Previsão climática para o inverno de 2016

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Texto

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1. Efeito do El Niño durante as safras de Inverno e Verão 2015/2016

As últimas safras de inverno e verão 2015/2016 foram influenciadas pelo aquecimento anormal das águas superficiais (0 a 2 m) e sub-superficiais (0 a 300 m) do Oceano Pacífico em sua região Equatorial (entre 5º Norte e 5º Sul). Além da elevação da temperatura das águas, o fenômeno oceano-atmosférico popularmente conhecido como EL NIÑO alterou o padrão de circulação dos ventos e da pressão em diversos níveis da atmosfera, modificando assim o regime das precipitações (volume e distribuição) e das temperaturas em superfície.

Sobre a região dos Campos Gerais e Norte Pioneiro do Paraná, assim como sobre o Sudeste de São Paulo, o EL NIÑO influenciou tanto a redução das ondas de frio durante o Outono e Inverno/2015 quanto o acréscimo dos volumes de precipitação na Primavera/2015.

A título de ilustração, a rede de estações (agro)meteorológicas automáticas da Fundação ABC registrou apenas 1 geada em 16/06/2015 (mínimas entre -1ºC e -3ºC), assim como 25 a 27 dias com precipitação durante os 30 dias de Novembro/2015. Estes volumes significativos de precipitação resultaram em maiores porcentagens de umidade relativa do ar, menor disponibilidade da radiação solar e menor amplitude térmica, favorecendo o acamamento das plantas, o desenvolvimento de manchas foliares e de doenças de espiga no trigo (giberela e brusone), além das maiores taxas de infecção (pústulas/dia) da ferrugem asiática da soja e da antracnose no feijoeiro. Em geral, os eventos de EL NIÑO resultam em menor variação da produtividade em relação a média regional, porém oferecem os maiores riscos de perda da qualidade dos grãos e sementes.

2. Intensidade deste último episódio de El Niño

A atualização dos valores médios da temperatura do mar, obtida através das boias oceânicas posicionadas na região do Pacífico conhecida por Niño 3.4 (entre 170 e 120 º Oeste) e disponibilizada em Janeiro/2016, demonstrou desvio positivo da ordem de 2,3ºC no trimestre OUT-NOV-DEZ/2015. Este valor médio trimestral se igualou ao observado durante o EL NIÑO de 1997/98, classificado até então como “muito forte”, ou como o evento mais forte desde 1950 (Figura 1).

Figura 1 - Índice Oceânico Niño, utilizado para medir a magnitude do fenômeno El Niño Oscilação Sul em sua fase quente (El Niño) e fria (La Niña) calculado a partir de medições da temperatura do Oceano Pacífico Equatorial na região conhecida por Niño 3.4, entre janeiro de 1950 e dezembro de 2015. Fonte: CPC/NOAA.

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3. Condições Oceano-Atmosféricas Atuais

Segundo as últimas observações realizadas pelo Centro de Previsão Climática da NOAA (National Oceanic & Atmospheric Administration) dos Estados Unidos, as águas do Pacífico Equatorial vêm apresentando um gradual resfriamento desde a segunda metade de Dezembro/2015, sendo mais significativo na região do Niño 1+2 localizada próxima a costa oeste da América do Sul e de forma moderada na região do Niño 3.4 (Figura 2).

Figura 2 – Desvios da temperatura superficial (0 a 2 m) entre Março/2015 e Fevereiro/2016 em diferentes regiões do Pacífico Equatorial (Niño 1+2, 3, 3.4 e 4). Fonte: CPC/NOAA. Os valores positivos na imagem indicados pela cor laranja representam águas mais aquecidas do que o normal em graus Celsius, enquanto que os negativos (azul) indicam a presença de águas mais frias em relação e média histórica.

4. Previsão Climática para o Próximo Semestre A análise de consenso, obtida a partir dos resultados dos modelos dinâmicos e estatísticos de previsão

climática (Figura 3) evidencia o gradual

enfraquecimento do EL NIÑO, que vem sendo observado desde Janeiro/2016 e deverá continuar perdendo intensidade até o trimestre ABR-MAI-JUN de 2016. Desta forma, o referido trimestre ainda deverá ser caracterizado pelos valores de temperatura do ar e precipitação superiores à média

histórica. Contudo, diante do cenário de

enfraquecimento, vale a pena ressaltar a maior probabilidade de ocorrência da primeira geada do Outono a partir do segundo decêndio de Maio, conforme climatologia da região dos Campos Gerais do Paraná. No trimestre seguinte, JUN-JUL-AGO de 2016, os modelos de previsão climática indicam o predomínio da condição oceânica e atmosférica de NEUTRALIDADE (± 0,5°C), que deve ser traduzida como menor acerto na previsão da variabilidade temporal e espacial dos regimes de precipitação e da temperatura média do ar.

Figura 3 - Previsão trimestral do desvio da temperatura superficial do Oceano Pacífico (ºC), na região do Niño 3.4, realizada por 16 modelos dinâmicos e 8 modelos estatísticos de previsão climática. Fonte: International Research Institute for Climate and Society. Atualizado em Fevereiro/2016.

Na média, diante de tamanha incerteza, costumamos afirmar que as safras influenciadas pela condição de neutralidade apresentarão valores de precipitação acumulada e temperatura do ar semelhantes as médias históricas.

Por sua vez, os registros históricos obtidos sobre a área de atuação das Cooperativas ABC demonstram significativa variação nas condições do tempo ao longo dos referidos meses, com registros frequentes do avanço das massas de ar polar provenientes do Sul da Argentina e consequente formações de geadas pelo menos até o final de Agosto (probabilidade superior a 20%). Em média, as safras influenciadas pela condição de NEUTRALIDADE tendem a apresentar menores médias

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5. Acompanhamento da Previsão Climática

Estas informações de previsão climática para a região das Cooperativas ABC foram geradas com base na atualização dos registros de temperatura da superfície do mar disponibilizados em Fevereiro/2016. Vale ressaltar aos agricultores e assistentes técnicos que estas informações são atualizadas mensalmente (até o dia 25 de cada mês) e disponibilizadas

através do site do Sistema de Monitoramento Agrometeorológico do Grupo ABC (smaABC) em

http://sma.fundacaoabc.org.br. Caso haja o desejo de receber as atualizações mensais em seu e-mail, basta solicitar a atualização da previsão climática para o endereço eletrônico:aline@fundacaoabc.org.br.

Antes de finalizar o presente texto, destacamos a maior probabilidade de desenvolvimento da condição de LA NIÑA principalmente a partir do trimestre AGO-SET-OUT (Figura 4), fato este que se comprovado, poderá influenciar na redução dos volumes de chuva e temperaturas médias do ar em toda a região de atuação da Cooperativas ABC. Acompanhe as atualizações da previsão climática mensalmente!

Figura 4 – Probabilidade de ocorrência do El Niño, Neutralidade ou La Niña para os diferentes trimestres de 2016 com base nos registros climatológicos desde 1950. Fonte: International Research Institute for Climate and Society. Atualizado em Fevereiro/2016.

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Devemos pensar na água todos os dias do ano!

Mais uma vez lembramos o Dia Mundial da Água. Comemorado pela primeira vez em 1993, o dia 22 de Março se destina a chamar a atenção das pessoas sobre a importância da água doce, um recurso em crescente escassez no planeta terra. Somente 0.008% do total da água disponível no planeta é própria para consumo e grande parte desse volume está sendo contaminada ou má utilizada pelo homem.

Assim, com esta iniciativa, a ONU visa sensibilizar a população de que se não forem tomadas as precauções para desacelerar a má utilização da água, num futuro muito próximo ela poderá faltar. Portanto, neste dia devemos dar um impulso para nos demais 364 dias do ano continuarmos a ser conscientes e garantir que no futuro ainda haja água.

E esse futuro não está tão longe assim, o Secretário-Geral da ONU, na sua mensagem para o Dia Mundial da Água de 2015 salientou que “Uma em cada três pessoas vive num país com stress hídrico moderado ou elevado, e em 2030 quase metade da população mundial poderá enfrentar escassez de água, com a procura a ultrapassar a oferta em 40 por cento”. E acrescenta que a responsabilidade é de todos: “devemos trabalhar juntos para proteger e gerir este recurso, frágil e finito”.

E finaliza a sua mensagem dizendo: “Não podemos prosperar sem água limpa e abundante. A água é um recurso comum. Vamos usá-lo de forma mais inteligente e desperdiçar menos para que todos tenham a sua parte”.

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EXPOFRÍSIA

No dia 27, ocorrerá a Abertura Oficial, o Clube de Bezerras, o lançamento do 3º Catálogo de Touros da Intercooperação e palestras técnicas nas áreas de bovinocultura de leite, suinocultura e agricultura, palestra motivacional e de mercado. Os dias 28 e 29 estão reservados para os julgamentos das raças Jersey, Holandês “Vermelho e Branco” e “Preto e Branco”, que acontecerão na pista do pavilhão de exposições. Além disso, dezenas de expositores vão apresentar novidades de mercado. Estão abertas as inscrições para a exposição de animais. Os interessados devem entrar em contato até o dia 05 de abril, terça-feira, com Rubens: 42-3231-9132, na Matriz, em Carambeí.

Frísia convida para a EXPOFRÍSIA 2016, que acontecerá no Pavilhão de Exposições Frísia, em Carambeí-PR. Em sua 11ª edição, a exposição será de 27 a 29 de abril.

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A próxima coleta do Descarte Certo será nos dias

12, 13 e 14 de abril.

Organize seus resíduos e fique de olho no cronograma, que será divulgado em cada Unidade.

Feriado Nacional - Paixão de Cristo

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA CONJUNTA

O Presidente da CAPAL COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL, e o Presidente da COOPERATIVA AGROPECUÁRIA CAETÊ – COAC, no uso das atribuições que lhes são conferidas pelos respectivos

Estatutos Sociais, convocam os Senhores Cooperados, cujo número na Capal Cooperativa Agroindustrial é de 2.138 (dois mil cento e trinta e oito), e na Cooperativa Agropecuária Caetê é de 194 (cento e noventa e quatro), para se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária Conjunta, a ser realizada em 29 (vinte e nove) de março de 2016, tendo como local o Salão da Associação Recreativa dos Funcionários da Capal – ASFUCA, situado na Rua Saladino de Castro, nº 1710, Centro, na Cidade de Arapoti, Estado do Paraná, em 1ª Convocação, às 17 horas, com a presença de 2/3 (dois terços) dos associados de cada cooperativa, em 2ª Convocação às 18 horas, sendo o quórum metade mais 1 (um) dos associados de cada cooperativa, ou ainda em 3ª e última Convocação, às 19 horas, com o quórum mínimo de 10 (dez) associados de cada cooperativa, para deliberar sobre a seguinte ORDEM DO DIA:

1) Exame e deliberação sobre o Relatório da Comissão Mista formada por associados da Capal Cooperativa Agroindustrial e da Cooperativa Agropecuária Caetê, consistente de Levantamento Patrimonial e Balanço de Incorporação, tendo por finalidade a INCORPORAÇÃO da Cooperativa Agropecuária Caetê pela Capal Cooperativa Agroindustrial;

2) Em caso de aprovação da incorporação, a indicação dos nomes de dois associados da Cooperativa Agropecuária Caetê para assinarem requerimentos, declarações e outros documentos que se fizerem necessários à formalização da incorporação junto a órgãos e repartições competentes, bem como aqueles necessários à formalização de sua baixa.

3) Encerramento.

Arapoti, 08 de março de 2016.

Erik Bosch Valmir Bronoski Diretor-Presidente Diretor Presidente Capal Cooperativa Agroindustrial Coac

25/03-Sexta-Feira

Neste dia não haverá expediente Administrativo, Posto e Loja.

ENTREGA DE RAÇÃO

As entregas do dia 25 de março (sexta-feira) serão feitas normalmente para aqueles que

programarem seus pedidos.

As entregas do dia 28 de março (segunda- feira) deverão ser programadas até as 10h do dia 26/03

(sábado)

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agropecuário

INDICADORES

FINANCEIROS

DÓLAR COMERCIAL (venda) POUPANÇA (nova) SELIC TJLP

R$ 3,62 – 17/03 0,6929 % a.m. - 17/03 14,15 % 5,00 % a.a. MILHO Arapoti-Pr Comprador: R$ 43,50 Vendedor: R$ sem indicação W.Braz-Pr Comprador: R$ 43,00 Vendedor: R$ sem indicação SOJA

Disponível CIF Ponta Grossa R$ 71,00 Entrega abril/2017 e pagamento maio/2017 - CIF Ponta

Grossa/PR R$ 76,00 TRIGO Superior R$ 780,00 FOB Intermediário R$ 670,00 (T-2) PADRÃO R$ 620,00 (T-2) R$ 590,00 (T-3) MILHO Itararé-Sp Comprador: R$ 44,50 Vendedor: R$ sem indicação Taquarituba/Taquarivaí-Sp

Comprador: R$ 45,00 Vendedor: R$ sem indicação

SOJA

Disponível CIF Santos R$ 73,50 Entrega março/2016 pagamento

abril/2016 – CIF Guarujá R$ 78,40 Entrega abril/2016 pagamento

maio/2016 – CIF Guarujá R$ 79,70

TRIGO

Superior R$ 770,00 FOB – SP (falling

number mínimo de 250)

Intermediário

R$ 650,00 (T-2) PADRÃO R$ 580,00 (T-2) R$ 550,00 (T-3)

FEIJÃO – PREÇOS NA BOLSINHA – SÃO PAULO

Variedade 14/03/16 Min. Máx. 15/03/16 Min. Máx. 16/03/16 Min. Máx. 17/03/16 Min. Máx. 18/03/16 Min. Máx. Pérola/Gol 10 – 10 S/Cot 260,00 S/Cot 260,00 S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot Pérola 9 – 9 S/Cot 253,00 S/Cot 253,00 S/Cot 253,00 S/Cot 250,00 S/Cot 250,00 Pérola 8,5 – 9 S/Cot 240,00 S/Cot 240,00 S/Cot 240,00 S/Cot 238,00 S/Cot 238,00 Pérola/ Bola Cheia 8 – 8 S/Cot 220,00 S/Cot 223,00 S/Cot 223,00 S/Cot 223,00 S/Cot 223,00 Pérola/Bola Cheia 7,5 – 8 S/Cot 210,00 S/Cot 210,00 S/Cot 208,00 S/Cot 205,00 S/Cot 205,00 Pérola/Bola Cheia 7 – 7 S/Cot 180,00 S/Cot 180,00 S/Cot 180,00 S/Cot 180,00 S/Cot S/Cot Pérola/Bola Cheia 6,5 – 7 S/Cot 160,00 S/Cot 160,00 S/Cot 160,00 S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot Pérola/Bola Cheia 5 – 7 S/Cot 100,00 S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot

DÓLAR -

O dólar fechou em queda acentuada

nesta quinta-feira, a maior em pouco mais de

quatro meses e que o levou ao patamar de

R$3,65, com investidores apostando mais forte

na eventual troca de governo após a divulgação

de conversa entre o ex-presidente Luiz Inácio

Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff.

O dólar recuou 2,29%, a R$3,6533 na venda, maior

queda diária desde 3 novembro de 2015 (2,39%). A

moeda norte-americana chegou a R$3,6033 na

mínima do dia.

MILHO FUTURO

CIF Guarujá entrega agosto 2016 e pagamento setembro/2016 Comprador: R$ 34,20 Vendedor: sem indicação CIF Guarujá entrega setembro/2016 e pagamento outubro/2016 Comprador: R$ 34,40

Vendedor: sem indicação CIF Paranaguá entrega agosto 2016 e pagamento setembro/2016 Comprador: R$ 32,00

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SUÍNOS

Mercado interno teve mais uma semana apresentando cotações estáveis na maioria das regiões do País. A perspectiva é por preços acomodados no decorrer dos próximos dias, considerando que o apelo ao consumo tende a perder força durante a segunda quinzena do mês e principalmente para próxima semana, onde a tendência é pelo aumento no consumo de peixes em função da Semana Santa. Os custos de produção ainda é a principal preocupação do setor, a restrição de oferta de milho acaba limitando os estoques, o que tem levado a altas constantes nos preços do cereal.

MILHO

Os contratos futuros fecharam com pequenas variações na bolsa de Chicago nesta quinta-feira, desconsiderando a fraqueza do dólar, em uma rodada de realização de lucros e ajustes de posições após os preços terem disparado para a máxima desde 2 de fevereiro no início da sessão. Os agentes continuam cautelosos e operando na defensiva, condição que mantém a baixa liquidez de negócios e gera pequenas oscilações. De certa forma, as oscilações foram ocasionadas pelas fortes altas nos preços do petróleo e fragilidade do dólar frente às demais moedas globais. O firme fluxo das exportações de milho nos EUA reagiu e cresce as preocupações com relação a nova safra também. Por outro lado, as variações ainda são limitadas pelos amplos estoques globais. Apesar da retomada das vendas externas de milho nas últimas semanas, o volume acumulado na safra 2015/16 continua muito abaixo do registrado em igual período da temporada passada, ao registrar um desempenho 18% inferior. Notadamente, viu-se, nas últimas semanas, o fluxo das exportações norte-americanas ganhar intensidade. O fato se deve, sobretudo pela recente desvalorização do dólar frente às demais moedas globais, o que torna o produto dos EUA mais competitivo. Além dessa questão, Brasil e Argentina estão praticamente ausentes das vendas externas em função da redução dos estoques em ambos os países.

O aumento nos preços do milho segue pressionando o poder de compra de suinocultores que, nesta primeira quinzena, registrou a pior marca para um mês de março desde 2004. Em relação ao farelo de soja, apesar de os valores desse insumo estarem em queda desde o final de janeiro, o poder compra do suinocultor na primeira quinzena de março também esteve menor que há um ano. As quedas de preços do suíno vivo seguem atreladas ao aumento da oferta nos últimos meses. Com os insumos utilizados na alimentação caros, produtores antecipam a terminação do animal ou ofertam mesmo abaixo do peso ideal, aumentando a disponibilidade de animais para abate.

Os valores dos contratos futuros negociados na BMF&Bovespa registraram perdas generalizados em meio a movimentos de liquidação de posição e realização de lucro. O vencimento maio/16, que encerrou o dia cotado a R$44,20/saca, teve recuo diário de 2,75% em relação ao fechamento da sessão anterior passando a ser a referência para o mercado spot. Ao passo que a posição setembro/16, registrou alta de 1,17%, cotado a R$36,19/saca. As pressões de baixa foram ocasionadas pela acentuada queda do dólar, fator que deverá influenciar as exportações. No Brasil, nesta quinta-feira, as indicações de compra para o milho continuaram firmes em praticamente todas as regiões do país, influenciados pela baixa oferta disponível para venda em conjunto com a demanda aquecida. O valor de referência para o mercado doméstico do grão, a cotação de Campinas, subiu para R$51,50/saca, recorde histórico de preço. Além da baixa disponibilidade de produto posto à venda em função da menor atuação vendedora, a oferta de produto que vem do campo também é pequena, prejudicada pelo excesso de chuvas, mas também reflexo da redução da área plantada com o cereal na safra de verão. No contexto atual, os agentes demandantes já cogitam a ideia de importar milho, sobretudo da Argentina, onde a colheita começou e as condições de paridade estão competitivamente mais interessante devido à fragilidade cambial. As expectativas também estão focadas quanto a expansão de área e produção da segunda safra de milho.

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MERCADO AGROPECUÁRIO

TRIGO

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerrou as operações desta quinta-feira com preços acentuadamente mais baixos. O mercado reverteu os ganhos iniciais e passou a ser pressionado pela forte competição pelas exportações globais do grão, além da fraca demanda pelo trigo norte-americano. As vendas líquidas norte-americanas de trigo, referentes à temporada comercial 2015/16, que tem início em 1 de junho, ficaram 212.900 toneladas na semana encerrada em 10 de março. Houve retração de 36% sobre a semana anterior e ficou 35% abaixo da média das últimas quatro semanas. O mercado brasileiro segue aguardando o final da colheita da safra de verão para voltar as atenções ao cereal.

SOJA

Os contratos futuros negociados na bolsa de Chicago tiveram alta nesta quinta-feira, apoiados pelo dólar fraco, o que investidores viram como um gatilho para a demanda por exportações, sobretudo nos EUA. Além disso, um rally no mercado de petróleo, que também resultou da queda do dólar, fortaleceu os valores da oleaginosa. Boa parte dos ganhos obtido no mercado da soja tem sido em função de fatores ligados ao mercado financeiro.

Porém, além dos fatores técnicos, a retomada das vendas externas de soja nos EUA e a firmeza dos preços do petróleo exercendo efeito sobre uso do grão na produção de biodiesel geram espaço para elevação da demanda pelo produto.

O mercado também teve suporte adicional com base nas preocupações com as prerrogativas para a safra norte-americana e demanda mundial, sobretudo pela China.

Os ganhos, no entanto, ainda são limitados pela ampla oferta global com o avanço da colheita na América do Sul. No Brasil, o dólar, mais uma vez, foi o grande protagonista que travou completamente o

Com as fortes oscilações ocasionadas no câmbio nos últimos dias devido a fatores políticos no Brasil e a fatores econômicos nos Estados Unidos, como a manutenção da taxa de juros americana pelo FED, resultou numa valorização do real frente o dólar, reduzindo espaços entre os preços internos e as paridades de importação. Tendo em vista este cenário, a possibilidade de novas elevações nas cotações internas no curto prazo é menor. Com esta instabilidade, os negócios que já eram pontuais foram reduzidos ao longo da semana e a expectativa é de que apenas no início do próximo mês ocorra o aquecimento da comercialização, visto a necessidade da indústria nacional em repor seus estoques.

Apesar dos ganhos verificados na bolsa de Chicago e firmeza dos prêmios portuários nesta quinta-feira, a forte queda da divisa norte-americana anulou possíveis movimentos de alta.

A disparidade entre os valores de compra e venda gerada pelo efeito cambial torna os negócios ainda mais difíceis de se efetivar. Desta forma, alguns compradores optam por ficar fora do mercado e não sinalizar preço devido à falta de referência.

Nos últimos dias, o comportamento cambial tem tirado o sono dos agentes do mercado pelo fato de impossibilitar uma melhor direção aos negócios.

O mercado trabalhava com uma banda entre R$4,00 e R$4,10 para o dólar, mas agora, diante da intensa volatilidade da moeda, os agentes sinalizam valores entre R$3,60 até R$3,90.

Neste contexto de ausência de negócios, os preços no dia foram basicamente nominais.

O foco entre ambas as pontas é trabalhar os contratos à termo com entrega agendada entre os meses março e maio de 2016 e aguardar os ânimos se acalmarem.

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Referências

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