UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”
AVM FACULDADE INTEGRADA
O PLANEJAMENTO TRIBUTARIO NO COMERCIO
VAREJISTA.
Por: Carolina Vianna de Matos
Orientador Prof. Gisele Leite
Rio de Janeiro 2016
PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”
AVM FACULDADE INTEGRADA
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O PLANEJAMENTO TRIBUTARIO NO COMERCIO
VAREJISTA.
<> <> <> <> <>Apresentação de monografia à AVM Faculdade Integrada como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Gestão e Planejamento Tributário
AGRADECIMENTOS
....aos amigos e parentes, ao meu noivo Andre, meus pais Angela e Pedro.
DEDICATÓRIA
...dedica-se ao pai, mãe, amigo, noivo, colegas de classe, aos mestres, familiar, filho,...
RESUMO
Esta monografia analisa a carga tributária de uma empresa atuante no segmento de comércio varejista, objetiva identificar a melhor forma de tributação para a empresa, buscando uma possível economia tributária, sem cometer ilícito tributário, utilizando a legislação vigente e as ferramentas do planejamento tributário.
As empresas e empresários tem que buscar o objetivo de minimizar o ônus fiscal. O profissional da área contábil, juntamente com as informações empresarias, desenvolve o planejamento tributário projetando a atividade empresarial para a redução dos tributos. Assim, planejamento tributário consiste na escolha do melhor regime tributário e a avaliação dos benefícios fiscais que podem proporcionar.
O planejamento tributário é uma ferramenta para auxiliar a obter a economia de impostos, diminuindo a quantidade de desembolsos financeiros. O mais adequado é manter a empresa na forma de tributação em que se encontra atualmente, sendo tributada pelo Simples Nacional.
Os métodos que levam ao problema proposto, como leitura de livros, jornais, revistas, questionários.... e a resposta, após coleta de dados, pesquisa bibliográfica, pesquisa de campo, observação do objeto de estudo, as entrevistas, os questionários, etc. Contar passo a passo o processo de produção da monografia. É importante incluir os créditos às instituições que cederam o material ou que foram o objeto de observação e estudo.
SUMÁRIO
ÍNDICE 08 INTRODUÇÃO 09 CAPÍTULO I Planejamento Tributário 10 CAPÍTULO II Escrituração Contábil 17 CAPÍTULO III Simples Nacional 25 CONCLUSÃO 29 REFERÊNCIAS 31FOLHA DE ROSTO 02 AGRADECIMENTOS 03 DEDICATÓRIA 04 RESUMO 05 METODOLOGIA 06 SUMÁRIO 07 INDICE 08 INTRODUÇÃO 09 CAPÍTULO I PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO 10 1.1. CONCEITO TRIBUTO 12 CAPÍTULO II ESCRITURAÇÃO CONTABIL 17 2.1. DRE 18 2.2. LUCRO REAL 20 2.3. LUCRO PRESUMIDO 22 2.4. LUCRO ARBITRATO 23 CAPÍTULO III SIMPLES NACIONAL 25
3.1. CARACTERÍSTICAS DO SIMPLES NACIONAL 26
3.2. IMPOSTOS ABRANGENTES AO SIMPLES NACIONAL 27
CONCLUSÃO 29
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INTRODUÇÃO
Atualmente a elevada carga tributária tem influenciado a vida da população e das empresas, que tem sentido a necessidade de buscar melhores resultados, buscando alternativas para reduzir os seus custos e obter lucro. O contador deve estar atento e obedecer às normas de contabilidade e também as normas da legislação tributária, para a correta apuração da situação econômica da empresa. A falta de conhecimento dos empresários tem contribuído para o mau funcionamento das organizações, pois a maioria desconhece os tributos (impostos, taxas e contribuições) que lhe são cobrados, bem como o impacto dos mesmos sobre os custos dos produtos, impactando diretamente no preço de venda dos mesmos. Neste caso sentem a necessidade de auxílio de um profissional qualificado.
Com uma análise tributária correta é possível para muitas empresas auferirem um aumento de seus lucros muito maior do que o calculado apenas se pensar nas vendas. Um aumento na carga tributária de uma empresa pode se tornar um problema gravíssimo, pois como já dito anteriormente, os tributos devem ser recolhidos obrigatoriamente sobre os valores de compras e vendas no regime de Lucro Real e sobre o faturamento no regime do Simples Nacional e Lucro Presumido e se uma empresa obtiver uma margem baixa e uma carga tributária alta o seu lucro reduzirá drasticamente.
Um planejamento tributário bem efetuado apresenta efeitos positivos, pois impacta sobre toda a estrutura de uma organização, proporcionando a segurança necessária na tomada de decisões, auxiliando os sócios e gerentes. O Planejamento tributário é para auxiliar a obter economia de impostos, diminuindo a quantidade de desembolsos financeiros entregues ao governo. O
planejamento tributário consiste em um conjunto de medidas contínuas que
visam à economia de tributos, de forma legal, ou seja, os profissionais necessitam de constante atualização, pois as regras fiscais sofrem constantes mudanças.
O Planejamento Tributário aparece como uma ferramenta de gestão, possibilitando identificar e analisar os efeitos que determinadas opções podem provocar no patrimônio da empresa, e a partir destas constatações e utilizando conhecimentos adequados, visando à economicidade no desembolso de recursos para o pagamento de impostos, certamente conduzem o negócio no caminho da prosperidade.
O objetivo principal deste estudo é identificar a melhor opção tributária para a organização, de acordo com o que está previsto na legislação para este tipo de empresa.
CAPÍTULO I
PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO
O planejamento tributário consiste em um estudo e pesquisa aplicada a uma organização que almeja diminuir seus custos e alavancar os lucros. É o meio legal de redução da carga tributária.
Para Fabretti (1999, p. 28) “o estudo feito previamente, ou seja, antes da realização do fato administrativo, pesquisando-se seus efeitos jurídicos e econômicos e as alternativas legais menos onerosas, denomina-se Planejamento Tributário”.
É uma forma de organizar, recolher de forma organizada e com menor valor os tributos da empresa, buscando a maximização de resultados.
Denomina-se fato gerador a concretização da hipótese de incidência tributária prevista em abstrato na lei, que gera (faz nascer) a obrigação tributária”.
Os artigos 114 e 115 da CTN definem fato gerador como:
Art. 114. Fato Gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência. Art. 115. Fato Gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma de legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. A incidência tributária apenas se realiza quando ocorre o fato gerador, ou seja, atividades de comércio ou prestação de serviço. O tributo incide sobre o fato gerador e sua alíquota varia de acordo com a legislação.
Os tributos incidentes sobre o resultado são definidos como aqueles que incidem sobre o resultado positivo (lucro) das empresas provenientes da
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diferença entre as receitas reconhecidas (ganhas) e as despesas que foram incorridas (consumidas) no período.
Pode-se citar como exemplo de tributos incidentes sobre o resultado o IRPJ e a CSLL.
O conhecimento tributário tem que ser cada vez mais acentuado para o contador, juntamente com a necessidade do conhecimento de outros conceitos inerente a contabilidade, fazendo com que o contador zele pela conduta tributária da empresa diante do quadro tributário, maximizando os lucros e minimizando as perdas que possam ocorrer no patrimônio da entidade. Essa atividade preventiva estuda os atos e negócios jurídicos que a entidade pretende realizar buscando sempre obter a maior economia fiscal possível mediante a melhor escolha legal, pesquisando e analisando antes de cada operação realizada as conseqüências econômicas e jurídicas, porque, quando concretizada a ação considera-se ocorrido o fato gerador e existente seus efeitos (art. 116 CTN) gerando a obrigação tributária.
Para Fabretti (2003, p.133), “... a elisão fiscal é lícita, pois é alcançada por escolha feita de acordo com o ordenamento jurídico, adotando-se a alternativa legal menos onerosa ou utilizando-se de lacunas na lei.”, sem um bom planejamento tributário e com a crescente e difícil competição no mercado globalizado, as empresas têm que buscarem reduzir os custos mantendo sua permanência no mercado e garantindo um bom retorno para o capital investido.
Ao contrário da elisão fiscal, a evasão consiste na prática contraria a lei, geralmente é cometida após a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária objetivando reduzir ou mesmo ocultar a carga tributária.
1.1. Conceito de Tributo
O conceito de tributo encontra-se definido no art. 3º do CTN, e aqui transcrito por Fabretti (2000, p.40) “art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir que não constitua sanção por ato ilícito instituída em lei e cobrado mediante atividade
administrativa plenamente vinculada”.
O Sistema Tributário Nacional, direciona através do Código Tributário Nacional – CTN (Lei Complementar nº 5172/66) as regras estabelecidas na Constituição Federal – CF/88, nos artigos 114 e 115 do CTN, A concretização do fato gerador faz nascer a obrigação principal de natureza pecuniária para o contribuinte que pode ser : a escrituração dos livros, entrega de declaração entre outras. O tributo está dividido em três espécies: impostos, taxas e contribuições.
Participam da mesma opinião Fabretti (2000) e Pêgas (2007) que o Sistema Tributário Nacional, direciona através do Código Tributário Nacional – CTN (Lei Complementar nº 5172/66) as regras estabelecidas na Constituição Federal – CF/88, nos artigos 114 e 115 do CTN, A concretização do fato gerador faz nascer a obrigação principal de natureza pecuniária para o contribuinte que pode ser : a escrituração dos livros, entrega de declaração entre outras.
1.1 .1 Impostos, Taxas e Contribuições.
Definido no CTN e, mencionado na obra de Fabretti (2003, p. 116) “art. 16, imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade específica, relativa à contribuinte" .
O imposto uma vez instituído por lei como estabelece a CF, passa a ser devido ao órgão ao qual pertence, União, Estado ou Município ou ao Distrito Federal.
O contribuinte passa a ser o sujeito passivo da obrigação tributária e tem relação pessoal e direta com o fato gerador, em alguns casos o contribuinte de
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fato passa a ser o responsável pela obrigação tributária, por exemplo, quando uma empresa faz a retenção de Imposto de Renda Retido na Fonte – IRRF, em folha de pagamento, o contribuinte passa a ser o funcionário, mas o responsável pela arrecadação junto ao fisco como seu depositário responsável é a empresa e no caso de não o fazer é declarado como depositário infiel sujeito à pena de prisão (Lei 8866/94).
A alíquota de Contribuição ao Programa de Integração Social - PIS para o lucro presumido e arbitrado é de 0,65%, e para o lucro real está definida em 1.65%. Já para a Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS, a legislação estabelece que as empresas optantes pelo lucro presumido e arbitrado a alíquota de 3% e, para as optantes pelo lucro real o percentual de 7,6%.
Alegam Fabretti (2007) e Pêgas (2007), que o PIS não cumulativo está transcrito na Lei nº 10637/02 e a COFINS na Lei nº 10.833/03, esse processo de cumulatividade é permitido para as empresas optantes pelo lucro real. Os efeitos destes tributos trouxeram um aumento na alíquota do PIS que era de 0,65% para 1,65%, o mesmo ocorrendo com a COFINS que passou da alíquota de 3,00% para 7,65%, sobre o faturamento mensal, independente de sua denominação ou classificação fiscal.
Em contrapartida, poderá ser descontados pela pessoa jurídica, créditos com aplicação da alíquota de 1,65% (PIS) e de, 7,6% (COFINS), sendo contabilizados como PIS a recuperar e, como COFINS a recuperar.
A competência deste imposto vem da União, a textualização sobre o Imposto de Renda – IR está discriminado no art. 43 do CTN e a ocorrência do fato gerador são verificadas pela obtenção de resultados positivos gerando desta forma o lucro.
A base de cálculo do IR com alíquota de 15% (quinze) por cento será determinada pelo montante real, presumido ou arbitrado das rendas e proventos de qualquer natureza na forma do Regulamento do Imposto de
Renda. Os valores arrecadados pelo imposto de renda conforme a CF/88, quase 50 (cinqüenta) por cento são obrigatoriamente repassados para os Estados e Municípios.
Exclusividade da União, a Contribuição Social sobre o Lucro – CSLL, foi instituída pela Lei 7.689/88, tem como definição que os valores arrecadados com este imposto, ficam 100% (cem) por cento para a União com o objetivo de financiar a seguridade social, não é repassada para os Estados e Municípios. A contribuição deste imposto tem como alíquota o valor de 9,0% (nove) por cento sobre a base de cálculo.
A taxa é paga pelo contribuinte quando o mesmo utiliza o serviço público, como por exemplo, a coleta de lixo, iluminação pública, entre outras. É tarefa da administração pública o controle dessas atividades, exercendo assim o poder de polícia.
1.1.2 Apuração do PIS e COFINS – Não Cumulativo
Como já mencionado anteriormente, esta modalidade de tributação do PIS, com regra à partir de Dezembro de 2002, aplica-se ás empresas tributadas pelo Lucro Real (art. 2º IN SRF 209/2002), com exceção das Cooperativas, das Instituições financeiras, entidades imunes, órgãos públicos, autarquias, fundações, empresas sujeitas a alíquotas diferenciadas e empresas sujeitas á substituição tributária.
Segundo o artigo 1º da Lei 10.637/02, “a contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou
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classificação contábil”. Portanto, além do faturamento mensal fazem parte da base de cálculo as outras receitas, como por exemplo: aluguéis recebidos entre outras receitas classificadas na contabilidade.
A partir de 1º de fevereiro de 2004, entrou em vigor a nova forma de
apuração da COFINS para as empresas tributadas pelo regime do Lucro Real. A forma não-cumulativa, assim como já visto com o PIS/Pasep, traz como seu contribuinte, segundo o art. 5º da Lei 10.833/03, a pessoa jurídica que auferir as receitas (como regra geral considerar o regime de competência), com exceção dos casos especiais previstos na legislação.
Para a determinação do valor da contribuição para o PIS, aplicar-se-á, sobre á base de calculo apurado alíquota de 1,65% e para apuração da COFINS 7,6%.
No calculo do Crédito do PIS e da COFINS Não-Cumulativo usa-se o valor das compras de mercadorias, excluindo-se valores com substituição tributária e adicionando o percentual da energia elétrica e o crédito sobre o estoque existente no final do ano anterior, deve ser calculado mediante a aplicação dos percentuais de 0,65% para PIS e de 3% para a COFINS (art. 11 da Lei nº 10.637/02, observadas as alterações posteriores; e art. 12 da Lei nº 10.833/03). O crédito ora constituído deve ser utilizado em doze parcelas (1/12 avos): mensais, iguais e sucessivas a partir da data do ingresso da pessoa jurídica no regime não-cumulativo. Para o calculo do Débito do PIS e COFINS Não-Cumulativo usa-se o faturamento mensal excluindo-se as vendas com substituição tributária.
Para obter o valor do PIS e da COFINS a pagar ou a compensar diminuem- se os créditos dos débitos, obtendo desta forma o valor devido ou o valor a compensar no próximo mês.
1.2 INSS – Instituto Nacional do Seguro Social
Segundo a RFB (2012), o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS é a autarquia competente no Brasil pelo recolhimento e administração do Regime Geral da Previdência Social, sendo responsável pelo pagamento da aposentadoria, pensão por morte, auxilio doença, auxilio acidente, entre outros, benefícios previstos em Lei.
Junto ao INSS está a DATAPREV , empresa de tecnologia que faz o processamento de todos os dados da previdência. Além do Regime Geral, os Estados e Municípios podem instituir os seus regimes próprios,
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CAPÍTULO II
ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL
2.1. Escrituração Contábil ou Livro de Caixa obrigações nas
Empresa.
Alegam os autores que, toda empresa poderá optar pelo lucro presumido desde que não seja obrigada ao regime de tributação do lucro real. O limite máximo para apuração do lucro presumido é de R$ 48 milhões conforme determina a Lei 10.637/02, e conforme esclarece o art.. 527 do Regulamento do Imposto de Renda - RIR/99 o contribuinte que possui sua tributação pelo lucro presumido pode utilizar a escrituração contábil (livro diário ou livro razão) ou o livro caixa; a permissão é aceita pela Secretaria da Receita Federal – SRF para a não utilização da escrituração contábil no caso do lucro presumido tem validade apenas para esse órgão. Já pelo Novo Código Civil Brasileiro no art. 1179 da Lei 10.406/02 a exigência da escrituração contábil.
Quando da escolha do regime tributário para o lucro real, a empresa deverá manter a escrituração obedecendo à legislação comercial (contábil) e a fiscal, mantendo para comprovar os livros:
I – Livro Diário; II – Livro Razão;
III – Livro para Registro de Inventário; IV – Livro para Registro de Entradas;
V- Livro de Apuração do Lucro Real LALUR; VI – Livro para Registro de Estoque; e
VII – Livro de Movimentação de Combustíveis
Além da obrigação da escrituração, da guarda e manutenção dos livros exigidos pelo fisco, afirma Fabretti, que a empresa deve prestar informações através das declarações:
I - DIPJ – Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica; II – DCTF – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Mensais; e III – DACON – Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais.
2.1.1 DRE - Demonstração do Resultado do Exercício
A Demonstração do Resultado do Exercício – DRE, expressa à composição do resultado líquido do período, isto é, o lucro ou o prejuízo obtido no exercício social.
A estruturação da DRE conforme o art. 187 baseia-se a seguir:
I – Receita Bruta de Vendas ou Serviços: é o faturamento mensal pela venda de produtos,
mercadorias e prestação de serviços.
II - Deduções: referentes às devoluções, abatimentos, tributos sobre vendas. III – Receita Operacional Líquida: resultado apurado deduzindo-se a receita bruta das
deduções obtidas.
IV – Custos das Mercadorias ou Serviços Vendidos: valor do custo da mercadoria obtida,
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custo dos produtos vendidos e custo dos serviços prestados, valores basicamente do preço de compra.
V - Lucro Bruto: resultado apurado da receita operacional líquida deduzindo-se os custos das mercadorias ou serviços vendidos.
VI – Despesas Operacionais: são despesas necessárias para o desenvolvimento da funcionalidade da empresa: administrativas, financeiras, entre outras.
VII – Lucro Operacional: valor do lucro bruto deduzido das despesas operacionais.
VIII – Receitas e Despesas não Operacionais: não fazem parte das operações que constituem o objetivo da empresa.
IX – Resultado do Exercício antes do Imposto de Renda: conhecido como Lucro Antes do Imposto de Renda – LAIR é o resultado total do valor do lucro operacional deduzindo as receitas e despesas não operacionais resultado conhecido como econômico-contábil.
X- Provisão para Imposto de Renda e Contribuição Social A partir do resultado econômico-contábil, afirmam os autores que se a empresa for optante pelo regime de lucro presumido deve-se aplicar a tabela do imposto de renda conforme a atividade econômica realizada pela empresa, e sobre está nova base de cálculo aplicar a alíquota de 15% (quinze) por cento para o IR e de 9% (nove) por cento para CSLL. Para as empresas optantes pelo regime de lucro real, a legislação tributária toma como ponto de partida esse resultado econômico-contábil, para a elaboração do LALUR que mediante adições, exclusões e compensações chega a uma nova base de cálculo para IR e a CSLL, esse resultado é puramente fiscal e nada tem a ver com o resultado econômico-contábil.
XI – Lucro após Imposto de Renda - LADIR: valor apurado após a provisão o IR e CSLL.
XII – Participação nos Lucros: após o LADIR devem ser deduzidas as participações definidas pelo estatuto da empresa de acordo com a ordem apresentada, com base nos lucros que sobrarão depois de deduzida à participação anteriormente calculada. As participações no lucro se dividem em: debêntures, empregados, administradores, partes beneficiárias e contribuições para fundos de assistência ou previdência de empregados.
XIII – Resultado (Lucro ou Prejuízo) do Exercício: valor positivo ou negativo apurado no exercício após a provisão do IR e CSLL e após as devidas participações.
Quando se elabora a DRE passa a ser colocado em prática o princípio contábil da competência mediante a confrontação das receitas, custos e despesas que, ao final de cada período são transferidas para uma conta transitória para apuração do resultado, não se acumulando valores para o período social seguinte.
2.1.2. Lucro Real
O lucro real é um conjunto fiscal e não um conceito econômico. No conceito econômico, o lucro é o resultado positivo da soma.
Na escrituração do LALUR, é permitido que se faça ajustes para adicionar (despesas indedutíveis) e para excluir (receitas indedutíveis) e a compensação de prejuízos acumulados, apurando desta forma para fins fiscais um lucro real que será tributado. O lucro fiscal registrado no LALUR será determinado pelas receitas e despesas tributadas aceitas pelo fisco. Os valores lançados na contabilidade referente às despesas que diminuem o
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lucro, e que, diante da legislação do IR são indedutíveis devem ser adicionados ao lucro contábil, assim como, as receitas registradas na contabilidade que acrescentam o resultado contábil, mas não reconhecida pelo fisco, devem ser excluídas do lucro contábil ao ser registrada no LALUR. O LALUR é um livro fiscal para a demonstração da passagem do lucro contábil para o lucro fiscal, constituído por duas partes, sendo que na parte A são registrados os ajustes, adições, exclusões e as compensações, já na parte B são apuradas os saldos dos prejuízos acumulados, conforme asseguram os autores.
Para os registros referentes à parte o LALUR:
I- Adições: os custos, despesas, encargos, perdas, e outros valores que não sejam dedutíveis, mas o fisco exige seu reconhecimento.
II – Exclusões: os rendimentos, receitas e outros valores incluídos reconhecido com receita contábil, porém, a legislação fiscal não reconhece como sendo uma receita. Quando retirado do resultado contábil o lucro será diminuído, portanto, é feito a exclusão do lucro líquido do período.
III – Compensação: a legislação fiscal permite que seja feito a compensação dos prejuízos fiscais dos exercícios seguintes desde que registrados no livro LALUR, com limite de 30% (trinta) por cento do lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões.
O fisco permite duas formas de opção de enquadramento às empresas com regime de tributação pelo lucro real:
I – lucro real trimestral; e
II – lucro real anual com antecipação mensal em bases estimadas.
2.1.3. Lucro Presumido
O Lucro Presumido está textualizado nos art. 516 a 528 do Decreto nº 3000/99 RIR e que, está é uma forma de tributação onde o fisco presume um percentual de lucro sobre a receita da empresa através do tipo de atividade econômica por ela exercida.
A forma de tributação escolhida pela empresa passa a ser manifestada ao fisco através do primeiro Documento de Arrecadação da Receita Federal – DARF onde sua tributação passa a ser evidenciada pelo código nela informado pela pessoa jurídica, ficando o mesmo obrigado a esta forma de tributação pelo período de todo exercício fiscal.
O lucro presumido deve ser calculado trimestralmente e o recolhimento deve acontecer no último dia de abril ou conforme permite a lei, ainda poderá ser parcelado em três cotas iguais e sucessivas com vencimento nos meses de abril, maio e junho com acréscimo e juros a partir da segunda cota sendo que, a valor das cotas não poderão ser inferior a R$ 1.000,00 (Mil Reais).
Antes de aplicar a alíquota de 15% para IR e 9% para CSLL, antecede-se a tabela de percentual logo abaixo, sobre a receita bruta conforme a atividade econômica da empresa, percentual este onde a receita federal presume um lucro sobre a receita obtida, chegando assim a base de cálculo para o IR e CSLL. Caso exista IR e CSLL retidos na fonte, ao ser apurado o valor devido destes impostos é feito a compensação no momento do recolhimento do DARF. Pêgas (2007) afirma que o lucro presumido deve ocorrer para empresas bem lucrativas quando a empresa tem uma margem de lucro reduzida, a tendência natural é o lucro real como melhor opção.
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Para o cálculo da estimativa mensal após a aplicação da tabela de presunção onde fica apurada a base de cálculo para o IR, caso a empresa tenha auferido acima de R$ 20.000,00 (Vinte Mil Reais) no mês, aplicar o adicional de 10% sobre o excedente do IR, além dos 15% correspondente a alíquota do relacionado imposto.
O recolhimento será sempre como estimativa mensal, mesmo que a opção escolhida seja o balancete de suspensão/redução pelo lucro real, tem que ser observado as exigências do art. 230 do RIR/99.
Em janeiro do ano seguinte ocorre a comparação entre o imposto devido com o recolhimento antecipado ocorrido mensalmente pela estimativa mensal, caso o valor já recolhido mensalmente tenha sido menor que o valor devidamente apurado, a lei permite que a diferença do imposto seja efetuado até o mês de março do ano seguinte.
2.1.4. Lucro Arbitrado
O Lucro Arbitrato ocorre quando a pessoa jurídica tenha cometido falhas na lei conforme detalha o art. 530 do RIR – decreto 3000/99. A freqüência de arbitramento do fisco está relacionado com a falta da escrituração contábil, a falta de contabilização das operações bancárias referentes a depósitos e emissões de cheque, acrescenta Fabretti (2000), que pode ser pela opção indevida da forma de tributação.
Quando a receita for conhecida o IR será determinado conforme a aplicação dos percentuais utilizados no lucro presumido acrescido de 20% (vinte ) por cento, já para a CSLL procede-se a mesma forma de tributação do lucro presumido.
Pinto (2011), caso seja conhecida à receita bruta, a pessoa jurídica poderá optar pela tributação pelo lucro arbitrado, conforme segue (Lei nº 8.981-95, alterada pela Lei nº 9.249-95), e desde que se enquadrem nas situações previstas no art. 530, do RIR/99.
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CAPÍTULO III
SIMPLES NACIONAL
Pela Lei Complementar nº 123/2006 a partir de 1º de julho de 2007 ficou instituído o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições – Simples Nacional - para as Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.
São considerados Microempresa ou Empresas de Pequeno Porte, a sociedade empresária, a sociedade simples e o empresário a que se refere o art. 966 da Lei nº 10.406 de 10 de janeiro de 2002, registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas.
O Simples Nacional passou a vigorar a partir de lº de julho de 2007 em substituição ao Simples Federal.
São considerados Microempresas, aquelas que possuem receita bruta no ano calendário igual ou inferior a R$ 240.000,00 (Duzentos e Quarenta Mil Reais), e, para serem reconhecidas com Empresa de Pequeno Porte aquelas que obtiverem receita bruta anual superior a R$ 240.000,00 (Duzentos e Quarenta Mil) e inferior a R$ 2.400.000,00 (Dois Milhões e Quatrocentos Mil Reais).
Existem alguns impedimentos para as empresas serem enquadradas no Simples Nacional, como é o caso das sociedades por ações, cujo capital participe outra pessoa jurídica, que tenha sócio domiciliado no exterior, que preste serviço de comunicação, que realize atividade de consultoria, entre outras.
3.1.1.
Características, Segundo o site da RFB (2011), o Sistema Simples Nacional :° Abrange a participação de todos os entes federados (União, Estados, Distrito Federal e Municípios;
° É administrado por um Comitê Gestor composto por oito integrantes: quatro da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), dois dos Estados e do Distrito Federal e dois dos Municípios;
° Para o ingresso no Simples Nacional é necessário o cumprimento das seguintes condições; a) enquadrar-se na definição de microempresa ou de empresa de pequeno porte; b) cumprir os requisitos previstos na legislação; e c) formalizar a opção pelo Simples Nacional;
° Características principais do Regime do Simples Nacional: a) ser facultativo; b) ser irretratável para todo o ano-calendário; c) abrange os seguintes tributos: IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, IPI, ICMS, ISS e a Contribuição para a Seguridade Social destinada á Previdência Social a cargo da pessoa jurídica; d) apuração e recolhimento dos tributos abrangidos mediante documento único de arrecadação; e) disponibilização ás ME e às EPP de sistema eletrônico para a realização do cálculo do valor mensal devido; f) apresentação de declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais; g) vencimento: I – até o último dia útil da primeira quinzena do mês subseqüente aquele em que houver sido auferida e receita bruta, para os fatos geradores ocorridos até 28 de fevereiro de 2009. II – até o dia 20 do mês subseqüente aquele em que houver sido auferida a receita bruta, para os fatos geradores ocorridos a partir de 1º de março de 2009. h) Possibilidade de os Estados adotarem sub limites de EPP em função da respectiva participação no PIB;
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3.1.2. Impostos Abrangentes ao Simples Nacional
Esse imposto consiste em um único recolhimento mensal, aplicando–se um percentual estabelecido por Lei, abrangendo os seguintes impostos:
I - Imposto de Renda Pessoa Jurídica.
II - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.
III – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social.
IV – Contribuição para os Programas de Integração Social e de
Formação do Patrimônio do Servidor Público.
V- As contribuições para a Seguridade Social, a cargo da Pessoa
Jurídica.
VI – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de
Transporte Interestadual e Intermunicipal.
VII – Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza.
A opção pelo Simples Nacional dar-se-á por meio da internet, sendo irretratável para todo ano-calendário.
A opção deverá ser realizada no mês de janeiro, até seu último dia útil, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do ano-calendário da opção, ressalvado o caso das empresas em início de atividade.
O Simples Nacional implica o recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação, dos seguintes impostos e contribuições, segundo a RFB (2011):
I – IRPJ;
II – IPI ,exceto o devido na importação;
III – CSLL; IV – COFINS, exceto o devido na importação;
V – PIS/Pasep, exceto o devido na importação;
VI – Contribuição Patronal Previdenciária – CPP.
VII – Imposto sobre Operações Relativas á Circulação de
Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte
Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS; VIII –
ISS;
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CONCLUSÃO
O desenvolvimento deste trabalho mostrar a importância do planejamento tributário nas empresas, após uma análise profissional sobre o planejamento tributário, que lucro real , além de diminuir o custo dos tributos da empresa, também proporciona ao empresário dados concretos sobre a real situação da empresa.
Com a mudança do regime de lucro presumido para lucro real, o contador passa a ter mais trabalho, pois a forma de regime de lucro real exige que seja feito a contabilidade mensalmente, e sem a participação mútua entre empresários e contador a empresa se torna muito onerosa.
Como profissional, todo contador não tem apenas que informar ao cliente o valor dos impostos a serem recolhidos, mas, tem que informar e esclarecer a verdadeira situação da empresa, demonstrando através de fatos concretos a importância da contabilidade como subsídio para tomada de decisões.
Os empresários participam fornecendo ao contador todas as informações envolvidas com a empresa, já o contador leva aos empresários as informações que não são pertinentes a eles, por isso, procuram pessoas qualificadas para o devido assunto.
Sem o planejamento tributário desenvolvido com o propósito de reduzir os custos da carga tributária pelo contador, os empresários não saberiam sobre a existência na própria lei de condições que possibilitam a redução de impostos, e, com esse planejamento ambos conseguem avaliar quais as vantagens e as desvantagens da nova mudança de regime tributário.
No mercado Brasileiro atual as empresas que se utilizam de um bom planejamento tributário possuem uma vantagem competitiva.
Atualmente é necessário que haja um conhecimento geral por parte dos contadores em relação ao regime tributário que melhor se enquadra em cada caso e em cada empresa por segmento.
Claro que, para que o planejamento tributário venha a surtir o efeito desejado, também é necessário que haja uma ótima gestão e que saiba planejar todos os setores através de um planejamento estratégico adequado, pois não há uma forma de aumentar seu lucro simplesmente implantando um planejamento tributário diferente, pois existem diversos fatores que influenciam no resultado de uma empresa e os tributos são parte importante e obrigatória em todas as organizações.
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REFERÊNCIAS
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