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"BDP - BAGAS DE PORTUGAL, C.R.L."

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"BDP - BAGAS DE PORTUGAL, C.R.L."

ESTATUTOS

CAPÍTULO I

Da Constituição, Denominação, Sede, Área Social, Duração, Objeto e Fins

Artigo 1º

Denominação e Duração

1. É constituída a Cooperativa agrícola de responsabilidade limitada, denominada “BDP - Bagas de Portugal, C.R.L.”, que se regerá pela lei pelos presentes estatutos e pelo regulamento interno.

2. A Cooperativa é constituída por tempo indeterminado.

Artigo 2º Sede

1. A Cooperativa tem a sua sede no Lugar da Estação – Edifício Vougapark, 3740-070 Paradela - Sever do Vouga, e a sua área social corresponde ao território da República Portuguesa. 2. O Conselho de Administração poderá estabelecer delegações, quando justificado, em qualquer

ponto do território nacional, carecendo de autorização da Assembleia Geral o estabelecimento de delegações no exterior.

Artigo 3º Objeto

A Cooperativa tem por objeto:

a) A comercialização, conservação, armazenagem, transformação, promoção, produção, importação e exportação e seus derivados, nomeadamente em quantidade e qualidade de fruta, em especial pequenos frutos, nomeadamente, entre outros, amora, framboesa, fisalis, groselha, baga de sabugueiro, medronho, mirtilo, arando-vermelho, goji, (géneros morus,

rubus, physalis, ribes, sambucus, arbutus, vaccinum, lycium);

b) A prestação de bens e serviços necessários ao desenvolvimento da atividade dos seus cooperadores, nomeadamente, entre outros, de índole organizativa, técnica, tecnológica, jurídica, económica, financeira, comercial, administrativa e associativa;

c) A programação da produção e a adaptação desta à procura, nomeadamente em termos de qualidade e de quantidade, bem como o desenvolvimento de produtos abrangidos por uma marca de qualidade nacional;

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Pág. 2 de 9 cooperadores;

e) O desenvolvimento e apoio à investigação, e a integração em iniciativas nos domínios dos métodos de produção sustentável, das práticas inovadoras, da competitividade económica e da evolução do mercado;

f) A promoção de práticas de cultivo e técnicas de produção e de gestão dos resíduos respeitadores do ambiente, nomeadamente para proteger a qualidade das águas, do solo e da paisagem e para preservar e/ou fomentar a biodiversidade e mitigar as alterações climáticas, bem como prestar assistência técnica às mesmas;

g) A organização de ações de formação, workshops, seminários, conferências e outros eventos formativos, bem como a conceção de programas, conteúdos e publicações de suporte aos eventos.

CAPÍTULO II

Do Capital, Joia, Títulos de investimento e Obrigações

Artigo 4º Capital Social

1. O capital da Cooperativa é variável e ilimitado, no montante mínimo de cinco mil euros. 2. O capital é representado por títulos nominativos de cinco euros cada um.

Artigo 5º Entradas

1. As entradas de cada cooperador não poderão ser inferiores a sessenta títulos de capital, equivalente a 300 euros, até 1 hectare, acrescendo quinze títulos de capital por cada hectare a mais, equivalente a 75 euros.

2. Excetua-se do disposto no número anterior as áreas iguais ou inferiores a 0,5 hectares, cujo cooperador dará entrada de 150 euros, correspondentes a 30 títulos de capital.

Artigo 6º

Transmissão dos títulos de capital

Os títulos de capital só são transmissíveis, por ato “inter vivos” ou “mortis causa”, mediante autorização da Conselho de Administração, e desde que os adquirentes sejam produtores dos produtos abrangidos pelo reconhecimento como organização de produtores, aplicando-se o previsto na lei.

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Artigo 7º

Títulos de Investimento, Títulos de Capital e Obrigações

1. A Cooperativa pode emitir títulos de investimento nos termos e condições previstas no Código Cooperativo e demais legislação aplicável.

2. A Cooperativa pode emitir títulos de capital nos termos e condições previstas no Código Cooperativo e demais legislação aplicável.

3. A Cooperativa pode emitir obrigações nos termos e condições previstas no Código Cooperativo e demais legislação aplicável.

Artigo 8º

Joia, Quota, Contribuição

1. Aos Cooperadores admitidos após a constituição da Cooperativa será exigida uma joia de montante a fixar nos termos legais, pela Assembleia Geral.

2. Aos Cooperadores será exigida uma Quota anual de montante a fixar nos termos legais, pela Assembleia Geral.

3. Para efeitos do presente artigo, o ato constitutivo da cooperativa termina 180 dias após a respetiva escritura de constituição.

CAPÍTULO III

Admissão, Direitos, Deveres, Demissões e Sanções

Artigo 9º Admissão

1. Podem ser cooperadores as pessoas singulares ou coletivas que sejam produtores de produtos referidos no n.º 1 do artigo 3.º dos presentes estatutos.

2. Podem ainda ser cooperadores as pessoas jurídicas singulares ou coletivas que desenvolvam atividades diretamente relacionadas ou conexas com as referidas no número anterior. 3. Não podem ser cooperadores os titulares de interesses diretos ou indiretos na área de ação

da Cooperativa, relacionados com a atividade ou atividades exercidas por ela ou suscetíveis de a afetar.

4. A admissão como cooperador efetuar-se-á mediante proposta apresentada por escrito ao Conselho de Administração, subscrita por dois cooperadores em pleno uso dos seus direitos e, pelo proposto.

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Pág. 4 de 9 caso do candidato se enquadrar nas condições dos números anteriores. A deliberação deve ser comunicada ao candidato no prazo de 30 dias a contar da data da receção da proposta. 6. A recusa de admissão é passível de recurso para a Assembleia Geral a interpor no prazo de

quinze dias por iniciativa do candidato ou dos cooperadores proponentes.

Artigo 10º Membros investidores

Nos termos da lei e do regulamento interno, podem ser admitidos membros investidores pela Assembleia Geral, mediante proposta do Conselho de Administração.

Artigo 11º

Direitos e deveres dos Cooperadores

Os direitos e deveres dos cooperadores são os previstos na lei e regulamento interno.

Artigo 12º Demissão

Os cooperadores podem solicitar a demissão nos termos da lei e do regulamento interno.

Artigo 13º Sanções

A violação culposa e grave dos deveres dos cooperadores ou o não cumprimento do regulamento interno e normas de produção, pode implicar a aplicação de sanções, nos termos da lei e do regulamento interno.

CAPÍTULO IV

Dos Órgãos Sociais

Artigo 14º Órgãos

1. Os Órgãos Sociais da Cooperativa são: a) A Assembleia Geral;

b) O Conselho de Administração; c) O Conselho Fiscal.

2. Poderão ser criadas pela Assembleia Geral na dependência do Conselho de Administração comissões especiais de carácter consultivo sendo a sua composição, funcionamento e duração da responsabilidade daquela.

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Artigo 15º Duração dos Mandatos

A duração dos mandatos dos titulares da Mesa da Assembleia Geral, do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal é de quatro anos, sendo permitida a reeleição até três mandatos consecutivos.

Artigo 16º Eleições

Os membros titulares da Mesa da Assembleia Geral, do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, são eleitos por maioria simples dos votos, entre os cooperadores no pleno gozo dos seus direitos em escrutínio secreto.

Artigo 17º Deliberações

1. Salvo expressa indicação em contrário dos presentes estatutos ou do regulamento interno, as deliberações dos órgãos eletivos são tomadas por maioria simples com a presença de mais de metade dos seus membros efetivos.

2. Em todos os órgãos o Presidente terá voto de qualidade.

3. Nenhum titular de órgão ou cooperador poderá votar em deliberação da qual possa resultar para si, seu ascendente, descendente, pessoa com quem viva ou união de facto ou que com ele coabite, ou pessoa coletiva detida maioritariamente ou representada por uma das pessoas elencadas, vantagem ou prejuízo direto.

Artigo 18º Ata

De todas as reuniões dos órgãos sociais será lavrada ata, obrigatoriamente assinada pelo presidente.

Artigo 19º Remuneração

Os titulares dos Órgãos Sociais da Cooperativa poderão receber as remunerações que lhes forem fixadas pela Assembleia Geral.

Secção I Assembleia Geral

Artigo 20º Definição, composição

1. A Assembleia Geral é o Órgão supremo da Cooperativa e as suas deliberações, tomadas nos termos legais estatuários, são obrigatórias para os restantes órgãos sociais e para todos os membros da Cooperativa.

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Pág. 6 de 9 capital da cooperativa.

4. São admitidos o voto por correspondência e por representação, nos termos da lei e do regulamento interno.

Artigo 21º Sessões

A Assembleia Geral reúne em sessões extraordinárias e ordinárias, nos termos da lei e do regulamento interno.

Artigo 22º

Mesa da Assembleia Geral

A Mesa da Assembleia Geral é constituída por um Presidente, um Vice-Presidente e um Secretário.

Secção II

Conselho de Administração Artigo 23º

Composição

1. O Conselho de Administração é composto por três ou cinco elementos, sendo um Presidente, um Vice-Presidente e os restantes Vogais.

2. Assembleia Geral poderá determinar um maior número de elementos, designadamente em função do número de cooperadores, sendo essa decisão aplicada no ato eleitoral seguinte ao da sua aprovação e sempre em número impar.

Artigo 24º Competências

O Conselho de Administração é o órgão de administração e representação da Cooperativa tendo as competências que lhe são fixadas na lei, nos presentes estatutos e no regulamento interno.

Artigo 25º

Reuniões, quórum, deliberação e atas

As matérias referentes a reuniões ordinárias e extraordinárias do Conselho de Administração, sua convocatória, quórum, tomada de deliberações e participação de suplentes ou elementos estranhos ao órgão são reguladas pela lei e regulamento interno.

Artigo 26º Forma de obrigar

1. Para obrigar a Cooperativa são bastantes duas assinaturas, sendo uma delas a do Presidente. 2. Nos atos de mero expediente é suficiente a assinatura de um dos membros do Conselho de

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Artigo 27º Mandatários

O Conselho de Administração pode designar um ou mais gerentes, diretores ou outros mandatários, delegando-lhe poderes específicos previstos nestes estatutos, no regulamento interno ou aprovados pela Assembleia Geral, e revogar os respetivos mandatos.

Artigo 28º

Responsabilidade dos membros Conselho de Administração

Os membros do Conselho de Administração, os gerentes e outros mandatários são responsáveis civilmente, de forma pessoal e solidária, perante a Cooperativa e terceiros, sem prejuízo de eventual responsabilidade criminal e da aplicabilidade de outras sanções, nos termos da lei e do regulamento interno.

Secção III Conselho Fiscal

Artigo 29º Composição

O Conselho Fiscal é composto por um Presidente e dois vogais e um Revisor Oficial de Contas ou uma sociedade de Revisores Oficiais de Contas, se a lei assim o determinar.

Artigo 30º Competências

O Conselho Fiscal é o órgão de controlo e fiscalização da Cooperativa cujas competências são fixadas na lei, nos presentes estatutos e no regulamento interno.

Artigo 31º

Reuniões, quórum, deliberação e atas

As matérias referentes a reuniões ordinárias e extraordinárias, sua convocatória, quórum, tomada de deliberações e participação de suplentes ou elementos estranhos ao órgão são reguladas pela lei e regulamento interno.

Artigo 32º

Responsabilidade dos membros do Conselho Fiscal

Os membros do Conselho Fiscal são responsáveis civilmente, de forma pessoal e solidária, perante a Cooperativa, sem prejuízo de eventual responsabilidade criminal e da aplicabilidade de outras sanções, nos termos da lei e do regulamento interno.

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Das Receitas, Reservas e Distribuição de Excedentes

Artigo 33º Receitas

São receitas da Cooperativa:

a) Os rendimentos de bens e as receitas próprias provenientes das suas atividades, designadamente rendas e outras prestações, venda de bens e serviços, gestão de projetos e equipamentos, distribuição de resultados das sociedades que possua ou em que participe e patrocínios ou outros apoios;

b) O produto de joias e demais prestações dos cooperadores; c) Quaisquer receitas que legalmente lhe sejam atribuídas; d) As comparticipações e financiamentos de que seja beneficiário;

e) As transferências de quaisquer entidades, no âmbito dos Protocolos ou contratos que estabeleça;

f) As doações, legados, heranças de que seja beneficiário e respetivos rendimentos, desde que aceites pelo conselho de administração;

g) Quaisquer receitas compatíveis com a sua natureza.

Artigo 34º Reservas

1. São criadas as seguintes reservas obrigatórias:

a) Reserva Legal destinada a cobrir eventuais perdas de exercício e integradas por meios líquidos disponíveis, para a qual revertem a percentagem das joias e dos excedentes anuais líquidos fixados em Assembleia Geral, numa percentagem não inferior a cinco por cento;

b) Reserva para educação e formação cooperativa destinada a cobrir as despesas com a educação cooperativa e com formação técnica e profissional dos seus membros, para a qual revertem a percentagem das joias que não for afeta à reserva legal e a percentagem dos excedentes anuais líquidos fixadas pela Assembleia Geral que não pode ser inferior a um por cento. 2. Poderão ser criadas pela Assembleia Geral outras reservas.

Artigo 35º Excedentes

Depois da atribuição das percentagens às reservas, aos títulos de capital e aos títulos de investimento, o remanescente dos excedentes poderá ser rateado, como retorno, pelos cooperadores na proporção do valor das operações realizadas por cada um durante o exercício.

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CAPÍTULO VI

Disposições Finais Transitórias

Artigo 36º Direito subsidiário

As relações entre os cooperadores e o Conselho de Administração, entre este e os restantes órgãos sociais, os atos eleitorais e todos os casos omissos nestes Estatutos serão regidos pela legislação aplicável e pelo regulamento interno em vigor.

Artigo 37º Pacto de aforamento

Referências

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