a crise financeira, em 2008, com a elevação da ociosidade no setor manu-fatureiro global e com o aumento da concorrência, que buscou novos mercados e enxugou suas mar-gens, os segmentos brasileiros menos competitivos Tabela 1 – Balança comercial

Bahia – Fevereiro 2014/2015

(Valores em uS$ 1000 FoB)

Discriminação 2014 2015 Var. %

Exportações 692.870 517.619 -25,29 Importações 551.969 791.788 43,45

Saldo 140.901 -274.169

-Corrente de comércio 1.244.840 1.309.407 5,19

Fonte: mdIC/Secex, dados coletados em 05/03/2015. Elaboração: SEI.

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DESEMPENHO DO COMÉRCIO EXTERIOR DA BAHIA – JANEIRO 2015

vêm perdendo espaço no exterior. Contribuíram ainda de forma importante para tirar a competi-tividade do setor a valorização do real frente ao dólar até 2012, principalmente, tornando as impor-tações mais baratas e as exporimpor-tações menos ren-táveis e a ampliação do mercado de trabalho, com queda forte de desemprego, o que resultou em alta real de salários, elevando o custo das indústrias. Aliado a essas condições, houve também a influência das escolhas feitas pelo país na política de comércio exterior. Como consequência, o país resiste à negociação de uma série de acordos, de livre comércio à eliminação de vistos; de proteção de investimentos àqueles para evitar a dupla tributação. Sem mudança nessa postura, a indústria brasileira continuará carente de instru-mentos para aprofundar sua inserção internacional e para contribuir com o desenvolvimento do Brasil. Mudanças conjunturais poderão ajudar as indústrias no curto prazo. Uma delas é o câmbio, que deve man-ter a tendência de desvalorização e trazer mais com-petitividade ao exportador, ajudando a indústria local

na concorrência com o importado. Outro fator imi-nente é o aumento da taxa de desemprego, que deverá trazer algum alívio para a pressão sobre salários. Porém, outras mudanças são necessárias não apenas para atender ao mercado doméstico, mas para colocar o país como plataforma de exportação. Isso demanda a busca de uma internacionalização que pode come-çar pela integração regional maior colocando toda da América do Sul dentro do mapa das cadeias globais de valor. Para isso, é preciso unificar procedimentos e fortalecer um pouco mais o comércio regional. Mas não só. O país precisa ampliar a inovação e a produtividade para assegurar a competitividade da indústria. Para tanto, é necessário mais inves-timento em educação e a realização das diversas reformas para sanar os problemas que os empre-sários costumam caracterizar como “custo Brasil”: financiamento, infraestrutura, relações de trabalho e tributação. Essas reformas devem ser acompa-nhadas por um ambiente macroeconômico está-vel, desenvolvimento dos mercados interno e externo, segurança jurídica e redução da burocracia.

(US$ FO B) 0 200 400 600 800 1000 1200 1400

Fev. 2014 Mar. 2014Abr. 2014Maio 2014Jun. 2014 Jul. 2014 Ago. 2014 Set. 2014 Out. 2014 Nov. 2014Dez. 2014 Jan. 2015 Fev. 2015

Gráfico 1 − Evolução dos preços médios de exportação – Bahia (Últimos 12 meses) Fonte: mdIC/Secex, dados coletados em 05/03/2015.

Elaboração: SEI.

Obs.: Valores de outubro excluído valores da plataforma de petróleo.

o recuo dos preços das commodities e o movimento global de fortalecimento do dólar, no entanto, retiram força do ganho de competitividade dado pelo câmbio. Os preços médios dos produtos exportados pelo estado, em fevereiro, registrou recuperação de 13% em relação a janeiro/2015, mas continuam inferiores a fev/2014 com O recente movimento de desvalorização cambial

surpreendeu economistas e analistas da indústria e de comércio exterior pela rapidez ¬– a taxa já atinge R$ 3,26 em meados de março. Caso se mantenha no nível atual, o real mais fraco deve dar uma pequena ajuda às exportações, neste ano, e aumentar o número de empresas exportadoras. A inflação persistente,

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queda de 16,6%. As maiores contribuições negativas nos preços, no mês passado, foram dos derivados de petróleo, com queda de 58,7%, produtos químicos com -31,3%, metais preciosos (-65,2%) e soja (-17%). A redução de preços de exportação deve continuar ao longo do ano, se mantida a tendência de desvalorização do real frente ao dólar. Esse é um fenômeno que deve ganhar mais força com a percepção dos agentes econômicos de que a desvalorização cambial deve acontecer num ritmo mais forte que o anteriormente esperado. A queda de preços está relacionada não somente à renegociação como também à sua forma mais generalizada no mercado internacional. Contribuem, para isso, a exploração de novas fontes de energia, o que tende a baratear esse insumo, e a queda de preços das commodities ligada à desaceleração da China e às dificuldades de reação no cenário europeu. O que deve se agravar neste cenário, em relação a 2014, é que não somente os preços contribuirão para reduzir o valor embarcado. A persistente desaceleração da demanda mun-dial deve provocar também uma redução do quantum exportado. Dos vinte segmentos de exportação acom-panhados pela SEI, e que representaram 98,3% do total exportado pelo estado no bimestre, treze apresentaram redução no quantum embarcado, resultando em uma queda de 3,4% no volume físico embarcado pelo estado no perí-odo. São, portanto, as duas variáveis no mesmo sentido ajudando a pressionar o valor das exportações para baixo. A forte valorização do dólar em relação ao real, do início de fevereiro para cá, combinada com uma inesperada reação das cotações em Chicago, na segunda metade do mês pas-sado, destravou a comercialização de soja e milho na Bahia. A conjunção elevou os preços no país e compensou parte das perdas provocadas por meses seguidos de quedas na bolsa americana. Ainda que a espiral baixista tenha voltado a dar o tom no início de março, em Chicago, uma “janela de oportunidade” se abriu e muitos produtores souberam aproveitá-la. As vendas do complexo soja cresceram 239,3% em fevereiro, comparativamente ao mesmo mês de 2014, enquanto que as de milho cresceram 887% e as de algodão, 117%. Com isso, as receitas das exportações do agronegócio, em fevereiro, alcançaram US$ 260,9 milhões, 27,7% acima do mesmo mês do ano anterior. O volume embarcado

Tabela 2 – Exportações baianas

Principais segmentos – Fevereiro 2014/2015 Segmentos Valores (US$ 1000 FOB) Var. % Part.% Var. % Preço médio 2014 2015 Papel e Celulose 306.989 247.527 -19,37 23,26 -14,33 Químicos e Petroquímicos 280.953 204.177 -27,33 19,18 -19,42 metalúrgicos 111.479 108.562 -2,62 10,20 20,69 Automotivo 56.354 73.897 31,13 6,94 -10,41 Petróleo e derivados 291.681 70.793 -75,73 6,65 -52,97 Algodão e Seus Subprodutos 25.162 52.237 107,61 4,91 -14,68 Soja e derivados 20.501 44.881 118,92 4,22 -17,56 minerais 14.519 39.997 175,47 3,76 -40,52 Borracha e Suas Obras 37.792 30.200 -20,09 2,84 -17,87 metais Preciosos 55.177 30.107 -45,44 2,83 -64,48 Cacau e derivados 28.393 29.617 4,31 2,78 12,87 Café e Especiarias 35.128 23.676 -32,60 2,22 -18,54 Couros e Peles 23.039 22.938 -0,44 2,16 13,22 Sisal e derivados 16.841 21.008 24,75 1,97 25,39 milho e derivados 1.221 13.413 998,19 1,26 -9,96 Frutas e Suas Preparações 9.496 10.695 12,62 1,00 -9,10 máquinas, Aparelhos e materiais mecânicos e Elétricos 16.586 8.876 -46,48 0,83 38,40 Calçados e Suas Partes 8.724 7.545 -13,52 0,71 20,56 Fumo e derivados 8.865 6.038 -31,89 0,57 2,33 Carne e miudezas de Aves 1.031 126 -87,82 0,01 -17,91 demais Segmentos 24.891 18.041 -27,52 1,69 -24,13 Total 1.374.825 1.064.350 -22,58 100,00 -19,83 Total 10.091.660 9.309.740 -7,75 100,00 -11,08

Fonte: mdIC/Secex, dados coletados em 05/03/2015. Elaboração: SEI.

cresceu bem mais, 69,5%, o que dá a ideia do quanto estão desvalorizados esses produtos no mercado internacional. O setor de papel e celulose lidera as exportações estaduais tanto no mês de fevereiro quanto no bimestre. No ano, elas alcançaram US$ 247,5 milhões, ainda assim, 19,4% abaixo de igual período do ano passado. Diante do encolhimento do mercado doméstico de celulose e papel no início deste ano, fabricantes brasileiras estão aumentando as apostas nas exportações. Com essa estratégia, buscam ocupar capacidade, produtividade e tirar proveito do câmbio favorável às vendas externas. A rentabilidade, porém, permanece inferior à das vendas locais, por causa da queda

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nos preços. No bimestre, as vendas externas acumulam redução de 19,4% nas receitas e 5,9% no volume embarcado. Embora o momento seja de cautela para indústria petro-química – porque mesmo após a definição do contrato de fornecimento de nafta da Petrobras para a Braskem, ainda há o enfraquecimento da economia brasileira e a volatilidade do câmbio e petróleo. A expectativa ainda é positiva em relação aos spreads petroquímicos (diferença de preço entre matéria-prima e produto final) no mercado internacional, o que pode beneficiar o setor como um todo. Na ponta negativa, não há expectativa de crescimento de mercado (tanto externo como interno) e há o risco de racionamento de energia elétrica, pressionando os custos. Por enquanto, no rastro da queda de preços do petróleo, o setor amarga redução média de 19,4% em seus preços médios no bimestre, 27,3% de queda nas receitas de expor-tação e redução de 9,8% no volume embarcado no período. Já o setor metalúrgico, na Bahia, dominado funda-mentalmente pelo cobre, a oscilação dos preços é positiva em 21% no bimestre comparado ao mesmo período do ano passado. A queda de 2,6% nas receitas do setor deveu-se à queda de 19,3% no volume embar-cado. O cobre já registrou uma recuperação parcial de 5,1% ante a mínima de cinco anos registrada em janeiro, para US$ 5.672 por tonelada em fevereiro. O prêmio pago pelo cobre, no mercado de Xangai, em rela-ção ao preço na bolsa de metais de Londres, subiu para US$ 85 a tonelada, ante US$ 75 no fim de janeiro, embora ainda esteja bem inferior aos US$ 160 no mesmo período do ano passado. A agência chinesa que administra as reservas de recursos minerais, como o cobre, deve começar a comprar o metal em breve. Ela tende a buscar oportunidades de compra quando os preços caem, conforme prevêem opera-dores e analistas. A agência não revela suas compras, mas acredita¬-se que ela estocou o metal quando os preços atin-giram seu menor valor em quatro anos, em março de 2014. A queda nos preços do petróleo no mercado interna-cional atingiu em cheio as vendas externas de óleo combustível exportado pelo estado. A queda nos preços médios da ordem de 53% reduziu os embar-ques no bimestre em 48,4% e as receitas em 75,7%

no período, comparado a igual período de 2014. É o segmento que mais caiu nas vendas externas em 2015. Além da queda de preços, a produção de derivados de petróleo foi reduzida na RLAM por conta de parada para manutenção em uma unidade de refino, o que comprome-teu os embarques do produto. Por enquanto, não há sinais fortes de recuperação do preço do petróleo, com os grandes produtores mundiais sem sinalizar uma redução de oferta como forma de fazer com que os preços voltem a subir. Além da queda nas vendas de derivados de petróleo em 76% no bimestre, outro fator crucial no declínio das exportações no bimestre foi o recuo das vendas para os EUA em 52%. É justamente no mercado americano que reside as maiores expectativas de crescimento das vendas para os exportado-res brasileiros, já que o país que deve manter cexportado-rescimento, este ano, embora com ritmo de aceleração moderado. Pneumáticos, celulose e derivados de cacau foram os setores responsáveis pela queda nas vendas para os EUA no período. China, Argentina e Estados Unidos são, nessa ordem, os principais parceiros comerciais da Bahia no perí-odo. A possibilidade de aumento das exportações para os EUA, este ano, passa pela melhora do desem-penho dos manufaturados e nesse tipo de bem não há explosão de exportação. Além disso, a economia ame-ricana deve crescer, mas com aceleração gradativa. É bom lembrar ao exportador brasileiro que ele não é o único que olha para o mercado americano. Com os demais mercados importantes ainda sem crescimento, a concorrência é forte e o que definirá a conquista de mercados será a competitividade. De acordo com consul-torias especializadas no mercado americano, as oportu-nidades de crescimento mais imediatas estão ligadas aos segmentos têxtil, de calçados, metalúrgico e siderúrgico. De qualquer forma, o quadro americano e seu impacto para as exportações baianas este ano é mais animador que o da China, que deve seguir crescendo bem, mas em desaceleração, o que afeta a exportação baiana de

commo-dities agrícolas e metálicas. Depois de uma expansão de

7,4% em 2014, a avaliação é de que a economia chinesa cresça 6,9% em 2015. Enquanto isso, a Argentina deve sofrer nova contração, com recuo de 1,5% do PIB este ano.

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IMPORTAÇÕES

Importações

Tabela 3 – Importações baianas por categorias de uso – Fevereiro 2014/2015

(Valores em uS$ 1000 FoB)

Discriminação 2013 2014 Var. % Part. %

Bens intermediários 532.840 536.032 0,60 31,79

Combustíveis e lubrificantes 335.639 785.719 134,10 46,60 Bens de capital 239.552 243.332 1,58 14,43 Bens de consumo duráveis 177.044 95.567 -46,02 5,67 Bens de consumo não

duráveis 27.108 25.587 -5,61 1,52

Total 1.312.181 1.686.238 28,51 100,00

Fonte: mdIC/Secex, dados coletados em 13/03/2015. Elaboração: SEI.

OBS.: importações efetivas, dados preliminares.

As compras externas da Bahia voltaram a regis-trar crescimento considerável, novamente cal-cada nas importações de combustíveis, assim como registrado em 2014 e em janeiro último. A participação deste segmento, no total das impor-tações do bimestre, alcançou 46,6% e o incremento atingiu 134,1% comparado a igual período do ano anterior. Gás Natural Liquefeito – GNL, utilizado no abastecimento de usinas termoelétricas, responde pelo maior volume importado – US$ 388,7 milhões, seguido pela nafta para a petroquímica, com US$ 329 milhões e o óleo bruto de petróleo com US$ 34,4 milhões.

Embora com crescimento robusto no período, as impor-tações de petróleo e derivados deverão cair a médio prazo, já que não possuem espaço para crescer. As compras acompanham o consumo interno de com-bustíveis e o crescimento da economia, duas variáveis com perspectivas de expansão tímidas para este ano. Também com a volta das chuvas, há a perspectiva de normalização dos reservatórios das hidroelétricas, o que também deve impactar as compras de GNL.

A forte desvalorização do real frente ao dólar já impactou as compras de bens de consumo. Elas tiveram queda de 40,6% no bimestre, principalmente de automóveis e eletroeletrônicos. As compras de bens intermediários apresentaram estabili-dade com leve crescimento de 0,6% no bimestre. A desvalo-rização cambial já começou a provocar troca de fornecedo-res e negociação de preços na importação, principalmente desses produtos. Dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) mostram que, de novem-bro a janeiro, os preços de importação, em dólar, caíram. Nesse período os preços médios dos bens intermediários diminuíram 1,83% na comparação com iguais meses do ano anterior. Nos bens de consumo duráveis, a queda foi de 1,31%. A redução maior foi nos não duráveis, com recuo de 6,8%, e nos combustíveis, de 15,4%, como reflexo da queda do preço do petróleo. A única categoria de uso com alta de preço médio foi a de bens de capital, com avanço pequeno, de 0,3%. Juntos, bens intermediários e bens de consumo representam 40% das importações baianas no bimestre. A queda de preços nos produtos importados está relacio-nada não somente à renegociação como também à queda de preços mais generalizada no mercado internacional. Contribuem, para isso, a exploração de novas fontes de energia, o que tende a baratear esse insumo, e a queda de preços das commodities ligada à desaceleração da China e às dificuldades de reação no cenário europeu. Excluídos os combustíveis, as importações baianas já acusam queda de 3,6% em fevereiro e de 7,8% no acu-mulado do ano. Os principais países fornecedores do estado no período foram a Argélia (nafta e GNL); Chile (cobre e fertilizantes); China (máquinas, quími-cos e eletrôniquími-cos) e Argentina (veículos, trigo e nafta).

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