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Rio de Janeiro —Terça-feira 11 de Abril de 1916
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ASS1GNATURAS PAHA OS ESTADOS Apuo 301000 Semfcst-re 168000 Pagamento adianladr Typograplita
IC ain Sole «Io Setembro 94
Antigo 70
GAZETA
ASSIGNATURAS PAHA I i O ESTRANGEIRO | Anno 608000 ^Semestre SÜU-OO Pagamento adintilodi) oJ Escriptorio :;llaaa» alo Ou viilor lO-íAntigo 70
NUMERO AVULSO 100 RS.
At «ssignaturas começam e terminai,em qualquer mei
— ... 4___.-_a_-_u___________M______i
Stereotypada e Impressa nas macbiiias rotativas «-L-o Albert «Sc 0.,_xa typograpliia
A.zxoxxyxxxe, «C_.-A.______TrÁ. X=>3B_ NOTIGIASi
da Sociedade
NUMERO AVULSO 100 RS.
A* assignaluras começam e terminai» em qualauor mez
Viagem á Lua
Os dirigentes cá da nossa terra, não ousando embarcar nos na*viuS allemães para ferir os nossos pro-duetos aos portos da America do Norte c do Ve.ho Continente, to-niaram a resolução mãgniificà dc emprelicu-tíar uma viagem ao mun-do da uia... tv vai dahi, foi as-sentado rcconimciúlár-sé a activa c urgente construcc-O dc navios dc madeira nos estaleiros nacionaes par.1, com elles substituir muilo de-pressa os navios <|ue os torpedos germânicos estão a afundar por cs-tes mares tle Ciirislo..Pense-se bem na genial coníéxtttr.. desta idéa. que não sc lhe poderá negar todos os característicos de* uni projecto lu-natico. ii::::'.* a kléá dc uma via-gem á Lun e essa dc con. iruir ago-ra, c ás pressas, navios de madeira. Jia mesmo a sugestiva paridade de serem ambas muito velhas. Ir á Lua, era malúquicc qlie já trans-tornava muitits cabeças antes da era chriitã, c salvai' o Brasil peia acti-va applicação da arbeira e da pe-ruba na c..:;.-:ru*;;ão nava!, ií çoiisa .ia fiuwl nos annaes da Câmara e nos velws alfanrabios do A.cliiivo Publico irâ.ri ha discurso celebre nem arligo inspirado Que não iiè noticia.
O .honrado Sr. presidente tia Rc-par.*, descobrir esse alvi-não podia encontrar-se .:* cúnipaiííiia do que a do . Servulo Dourado. O d -imniereial ilu Lloyd é, po-niii homem tomado <!e sua empresa. Adminis-zeloso o inireiligcnte, o Sr. Dourado prcoccupa-sc,
so-I ipqnicòs ou por Deus Nosso Senhor que está ainda por nos ifaltar com a sua divina misericórdia.
iDe tudo isto, só dois pequenos prcijuizos nos terão vindo. Morre-ram os bois que puxaMorre-ram o pão ;ar.i .fazer o navio, c rebentarf.m a lavoura e o commeircio do Bra-sil. Mas. cm compensação, os nos-sos dirigentes fizeram uma viagem ao mundo da Lua... .V.
Registro do dia
ca,
pu í w em melhor digno Sr. rector com sitivr.iuentc paixão pe!; trador _ errai O TEMPO Chõvlscõu A mnnliil tniile mínltü A temperatura Vanloii e(iti-e 21.: ptela manhã*.. estivo encoberta, nublada.. no cói-èrr do e 25..'. dis. VAOA.-ll-SB liOJMNa 1» pagadoria do Thesouro N.i-clonal. as setrulnU.fi tolhas : Apo-sentados da vin .ão o Agricultura, de lett.ra A a, i: Montepio Civil da Agricultura . do Exterior « Novos Cont-rJbuIntcs dn Fazenda, Exterior o Agricultura.
Xa Prefeitura., as seguintes folhas d,. vencimentos: Institutos Protlssio-naes: João Alfredo. Orslna Fonsé.cn e Sousíi AftUinr. rcscolas Prof'IasIo-i.aeti: Álvaro Baptista, Bento HíIh-íi-o .. Rivudavia Corrêa e Fodagoglum,
O CAMBIO bretud Denion do bar. ero.-. '.* iibccssã íe!' rufei. univei {reler xar d dores gar. um pi fioi-.r: ui*-:.** di.---.-_ nir.-ra do Lh tn r r i Lloyd. ção lu-sua '•
Sr. Dourado tem sido u*. se empenho. A gti-rra eu-uma crise . elevou o 'íxkIcíti
oci- irmã- nave-:omo essa crise benéfica (. .!¦•.*;.¦ destes lompos de ca-',.*
i' fln.gciio, o Sr. Servulo io .* uma das raras pessoas, .mnJo ar.triburado. que ainda n di- liem humor c veia opti-O lijgno c operoso direeto: ;.--,i já chegou mesmo a íuffir* *...* não lia tal crise *de trans
i* .,:*.i* todas as queixas são o natural resultado do máo
com as receitas di :*.:;• que á velha i de jaceguay pódc ucros quantiosos, determinando a! de trániportt i ri iras que nãc
fazer a fortuna dor. íue ainda conseguem
1'racns nn dlv. .1 djv. Londres 11 41184 11 171.12 Pari» ST23 $731 Hamburgo. . .. ÇS00 ssos ll.-ilih — $fifi7 Piii-tugn.1 — r.*o-i5 Nova Vorl; — 4 $371 CiHítios A-ir-ci.... — 43170 Uespanha. ... — ssr.2 Runcarlo lt BIS i> il 21<33 c.vixa matriz... 11 51S a 11 21J32 Particular. ... 11 11|1II o ll *J,ij32
Valores dlvortíos:
ficKraiios. . .. -.'ISOOO a 21S100 n.miiH papel.... ft '.'; a 0 _ %
.Viioltr.es :
Antigas S00S000¦ it 605W00 lOir.p. de lfinn.. 7(12ífiu(i ii. 7(iJ$000 tOmp. do 1315.. 751$d0i) a TSfjÇUOU
Vales ouro: Taxas dn (Ua... — 31 33J64 1Ç0ÒÜ ouru — -$345 Café : \_ndns — 5.Ü00 i'iilai*ôi*s lOJsiiO a 111500 isauenr .«sso a $630 Algodão l'ü?000 a 31?000
sumpto ineganSo a falta do so-Te-¦dito tnjaspcrrte. JD ao de.iit&I*a . tf.-, verno çeitá. interelssaidieslimo eim coti-Struir Tiairtios nos -citaleiiros nado-naes, ocmitáiito <iue não seja. pre-ciso tomar-se conita d'os navios ai-JiiSrnSrà. 'Dentro «m ibrev. veremos a frota imorcanite nacional consti-•tuiiia ipeiaa ifuíurais pirogns e jan-gadaa S-lcando gloríosa^iente os •mares, sob io .pavilhlo aurlverde, jiara. Qavar a 'todos os (pontos do globo os 'formidáveis iproducttis Wa nossa .lüUV-ura, in-ci-emcntada pelo c-mone; Jos- iRuTino Eeaerra. "ope-roso" ministro da Agricultura, '-ommercio, .etc, -etc.
Al*-uetm Julgará, que esse ,meio de resc!I've- a "crise" 'ê uma utopia, por :sso que a, construcção de na-vios no Brasil a>ro'du*alu "rercente-mento" (d? SO annos para cá) o "Tamain-arÉ", um cruzanlorzinho que não andava e que avós custou cerca de 70.000 contos e que o mo-mento c inapportuno para iniciar-mos as nossas conatrucções, ipoitiue precisaríamos im.po.rtar .muito ma-•te-rial e a Europa mão nos P<5d'e mamdail-o.
Mas a isso o governo r^spondertl, trliimp'ha!mcnite, crmi o provérbio : 'Oíais va»e quem ©eus ajuda do que íine:m ee.do madruga".
Amen !
ouvidos do Moniiido Sr. presldento da £R.-Publíca, exaggflrando, detur-pando tudo quanto houvera acentu-cido.
Chegou-se a afflrmar por esse tempo que o 9r. 'Wonicealaú BraxJ-. imitando o gesto gracioso d.o ®v Coriolano de Can-ulho, "decrotail* üo" feriado official o dia em que a aua~ altíssima flínira de gov_rna-dor desso mesmissimo fiauhy serviu dn *paidrln_o no baptisn.do de uma enbantadora boneca, resolveu, da mesma fôrma, *pòr outros funda-mentos, mais ponderosos e rclovan-tes, "(Tocretar'' a. sua jã popularisa."¦ da enxaqueca, quando lhe era «in-nunciada a preseiura do Sr. Elias Martins...
E' que o icheío da na.ão previa-mente sabia qne o tiiem.i dn. pales-tra iria gyrar p.m torno da :ui!!i_si-ma porsonalidade do Sr, Migue". Rosa. *E aísini se passfoil o primei-ro anno legi.slnlivn do sSenelos*-. Sr. deputado Elias.'Martins".
Aírlta-se a política em torno A siiccesfíão do Sr. Mlgtipl P.osíi e o Sr. Elias Martins bnnd.-iã-se *para a faceãó que tão atroz.o cruelmente njpodfira ò ivlvo a...ora, "ibriís desans, bras dessous", enm es.e .pelquetilno gritndor que se chama .To'i*.|iiiin Pi-res.
rositivanVente ã .p.iüticn, neste nosso paiz. f-a. -cousa mais
engraça-A CRISE BüROPB'engraça-A
GRANDE GUERRA
oco
A amnistia e o governo portuguez — As declarações do Sr.
Sidonio Paes - Uma grande manifestação ao Brasil
em bisbôa-A união na colônia portugueza de Caxambu-Olayo
mm é recebido pelo presidente da Republica de Portugal
^^fe^3?^_ncrii_raLS^
AliWAXDEIJA Renda d* l:iai ouro... Em papel.. Total. liontain ; 78:liiO$ti)0 125:2r.2?270 1 a 10 do i*4iial per. íonte1015203:102:760 1.2117:0555710 1.160 í2'6'4WBS Diff. a maior em 1010 0S:iift4í
I5IÍ(I-:I5KIJ0I1IA »r*: MINAS Renda de hont An mi! Inia Vi do comnie i|ue tudo ii rio. Ura. mira bem o LIoy inivilhas...
nó.s não queremos esconder a svniiiruhia c o apreço que noiivie-ircce o diligente e incançavel rc-do Lloyd 1'rasilciro. os ipermitti-a a confis-:. diamoa positwffménte¦-.'.as kléas -sobre o.s in-ua empresa em relação *:*. içeraes do Brasil. O
oniente 1910 I De 1 a 10 do oor: , Em igual per. (to
CARNES V10RD13S 17:1RS$407 73:C52S.'I4S 10S:S17$450 staurad&r Mas. seja-são ie qu pasmos;'.? tore-ses d; aos intere
Sr. Servulo Dourado; cuidando do ¦ausníeiito da receita da sua empre-sa, esquece-se dc que o Lloyd, como próprio nacional, é func(;ão dos co-tres do Thesouro. Ora. o Thesou-:*o subvenciona e iprotege outras empresas de n..ve,e;ação. O Sr. Servulo Dourado propõe-se a lutar contra todas clLis, recorrendo para isso até á rucra de larif.is.
Se é do interesse nacional *qttc sc ampücm e desenvolvam os nossos transportes marítimos, é muito cio interesse tio dfeo director do l.ioyd quo '.'sses transportes se re-sumam apenas nos barcos da sua empresa. O Lloyd deixa, portanto, de ser unia propriadade do Brasil, utilisada no seu serviço, para con
Xn matadouro do Santa Cruz foram abatidos hontem 007, rezes, SS por-cos bo c_rm_!roB e 33 vitellas.
Marchantes: Cândido IJ. de Mello, 4.". rMcfi tf. treia porc-o-?; Purls-;- _(.',.*J!i ivr.es; Alexiimlrp V. Sobrinho, quatro porcos; A. Mendes ít C, SS ri-ics; Uma & Filhos, 47 irer.es, nove porcos npvle carneiros *e novo vi-tfllas: Francisco V. lioulart. 30 re-n-s 22 porcos '- oito vltollaa: Ç. Snl Jtià.lra 23 rejes; C. Oíste de Ml-ras 15 Í-.mh: João Pimenta de Abreu. 15 rezes; GliveStu Irmãos & C, 12S rezes 14 porcoa e sete vltellas; Un-silio 'Tavares .v >r.. *?"• reüi-s *. reu*. vltellas; tl. do.- Betalhistas, 23 i*>-•zes; Portinho i- C, 21 rezes: uiilz Barbosa lieis rez«i: V. P. Ol-iveira - C. 4*í rezes Fernandes & nl"ircon iies sr-is porcos, a Augusto Motta, 11 r< zes, 41 carneiros vltellas.
Forani rejeitados d.uu carneiros.
Foram vendidas: 46 314 rezes. '•Stock": Cândido li. de Mello.2(5 reses: liurlse.h .. C, 017: A. Men-des & C. 527: l.ima *• Filhos, i2ti. Francisco' V. Goulart Miiveira. 102. C. 00; C. dos üouilli inenta do ^or;*'i, ir.àos .- C. 72S ;:si; Castre 111! F. 1 Barbosa, .•'oram 11 rezes. seis M. da o duas rezes r-i:iu: c o principal, iccessorio". lo qual o Brasil Nós iá declaramos, c remos
mui-cr. «ui Gesto _c IHnas, :3tas S3; João I'i-"2': Oliveira ir-Basilie Tavares, Sl; Portinho ft C. . Oliveira .- C. 381, « Luiz 53. Total, 4.217 rezes. vendido, em H. Diono 5o4
porcos 4S carneiros e .... vltellas. . .
Os nreeos foram os ser*.iiiit*es. R'ezes .|j« _ Porcoa 1*25» a (••iriíeiros ISOOO a
v?_liias
í*-1"» *
to iprazer cm repetir, que o dirc-ctor commercial do Lloyd Brasi-ieiro é por nós considerado como mn funcci-iiario exemplar e de aij-soluta boa íi*. Isto não imiiede que itilsuemos a lembrança dc salv?.r o Brasil, do desastre .que se appro-xima, com -.nua reedição das cara-velas do tempo de Tilipmé **lc Sou-za, muito semelJiante ác|ucil'outra de :¦.11infri" o rxnitli do nosso po-der niaritimo c commercial pelo monopólio da navegação concedido ao Lloyd.
Com muito respeito, pedimos ao Sr. presidente da Ropublica que sc dijínc dc ouvir as despretensiosas considenições que aqui ivamos pôr losro a seguir.
.0 Brasil, imindado .de produeto.-.-i^.ricolas que precisa de exportar já. apercebe-se tic que está a des-apparecer dos .mares a navegação estrangeira. K' verdade que os nos-sos iportos estão cheios d<; grandes transatlânticos, preciosos e inúteis. .Mas. nós deixamos de os ver. para nos lembrarmos que as nossas llo-restas estão cheias de camarã, gon-çaio-alves e ipê-tabaco. i")c páo do matto se ía_ navio. Logo. manda-mos cortar o páo na serra dos Ay-mores, no Rio Doce ou no Mucury. puxamos a tora com emeo juntas dc bois até á beira da linha, c a trazemos para o'porto da Victoria ou de Cara veias*. Como, porém, não ha estaleiros por alli, será pre-ciso metter as supraditas toras num navio para !eval-as aonde os haja. E porque não haja mais navios i pois que é precisamente por não ¦haver navios que se vai cortar o páo para os fazer...), as supra-mencionadas toras são abandona-das no porto, umas; outras, á mar-gem -dos trilhos, e outras ainda pe-ias clareiras c *pica/.las da _ matta, onde as juntas dc bois hajam ca-hido. rebentadas de tanto pensar na maravilhosa agudeza dos esta-distas brasileiros...
Comíudo. efitre -conceber a idéa, comprar os bois, appa rolhar as can-gas, abrir a picada, cortar o páo e abandonar a tora .ai .por ahi obra de dous annos; é dc esperar que eiitremcittes tenha acabado a guer-ra. O nosso governo nada terá praticado _e injurioso á nossa mo-delar neutralidade, e a crise dos '.rans*portes será resolvida pelos in-glezes, pelos ifoaticezes, pelos ita-iianos. neio-. holi*an«.lezcs. pelos
nip-Na Penha foram abatidas H\ 2!í ANNOS S400 U300 1Í800 $800 rezes. Ivelro
Era .exonerado do cargo de sover-nador do Kslado de Malto Grosso o -Ò,-oih-1 Frederico Rolon Sampaio RI-sendo nom-eado para essa car-coron'e.1 João Nepomuceim ^JÍl^iVj^lInte da Escola Poly tt-hníéiv era nomaado o Dr. Tarqui. nio Braulio d« Souza Amarantc
__. (*|,., S"-s. Oscar Rosas, llano Pern-Ua » Sylvio Baptista ilactor -s e proprietários do j( "Nov.idnrfoV' compareoeram. o r-eda.
(,*>*/.ela" para cominuicur ante d'e ordens Ue k*."k'-rdo Vasques, oommoJBÇant-d*e
Eini- re-do jornal r.:ão da
(,ii*- tu»i alu
nl
jiiii,-.,da FoÜSol". estlv.ra na sido do seu jornal pa*ra avisar que as orfl£iM« redação sterlam tfffitam-••-is tarde, cerca ite u horas mj :.'.;. o .-apitão Vi.:ira tamb*em alli fo* donunclar o m .smo ataque, que ,.'.:*ia lè.vado a elíelto por pragas da "srâvfsslmol... Mas nüo aconteceu nada '¦
lotas e Noticias
No Estado de S. Paulo espera-se inna aluinilirnliaslma safra de cc-rea.es. Ora, raciocina Um collísa (laquolle Estado, uma vez que a sa-Ira ié grande a que maior ainda e a crise de transportes, se..ue-se çuo « vida 'vai ílcar muitíssimo 'hnra,ta, porque os iproduetores, não poden-ito exportar, serão fon;a<los a ven-der o artigo dentro do próprio Es-tado e, 'pois, vemdel-o *por preços razoáveis.
Como lógica póüe o collega lim-p-ar as imã os & parede.
Poderíamos argumentar que pro-duceâo vendida a resto de harato aproveitaria de certo ao consumi-dor, mas, como nem só de ecreaes vive .o homem, esse consumidor se-ria {orçado a adquirir outros artl-goe e esses lhe custariam tao ícaro quo _s suas economias .nos cereaes iriam todas -por (igua abaixo; ipode-rlamoà ainda, fothearido llgeiramen-te um tratado de Economia PolitI-ca, deimonstrar "que iiroduceão quo não encontra roem escoadouro nem mercados e que é vemdtda por me-nos ide ousto, ao en'VC7. 'de enrique-cer a região prodUctora a em. obre-ce.
Para. que íamos nós, por<>m, an-.wctoar a idceilluslo -do collega. ? Deixemol-o no _ou sonho... Mes-mo porque elle iparte de -uma pre-mi-sa falsa: a da íalta ,do trans-porto.
Jâ o Sr, 'Bulhões re-olveu o
as-O iHi-lico esVi perfeitamente 8e-relior da intrigiVVhada urilida pelo Dr. Carlos .Seidl cem o Xi*m de afãs-tar do Hospital de *S. Sebastião o Dr. Antonlno l''erra_i e collocar no logar deste, como collocou, o Dr. Gar_e".d de Almeida.
O Dr. Ferrari rantiimiou de pos-so do pos-sou logiu- ão suib-direótor do Qiioepítel. Coinsta, *por'&m, que o il-lustre clinico ¦pretende iiedir seis maies de liceiiça uara tratar de saude, tal o estado de aibaumento em que se aclni, 'merco do traibalho intenso .ue ilnm eido ulttmiiiinente sisjcftteUa casa.. Não são, de certo, caaitías .essranWas íi fadiga do Dr. ¦rVntonin;. Ferrari as linjusüças e m_ive.rsòes de que o fez viotlma o Dr. Carlos Seidl, ema um cyulsmo uue seria eJ«s_nta.âror .se *iião fo.-«e antes de (tudo revoltante.
Yai asslim ficar o hospital de Sito Sebasliâp .primdo do concurso do seu antigo director interino, proíis-(lioaial coiispeteinte, operoso e hernes-to, que o Dr. Carlos Seidl, abusando <lii original ingenuidade do Sr. Car-las ..\Ia.\-iiiiúlia*no, acaba do substituir por um desidloso consuetudinario o imco.-r-iglve! como o Dr. GarfleUl de Almeida.
Fazemos votos, entretanto, para íjue, .decorridos .esses seis mezes dc trataimemto, *votte o Dr. Ferrari a oecupar o cargo que tanto soufljo honrar.
Do hoi_-om. liioi- Deus mt-Mi-ra. A*16 'tti .]ióde ví3r que a cidade JA- es-t,.ja livre da poltronoria do Sr. Car-(1üs Siildil, para o que também
fase-mos sinceros votos.
•O cadastro policia*; offerece, ao vez em quando, casos curiosos. O de ih.iit-m, por exc.ni.lo, offereela dous.
üm íol o pequeno cadáver que appareeeu numa _ar-„-ta, *i ipra^e. do Sampaio, junto li estação do mesmo nome. Era um reconrnaisciãc, do sexo .masculina o estava envolto cm pannos de seda .:õr de 'rosa o enfel-tado de íitas e laclahos da m_sma côr em grande ai-OTldançia. k-to di-zia _em claro quo o iplmpollio era de casa de gente que pedia...
O mais interessante, poríim, *é que entre os faixas infantis a autorida-de encontrou um l)!lhete concebido nos segulnteis termo- : "Vlettma de um orro. Pagou o mal que não fez!" Esse innocente com certeza era Iholltondez... Mas não é a noa que comlp-te apurar-lhe ais origens, teso i l& coin a policia do 18' dls-tricto.
Outro caso digno die ir.eslstai : uma inova «specle do aRpei-IUvo que duas raparigas quiseram Introduzir num restaurante susipeito da a;ua IMaTeclial KKmteno. Ahi 'por volta Idos quíi.r.r:.' da manhã do 'hontem entraram na referida _asa de pasto, as dua_ jovens -patuacas, unui, bran-oa e outra morena. uVssantaira.ni-sc a uma nresía. Exiaininaram a lista mas nfflo eácdllieram nada. O crea-do, ao lacrea-do, esperava n3 orde.i*:!. Nisto, uma della_, a ibranca, abrindo uma ibolslnlui, tirou mim rldrtnno de côr escura, collr.cou-o nos laibi":, i-sorveu um Uraigo do llíquldo qu* «íí-lo so c-fiitinlia. Folio o que, pa'Sso'.!-o ii cpa'Sso'.!-ompanheira, dizemdpa'Sso'.!-o-Wie :
—Bebo !
A morena obedeceu e bebeu tam-bem a 'sua golaí... de lysol I
Sô então 0 creado _u_i>oltou de uma tentativa de aulcldto e arreba-tou o vidro úe duas malucas, que, pouco ddpois, eram conveniente-mente medicadas pela A_slste_cla.
Depois de cuTadns, disseram que iam tomar aiquelle singuIlaT apiieriti-vo .por terem sido abandonadas pe-los amantes ! Ah I um bom chlco-tei...
da e carnavalesca : qualquer Elias Martins cava nina cal}.): * de dopu-tado, acasteila-Se nas . * i-ioheiras das iiiimunldades parla mon tares* dã fortes tropeC"'1 na oratório o acaba formulando projectos d>* lol, visi-velmente oérebrinos, re.slri.irvindo a liiberda.l'*- dò Imprensai uo tooante ao noticiário solbre sulc!_Vos.... e, nã'o contente de indo isto, t.r.mina man-dando pedh- nos jornac-i o í*.ivnr da publicação gratuita do telcpraminás falsos, que do Piaitliy recabe, cezi-tendo fantásticos a'e.wlt__os
eleito-vãos.
Querels aprecior bom c puro rnfé? SO" PÁ'I»AGAI«
"O
"PllílK"»
Em assemlil-íii. gera', dos aí.cio-r.istas (ia Sociedade Anonyma d'"0 Paiz", foi hontem eleito dlreotor prosidonto da ipociede*.!-¦•, na ^¦_gu do Sr. commendador .!ok''i Ferrei-ra Sampaio, o nosso illustre colk-ga Br. João de Bouze.I_i.ge.
Folgamos om registrar a. volta do noKso estimavel collega e bri-lhanlo liornaüfita para a direcção daquella empreza, a que elle sem? pro emprestou o brilho do seu ta-lento e i sua indiscutível aetivida-de e compeitencia.
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SjSÍsfSs^|____w___.____ç___________«mw"'"""»"»uw*'l'.'ll'li'! ,".fy'™"'''.'V.'..'-'."^?^T*^^?*~
soes
Um bivaque de marinheiros portuguezes fazendo exercícios cm terra
píepta ÍS
.
istia &; o
mi
CARTA
DE PORTUGAL
-4t)r-¦ ICon.forene.lou ihontem, fy Lanlo, no (palácio d.o governo, com o -Sr.., presidente dn. RepuMíca, o Sr. Dr. Homero iBaptista, preMidente do Banco do Brasil.
ItEQUIESCAT IX I»ACIá ! Ultima pS. do terra... a pedido ih; varias familias. Affirmou-nos ante-hontem o Serto-Crio, — Conhecem o Sertorlo —Ora ! o de [Castro : — Que erramos no que í publico . no-[torio Confundindo ecroto com cmplastro.
li' de emplastro o feitio na illuso-[rio, Com que fuão Primitivo augmenta o [lastro, Qual cavador emérito e finório. Das cavações de que mal deixa o
[rastro.
. orem nos affirmou serem exactou Os banhos com que fc-z das crtaas,
[sSdas Dc uma água própria a distinguir mulatos.
Diz naais que o viu por biombos « [veredas, Tomtur banhos de Eureka e de oxalá-[ tos De potassa (no vulgo, sal do azedas).
Da policia o ub6re cheio Qual um bello selo teuta. AuraHno chupa o selo Mas no cargo _do se agüenta.
Despachos dos "Salplcos": •¦-(Semog: Deferido .m parte. "Ah imwessOiesci- um Pernambucano ahi vão publicadas. Quanto aos versos para a pagina lliterarla da "Gazeta", qu'e bom merecem publicidade, esti*. seceâo os cnvlarA ao encarregado daquella pagina <s «spera vel-os pu-fclleados, «e é quo para Isso tem -lia Influencia. Aqui por. cusa <*• cada macaco a.o seu galho.
—* Primitivo da 1'urif.lcacão: Defe-rido do accordo com as informações c os empunhou.
Collaboração:
IraptcsnSc- dc um I*eraambiic-iauo (Para ser cantada com a musica da "Cabocla de
Caxan-â,")
-O-Esse Sr. Elias Martins 0 corre-Ilgionarlo do loiro Sr. Passos Mi-randa, em matéria do jcsultlsmo. Amparado pelo elemento clerlcal do Piauhy e mais amparado ainda por um (conchavo nada decoroao no reconhecimento dc poderes da .•.ctual legislatura, sentou-se na ca-¦leira da representação federal que lho designaram os altos espíritos que Inspiraram áquella plttorosca scena... Na-primeira opportunida-dc- que teve de manlfestar-so a pro-posito de política local, o fez do tal fôrma violenta e aggressiva, arra-zando o Sr. Miguel Rosa, a ponlo do Sr. WeHceslau Braz mostrar-se estu.efaoto. Pobre da pelle do governador Rosa.
O Sr. Elias tangeu-a com toda u fúria das suas convicções philoüo-tphicas...
Parecia atí que esse Sr. Elias Martins estava •positivamente com a mania da perseguição... Não oc-corria no pequenino e escravisado Estado um facto, por mais leVe-mente insignificante, que aquelle Illustre desconhecido representante da nação não fosse azucrinar os
Ao KPiia-rnl Dnnlnn rflnr. <-to Seu immortú, seu gen«r_ Dantas
Bar-[reto eu sou vôio * velo prelo,
que sei Wem pollticA.
Mas co'os "estrago" das cncrwncn [em Pernambuco fico intí melo maluco
sem Babe 6 qu» íalá. Man. Borba jil brigou. com o ex-governadô.
Eu que morava Bocegado no Itecite, vim pr'aqul pr'a vê sl o bife era rríifl que o de lã.
Quando cheguei eu corri logo a Che-[fatura procurando a creatura
do Aurelino de L_A.
Desde qun vim para aqui hdiiic assim «u nunca vi. Só slnhO vendo como «Ue anda
o.n-[gravatadu, c'uiis vldrinho dependurado, ikis ossolra do nariz.
Fala co'a g-nte, dando uns ar de [deputado, se fazendo atrapalhado
co'aqulllo quu a gente diz. Cuidado Beu g-noi\i quando co'cll« fô falft...
As noticias «pe ehcgani
I rbfSBOfl,
lO-H(HaVas).**-O pf esidenfce c(o consen
lho, Op. Antônio José de
Rlmeida, teve hoje de
tarde longa eonfepeneia
oom o Dp. Hífonso Cos**
ta, ministro das^inan**
çás, a respeito, segundo
se aífirma, do projeeto
de amnistia.
WSÊOfl,10=(i_. fl.)-flpe«
saf de ter sido annünei*
ada pelos jornaes a en«
trada, hoje,
no
Parla-mento, do projeeto
eon-cedendo a amnistia aos
implieados politieos, a
mesmanãosi eííeetivoü,
continuando o problema
a ser debatido no seio
do Gabinete.
£5
Âs opiniões, em Portugal, solire a
Conferência dos Aluados
LISBOA, 10 (A, A.) — O- jor-i,;u_ desta a_apllail oecupam-so lar-«auicntc. ala próxima rcunlfao eco-jiomlcn, alo- alUiidos cm 1'arls o ala rcpratientuçiio quo Portugal vac jiiaiidar á mesma.
Achn a. iuqircnsá l_.lKineii.se que 1*1 eonfei-cni-lii do P»rts, sobre CO" ordenar ns 1'Iimnrus dos diversos liol/es que oonsUtuom u lSntcnU', jii(-.U-a ainda a unidade do vistais íclnonte enirc, o» mesmos. Uininn-do usslm ciada v(W nuils cfficleuto u sua ac-çuo.
Portugal e a Conferência dos Aluados
A OOMMISSVO 1'XH AüftMION-TADA
TjISBOA, lü (A. A.) — He-imlii-so liontcm ú nollo a rojiiinls-são portugiiewi quo «ae tomar ]iiii*(«i nu conferência econômica aloíi allliulo-, u SO lt»aisaf om PÕ-ris, afliu' de m-iism combliuidus ali-va-nus medidas assoguradoi-as alia oricntaçi.o a seguir naquella a-on-lcrcuiclu.
IOutro a_ rcsolucôea tomaalns l>elii CODBUlSüão c ilnilns il publico, figuiu a quo ninndii aggroga-, iilí-in da*a parlamentares quo dd-lu ra-M.n dd-luirtc, os seguintes lio-iiu'ii.s políticos: Drs. .Ios.5 (Vugnsto Presteis, Beaiovlilcs, Anselmo de Aiulriule ç -lontelro dc JEundouça. Foi feita tambem ia eleição da uuma quo devo na conimlssão por-tutiuõav dli-litlr os i-ospec-Üvos tra-l:ullios, ficando aa mesma ii.--.slt_ cousllliilila: prcaldouto, T>r. Ánto-uio JíacJc-Ji-a, o sccrcfeirlo, Dr .'.iirusIo l*rrstt„.
Om momfwos da çommlssSo par-lii-iio para Paris, pelo "sml-iw-l>t\*ss'', no próximo alia — a'5.
Is declarações do ministro portuguez
*
lieiBnia
*
¦+*>. ¦
A grande manifestação popular ao Brasil e
aos aluados
(Oo correspondente especial da
"Gazeta")
Lisboa, 19 de março de
1916
Seu Aurelino nunca deixa de ir a lesrt-Ja e aos péslnlios, cllo beija.
cios uantlnlioü dus lUlA.
E quando «Ue entra tar. cruzlnha [d'n*cua benta, mas coitado. u'uui so aguenlo, 1_ no bom, do seu
loe*-Segura, seu Immortâ p'ra mode «llo n'um tomba...
**
-o-Coimbra organisa a Cruz Branca
UrSBOA, 10 (l_5pos__l tara a "Ouueta") — Km Coliulira, s:*-miúdo U_egrontriwa dalli roeebldon. In((____n que c-tá sendu oi-puü-sailiv Ksaa _ci_oi__lo do pUllftUtro-pia o .soecora-o*!, qm* *« l-.-titulai.i
Criw irra««ii •'
O ministro ilo Portugal na Alie-manlia, Sr. «idonio Paes, chegou a esta capital na madrugada de hon-tem.
Logo que o Sr. Sidonio Paes che-gon, a 'Luta" Xol interrogal-o sobro õ quo oeeorrou em Berlim logo apôs .1 ileelaração do guerra da Allemã-nha a Portugal.
Interrogado primeiramente sobro se S. IE... tora indelicadamonte tra-tado pelos funecionarios ullemães, ao embarcar, respondeu:
O quo houvo, íol um zelo de-niasiailo, em Borllm. Revistaram, na estação, toda a minha bagagem, mi-nuciosamento, revolveram todas as malas, mus não leram os impeis que trazia.
Dissemos u S. Ex. quo o gover-no portuguez puzera As ordens dos ministros d.a Allemanha a da Aus-tria comboios espeelaes para sahi-rem do nosso paiz. Como viajara o Dr. Sidonio Paes '.'
— Deram-mo um vagon-salão, ató Zurloli, atrelado a um comboio rápido. Fui acompanhado á "gare" por um riuiccionarlo do Ministério dos Estrangeiros, em nomo do se-cretarlo do Estado, e até íi frontol-ra, por nm official do corpo da guarda.
A DEOI_-ll_|_ÀO DU (.UE-UtA A POK-TUGAIi VAO FOI IMPÔS-TA 1'KI.O POVO AtillB-CSO, QVK OONTHA NO'S NUNCA SK MAXIFFSTOU
Conversando rápido, em phrases curtas, não querendo roubar tempo ao illustre diplomata, que vinha do uma demorada e fadlgosa viagem, entramos no ponto mais interessan-to dn. entrevista:
Qual a attitude do povo alie-mão para com Portugal, ao ser-nos declarada a guerra V
O povo de Berlim — diz o Sr. Sidonio Paes — nüo se mostrou ex-citado contra Portugal, não dando n declaração de guerra logar ã mnis ligeira manifestação. 15' quo essa dèclaráG&o não derivou de uma correnle de opinião quo fosso hos-tll a Portugal, mas de intuitos es-neolaes dó soveruo allemão.
Está V. Kx. convencido de quo a Allemanha nos poderil causar grandes duninos ?
Ku estou apenas convencido de quo a Allemanha fará a guerra como a puder fazer...
Diz-se quo esso paiz luta .;á com falta do homens...
Por ora, não existe essa falta. O quo no faz . rectiflear as frontes do batalha, para economlsir gente. B a opinião publica acerca da política iillemã ?
Essa É absolutamente hostil á política de relações que ultiinamon-te se ultiinamon-tem feito mi Wilhelmstrasse. Afinal, não existe o ódio contra os francezes. lísse ódio manifesta-se em primeiro lognr contra a Ingla-torra, e, logo a seguir, contra a Ilus-sin.
Alludlmo.i á questão germano-americana. A America tem já íldo grandes razoes para um romnimon-to com a Allemanha. afundados que trm sido barcos em que viajavam cidadãos americanos, cujas vidas se perderam. O que pensa o governo ollemão a eBto respeito ?
Apenas isto: ft Allemanha pretende a lodo o custo evitar um rompimento com a America — dc-clara o Sr. Dr. Sidonio Paes. NA FilANÇA EXISTI'! A
CON-FIANÇA XA* V1CTOUIA: NA MdiFJÍAXJIA TODAS AS CIjAS-SI*:S DESEJAM A PAZ
O illustre diplomata diz-nos, de-pois, das suas Impressões a respeito d-i situação da 1-.anca e da Allemã-nlm:
Quando entrei em Franca, no-'.el logo cm toda a gente, dos mais altas fts mais baixos classes, uma
serenidade magnifica. Os francezes são, como nós, uma raça exaltada, do temperamento nervoso, mas essa muinifestacão não transpareço ago-ra, nem nos semblantes, nem nos gestos. Ha na população franeeza unia calma soberba, denuncindora da absoluta confiança na victoria final.
B vencida a Allemanha, em que siutacão ficaria o império ?
Vonctda a Allemanha, acho possível quo a Prússia deixe de pre-dominar na confederação, podendo ainda acontecer que alguns Esta-dos se isolem, como, por exemplo, a Bavlcra, o Wurtemberg e Bado.n.
Quanto üs colônias allemás... A Allemanha — diz o Sr. Si-donlo Paes — não se preoeeupa com a perda das colônias, põrquo oretende que a guerra, nas suas cou-seqüências ultimas, ha de resolver-so nu Europa.
Mas, falla-se em paz... Falla-se; o o certo ó quo o povo allemão. todas as classes da população allemã, u desejam. A confiança na vlctonia final está mui-to diminuída, e a paz, sob «. base do "statu quo ante", seria hoje bem acceita na Allemanha.
,V SITÜASOAO ECONÔMICA E Fl-NANOEIKA DA AtliEMANIIA
.Fallando da situaçilo econômica e financoira do império allemão, o Sr. Sidonio Paes diz-nos:
A situação econômica . má e ten-de a aggravar-se. A começar em abril, só haverá pão negro: a man-teiga, e, duma fúrma geral, as gor-duras, quaai desupiiareceram; as batatas só se vendem para. o povo; a carno só se vende duas vezes por semana, o foi prohibida a importa-gão de artigos de luxo.
Quanto i situação [financeira — proseguo o Dr. Sidonio Paes — essa não'6 ainda angustlosa. A taxa de depósitos, nos bancos, baixou, por-que toda a gente, em vez de levan-tar, foz novos depósitos. Assim, por mais uns dous annos, a situação fi-nancelra não offerece dlfficulda-des. Todavia, a Allemanha vai re-correr a novos impostos, sobre os tabacos, recibos de quitação e tu-cros de guerra, esperando obter des-ta medida uns 500 milhões. Só lia umn cousa em que a vida de Ber-lim não íol alterada: í- no que res-peita u cafés, restaurantes, cinemas, theatros e outros pontos de diver-silo. Ahi, a vi(_i faz-se como ante-riormente á guerra.
A palestra alongava-se. Os miiui-tos corriam. Inconveniente se torna-va roubar mais tempo ao diplomata Illustre, fatlgado por uma longa e lneommoda viagem. Orna pergunta mais:
O que se pensa por lá a respoi-to da duração da guerra ?
A guerra, diz o Dr. Sidonio Paes, não deverá Ir além de 1017: mas tj preciso altentiir em que todos os belligerantcs contam com bus-tantes recursos.
Uma grande manifestação
AOCI-iMlVCa-IiS AO BUASHi,ITA-IJiA, MEIjGIOA. RÚSSIA, IX-GL.VTJ_ll__V E EUANCA -Muda estou sol} o impressão tr.epidante e eiuhusiaistiea da gran-!.le nianlfesLacão ipqJtriotUca ruali-saída. Foi uma cousa lirtprovi-idii, mas que estevo imponeiu:s:iimii. A manifestação era dedicada au Bra-sil. Foi talvez por isso iiue teve a Imponência ipoipiiüar de que se re-vestiu.
Os manifestantes e.iJiiiain da praça «los 'Jtestuur.idores -,.s 21 1}S •horas, goHniido vivus u Portausal, ao iBrasll ,e ás naciU-s aWiadas, o morma *,\ .Allem.-nha.
l'm:i gramle massa dos manife.*
tantes juntou-_o nos 'degráos <lo monumento, onido alguns popula-reca íiasteaivam ibandeiras nacio-íiaes e estrangeirais.
IDelpois idos Srs. Oscar da Cam-calção e IManooil .loaiquim Bento te-rem pronunciado aigumos ipatrlo-ticaa tualaVras, quo foram acclama-Uas com muitas .palma» o caJo-rosoa ivlivais, té quo o cortejo se 'pôz em andamento.
IA' frente iam alguns po.pulu-res cmipuniliartdo arciliortes, sesul_-do-.*?8 a commissão, e, em*pui_ian-do iten_eirias Iam, entro outras ijessoaa, os iSrs. .Arman'do Vir-¦gas*,' com a lng'lez)a; .losó .los Santos, com a ifrantonza; Feruaivio ;PeÍ3.-Í7í'i*i*o, teom a ibrasüoira; H)*eli-oiano da Tririilade, com .i iiortu-íjucáa.; 'Armando P/nto tios fiaintos, Custodio Ke Oirva-lllio, .Antônio '.Ma-ria o i.-rftonio _os Ban tos, com •liaií(M*tra_ portúguezas. Apôs es-ícs, via-se uma grande Ibandolra, na Kiuaul jpegtuvoan de um lado o Br. Fclipipe Torquato e Au outro o Kr. iRíctmlo 'ítisbeiMo.
lSog_i«.m-se muitos mariulho-i-ron, soldaldos da guarda ílscoil o SoJiâajaofi da linlha, iformando 'ilno-« ''angas ifilns, e deiiioiis nma enorme qua.ntidodo ide ipavo, que foi crea-certdo ipe4o caminho.
IA manifestação passou no Ro-cio, \polo Aiido oriental, o ssgiutc •pelo, rua rio Carmo, e aüli lcivava já aitgiíus mí'Iihares 'do ipessoas, iilando vi'va« e jialmaa e cantando a "IPonüligueza", a "iMaria <la üTon-te" o a "IMai-Othoza".
.A on,(la humana voltou ao Oliia-'do, rtnde, 'vista Uo *l-_do _o lar-go das IDuns ilferejas, o eífelto em cspil endido.
Os mahlifcstantes ao passarem em ifirento ido jornal '**' A P.cipubli-ea", a cujas janellas esluivam mui-tas ipeissoas, iforam id-das multo.1» palmas o ivivas, entre i>s quae« *w Sr. IDr. -Antônio .Io* d'A'lmeSda.
IMais adiante, da ampla varanda do Centro lüvoluteionista, que esta-*vii. apinlhad-, tambem houvo mui-.tas ipailmas o vimas, de parto a iparte, ten!do-se, desse centro repu-idieano, .feito a __u,daçãO|, íquii-do-se e descendo-so a bandeira na-icional.
iNas janellas Ido (Beslaura-nt Club o no Hotel iBorgos tambem mui-tas 'pessoas, quo alli se êncontr;!-vam^HteotíHararn-so '••¦ nianiíestici.o, dando .pulnias, agitando cotn os lenços.
'A multidão, ao chegar ao topo 'do Chiado, n-oltou ipara a rua A_-tonio '.Maria IQardoso, ondo está o cldificio quo serviu .de embaixaUai do Brasil em Portugal.
¦O .pavo aS-lomerou-se em grondo numero em quasi 'tlída a extensão da rua, encllieivdo-tt quasi por comiploto, desdo os lados da run Oarrett até ao antigo Hotel 'Bra-sa:ii;,*i, ondo Jioje sc encontram lnstana_os os escrliptorloa da '.rom-panlhia Reunida ido tluz e .iOlovin-eidaido.
Alli encontrava-si- o Sr, IDr. Veloso iRobellb, encarrega Uu .lus negócios do Brasil em Portu_ui, sendo a eoinmissão, .i cnirajvt ,1" edifício, a.visada de quo as instai-laçOeg estuivam quasi sem mobiilla-rio, o quoiS. Kx. sentia não ipo'ãcr reeaber áquella por uma íorma tão condigna como seria o «eu de-sejo.
A !Coiniiii.--ão e os re.presentiin-tes .Iuíí jornaes diário.; fjd c.i:p/:a., furam inaiuludos subir s\Uè ao cimo tti.i, escadaria, onde se encontrava o Br. Dr, Veloso 'Rebello.
.Este iHuMtre brasUeiro, quo já ha-via mandado içar a .bartdolrá Uasua nação, dcipois de receber o.s cura-prinientos dos membros da com-missão, iii.uulou-a. entrar liara uma sala.
¦Uma voz alli, o iSr. Oscar ila Conceição leu uma carta, mensa-gem «iiud-iido o Brasil, na pessoa do seu illustre riwc-uiitanm, cii-zciido quo as ilepublicas brasiloi-ra e jiormgiicza so estimam e su unem com forteg la^-os do amisudo desde ha muitos aunos.
¦líe.spoiídoii u 'Si*. 'J.lr. Veloso Rc-bello, que ugltulc-ceu u mani-ifestacão que, *coino roprosen-tanto actual .lo Brasil, ein Ll«-boa, nculiava do receber, -_flrmn.il-do que muito tein ti-_flrmn.il-do de onsiejo para verificar a amisade que uno as duas nacõe.. irmãs, as tnillicões de 'Pontukal e 'Brasil, ipromettendu * interpretar ao seu governo o quo com a manifestação so acaiba ale .passar, referente ao Brasil, que tan carinhOHimento ipelo ipovo portu-gÜCZ acaba de ser cuiiUadu.
O Sr. Dr. Velloso Rebollo c os membros 'da commissão quo o ha-viam ido saudar, assomam então ü janella o ao vol-o o povo saudou cnllmsiasiicaiin-nie, erguendo mui-tos vivas.
Da mesina jaiiollu falou depois .i Sr. .Iriuino A.lves. Disso que n actual dor de Portugal é a mesm.-t do Brasi!. que sempre soube sentir com alma. Todos os portllguer.es estão capacitados de quo o Brasil so orgulhará com as glorias de Portugal, porque bem conhece us feitos quo so encontram gravados na nossa historia, desde o do des-cobrimenlo desse Bra-sil hospital-leiro, nosso irmão e (|uasi compa-¦tricios.
Terminou cum um viva ao Bra-sil, respondendo o Sr. Dr. Vello-so Robello com uni viva a Porlu-gal, sondo ambos delirantemente correspondidos.
'K.stuiv.i finda ti manifestação aquelle paiz. seguindo-se a hume-nagem ú üel-iien •
13, assim, u grande massa iiopu-lar, com um .pelotão tle cavallaria du guarda rcpublica.ua á frente, entrou na rua du ..lundu.
Ao passar em frente da legaeilo du Itália, onde ninguém se encon-trava, foram erguidos muitos vi-vas áquella nação.
Os manifestantes, ao passar cm frente da rislaci.âu do "ll Mundo", fizeram-lhe uma calorosa mani-festaçúo.
O cortejo, depois de ter seguido ate A praça do lü" de .laneiro, jiw-tteii á rua d.i G>voln Poljte-clinica, descendo depois â da tm-prensa Nacional, umle, .njiiasi an fundo se encontra inátallàda a le. gação da. P.elgiea.
O pu\*Tr.'ao chegar alli, parou e em grande lU-inífc--' i';ã<> acclamoi* aquello heróica nação.
A' janella appareeeu o Sr. ral; nistro. rompendo da parte dn povo uma calorosa ovnvilo.
DU'()is, os m*>nibr(is da commis-t.'io cntrai-ani e o f5r.'«Oscar dn Concelcdo saudou em nortuguci o representamto de Bélgica, i>m Li.MiKKi. accentuando a ¦{n-andii