E
S
Q U I
Z O
F R E N I A
DEFINIÇÃO
A Esquizofrenia distúrbio de etiologia desconhecida ,crônico sintomas psicóticos compromete desempenho Envolvem:perturbações da vontade dos sentimentos do comportamento do pensamento
DEFINIÇÃO
manifestação
de uma tendência profunda a parar de construir seu mundo
em comunicação com o outro
EPIDEMIOLOGIA
Gênero
Nível sócio-econômico mesma proporção
Incidência
4 casos novos por ano numa população de 10.000 habitantes em idade adultaIdade de início :
entre 15e 25 anos :
entre 25 e 35 anosRaridade antes dos 10anos ou após os 50 anos
=
QUADRO CLÍNICO
-PERSONALIDADE PRÉ-MÓRBIDA -QUADRO AGUDO insidioso abrupto -QUADRO RESIDUALQUADRO CLÍNICO
POLIMORFO E HETEROGÊNEO
PERSONALIDADE PRÉ-MORBIDA
TRAÇOS CARACTERÍSTICOS -Retraimento social e emocional
-Introversão
-Tendência ao isolamento
-Tendência ao comportamento desconfiado -Tendência ao comportamento excêntrico
-Tem poucos amigos
-Na adolescência não tem relacionamento afetivo -Incapacidade de vínculo empregatício prolongado
QUADRO CLÍNICO
QUADRO AGUDO
abrupto Início da doença
QUADRO CLÍNICO
Início insidioso
Alterações comportamentais:
-Queda do rendimento escolar -Abandono dos estudos ou trabalhos
-Às vezes interesses bizarros -Até chegar nos sintomas psicóticos
-Isolamento
-Perda de interesse pelas pessoas e pelas coisas -Falta de motivação
QUADRO CLÍNICO
Início abrupto
Alterações comportamentais
-Insônia
-Agressividade
-Inapetentência
-Fala coisas sem nexo
-Neologismo
-Aparência desleixada
QUADRO CLÍNICO
Início abrupto
Alterações de motricidade e afetividade
-Lentificação
-Sinais catatônicos
-Indiferença
-Embotamento
QUADRO CLÍNICO
QUADRO RESIDUAL
Minoria dos pacientes Maioria dos pacientes -Delírios -Olhar indiferente e apatia
-Pouco contato e perda de iniciativa - Alucinações -Redução de expressão facial e mímica -Responde em monossílabos -Discurso pobre e percepção penosa -Afeto embotado e dificuldade para concentração
ABUSO DE DROGAS (ÁLCOOL E DROGAS)
Motivo: -alívio dos sintomas negativos -socialização
-integração em grupos
Conseqüências: -agravam os sintomas da esquizofrenia -indução à recaídas
-pior resposta terapêutica
-diminuição de aderência terapêutica -aumento das doses
DELÍRIO
Falsa crença, baseada em inferência
incorreta sobre a realidade externa,
inconsistente com a inteligência e
antecedentes culturais do indivíduo, que
não pode ser corrigida pela
ALUCINAÇÃO
Percepção sensorial falsa não
associada com estímulos reais
ALUCINAÇÕES
AUDITIVAS
VISUAIS
OLFATIVAS
TÁTEIS
GUSTATIVAS
DIAGNÓSTICO
realizado com base
no quadro clínico na evolução histórica Fazem parte da boa prática
a anamnese e EEM
o exame físico: com ênfase no sist. neurológico os exames complementares são necessários
HIPÓTESES DIAGNÓSTICAS
PRINCIPAIS HIPÓTESES ATUAIS
-ASPECTO GENÉTICO
genes devem ser responsáveis por uma pequena porção da variabilidade genética total
ESTUDOS DO NEURODESENVOLVIMENTO
- Complicações pré e perinatais : -exposições a viroses -sangramento
- complicações obstétricas (anóxia perinatal)
-alterações cerebrais (cistos aracnóides ,diminuição -do perímetro cefálico)
-alterações neurológicas(déficit neurológico evolutivo)
Desvio do desenvolvimento neural precoce provavelmente durante o segundo semestre de gravidez, que leva à alteração da organização cerebral no adulto
EVOLUÇÃO E PROGNÓSTICO
Principal característica : sintomas
psicóticos
(TRANSTORNO PSICÓTICO)
Causas permanecem desconhecidas.
• Efeitos devastadores
-Diminuição acentuada qualidade de vida / produtividade
-Necessidade de tratamento medicamentoso a longo prazo
-Sobrecarga para família e sociedade / Grandes custos humanos e financeiros
EVOLUÇÃO E PROGNÓSTICO
transtorno crônico sem período assintomático
com melhora relativa curso deteriorante prognóstico variável
EVOLUÇÃO E PROGNÓSTICO
Estudos prospectivos em geral:25% dos pacientes : -evolução favorável
- remissão satisfatória da sintomatologia + adaptação familiar e social
25% dos pacientes: -evolução desfavorável
-sintomatologia residual severa
-dependentes de auxílio no dia-a-dia 50% dos pacientes: faixa intermediária
EVOLUÇÃO E PROGNÓSTICO
SUICÍDIO
FASE AGUDA OU CRÔNICA
50% dos indivíduos tenta o suicídio ao
menos uma vez.
EVOLUÇÃO E PROGNÓSTICO
Fatores que melhoram o prognóstico:
-estar casado
-bom ajustamento pré-mórbido
-sintomas positivos
-ambientes com baixa emoção expressa
-uso contínuo de medicação
-presença de afeto
-não ter antecedentes de esquizofrenia na família
-tratamento precoce com neurolépticos
TRATAMENTO
União farmacoterapia estratégias psicossociais
NA FASE AGUDA o objetivo: da sintomatologia
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
NA FASE AGUDA usa-se neurolépticos
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
FASE DE MANUTENÇÃO
Planejamento
Expectativa do tratamento de manutenção
-profilaxia de recidivas e de novos surtos -reabilitação do paciente
TRATAMENTO
Quando o paciente é internado?Hospitalizações
risco de auto ou heteroagressão
por períodos breves ou esquema de emergência Objetivo: - proteger o paciente
-propiciar ambiente tranquilo com pouca estimulação sensorial -promover alívio importante no quadro de agitação e ansiedade Tempo: - menor duração possível
TRATAMENTO-ABORDAGENS PSICOSSOCIAIS
As abordagens psicossociais são importantes
melhor integração
profissional melhor qualidade de vida social
TRATAMENTO-ABORDAGENS PSICOSSOCIAIS
Os pacientes tem dificuldadae
estabelecer manter relações com os outros
TRATAMENTO- ABORDAGENS PSICOSSOCIAIS
Reabilitação
treinamento social e vocacional para trabalhar orientação para se relacionar
solução de problemas
TRATAMENTO- ABORDAGENS PSICOSSOCIAIS
http://www.falandosobreesquizofrenia.com .br/tag/proesq/
TRATAMENTO- ABORDAGENS PSICOSSOCIAIS
Terapia de grupo Os pacientes
corrigem distorções e a conduta observações dos membros aprendem interpessoal desadaptada
do grupo comparam com as experiências dos outros percepção pessoal com a dos outros
TRATAMENTO -ABORDAGENS PSICOSSOCIAIS
Terapia familiar Participantes: pais, cônjuges, irmãos , filhos.
Proporciona : -planejamento do tratamento
-colaboração da família para um programa terapêutico -proporciona à família compreensão e apoio
-conhecimento da doença (como evitar recaídas, formas e opções de tratamento)
-diminuir o isolamento social
-troca de informações e experiências
-aprendizado de como conviver com o paciente -diminuição da emoção expressa
TRATAMENTO- ABORDAGENS PSICOSSOCIAIS
Grupo de auto- ajuda Participantes: pacientes, membros das famílias
Proporciona: -apoio mútuo constante
- reconhecimento de que não são as únicas a enfrentar o problema -unem as famílias
-proporcionam ajuda e informações úteis para os pacientes e para as famílias
Característica: não tem a presença do psicoterapeuta
ABRE - Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia
Assistência de Enfermagem aos
pacientes portadores de
Os sintomas psicóticos estão classificados em cinco categorias da função cerebral:
Cognição
Percepção
Emoção
Comportamento
Socialização.
Relacionados a cognição:
Problemas com todos os aspectos de memória (
dificuldade de lembrar e usar a memória a curto
e longo prazo)
Atenção (dificuldade de atenção e concentração,
facilidade para se distrair)
Forma e conteúdo da fala (conteúdo tangencial
e ilógico, incoerência e salada de palavras e fala
conturbada, apressada e pobre)
Relacionados a cognição:
Tomada de decisão (falha de
abstração,
indecisão,
falta
de
insight,
julgamento
comprometido,
falta
de
planejamento e dificuldade em
iniciar tarefas)
Relacionados a percepção:
Alteração
na
identificação
e
interpretação de um estímulo recebido
através de um dos 5 sentidos.
Relacionados a emoção:
Apresentam problemas relacionados com a hipoexpressão
Dificuldade de reconhecer e descrever emoções,
Dificuldade em expressar sentimentos, emoções, interesses e preocupações,
Inabilidade ou pouca habilidade para experimentar prazer, intimidade e proximidade.
Relacionados ao comportamento:
Apresentam comportamentos estranhos,
confusos,
difíceis
de
controlar
e
complicados para outras pessoas.
Podem estar presentes deterioração na
aparência, comportamento repetitivo ou
estereotipado, agressão, agitação e falta
de persistência no trabalho e escola
Relacionados a socialização:
Falta
de
capacidade
de
formar
relacionamentos
cooperativos
e
interdependentes com os outros.
Podem estar presentes isolamento
social, baixa auto estima, inadequação
social,
desinteresse
pelo
lazer
e
qualidade de vida diminuída
DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM
Entre os principais diagnósticos de enfermagem estão: - Risco para Violência contra os outros ou contra si mesmo relacionado à resposta aos pensamentos delirantes ou as alucinações;
- Comunicação Verbal Prejudicada relacionado ao padrão de fala incoerente/ilógico e aos efeitos colaterais da medicação;
-Interação Social Prejudicada relacionada à preocupação com as idéias egocêntricas e ilógicas e a suspeição extrema;
DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM
Entre os principais diagnósticos de enfermagem
estão:
Adaptação prejudicada relacionada a incapacidade de iniciar as atividades e a perda de habilidades ao longo do curso da doença.
- Ansiedade
-percepção sensorial alterada
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Estratégias para o trabalho com pacientes que tem Alucinações
Estabeleça um relacionamento Interpessoal confiável;
Avalie quanto a sintomas de alucinações, incluindo duração, intensidade e freqüência;
Ajude o paciente a descrever e comparar alucinações atuais e do passado;
Ajude o paciente a identificar necessidades que possam ser refletidas no conteúdo da alucinação;
Determine o impacto dos sintomas do paciente sobre as atividades da vida diária.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Ansiedade e Depressão:
*Educar o paciente sobre
sintomas ligados a ansiedade e
depressão
.
*Ajudar o paciente a usar
técnicas de manejo dos sintomas
para lidar com ansiedade e
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Problemas de raciocínio e de avaliação
do tempo:
* Ajudar o paciente a colocar em
seqüência os eventos que levam ao
resultado em cada experiência.
* Ensinar o paciente a usar relógio,
guiar-se pelo pôr-do-sol ou um programa
de rádio, para orientar-se.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Processamento lento de informações e
dificuldade de comunicação:
- Dar tempo para que o paciente
processe e responda as informações e
demonstrar verdadeiro interesse ao
que ele tem a dizer.
- Usar escuta ativa para
compreender o paciente.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Baixo auto-conceito e baixa
autoestima:
- Ajudar o paciente a identificar seus
recursos e características positivas.
- Dar feedback positivo quando o
paciente lidar bem com determinada
situação.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Desatenção e dificuldades para
completar tarefas:
- Ajudar o paciente a dividir tarefas
em pequenas etapas seqüenciais.
- Não dar destaque a conclusão da
tarefa e dar passo a passo as instruções
para a tarefa a ser realizada.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Comportamento social inadequado:
- Identificar os processos de pensamento
do paciente que levam ao comportamento
inadequado.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Dificuldade com a tomada de decisão:
- Ajudar o paciente a determinar os resultados desejados, colocando os objetivos em ordem prioritária.
- Ajudar a estabelecer etapas pequenas e concretas para conquistar objetivos.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Processo de pensamento alterado:
- Ajudar a descrever delírios e outros
processos de pensamento;
- Ajudar o paciente a identificar sinais
de recaída;
- Ajudar o paciente a desenvolver as
técnicas de manejo;
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Administrar e orientar sobre a medicação e a doença
Estimular o auto cuidado: higiene, alimentação e vestimenta
Utilizar medidas de contenção quando necessário
Estimular o paciente verbalizar sentimentos, sensações (alucinações) e pensamentos (delírios)
Incentivar o paciente a participar de grupos de socialização ou específicos do transtorno (estimular a reinserção social)
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
- Observação e anotação do comportamento;
- Apoio em crises de ansiedade; - Atentar risco de suicídio;
- Atuar “fora do seu mundo”; - Não criticar;
Assistência de Enfermagem à família
Participantes: pais, cônjuges, irmãos , filhos.
Toda doença crônica dificulta a vida do portador e sua relação com a família.
Orientar a família sobre o programa medicamentoso e de atividades da vida diária;
Familiares muito exigentes devem ser orientados a serem menos exigentes;
Assistência de Enfermagem à família
Familiares ausentes devem ser orientados para serem mais participantes.
Clima afetivo familiar crítico, hostil e de alto envolvimento emocional pode afetar negativamente o curso da doença
Assistência de Enfermagem à família
-Enfermeiro deve inserir a família no tratamento
-Estabelecer vínculo com a família
-Orientar sobre a doença do paciente.
-Orientar sobre a importância da continuidade do tratamento.
-Orientar sobre o uso da medicação, após a alta hospitalar.
Assistência de Enfermagem à família
-Mobilizar família a buscar ajuda em grupos específicos
-ajudar a reconhecer precocemente as recaídas, promover as mudanças no tratamento e identificar fatores que precipitam ou perpetuam os surtos;
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
-Elaborar,organizar e criar rotina diária do paciente : higienização (oral e
corporal), alimentação ( inapetência, tempo,tipo de dieta), repouso
(insônia, sonolência), aparência entre outros
Organizar e estimular participação de atividades recreativas : estímulo à
integração social - participação e experiência em grupo
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
-Observar alterações do comportamento (a sintomatologia é muito
importante para programação da terapêutica medicamentosa
-Observar efeitos colaterais: hipotensão
taquicardia
OBstipação
alterações sexuais (amenorréia, galactorréia)
retenção urinária
visão turva
*A sintomatologia irá conduzir a terapêutica medicamentosa e a
assistência de enfermagem
Alguns relatos...
"Eu falava para minha
mãe: 'Tô ficando pirado“...
Eu tinha uma vida normal. Em 1994, entrei no curso de meteorologia da USP, em que tinha de fazer muitos cálculos.
Isso foi martelando na minha cabeça. Por volta de agosto de 1996, uns pensamentos
começaram a dominar a minha mente. Tinha alucinações, achava que estavam me
seguindo, via o sargento do exército na USP. Eu falava para minha mãe: 'Tô ficando
Alguns relatos....
"Pai e mãe não acreditam nessas coisas"
Minha filha era alegre e brincalhona. Entre os 14 e 15 anos, começou a
mudar. Ficou nervosa, dormia o dia inteiro, faltava na escola. Achávamos que eram coisas da
adolescência. Em 1995, ela disse que estava escutando vozes.
Levei-a a um hospital, que
diagnosticou a esquizofrenia. Mas pai e mãe não acreditam nessas coisas.