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MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

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MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

PROMOTORIAS DE JUSTIÇA DE TUTELA COLETIVA DE DEFESA DA CIDADANIA

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DR. JUIZ DE DIREITO DA __ª VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DA CAPITAL DO RIO DE JANEIRO – CENTRAL DE ASSESSORAMENTO FAZENDÁRIO

O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, inscrito no CNPJ sob o nº 28.305.963.001-40, por meio das Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva da Cidadania do Núcleo Capital, no uso de suas atribuições constitucionais e legais, vem, com fulcro nos arts. 127 e 129, II e III, da CRFB/88; nos arts. 1º, IV, 3º e 12 da Lei n° 7.347/85 c/c arts. 25, IV, “a” e "b", da Lei n° 8.625/93, propor a presente

em face do ESTADO DO RIO DE JANEIRO, pessoa jurídica de direito público interno, com sede na Rua Pinheiro Machado s/nº, Laranjeiras, nesta cidade, CEP 22.238-900; pelas razões de fato e de direito a seguir expostas.

FATOS e FUNDAMENTOS:

1 – CONTEXTUALIZAÇÃO FÁTICA DA DEMANDA:

A presente ação civil pública tem por base fática o conteúdo obtido por meio dos Inquéritos Civis nº 2007.00165523 e 2016.00229425, bem como os fatos que se tornaram públicos acerca do já decretado Estado de Calamidade Pública, no âmbito da Administração Financeira do Estado do Rio de Janeiro (Decreto estadual nº 45.692, de 17 de junho de 2016), e do possível, eventual, provável e futuro “estado de moratória” e/ou “estado falimentar”– sem previsão legal para tanto

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

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– pelo qual poderá passar o ente público em referência, ante ao que a mídia escrita e televisiva recentes vêm, de forma massificada, publicizando.

Tais evidências, comprovadas documentalmente através das peças investigativas ministeriais supracitadas, notorizadas pelas mídias regionais e nacionais, não contestadas pelas autoridades estaduais, nas diversas demandas judiciais de cobrança, individuais ou coletivas, que vêm sendo ofertadas perante o Poder Judiciário, vão, sobretudo, ao encontro dos dados extraídos dos relatórios de prestação de contas e dos demonstrativos de execução orçamentária oficiais estaduais, tanto no que diz respeito aos dados de despesa, quanto aos de receita, todos publicados – por força da Lei da Transparência (LC 131/2009) – no sítio eletrônico oficial do Estado do Rio de Janeiro.

Da leitura de tais documentos, extraímos o desequilíbrio financeiro pelo qual passam todos os setores e órgãos da Administração Pública Direta e Indireta estaduais, o qual tem comprometido, há mais de ano, o cumprimento das metas fiscais estabelecidas na sua Lei de Orçamentária Anual - LOA. Tanto que a execução orçamentária já sofreu revisão da programação financeira (na forma do art. 8º da LRF) e a própria lei passou por uma atualização recente, reduzindo algumas dotações iniciais, através da Lei Estadual nº 7.415/2016 a qual, mui simplificadamente, reduziu a receita estimada para o ano de 2016, dos anteriores R$ 75.7 bilhões (Lei orçamentária originária), para R$ 56.5 bilhões.

No entanto, principal consequência negativa desse desequilíbrio não advém somente da necessidade de se reprogramar as metas fiscais, mas, sobretudo, da inevitável mitigação dos direitos e garantias fundamentais, individuais e coletivos, constitucionalmente previstos e assegurados, ante à ausência de receita que sustente o pagamento dos programas e ações de governo já contratados nas mais diversas áreas de atuação, com destaque para a saúde, educação, segurança pública e assistência social. Isso, sem falar no comprometimento dos pagamentos dos subsídios, salários, proventos e pensões de todo o funcionarismo público estadual.

Destarte, já tem sido possível evidenciar nos demonstrativos de execução das despesas por função/subfunção do governo do Estado do Rio de Janeiro que, após o fim do primeiro semestre do ano vigente (2016), por exemplo, a função – nomenclatura financeira/orçamentária oficial –

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“Saúde” somente procedeu à liquidação da despesa, até agosto de 2016, de R$ 2.2 bilhões1, dos

R$ 5.999 bilhões de despesas fixadas para tal função no ano, pela sua lei orçamentária de 2016. Despesas essas que fariam frente às mais diversas ações e programas orçamentariamente planejados pelo governo do Estado nesta área e que certamente não estão sendo liquidados (pagos) em virtude do déficit de receitas.

Essa diferenciação se espelha também na “Educação” – que dos R$ 7.2 bilhões de despesas autorizadas para o ano, somente R$ 3.3 bilhões foram empenhadas e liquidadas -; na “Segurança Pública” - que dos R$ 10.3 bilhões de despesas autorizadas para o ano, somente R$ 5.7 bilhões foram empenhadas e liquidadas - e etc. Sendo certo ainda que a previsão também é de queda de

arrecadação do Estado ao longo deste último quadrimestre2.

Merecem, outrossim, destaque, os pagamentos referentes às dívidas internas e externas do Estado, os quais, somados, chegam à casa dos R$ 3.5 bilhões, já liquidados neste ano. Assim como também as despesas de exercícios anteriores, que totalizaram R$ 1.923 bilhões, somente

até agosto de 20163.

Somem-se a tal cenário, os gastos discricionários (não obrigatórios) do Estado, em especial os referentes à divulgação das ações de governo, de transporte para a copa do mundo, olimpíadas e outros grandes eventos, a transformação ou divisão de cargos comissionados dentro da estrutura administrativa governamental - formalmente tidos como “sem aumento de despesas”, mas que na prática evidenciam gastos com encargos especiais dos mais diversos, e que tidos como não publicáveis em diário oficial - , dentre outros exemplos que poderiam ser dados que robustecem a tese de ausência de prioridades com os seus gastos.

1 Fonte: Relatórios Resumidos da Execução Orçamentária. Demonstrativo da execução das despesas por função e subfunção – Controladoria Geral do Estado.

http://www.fazenda.rj.gov.br/sefaz/content/conn/UCMServer/path/Contribution%20Folders/contadoria/relatorios Contabeis/lrf/2016/4%c2%ba%20Bimestre.2016/Anexo%202_4%c2%baBim_RREO_%202016.pdf?lve

(pesquisada em 10 de outubro de 2016)

2 Conforme a Resolução SEFAZ nº 1025, de 30 de agosto de 2016, publicada no Diário Oficial do Estado em 2 de setembro de 2016, a meta de arrecadação para o segundo semestre de 2016 passou a ser de R$ 20.3 bilhões. Valor inferior ao que foi arrecadado no primeiro semestre, que foi de cerca de R$ 23 bilhões.

3 Fonte: Relatório de Execução Orçamentária de Despesa – Controladoria Geral do Estado.

(http://www.fazenda.rj.gov.br/sefaz/content/conn/UCMServer/path/Contribution%20Folders/site_fazenda/prest_

contas/cidadao/2013/2016/08%20-

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Mas, quando lemos os relatórios resumidos de execução orçamentária, relativos às receitas estimadas para o ano, devidamente atualizadas, em comparação com as que foram até junho de 2016 realizadas (as que entraram efetivamente em caixa), é que nos deparamos com uma defasagem ainda maior. Isto porque, dos R$ 75.7 bilhões totais de previsão orçamentária originária anual, somente ingressaram nos cofres públicos, após findo o segundo quadrimestre, R$ 44.4 bilhões. Essa frustração de receitas gerou a necessidade de se promover a revisão das suas metas fiscais; o que foi feito através da lei estadual nº 7.415/16, que será melhor analisada nos capítulos subsequentes.

Diante desse quadro de desequilíbrio, globalmente considerado, o Estado do Rio de Janeiro tem baseado sua pauta financeira somente no corte de despesas, muitas das quais essenciais (como o não pagamento de fornecedores e prestadores de serviços das áreas de saúde, educação, assistência social, segurança pública, saneamento básico, etc.) e obrigatórias (como o atraso e o não pagamento de salários de todo o funcionalismo público, além das pensões dos inativos e pensionistas). Tem oficializado, ainda, tal postura pública através (1) do decreto de calamidade antes referido; (2) dos diversos e sucessivos decretos de postergação da data oficial de pagamento dos servidores públicos do poder executivo estadual; (3) das medidas de contingenciamento, inserida na revisão das metas fiscais de 2016 (antes mencionadas); (4) na declaração pública de concordância com a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 241/16, que insere dispositivos ao ADCT, instituindo um novo regime fiscal, pautado principalmente, pela vedação de crescimento real das despesas primárias da União, mas também passível de ser replicado no âmbito estadual e; (5) nos incessantes atos de concessão de tratamento tributário especial, dos mais diversos matizes e regimes, a dezenas de empresas, mesmo após à edição do decreto de calamidade financeira.

No entanto, o Estado se esquece de que o equilíbrio financeiro deve ser buscado não somente através dos cortes de despesas – mantida a proteção às despesas obrigatórias ou essenciais, o que não tem sido feito no Rio de Janeiro. À luz do art. 11 da LRF, é requisito indispensável da responsabilidade fiscal também e, talvez, principalmente, a busca pela consistente instituição, previsão e efetiva arrecadação de todas as receitas possíveis e, em especial, daquelas que, durante anos o Estado deixou de arrecadar ou cobrar. Esse é o ponto crucial sobre o qual pedimos venia a este douto juízo para analisar mais cuidadosamente

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Particularmente, aqui cabe uma inflexão analítica sobre a gestão das renúncias de receitas pelo Estado, para aferir sua conformidade com as metas fiscais previstas na lei de diretrizes orçamentárias (art. 4º da LRF) e com os requisitos exigidos para sua válida concessão e vigência (art. 14 da LRF).

Como é de conhecimento geral, o constituinte nacional previu para o Estado, lato senso, a possibilidade de fomentar a atividade econômica, com vistas a organizar, planejar e incrementar o seu desenvolvimento. E dentre os mais recorrentes atos de governo de fomento à atividade econômica, podemos arrolar os programas de incentivo, os quais, por sua vez, contêm duas

facetas principais4: o tratamento tributário diferenciado (ditos incentivos fiscais) e; a concessão

ou a abertura de linha de créditos especiais (financiamento a juros menores) para instalação e funcionamento de empresas (ditos incentivos financeiros).

O Estado do Rio de Janeiro, pelo menos desde o ano de 1998, já tem editado regras e concedido tratamentos tributários diferenciados para diversos setores da atividade comercial e industrial fluminense. Tratamento esse que, no todo ou em parte, vem sendo mantido de forma perenizada, ao arrepio do art. 14 da LRF e até alargado ao longo dos anos, muitos dos quais permanecendo até os dias atuais.

O mesmo se pode afirmar quanto aos incentivos financeiros, cuja macropolítica já tem sido implementada no Estado do Rio de Janeiro desde pelo menos o ano de 1997 (ou mesmo antes, mas ainda não temos notícia destas eventuais concessões anteriores), através da regulamentação do antigo Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social (FUNDES) – pelo Decreto Estadual nº 22.921/97 -, e mantida até os dias atuais.

No entanto, segundo o relatório final – ou de conclusão – da Comissão Parlamentar de Inquérito, instituída pela Resolução ALERJ nº 01/2007, que visava apurar perdas na arrecadação tributária

4

O fomento ao mercado não se resume apenas a essas duas linhas: crédito subsidiado e renúncia de receita. Há, também, as regras de incentivo às micro e pequenas empresas nas licitações, bem como à produção nacional. Há ainda as subvenções previstas na Lei 4320/1964, bem como as garantias e subsídios, dentre outros tipos de fomento. Vide, por exemplo,

http://www.direitodoestado.com/revista/redae-21-fevereiro-2010-rafael-munhoz-de-mello.pdf e

http://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/31101/DANIEL%20RIBAS%20GALVAO.pdf?sequence=1

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e na dívida ativa, no período de 2003 a 2006 (apelidada de CPI da Arrecadação), o qual faz parte integrante do inquérito civil nº 2007.00165523 e que tramita perante a 8ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Cidadania da Capital, o Estado do Rio de Janeiro não tinha controle, desde então, nem da quantidade dos incentivos concedidos, nem do quanto que se concedia, ou que se deixava de arrecadar, a partir da implementação de tais políticas de incentivo.

Ademais, apurou-se também nessa CPI uma série de ilegalidades e irregularidades na concessão

e na fiscalização – ou ausência de controle – destes mesmos incentivos5. Mas, ao contrário do que

se poderia imaginar, o Estado optou por prorrogá-los inúmeras, ilimitadas e sucessivas vezes (muitas dessas, ultrapassando o limite temporal de concessão, extraído da Lei de Responsabilidade Fiscal).

Segundo se apurou na mencionada CPI da Arrecadação, o volume de financiamento especial concedido às empresas que arrola, através do FUNDES, somente no período compreendido entre os anos de 2003 e 2005, foi de R$ 4.848.847.864,00 – R$ 4.848 bilhões (vide folhas 65 do inquérito civil anteriormente mencionado).

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, por sua vez, chegou a emitir um parecer, no corpo do Relatório de Auditoria Governamental – Acompanhamento, realizado na Secretaria de Estado de Fazenda, protocolizado como documento TCE-RJ nº 003.884-8/14, onde atesta que o

Estado do Rio de Janeiro deixara de arrecadar R$ 138 bilhões em receitas de ICMS, entre os anos de 2008 e 2013.

Nesse mesmo relatório, os técnicos do TCE/RJ também constataram fragilidades no sistema de controle de acompanhamento e avaliação da renúncia fiscal, os quais já haviam sido detectados desde 2007 (quando do relatório da CPI supracitada).

5 Dentre outras, que serão melhor descritas num capítulo específico desta petição inicial, foram constatados na CPI da ALERJ uma série de irregularidades na concessão de incentivos pelo Estado do RJ: a) ausência de prévios estudos de impacto econômico; b) ausência de órgão para realizar controle e acompanhamento dos incentivos; c) outorga de incentivos não submetidos ao CONFAZ; d) outorga de incentivos sem comprovação de que as empresas atendiam os requisitos legais para recebê-los (previstos na Lei 4.321/04)

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Tal documento6 também informa que a imensa maioria dos volumes, em reais, das concessões de

tratamentos tributários especiais, se concentram nas mãos de poucas sociedades empresárias. Havendo sido detectada, outrossim, a concessão de benefícios e incentivos fiscais para áreas da economia fluminense onde não é possível vislumbrar qualquer razão de interesse público que o justifique, como no caso do benefício para o setor de Artefato de Joalheria.

Percebe-se, pois, que a opção do Estado em conceder centenas de incentivos fiscais e financeiros, ao arrepio de sua correta finalidade, de uma fiscalização mais eficaz acerca da sua efetividade para o desenvolvimento social e econômico fluminense e da cobrança dos valores contratuais, regulamentares e legalmente devidos, contribuiu substancialmente, durante anos a fio, para o quadro de desequilíbrio orçamentário e financeiro pelo qual temos passado no momento. Nesse contexto, ao contrário do que se anuncia, não foi a perda com a arrecadação proveniente dos Royalties e da Participação Especial dos Royalties de Petróleo, que levou o Estado do Rio de

Janeiro à situação aqui demonstrada7. Mas sim, a opção dos governantes em apostar no

incremento dessa fonte excepcional e finita de recursos (como o são os royalties) para mitigar a via regular da arrecadação de impostos, por meio da manutenção e majoração dessa política de incentivos às atividades econômicas empresariais.

A lógica da renúncia de receitas, por intermédio dos incentivos fiscais, tem como focos principais (1) o desenvolvimento econômico e social da região afetada pela instituição do tributo ou, (2) o crescimento de um dado setor da atividade econômica. Ou seja, é “... um instrumento do dirigismo

econômico; visa sempre desenvolver economicamente determinada região, ou certo setor da atividade...” (Kiyoshi Harada. Incentivos Fiscais. Limitações constitucionais e legais. in http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=10645). No entanto, conforme se demonstrará mais detalhadamente no capítulo próprio desta petição inicial, nenhum dos objetivos que justificariam tantas isenções fiscais foi de fato atingido. Sendo

6

Esse relatório, assim como as demais peças de informação dele decorrentes, estão contidos no inquérito civil nº 2016.00229425, o qual tramita na 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Cidadania da Capital.

7 Segundo a análise comparativa realizada no Relatório de Execução Orçamentária da Receita, da Controladoria Geral do Estado, até agosto de 2016 o Estado arrecadou com Royalties e com a Participação Especial dos Royalties de Produção de Petróleo R$ 1.455.586.090, ao passo que neste mesmo período, no ano passado (ou seja, de janeiro a agosto de 2015), arrecadara R$ 3.064.359.160,00. Ou seja, uma diferença de R$ 1.6 bilhões.

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certo, mui sucintamente, que após a verificação da sua incrementação ao longo de quase uma década, não houve melhoria em quase nenhum dos indicadores econômicos oficiais do Estado. No plano normativo, convém relembrar que a função estatal de fomento à atividade econômica pelo Estado, prevista constitucionalmente e que serve como mola mestra das políticas de incentivos atualmente existentes, visa a assegurar “... a existência digna, conforme os ditames da

justiça social...” (art. 170, caput, da Cf/88). No entanto, percebemos que, no Estado do Rio de

Janeiro, as políticas de tratamento tributário diferenciado e de “financiamentos especiais”8 pelo

Fundo de Desenvolvimento Estadual, concedidas ano após ano a algumas sociedades empresariais, têm, na prática, minado a qualidade da prestação dos serviços públicos essenciais e fundamentais e, por conseguinte, (ido de encontro aos princípios basilares da existência digna e da justiça social) suprimido o exercício e a garantia dos direitos sociais, individuais e coletivos constitucionalmente assegurados, ante ao déficit financeiro provocado, em grande parte, por essas políticas de incentivo.

Por tais razões, entendemos que o inevitável contingenciamento (na forma do art. 9º da LRF) que deve ser promovido pelo Estado a partir de então, não poderá ser praticado com vistas a somente reduzir suas despesas discricionárias (já que as despesas obrigatórias não podem ser alvo de qualquer limitação de empenho e de movimentação financeira– aqui entendidas como despesas obrigatórias como as que garantem os direitos fundamentais individuais e sociais dos cidadãos fluminenses) – mas, sobretudo, para estancar as ilegalidades decorrentes do comprometimento de suas receitas com gastos não obrigatórios, das renúncias de receita baseadas, primordialmente, através da política de concessão de incentivos fiscais e financeiros, praticados ao arrepio da Constituição da República, da lei de responsabilidade fiscal, das leis e regulamentos fiscais que o fundamentam, individual ou coletivamente, e dos contratos que lhes dão corpo.

8 Entre aspas porque, conforme os dirigentes da Companhia de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Estado do Rio de Janeiro (CODIN), “...todos os contratos de financiamento analisados no âmbito desta Companhia não tiveram como destinação a liberação de recursos em espécie pelo Estado do Rio de Janeiro, mas somente fixar um valor para fins de futura compensação tributária da empresa agraciada nos termos do artigo 3º da Lei Estadual nº 2823, de 07 de novembro de 1997 (Lei que institui o FUNDES)...” (f. 843 do inquérito civil já mencionado).

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2 – LEI ORÇAMENTÁRIA ESTADUAL – PRENÚNCIOS E NECESSIDADE DE READEQUAÇÃO AOS DITAMES GERAIS:

A moderna teoria de fiscalização, transparência e controle dos atos do Estado – lato senso – orientou e criou, no campo do direito financeiro, a ideia de que o orçamento, em suas mais diversas facetas, deveria evoluir de um ato de mera organização contábil de receitas e despesas de um ente público, passando a ser um documento oficial que exprimisse o que se planeja em termos de ação governamental. Destarte, “...deixa de ser mero documento estático de previsão de

receitas e autorização de despesas para se constituir no documento dinâmico e solene de atuação do Estado perante a sociedade, nela intervindo e dirigindo seus rumos...” (Oliveira. Régis

Fernandes de. Curso de Direito Financeiro. Editora Revista dos Tribunais. 2ª Ed. P. 314).

Ou, em outras linhas, “... a importância do orçamento público... é plenamente justificada, uma vez

que toda a vida social é regida, direta ou indiretamente, pelas escolhas políticas projetadas na lei orçamentária vigente em cada exercício financeiro...” (ASSONI FILHO, Sérgio. Controle de

constitucionalidade da lei orçamentária In: CONTI. José Maurício; SCAFF, Fernando Facury (Org.). Orçamentos Públicos e Direito Financeiro, Ed. Revista dos Tribunais. 1ª Ed. p. 23).

Destarte, o orçamento tem previsão constitucional; formalidade e competência próprias; higidez formal (só pode ser alterada por outra lei, de igual competência e forma) e; um fortíssimo conteúdo jurídico. Atributos esses que, se somados, nos conduzem à inevitável conclusão de que o orçamento público tem se tornado, sob a égide da Constituição de 1988, o mais importante instrumento de planejamento das ações governamentais.

Tomando-se por base, também, a normatização específica acerca deste tema, e relembrando precipuamente o disposto no art. 165 da Constituição de 1988, no art. 1º, § 1º da Lei Complementar nº 101/2000, no art. 2º, da Lei 4.320/64 e no art. 16, caput, do Decreto-lei nº 200/1967, podemos afirmar que as leis que compõem a programação do ciclo orçamentário de um dado ente público (quais sejam, PPA, LDO e LOA) contêm força normativa própria e conteúdo material específico, uma vez que se dirige, por conseguinte, ao cumprimento de finalidades mínimas estruturantes em torno da eficácia dos direitos fundamentais e do equilíbrio intertemporal das contas públicas, as quais devem ser observadas sempre pelo Administrador Público. Em resumo, elas nada mais são do que leis (com conteúdo não só formal,

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como também material) que revelam conjunto de metas e medidas que devem ser observadas pelo administrador, quando de sua concretização, bem como devem aderência e obediência ao ordenamento constitucional vigente.

Ao conduzirmos tais premissas ao campo fático aqui descrito – e vivenciado -, ao tomarmos como referência toda a documentação antes destacada, percebemos que o projeto de lei que deu origem à Lei nº 7.210/16, a qual dispõe sobre o orçamento deste ano, o Estado do Rio de Janeiro previu arrecadar, originariamente, R$ 79.001.464.092,00 (setenta e nove bilhões, um milhão, quatrocentos e sessenta e quatro mil e noventa e dois reais). Após feitos alguns ajustes durante a sua tramitação legislativa, tal previsão de receita restou definida na L.O.A. de 2016 em R$ 75.766.783.599,00. No entanto, somente R$ 44.439.234.928,00 foram efetivamente arrecadados pelo Estado, até agosto de 2016 (sob a categoria econômica de Receitas Correntes), ao invés dos R$ 50.511.189.066,00 projetados para o mesmo período na LOA. Portanto, a diferença entre a receita estimada e a efetivamente realizada no Estado do Rio de Janeiro corresponde, proporcionalmente, a uma frustração de meta de arrecadação de quase R$ 7 bilhões apenas no primeiro semestre do corrente ano.

Por isso, foi necessário propor uma segunda alteração, para fins de reequilibrar as previsões de receita e, assim, as metas de arrecadação que, como dito antes, foi estimada em R$ 20.3 bilhões para o segundo semestre de 2016.

Em comparação com o ano anterior (2015), o Estado previu arrecadar na LOA de 2015, R$ 82.804.019.768,00 (oitenta e dois bilhões, oitocentos e quatro milhões, dezenove mil, setecentos e sessenta e oito reais). No entanto, ao longo de todo o exercício de 2015, o Estado efetivamente arrecadou R$ 61.654.165.716,82. Ou seja, com uma frustração de arrecadação que superou a casa dos R$ 20 bilhões, entre a previsão da LOA / 2015 e o fechamento do balanço geral anual das contas anuais fluminenses.

Tamanha a trajetória de agravamento da crise econômica e fiscal já devia ser reconhecida – à luz do art. 12 da LRF – a necessidade de se aprimorar a metodologia de cálculo das receitas estaduais, de modo a se prever, portanto, que desde a apresentação do projeto de lei orçamentária estadual anual de 2016, a receita estimada no patamar em que foi apresentada, jamais seria alcançada. A prova real disso é que o Estado (a partir da publicação do relatório

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resumido de execução orçamentária de que trata o art. 52 da LRF, relativo ao terceiro bimestre e, por isso, encerra dados sobre o conjunto das contas públicas fluminenses concernentes ao primeiro semestre) optou por rever suas metas fiscais, readequando-as, a partir da Lei Estadual nº 7.415, de 16 de agosto de 2016, à realidade vivenciada – e, mesmo assim, ainda não totalmente.

Para o caso, importa relembrar que essa readequação orçamentária recém-aprovada, reduziu a receita estimada para os já mencionados R$ 56.5 bilhões – face, repita-se, aos anteriores R$ 76.7 bilhões.

A justificativa para tal medida de redução de receitas é lastreada, principalmente, na queda do P.I.B. (produto interno bruto), o qual teria, por consequência, gerado uma queda de arrecadação tributária. Afirma ainda o Estado que, muito embora tenha iniciado “... o programa de

reparcelamento do débito tributário, formulação dos Termos de Ajuste de Conduta Tributária (TACT) e abertura de negociações diretas com grandes contribuintes (...) a entrada líquida dos recursos foi insuficiente para compensar a frustração de receita decorrente da forte desaceleração da atividade econômica”. (texto extraído da mensagem da Lei estadual nº 7.415/16)

Afirmou também que “... intensificou os esforços fiscalizatórios e tem perseguido a redução do

inadimplemento dos grandes contribuintes”.

No entanto, com o próprio cenário, demonstrado pelo Estado, de desaceleração econômica previsto para 0,58% do PIB - face à verdadeira desaceleração de 3.8% para o mesmo período de referência, qual seja, 2015 - , era de se esperar uma redução na previsão de receitas tributárias de 2016, face ao valor efetivamente arrecadado no ano de 2015. Em resumo, se já era prevista uma queda de arrecadação para o ano de 2016, lastreada, por sua vez, na diminuição do PIB em 2015 no patamar de 0.58%, não poderia o Estado sugerir uma receita, em 2016, em patamares muito superiores ao que fora efetivamente arrecadado no ano anterior, sob pena de lesão ao art. 12 da LRF.

E se essa queda do PIB, inicialmente esperada para 0.38%, tem se efetivado ao longo do exercício de 2016 em patamares ainda maiores (3.8%), a reestimativa de receita prevista na Lei

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de reajuste fiscal estadual9 para os R$ 56.5 bilhões é ainda superestimada. Neste cenário, o

ponto de partida para a previsão orçamentária originária deveria ser ainda igual ou menor que os R$ 61.6 bilhões arrecadados em 2015. E, ao adequá-lo à realidade arrecadatória estadual atual, essa nova proposta poderia chegar perto dos R$ 56 bilhões, sem precisar cortar R$ 19 bilhões de receitas – e, por via de consequência, de despesas.

Para exemplificar o quão aleatória – portanto, divorciada das mais comezinhas regras de planejamento orçamentário, atualmente existentes – foi a previsão de receitas para o ano de 2016, informamos (lastreados no comparativo de receita orçada, com a arrecadada, no ano de 2015, extraída do site de transparência), que no ano anterior (2015), o Estado do Rio de Janeiro

previu arrecadar R$ 7.148.074.445,72 com o conjunto de receitas patrimoniais10. No entanto, só

foram efetivamente arrecadados neste ano de 2015 R$ 2.8 bilhões.

Mas, ao contrário do que era de se esperar, o Estado do Rio de Janeiro propôs arrecadar em 2016 R$ 9.8 bilhões com o seu mesmo conjunto de receitas patrimoniais. Sendo que, até o dia 31 de

agosto de 2016, arrecadara somente R$ 2.31 bilhões11.

Neste ponto, convém refrisar a análise comparativa de arrecadação, que pode ser extraída do relatório resumido de execução orçamentária da receita (comparativo arrecadação acumulada agosto 2015 X agosto 2016), relativa à perda de receita com a compensação financeira proveniente dos Royalties e da Participação Especial dos Royalties de Petróleo. Segundo tal relatório oficial, a perda de receita, comparativamente, chegou os R$ 1.6 bilhão. Valor esse que seria facilmente suprido pelo recente empréstimo, já computado nesse mesmo relatório, obtido junto à União, no montante de R$ 2.9 bilhões.

9 Que, repita-se, altera as metas fiscais prevista na LOA de 2016 (Lei 7.034/16).

10 Ou seja, aquelas decorrentes da utilização do seu patrimônio público, nestes incluídos os seus bens intangíveis, as participações societárias, dividendos recebidos de empresas estatais, receitas de concessão e permissão e, dentre outras, as decorrentes da exploração dos recursos naturais: royalties e participação especial nos royalties de petróleo.

11 Fonte: Relatório Resumido de Execução Orçamentária - Balanço Orçamentário. Controladoria Geral do Estado.

http://www.fazenda.rj.gov.br/sefaz/content/conn/UCMServer/path/Contribution%20Folders/contadoria/relatorios Contabeis/lrf/2016/4%c2%ba%20Bimestre.2016/Anexo%201_4%c2%baBim_RREO_%202016.pdf?lve

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A maior perda que se pode extrair desta análise comparativa se deu, no entanto, na descrição orçamentária “outras receitas correntes”, rubrica que teria gerado um decréscimo, para o ano de 2016, de cerca de R$ 5.5 bilhões. Chega-se a esse valor, através da diferença entre o total arrecadado na rubrica demais receitas de capital, o qual, no ano passado (até agosto de 2015)

teria se acumulado em R$ 7.421.659.681; e até agosto de 2016, R$ 1.873.443.46612.

Vale aqui relembrar que houve uma importante, porém pontual, contribuição para o incremento do montante arrecadado a esse título no ano passado: a transferência de recursos das fontes do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, mais especificamente da conta dos depósitos judiciais e extra-judiciais, ao tesouro e ao Fundo de Previdência do Estado. Isso, materializado através da Lei Complementar Estadual nº 163, de 31 de março de 2015.

Tal Lei, ao prever a possibilidade de o Tribunal de Justiça transferir até 25% dos valores disponibilizados nesse caixa, para a conta vinculada de pagamento dos precatórios judiciais e; ainda, outros 37,5% deste mesmo montante, para a capitalização do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, acabou por contribuir para um acréscimo de receitas correntes estaduais, num montante de R$ 6.7 bilhões. Receitas essas que, para além de gerarem a obrigação de amortização em momentos futuros, certa e sabidamente não se repetiriam nos anos subsequentes.

Prosseguindo com outras exemplificações, agora no que diz respeito às receitas de capital, a previsão de arrecadação do Estado no ano de 2015 foi de R$ 11.1 bilhões; contra a sua efetiva arrecadação, no final do exercício de 2015, de R$ 6.2 bilhões. Também nesse ponto, mais uma vez ao contrário do que se poderia imaginar, o Estado acresceu sua correspondente estimativa de arrecadação no ano de 2016. Destarte, na LOA de 2016 a previsão de tal rubrica arrecadatória pulou para R$ 16.9 bilhões (em comparação com o estimado R$ 11.1 bilhões de 2015), tendo sido realizado, até 31 de agosto de 2016, somente R$ 1.07 bilhão.

12 Dados extraídos do Relatório de Execução Orçamentária da Receita – Controladoria Geral do Estado.

(http://www.fazenda.rj.gov.br/sefaz/content/conn/UCMServer/path/Contribution%20Folders/site_fazenda/prest_

contas/cidadao/2013/2016/08%20-

%20AGOSTO/%281%29%20Relat%C3%B3rio%20Prestando%20Contas%20ao%20Cidad%C3%A3o%20-%20Receita_08.2016.pdf?lve). Pesquisado em 11 de outubro de 2016. Os demais dados acerca dos comparativos

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Esses números (outros poderiam ser ainda apresentados) demonstram o quão divorciadas da realidade têm sido as propostas orçamentárias editadas pelo Estado. Propostas essas que têm embasado todo o planejamento governamental do Rio de Janeiro e frustrado a continuidade dos serviços públicos, vez que o contingenciamento de que trata o art. 9 da LRF se tornou uma prática de não ajuste eventual, mas de regular correção das ficções embutidas na LOA estadual. Relembrando que, estando ausente o suporte financeiro elementar à realização das receitas, todas as despesas daí decorrentes ficarão seriamente comprometidas, seja qual for a sua natureza.

Noutra ponta do raciocínio, convém destacar agora as lições de Adilson Abreu Dallari, segundo o qual “... a lei orçamentária anual decorre de um processo de planejamento, que tem por objetivo

definir prioridades governamentais e políticas públicas, motivo pela qual as dotações orçamentárias são de caráter impositivo, sendo obrigatória a execução dos projetos e programas em função dos quais foram definidas as dotações, as quais não mais são simples autorizações de despesa, mas possuem caráter vinculante, cujo descumprimento pode ensejar a responsabilidade do agente público”. (Orçamento impositivo. In: CONTI. José Maurício; SCAFF, Fernando Facury

(Org.). Orçamentos Públicos e Direito Financeiro, Ed. Revista dos Tribunais. 1ª Ed. p. 309). A comprovada ausência de planejamento, em especial na previsão de receitas orçamentárias nos últimos anos, tem levado o Estado do Rio de Janeiro a propor medidas extremas e por vezes inconstitucionais, em busca da sua equalização orçamentário-financeira. Medidas essas que, no entanto e a cada vez mais, têm se demonstrado ineficientes para solucionar o seu verdadeiro problema.

Ao tomarmos, mais uma vez, como referência os inquéritos civis mencionados ab initio, as mídias regionais e nacionais, as diversas demandas judiciais de cobrança, individuais ou coletivas, que têm sido ofertadas perante o Poder Judiciário e os dados extraídos dos relatórios de prestação de contas e dos demonstrativos de execução orçamentária oficiais estaduais, em especial, para o tema ora proposto, o que diz respeito aos dados de receita, todos publicados – por força da Lei da Transparência – no sítio eletrônico oficial do Estado do Rio de Janeiro, verificamos que, ao contrário do que fora mencionado como justificativa na sua proposta de alteração da Lei Orçamentária de 2016, o Estado do Rio de Janeiro não vem, de fato,

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intensificando “... os esforços fiscalizatórios...” e nem, tampouco “...perseguido a redução do

inadimplemento dos grandes contribuintes”.

E, antes mesmo de adentrarmos nos ditos esforços fiscalizatórios, visando ao adimplemento dos grandes contribuintes – que nada mais são do que obrigações legais e constitucionais do ente público em prover e equilibrar suas contas – convém destacar que, ao contrário do que se poderia prever, ante ao cenário de queda do P.I.B., o Estado do Rio de Janeiro incrementou em 4,83% o volume das suas receitas tributárias, na comparação entre Agosto/15 X Agosto/16 (já tantas vezes citada). De janeiro a agosto de 2015, o Estado havia arrecadado R$ 29.3 bilhões em impostos, ao passo que, de janeiro a junho de 2016, o Estado arrecadou R$ 30.7bilhões.

Mas tal acréscimo se deveu, principalmente, ao superavit nas arrecadações do ITD – acréscimo de 102.2% - e do adicional do ICMS – 32%. A arrecadação com o ICMS, em si, sofreu um decréscimo de 0,79% (no período compreendido entre janeiro e agosto de 2015, em comparação

com janeiro a agosto de 2016).13

Tal constatação, por sua vez, vai ao encontro do quadro geral e histórico de incentivos de ICMS concedidos sem a devida fiscalização, sem previsão legal e orçamentária que desse suporte de validade jurídica e econômica, na forma do art. 14 da LRF. Tem sido amplamente divulgado na mídia escrita que, nos 2 meses subsequentes à edição do decreto de estado de calamidade financeira (portanto, nos meses de julho e agosto de 2016) o Estado do Rio de Janeiro concedeu 50 (cinquenta) benefícios fiscais (entre benefícios novos e renovações de benefícios anteriores),

para as mais variadas sociedades empresariais sediadas em seu território14, e com os mais

variados objetivos, conforme observamos na tabela abaixo:

13http://www.fazenda.rj.gov.br/sefaz/content/conn/UCMServer/path/Contribution%20Folders/site_fazenda/prest

_contas/cidadao/2013/2016/08%20-

%20AGOSTO/%281%29%20Relat%C3%B3rio%20Prestando%20Contas%20ao%20Cidad%C3%A3o%20-%20Receita_08.2016.pdf?lve. Pesquisado em 11 de outubro de 2016.

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Cumpre-nos fazer um enfoque especial em uma das concessões de regime tributário diferenciado, informadas no quadro acima: a do Consórcio Pipe Rack. Esse consórcio foi o responsável por parte das construções do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), cuja construção no município de Itaboraí se encontra atualmente paralisada. Sendo o mesmo formado por três das principais empreiteiras envolvidas nas acusações de corrupção pela Operação Lava Jato, quais sejam, a Construtora Norberto Odebrecht, a Mendes Junior

Trading e Engenharia, e a UTC Engenharia S/A15.

Vale também destacar que foram concedidos tratamentos tributários diferenciados não só nos meses acima destacados, mas ao longo de todo o ano de 2016, coforme demonstra a tabela a

seguir (informações extraídas do sítio eletrônico oficial da Secretaria Estadual de Fazenda)16:

Anexo da Portaria SAF nº 1993 de 07/03/2016 – Sociedades Empresárias enquadradas no Regime de Tributação Diferenciado instituído pela Lei 6979/2015

15 https://blogdopedlowski.com/tag/pipe-rack/ 16 http://www.fazenda.rj.gov.br/sefaz/faces/menu_structure/legislacao/legislacao-estadual- navigation/coluna3/Portarias/Portarias- Tributaria?_afrLoop=4050390619031319&datasource=UCMServer%23dDocName%3A100245&_adf.ctrl-state=uirnbjcmw_145

D.O. Exec Data INSCRIÇÃO ESTADUAL

CNPJ EMPRESA TIPO DE REGIME PROCESSO Nº PORTARIA SAF Nº MERCAD.NCM DA DIFERIMENTO% DE BENEFÍCIO INÍCIO

27/07/2016- PÁG 679.926.515 17.701.516/0004-09 SPICE INDUSTRIA QUIMICA LTDA REGIME ESPECIAL RESOLUÇÃO SEFAZ Nº 726/2014 E-04/026/30/2015 PORTARIA SAF Nº 1978 DE 02 DE FEVEREIRO DE 2016 Vide Portaria 27/07/2016- PÁG 684.261.793 35.762.251/0002-79 KERNEOS DO BRASIL PRODUCAO E COMERCIO DE ALUMINOSOS LTDA REGIME ESPECIAL RESOLUÇÃO SEFAZ Nº 726/2014 E-04/079/1781/2015 PORTARIA SAF Nº 1979 DE 02 DE FEVEREIRO DE 2016 Vide Portaria 27/07/2016- PÁG 679.927.449 17.701.516/0003-28 SPICE INDÚSTRIA QUIMICA LTDA REGIME ESPECIAL RESOLUÇÃO SEFAZ Nº 726/2014 E-04/026/29/2015 PORTARIA SAF Nº 1991 DE 01 DE MARÇO DE 2016 Vide Portaria 27/07/2016- PÁG 679.259.098 03.199.993/0001-60 SIGNITY REPRESENTAÇÕES E ASSESSORIA LTDA REGIME ESPECIAL RESOLUÇÃO SEFAZ Nº 726/2014 E-04/007/873/2014 PORTARIA SAF Nº 2031 DE 26 DE ABRIL DE 2016 66% 27/07/2016- PÁG 684.261.793 01.212.194/0001-51 REVESTIMENTOS E PISOS SJ ORLEAN LTDA REGIME ESPECIAL RESOLUÇÃO SEFAZ Nº 726/2014 E-04/003/1930/2014 PORTARIA SAF Nº 2037 DE 28 DE ABRIL DE 2016 Vide Portaria 27/07/2016- PÁG 675.862.652 02.917.178/0001-27 LESER VALVULAS DE SEGURANCA LTDA REGIME ESPECIAL RESOLUÇÃO SEFAZ Nº 726/2014 E-04/079/3163/2014 PORTARIA SAF Nº 2071 DE 30 DE JUNHO DE 2016 31,15%

80.913.141 36.231.686/0001-79 KALMAR INDÚSTRIA E COMERCIO DE ROUPAS LTDA Regime Especial Tributário fabricação produtos têxteis – Lei nº 6331/2012 E-04/023/138/2016PORTARIA SAF Nº 2076 de 01 DE JULHO DE 2016 01/03/2016 76.208.972 04.316.457/0001-60 MACCOMEVAP IND. COM DE TEC. EM ILUMINAÇÃO E SERV. ELÉTRON LTDA. Tratamento Tributário Especial do Decreto nº 41.557/2008 E-04/079/4503/2015 PORTARIA SAF Nº 2077 DE 04 DE JULHO DE 2016

77.081.798 04.072.878/0001-93M2M INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA Tratamento Tributário Especial do Decreto nº 41.557/2008 E-04/005/673/2014Portaria SAF Nº 2079 de 19 DE JULHO DE 2016

84.467.626 36.289.668/0001-48RMAZEM SANTOS DE MIRACEMA LTDA Tratamento Tributário Diferenciado comércio atacadista Decreto 44.498/2013E-04/027/78/2016 PORTARIA SAF Nº 2080 DE 19 DE JULHO DE 2016 04/05/2016 79.374.423 11.948.290/0002-05INDUX COMPONENTES ELETRÔNICOS LTDA – EPP Incluida no Anexo I da Portaria SAF nº 665/2010 E-04/246328/2011 PORTARIA SAF Nº 2081 DE 19 DE JULHO DE 2016

84.489.476 40.333.270/0001-39MINERARE MINERACAO E COMERCIO LTDA Tratamento Tributário Diferenciado do Decreto 44.629/2014 E-04/013/736/2014PORTARIA SAF Nº 2082 DE 19 DE JULHO DE 2016 01/10/2014 87.040.543 23493779/0001-20 PENNA E NUNES INDÚSTRIA DE ROUPAS E ARTIGOS DO VESTUARIO LTDA Regime Especial Tributário fabricação produtos têxteis – Lei nº 6331/2012 E-04/023/1845/2015PORTARIA SAF Nº 2083 DE 19 DE JULHO DE 2016

21/07/2016- PÁG 42 79.428.019 04.079.887/0004-59 PREMIUM FLEX PAPEIS E RESINAS LTDA Regime especial Leis nº 5.636/2010 e nº 6.979/2015 E-04/205332/2012 PORTARIA SAF N° 2084 DE 20 DE JULHO DE 2016 01/11/2012 21/07/2016- PÁG 42 79.214.264 12.769.779/0001-93 L L 8 RELOJOARIA LTDA Regime Especial Decreto nº 41.596/2008 E-04/022/439/2015PORTARIA SAF N° 2085 DE 20 DE JULHO DE 2016

21/07/2016- PÁG 42 79.472.549 14.165.616/0001-27 CONSÓRCIO PIPE RACK Regime Especial Lei nº 5592/2010 e Decreto nº 42543/2010 E-04/196415/2011 PORTARIA SAF N° 2086 DE 20 DE JULHO DE 2016 18/11/2011 79.625.515 07.615.536/0002-41 TRELLEBORG OFF SHORE DO BRASIL - REPRESENTAÇÕES COMERCIAIS DE ADMINISTRAÇÃO DE VENDASTratamento Tributário Especial do Decreto nº 41.557/2008 E-04/154932/2012 PORTARIA SAF Nº 2089 DE 25 DE JULHO DE 2016

27/07/2016- PÁG 680.646.496 31.118.409/0001-30 A W ROSSI & CIA LTDA Tratamento tributário diferenciado Decreto nº 44.498/2013 E-04/025/638/2015PORTARIA SAF N° 2090 DE 25 DE JULHO DE 2016 01/11/2015 82.103.856 30.290.688/0001-52 FERRAGENS RAMADA LTDA Tratamento Tributário Diferenciado comércio atacadista Decreto 44.498/2013E-04/079/5145/2014 PORTARIA SAF Nº 2091 DE 25 DE JULHO DE 2016

85.760.998 30.055.230/0004-61 LARTEX TECELAGEM LTDA Regime Especial Tributário fabricação produtos têxteis – Lei nº 6331/2012 E-04/022/2247/2015 PORTARIA SAF Nº 2092 DE 25 DE JULHO DE 2016 87.009.483 43.996.693/0028-47 PPG INDUSTRIAL DO BRASIL - TINTAS E VERNIZES - LTDA Tratamento Tributário Especial para implantação da NISSAN do Brasil no

Estado do RJ – Lei nº 6078 de 2011 E-04/045/08/2016 PORTARIA SAF Nº 2093 DE 25 DE JULHO DE 2016

27/07/2016- PÁG 682.412.905 29.225.976/0001-44 CONVEM MINERAÇÃO LTDA Regime Especial Decreto nº 44.629/2014 E-04/038/46/2014 PORTARIA SAF N° 2094 DE 26 DE JULHO DE 2016 01/04/2014 27/07/2016- PÁG 680.104.618 30.116.263/0001-21 SAN MARCO CONFECÇÕES LTDA Regime Especial LEI Nº 6.331/2012 E-04/029/1510/2014 PORTARIA SAF N° 2095 DE 26 DE JULHO DE 2016 01/01/2015 27/07/2016- PÁG 679.013.951 30.116.263/0002-02 SAN MARCO CONFECÇÕES LTDA Regime Especial LEI Nº 6.331/2012 E-04/029/1510/2014 PORTARIA SAF N° 2095 DE 26 DE JULHO DE 2016 01/01/2015 27/07/2016- PÁG 678.160.225 02.091.365/0045-15 HSJ COMERCIAL S/A Regime Especial Decreto nº 41.596/2008 E-04/153529/2009 PORTARIA SAF Nº 2096 DE 26 DE JULHO DE 2016

27/07/2016- PÁG 677.778.845 02.091.365/0020-67 HSJ COMERCIAL S/A Regime Especial Decreto nº 41.596/2008 E-04/153524/2009 PORTARIA SAF Nº 2097 DE 26 DE JULHO DE 2016 27/07/2016- PÁG 677.984.488 02.091.365/0038-96 HSJ COMERCIAL S/A Regime Especial Decreto nº 41.596/2008 E-04/153527/2009 PORTARIA SAF Nº 2098 DE 26 DE JULHO DE 2016

27/07/2016- PÁG 684.552.461 39.528.914/0001-65 COLDMIX INDÚSTRIA, COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA REGIME ESPECIAL RESOLUÇÃO SEFAZ Nº 726/2014 E-04/079/811/2014PORTARIA SAF N° 2099 DE 26 DE JULHO DE 2016 56,19% 02/08/2016- PÁG 479.384.968 10.619.198/0006-54 RHI REFRATARIOS BRASIL LTDA REGIME TRIBUTÁRIO ESPECIAL DECRETO Nº 41.596/2008 E-04/024/1731/2014 PORTARIA SAF N° 2102 DE 01 DE AGOSTO DE 2016 2811.22.30 38,97% 02/08/2016- PÁG 479.384.968 10.619.198/0006-54 RHI REFRATARIOS BRASIL LTDA REGIME TRIBUTÁRIO ESPECIAL DECRETO Nº 41.596/2008 E-04/024/1731/2014 PORTARIA SAF N° 2102 DE 01 DE AGOSTO DE 2016 3816.00.19 30,78% 02/08/2016- PÁG 479.384.968 10.619.198/0006-54 RHI REFRATARIOS BRASIL LTDA REGIME TRIBUTÁRIO ESPECIAL DECRETO Nº 41.596/2008 E-04/024/1731/2014 PORTARIA SAF N° 2102 DE 01 DE AGOSTO DE 2016 3816.00.90 38,33% 02/08/2016- PÁG 479.384.968 10.619.198/0006-54 RHI REFRATARIOS BRASIL LTDA REGIME TRIBUTÁRIO ESPECIAL DECRETO Nº 41.596/2008 E-04/024/1731/2014 PORTARIA SAF N° 2102 DE 01 DE AGOSTO DE 2016 6815.99.19 26,78% 02/08/2016- PÁG 479.384.968 10.619.198/0006-54 RHI REFRATARIOS BRASIL LTDA REGIME TRIBUTÁRIO ESPECIAL DECRETO Nº 41.596/2008 E-04/024/1731/2014 PORTARIA SAF N° 2102 DE 01 DE AGOSTO DE 2016 6902.10.18 22,83% 02/08/2016- PÁG 479.384.968 10.619.198/0006-54 RHI REFRATARIOS BRASIL LTDA REGIME TRIBUTÁRIO ESPECIAL DECRETO Nº 41.596/2008 E-04/024/1731/2014 PORTARIA SAF N° 2102 DE 01 DE AGOSTO DE 2016 6902.20.10 39,26% 02/08/2016- PÁG 479.384.968 10.619.198/0006-54 RHI REFRATARIOS BRASIL LTDA REGIME TRIBUTÁRIO ESPECIAL DECRETO Nº 41.596/2008 E-04/024/1731/2014 PORTARIA SAF N° 2102 DE 01 DE AGOSTO DE 2016 6902.20.99 21,68% 02/08/2016- PÁG 479.384.968 10.619.198/0006-54 RHI REFRATARIOS BRASIL LTDA REGIME TRIBUTÁRIO ESPECIAL DECRETO Nº 41.596/2008 E-04/024/1731/2014 PORTARIA SAF N° 2102 DE 01 DE AGOSTO DE 2016 6903.20.90 24,33% 02/08/2016- PÁG 479.384.968 10.619.198/0006-54 RHI REFRATARIOS BRASIL LTDA REGIME TRIBUTÁRIO ESPECIAL DECRETO Nº 41.596/2008 E-04/024/1731/2014 PORTARIA SAF N° 2102 DE 01 DE AGOSTO DE 2016 7304.39.90 42,22% 02/08/2016- PÁG 479.384.968 10.619.198/0006-54 RHI REFRATARIOS BRASIL LTDA REGIME TRIBUTÁRIO ESPECIAL DECRETO Nº 41.596/2008 E-04/024/1731/2014 PORTARIA SAF N° 2102 DE 01 DE AGOSTO DE 2016 8412.21.10 31,06% 02/08/2016- PÁG 479.384.968 10.619.198/0006-54 RHI REFRATARIOS BRASIL LTDA REGIME TRIBUTÁRIO ESPECIAL DECRETO Nº 41.596/2008 E-04/024/1731/2014 PORTARIA SAF N° 2102 DE 01 DE AGOSTO DE 2016 8481.80.93 35,94% 02/08/2016- PÁG 586.854.708 07.088.667/0006-41 JOALHERIA MEIRY WEST SHOPPING LTDA REGIME TRIBUTÁRIO ESPECIAL DECRETO Nº 41.596/2008 E-04/008/522/2015PORTARIA SAF N° 2103 DE 01 DE AGOSTO DE 2016

retroag. efe. 01/04/15 02/08/2016- PÁG 592.009.416 04.206.050/0010-71 TIM CELULAR SA REGIME DE TRIBUTAÇÃO DIFERENCIADO RESOLUÇÃO Nº 6.475/2012 E-04/054762/2011 PORTARIA SAF N° 2104 DE 01 DE AGOSTO DE 2016

21/09/2011 (Data ass.) 78.995.203 11.624.355/0001-78 RIOMARKET DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA Tratamento Tributário Diferenciado comércio atacadista Decreto 44.498/2013E-04/014/901/2015PORTARIA SAF Nº 2105 DE 03 DE AGOSTO DE 2016 01/10/2015 78.368.403 09.093.084/0001-20 RIO COLOR DISTRIBUIDORA DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO LTDA EPP Tratamento Tributário Diferenciado comércio atacadista Decreto 44.498/2013E-04/031/110/2016PORTARIA SAF Nº 2106 DE 03 DE AGOSTO DE 2016 01/05/2015 09/08/2016-PÁG 4 85.588.303 00.848.268/0001-88 ALPES VILLE DISTRIBUIDORA LTDA REGIME DE TRIBUTAÇÃO DIFERENCIADO DECRETO Nº 44.498/2013 E-04/079/4069/2015 PORTARIA SAF N° 2107 DE 08 DE AGOSTO DE 2016 01/01/2016 09/08/2016-PÁG 4 86.852.365 21.644.071/0001-05 SOMIX RIO DISTRIBUIDORA LTDA REGIME DE TRIBUTAÇÃO DIFERENCIADO DECRETO Nº 44.498/2013 E-04/091/3734/2015 PORTARIA SAF N° 2108 DE 08 DE AGOSTO DE 2016 01/04/2016 09/08/2016-PÁG 4 85.937.766 01.252.809/0001-73 CACTO 112 CONFECÇÕES LTDA REGIME TRIBUTÁRIO ESPECIAL LEI Nº 6.331/2012 E-04/023/137/2016 PORTARIA SAF N° 2109 DE 08 DE AGOSTO DE 2016 01/03/2016 09/08/2016-PÁG 4 79.616.656 07.672.995/0003-48 HOSTMANN STEINBERG TINTAS GRÁFICAS REGIME TRIBUTÁRIO ESPECIAL RESOLUÇÃO SEFAZ Nº 726/2014 E-04/031/900/2015PORTARIA SAF N° 2110 DE 08 DE AGOSTO DE 2016 59% 11/08/2016-PÁG 17 79.193.488 33.435.231/0004-20 GE CELMA LTDA REGIME ADUANEIRO ESPECIAL DECRETO Nº 37888/2005 DE 29 DE JUNHO DE 2005E-04/079/2875/2015 PORTARIA SAF N° 2111 DE 10 DE AGOSTO DE 2016

87.146.936 14.644.526/0005-42 SEB COMERCIAL DE PRODUTOS DOMESTICOS LTDA Regime Especial de Tributação previsto no Decreto nº 45.631/2016 E-11/003/102/2016PORTARIA SAF Nº 2112 DE 17 DE AGOSTO DE 2016 01/08/2016 87. 147.568 .61077.830/0023-17 SEB DO BRASIL PRODUTOS DOMESTICOS LTDA Regime Especial de Tributação previsto no Decreto nº 45.631/2016 E-11/003/102/2016PORTARIA SAF Nº 2112 DE 17 DE AGOSTO DE 2016 01/08/2016

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MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

PROMOTORIAS DE JUSTIÇA DE TUTELA COLETIVA DE DEFESA DA CIDADANIA

(ANEXO I) Inscrição

Estadual CNPJ Empresa Processo n.º Data de início

87.079.350 09.641.540/0003-90

RUBBERON IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA.

E-04/031/043//2016 01/02/2016

(ANEXO II)

Inscrição CNPJ Empresas Comerciais N.º do processo Adesão à Lei

5.636/2010 75.675.941 02.559.761/0001-03 TORREFAÇÃO E MOAGEM DE CAFÉ

CARVALHO LTDA E-04/203269/2011 01/06/2011

75.701.470 03.618.805/0001-91 Cipel de Pádua Indústria de Papéis E-34/207157/2006 07/01/2010 75.864.965 03.149.225/0001-00 Linhas Catharinelly Ltda. E-34/270160/2006 30/10/2010 75.952.198 03.747.816/0001-71 Bloco Bello Artefatos de cimento Ltda. E-04/170577/2011 01/11/2011 76.102.813 03.374.226/0001-40 Serval Serviços e Equipamentos Industriais LTDA E-04/233240/2010 07/01/2010 77.176.810 04.421.518/0001-50 DOPAZO&SILVA SUCOS LTDA E04/106106/2010 01/03/2010 77.237.976 04.649.486/0001-44 INPROL INDÚSTRIA DE PRODUTOS DE

LIMPEZA LTDA E-04/223184/2010 01/06/2010

77.249.605 04.605.305/0001-88 JESIANA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA E-04/196117/2010 01/04/2010 77.253.220 22.780.688/0006-17 Carrocerias São Pedro Comércio e Indústria LTDA E-34/209454/2005 07/01/2010 77.291.261 04.526.087/0001-96 Eco-Pak Indústria e Comércio de Refrigerantes Ltda. – ME E-04/214584/2010 01/06/2010 77.291.261 04.526.087/0001-96 ECO-PAK INDÚSTRIA DE REFRIGERANTES

LTDA. E-04/005979/2011 01/07/2011

77.327.070 04.918.341/0001-00 Nova A3 Indústria e Comércio Ltda E-04/233315/2010 01/03/2010 77.425.446 29.637.675/0001-28 Empresa hidromineral Fluminense Ltda. E-34/ 209496/2005 07/01/2010 77.472.169 02.437.645/0001-11 RECAP PNEUS MARINGA LTDA. E-34/234144/2009 07/01/2010 77.596.844 05.854.001/0001-17 POLIBOM Plásticos Ltda. ME E-34/207045/2006 07/01/2010 77.607.749 05.889.170/0001-92 RIGOTEX DE AVELAR INDÚSTRIA TEXTIL LTDA

ME E-04/021/152/2013 01/09/2013

77.657.746 05.627.254/0001-58 Álcool Química Canabrava S/A E-04/185611/2008 07/01/2010 77.657.746 05.627.254/0001-58 ALCOOL QUÍMICA CANABRAVA S.A. E-04/185611/2008

E-04/186321/2009 17/12/2012 77.667.547 06.030.154/0001-02 Isocamp Indústria e Comércio Ltda. E-34/194164/2006 07/01/2010 77.781.200 05.853.255/0001-10 Wastec Indústria e Comércio E-04/233157/2010 01/01/2011 77.814.710 07.046.827/0001-85 POLY FFS EMBALAGENS PLÁSTICAS LTDA. E-04/018/30//2014. 01/02/2014 77.834.249 07.084.532/0001-01 3 Rios Confiança Indústria e Comércio de Vidros e

Alumínio Ltda. E-04/233231/2010 01/07/2010

77.911.146 00.810.273/0001-00 SJW Indústria, Comércio, Importação e

Exportação Ltda. E-04/233290/10 07/01/2010

77.968.474 07.554.419/0001-34

Laticinio Normandia de Bemposta LTDA (Empresa excluída pela Portaria SAF n.º 1998/2016)

E-34/270163/2006 07/01/2010 77.991.662 07.580.415/0001-2 KRK INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS

ALIMENTÍCIOS LTDA E04/257325/2012 01/05/2012

77.996.796 05.396.285/0001-45 Erika Mackenzie Neuhaus E-34/239329/2005 07/01/2010 78.000.236 02.886.413/0001-40 Indústria de Papeis Sudeste Ltda. E-34/269004/2006 07/01/2010 78.110.287 07.932.004/0001-57 Nova Kaeru Indústria e Comércio de Couros Ltda. E-04/233270/10 07/01/2010 78.127.104 01.352.926/0005-32 PLASTSEVEN Indústria e Comércio Ltda. E-34/236.622/2006 07/01/2010 78.167.300 08.304.713/0001-50 Zapiranga Indústria de Produtos Derivados de Aço

e Plásticos Ltda E-04/233252/2010 07/01/2010

78.179.988 08.286.499/0001-57 Remo Polímeros Ind. e Com. de Resinas Plásticas E-04/057365/2010 07/01/2010 78.197.625 08.147.535/0002-82 UNDERBERG DO BRASIL INDÚSTRIA DE

BEBIDAS LTDA E-34/195333/2006 07/01/2010

78.224.800 08.484.108/0001-09 Cipapel Rio Indústria e Comércio de Películas de

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MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

PROMOTORIAS DE JUSTIÇA DE TUTELA COLETIVA DE DEFESA DA CIDADANIA

78.239.867 08.545.906/0001-01 INCOFRAL de Bom Jardim Ind. Com. e Imp.

Produtos Descartáveis e Higiene LTDA E-04/065427/2010 01/03/2007 78.275.219 05.315.977/0004-64 ANTARES BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO

DE ALIMENTOS LTDA E-04/233250/2010 07/01/2010

78.280.654 07.792.813/0001-00 D CINCO Produtos Siderúrgicos Ltda. E-04/233267/2010 07/01/2010 78.307.200 08.888.916/0001-31 Profine Indústria de Aditivos Minerais Ltda. E-04/205940/2007 07/01/2010 78.342.072 03.763.138/0001-30

Indumenzi Confecção Comercial de Moda Íntima Ltda (Empresa excluída pela Portaria SAF n.º 1998/2016)

E-04/210351/2010 07/01/2010 78.348.615 09.017.422/0001-44 Ibnis Confecção de Roupas Íntimas Ltda. E-04/246968/2007 07/01/2010 78.349.417 06.150.850/0004-03 Rainha Indústria de Descartáveis Ltda E-04/210330/2010 10/05/2010 78.365.625 08.990.717/0001-30 HLF Souza Bastos Confecção e Comércio de

Roupas Ltda. E-04/031/88/2014 01/02/2014

78.423.765 09.132.130/0001-52 Utsch do Brasil Indústria de Placas de Seguranca

Ltda E-04/233190/20 07/01/2010

78.437.740 09.247.728/0001-97 Crec 13 Produtos Alimentícios Ltda E-04/173047/2010 01/02/2010 78.440.619 07.156.420/0002-91 P P Plana Indústria e Comércio de Plásticos Ltda.

EPP E-04/233348/2010 07/01/2010

78.445.530 03.718.276/0003-60 Sanes Brasil Agroindustrial Ltda. E-04/106401/2010 07/01/2010 78.446.420 09.297.650/0001-15 BARRAPLAST Plásticos da Serra E-04/210373/2010 07/01/2010 78.455.250 09.335.832/0001-33 Metalpower Metalurgia e Mecânica Ltda. E-04/233317/2010 07/01/2010 78.458.380 09.365.991/0001-80 KORA RIO Indústria e Comércio de Plásticos Ltda. E-04/209175/2008 07/01/2010 78.467.045 09.416.805/0001-95 TTR Vidros Ltda E-04/233335/2010 07/01/2010 78.469.323 04.369.207/0002-70 Persianas Fastlux Ltda. E-04/233313/2010 07/01/2010 78.478.039 39.243.217/0002-49 Proline Comércio Importação e Exportação e

Representação Ltda E-04/209267/2008 07/01/2010

78.545.305 10.175.924/0001-82

EUROFLEX INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE COLCHÕES LTDA (Empresa incluída pela Portaria SAF n.º 1999/2016, vigente a partir de 16.03.2016)

E-04/233304/2010 01/03/2011 78.549.785 32.296.378/0040-87 Cereais Bramil Ltda E-04/071579/2010 31/08/2011 78.566.426 10.199.619/0001-20 IMAAJ - Indústria de Máquinas e Automação

Jamapará LTDA E-04/233243/2010 07/01/2010

78.566.442 10.209.479/0001-24 CECMETAL Indústria de Metais Não Ferrosos

Ltda. E-04/233266/2010 07/01/2010

78.568.461 10.277.146/0001-32 Ourense do Brasil Industria de artefatos de metal

e plástico LTDA E-04/233314/2010 07/01/2010

78.572.094 10.198.328/0001-18 Precisa Quadros e Painéis Ltda E-04/234146/2009 07/01/2010 78.577.495 33.258.401/0011-77 Instituto Biochimico Indústria Farmacêutica LTDA E-04/039/103/2014 01/05/2014

78.619.643 00.157.774/0005-54 TARGA Ltda E-04/173244/2010 06/01/2010

78.651.423 07.209.957/0002-72 Fortuce & Fortuce Ltda. E-04/196858/2008 07/01/2010 78.659.734 10.531.726/0001-04 Lemnos Indústria de Metais Ltda E-04/233268/2010 07/01/2010 78.684.232 10.519.603/0001-58 VDP INDÚSTRIA DE EMBALAGENS LTDA E-04/233254/2010 07/01/2010 78.689.269 10.568.345/0001-08 AURANTIS IND. FARMACEUTICA LTDA E-04/234176/2009 07/01/2010 78.701.153 10.666.780/0001-67

Lilit Brasil Indústria do Vestuário Ltda (Empresa excluída pela Portaria SAF n.º 1998/2016)

E-04/233311/2010 07/01/2010 78.730.986 31.076.938/0004-61 GGP Industrial LTDA E-04/233276/2010 01/02/2010 78.762.101 10.873.653/0001-39 Maxx Pack Indústria e Comércio de Plástico Ltda E-04/233318/2010 07/01/2010 78.788.410 10.955.639/0001-84 SIMBAL RIO INDÚSTRIA DE MÓVEIS E

COLCHÕES LTDA E-04/257880/2012 01/11/2012

78.798.491 10.702.511/0002-90 AXIS S/A E-04/233261/2010 07/01/2010

78.822.350 78.014.867/0001-93 EMA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS LTDA E-04/234136/2009 07/01/2010 78.835.281 11.098.486/0001-69 Nova Fazendinha e Fazendão Indústria de

Laticínios Ltda E-04/170094/2011 07/01/2010

78.874.970 11.176.645/0001-04 Tecnosteel Indústria e Comércio Ltda E-04/170012/2010 07/01/2010 78.884.410 11.255.388/0001-98 Embalagens Três Rios Indústria e Comércio Ltda. E-04/233282/2010 07/01/2010 78.901.969 01.290.263/0002-26 Tecnoform Indústria e Comércio Ltda E-04/062836/2011 01/10/2011

(19)

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

PROMOTORIAS DE JUSTIÇA DE TUTELA COLETIVA DE DEFESA DA CIDADANIA

78.915.200 11.341.113/0001-77 Eucacel Agroindustrial Ltda. E-04/234270/2009 07/01/2010 78.918.837 11.363.676/0001-66 SR Embalagens Plásticas Três Rios LTDA E-04/233248/2010 07/01/2010 78.920.793 11.368.424/0001-20 ITC INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO DE

COBRE LTDA E-04/233288/2010 07/01/2010

78.928.000 11.387.944/0001-80 INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS VALENÇA LTDA E-04/234288/2009 07/01/2010 78.932.546 11.328.858/0001-54 Zeus Valença Indústria de Confecções LTDA E-04/234231/2010 01/03/2011 78.942.070 01.002.047/0005-80 PLUMATEX COLCHÕES INDUSTRIAL LTDA E-04/233329/2010 01/02/2010 78.943.769 53.877.684/0005-02 Hidroall do Brasil Ltda. E-04/233.343/2010 01/06/2012 78.957.700 11.272.364/0001-47 Polimar Indústria e Comércio de Produtos

Plásticos Ltda. E-04/234061/2010 01/04/2010

78.958.790 11.464.331/0001-07 Pré-Moldados Vassouras Indústria e Comércio

LTDA E-04/173217/2010 01/06/2010

78.964.340 11.493.858/0001-51 Brasil-Led Indústria e Comércio de Material

Elétrico e Luminárias Ltda. E-04/234056/2010 01/02/2010 78.967.838 02.654.768/0001-04 PLUS VALLE PADARIA E CONFEITARIA LTDA E-04/245162/2011 01/05/2011 78.995.335 11.636.336/0001-61 Burn Indústria e Comércio Ltda. EPP E04/214583/2010 01/06/2010 78.997.893 11.649.203/0001-20 Valeraco Indústria Importação e Exportação de

Ferro e Aço LTDA E-04/234074/2010 01/04/2010

79.002.534 05.373.141/0002-54 COSMETAL Indústria, Comércio, Importação e

Exportação de Produtos Siderúrgicos Ltda. E-04/173236/2010 01/06/2010 79.002.542 02.950.439/0002-91 CYVAN PRODUTOS QUÍMICOS LTDA E-04/233293/2010 01/04/2010 79.006.645 11.701.126/0001-00 Indústria Metalúrgica Sul Fluminense Ltda. E-04/234079/2010 01/04/2010 79.024.937 07.201.550/0001-18 Carvalho e Michelin Indústria e Comércio de

papéis, papelões, plásticos e alumínio Ltda. - EPP E-04/201197/2010 01/01/2011 79.028.738 11.820.302/0001-22 Metalúrgica Bom Jardim LTDA E-04/211284/2010 01/01/2011 79.032.000 11.790.941/0001-92 GUANAPACK INDÚSTRIA DE EMBALAGENS

PLÁSTICAS LTDA. E-04/245112/2011 01/05/2010

79.034.070 11.647.535/0002-56 Tecnoaço Industrial Ltda. E-04/192802/2011 01/06/2010 79.004.642 11.399.701/0001-61 L P FARIA INDÚSTRIA DE ROUPAS LTDA E-04/186297/2010 01/11/2010 79.004.650 11.676.271/0001-88 Delta Produtos e Serviços LTDA E-04/170115/2010 01/04/2010 79.049.298 11.933.922/0001-78 Gráfica 3 Irmãos LTDA E-04/210459/2010 01/07/2010 79.051.390 11.939.927/0001-08 Fazenda São Fernando Ind. De bebidas Ltda. E-04/234481/2010 01/12/2010 79.052.973 11.855.166/0001-06 Chaco-Serra Indústria Madereira Ltda. E-04/196.219/2010 01/10/2010 79.055.557 11.960.484/0001-37 Valença Embalagens Gráfica e Editora Ltda. E-04/234380/2010 01/07/2010 79.059.579 11.979.834/0001-07 Metalúrgica Rioterra Indústria e Comércio Ltda. E-04/234181/2010 01/07/2010 79.059.692 11.980.247/0001-38 Riomak Indúsria e Comércio de Tintas Ltda. E-04/234182/2010 01/07/2010 79.064.041 11.963.195/0001-91 Metalúrgica PTF Ltda. E-04/233350/2010 01/10/2010 79.064.343 12.001.539/0001-44 Aços Rio Indústria de Valença LTDA E-04/234184/2010 01/06/2010 79.064.610 11.991.373/0001-98 Fabrica de Telas e de Peneiras São Jorge LTDA E-04/233442/2010 01/08/2010 79.066.559 11.881.036/0001-48 SKS Confecções Ltda. E-04/234170/2010 01/06/2010 79.066.788 12.003.800/0001-45 AFX Indústria Metalúrgica LTDA E-04/196234/2010 01/06/2010 79.067.504 12.016.059/0001-57 RIO PARAÍBA UTILIDADES LTDA E-04/031/775/2014 01/11/2014 79.067.512 12.016.067/0001-01 Rio Paraíba Ecoprodutos LTDA E-04/257593/2012 01/08/2012 79.067.520 12.016.073/0001-50 Perfiplan Indústria de Produtos Metalúrgicos Ltda. E-04/031/420/2013 01/06/2013 79.067.971 01.911.564/0001-00 Gypsteel Indústria de Perfilados Ltda. E-04/170048/2011 24/08/2011 79.070.041 12.027.623/0001-37 PRIMORE COLCHOES LTDA E-04/031/429/2014 01/07/2014 79.087.041 97.837.181/0032-43 Duratex S.A. E-04/222339/2011 01/08/2011 79.084.069 12.064.824/0001-04 Smart Seal Indústria e Comércio de Artefatos

Plásticos Ltda. E-04/170011/11 15/04/2011

79.102.229 11.450.654/0001-33 VEDACAP IND. E COM. DE EMBALAGENS LTDA E04/176264/2012 01/06/2012 79.113.077 12.243.243/0001-30 Metaltec Brasil Indústria e Comércio Ltda. E-04/196342/2010 01/09/2010 79.128.880 11.988.930/0001-11 PRIMHO - Paracambi Indústria de Móveis

Hospitalares Ltda. E04/196339/2010 01/09/2010

79.128.910 11.987.504/0001-63 OCRA Cacau Indústria de Gêneros Alimentícios

ltda E-04/196.377/2010 01/12/2011

79.134.864 12.351.253/0001-99 ECO LAGOS INDÚSTRIA DE METAIS LTDA. E-04/170060/2011 01/03/2011 79.145.645 33.238.593/0003-40 Fábrica de Máquinas Bemfica Ltda. E-04/196.362/2010 01/10/2010

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MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

PROMOTORIAS DE JUSTIÇA DE TUTELA COLETIVA DE DEFESA DA CIDADANIA

79.212.385 12.566.414/0001-61 PSR Bobinas e Etiquetas Ltda. E-04/174199/2011 25/08/2011

79.218.766 10.702.767/0001-16 TELHAR INDUSTRIAL LTDA.

E-04/031/221//2014 01/04/2014 79.225.959 12.838.334/0001-18 Yolac Indústria de Alimentos Ltda. E-04/245176/2011 01/05/2011 79.250.058 12.501.768/0002-09 LANKHORST EURONETE BRASIL - INDÚSTRIA

E COMÉRCIO LTDA. E-04/147157/2011 01/07/2011

79.260.878 05.130.880/0001-34 COSTA & MINCZUK INDUSTRIA DE

ARTEFATOS DE PAPEL EIRELI E-04/180104/2012 01/04/2012 79.265.985 11.994.303/0001-93 NEOGEO INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS LTDA. E-04/245001/2011 01/04/2011 79.270.512 12.093.443/0001-53 Fullmetal Indústria e Comércio Ltda. E-04/218024/2011 01/02/2011 79.274.470 12.858.507/0001-60 FLAVIENSE - INDÚSTRIA DE SOLUÇÕES EM

MADEIRA LTDA E-04/200265/2011 01/09/2011

79.306.738 13.282.778/0001-82 ALUMSUD Ind. Com. Importação e Exportação de

Produtos de Alumínio E-04/174/303/2011 01/08/2011 79.340.987 07.148.146/0002-09 NOVOFLEX INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE

PRODUTOS PLÁSTICOS LTDA E-04/200993/11 01/11/2011 79.368.008 11.721.060/0001-10 TRIFLEXRIO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE

PETROQUÍMICOS LTDA E-04/058882/2011 01/12/2011

79.390.224 13.736.369/0001-09 COMPOSITO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE

MATERIAIS PLÁTICOS LTDA E-04/257492/2012 01/07/2012 79.432.865 12.122.501/0001-20 Vetorial Distribuidora de Produtos Químicos Ltda. E-04/171512/2011 01/01/2012 79.443.484 14.049.115/0001-85 ECOMASTER-RIO INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS

LTDA. E-04/246.388/2011 01/12/2011

79.464.309 10.396.496/0002-07 Fiocerto Indústria e Comércio de Facas e

Ferramentas LTDA E-04/249.513/2011 01/12/2011

79.515.175 14.473.629/0001-63 FORTE JAPERI COMERCIO E INDÚSTRIA DE

PRODUTOS SIDERURGICOS LTDA ME E-04/209164/2012 01/08/2012 79.516.252 05.169.892/0004-15 BCN INDÚSTRIA COM IMP EXP PROD AÇO E

TRANSPORTES LTDA E04/261151/12 01/06/2012

79.532.347 08.825.779/0001-96 CMC INDÚSTRIA E PROCESSOS PRODUTIVOS

LIMITADA E-04/246505/2011 01/01/2012

79.554.774 28.933.786/0002-08 Mecasol Tratores Indústria e Comércio Ltda E-04/188008/2011 01/01/2012 79.598.038 14.812.039/0001-18 MOWEN FLORA RESINAS LTDA E04/011/205/2013 01/05/2013 79.604.569 11.545.940/0001-82 Solupack Industria e Comercio de Embalagens

Ltda. E-04/257456/2012 01/06/2012

79.646.962 11.393.695/0001-35 METALFERJ INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE

METAIS LTDA E-04/257457/2012 01/06/2012

79.672.297 08.395.735/0002-54 NOVO MINEIRÃO INDÚSTRIA E COMERCIO DE FERRO LTDA

E-04/079/1203//2013 01/05/2013 79.683.221 03.374.226/0002-21 SERVAL SERVIÇOS E EQUIPAMENTOS

INDUSTRIAIS LTDA E-04/031/919/2014 01/01/2015

79.720.348 16.624.584/0001-06 SCHIOPPA 19 DO BRASIL LTDA E04/180533/2012 01/04/2014 79.724.440 11.996.021/0001-25 Blendas Poliméricas Comércio e Indústria LTDA E-04/257833/2012 01/11/2012 79.756.040 16.903.745/0001-09 MARAJOARA ARTEFATOS DE AÇO LTDA

E-04/018/130//2014 01/07/2014 79.829.013 17.339.293/0001-39 ATRIOS ALIMENTOS LTDA E04/010/157/2013 01/03/2013 79.849.162 17.433.866/0001-99 Malta Rio Industrial LTDA E-04/011/177/2013 01/05/2013 79.894.770 33.040.122/0014-85 Indústria de Produtos Alimentícios Piraque S.A.

E-04/079/2466/2013 01/09/2013 79.897.302 17.415.465/0001-06 AC Atlantic Composites Indústria e Comércio de

Compositos LTDA E-04/018/241/2013 01/09/2013

80.426.704 28.566.933/0001-60 Metalúrgica Barra do Piraí S.A E-04/061998/2010 01/12/2010 80.881.983 32.580.409/0001-10 Veroquia Indústria e Comércio de Madeiras Ltda. E-04/218047/2011 01/02/2011 80.893.019 29.617.412/0001-57 Sociedade Agro Industrial Erthal Ltda. E-04/222090/2008 07/01/2010 80.909.799 29.791.738/0001-04 Indelbron do Brasil-Indústria Eletrônica de Brocas

para Mineração LTDA E-04/061235/2010 01/05/2010

81.070.008 28.213.288/0001-00 Destil Destilaria de aguardente Timbó LTDA. E-04/209168/2007 07/01/2010 83.513.292 35.921.402/0001-03 Indústria e Comércio Assis Kodato Ltda E-04/233242/2010 07/01/2010 84.034.800 36.189.116/0001-68 Ferreira e Landim Distribuidora de Carnes Ltda E-04/234027/2010 10/05/2011

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