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CONCEITOS SOBRE HEMORREOLOGIA E MICROCIRCULAÇÃO HUMANAS

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12 Boletim da SPHM Vol. 28 (3) Julho, Agosto, Setembro 2013

CONCEITOS SOBRE HEMORREOLOGIA E MICROCIRCULAÇÃO HUMANAS

J. Martins e Silva1 1 Professor catedrático aposentado e ex-director do Instituto de Bioquímica Fisiológica/Biopatologia Química e da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Sócio fundador e 1.º presidente da SPHM. TEMA 7 – HEMORREOLOGIA: CONCEITOS BIOFíSICOS MATÉRIA E DEFORMAÇÃO

Para uma melhor compreensão da Reologia em geral, e da Hemorreolo‑ gia em particular, é indispensável rever algumas características próprias dos fenómenos físicos, nomeadamen‑ te o efeito das forças mecânicas ex‑ ternas incidentes em determinado tipo de matéria, como deformação e/ ou movimento.

Entre os tipos de matéria mais ana‑ lisados encontram -se os sólidos, líqui‑ dos, fluidos e substâncias viscoelásti‑ cas. Em qualquer dos casos, quando sujeitos a forças externas, aqueles ma‑ teriais tendem a mudar de forma e ou dimensões. Estas alterações resultam de deslocações relativas dos respecti‑ vos componentes físicos, no que se entende por deformação.

Existem algumas diferenças, con‑ soante o tipo de matéria afectada. Se for uma matéria sólida, a de‑ formação tende a ser proporcional à força exercida, recuperando a forma original quando aquela força deixa de actuar; porém, alguns tipos de sólidos com características plásticas, depois

de deformados, não recuperam a sua forma inicial. Os líquidos ou os flui‑ dos (entendidos como matérias com características viscosas, no estado líquido ou gasoso), quando sujeitos a uma força incidente, tendem a deformar -se continuamente, do resul‑ ta um movimento, isto é, fluem. Há fluxo da matéria não só quando a de‑ formação aumenta mas também quando diminui (continuamente).Se o fluxo for proporcional á força apli‑ cada, os líquidos /fluidos são classi‑ ficados como “Newtonianos” ou line‑ ares (p.ex., água, óleo, mercúrio); se não houver aquele tipo de proporcio‑ nalidade (p.ex, nas emulsões e sus‑ pensões), são designados não‑ ‑Newtonianos ou não ‑lineares. O exemplo que mais interessa focar en‑ tre os líquidos não ‑Newtonianos é o do sangue, que apresenta caracterís‑ ticas mais próximas das emulsões.

UNIDADES DE TENSÃO E PRESSÃO

Por princípio, o grau de deforma‑ ção de determinado corpo depende da sua estrutura e da força (representada por F) que se lhe aplica numa deter‑ minada área (ou A). O efeito (perpen‑

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Boletim da SPHM Vol. 28 (3) Julho, Agosto, Setembro 2013 13 dicular ou tangencial) de F em A defi‑

ne a variável stress (tensão),simbolizada pela letra Grega τ (tau) e quantificada em unidades Pascal (N/m2)1:

τ = F/A

A força F pode actuar em paralelo (tangencial) ou na perpendicular (normal) de A.

Admitindo que determinada ma‑ téria é constituída por camadas para‑ lelas justapostas entre si, se o stress for perpendicular, pode haver dois tipos de efeitos sobre a matéria: dis‑ tensão ou compressão (Fig. 1).

Em qualquer dos casos, a defor‑ mação respectiva (simbolizada pela letra Grega epsilon, ε) corresponde a

uma alteração de comprimento (ex‑ tensão ou encurtamento total, ΔL) da matéria relativamente à dimensão inicial (L0):

ε = ΔL/L0 (sem unidade de expressão) Porém, se F actuar tangencial‑ mente a A, tenderá a provocar desli‑ zamentos relativos (cisalhamentos) entre cada uma das camadas, tanto mais acentuados quando mais próxi‑ mas estiverem do ponto de acção (Fig.2).

Nestas condições, o stress (shear stress ou tensão de cisalhamento) in‑ duz a deformação, por alteração da distância (X) de deslocamento de cada camada em relação à camada na

UNIDADES DE TENSÃO E PRESSÃO 

Por  princípio,  o  grau  de  deformação  de  determinado  corpo  depende  da  sua  estrutura  e  da  força  (representada  por  F)  que  se  lhe  aplica  numa  determinada  área  (ou  A).  O  efeito  (perpendicular ou tangencial) de F em A define a variável stress (tensão),simbolizada pela letra  Grega τ (tau) e quantificada em unidades Pascal (N/m2)2:          τ = F/A  A força F pode actuar em paralelo (tangencial) ou na perpendicular (normal) de A.   Admitindo que determinada matéria é constituída por camadas paralelas justapostas entre si,  se o stress for perpendicular, pode haver dois tipos de efeitos sobre a matéria: distensão ou  compressão (Fig. 1).                                    

Figura1.  Efeito  de  força  (F)  de  distensão  (A)  ou  de  compressão  (B)  num  corpo  em  repouso,  que  ocasiona, 

respectivamente, o aumento do comprimento das suas diversas camadas ou o seu encurtamento (L1), em relação á  dimensão inicial (L0).            2 N simboliza unidades Newton.  L0  F  F F F L0  L1 L1  (A) DISTENSÃO  (B) COMPRESSÃO  Figura 1. Efeito de força (F) de distensão (A) ou de compressão (B) num corpo em repouso, que ocasiona, respectivamente, o aumento do comprimento das suas diversas camadas ou o seu encurtamento (L1),

em relação à dimensão inicial (L0). 2 N simboliza unidades Newton.

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base e em função da vertical e altura (Y) total da matéria. Consequente‑ mente, a deformação de cisalhamen‑ to (definida pela letra gama γ do al‑ fabeto Grego) é representada: γ = Δx/Δy (sem unidade de expressão)

Relativamente ao fluxo, a relação de cisalhamento (shear rate, simboli‑ zada por ẏ) entre dois planos paralelos explicita a deformação (por cisalha‑ mento) na unidade de tempo (t): ẏ = Δγ/Δt (unidade de expressão: s -1)

Considerando o cisalhamento das diferentes camadas que fluem num mesmo plano a velocidades diferen‑ tes, conclui ‑se que a relação de cisa‑ lhamento pode ser equivalente ao

valor do gradiente de velocidade do fluxo (Fig.3).Este aspecto assume particular importância na reologia da circulação sanguínea, a desenvolver mais adiante. Considerando Vo como a velocidade de deslocação da cama‑ da superior onde incide a força, e V a da camada mais inferior, o gradien‑ te de velocidade (ou relação de cisa‑ lhamento) será igual a:

ẏ = ΔV / ΔY

em que: ΔV= Vo –V; ΔY = inter‑ valo entre as referidas camadas.

As variáveis mencionadas depen‑ dem das propriedades físicas da matéria em observação, nomeadamente se fo‑ rem substâncias elásticas ou viscosas.

Ao contrário dos sólidos elásticos, a deformação total dos líquidos e flui‑

Em  qualquer  dos  casos,  a  deformação  respectiva  (simbolizada  pela  letra  Grega    epsilon,  ε)corresponde  a  uma  alteração  de  comprimento  (extensão  ou  encurtamento  total,  ΔL)  da  matéria relativamente à dimensão inicial (L0):  

ε = ΔL/L0   (sem unidade de expressão) 

Porém,  se  F  actuar  tangencialmente  a  A,  tenderá  a  provocar  deslizamentos  relativos  (cisalhamentos) entre cada uma das camadas, tanto mais acentuados quando mais próximas  estiverem do ponto de acção (Fig.2).  

Nestas condições, o stress (shear stress ou tensão de cisalhamento) induz a deformação, por  alteração da distância (X) de deslocamento de cada camada em relação à camada na base e  em  função  da  vertical  e  altura  (Y)  total  da  matéria.  Consequentemente,  a  deformação  de  cisalhamento (definida pela letra gama γ do alfabeto Grego) é representada:  γ = Δx/Δy  (sem unidade de expressão)                Figura 2. A aplicação de uma tensão de cisalhamento tangencial a um sólido em repouso provoca sua deformação 

(γ),  representada  pelo  deslocamento  (X)  relativo  das  camadas  superiores  relativamente  à  inferior,  tanto  mais  acentuado quanto mais perto da camada onde incidiu o stress. 

 

Relativamente ao fluxo, a relação de cisalhamento (shear rate , simbolizada por ẏ ) entre dois  planos paralelos explicita a deformação (por cisalhamento) na  unidade de tempo (t):  

ẏ  = Δγ/Δt  (unidade de expressão: s ‐1

Considerando  o  cisalhamento  das  diferentes  camadas  que  fluem  num  mesmo  plano  a  velocidades diferentes, conclui‐se que a relação de cisalhamento pode ser equivalente ao valor  do  gradiente  de  velocidade  do  fluxo  (Fig.3).Este  aspecto  assume  particular  importância  na  reologia  da  circulação  sanguínea,  a  desenvolver  mais  adiante.  Considerando  Vo  como  a 

velocidade  de  deslocação  da  camada  superior  onde  incide  a  força,  e  V  a  da  camada  mais  inferior, o gradiente de velocidade (ou relação de cisalhamento) será igual a:  ẏ  = ΔV / ΔY  em que: ΔV= Vo – V;  ΔY = intervalo entre as referidas camadas.  Y X  F  Figura 2. A aplicação de uma tensão de cisalhamento tangencial a um sólido em repouso provoca sua deforma‑ ção (γ), representada pelo deslocamento (X) relativo das camadas superiores relativamente à inferior, tanto mais acentuado quanto mais perto da camada onde incidiu o stress.

                   Figura 3.A tensão de cisalhamento (τ) induz uma deformação da matéria. A relação de cisalhamento entre as  diferentes camadas é representada pelo quociente entre ΔV e a distância entre aquelas  camadas, Δ Y.   

As  variáveis  mencionadas  dependem  das  propriedades  físicas  da  matéria  em  observação,  nomeadamente se forem substâncias elásticas ou viscosas. 

Ao contrário dos sólidos elásticos, a deformação total dos líquidos e fluidos viscosos depende  duração  da  força  aplicada,  a  forma  inicial  não  é  recuperada  e  toda  a  energia  despendida  durante a deformação tende a ser dissipada como calor. 

VISCOSIDADE, FLUIDEZ E VISCOELASTICIDADE 

Enquanto  os  líquidos  viscosos  “Newtonianos”  evidenciam  proporcionalidade  (relação  linear)  entre a tensão de cisalhamento (τ ) e a relação de cisalhamento (ẏ ), nos não‐Newtonianos a  relação é não‐linear. Por outras palavras, nos líquidos “Newtonianos” a curva de fluxo (linear)  expressa‐se por uma linha recta que passa pela origem (Fig.4), sendo o valor da viscosidade (η; 

eta, letra Grega) inferido da respectiva inclinação, ou: 

η= τ/ ẏ (unidade de expressão: Pascal‐segundo, ou Poise) 

Em  Hemorreologia,  estas  unidades  de  expressão  são  reduzidas  para  dimensão  1000  vezes  inferior: mili‐Pascal‐segundo (mPas) ou centiPoise (cP). 

O inverso da viscosidade é representado pela fluidez (φ, letra fi, do alfabeto Grego):  Φ=1/η, ou  ẏ/τ. 

Enquanto  a  matéria  sólida  tem  fluidez  igual  a  zero,  nos  líquidos  ou  fluidos  “Newtonianos”  a  fluidez e a viscosidade são independentes da variação da tensão e da relação de cisalhamento  ou da pressão, mas são afectados pela temperatura.   Nos líquidos ou fluidos “não‐Newtonianos”, a viscosidade (ou a fluidez) é função da tensão de  cisalhamento, além de depender do tempo de observação, isto é, da duração e intensidade da    τ  Δ Y  V0 V1 Figura 3. A tensão de cisalhamento (τ) induz uma deformação da matéria. A relação de cisalhamento entre as diferentes camadas é representada pelo quociente entre ΔV e a distância entre aquelas camadas, Δ Y. τ V0 V1 Δ Y

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Boletim da SPHM Vol. 28 (3) Julho, Agosto, Setembro 2013 15 dos viscosos depende duração da for‑

ça aplicada, a forma inicial não é recuperada e toda a energia despen‑ dida durante a deformação tende a ser dissipada como calor.

VISCOSIDADE, FLUIDEZ E VISCOELASTICIDADE

Enquanto os líquidos viscosos “New-tonianos” evidenciam proporcionalida‑ de (relação linear) entre a tensão de cisa‑ lhamento (τ) e a relação de cisalhamento (ẏ), nos não -Newtonianos a relação é não ‑linear. Por outras palavras, nos líqui‑ dos “Newtonianos” a curva de fluxo (linear) expressa -se por uma linha recta que passa pela origem (Fig.4), sendo o valor da viscosidade (η; eta, letra Grega) inferido da respectiva inclinação, ou:

η= τ/ ẏ (unidade de expressão: Pascal ‑segundo, ou Poise)

Em Hemorreologia, estas unidades de expressão são reduzidas para dimen‑ são 1000 vezes inferior: mili -Pascal-‑segundo (mPas) ou centiPoise (cP).

O inverso da viscosidade é repre‑ sentado pela fluidez (φ, letra fi, do alfabeto Grego):

φ=1/η, ou ẏ/τ.

Enquanto a matéria sólida tem fluidez igual a zero, nos líquidos ou fluidos “Newtonianos” a fluidez e a viscosidade são independentes da va‑ riação da tensão e da relação de cisa‑ lhamento ou da pressão, mas são afectados pela temperatura.

Nos líquidos ou fluidos “não--Newtonianos”, a viscosidade (ou a fluidez) é função da tensão de cisalha‑ mento, além de depender do tempo de observação, isto é, da duração e inten‑ sidade da força actuante. Esta interde‑ pendência caracteriza a tixotropia da‑ queles materiais, evidenciada p.ex., entre outros, por tintas de óleo e, tam‑ bém, pelo sangue. A acção de uma for‑ ça sobre aquele tipo de materiais em repouso tende a reduzir a sua viscosida‑ de, tanto mais acentuadamente quanto maior for a tensão aplicada e o a sua duração. No caso de uma força que ac‑ tua intermitentemente, a sua acção in‑ duz a redução da viscosidade a par com o aumento da relação de cisalhamento.

Este tipo de comportamento é inter‑ pretado na perspectiva das propriedades viscoelásticas de alguns materiais, sóli‑ dos e líquidos. A viscoelasticidade dos sólidos pressupõe que estes possuem, junto com um componente viscoso, uma estrutura interna elástica, que cap‑ ta e armazena energia ao serem defor‑ mados mas que a liberta após cessar a acção da força deformante, possibilitan‑ do a recuperação, parcial ou completa, força actuante. Esta interdependência caracteriza a tixotropia daqueles materiais, evidenciada 

p.ex., entre outros, por tintas de óleo e, também, pelo sangue. A acção de uma força sobre  aquele  tipo  de  materiais  em  repouso  tende  a  reduzir  a  sua  viscosidade,  tanto  mais  acentuadamente quanto maior for a tensão aplicada e o a sua duração. No caso de uma força  que  actua  intermitentemente,  a  sua  acção  induz  a  redução  da  viscosidade  a  par  com  o  aumento da relação de cisalhamento.                                  Figura 4. Representação das curvas de fluxo dos líquidos Newtonianos (A), linha recta a azul,         e não‐  Newtonianos (B), curva tracejada a vermelho, determinadas pelos valores da tensão e    da relação de cisalhamento, e cuja inclinação expressa a medida de viscosidade. Nos líquidos  Newtonianos a viscosidade torna‐se excessivamente elevada a valores baixos da relação de  cisalhamento, enquanto nos não‐ Newtonianos a viscosidade é independente desta variável.    Este tipo de comportamento é interpretado na perspectiva das propriedades viscoelásticas de  alguns  materiais,  sólidos  e  líquidos.  A  viscoelasticidade  dos  sólidos  pressupõe  que  estes  possuem,  junto  com  um  componente  viscoso,  uma  estrutura  interna  elástica,  que  capta  e  armazena  energia  ao  serem  deformados  mas  que  a  liberta  após  cessar  a  acção  da  força  deformante,  possibilitando  a  recuperação,  parcial  ou  completa,  da  forma  original.  A  viscoelasticidade  dos  líquidos  ou  fluidos  “não‐Newtonianos”  resultaria  da  suspensão  de  partículas  elásticas  em  meio  viscoso  (tal  como  os  eritrócitos  em  suspensão  no  plasma  sanguíneo), de modo que, sob elevada relação de cisalhamento, coexistiria com a deformação  daquelas partículas. Por conseguinte, a redução da viscosidade após a aplicação de uma força  num líquido tixotrópico seria consequente à degradação progressiva da sua estrutura interna  enquanto  aquela  acção  durasse,  revertendo  aos  valores  iniciais  após  a  sua  suspensão.  Enquanto os líquidos como a água evidenciam valores estáveis e reprodutíveis de viscosidade, 

Relação de cisalhamento (s‐1

Tensão de cisalhamento (Pascal)

(A) (B)

Tensão de cisalhamento (Pascal)

Tensão de cisalhamento (s-1) 0

Figura 4. Representação das curvas de fluxo dos lí‑ quidos Newtonianos (A), linha recta a azul, e não -Newtonianos (B), curva tracejada a vermelho, determinadas pelos valores da tensão e da relação de cisalhamento, e cuja inclinação expressa a medida de viscosida‑ de. Nos líquidos Newtonianos a viscosida‑ de torna -se excessivamente elevada a valo‑ res baixos da relação de cisalhamento, enquanto nos não -Newtonianos a viscosi‑ dade é independente desta variável.

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da forma original. A viscoelasticidade dos líquidos ou fluidos “não--Newtonianos” resultaria da suspensão de partículas elásticas em meio viscoso (tal como os eritrócitos em suspensão no plasma sanguíneo), de modo que, sob elevada relação de cisalhamento, coexistiria com a deformação daquelas partículas. Por conseguinte, a redução da viscosidade após a aplicação de uma força num líquido tixotrópico seria con‑ sequente à degradação progressiva da sua estrutura interna enquanto aquela acção durasse, revertendo aos valores iniciais após a sua suspensão. Enquanto os líquidos como a água evidenciam valores estáveis e reprodutíveis de vis‑ cosidade, a do sangue depende da pre‑ sença de rolhões globulares, presentes em repouso mas progressivamente de‑ gradados pelo fluxo ou agitação.

BIBLIOGRAFIA

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