DIREITO DAS COISAS – PROF. VOLTAIRE
DIREITO DAS COISAS E POSSE
PONTO 1: DIREITOS DAS COISAS PONTO 2: a) EFEITOS DA POSSE
PONTO 3: b) USUCAPIÃO (DESDOBRAMENTOS) EFEITOS MATERIAIS DA POSSE
USUCAPIÃO:
1. COMPARAÇÃO COM CÓDIGO ANTERIOR – ‘ESPÍRITO DO NOVO CÓDIGO’
2. ESTUDO DAS MODALIDADES.
3. AÇÃO DE USUCAPIÃO/EXCEÇÃO DE USUCAPIÃO (EM AÇÕES PETITÓRIAS/POSSESSÓRIAS)
MODOS ORIGINÁRIOS E DERIVADOS DE AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE: DERIVADO: existe um negócio jurídico entre as partes.
ORIGINÁRIO: não existe relação jurídica entre o alienante e o adquirente. Ex: usucapião. (não há negócio causal com quem perde propriedade). Ex2: desapropriação.
_ Característica: O bem ingressa no patrimônio do adquirente sem qualquer ônus (não interessa se estava hipotecado, alienado etc). (a maior parte da doutrina entende assim). Caio Mário da Silva Pereira: um dos maiores críticos do novo código civil, ‘diz que só é aquisição originária quando jamais foi de propriedade de alguém’. Ex: ocupação para pesca em rio. (modo de aquisição de coisas móveis). Requisitos da ocupação: coisa sem dono, o ato é permitido pela lei, ânimo de dono. Exemplo onde não cabe ocupação: pesca em rio, no período em que lei não permite pesca.
A usucapião no código de 1916 era bem mais simples, havia o ordinário (há justo título e boa-fé) e extraordinário (sem justo título e boa-fé). Atualmente, o código civil de 2002 mantém essas modalidades. Sendo 15 anos para a usucapião extraordinária e 10 anos para o ordinário.
Houve extinção de um requisto – usucapião entre ausentes e presentes. Para o novo código se tornou obsoleto.
DISTINÇÃO ENTRE USUCAPIÃO ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA: ORDINÁRIO: ART. 12421
CC.
_ REDUZIDO ART. 1242, § ÚNICO CC. 5 anos. EXTRAORDINÁRIO: ART. 12382
CC – sem justo título e boa-fé. Realiza investimentos.
1 Art. 1.242. Adquire também a propriedade do imóvel aquele que, contínua e incontestadamente, com justo título e
boa-fé, o possuir por dez anos.
Parágrafo único. Será de cinco anos o prazo previsto neste artigo se o imóvel houver sido adquirido, onerosamente, com base no registro constante do respectivo cartório, cancelada posteriormente, desde que os possuidores nele tiverem estabelecido a sua moradia, ou realizado investimentos de interesse social e econômico.
DIREITO DAS COISAS – PROF. VOLTAIRE _ REDUZIDO: ART. 1238, §ÚNICO. 10 anos.
USUCAPIÃO ESPECIAL:
_ PRÓ LABORE - Lei 6969/68, CF 88, CC 2002 – área rural de até 50 hc onde cultivei, pelo período mínimo de 5 anos. Art. 12393
CC c/c art. 1914
CF. Exijo especial qualificação
da posse.
_ PRO HABITATIO (URBANO) – bem imóvel, urbano, até 250 m², devendo morar no imóvel e não possuir outro. Art. 12405
CC.
_ USUCAPIÃO COLETIVO URBANO: Lei 10257 (Estatuto da cidades) de áreas de ocupação irregular. Precisa decorrer 5 anos. Art. 106
da lei 10257. Cada possuidor receberá
uma fração ideal de terra. Acentua-se a função social.
2 Art. 1.238. Aquele que, por quinze anos, sem interrupção, nem oposição, possuir como seu um imóvel, adquire-lhe a
propriedade, independentemente de título e boa-fé; podendo requerer ao juiz que assim o declare por sentença, a qual servirá de título para o registro no Cartório de Registro de Imóveis.
Parágrafo único. O prazo estabelecido neste artigo reduzir-se-á a dez anos se o possuidor houver estabelecido no imóvel a sua moradia habitual, ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo.
3 Art. 1.239. Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como sua, por cinco anos
ininterruptos, sem oposição, área de terra em zona rural não superior a cinqüenta hectares, tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade.
4 Art. 191. Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como seu, por cinco anos ininterruptos,
sem oposição, área de terra, em zona rural, não superior a cinqüenta hectares, tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade.
Parágrafo único. Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.
5 Art. 1.240. Aquele que possuir, como sua, área urbana de até duzentos e cinqüenta metros quadrados, por cinco anos
ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.
§ 1o O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou a ambos, independentemente
do estado civil.
§ 2o O direito previsto no parágrafo antecedente não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez.
6 Art. 10. As áreas urbanas com mais de duzentos e cinqüenta metros quadrados, ocupadas por população de baixa renda
para sua moradia, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, onde não for possível identificar os terrenos ocupados por cada possuidor, são susceptíveis de serem usucapidas coletivamente, desde que os possuidores não sejam proprietários de outro imóvel urbano ou rural.
§ 1o O possuidor pode, para o fim de contar o prazo exigido por este artigo, acrescentar sua posse à de seu antecessor,
contanto que ambas sejam contínuas.
§ 2o A usucapião especial coletiva de imóvel urbano será declarada pelo juiz, mediante sentença, a qual servirá de título para
registro no cartório de registro de imóveis.
§ 3o Na sentença, o juiz atribuirá igual fração ideal de terreno a cada possuidor, independentemente da dimensão do
terreno que cada um ocupe, salvo hipótese de acordo escrito entre os condôminos, estabelecendo frações ideais diferenciadas.
DIREITO DAS COISAS – PROF. VOLTAIRE - USUCAPIÃO FAMILIAR – ART. 1240-A7
CC - Lei 12424 – da mulher ou do homem
que abandonou o lar, sendo do casal aquele imóvel. Se o que abandonar o lar, ficar 2 anos fora, o abandonado adquire a parte do outro, desde que não seja proprietário de outro bem imóvel. O cônjuge abandonado precisa ser condômino no bem.
_ USUCAPIÃO TABULAR DOS REGISTROS PÚBLICOS – ART. 214, § 5º8
DA LEI 6015/73: trata da nulidade dos registros. É consequência de um negócio causal. Se o
vendedor não era dono e o bem pertencia a uma sucessão. Ex: HERDEIRO QUE vendeu bem que não era seu. Os outros herdeiros entrarão com AÇÃO DE ANULAÇÃO DE NEGÓCIO JURÍDICO E REGISTRO (réus: herdeiro ‘vigarista’ e o adquirente (3º de boa-fé)).
EXCEÇÃO DE USUCAPIÃO: é matéria de defesa, é exceção material, fato extintivo do direito do autor. Ex: estou sendo demandada em ação possessória (causa de pedir é a posse) ou reivindicatória (causa de pedir é o título). Na ação possessória não tem cabimento exceção de usucapião, pois é vedado a ‘exceptio proprietatis’. Na reivindicatória cabe exceção de usucapião, se o réu comprovar todos os requisitos, quais efeitos? Art. 139
da Lei 10257 – a sentença vale para aquisição de propriedade, basta levar a sentença no registro de
imóveis. Quanto à usucapião especial pro labore e tabular cabe essa possibilidade de levar a sentença favorável no registro de imóveis, já para o ordinário e extraordinário não é pacífico. AÇÃO DE USUCAPIÃO É DECLARÁTORIA – polo passivo plúrimo. CITADOS todos interessados, confinantes, proprietário e todas as fazendas, sendo possível que estes réus se oponham à aquisição da propriedade. A natureza da sentença de usucapião é declaratória, a doutrina discuti se não seria constitutiva.
Na exceção de usucapião, começará em fase de contestação, provavelmente em ação reivindicatória. (os confinantes, prováveis interessados e fazenda pública não ingressaram nessa exceção como na usucapião na forma de ação).
§ 4o O condomínio especial constituído é indivisível, não sendo passível de extinção, salvo deliberação favorável tomada
por, no mínimo, dois terços dos condôminos, no caso de execução de urbanização posterior à constituição do condomínio. § 5o As deliberações relativas à administração do condomínio especial serão tomadas por maioria de votos dos condôminos
presentes, obrigando também os demais, discordantes ou ausentes.
7 Art. 1.240-A. Aquele que exercer, por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposição, posse direta, com exclusividade,
sobre imóvel urbano de até 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) cuja propriedade divida com ex-cônjuge ou ex-companheiro que abandonou o lar, utilizando-o para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio integral, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)
§ 1o O direito previsto no caput não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez.
§ 2o (VETADO). (Incluído pela Lei nº 12.424, de 2011)
8 Art. 214 - As nulidades de pleno direito do registro, uma vez provadas, invalidam-no, independentemente de ação
direta. (Renumerado do art. 215 com nova redação pela Lei nº 6.216, de 1975).
§ 5o A nulidade não será decretada se atingir terceiro de boa-fé que já tiver preenchido as condições de usucapião
do imóvel. (Incluído pela Lei nº 10.931, de 2004)
9 Art. 13. A usucapião especial de imóvel urbano poderá ser invocada como matéria de defesa, valendo a sentença que a
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10.1.10 (implementei todos os requisitos para usucapião) e ingressei com usucapião ___ 2º proferido sentença declaratória de usucapião ___ 10.1.12 leva ao registro de imóveis. Em que momento adquire propriedade? No momento em que implementados os requisitos é constituição de direito. Levar, no registro, a sentença declaratória da usucapião, é apenas para efeito declaratório. Art. 124110 CC.
PROPRIEDADE: é o direito real pleno, concentrando todos os poderes inerentes a propriedade a um indivíduo. (sequela, taxatividade)
Características:
* exclusividade – para cada bem há apenas um proprietário. Uma parte da doutrina diz que condomínio é exceção a propriedade. (Tupinambi Miguel Castro do Nascimento), mas há divergência na doutrina.
* é perpétuo – não se extingue nem com a morte (pois os sucessores receberão o bem). * elasticidade – o direito pode ser restringido. Ex: Cancelou a hipoteca a propriedade volta a ser plena. Cancelou a servidão, a propriedade volta a ser plena.
* ‘ilimitado’ – os direitos limitados é que são ilimitados. Ex: o direito de propriedade gera outros efeitos limitados, posse por exemplo.
Direitos reais – art. 122511 CC – princípio da taxatividade.
Art. 122612 CC - os direitos reais móveis só se adquirem com a tradição. O contrato não
transfere a propriedade (opção legislativa). Se eu comprar um bem móvel, e este perecer antes de eu receber o bem, o ônus é do vendedor.
Art. 122713
CC – os direitos reais sobre imóveis entre vivos – só se adquirem com registro
no registro de imóveis. Direitos reais sobre bens imóveis, o direito real só se constitui com a transcrição da matrícula no imóvel, porém quando se trata de ato entre vivos (negócio causal).
A sentença declaratória de partilha é meramente declaratória, sendo que os herdeiros constituem o direito com a morte do proprietário.
10 Art. 1.241. Poderá o possuidor requerer ao juiz seja declarada adquirida, mediante usucapião, a propriedade imóvel. 11 Art. 1.225. São direitos reais:
I - a propriedade; II - a superfície; III - as servidões; IV - o usufruto; V - o uso; VI - a habitação; VII - o direito do promitente comprador do imóvel; VIII - o penhor; IX - a hipoteca; X - a anticrese. XI - a concessão de uso especial para fins de moradia; (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007) XII - a concessão de direito real de uso. (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007)
12 Art. 1.226. Os direitos reais sobre coisas móveis, quando constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, só se
adquirem com a tradição.
13 Art. 1.227. Os direitos reais sobre imóveis constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, só se adquirem com o
registro no Cartório de Registro de Imóveis dos referidos títulos (arts. 1.245 a 1.247), salvo os casos expressos neste Código.
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Art. 122814 CC – direito de sequela – de buscar o bem. §1º - abre para criação de leis que
restringem o direito de propriedade, não podendo ser um direito absoluto. O ‘vazio urbano, não usar a propriedade’ traz transtornos a toda coletividade.
§3º - Restrição da propriedade, no caso de interesse público ou perigo público iminente.
§4º e §5º art. 1228 CC – DESAPROPRIAÇÃO JUDICIAL – ação reivindicatória – bem
possui extensa área; está na posse dos possuidores no mínimo 5 anos. Existe considerável número de pessoas que realizaram obras e serviços de interesse social. Quem fixa os requisitos é o juiz, uma corrente alegava ser inconstitucional outra corrente entendia como usucapião. Pagamento de indenização. Ex: condomínio de classe média alta.
X
USUCAPIÃO COLETIVO: É na verdade semelhante com a usucapião do Estatuto das cidades – requisitos: + 250m² de área, população de baixa renda, ocupação ininterruptamente e sem oposição. Não há indenização.
Acessão é modo de aquisição da propriedade. Surge quando há o acoplamento físico de algo a propriedade. A casa adere ao solo por acessão, assim como a plantação.
No código civil de 1916 (revogado) – ‘sempre, que ocorre uma acessão, o proprietário do principal torna-se proprietário do acessório’.
Art. 1255, §único15 CC – ‘Aquele que semeia, planta ou edifica em terreno alheio perde, em
proveito do proprietário, as sementes, plantas e construções; se procedeu de boa-fé, terá direito a indenização. ’ Ex: quando supunha que um terreno fazia parte da matrícula de minha propriedade construindo prédio nesse terreno. O terreno vale 10 mil, o prédio vale 200 mil. No antigo código civil, o proprietário poderia demolir o prédio. Já no código de 2002, é determinado pelo valor social da construção, desde que de boa-fé, a lei permite que o proprietário da acessão adquira o principal, invertendo a ordem das coisas.
14 Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer
que injustamente a possua ou detenha.
§ 1o O direito de propriedade deve ser exercido em consonância com as suas finalidades econômicas e sociais e de modo
que sejam preservados, de conformidade com o estabelecido em lei especial, a flora, a fauna, as belezas naturais, o equilíbrio ecológico e o patrimônio histórico e artístico, bem como evitada a poluição do ar e das águas.
§ 2o São defesos os atos que não trazem ao proprietário qualquer comodidade, ou utilidade, e sejam animados pela
intenção de prejudicar outrem.
§ 3o O proprietário pode ser privado da coisa, nos casos de desapropriação, por necessidade ou utilidade pública ou
interesse social, bem como no de requisição, em caso de perigo público iminente.
§ 4o O proprietário também pode ser privado da coisa se o imóvel reivindicado consistir em extensa área, na posse
ininterrupta e de boa-fé, por mais de cinco anos, de considerável número de pessoas, e estas nela houverem realizado, em conjunto ou separadamente, obras e serviços considerados pelo juiz de interesse social e econômico relevante.
§ 5o No caso do parágrafo antecedente, o juiz fixará a justa indenização devida ao proprietário; pago o preço, valerá a
sentença como título para o registro do imóvel em nome dos possuidores.
15 Art. 1.255. Aquele que semeia, planta ou edifica em terreno alheio perde, em proveito do proprietário, as sementes,
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Art. 1229 CC – ‘A propriedade do solo abrange a do espaço aéreo e subsolo correspondentes, em altura e profundidade úteis ao seu exercício, não podendo o proprietário opor-se a atividades que sejam realizadas,
por terceiros, a uma altura ou profundidade tais, que não tenha ele interesse legítimo em impedi-las’.
LIMITAÇÕES VOLUNTÁRIAS E LEGAIS:
_ LEGAIS: criadas pela lei, mas de interesse privado. Ex: direito de vizinhança, por exemplo, passagem forçada. (a lei diz que ‘A’ tem a prerrogativa de passar pelo terreno do vizinho mediante indenização). Difere da servidão de passagem, que gera comodidade e não necessidade.
Diferença entre servidão de passagem e passagem forçada: nesta, o imóvel é encravado (sem saída para via pública); naquela não precisa ser encravado; naquela é voluntária (dá opção); nesta há imposição da lei; naquela se constitui através da transcrição no registro de imóveis; nesta não há exigência de transcrição na matrícula do imóvel, pois existe por força de lei; distingue-se pelas:
* polarizadas pelo interesse público: * polarizadas pelo interesse privado:
Relação de vizinhança: Ex: pizzaria com forno a lenha que lançava fumaça na vizinhança. Seis vizinhos foram reclamar ao MP. Defesa – ilegitimidade do MP para interferir em direito de vizinhança. No entanto, a situação na verdade agravava as condições ambientais, logo o MP seria legítimo.
TEORIAS SOBRE O DIREITO DE VIZINHANÇA:
SANTIAGO DANTAS – DIREITO DE VIZINHANÇA:
A) USO NORMAL com incômodos normais. Ex: ter cachorro em condomínio, com incômodo normal de o cachorro latir.
B) USO ANORMAL com interesse social. Ex: gera algum tipo de incômodo, mas tem interesse social. Art. 127816
CC.
C) USO ANORMAL sem interesse público. Cessação das atividades. §único17
, art. 1277 CC. Ex: existe disposição prevendo limites de tolerância para determinada
vizinhança, por exemplo, assim o juiz pode entender o que extrapola ou não esses limites.
Parágrafo único. Se a construção ou a plantação exceder consideravelmente o valor do terreno, aquele que, de boa-fé, plantou ou edificou, adquirirá a propriedade do solo, mediante pagamento da indenização fixada judicialmente, se não houver acordo.
16 Art. 1.278. O direito a que se refere o artigo antecedente não prevalece quando as interferências forem justificadas por
interesse público, caso em que o proprietário ou o possuidor, causador delas, pagará ao vizinho indenização cabal.
17 Art. 1.277. O proprietário ou o possuidor de um prédio tem o direito de fazer cessar as interferências prejudiciais à
segurança, ao sossego e à saúde dos que o habitam, provocadas pela utilização de propriedade vizinha.
Parágrafo único. Proíbem-se as interferências considerando-se a natureza da utilização, a localização do prédio, atendidas as normas que distribuem as edificações em zonas, e os limites ordinários de tolerância dos moradores da vizinhança.
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VOLUNTÁRIAS: quando há voluntariedade do proprietário, por exemplo, quando constitui servidão para que se passe pelo seu bem imóvel, é feito por escritura pública e transcrição na matrícula do imóvel.
LIMITAÇÕES LEGAIS AO DIREITO DE PROPRIEDADE – decorrem do direito urbanístico ou da legislação ambiental. Que decorre de lei.