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O efeito da cinesioterapia laboral nos acadêmicos do curso de odontologia na UNISUL de Tubarão - SC

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Academic year: 2021

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O EFEITO DA CINESIOTERAPIA LABORAL NOS ACADÊMICOS DO CURSO DE ODONTOLOGIA DA UNISUL DE TUBARÃO – SC

THE EFFECT OF LABOR CINESIOTHERAPY IN THE ACADEMICS OF THE UNISUL DE TUBARÃO DENTISTRY COURSE - SC

Luana Teixeira da Silva1, Clarissa Niero Moraes2, Cristine Bittencourt de

Oliveira Uliano3

1Discente em Fisioterapia, Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL, Tubarão, SC, Brasil 2Docente do curso de Fisioterapia da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL, Tubarão, SC,

Brasil

3Docente do curso de Fisioterapia ano 2016 da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL,

Tubarão, SC, Brasil

RESUMO

___________________________________________________________________ Introdução: Os cirurgiões-dentistas são os profissionais que mais apresentam sintomas de DORT, isso por que adotam uma postura inadequada por longos períodos, acometendo principalmente membros superiores e tronco. Como medida de prevenção, tem-se a cinesioterapia laboral, que consiste em exercícios no próprio local de trabalho. O presente estudo teve como objetivo verificar os efeitos da cinesioterapia laboral no estado físico geral, disposição e satisfação no trabalho em acadêmicos do curso de odontologia da UNISUL de Tubarão – SC. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo experimental, no qual a amostra foi composta por 24 acadêmicos com idade entre 19 e 24 anos, sendo dividido em dois grupos, experimental e controle, sendo 12 indivíduos para cada grupo. Os participantes foram avaliados por questionário que continha o estado físico geral, satisfação e disposição para o trabalho. Foi aplicado cinesioterapia laboral, durante 15 minutos, três vezes na semana, com período de cinco semanas. Os exercícios continham alongamentos de MMSS, MMII, e tronco. Resultados: Não houve resultados estatísticos significativos, porém constatou-se que 50% dos estudantes do grupo experimental relataram melhora da dor em MMSS, em tronco houve redução da dor de 20,38%, sendo que houve um aumento da disposição de 50,17%. Considerações Finais: Embora não tenha apresentando resultados significativos, os dados obtidos nos evidenciam uma tendência a redução das dores musculoesqueléticas.

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Palavras-chave: Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, transtornos traumáticos acumulativos.

___________________________________________________________________ ABSTRACT

___________________________________________________________________

Introduction: Dental surgeons are the professionals who most present DORT symptoms, this is because they adopt an inadequate posture for long periods, affecting mainly upper limbs and trunk. As a preventive measure, we have the labor kinesiotherapy, which consists of exercises in the workplace. The present study aimed to verify the effects of occupational kinesiotherapy on the general physical state, disposition and job satisfaction in the dental students of UNISUL, Tubarão - SC. Materials and Methods: This was an experimental study, in which the sample consisted of 24 students aged 19 to 24 years old, divided into two groups, experimental and control, with 12 individuals for each group. Participants were assessed by questionnaire that contained the general physical state, satisfaction and willingness to work. Work kinesiotherapy was applied for 15 minutes, three times a week, with a five week period. The exercises contained stretches of MMSS, MMII, and trunk. Results: There were no statistically significant results, but it was found that 50% of the students in the experimental group reported improvement in pain in MMSS, in the trunk there was a reduction of pain of 20.38%, and there was an increase in the disposition of 50.17 %. Final Thoughts: Although it did not present significant results, the data obtained showed a tendency to reduce musculoskeletal pain.

Keywords: Work-related musculoskeletal disorders, cumulative traumatic disorders.

___________________________________________________________________

INTRODUÇÃO

Os sintomas dos distúrbios osteomusculares relacionadas ao trabalho (DORT), tem se tornado mais comum, com maior ocorrência em trabalhadores que permanecem por longos períodos em uma única posição1. Em 1988, houve um

marco histórico no Brasil onde foi cedido auxilio-acidente e aposentadoria por invalidez pela Previdência Social aos 80% dos diagnósticos2. Dentre estas

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profissões está a odontologia, pois os profissionais cirurgiões-dentistas adotam uma postura inadequada, se tornando uma queixa frequente3. Em Florianópolis/SC 56,7%

apresentam manifestação dolorosa4, a mesma ainda leva a dores nos membros

superiores (MMSS) e coluna lombar, sendo normalmente os locais mais acometidos5.

Para que o profissional tenha uma boa visão do seu campo de trabalho, os cirurgiões-dentistas acabam adotando a postura cifótica, flexão de MMSS, rotação de tronco e inclinação da cabeça, isso por que realizam procedimentos delicados que exigem uma melhor visualização6. Estas condições evoluem para

problemas como degeneração dos discos intervertebrais na cervical e lombar e inflamação dos tendões pelo movimento repetitivo nos ombros, cúbito, punhos e mãos6. São considerados os fatores de risco para DORT postura inadequada por

longos períodos, movimentos repetitivos, estresse, condicionamento físico e idade6.

Estes fatores de risco podem levar a diminuição da força e gerar fadiga, contribuindo para o aparecimento de tensão muscular, contratura e alteração da motricidade fina1.

Cho e cols7, afirmam que cerca de 64% á 96% dos dentistas

experimentam a dor musculoesquelética. Em higienistas dentais, 60% á 69,5% destes profissionais afirmam que ocorreu dores principalmente nas regiões de mãos e punho, enquanto 36,3% á 60,1% e 19,8 á 85% dos dentistas relataram que a dor musculoesquelética ocorreu principalmente nas regiões das costas e pescoço7.

Medidas preventivas podem ser tomadas sendo realizadas antes ou após a jornada de trabalho, com o objetivo de minimizar o aparecimento de DORT5. Um

dos principais métodos fisioterapêuticos é a cinesioterapia laboral, ou ginástica laboral, que consiste em exercícios terapêuticos e preventivos desenvolvidos no local de trabalho, executados antes ou após os horários de expediente8. A proposta

deste método é melhorar flexibilidade, a resistência, reduzir a dor e o desconforto e ainda buscar por melhorias individuais contribuindo para o trabalho em equipe9.

As inclusões de medidas preventivas podem retardar o aparecimento destes sintomas, sendo de suma importância a prevenção da saúde, com cuidados da postura, e bem-estar desde o ambiente universitário. Este presente estudo teve como objetivo: analisar os efeitos que a cinesioterapia laboral pode trazer aos estudantes do 5° ao 10° semestre do curso de odontologia da UNISUL – Campus Tubarão (SC). E como objetivos específicos: caracterizar a amostra, identificar o

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estado físico geral, a satisfação no trabalho e a disposição no trabalho entre os acadêmicos; localizar e classificar a intensidade de dores e desconfortos entre os acadêmicos; relacionar o estado físico geral, a satisfação no trabalho e a disposição no trabalho com os DORT; implementar um protocolo de cinesioterapia laboral; verificar a relação do estado físico geral, da satisfação e da disposição no trabalho com a aplicação da cinesioterapia laboral; identificar a satisfação dos acadêmicos, após a implementação do programa de cinesioterapia laboral; comparar características de dores e desconfortos no grupo experimental com o grupo controle.

MATERIAIS E MÉTODOS

Esta pesquisa é caracterizada quanto ao nível como explicativa, de abordagem quantitativa, e quanto ao procedimento, do tipo experimental. O estudo foi aprovado pelo Comitê Ética em Pesquisa (CEP) da UNISUL, sob parecer n° 1.965.691, e todos os participantes assinaram previamente o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Após a aprovação do CEP, deu-se início à pesquisa. Foi autorizado pelo coordenador do curso de odontologia e logo após o convite foi feito aos estudantes, onde foram elucidados quanto a pesquisa. A amostra inicial foi composta por 50 acadêmicos do curso de odontologia da UNISUL de Tubarão (SC), sendo dividido igualmente em dois grupos, experimental (Grupo A) e controle (Grupo B), com 25 indivíduos em cada grupo. O sorteio foi realizado de forma estratificada, para aparência homogênea.

Foram incluídos acadêmicos com idade entre 19 à 30 anos, de ambos os sexos, matriculados regularmente do 5° ao 10° semestre, com presença de dor musculoesquelética e que não se enquadraram em nenhum dos seguintes critérios de exclusão: estar praticando atividade física, com frequência acima de 2 (dois) vezes por semana; acadêmicos que passaram por cirurgia no sistema musculoesquelética ou que possuíssem lesões ortopédicas não relacionadas ao trabalho.

Os voluntários foram avaliados antes e após o protocolo de tratamento, por meio de questionário contendo estado físico geral, disposição e satisfação com o trabalho desenvolvido nas aulas práticas do curso de odontologia. Foi utilizado o

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questionário de Poletto10, no qual é respondido de acordo com a frequência de dor,

satisfação e disposição, numerados de um a 10, onde 1-2=nunca, 5-6=com alguma frequência, 9-10=sempre (sendo que os números que não foram citados, ficava entre uma e outra classificação, por exemplo, 3-4=entre nunca e com alguma frequência). Para determinar o estado físico geral, o questionário é dividido em 20 itens, relacionados ao desconforto ou cansaço em membros superiores (MMSS), membros inferiores (MMII), tronco, e desconforto físico geral. Dividido em seis itens, a satisfação é relacionados a satisfação para o trabalho e para realizar as pausas, ao ambiente de trabalho, aos colegas e professores, e da satisfação de forma geral. E por fim, a disposição dividida em três itens, nos quais eram relacionados à disposição geral, disposição para o trabalho e para realizar as pausas.

O protocolo de tratamento foi composto por exercícios de alongamentos, baseado nos exercícios de Picoli e Guastelli11. Os exercícios de alongamentos foram

de alinhamento da coluna, alongamento longitudinal dos músculos da coluna vertebral, alongamento dos músculos posteriores da região cervical, dos músculos laterais da região do pescoço, tríceps, abdutores do braço, peitoral e deltóide (porção clavicular), flexores dos dedos e punho, extensor de punho, posterior de coxa e perna, anterior da coxa, e musculatura lateral do tronco. Foram realizadas 15 sessões (cinco semanas), com duração de 15 minutos cada, três vezes por semana. Não foi necessário nenhum tipo de vestimenta ou material para a realização dos alongamentos. Os mesmos aconteceram no mesmo local de realização das aulas práticas e dos estágios, sendo feito antes de iniciar as aulas, de modo que não interferisse no processo de aprendizagem dos voluntários.

Os dados obtidos foram classificados e apresentados com representação tabular através do software Excel Microsoft Office® 2016. O mesmo software foi utilizado para a análise estatística. As variáveis quantitativas foram apresentadas expressando à média e desvio padrão, sendo realizado também o teste t Student para comparação das médias, com um nível de significância estatística de p<0,05.

RESULTADOS

Participaram do estudo 24 estudantes de graduação em odontologia. Destes, 19 acadêmicos eram do sexo feminino, e seis do sexo masculino, sendo 12

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indivíduos do quinto semestre e 12 do nono semestre. Com idade entre 19 e 24 anos (22,04 ±1,21).

Os itens relacionados ao estado físico geral foram agrupados e divididos por seguimentos, sendo eles MMSS, MMII, tronco, desconforto físico geral. Nota-se que nas tabelas os valores negativos correspondem a diminuição da dor, satisfação ou disposição. Na Tabela 1 é apresentada a média e desvio padrão em relação à dor em MMSS antes e após a intervenção, do grupo experimental (Grupo A) e grupo controle (Grupo B), com análise de:

 Desconforto nos braços e mãos;  Desconforto nos ombros;

 Cansaço ou desconforto mais concentrado em braços;  Cansaço ou desconforto nas mãos;

 Cansaço ou desconforto nos ombros.

Tabela 1 – Dor nos MMSS avaliadas antes (T0) e após (TF) a intervenção com cinesioterapia laboral.

Voluntários MMSS (média ± desvio padrão)

p value ΔMS(%) T0 (n=12) TF (n=12) Grupo A A1 7,67 ± 0,44 6,00 ± 0,00* 0,001 -21,74 A2 2,50 ± 2,00 2,17 ± 0,28 0,721 -13,33 A3 4,83 ± 3,83 6,83 ± 2,56 0,076 41,38 A4 6,83 ± 2,17 4,17 ± 0,83* 0,038 -39,02 A5 1,00 ± 0,00 3,33 ± 1,00 † 0,009 233,33 A6 3,35 ± 1,83 4,67 ± 0,78 0,201 33,33 A7 1,00 ± 0,00 2,33 ± 1,78 0,175 133,33 A8 1,83 ± 1,39 1,00 ± 0,00 0,363 -45,45 A9 3,17 ± 2,17 2,00 ± 0,00 0,287 -36,84 A10 1,33 ± 0,56 1,83 ± 0,83 0,203 37,50 A11 3,17 ± 2,17 3,00 ± 2,00 0,932 -5,26 A12 1,00 ± 0,00 1,00 ± 0,00 0,363 0,00 Total A 3,15 ± 1,38 3,19 ± 0,84 0,925 26,44 Grupo B B1 6,17 ± 1,83 6,17 ± 1,17 1,000 0,00 B2 4,50 ± 1,17 3,00 ± 1,00 0,226 -33,33 B3 2,67 ± 0,89 3,83 ± 0,89 0,201 43,75 B4 6,50 ± 0,83 7,00 ± 0,67 0,203 7,69 B5 9,67 ± 0,56 8,67 ± 0,89 0,076 -10,34 B6 6,00 ± 1,00 6,67 ± 1,89 0,465 11,11

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B7 3,83 ± 1,44 2,17 ± 0,94 0,141 -43,48 B8 1,67 ± 0,44 2,50 ± 1,17 0,224 50,00 B9 2,67 ± 2,22 2,17 ± 1,17 0,624 -18,75 B10 6,67 ± 2,44 5,83 ± 2, 17 0,448 -12,50 B11 2,00 ± 1,33 3,00 ± 2,00 0,465 50,00 B12 2,83 ± 0,83 2,50 ± 0,67 0,465 -11,76 Total B 4,60 ± 1,25 4,46 ± 1,22 0,786 2,70 Diferença Intergrupos p 0,358

* Diminuição da dor valor de p<0,05 pelo teste t.

Aumento da dor valor de p<0,05 pelo teste t.

Analisando os resultados expostos na Tabela 1, é possível observar que cerca de 50% (n=6) do grupo A e do grupo B tiveram redução da dor, porém o grupo A teve um aumento na dor (26,44%), maior que no grupo B (2,70%). Não foram observadas diferenças significativas entre o grupo A quando comparado ao grupo B. Os resultados de MMSS demonstraram diferenças estatísticas entre as médias comparadas antes e depois da intervenção, sendo que os voluntários A1 e A4 obteve redução e o voluntário A5 aumentou no grupo A conforme apresentado na Tabela 1.

Em relação aos MMII o questionário abordava sobre:  Desconforto nas pernas e pés;

 Cansaço ou desconforto nas pernas;  Cansaço ou desconforto nos pés. Conforme demonstra a Tabela 2.

Tabela 2 – Dor nos MMII analisadas antes (T0) e após (TF) a intervenção.

Voluntários MMII (média ± desvio padrão) p value ΔMI(%)

T0 (n=12) TF (n=12) Grupo A A1 8,00 ± 0,00 6,00 ± 0,00 0,000 -25,00 A2 1,00 ± 0,00 2,00 ± 0,00 0,001 100,00 A3 6,33 ± 4,33 2,44 ± 1,78 0,074 -61,40 A4 3,00 ± 0,00 1,00 ± 0,00 0,000 -66,67 A5 1,00 ± 0,00 3,33 ± 1,11 0,118 233,33 A6 1,33 ± 0,44 3,00 ± 0,00 † 0,038 125,00 A7 3,67 ± 1,78 2,33 ± 1,78 0,423 -36,36 A8 1,00 ± 0,00 1,00 ± 0,00 0,423 0,00 A9 2,33 ± 1,78 4,67 ± 1,78 0,222 100,00

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A10 1,67 ± 0,89 2,67 ± 0,44 0,423 60,00 A11 1,00± 0,00 2,33 ± 1,78 0,423 133,33 A12 2,33 ± 1,78 1,00 ± 0,00 0,423 -57,14 Total A 2,72 ± 0,92 2,65 ± 0,72 0,900 42,09 Grupo B B1 6,33 ± 1,11 5,00 ± 0,00 0,270 -21,05 B2 4,00 ± 2,00 2,00 ± 2,67 0,438 -50,00 B3 1,67 ± 0,44 6,00 ± 3,33 0,186 260,00 B4 6,33 ± 0,89 6,00 ± 0,00 0,667 -5,26 B5 6,67 ± 2,22 8,67 ± 0,89 0,184 30,00 B6 6,33 ± 0,44 9,33 ± 0,89 0,184 47,37 B7 4,67 ± 1,56 4,67 ± 0,44 1,000 0,00 B8 1,67 ± 0,44 2,33 ± 1,78 0,728 40,00 B9 1,00 ± 0,00 1,00 ± 0,00 0,423 0,00 B10 5,33 ± 3,11 2,33 ± 1,78 0,122 -56,25 B11 2,33 ± 1,78 3,67 ± 0,33 0,423 57,14 B12 2,33 ± 1,11 3,33 ± 0,44 0,423 42,86 Total B 4,06 ± 1,26 4,53 ± 1,00 0,446 28,73 Diferença Intergrupos p 0,718

*Diminuição da dor de membros inferiores (MI) valor de p<0,05 pelo teste t.

Aumento da dor valor de p<0,05 pelo teste t.

Os resultados demonstram que 33,33% (n=4) dos voluntários do grupo A, e 16,66% (n=2) do grupo B não apresentaram diferença antes e depois da intervenção. No grupo A 8,33% (n=1), apresentou diferença estatística, enquanto o grupo B, não apresentou nenhuma diferença. A redução da dor nos MMII para os grupos A e B, foram de 41,66% e 33,33%. Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos.

Na Tabela 3 serão apresentados os resultados relacionados à dor no tronco, no qual foram avaliadas:

 Desconforto na lombar;  Desconforto na cervical;

 Cansaço ou desconforto mais concentrada nas costas.

Tabela 3 – Dor no tronco analisadas antes (T0) e após (TF) a intervenção com cinesioterapia laboral.

Voluntários Tronco (média ± desvio padrão)

p value ΔT (%)

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Grupo A A1 8,00 ±3,00 6,00 ±10,00* 0,000 -25,00 A2 5,33 ±10,00 3,00±3,67* 0,020 -43,71 A3 9,67 ±3,67 10,00 ±5,67 0,423 3,41 A4 7,33 ±5,67 3,67 ±6,00* 0,053 -49,93 A5 3,67 ±6,00 5,67 ±3,67 0,184 54,50 A6 6,00 ±3,67 6,00 ±4,33 0,423 0,00 A7 5,00 ±4,33 3,67 ±4,67 0,423 -26,60 A8 4,00 ±4,67 4,33 ±2,67 0,423 8,25 A9 8,33 ±2,67 4,67 ±3,67* 0,008 -43,94 A10 4,00 ±3,67 2,67 ±1,00 0,184 -33,25 A11 5,33 ±1,00 3,67 ±5,67* 0,300 -31,14 A12 2,33 ±5,67 1,00 ±3,33 0,423 -57,08 Total A 5,75 ± 4,50 4,53 ± 4,53 0,027 -20,38 Grupo B B1 9,33 ± 0,89 5,67 ± 0,89* 0,032 -39,23 B2 3,67 ± 1,78 3,33 ± 1,11 0,667 -9,26 B3 9,00 ±1,33 5,67 ±1,11* 0,010 -37,00 B4 5,67 ±1,56 6,33 ± 1,56 0,423 11,64 B5 10,00 ±0,00 9,33 ± 0,89 0,423 -6,70 B6 8,00 ± 0,00 6,67 ± 1,11 0,270 -16,63 B7 9,00 ± 1,33 5,00 ± 0,67* 0,020 -44,44 B8 1,33 ± 0,44 4,33 ± 0,44* 0,035 225,56 B9 5,67 ± 1,56 4,33 ± 0,89 0,270 -23,63 B10 8,33 ± 0,89 8,67 ± 1,11 0,423 4,08 B11 4,33 ± 2,22 4,67 ± 2,44 0,742 7,85 B12 3,67 ± 0,44 3,67 ± 0,89 1,000 0,00 Total B 6,50 ± 1,04 5,64 ± 1,09 0,170 6,02 Diferença Intergrupos p 0,255

*Diminuição da dor de tronco valor de p<0,05 pelo Teste T.

Na Tabela 3, observa-se que 25% (n=3) do grupo A apresentaram diferença estatística quando comparado com antes e depois da intervenção, enquanto que 16,66% (n=2), não apresentaram diferença. Já no grupo B, 33,33% (n=4) apresentaram diferença estatística, porém no grupo A teve redução da dor em 20,38%, no mesmo momento em que no B teve aumento de 6,02%. Não foi observada diferença estatística entre os grupos A e B.

Abaixo foram analisados os resultados em relação ao desconforto físico, agrupando-se as características relacionadas ao:

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 Dificuldade em realizar as atividades;  Formigamento nas mãos;

 Dificuldade para dormir; e  Desconforto ao acordar.

Tabela 4 – Desconforto físico analisado antes (T0) e após (TF) a intervenção com cinesioterapia laboral.

Voluntarias Desconforto Físico (média ± desvio padrão) p value ΔDF (%)

T0 (n=12) TF (n=12) Grupo A A1 3,20 ± 2,64 4,60 ± 1,68 0,280 43,75 A2 1,00 ± 0,00 1,60 ± 0,48 0,070 60,00 A3 7,40 ± 1,36 2,60 ±1,92* 0,046 -64,86 A4 3,00 ±1,60 2,20 v 1,04 0,512 -26,67 A5 1,00 ± 0,00 2,60 ± 1,52 0,120 160,00 A6 2,60 ± 0,96 3,20 ± 1,84 0,426 23,08 A7 1,80 ±1,28 1,00 ±0,00 0,374 -44,44 A8 3,20 ±1,44 1,80 ±1,28 0,135 -43,75 A9 1,80 ±1,28 2,00 ± 0,00 0,815 11,11 A10 1,60 ± 0,72 1,40 ± 0,64 0,374 -12,50 A11 3,40 ± 1,92 3,60 ± 2,08 0,883 5,88 A12 1,00 ±0,00 2,60 ±1,92 0,178 160,00 Total A 2,58 ±1,10 2,43 ±1,20 0,772 22,63 Grupo B B1 4,40 ± 2,24 4,60 ± 2,88 0,911 4,55 B2 1,80 ± 1,28 3,00 ± 1,20 0,374 66,67 B3 2,00 ± 1,60 2,20 ± 1,20 0,374 10,00 B4 3,60 ± 2,08 4,00 ± 1,60 0,803 11,11 B5 9,00 ± 1,60 8,20 ±1,44 0,577 -8,89 B6 3,80 ±2,24 5,00 ± 2,80 0,178 31,58 B7 4,00 ± 2,00 1,60 ± 0,72* 0,042 -60,00 B8 3,00 ± 1,60 1,40 ±0,64 0,256 -53,33 B9 3,40 ± 1,52 1,60 ± 0,72 0,137 -52,94 B10 2,80 ± 2,88 1,00 ±0,00 0,374 -64,29 B11 3,40 ± 2,88 2,20 ± 1,80 0,178 -35,29 B12 1,80 ± 0,96 1,80 ± 0,32 1,000 0,00 Total B 3,58 ± 1,91 3,05 ± 1,28 0,160 -12,57 Diferença Intergrupos p 0,163

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Quanto ao desconforto físico apenas 8,33% (n=1) apresentou melhora, sendo que o grupo B, teve uma redução de 12,57%, enquanto o grupo A, teve aumento de 22,63%. Na variação em proporção entre os grupos, é possível observar que não houve diferença estatística.

Quanto a satisfação dos voluntários, foram avaliados de acordo com dos satisfação em relação:

 Satisfação no geral;

 Sinto-me leve e descontraído;  Ambiente de trabalho alegre;

 Relacionamento com os colegas e professores;  Satisfação em participar das pausas;

 Satisfação para o trabalho.

Nos dados obtidos, não houve valor estatístico significativo entre os grupos, e entre antes e depois da intervenção. No grupo A 8,33% não teve diferença comparado antes e depois, 50% dos voluntários apresentaram redução na satisfação e 41,66% apresentaram um aumento na satisfação em relação ao trabalho. No grupo B, os dados se mantiveram iguais ao grupo A, sendo 50% para redução e 41,66% aumento da satisfação.

Foi avaliada a disposição dos acadêmicos quanto a:  Disposição para o trabalho;

 Disposto de forma no geral;

 Disposto em participar ativamente das pausas. Os resultados foram apresentados na Tabela 5.

Tabela 5 – Disposição para o trabalho analisado antes (T0) e após (TF) a intervenção com cinesioterapia laboral.

Voluntarias Disposição (média ± desvio padrão) p value ΔD(%)

T0 (n=12) TF (n=12) Grupo A A1 4,33 ±0,89 7,00 ± 0,00* 0,057 61,66 A2 10,00 ± 0,00 9,00 ± 0,00 0,001 -10,00 A3 4,00 ±4,00 7,00 ± 4,00 0,423 75,00 A4 8,33 ±0,44 9,00 ± 0,00 0,184 8,04 A5 8,00 ± 2,00 9,00 ± 0,00 0,580 12,00 A6 9,67 ±0,44 10,00 ±0,00 0,423 3,41 A7 10,00 ±0,00 8,33 ±2,22 0,423 -16,70 A8 9,00 ± 0,00 8,67 ± 0,44 0,423 -3,67

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A9 1,00 ± 0,00 9,00 ± 0,00* 0,000 800,00 A10 6,67 ± 0,89 7,33 ± 2,89 0,837 9,90 A11 8,67 ±1,78 10,00 ± 0,00 0,423 15,34 A12 1,00 ± 0,00 10,00 ± 0,00* 0,000 900,00 Total A 6,72 ± 0,87 8,69 ± 0,80 0,065 154,62 Grupo B B1 5,00 ± 2,00 6,67 ± 0,44 0,300 33,40 B2 6,00 ± 0,00 8,00 ± 0,00* 0,000 33,33 B3 7,67 ± 0,44 7,33 ± 0,89 0,423 -4,43 B4 9,00 ± 0,00 8,33 ± 0,89 0,423 -7,44 B5 5,33 ± 3,11 5,00 ± 3,33 0,742 -6,19 B6 7,33 ± 0,44 8,33 ± 0,44 0,225 13,64 B7 7,33 ± 0,89 5,00 ± 0,67* 0,020 -31,79 B8 1,00 ± 0,00 8,67 ± 0,89* 0,007 767,00 B9 8,00 ± 0,00 1,00 ± 0,00 0,000 -87,50 B10 5,33 ± 1,78 1,00 ± 0,00 0,083 -81,24 B11 9,33 ± 0,44 8,00 ± 0,00 0,057 -14,26 B12 8,00 ±1,33 7,00 ± 0,00 0,423 -12,50 Total B 6,61 ± 0,87 6,19 ± 0,63 0,695 50,17 Diferença Intergrupos p 0,374

*Aumento da disposição para o trabalho valor de p<0,05 pelo Teste T.

Na Tabela 5, verificou-se que 75% (n=9) dos voluntários do grupo A tiveram aumento na disposição, enquanto que 25% (n=3) teve redução. No grupo B, houve um aumento na disposição de 50,17%, sendo que apenas 33,33% (n=4) apresentaram melhora na disposição. Na comparação da variação em proporção entre os grupos, não houve valor significativo.

Nota-se que alguns voluntários do grupo A apresentaram aumento em relação às dores nos MMSS, MMII, tronco e desconforto físico. Os voluntários A1, A6, A7, A10 e A11, são pessoas que não praticam nenhum tipo de atividade física antes da cinesioterapia laboral. Já os voluntários A2, A3, A5, A8, A9, e A12, são pessoas que praticam algum tipo de atividade física de uma ou duas vezes por semana, sendo que o voluntário A9, relatou que quando realiza algum trabalho doméstico sente desconforto.

DISCUSSÃO

Os cirurgiões dentistas destacam-se como uma das profissões que mais relatam sintomas de DORT, decorrente da postura inadequada adquirida para

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atender suas necessidades1,5. Os locais mais acometidos geralmente são MMSS e

coluna lombar5. Neste estudo, mesmo não havendo valores estatísticos

significativos, cerca de 50% dos voluntários do grupo A tiveram redução da dor em MMSS, no que podemos ver em um estudo realizado por Zamarioli cols12, no qual

avaliou trabalhadores que permanecem em posição sentada com MMII imóveis e uso excessivo de MMSS. Realizaram 15 minutos de cinesioterapia, cinco vezes na semana durante quatro meses, e houve redução de dor em ombros, no qual de 55%, reduziu para 40%.

Também percebe-se melhora no estudo de Candotti cols13, que

assemelha-se a este estudo, pois ambos aplicaram cinesioterapia durante 15 minutos, com frequência de três vezes na semana. Foram avaliados 30 trabalhadores do setor administrativo, com alongamentos enfatizados nos MMSS e coluna cervical. O grupo experimental apresentou diferença significativa sendo comparado com pré e pós-intervenção com relação à frequência de dor. O que também é similar ao presente estudo que apresentou redução da dor, mesmo não havendo valores estatísticos não significativos tanto em MMSS como em tronco.

Ainda no estudo de Zamarioli cols12, na avaliação antes e depois da

cinesioterapia laboral em MMII, os resultados relacionados à perna indicaram maior dor, reduzindo de 45% para 35% após a intervenção. Com relação a dor em tornozelo e pé, os resultados indicaram redução de 20% para 15%. Neste estudo, os resultados foram opostos, pois apenas 8,33% (n=1) dos voluntários do grupo A apresentaram redução da dor, enquanto 33,33% (n=4) não apresentaram diferenças antes e após a intervenção.

Resende cols14, obteve um resultado positivo em seu estudo com 24

funcionários (no turno da manhã n=10 e no turno da tarde n=14) que trabalhavam como teleatendentes. A intervenção foi realizada durante quatro meses, com frequência de quatro vezes na semana. Após os quatro meses de cinesioterapia laboral, 46% dos funcionários relataram que sentiram a diminuição das dores. No presente estudo, apesar de não haver valores estatísticos significativos, houve redução da dor em tronco em 66,66% dos voluntários do grupo A. Foi encontrado resultados também favoráveis no estudo de Zamarioli cols12, no qual cerca de 70%

dos funcionários relataram dor na região lombar antes da cinesioterapia laboral, diminuindo para 45%, após a intervenção.

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Tanto o estudo de Souza e Bezerra15 quanto o estudo de Militão8, são

semelhantes ao presente estudo, pois ambos avaliaram funcionários que trabalham em posição sentada, e cerca de 55,5% dos funcionários obtiveram melhora na disposição e neste estudo, 75% (n=9) dos voluntários também apresentaram melhora neste domínio.

Resende cols14, também avaliou a satisfação e disposição dos

funcionários, no qual os resultados foram opostos em relação a satisfação, pois 36% dos funcionários relataram que a satisfação com a empresa aumentou, enquanto que nesta pesquisa apenas 41,66% dos voluntários do grupo A obtiveram aumento na satisfação, sendo que 50% dos voluntários tiveram redução, e 8,33% não apresentou diferença antes e depois da intervenção, deste modo, percebe-se que o número de voluntários que relataram redução na satisfação foi maior dos que tiverem aumento.

No estudo realizado por Mó e cols 16, no qual avaliou os funcionários de

uma grande empresa com a ginástica laboral, constataram que em relação ao desconforto 67% dos voluntários apresentaram melhora no desconforto, o que não assemelha-se ao nosso estudo, por não apresentar resultados significativos. Já no estudo realizado por Poletto10, foi avaliado os funcionários separados por turnos,

manhã e tarde, sendo realizadas três vezes na semana, de 8 a 10 minutos, onde os funcionários do turno da manhã não apresentaram diferença estatística, o que assemelha-se ao nosso estudo que também não apresentou resultados estatísticos significativos.

Jaoude e clos17, dizem que as atividades repetitivas, postura

desconfortável e o esforço intenso, causam efeitos diretos nos dentistas, assim, afetando sua saúde mental e, contribuindo para resultados sérios ou mesmo piora do distúrbio preexistente. Tendo em vista que os voluntários do grupo A, tiveram aumento da dor, esse aumento pode estar relacionado aos fatores acima mencionados. Podemos citar também o estresse como um dos fatores, pois em seu estudo Bonzini18, relata que a associação do estresse no trabalho pode ocorrer

porque o estresse aumenta a compreensão e relato da dor, e é possível que a dor torne as pessoas mais favorável a perceber e a relatar o estresse ocupacional. Sendo assim, o estresse também pode ter sido um fator para o aumento das dores nos voluntários, já que os acadêmicos estão sempre preocupados com os trabalhos e responsabilidades que a universidade exige.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir dos resultados obtidos nesta pesquisa, apesar de não haver valores significativos, houve redução da dor em grande parte dos voluntários em MMSS e tronco, sendo que estes são os segmentos apontados como os mais afetados por DORT em cirurgiões dentistas. A cinesioterapia laboral também trouxe grandes benefícios aos acadêmicos em relação à sua disposição ao realizarem suas atividades.

Sugere-se a continuidade deste estudo no que se diz respeito à prevenção de DORT em cirurgiões dentistas desde o ambiente acadêmico, de forma de que os sintomas do distúrbio sejam retardados, proporcionando melhora do desconforto causado pela posição adotada durante o trabalho. Acredita-se que com a cinesioterapia laboral tornando-se uma rotina sendo realizada três vezes na semana, com duração de 15 minutos, durante todo o ano letivo, poderá obter grandes resultados na prevenção, e gerar grandes benefícios aos acadêmicos.

AGRADECIMENTOS: Primeiramente agradeço a Deus, pela força e coragem durante estes últimos cinco anos, e por não me deixar desistir quando tudo parecia estar distante. Aos meus avós paternos, por darem a luz a quem me inspirou a ser fisioterapeuta, na qual me ensinou a amar, e a cuidar tão bem daquelas que passaram pelas minhas mãos, o amor por ti é inexplicável tia Albertina. Aos meus pais, principalmente a minha mãe, por me proporcionar aos melhores momentos da minha vida, ao lado da minha tia, com certeza meus avós são gratos a ti, por estes anos de dedicação, ao meu pai, no qual sempre me incentivou e sempre me apoiou. Aos meus irmãos por estarem sempre do meu lado. Agradeço as minhas orientadoras, Clarissa e Cristine, por toda dedicação, e conhecimentos que a mim foram passados, sem vocês este trabalho não teria saído do papel. Ao meu coordenador, Ralph, por toda paciência, e dedicação. Ao coordenador do curso de odontologia, por nos permitir realizar esta pesquisa, e sem dúvidas, a todos os participantes do estudo. Ao acadêmico de fisioterapia Vinicius Rosing, por me ajudar a coletar os dados em minha ausência. E por último, mas não menos importante, agradeço de todo coração, aquela que se manteve ao meu lado durante esses cinco

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anos, no qual construímos uma amizade baseada no companheirismo e confiança, muito obrigada minha amiga Ohana Andrade.

REFERÊNCIAS

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disorders in dentists. BMC Musculoskelet Disord. 2004;5:16. PMID: 15189564 2. Mussi G. Prevalência de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho

(LER/DORT) em profissionais cabeleireiras de institutos de beleza de dois distritos da cidade de São Paulo. Tese. 2005;1–164.

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