Quinta-feira 04 de Dezembro de 2014.
DESTAQUES
Bovespa tem trégua e fecha em alta
Copom intensifica ajuste e eleva taxa Selic
Congresso aprova mudança na meta fiscal
Queda do brent ameaça Petrobras
Vivo simplifica planos e equipara preços de 3G e 4G
Sabesp não confirma adoção de multa
Quinta-feira 04 de Dezembro de 2014. Terça-feira, 20 de Maio de 2014.
FECHAMENTO ANTERIOR (03/12/2014)
A Bolsa brasileira fechou em alta nesta quarta-feira. Segundo o analista Felipe P. Otero, da Ágora Corretora, “Índice se recupera alimentando possibilidade voltar a uma tendência de alta no curto prazo, mas em caso de perda da mínima recente próxima dos 51.470 pts o índice pode continuar dando sequencia a topos e fundos descendentes e caminhar para o nível de 51 mil e 50.900 pts. Do lado positivo a superação dos 52.640 pts aumenta a chance de uma recuperação de curto prazo inicialmente para os 53 mil pts, mas ainda longe de engrenar no momento uma tendência positiva. Em seu gráfico semanal índice mostra leve melhora, mas caso continue reforçando mínimas pode pontar para região dos 50.500 pts que se perdida abriria objetivo próximo dos 48.970 e 48.722 pts. Do lado positivo poderia melhorar a configuração tentando voltar a trabalhar acima dos 53.400 pts.”
BOLSAS INTERNACIONAIS
Índice Pontos % Índice Pontos % Índice Pontos % Dow Jones 16.399 +0,12 Euro 2.970 +1,47 CAC 40 4.059 +1,72
S&P 500 1.904 +0,91 FTSE 100 6.323 +0,90 Shangai 2.339 -0,72 Nasdaq 4.316 +1,35 DAX 8.839 +1,39 Nikkei 14.804 -2,03
AGENDA
11:15 – ADP Employment 12:30 – IC-BR
11:30 - Productivity 12:30 – Fluxo Cambial
ALTA 1,37 MÍNIMA 51.610
ABERTURA 51.610 MÁXIMA 52.470
FECHAMENTO 52.320 VOLUME 4.683.600.306
MAIORES ALTAS MAIORES BAIXAS AÇÃO PREÇO % AÇÃO PREÇO %
GFSA3 R$ 2,61 1,95 TIMP3 R$ 11,42 -1,12 PETR3 R$ 11,59 1,66 TLEF4 R$ 48,63 -0,34 BBAS3 R$ 36,36 1,28 SAMB11 R$ 14,36 -0,27 BRML3 R$ 16,85 1,26 URPL3 R$ 51,40 -0,19 ENBR3 R$ 9,79 1,24 BBSE3 R$ 32,17 -0,12
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BOVESPA TEM TRÉGUA E FECHA EM ALTA
O Ibovespa teve finalmente um dia positivo, após dois pregões de fortes perdas. O índice subiu pouco mais de 1%, recuperando a linha dos 52 mil pontos, puxado por Petrobras. A ação, disseram analistas, se recuperou com uma valorização do petróleo. “Trata-se de um ajuste técnico”, diz o economista-chefe da INVX Global, Eduardo Velho. Segundo ele, essa melhoria foi patrocinada pelos números de emprego no setor privado da economia nos Estados Unidos, que apontaram criação líquida de 208 mil vagas de trabalho em novembro, abaixo da expectativa, que era de 223 mil vagas. Também ajudaram expectativas positivas para a Europa e o PMI de Serviços da China. O economista da INVX Global afirma, entretanto, que o viés da bolsa ainda é desfavorável e o cenário para as commodities -sobretudo as metálicas e o petróleo - segue desfavorável. Petrobras foi destaque do dia, as duas classes da empresa subiram próximo de 5%. As ações ficaram entre os destaques de alta e só perderam para Marfrig e JBS (altas de 9,63% e 8,98%, respectivamente).
COPOM INTENSIFICA AJUSTE E ELEVA TAXA SELIC
O Comitê de Política Monetária elevou a taxa Selic em meio ponto percentual, de 11,25% para 11,75%. Essa é a maior taxa desde agosto de 2011. A decisão foi unânime. O resultado está em linha com o precificado pelo mercado futuro. Nos departamentos econômicos, as apostas se mostravam praticamente divididas entre manutenção no ritmo de alta ou aceleração do passo. No comunicado apresentado junto com a decisão, o Copom diz que a decisão de “intensificar” o ajuste foi tomada “neste momento” e também acena que não deve repetir a dose, pois “avalia que o esforço adicional de política monetária tende a ser implementado com parcimônia”. Antes de fazer essa avaliação, o colegiado diz que considerou os efeitos cumulativos e defasados da política monetária. Na semana passada, o presidente do BC, Alexandre Tombini, no discurso após ser reconduzido ao cargo, falou que o BC “tem sinalizado que não será complacente com a inflação de modo a garantir um cenário de convergência da inflação para o centro da meta de 4,5% ao ano, no horizonte relevante para a política monetária”. Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques."
CONGRESSO APROVA MUDANÇA NA META FISCAL
Depois de mais de 18 horas de sessão, o Congresso Nacional aprovou, com 240 votos favoráveis a 60 contrários na Câmara dos Deputados e 39 votos a favor e um contra no Senado, o projeto de lei que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias para revisar a meta fiscal de 2014. A proposta, enviada em 11 de novembro ao Legislativo, passou por uma série de revezes em sua tramitação, causando grande desgaste ao governo. Ministros deixaram de ser anunciados na data programada, viagens foram canceladas e a presidente Dilma Rousseff teve de arregaçar as mangas para pedir pessoalmente dedicação à sua base de apoio para aprovar a medida. A sessão, que havia começado por volta das 10h da manhã, adentrou a madrugada, sendo concluída às 5h da manhã. Seu curso final foi permeado de trocas de acusações e insultos entre parlamentares de oposição e situação. Com a aprovação, o governo fica desobrigado de cumprir a meta de superávit primário antes estipulada. Neste ano, a meta era de R$ 116,1 bilhões para o governo federal. Desse montante, o governo podia
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QUEDA DO BRENT AMEAÇA PETROBRAS
A decisão dos países membros da Opep de não reduzir a produção de petróleo, mantida em 30 milhões de barris por dia, acerta em cheio a Petrobras, justo quando a estatal começa a aumentar de forma consistente a produção após quatro anos de queda. A pergunta agora é qual o ponto de equilíbrio que sustenta a extração do caro petróleo descoberto no pré-sal brasileiro? A Petrobras informou ao Valor que o preço até US$ 50 do brent é suficiente para pagar inclusive o custo de capital. O petróleo brent está apresentando grande volatilidade no mercado. Abriu ontem cotado a US$ 70,210, com a mínima do dia marcando US$ 67,166 o barril e a máxima, US$ 72,59. O impacto varia de acordo com os percentuais estabelecidos nas chamadas participações governamentais. Dependendo do regime, a alíquota de royalties varia entre 10% ou 15%, sendo que a Participação Especial (PE) - com alíquotas progressivas até 40% da receita líquida - só existe no regime de concessão, e não nos contratos sob os regimes de cessão onerosa e de partilha de produção.
VIVO SIMPLIFICA PLANOS E EQUIPARA PREÇOS DE 3G E 4G
Para melhorar sua competitividade no segmento pós-pago e atender a exigências feitas pela Anatel a todas as operadoras, para facilitar ao consumidor a comparação de planos de serviços, a Vivo anuncia hoje a simplificação de seu portfólio, antecipado ontem pelo Valor PRO. A operadora reduziu de 78 para 6 o número de planos e eliminou a diferença entre pacotes de dados em 3G e 4G. O preço, agora, passa a ser o mesmo, independentemente da rede. A diferença fica por conta da capacidade contratada. Não haverá mais distinção também para os planos pré-pago e controle, que só eram vendidos para a rede 3G. Segundo o executivo, o novo modelo de negócio para o pós-pago vai impulsionar ainda mais o desempenho da Vivo. A empresa detém a maior fatia no segmento, de 41,52% (27 milhões de clientes em setembro). Além disso, está mais de 18 pontos percentuais à frente da segunda colocada, a Claro, com 23,25%, com base em registros da Anatel. Na sequência estão TIM (18,7%) e Oi (13,67%).
SABESP NÃO CONFIRMA ADOÇÃO DE MULTA
A Sabesp não deu novas informações sobre a possibilidade de adoção de uma multa para quem elevar o consumo de água, após o governador Geraldo Alckmin ter afirmado, na terça, que a medida está em análise. Questionada sobre o assunto e sobre se chegou a fazer um pedido à Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) para a retomada dos trabalhos relacionados com a multa, a companhia afirmou em nota que a decisão cabe aos órgãos reguladores. “A Sabesp informa que a adoção de uma oneração da conta para aumentos injustificados de consumo é uma decisão que cabe aos órgãos reguladores, que estabelecem a política tarifária”, disse a empresa por meio de sua assessoria de imprensa.
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EQUIPE ECONÔMICA
Diego Ramiro Fábio Biral Lourenço Neto Mladen DragosavacINFORMAÇÕES
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