• Nenhum resultado encontrado

APLICAÇÃO DA TOXINA BOTULÍNICA EM DERMATOLOGIA E ESTÉTICA E SUAS COMPLICAÇÕES: REVISÃO DE LITERATURA

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "APLICAÇÃO DA TOXINA BOTULÍNICA EM DERMATOLOGIA E ESTÉTICA E SUAS COMPLICAÇÕES: REVISÃO DE LITERATURA"

Copied!
38
0
0

Texto

(1)

INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - ICS

FACULDADES UNIDAS DO NORTE DE MINAS - FUNORTE

THIAGO JOSÉ DOS SANTOS

APLICAÇÃO DA TOXINA BOTULÍNICA EM DERMATOLOGIA E

ESTÉTICA E SUAS COMPLICAÇÕES: REVISÃO DE LITERATURA

Alfenas - MG 2013

(2)

THIAGO JOSÉ DOS SANTOS

APLICAÇÃO DA TOXINA BOTULÍNICA EM DERMATOLOGIA E

ESTÉTICA E SUAS COMPLICAÇÕES: REVISÃO DE LITERATURA

Monografia apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Dermatologia (com bases de Medicina Estética) do ICS –FUNORTE, Núcleo Alfenas, como parte dos requisitos para obtenção do título de Especialista.

ORIENTADORA: Profa. Dra Ana Maria Duarte Dias Costa.

Alfenas - MG 2013

(3)

THIAGO JOSÉ DOS SANTOS

APLICAÇÃO DA TOXINA BOTULÍNICA EM DERMATOLOGIA E

ESTÉTICA E SUAS COMPLICAÇÕES: REVISÃO DE LITERATURA

Monografia apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Dermatologia (com bases de Medicina Estética) do ICS –FUNORTE, Núcleo Alfenas, como parte dos requisitos para obtenção do título de Especialista.

ORIENTADOR: Profa. Dra Ana Maria Duarte Dias Costa.

Aprovada em: _______/_______/_______

COMISSÃO EXAMINADORA:

__________________________________________ Profa Dra Ana Maria Duarte Dias Costa.

Orientadora. ICS/FUNORTE __________________________________________ Prof(ª). ICS/FUNORTE __________________________________________ Prof(ª). ICS/FUNORTE

(4)
(5)

Dedico, Aos meus pais, pelo amor e carinho imensos devotados a mim.

(6)

AGRADECIMENTOS

Ainda encontro-me no meio da minha jornada e tenho tanto a agradecer...

A Deus, por me proporcionar coragem, forca e saúde para trilhar mais esse caminho. À minha amada e guerreira mãe, Manoela, razão do meu sucesso.

Ao pai mais amado do mundo, Celino, pelo exemplo de caráter e zelo. As melhores amigas e irmãs que alguém poderia ter, Carla e Viviane. Meus queridos e lindos sobrinhos, Pedro e Ana Luísa.

E, por último e, não menos importante, agradeço às professoras e amigas, Dra. Rosane e Dra. Marina, pelo conhecimento e paciência ao longo desses anos.

(7)

RESUMO

SANTOS, Thiago José. Aplicação da toxina botulínica em dermatologia e estética e suas complicações: revisão de literatura. 2013. 35f. Monografia (Especialização). Instituto de ciências da Saúde – ICS / Faculdades Unidas do Norte de Minas – FUNORTE. Alfenas, 2013.

O presente estudo teve como objetivo apresentar, por meio de uma revisão de literatura, as complicações decorrentes da aplicação da toxina botulínica em dermatologia e estética. Na identificação das fontes bibliográficas, foram utilizadas bases de dados LILACS-BIREME (Base de dados da literatura Latino Americana, em Ciência da Saúde), MEDLINE/Index Medicus (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online), SciELO (Scientific Eletronic Library Online) e PubMed (mantido pela National Library of Medicine), bem como livros da área dermatológica. Foram selecionados trabalhos que abordam direta ou indiretamente os principais aspectos envolvidos sobre o assunto em questão. Pode-se concluir, através dessa revisão de literatura, que a toxina botulínica tipo A possui, sozinha ou como procedimento auxiliar, utilidade relevante no tratamento das marcas de expressão resultantes do envelhecimento, bem como aplicações terapêuticas de grande utilidade. Apresenta eficácia clínica, embora aplicações repetidas possam levar à redução destes efeitos por imunização em alguns casos. Os riscos de seu uso devem ser considerados em relação aos resultados adversos esperados, quando da sua aplicação. As complicações descritas, normalmente se devem a erro de técnica, erro na avaliação clínica e funcional do paciente para o procedimento, erro de dose ou de diluição. Como o uso da toxina botulínica está cada vez mais difundido, as complicações tendem a ser mais frequentes, sendo importante diagnosticá-las e tratá-las. Estudos são necessários no sentido de padronização da dose, diluição e forma de aplicação, fatores estes relacionados com a segurança e sucesso terapêutico de sua utilização.

(8)

ABSTRACT

SANTOS, Jose Thiago Application of botulinum toxin in dermatology and aesthetics and its complications: a literature review. In 2013. 35f. Monograph (Specialisation). Institute of Health Sciences - ICS / Colleges Nations North Mine - Funorte. Privet, 2013.

This study aimed to present, through a literature review, the complications of botulinum toxin in dermatology and aesthetics.The identification of bibliographic sources were used LILACS-BIREME (Database of Latin American literature in Health Science), MEDLINE / Index Medicus (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online), SciELO (Scientific Electronic Library Online) and PubMed (maintained by the National Library of Medicine), and books dermatological area. We selected studies that address directly or indirectly the main aspects of the subject matter. It can be concluded through this literature review, the botulinum toxin type A has, alone or as adjunctive procedure, useful in the treatment of the relevant expression marks resulting from aging as well as therapeutic applications useful. Shows clinical efficacy, although repeated applications may lead to a reduction of these effects by immunization in some cases. The risks from its use should be considered in relation to adverse outcomes expected when your application. The complications described, usually due to technical error, error in clinical and functional assessment of the patient for the procedure, wrong dose or dilution. As the use of botulinum toxin is increasingly widespread, complications tend to be more frequent, it is important to diagnose them and treat them. Studies are needed towards the standardization of dose, dilution and application form, factors related to the safety and success of their therapeutic use.

(9)

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 Rugas horizontais do platisma tratadas com toxina botulínica 18 Figura 2 Músculos Peribucais (1) M. Orbicular dos Lábios; (2) M. Levantador do lábio

superior e da asa do nariz; (3) M. Levantador do lábio superior; (4) M. Zigomático menor; (5) M. Levantador do ângulo da boca; (6) M. Zigomático maior; (7) M. Bucinador; (8) M. Depressor do ângulo da boca; (9) M.

Depressor do lábio inferior; (10) M. Mentoniano; (11) M. Orbicular do olho 20 Figura 3 Deformidades do queixo (contração do m.mentoniano). O antes (imagem da

esquerda) e 2 semanas depois (imagem direita) da aplicação da toxina

botulínica. 21

Figura 4 Ilustração representativa das linhas de marionete sinalizadas pela seta acima (A); e redução da expressão das linhas de marioneta, depois da aplicação da

toxina botulínica A (B) 22

(10)

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Artigos encontrados nas bases de dados Medline, Lilacs e Scielo, segundo o ano de publicação e autores...31

(11)

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ... 11

2 JUSTIFICATIVA ... 13

3 OBJETIVO... 14

4 REVISÃO DE LITERATURA. ... 15

4.1 Toxina botulínica: considerações clínicas... 15

4.2 Tipos de toxina botulínica ... 16

4.3 Indicações da toxina botulínica ... 18

4.4 Contraindicações e complicações decorrentes do uso da toxina botulínica ... 23

4.4.1Tratamento das complicações... 28

5 METODOLOGIA ... 30

6 RESULTADOS ... 31

7 DISCUSSÃO ... 32

8 CONCLUSÃO ... 34

(12)

11

1 INTRODUÇÃO

Mais do que qualquer outro órgão da economia humana, a pele exibe as perdas cumulativas do envelhecimento. São considerados dois tipos de envelhecimento da pele: intrínseco, comum a todos os indivíduos, decorrente do amadurecimento normal e extrínseco, dependente de fatores ambientais (exposição aos raios ultra-violeta, poluentes, tabagismo, estresse e outros hábitos de vida) (CONSALVO et al., 2006).

Na maioria das sociedades modernas, rugas faciais são sinais de envelhecimento, fraqueza ou ausência de saúde e vitalidade. Na última década, técnicas para redução de rugas ganharam popularidade por serem relativamente não-invasivas e acessíveis quando comparadas a procedimentos cirúrgicos. A toxina botulínica (“botox”) se tornou a principal modalidade estética isoladamente ou associada a outros tratamentos para este fim (YANOF; DUKER, 2008).

São inúmeras as aplicações da toxina botulínica, destacando-se as áreas da Oftalmologia, da Neurologia e da Dermatologia. Na Dermatologia, foi a partir de 1990 que esta toxina tornou-se conhecida, a partir da publicação de um artigo sobre a sua utilização cosmética. Em abril de 1992, o Food and Drug Administration (FDA) aprovava definitivamente seu uso. Por ser o nome da marca pioneira na comercialização para fins estéticos – Botox®, produzida pelo laboratório Allergan Inc, o procedimento ficou conhecido por todos como “Botox”. Ainda assim, existem outras marcas disponíveis no mercado: a farmacêutica Galderma é responsável pela Dysport, a Merz registrou a Xeomin e a Cristália comercializa a Prosigne (SILVA, 2009).

A toxina botulínica transformou-se rapidamente em um dos procedimentos não-cirúrgicos mais populares dos Estados Unidos e também do Brasil, no qual foi liberada desde 1992 pelo Ministério da Saúde. Ela foi o início de uma variedade de técnicas não-invasivas para o envelhecimento: a era dos injetáveis, que utiliza injeções intradérmicas ou subcutâneas para promover o rejuvenescimento facial ou liquid-lift, como nominaram os norte-americanos (FRANCISCHELLI NETO, 2010).

Atualmente, esta toxina é empregada na dermatologia para o tratamento dos denominados “pés de galinha”, assimetrias faciais, elevação ou modelação da sobrancelha, rugas de expressão da “testa”, vindo a adquirir uma evolução cada vez mais acentuada na área dermatológica (SILVA, 2009).

(13)

12

Entretanto, seu uso requer cuidados para um bom resultado. Quando estes cuidados não são observados, advêm as complicações, tema deste trabalho.

(14)

13

2 JUSTIFICATIVA

A aplicação da toxina botulínica é o procedimento não cirúrgico mais comumente realizado em vários países do mundo. Fiszbaum (2006) relatou que o crescimento da demanda de pacientes pelo tratamento com toxina botulínica é constante, passando de 2,3 milhões em 2003 para 3,3 milhões em 2005.

A aparente simplicidade técnica para a aplicação da toxina exige conhecimento anatômico, muscular, nervoso e subcutâneo da face. É preciso conhecer sua dinâmica e as alterações de sua superfície, bem como o equilíbrio estético facial, sem contar a importância das mãos hábeis do profissional, que evitarão complicações e distorções estéticas severas. O perigo, quando se trata desta toxina e de outros injetáveis, está na falta de conhecimento e experiência de quem os aplica.

É neste ponto que este trabalho vem contribuir para a classe médica, quando pretende apresentar as complicações advindas da aplicação da toxina botulínica nas áreas dermatológica e estética.

(15)

14

3 OBJETIVO

O presente estudo tem como objetivo apresentar, por meio de uma revisão de literatura, as complicações decorrentes da aplicação da toxina botulínica em dermatologia e estética.

(16)

15

4 REVISAO DE LITERATURA

4.1 Toxina botulínica: considerações clínicas

Ahn et al. (2000) descreveram as toxinas botulínicas como agentes protéicos paralisantes que agem bloqueando a condução neuromuscular por inibir a liberação de acetilcolina de forma reversível, ou seja, elas atuam impedindo a contração dos músculos faciais que dão origem às rugas. Com a interrupção da contração, ocorre o relaxamento muscular e estas se atenuam.

As toxinas botulínicas são exotoxinas produzidas pelo Clostridium Botulinum, organismo gram positivo, anaeróbio e esporulado. Esta bactéria é produtora destas exotoxinas (neurotoxinas), sendo estas libertadas pela lise bacteriana. A referida bactéria é encontrada nos intestinos de animais silvestres e domésticos, produzindo toxinas extremamente potentes, capazes de provocar rapidamente a morte. A toxina é absorvida através do trato digestivo, atingindo a corrente sanguínea e sendo transportada para os terminais neuromusculares. No caso de ocorrer absorção cutânea, ela é transportada pelo sistema linfático, sendo levada até os terminais neuromusculares (SILVA, 2009).

O comprometimento da contração muscular, segundo Granero (2010) é responsável pela falta de ar e dificuldade de deglutição que acometem o paciente. Quando a quantidade de toxina é muito grande, a pessoa morre em pouco tempo. Para entender o seu mecanismo de ação, deve-se lembrar que entre o músculo e os nervos há uma placa responsável pela transmissão do estímulo nervoso que produz a contração muscular. A toxina botulínica age nessa placa, dificultando a transmissão do estímulo e levando ao relaxamento da musculatura. É dessa propriedade fisiológica que advém sua utilidade terapêutica. A substância é injetada em pontos específicos dos músculos responsáveis pela mímica facial que estão causando as rugas. Estes pontos são selecionados de acordo com as características de cada pessoa, assim como a dose necessária para se obter o efeito desejado.

Sobre o mecanismo de ação da toxina botulínica, Sposito (2004) descreveu que esta toxina tem grande afinidade pelas células nervosas, tendo um efeito crítico sobre estas. Ao entrar na corrente sanguínea, a toxina botulínica atinge os terminais nervosos, estabelecendo uma ligação com a membrana neuronal do terminal nervoso, ao nível da junção

(17)

16

neuromuscular. Ao ocorrer esta ligação, vai ser ativado o deslocamento da toxina para o citoplasma do terminal do axônio através de endocitose mediada por clatrinas. Este processo vai ser responsável pelo bloqueio da transmissão sináptica excitatória, levando à paralisia flácida temporária. A toxina age seletivamente no terminal nervoso periférico colinérgico, inibindo a liberação de acetilcolina. Ela, por outro lado, não ultrapassa a barreira cerebral e não inibe a liberação de acetilcolina ou de qualquer outro neurotransmissor a esse nível. A sequência da ação inclui: difusão, neurotropismo, ligação, internalização e toxicidade intracelular que é exercida pela alta afinidade da toxina pelos receptores específicos da parede intracelular do terminal pré-sináptico. A toxina não se liga às fibras nervosas dos troncos nervosos ou da região pós-sináptica.

4.2 Tipos de toxina botulínica

Diferentes sorotipos bacterianos produzem diferentes toxinas. Assim, estes diversos tipos de toxina botulínica dividem-se em grupos, de acordo com as suas características genéticas e fenotípicas. Todos os tipos de toxina apresentam uma atividade farmacológica semelhante, mas destacam-se por propriedades sorológicas diferentes, dividindo-se em diferentes grupos: Grupo 1: toxina botulínica A; toxina botulínica B e toxina botulínica F; Grupo 2: toxina botulínica B e toxina botulínica E; Grupo 3: toxina botulínica C e toxina botulínica D e Grupo 4: toxina botulínica G. Esta toxina destacou-se, no seu passado, como um relevante contaminante alimentar, atribuindo principal destaque à Toxina Botulínica tipo E (SILVA, 2009).

Blasi et al. (1993) relataram que a toxina Botulínica do tipo A (TBA) em preparação terapêutica para uso médico, deve possuir as seguintes características: não apresentar outros efeitos conhecidos a não ser a paralisia da musculatura estriada; a difusão, quando existir, deve ser feita de modo lento para os músculos adjacentes aos injetados, os efeitos devem se prolongar durante várias semanas, a intensidade da paralisia deve ser dose dependente e não apresentar efeitos sistêmicos.

A toxina botulínica tipo A é um agente biológico obtido laboratorialmente, sendo uma substância cristalina estável, liofilizada em albumina humana e embalada em frasco a vácuo estéril, para ser diluída em solução salina. É comercializada na forma congelada, desenvolvida

(18)

17

em meio contendo amina N-Z e extrato de levedura. A purificação da solução da cultura é feita através de uma série de precipitações em meio ácido, até a obtenção de um complexo cristalino constituído por uma proteína ativa de alto peso molecular e uma proteína tipo hemaglutina associada. O complexo cristalino é redissolvido em uma solução salina contendo albumina e, a seguir, é filtrado esterilmente (0,2 micra) antes do envazilhamento e congelamento a vácuo. Após quatro dias de incubação, a precipitação ácida é utilizada para concentrar o complexo da neurotoxina a partir da cultura fluida. O complexo da neurotoxina é, então, solubilizado e precipitado, depois purificado e os ácidos nucléicos removidos por cromatografia em pH ácido. A neurotoxina é, então, separada do complexo protéico não tóxico por cromatografia em pH alcalino e os traços de contaminação são retirados. O processo de purificação e cristalização da toxina é realizado por várias precipitações realizadas em meio ácido. O ponto isoelétrico da toxina cristalina acontece em pH 5,6. Em contato com pH mais alcalino, acima de 7,1, ou em contato com o sangue e tecidos humanos ou animais, rapidamente acontece a quebra e inativação da toxina. O processo de purificação é extremamente importante porque para se evitar reações adversas e aumento da antigenicidade é necessário retirar-se todos os resíduos de modo a deixar a toxina livre dos ácidos ribonucléicos e outros materiais contaminantes (SPOSITO, 2004).

Os efeitos da injeção podem ser sentidos entre o terceiro e o décimo dia após a aplicação e duram em torno de seis semanas a seis meses, ocasião em que o paciente poderá ser avaliado quanto à possibilidade de se recomendar uma nova aplicação em tempo devido. É relatada uma maior duração de efeito e aumento do tempo entre duas aplicações em pacientes que utilizam a TBA por um tempo mais prolongado (SPOSITO, 2004).

A toxina botulínica existe essencialmente como meio de aplicação em dois tipos, tipo A e tipo B, sendo que as duas formas necessitam de diferentes doses de aplicação e um conhecimento anatômico aprofundado da zona a aplicar. A toxina botulínica A encontra-se disponível em duas formas mais utilizadas, dentre outras: Botox® (Allergan Inc.) e Dysport® (Ispen Limited), ambas na forma liofilizada e sujeitando-se a uma reconstituição com soro fisiológico antes de serem utilizadas. A toxina botulínica B está disponível na marca Myobloc® (Ellan Pharmaceuticals) (SILVA, 2009).

(19)

18

4.3 Indicações da toxina botulínica

A toxina botulínica, comercialmente conhecida como Botox®, é indicada dermatologicamente para: hiperhidrose localizada (axilar, palmar e plantar), rugas do terço superior da face (pés-de-galinha, linhas frontais e levantamento de sobrancelhas), lifting facial, hipertrofia orbicular, bunny-lines (linhas de coelho), linhas supra labiais, peau d’orange, mentonianas, linhas cervicais, bandas platismais (Fig.1) e assimetrias faciais. As assimetrias faciais podem ocorrer naturalmente por utilização assimétrica dos músculos da face ou serem induzidas por doenças como a paralisia facial, anteriormente descrita ou, ainda, pela condução equivocada de tratamentos estéticos com ou sem a utilização da toxina botulínica. As linhas do “coelho” resultam da contração do músculo nasal, devendo ser aplicada a toxina botulínica, de forma a reduzir estas linhas e a tensão muscular (KLEIN, 2000).

Figura 1 – Rugas horizontais do platisma (antes – esquerda; depois – direita) tratadas com toxina botulínica. Fonte: Klein (2000).

Ahn et al. (2000) relataram que as principais áreas da face em que se pode utilizar a toxina botulínica são a região frontal, a glabela (entre os supercílios) e a região periorbitária (pés de galinha). O efeito da aplicação pode demorar para aparecer de 48 a 72 horas, sendo observada ação completa por volta de 15 a 20 dias. O procedimento deve ser repetido a cada quatro meses para manutenção. Este tempo pode variar de acordo com cada indivíduo. O

(20)

19

procedimento pode ser repetido diversas vezes e, com a continuidade do tratamento, a duração do efeito tende a aumentar.

Carvalho et al. (2003) indicaram a toxina botulínica no tratamento das distonias faciais. Esta toxina age bloqueando a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular e nas sinapses colinérgicas periféricas, causando paralisia muscular. No estudo realizado pelos autores, a toxina botulínica mostrou-se eficaz em 87,5% dos pacientes e a duração média do efeito da droga situou-se principalmente entre 30 e 90 dias.

O terço superior da face tem sido alvo de tratamento com toxina botulínica tipo A, visto estarem as rugas de expressão, hipercinéticas, facilmente notadas neste local. Entretanto, os terços médio e inferior da face têm seus músculos envolvidos especialmente com a função da boca, portanto suas características anatômicas possuem funções bastante específicas e, assim sendo, a abordagem desta região é complexa e requer uma avaliação criteriosa por parte do médico, com um diagnóstico preciso e técnica de aplicação adequada. Pode-se dizer, então, que a toxina botulínica pode ser aplicada em diversos músculos relevantes de principal interesse do conhecimento anatômico humano. A figura 2 mostra alguns dos músculos de importante conhecimento para a aplicação mais frequente da toxina botulínica, a aplicação facial. Este conhecimento permite-nos uma relação coerente com as rugas faciais que provocam, permitindo uma análise e aplicação de técnica adequada em cada indivíduo. A aplicação da toxina botulínica tem vantagens cruciais no que diz respeito ao tempo de recuperação, sendo este reduzido e contribuidor de uma diminuta mobilidade, permitindo aos pacientes uma rápida recuperação e pouco limitativa das suas atividades. O autor destaca que o bloqueio com toxina botulínica A tem as seguintes vantagens: permite acesso a músculos específicos, tem efeito sustentável e reversível e não apresenta ausência de efeitos sensoriais nociceptivos (SPOSITO, 2004).

(21)

20

Figura 2 – Músculos Peribucais (1) M. Orbicular dos Lábios; (2) M. Levantador do lábio superior e da asa do nariz; (3) M. Levantador do lábio superior; (4) M. Zigomático menor; (5) M. Levantador do ângulo da boca; (6) M. Zigomático maior; (7) M. Bucinador; (8) M. Depressor do ângulo da boca; (9) M. Depressor do lábio inferior; (10) M. Mentoniano; (11) M. Orbicular do olho

Fonte: Sposito (2004)

Schellini et al. (2006) relataram um caso clínico de paciente com blefarospasmo essencial e espasmo hemifacial, tratado com toxina botulínica. A queixa de olho seco foi bastante frequente dentre outros pacientes, tendo sido esta associação já relatada anteriormente, em que foi observado que o blefarospasmo melhora após a administração da toxina, mas que o olho seco pode até piorar. O tratamento empregado foi o Botox® em alguns pacientes e, em outros, o Dysport®, sem que houvesse uma seleção prévia da medicação a ser

(22)

21

empregada. Foi visto que o Botox tem efeito médio por 11 semanas e o Dysport por 13. Ambas as drogas foram utilizadas na região superior do supercílio. Porém, foi sugerida, também, a injeção pré-tarsal (no músculo de Riolan, na extremidade medial e lateral da pálpebra superior) e pré-septal, reportando-se como vantagens a necessidade de quantidade menor da droga, com poucos efeitos colaterais, tais como a ptose palpebral.

Silva (2009) descreveu que a toxina botulínica pode ser aplicada no tratamento do sorriso gengival e vai conduzir à redução da contração do músculo levantador do lábio superior (porção nasal), músculo responsável pelo seu levantamento. Quando este músculo se encontra em hiperatividade, conduz a uma elevação excessiva do lábio superior, levando à exposição da gengiva. Outra aplicação recomendada pela autora é na zona do mento (queixo), sendo, portanto, uma zona de difícil aplicação devido ao risco de várias complicações e margem de segurança reduzida. A autora salienta que o músculo mentoniano, quando se encontra em estado persistente de atividade, gera algumas deformidades na zona do queixo, como é visível na Figura 3. Assim, é necessária a aplicação da toxina botulínica nos locais assinalados, reduzindo a tensão do músculo. Este estado persistente de atividade pode gerar deformidades quando há expressão de emoções e quando se fala. O autor também destaca a aplicação desta toxina nas linhas de marioneta, que são causadas pela contração excessiva do músculo depressor do ângulo da boca, sendo essencial a aplicação da toxina botulínica de forma a reduzir a contração do músculo e diminuir a expressão destas linhas (Figura 4).

Figura 3 – Deformidades do queixo (contração do m.mentoniano). O antes (imagem da esquerda) e 2 semanas depois (imagem direita) da aplicação da toxina botulínica.

(23)

22

Figura 4 – Ilustração representativa das linhas de marionete sinalizadas pela seta acima (A); e redução da expressão das linhas de marioneta, depois da aplicação da toxina botulínica A (B).

Fonte: Silva (2009).

No estudo de Gimenez (2009), após aplicação de toxina botulínica tipo A com finalidade estética, observou-se que, em longo prazo, houve maior porcentagem de pacientes com amenização ou aspecto inalterado de rugas estáticas e dinâmicas das regiões frontal e glabelar da face, em relação a pacientes com acentuação das mesmas. Não houve variação estatisticamente significativa das médias dos intervalos entre as aplicações. A dose total de toxina botulínica aumentou de forma estatisticamente significativa até a terceira aplicação, mantendo-se sem variação significativa a partir de então.

A área da face mais fácil de tratar com a toxina botulínica é a “testa”. O músculo frontal é repetidamente contraído ao longo do tempo, o que conduz ao enrugamento das áreas de pele que cobrem a estrutura em questão. Os músculos encurtam durante a contração, pelo que a pele sobrejacente, que perde elasticidade ao longo do tempo, é dobrada (perpendicularmente ao eixo de contração muscular), resultando em rugas horizontais, já que as fibras do frontal são orientadas verticalmente, resultando no encurtamento da pele da “testa” e na elevação das sobrancelhas (NUNES, 2010).

A toxina botulínica não preenche rugas, apenas paralisa a musculatura que causa as marcas de expressão. Ela funciona por meio da atividade nervosa e deve ser combinada com outros tratamentos antirrugas, como os implantes e preenchimentos cutâneos que suavizam e/ou eliminam rugas e sulcos. O tratamento do sulco nasogeniano leva a resultados favoráveis, eliminando ou reduzindo a sua expressão. Em muitos pacientes, o músculo levantador do

(24)

23

lábio superior (porção nasal) é o principal responsável pela produção da parte superior e mediana do sulco nasogeniano, sendo que o complexo zigomático e o músculo levantador do lábio superior se caracterizam pela elevação do lábio e pela produção do sorriso. Por outro lado, há pacientes em que o complexo zigomático com a colaboração do músculo levantador do lábio superior leva à intensificação do sulco nasogeniano e às rugas laterais, conduzindo à extensão dos “pés de galinha” ao longo da face. Deve-se evitar um tratamento inadequado, pois pode levar a uma expressão constante de infelicidade do paciente (KEDE et al., 2010).

4.4 Contraindicações e complicações decorrentes do uso da toxina botulínica

A toxina botulínica é contraindicada em gestantes e lactantes, casos de doenças neuromusculares, pacientes alérgicos aos componentes do produto, pacientes fazendo uso de aminoglicosídeos, antiinflamatórios, anticoagulantes e drogas que atuam na junção neuromuscular (KLEIN, 2001).

Sadick (2001) descreveu que a aplicação de toxina botulínica para todas as indicações é considerada segura, com poucas complicações e efeitos colaterais. Não há relatos de ocorrência de efeitos adversos letais, tendo sido seguidas as regras de preparação. Contudo, as complicações técnicas dependentes são: ptose palpebral (Figura 5), leve náusea, edema, hematoma local e cefaleia.

Figura 5 – Ptose palpebral. Fonte: Sadick (2001).

No estudo de Andrade et al. (1997) avaliou-se 115 pacientes com espasmo hemifacial, 24 com blefaroespasmo, 14 com síndrome de Meige, 26 com distonia cervical e 6 com

(25)

24

distonia da mão, na forma de distonias de ação específica. Todos foram tratados com toxina botulínica - Botox® - 100 Unidades (U) de toxina liofilizada em cada frasco. As complicações mais frequentemente encontradas foram: espasmo facial, blefaroespasmo (ptose palpebral em 8, diminuição da força palpebral em 1, edema palpebral em 2 e ardor ocular em 1), síndrome de Meige (edema palpebral, ptose, disfagia, fraqueza da boca e pneumonia aspirativa), distonia cervical (disfagia, dor cervical e fraqueza no pescoço) e distonia da mão (fraqueza em dedos). Mesmo assim, os autores concluíram que a aplicação da toxina botulínica A é eficaz e habitualmente segura no tratamento do espasmo hemifacial e distonias focais, com resultados superiores aos que se consegue com os variados medicamentos. Todas as complicações foram transitórias e benignas.

De acordo com Sposito (2004), o tratamento com TBA está indicado para as rugas de expressão, não tendo indicação para outros tipos de linhas como as provocadas por fotoenvelhecimento, linhas gravitacionais ou linhas induzidas por posturas. O autor também aborda a questão da utilização desta toxina na gestação e salienta que não é recomendada neste período, visto serem necessários mais estudos que mostrem segurança no seu uso tanto para a mãe como para a criança.

As contraindicações para o bloqueio com toxina botulínica tipo A são classificadas em absolutas e relativas. As absolutas são alergia conhecida ao medicamento ou a seus componentes, infecção no sítio do bloqueio, gravidez e aleitamento, expectativa irreal do paciente e instabilidade emocional. Já as contraindicações relativas são: doença neuromuscular associada (síndrome pós-polio, miastenia gravis, esclerose lateral amiotrófica); pessoas que necessitam da expressão facial; coagulopatia associada e/ou descompensada; doença auto-imune em atividade; falta de colaboração do paciente para o procedimento global e uso de potencializadores como aminoglicosídeos em até quatro semanas antes do procedimento (SPOSITO, 2004).

As complicações possíveis com o tratamento com toxina botulínica são divididas entre relativas, raras e descritas. As complicações com risco relativo são: dor, hematoma, sensação de perda de força, sintomas gripais e gastrintestinais e infecção local. As complicações raras são: alergia – erupção de pele difusa (anafilaxia não descrita); atrofia focal; diplopia, dificuldade de acomodação visual; formação de anticorpos (3-5%); sudoração alterada. Já as complicações descritas são: ptose de pálpebra e de sobrancelhas; disfagia; alteração da expressão ou face paralisada (máscara); assimetria; alteração funcional; fraqueza muscular intensa ou generalizada. As complicações relativas são evitáveis ou facilmente resolvíveis; as raras realmente têm incidência muito baixa, porém a formação de anticorpos é um efeito

(26)

25

altamente indesejável e requer cuidados especiais por parte do médico. As complicações descritas, por sua vez, normalmente se devem a erro de técnica, erro na avaliação clínica e funcional do paciente para o procedimento, erro de dose ou de diluição (SPOSITO, 2004).

Os efeitos colaterais mais conhecidos nos produtos à base de toxina botulínica traduzem-se por fraquezas musculares excessivas, dificuldades em engolir que podem resultar em pneumopatia, de evolução fatal em casos muito raros. Estes efeitos indesejáveis foram verificados em todas as toxinas botulínicas, em indicações neurológicas ou quando da utilização com fins estéticos. Deve proceder-se com extremo cuidado no caso da administração de produtos à base de toxina botulínica em doentes com perturbações neurológicas ou com antecedentes de disfagia, de falsas vias ou de pneumopatia. Raramente, verificaram-se efeitos indesejáveis que podem estar associados ao alastramento da toxina para locais afastados do local de injeção após um tratamento com toxina botulínica (GUIA INFORMATIVO, 2010).

Além destas contraindicações, Silva (2009) contraindica a toxina botulínica A (Botox®) em pacientes com doenças do sistema nervoso periférico ou com desordens neuromusculares, em co-administração de antibióticos que contêm aminoglicosídeos ou outros agentes que interferem na transmissão neuromuscular, uso no tratamento de pacientes com processos inflamatórios presentes na pele e no local em que é realizada a aplicação.

No tocante às complicações da aplicação de toxina botulínica na face, algumas são descritas por Silva (2009) no quadro 1 abaixo. O autor destaca ainda que as complicações podem ser classificadas em dois grupos: as que provêm da injeção e as decorrentes do próprio produto. As derivadas da injeção são: edema e eritema, dificuldade de acomodação visual, ptose e dor ao elevar a pálpebra e agravamento das rugas. As reações adversas mais frequentes são as dores de cabeça, a disfagia e a hipersensibilidade.

(27)

26

Quadro 1 – Reações adversas e complicações ocasionadas pelo uso da toxina botulínica Reações

adversas/complicações

Descrição Reações

adversas/complicações

Descrição

Paresia local Perda completa de

força num membro

afetado ou grupo

muscular

Equimose local Caracteriza-se por

uma inflamação de sangue na malha dos tecidos com 2 a 3cm de diâmetro

Eritema local Mancha de coloração

vermelha por

vasodilatação, que

desaparece com a

dígito ou vitropressão.

Ptose de supercílio Queda do

supercílio, que pode ser congênita ou

adquirida. Neste

caso-, assume-se

como adquirida.

Diplopia Sintoma visual no qual

um único objeto é percebido pelo córtex

visual como dois

objetos ao invés de um. Visão dupla

Prurido local Sensação

desagradável que

provoca desejo de coçar. Sensação de

comichão num

determinado local

Náusea Sensação desagradável

de vontade de vomitar.

Sensação de peso local; Desvio de rima bucal (linha que caracteriza o encontro

do lábio superior e inferior); Alteração facial; Estado gripal; Perda visual Fonte: Silva (2009).

Sposito (2004) descreve que a dificuldade de oclusão das pálpebras ocorre quando se aplicam doses muito altas sobre o músculo orbicular do olho. Deve-se respeitar a distância de segurança de 1 cm da borda da pálpebra durante a aplicação. No tocante à diplopia, admite-se que a visão dupla ocorre como causa da difusão da toxina botulínica para dentro da órbita, afetando os músculos reto laterais.

Maior evidência da flacidez e do excesso de pele das pálpebras acontece quando existe envelhecimento intrínseco e uma musculatura flácida (efeito do envelhecimento) ou fotoenvelhecimento associado. Neste caso, é essencial um bom diagnóstico antes de proceder à qualquer aplicação (SPOSITO, 2004).

No caso de agravamento das linhas zigomáticas, este acontece quando a aplicação periorbitária ultrapassa os seus limites e atinge a musculatura zigomática, daí a importância da aplicação pelo periósteo (SPOSITO, 2004).

Em relação ao agravamento da herniação de gordura da região da pálpebra inferior, queda da pálpebra inferior e ectrópio, tal complicação pode ter duas causas: a difusão do

(28)

27

produto ou o excesso da paralisia da pálpebra inferior. Muitos desses pacientes têm indicação cirúrgica para remoção do excesso de gordura na região da pálpebra inferior, não sendo indicado o uso da Toxina Botulínica. Assim, deve-se avaliar o caso antes de se proceder à qualquer aplicação (SPOSITO, 2004).

Já a ptose superciliar e “aparência de máscara” ocorrem devido a um excesso de paralisia do músculo, tornando o indivíduo inexpressivo. A ptose superciliar pode se manifestar como unilateral, levando a uma assimetria facial e tal reação pode ser evitada através da utilização da técnica de aplicação e dosagem correta (SPOSITO, 2004).

Quanto à elevação excessiva da cauda do supercílio (efeito associado principalmente aos homens atribuindo uma expressão “afeminada”), esta se deve a uma ação compensatória da porção lateral do músculo frontal, quando existe uma paralisia completa da glabela e da região central da “testa”, sendo fundamental o tratamento completo do músculo frontal evitando o denominado “Jack Nicholson’s look”. A utilização de uma técnica de aplicação adequada evita tal reação adversa. A ptose do lábio superior também ocorre por erro de técnica ou de dose, sendo que o músculo levantador do lábio superior é afetado, conduzindo a uma assimetria do sorriso (SPOSITO, 2004).

A dificuldade para a movimentação dos lábios ocorre devido a doses elevadas sobre o músculo orbicular dos lábios para o tratamento das rugas peribucais, conduzindo à dificuldade de fumar, tocar instrumentos de sopro e comprometendo, por vezes, a fala. Disfagia e dificuldade para a movimentação do pescoço acontecem quando altas doses são colocadas no músculo platisma, ocorrendo a difusão do produto. A reação adversa mais frequente quando se utiliza a Toxina Botulínica tipo B é a boca seca (SPOSITO, 2004).

Zagui et al. (2008) realizaram uma revisão sistemática com meta-análise sobre os efeitos adversos associados à aplicação de toxina botulínica na face em que foram incluídos oito estudos randomizados e 13 relatos de casos. O efeito adverso mais frequente foi ptose palpebral (3,39%). Além disso, encontraram, em 13 relatos de casos, a incidência de 0,59% de diplopia.

Com doses elevadas de toxina botulínica, verifica-se paralisia muscular generalizada e profunda. Quando os músculos da orofaringe e do esôfago são afetados, pode ocorrer pneumonia por aspiração. Se os músculos respiratórios ficarem paralisados, será necessária a intubação e a respiração assistida até a recuperação do paciente (SILVA, 2009).

Granero (2010) ressaltou que a aplicação em locais inadequados ou o uso de doses erradas pode acarretar resultados indesejados, como desvios musculares ou expressões de aspecto artificial. Os efeitos colaterais são raros, mas pode ocorrer dor de cabeça leve

(29)

28

(cefaleia) e transitória após a aplicação e também a formação de pequena equimose no local da picada da agulha. A ptose palpebral é reversível em cerca de duas semanas. No entanto, o autor destaca que a maior frequência de complicações ocorre na zona inferior da face. A aplicação no platisma resulta, por vezes, em disfagia e em mudanças na zona das cordas vocais. Destacou-se, também, a ocorrência de infecção respiratória e náuseas.

Segundo Nunes (2010), o uso das toxinas está contraindicado em doentes que padeçam de qualquer patologia neuromuscular susceptível de amplificar o efeito das mesmas, tais como miastenia gravis ou esclerose lateral amiotrófica. Os efeitos adversos mais comuns são ardor, dor, edema e eritema no local da injeção, assimetria, ptose palpebral, reação de hipersensibilidade imediata, urticária, dispneia e anafilaxia, em casos mais extremos. A injeção nunca deve ser realizada numa área infectada.

Lacordia et al. (2011) relataram um caso clínico de estrabismo após aplicação de toxina botulínica do tipo A na região lateral das pálpebras com finalidades estéticas (“pés de galinha”), em que a paciente referiu dor intensa no momento da aplicação, não tendo sido completado o procedimento em outros pontos da face, apresentando, no dia seguinte, intenso edema das pálpebras de ambos os olhos. Cinco dias após a aplicação, passou a apresentar diplopia e tonteira. Ao exame de oftalmoscopia binocular indireta sob midríase medicamentosa apresentava retina normal, porém a fóvea estava direcionada um pouco acima do disco óptico de ambos os olhos. A paciente foi orientada a fazer oclusão alternada. Após 14 dias da consulta oftalmológica e 34 dias após a aplicação, ainda apresentava diplopia e queixas de náuseas e vômitos quando sem a oclusão. No teste de cobertura, apresentava esotropia de 15 dioptrias prismáticas. As avaliações cardiológica e neurológica foram normais. O último exame foi realizado quatro meses após a aplicação e a paciente não mais relatava diplopia, tendo retornado às suas atividades normais.

O teste de cobertura mostrou ortotropia para longe e perto e o teste do filtro vermelho não apresentou evidências de diplopia. A diplopia referida pela paciente cinco dias após a aplicação - efeito máximo da toxina botulínica – pode ter sido causada por infiltração nos músculos oblíquos inferiores após a inoculação da toxina próximo a pálpebra inferior de ambos os olhos. A infiltração nos músculos oblíquos inferiores teria provocado a esotropia e a limitação da elevação em adução de ambos os olhos. Os autores acreditam que os músculos retos laterais não foram afetados, uma vez que não houve limitação da abdução nem no olho direito nem no olho esquerdo.

Em estudo de Isaac et al. (2012), dois pacientes que desenvolveram diplopia após uso cosmético de toxina botulínica A periocular, foram tratados com injeção da mesma no

(30)

29

músculo extraocular antagonista, verificando-se que a diplopia melhorou em menos de uma semana em ambos os pacientes, sem efeitos colaterais.

4.4.1 Tratamento das complicações

Sposito (2004) descreveu que o edema pós aplicação da toxina botulínica pode eventualmente ser decorrente do volume de líquido injetado. Tal efeito costuma regredir rápida e espontaneamente. Para ocultar o eritema, pode-se recorrer ao uso de alguns cosméticos. A ptose pode ser evitada com uma técnica correta e diluições adequadas do produto, diminuindo, assim, os riscos da ocorrência. Costuma ser leve, resolvendo-se em poucos dias e ocorrendo maioritariamente por erro de técnica e não de difusão do produto. O agravamento das rugas nasais vai surgir quando estas linhas não são tratadas e os músculos correspondentes tentam compensar a debilidade dos músculos da glabela. A glabela é suprida por poucos e pequenos vasos como nenhum outro tecido da linha medial. Dessa forma, a circulação colateral da glabela também seria menos competente do que a de outras áreas. A vascularização na região glabelar é pobre e predominantemente terminal. Assim, a obstrução dessas pequenas artérias pode ocorrer facilmente com injeções de materiais usados para preenchimento. Reações granulomatosas infecciosas e não infecciosas também são mais incidentes nessa região.

A dificuldade de acomodação visual destaca-se em pacientes que utilizam a musculatura extrínseca dos olhos para a acomodação visual, especialmente indivíduos mais velhos e que não utilizam óculos de leitura, podendo ter dificuldades de acomodação e passando a necessitar do uso de lentes após a aplicação da toxina. Na eventualidade de aplicação no músculo errado, a antitoxina botulínica pode ser considerada para a injeção local, na mesma região o mais rápido possível e no máximo dentro de 21 horas, a fim de reduzir ou bloquear o efeito local da TBA. A antitoxina (Antitoxina Botulínica Trivalente (Eqüina) Tipos A, B e E) é uma proteína que apresenta risco significativo de efeitos colaterais sistêmicos e imunizantes. Os riscos de seu uso devem ser considerados em relação aos resultados adversos esperados, quando da sua aplicação. O efeito da TBA pode ser potencializado por antibióticos aminoglicosídeos ou qualquer outra droga que interfira com a transmissão neuromuscular. Devem ser tomadas as devidas precauções quando esse produto for administrado em pacientes que estejam utilizando drogas dessa natureza (SPOSITO, 2004).

(31)

30

Gimenez (2009) relatou que, com o uso cada vez mais difundido da toxina botulínica tipo A, as complicações tendem a ser mais frequentes, sendo importante diagnosticá-las e tratá-las. Na maioria dos casos, o tratamento envolve apenas sintomáticos e precisa ser individualizado. Deve ser sempre preenchido o Termo de Consentimento Informado antes da aplicação da toxina botulínica tipo A e realizada documentação fotográfica criteriosa. Complicações a longo prazo ou intercorrências clínicas latentes devidas à aplicações de toxina botulínica tipo A não foram reportadas.

Isaac et al. (2012) consideraram a injeção intramuscular de toxina botulínica A como uma possível opção para o tratamento da diplopia secundária ao uso da toxina botulínica A para rejuvenescimento facial.

(32)

31

5 METODOLOGIA

Trata-se de um estudo de revisão de literatura sobre a temática “Aplicação da toxina botulínica em dermatologia e estética e suas complicações”.

Na identificação dos artigos científicos, foram utilizadas bases de dados LILACS-BIREME (Base de dados da literatura Latino Americana, em Ciência da Saúde), MEDLINE/Index Medicus (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online), SciELO (Scientific Eletronic Library Online) e PubMed (mantido pela National Library of Medicine), bem como livros da área dermatológica. Foram selecionados trabalhos que abordam direta ou indiretamente os principais aspectos envolvidos sobre o assunto em questão.

Na busca dos materiais, os descritores utilizados foram: dermatologia, toxina botulínica, estética, botox, complicações.

Foram utilizados como critérios de inclusão para seleção dos artigos, os seguintes fatores:

 artigos que apresentam a temática de estudo;

 artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais;  artigos disponibilizados em texto completo;

 artigos que respondessem ao que foi proposto no objetivo deste estudo;

 sem um marco temporal definido, ou seja, não limitou-se a busca por período;  todos os artigos independentes do método de pesquisa utilizados.

(33)

32

6 RESULTADOS

Após a busca de artigos nas referidas bases de dados e leitura de cada resumo, foram incluídos 23 artigos na amostra deste estudo e que estão listados no Quadro 1:

Quadro 1 – Artigos encontrados nas bases de dados Medline, Lilacs e Scielo, segundo o ano de publicação e autores. 2013.

Base de dados Ano de publicação Nº de artigos Autor(es)

Medline 1993 1 Blasi et al.,

Lilacs 1997 1 Andrade et al.

Lilacs

Scielo 2000 2 Klein, 2000; Ahn et al., 2000

Lilacs e Scielo 2001 2 Klein, 2001; Sadick, 2001

Lilacs e Scielo

Lilacs e Scielo 2003 1 Carvalho et al., 2003

Medline 2004 1 Sposito et al., 2004

Scielo 2006 4 Consalvo et al., 2006; Fiszbaum,

2006; Gimenez, 2006; Schellini et al. 2006.

Scielo 2008 2 Zagui et al., 2008; Yanoff e Duker,

2008.

Lilacs e Scielo 2009 1 Silva, 2009

Lilacs e Scielo 2010 5 Francischelli Neto, Granero, 2010;

Guia Informativo, 2010; Kede et al., 2010; Nunes, 2010

Medlline 2011 1 Lacordia

Medline 2012 2 Isaac et al., 2012; Antonio et al., 2012

Mediante essa revisão de literatura, pode-se observar que nos anos de 2006 e 2010 foram encontrados os maiores números de artigos com a temática pesquisada (Quadro 1).

Cabe destacar, também, que todos os artigos abordam os conceitos, as indicações, contraindicações e complicações da toxina botulínica na dermatologia.

(34)

33

7 DISCUSSÃO

As técnicas de rejuvenescimento constituem-se numa das principais alternativas para o tratamento do envelhecimento (GRANERO, 2010; ANTONIO et al., 2012). Neste contexto, destaca-se a toxina botulínica, uma das grandes contribuidoras do rejuvenescimento, que é um dos procedimentos não cirúrgicos mais utilizados para minimizar os sinais do tempo que surgem principalmente no rosto. Não é possível impedir o envelhecimento, mas a aplicação da substância ajuda retardar este processo (SPOSITO, 2004; SILVA, 2009; LACORDIA et al., 2011; ANTONIO et al., 2012).

A eliminação de rugas e linhas hipercinéticas da face é realmente a principal aplicação desta toxina, sendo também a aplicação para a qual é mais procurada (SPOSITO, 2004; SILVA, 2009; LACORDIA et al., 2011).

Dentre os sete sorotipos de toxina botulínica, denominados de A a G, a toxina botulínica tipo A é mais potente, mais específica e seus efeitos sistêmicos são quase inexistentes, assim como possui maior duração de efeito (SPOSITO, 2004; FISZBAUM, 2006; SILVA, 2009). A toxina botulínica A é um método extremamente eficaz no tratamento das designadas rugas hipercinéticas, recorrendo-se à mesma para o tratamento de grandes áreas relativas à parte superior da face (ANDDRADE et al., 1997; SPOSITO, 2004).

Existem complicações potenciais com todas as preparações da toxina botulínica. A maioria destes efeitos adversos é causada pela capacidade de a droga provocar a denervação dos músculos estriados (LACORDIA et al., 2011). Todos os pacientes podem apresentar certo grau de dor ou desconforto com a aplicação (SADICK, 2001; SPOSITO, 2004; SILVA, 2009; GRANERO, 2010; LACORDIA et al., 2011; ISAAC et al., 2012).

As complicações técnicas dependentes mais comuns são ptose palpebral, leve náusea, edema, hematoma local e cefaleia (SADICK, 2001; SPOSITO, 2004; SILVA, 2009; GRANERO, 2010; SCHELLINI et al., 2011); diplopia secundária (SILVA, 2009; ISAAC et al., 2012). A ptose palpebral pode ocorrer em 1% dos casos (GRANERO, 2010). Lacordia et al. (2011) relataram que a injeção da toxina no canto lateral para correção dos “pés de galinha” não causa ptose palpebral. A injeção perto da pálpebra inferior pode atingir o músculo oblíquo inferior, enquanto injeções perto do canto lateral podem atingir o reto lateral.

Os riscos advindos de sua aplicação podem ser quase eliminados com a realização de aplicações por profissional especializado, seguindo as normas dos produtos comercializados,

(35)

34

cingindo-se às indicações terapêuticas e doses recomendadas (SILVA, 2009).

Uma boa forma de combater as aplicações incorretas do produto por profissional não qualificado talvez seja a denúncia de Centros de Estética não qualificados que prometem por preços aliciantes o rejuvenescimento de uma face que pode ficar danificada (SILVA, 2009).

Embora os riscos sejam baixos e os efeitos adversos sejam bem tolerados, as complicações decorrentes do uso da toxina botulínica devem ser devidamente explicadas aos pacientes. Sua ampla utilização na medicina requer conhecimento da farmacologia e de seus efeitos, assim como o treinamento e habilidade para administração apropriada. A não banalização da sua utilização pode trazer resultados seguros e gratificantes (ZAGUI et al., 2008; LACORDIA et al., 2011).

(36)

35

8 CONCLUSÃO

Pode-se concluir, por meio dessa revisão de literatura, que a toxina botulínica tipo A possui, sozinha ou como procedimento auxiliar, utilidade relevante no tratamento das marcas de expressão resultantes do envelhecimento, bem como aplicações terapêuticas de grande relevância. Apresenta eficácia clínica, embora aplicações repetidas possam levar à redução destes efeitos por imunização em alguns casos. Os efeitos adversos relatados são pouco severos e estão relacionados com a reação inflamatória da aplicação ou com a inativação da toxina.

Estudos clínicos são necessários no sentido de padronização da dose, diluição e forma de aplicação, fatores relacionados com o sucesso terapêutico. Como todo medicamento novo, os estudos sobre a toxina botulínica tipo A devem ser continuados devido à carência de informações sobre os efeitos colaterais a longo prazo, já que seu uso para fins estéticos e também terapêuticos tem-se intensificado nos últimos tempos.

(37)

36

REFERÊNCIAS

AHN, H.Y.; PARK, D.H.; HAN,C.G. Botulinum toxin A for the treatment of facial hyperkynetic wrinkles in Koreans. Plast Reconstr Surg, v.105, n.2, p. 778-84, 2000. ANDRADE, L.A.; BORGES, V.; FERRAZ, H.B.; AZEVEDO-SILVA, S.M. Experiência com aplicação de toxina botulínica A em 115 pacientes. Arq. Neuro-Psiquiatr. v.55, n.3B, p. 553-557, 1997.

ANTONIO, C.R.; ANTONIO, J.R.; GARCIA, A.C.; CORREIA, A.A. Preenchimento na região glabelar – dissecando as razões da alta incidência de complicações e cegueira. Surg Cosmet Dermatol, v.4, n.2, p. 111-3, 2012.

BLASI, J. et al. Botulinum neutoxin A selectivity cleaves the synaptic protein SNAP-25. Nature, v.365, p.160-3, 1993.

CARVALHO, R.M.L.S. et al. Tratamento do blefaroespasmo e distonias faciais correlatas com toxina botulínica – estudo de 16 casos. Arq. Bras. Oftalmol., São Paulo, v.66, n.1, p. 13-16, jan-fev. 2003.

CONSALVO, L.; DAHBAR, M.; SANTISTEBAN, M.M.; STENGEL, F.M. Cutaneous photoaging. Arch Argent Dermatol, v.56, n.1, p.1-15, 2006.

FISZBAUM, G.A. A toxina botulínica tipo A no tratamento das rugas dinâmicas da face. 2006. Disponível em: < http://www.pgcsiamspe.org/Gabriel%20A.Fiszbaum.pdf>. Acesso em 14 maio 2013.

FRANCISCHELLI NETO, M. Tratamento para rejuvenescimento facial. Naturale, 2010. Disponível em: < http://www.naturale.med.br/texto_facial.pdf>. Acesso em: 14 maio 2013. GIMENEZ, R.P. Análise retrospectiva das alterações da dinâmica facial após aplicações seriadas de toxina botulínica tipo A. 2006. 120 f. [Dissertação]. São Paulo: Faculdade de Medicina, 2006.

GRANERO, L.H.M. Toxina botulínica. Entrevista ao Dr. Drauzio Varella, 2010. Disponível em: < http://drauziovarella.com.br/letras/t/toxina-botulinica-2/>. Acesso em 24 maio 2013. GUIA INFORMATIVO para o médico para a administração do Vistabel® 4 unidades, Allergan 0,1m., pó para solução injetável. 2010.

ISAAC, C.R.; CHALITA, M.R.C.; PINTO, L.D. Botox® after Botox® - a new approach to treat diplopia secondary to cosmetic botulinic toxin use: case reports. Arq Bras. Oftalmol., São Paulo, v.75, n.3, p.213.214, maio/jun. 2012.

KEDE, M.P.V.; SERRA, A.; CEZIMBRA, M. Guia de beleza e juventude: a arte de se cuidar e de elevar a autoestima. 2.ed. Rio de Janeiro: SENAC Rio, 2010. Disponível em:

(38)

37

<http://books.google.com.br>. Acesso em: 21 maio 2013.

KLEIN, A. Botulinum toxin: beyond cosmesis. Arch Dermatol, v.136, p.539-541, 2000. KLEIN, A.W. Complications and adverse reactions with the use of botulinum toxin. Semin Cutan Med Surg, v.20, n.2, p. 109-120, 2001.

LACORDIA, M.H.F.A.; JANUÁRIO, F.S.M.; PEREIRA, J.C.C. Estrabismo após toxina botulínica para fins estéticos. Rev Bras Oftalmol, Rio de Janeiro, v.70, n.3, p. 179-181, maio/jun., 2011.

NUNES, M.S.A. Medicina estética facial. Onde a arte e a ciência se conjugam. 2010. 52f. [Dissertação de mestrado em Medicina]. Covilhã: Universidade da Beira Interior/Faculdade de Ciências da Saúde, 2010. Disponível em:

<https://ubithesis.ubi.pt/bitstream/10400.6/840/1/MIGUEL%20AMARAL%20NUNES%20-%20a16215.pdf>. Acesso em 28 jun. 2013.

SADICK, N.S. Overview of complications of non cirurgical facial rejuvenation procedures. Clin Plast Surg, v.1, p.109-120, 2001.

SCHELLINI, S.A.; MATAI, O.; IGAMI, T.Z.; PADOVANI, C.R.; PADOVANI, C.P. Blefarospasmo essencial e espasmo hemifacial: características dos pacientes, tratamento com toxina botulínica A e revisão da literatura. Arq. Bras. Oftalmol.. v.69, n.1, p. 23-26, 2006. SILVA, J.F.N. A aplicação da toxina botulínica e suas complicações: revisão bibliográfica. 2009. 134f. [Dissertação]. Porto: Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar da

Universidade do Porto, 2009.

SPOSITO, M.M.M. Toxina botulínica tipo A – propriedades farmacológicas e uso clínico. Revista acta fisiátrica, v.11, supl. 1,p.S7-S44, nov. 2004.

YANOFF, M.; DUKER, J.S. A toxina botulínica como modalidade estética isoladamente ou associada a outros tratamentos. eds. Ophthalmology. 3rd ed. St. Louis: Mosby, 2008. ISBN: 978-0323057516 OPTICS *Atchison DA, Smith G. Optics of the Human Eye.

ZAGUI, R.M.B.; MATAYOSHI, S.; MOURA, F.C. Efeitos adversos associados à aplicação de toxina botulínica na face: revisão sistemática com meta-análise. Arq Bras Oftalmol. v.71, n.6, p. 894-901, 2008.

Referências

Documentos relacionados