Desafios Clínicos em
Endocrinopediatria
Casos reais de Puberdade
Precoce e Baixa Estatura
Mariana Xavier da Silva Marana
Endocrinologista pediátrica
Áreas de atuação da Endocrinologia
Pediátrica
• Alterações do crescimento e desenvolvimento: baixa estatura, puberdade tardia, puberdade precoce, alta estatura;
• Tireóide: Hipotireoidismo congênito, Hipotireoidismo adquirido na infância, Hipertireoidismo;
• Irregularidade menstrual, acne, hirsutismoginecomastia • Diabetes tipo I e Diabetes tipo 2
• Doenças endócrinas detectadas pelo teste do pezinho:
• Hipotireoidismo congênito
• Hiperplasia adrenal congênita
Caso clínico 1
• PC em 03/04/2017: ADS, sexo feminino, 8 anos e 10 meses (data nasc: 05/06/2008)
• Pubarca com 8 anos de idade e odor axilar desde os 7 anos, nega telarca, nega acne ou leucorreia. Pelos axilares desde os 8 anos e 6 meses
• Menarca materna com 13 anos, pais não consanguíneos, nega HF de PP,
• Est. Mãe: 1,65m e Est. Pai: 1,78m EA: 1,65m ± 8 cm
• Ao exame: Peso: 43 kg, Est: 1,37m, IMC: 22,91 PA: 85x60 mmHg
• Tanner: M1, P3, clitóris normal, pelos axilares curtos e finos
• Sem acantose nigricans
• PN: 3250g, 49cm IG: 39 sem e 4 dias Apgar 9-10
Est. Mãe: 1,65m e Est. Pai: 1,78m EA: 1,65m
Pubarca e Obesidade
• Erro alimentar importante e sedentarismo
Exames
(25/04/2017)• HMG: Hb: 12,7, Ht: 37,4, leuco: 5600(32 seg, 56 linf, 8 mon, 3 eos), plaq: 190.000 • Lipidograma: CT: 190, LDL: 137, HDL: 41, TG: 128 • Glic: 97, insulina: 12 • TSH: 2,23, T4 livre: 0,89 • LH: <0,08 (VR: < 0,2) • FSH: 1,4 (VR: < 6,0) • estradiol: < 5 (VR: < 27) • Testosterona total: 10 (VR: < 20) • androstenediona: 0,3 (VR: < 1,6) • 17 OH progesterona: 0,85 (VR: até 1,70) • DHEA-sulfato: 280 (VR: até 85)
Exames
• USG pélvico (04/05/2017): útero de 2,8cc endométrio imperceptível, OD: 2,2cc e OE: 3,1cc, ambos com textura homogênea
• HD:
Pubarca por adrenarca fisiológica
HCSR forma não clássica
Pubarca Precoce Isolada
•
Pelos pubianos em < 8 e < 9
•Pelos axilares, VC e IO
•
Progressão da puberdade e altura final normais
•DD: HCSR não clássica teste do ACTH
Adrenarca precoce
• Adrenarca: andrógenos adrenais
• Independente da maturação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal
• Pubarca : aparecimento de pubianos em ambos os sexos QUADRO CLÍNICO:
• pelos axilares
• aumento da velocidade de crescimento e
• discreto avanço da idade óssea sem comprometimento da estatura final.
Pubarca por HCSR forma não clássica
• diagnóstico diferencial com HCSR forma não clássica
incidência de 4-7% nas crianças portadoras de pubarca precoce.
• A manifestação clínica da HCSR forma não clássica ou tardia, é caracterizada por pubarca precoce na infância, com presença ou não de cliteromegalia, e avanço da idade óssea, com perda
estatural.
• HCSR aumento da concentração de 17-α-hidroxiprogesterona (17-OHP)
• 10% dos pacientes apresentam concentrações basais normais de 17-OHP
• O teste de estímulo com ACTH exógeno administração de 250 µg de ACTH – o Synacthen®, EV em bolus, e dosagem basal e
Evolução de ADS
• Retornou em 19/06/17 com 9 anos • Peso: 41,7Kg e Est: 1,39m IMC: 21,58 • M1, P3
• Retornou em 16/10/17 com 9 anos e 4 meses • Peso: 43Kg e Est: 1,41m IMC: 21,62
Est. Mãe: 1,65m e Est. Pai: 1,78m EA: 1,65m
Evolução
• 19/02/18 : 9 anos e 8 meses • Peso: 44 kg e Est: 1,42m
• Tanner: M2, P3, pelos axilares curtos e finos
• USG pélvico (05/02/2018): útero de 3,1 cc endométrio imperceptível, OD: 2,4cc e OE: 3,2cc, ambos com textura homogênea
Observação
• O aumento dos andrógenos adrenais resistência insulínica no retardo de crescimento intrauterino, pubarca precoce,
hirsutismo, síndrome dos ovários policísticos e síndrome metabólica na vida adulta.
• HCSR FNC geralmente existe presença de folículos ovarianos e cursa com presença de pelos axilares e sinais de hirsutismo
Caso clínico 2
• PC em 02/06/2017: JMS, sexo feminino, 8 anos (data nasc:
25/05/2009)
• Telarca com 7 anos e pubarca com 8 anos de idade. Nega odor axilar, nega pelos axilares, nega acne ou leucorréia.
• Menarca materna com 11 anos, pais não consanguíneos, nega HF de PP,
• Est. Mãe: 1,57m e Est. Pai: 1,73m EA: 1,59m ± 8 cm
• Ao exame: Peso: 25 kg, Est: 1,30m, IMC: 14,79 PA: 80x60 mmHg • Tanner: M3, P2, clitóris normal, sem pelos axilares
• PN: 2890g, 47cm IG: 38 sem e 2 dias Apgar 9-10
Est. Mãe: 1,57m e Est. Pai: 1,73m EA: 1,59m
Exames
(22/06/2017) • TSH: 1,84 (VR: 0,45-4,50) • LH: 5,6 (VR: < 0,2) • FSH: 8,3 (VR: < 6,0) • estradiol: 45 (VR: < 27) • Testosterona total: 18 (VR: < 20) • androstenediona: 0,7 (VR: < 1,6) • 17 OH progesterona: 1,30 (VR: até 1,70) • DHEA-sulfato: 74 (VR: até 85)• USG pélvico (26/06/2017): útero de 7,5cc endométrio com espessura de 2 mm, OD: 4,2cc e OE: 3,6cc, ambos com textura homogênea
Puberdade precoce isossexual
• Início puberal é evidenciado precocemente, em ambos os sexos, pelo aumento da velocidade de crescimento, bem como pelo aumento do volume testicular (maior que 4 mL), nos meninos, e pelo início da telarca, nas meninas.
• O aparecimento de características púberes antes dos 8 anos, no sexo feminino, e antes dos 9 anos, no masculino, é definido como puberdade precoce.
• A puberdade precoce pode ser classificada como dependente de gonadotrofinas, ou puberdade precoce central, e
independente de gonadotrofinas, ou puberdade precoce periférica.
• Gonadarca, caracterizada pela telarca, nas meninas, e pelo aumento do volume testicular, nos meninos, precede a adrenarca e a pubarca.
Puberdade Precoce Central
• 18/07/17 TC sela túrcica: hipófise normal
•
PPDG – Puberdade Precoce Central
•
Incidência: 1:5.000 – 1:10.000
•
70 a 95% : Idiopática
•
até 94% apresentam uma causa identificável de
puberdade precoce
•
2/3 alt. Neurológica (~50%tu)
•5 meninas para 1 menino
PPDG - TRATAMENTO
ANÁLOGOS DO GnRH:
Acetato de Leuprorrelina
11,25 mg IM 3/3 meses
•
Ação na hipófise receptores de GnRH
•
Estimulação inicial supressão LH/FSH e
esteroides sexuais.
•
Objetivo: LH e FSH pré-púberes
• Manter tto trimestral até os 12 anos de idade • USG pélvico semestral
• IO anual
• LH, FSH e estradiol 2 horas após a aplicação da leuprorrelina a cada 6
E se...
• TSH: 1,84 • LH: 0,1 (VR: < 0,2) • FSH: 4,8 (VR: < 6,0) • estradiol: 22 (VR: < 27) • Testosterona total: 18 (VR: < 20) • androstenediona: 0,7 (VR: < 1,6) • 17 OH progesterona: 1,30 (VR: até 1,70) • DHEA-sulfato: 74 (VR: até 85)• USG pélvico (26/06/2017): útero de 4,0cc, OD: 4,2cc e OE: 3,6cc, ambos com textura homogênea
• Lembrar: telarca com 7 anos, pubarca com 8 anos • M3, P2
Puberdade Normal
• Limite de normalidade para o início puberal:
meninas: 8 anos meninos: 9 anos
• A idade definida como normal para o início da puberdade é
baseada em 95% da população ou 2 desvios-padrão abaixo da idade média do início da puberdade em meninas normais.
• 95% das meninas a puberdade ocorre entre 8 e 13 anos
meninos entre 9 e 14 anos
• 2,5% de meninas normais iniciam a puberdade abaixo dos 8
Puberdade Normal
• presença de caracteres sexuais em crianças menores: 27% das meninas afro-americanas
7% das meninas brancas
apresentam algum caráter sexual secundário até os 7 anos de idade, sem significado patológico.
Caso clínico 3
• PC em 20/11/2017: NMA, sexo feminino, 3 anos e 6 meses (data
nasc: 01/05/2014)
• Telarca desde o nascimento sem regressão, nega pubarca.
• Menarca materna com 12 anos, pais não consanguíneos, nega HF de PP, AM ate 10 meses
• Est. Mãe: 1,61m e Est. Pai: 1,84m EA: 1,62m ± 8 cm
• Ao exame: Peso: 15 kg, Est: 1,03m, IMC: 14,13 PA: 80x50 mmHg • Tanner: M3, P1, clitóris normal, sem pelos axilares
• PN: 3580g, 50cm IG: 40 sem Apgar 9-10
Evolução
Retorno 26/03/18 NMA, 3 anos e 10 meses
• Persiste com aumento das mamas bilateralmente, nega progressão puberal.
• Ao exame: Peso: 15,8 kg, Est: 1,05m
• Tanner: M3, P1, clitóris normal, sem pelos axilares EXAMES: 20/03/18
• TSH: 0,92 (VR:0,45-4,50) • LH: <0,07 (VR: < 0,2)
• FSH: 1,4 (VR: < 6,0) • estradiol: <10 (VR: < 27)
• USG pélvico (22/03/2018): útero de 2,1cc, OD: 0,9cc e OE: 1,2cc, ambos com textura homogênea
Telarca Precoce Isolada
Unilateral ou bilateral
S/ sinais de estrogenização
Nascimento até 3 anos
Benigno; regressão espontânea ou até a puberdade
IO e VC IC
E2 e LH normais; FSH pode estar
USG pélvico afastar PP
Caso clinico 4
• PC em 18/08/2017: DRS, sexo feminino, 7 anos e 7 meses (data nasc: 07/01/2010)
• veio encaminhada pois apresentou aumento dos ovários em USG de abdome total
• Nega telarca, nega pubarca, nega pelos axilares, odor axilar ou leucorréia.
• AP: dor abdominal inespecífica recorrente, obstipação intestinal, HI a cada 3 dias, fezes em cíbalos.
• Menarca materna com 11 anos, pais não consanguíneos, nega HF de PP
• Est. Mãe: 1,56m e Est. Pai: 1,74m EA: 1,585m ± 8 cm
• Ao exame: Peso: 28,9 kg, Est: 1,27m, IMC: 17,91 PA: 90x60 mmHg. Abdome globoso, fezes palpáveis em FIE
• Tanner: M1, P1, clitóris normal, sem pelos axilares
Est. Mãe: 1,56m e Est. Pai: 1,74m EA: 1,585m
Caso clinico 4
• 10/07/17: PPF (3 mostras): negativo • UI normal e URC negativa
• USG de abdome total: orgãos abdominais normais, OBS: aumento de ovários bilateralmente
• Annita em junho 2017
• Erro alimentar importante, excesso de carboidratos, não come frutas, verduras e legumes, ingere pouca água.
Exames
(01/09/2017) • TSH: 1,84 (VR: 0,45-4,50) • LH: 0,1 (VR: < 0,2) • FSH: 3,8 (VR: < 6,0) • estradiol: 12 (VR: < 27) • Testosterona total: 10 (VR: < 20) • androstenediona: 0,3 (VR: < 1,6) • 17 OH progesterona: 0,85 (VR: até 1,70) • DHEA-sulfato: 39 (VR: até 85)• IO (04/09/17): 8 anos e 10 meses e IC: 7 anos e 8 meses • USG pélvico (04/09/2017): útero de 3,3 cc endométrio não
visualizado, OD: 3,2cc e OE: 2,8cc, ambos com textura homogênea
Est. Mãe: 1,56m e Est. Pai: 1,74m EA: 1,585m
Evolução
Retorno 08/12/2017 DRS, 7 anos e 11 meses Nega telarca ou pubarca.
• Ao exame: Peso: 31,2 kg, Est: 1,28m
• Tanner: M1, P1, clitóris normal, sem pelos axilares
CD: dieta hipocalórica e atividade física regular. Retorno em 4 meses para reavaliação clínica. Solicito IO e USG pélvico
Retorno 02/04/2018, 8 anos e 3 meses • Ao exame: Peso: 34 kg, Est: 1,30m
Exames
(28/03/2018)• IO: 9 anos e 6 meses e IC: 8 anos e 2 meses
• USG pélvico: útero de 3,4 cc endométrio não visualizado, OD: 3,6cc e OE: 3,1cc, ambos com textura homogênea
Todo estado de supernutrição (sobrepeso ou obesidade) avança a idade óssea. Correlação entre maturação óssea e IMC
Caso clínico 5
• PC em 23/10/2017: RCS, sexo masculino, 9 anos e 11 meses (data nasc: 18/11/2007)
• veio encaminhado pois os pais estão preocupados com o desenvolvimento genital, acham o tamanho do pênis muito pequeno
• Nega aumento testicular, nega pubarca, nega pelos axilares, odor axilar ou acne.
• Menarca materna com 13 anos, pais não consanguíneos, nega HF de PP
• Est. Mãe: 1,68m e Est. Pai: 1,81m EA: 1,81m ± 9 cm
• Ao exame: Peso: 59,4 kg, Est: 1,38m, IMC: 31,19 PA: 100x70 mmHg. Abdome globoso, CA: 92 cm
• Tanner: G1, P1
Est. Mãe: 1,68m e Est. Pai: 1,81m EA: 1,81m ± 9 cm
Caso clínico 5
• Exame da genitália: bolsa escrotal pregueada, testículos
tópicos bilateralmente com volume testicular de 2,5 cc, Pênis com 6,6 cm de comprimento prepúcio retrátil, pequena
aderência balânica em face ventral da glande, cerca de 3,5 cm da base peniana em gordura púbica.
Caso clínico 6
• PC em 09/10/2017: JLSA, sexo masculino, 7 anos e 4 meses (data nasc: 02/06/2010)
• Baixa estatura desde os 2 anos de idade, até os 2 anos de idade criança tinha padrão de crescimento considerado normal, com 4 anos na escola era um dos mais baixos dentre as crianças da mesma idade e atualmente é o menor da sala de aula entre os meninos
• AP: lactente sibilante, asma até os 5 anos. Atualmente assintomático e sem medicações. Teve ITU com 1 ano e 7 meses.
• Má aceitação alimentar, pouca carne, muito leite, não gosta de frutas, verduras e legumes. Faz futsal 2X/semana
• Menarca materna com 12 anos, pais não consanguíneos
• Mãe G2, C2, é o segundo filho, mãe fez pré-natal sem
intercorrências, PN: 2850g, 46cm IG: 38 sem e 5 dias Apgar 9-10
• Est. Mãe: 1,56m e Est. Pai: 1,67m EA: 1,68m ± 9 cm
• Ao exame: Peso: 17,3 kg, Est: 1,18m, IMC: 12,42 PA: 85x60 mmHg.
Est. Mãe: 1,56m e Est. Pai: 1,67m EA: 1,68m ± 9 cm
Exames:
30/10/2017• HMG: Hb: 12,4, Ht: 38,6, leuco: 5680 (32 seg, 56 linf, 5 eos, 7 mon), plaq: 188.000, ferritina: 51, ferro: 88
• Ca: 10,4, P: 4,6, FA: 168, 25OH vit D: 32,6 • Na: 142, K: 4,1, U: 15, Cr: 0,56,
• gasometria venosa: pH: 7,38, HCO3: 26, • glic: 79, TGO: 15, TGP: 12
• TSH: 1,16, T4 livre: 0,95, IgA total: 120 • Ac. anti-endomísio - IgA: não reagente
• Ac. anti-transglutaminase - IgA: 0,2 (negativo) • IGF-1: 159 (VR: 58-320)
• IGFBP-3: 5,2 (VR: 1,7-7,3)
Est. Mãe: 1,56m e Est. Pai: 1,67m EA: 1,68m ± 9 cm
Evolução JLSA
• 02/04/2018 7 anos e 10 meses • P: 18,6kg, E: 1,205m IMC: 12,8 • EF normal
• VC normal para a idade: 5 a 7 cm por ano • VC: 2,5 cm em 6 meses
• Erro alimentar importante, já fez uso de Sustagen, Pediasure e Milnutri sem sucesso, pediatra passou Vitawin.
Est. Mãe: 1,56m e Est. Pai: 1,67m EA: 1,68m ± 9 cm
Evolução JLSA
• Teste da Clonidina- atensina 0,1 mg/cp dose 5 mcg/kg • GH basal: 0,07 ng/ml
• GH t 30 min: 2,54 ng/ml • GH t 60 min: 9,07 ng/ml • GH t 90 min: 5,81 ng/ml
USO DO GH - FDA
• Deficiência de GH - 1985
• Síndrome de Turner - 1996
• Síndrome de Prader-Willi - 2000
• IRC - 1993
• RCIU – PIG com BE sem crescimento de recuperação - 2001
• BE idiopática – 2003 - * SUS não fornece
BE idiopática
Grupo heterogêneo: BEF, ACCP, mutações heterozigóticas do receptor de GH
Resposta normal do GH aos testes de estímulo Ganho de 3 a 5 cm na AF; dose dependente. Dose de 0,10 UI/Kg/dia: ganho de 3 cm
Dose de 0,15 UI/Kg/dia: ganho de 5 a 7 cm
Discutir: padrão de crescimento normal, padrão de crescimento familiar, estirão puberal e VC
Expectativas realistas do paciente e da família, abordar riscos do uso de GH
Caso clínico 7
• PC em 26/05/2017: TRF, sexo masculino, 10 anos e 2 meses (data nasc: 11/03/2007)
• Baixa estatura desde os 5 anos de idade e atualmente é o menor da sala de aula. Sofre bullying na escola.
• AP: tem dermatite atópica leve, traço talassêmico, teve varicela com 4 anos, apendicectomia com 8 anos
• Má aceitação alimentar, não gosta de frutas, verduras e legumes. Muitos lanches e fast food 3-4 vezes na semana. Faz natação
2X/semana
• Menarca materna com 15 anos, pais não consanguíneos
• Mãe G1, C1, mãe fez pré-natal sem intercorrências, PN: 3350g, 50cm IG: 39 sem e 4 dias Apgar 9-10
• Est. Mãe: 1,72m e Est. Pai: 1,85m EA: 1,68m ± 9 cm
• Ao exame: Peso: 28 kg, Est: 1,26m, IMC: 17,6 PA: 90x60 mmHg.
TRF
Est. Mãe: 1,72m e Est. Pai: 1,85m EA: 1,85m
Exames:
09/06/2017• HMG: Hb: 14,6, Ht: 42,3, leuco: 8540 (36 seg, 52 linf, 2 eos, 10 mon), plaq: 340.000, ferritina: 78, ferro: 105
• Ca: 10,6, P: 4,2, FA: 154, 25OH vit D: 40,8 • Na: 138, K: 4,3, U: 19, Cr: 0,67,
• gasometria venosa: pH: 7,36, HCO3: 28, • glic: 89, TGO: 18, TGP: 16
• TSH: 2,76, T4 livre: 1,05, IgA total: 141 • Ac. anti-endomísio - IgA: não reagente
• Ac. anti-transglutaminase - IgA: 0,1 (negativo) • IGF-1: 356 (VR: 110-550)
Evolução TRF
• Teste da Clonidina- atensina 0,1 mg/cp dose 5 mcg/kg • GH basal: 0,18 ng/ml
• GH t 30 min: 6,54 ng/ml • GH t 60 min: 15,67 ng/ml • GH t 90 min: 9,18 ng/ml
VARIANTES DA NORMALIDADE
ATRASO CONSTITUCIONAL DO CRESCIMENTO
• Atraso da IO em relação a IC
• IO compatível com a idade estatural
Evolução TRF
• 26/06/17 10 anos e 3 meses Peso: 28,6 kg, Est: 1,27m • 23/10/17 10 anos e 7 meses Peso: 29,8 kg, Est: 1,29m • 16/03/18 11 anos Peso: 31 kg, Est: 1,32m • 07/03/18: IO: 8 anos e 6 meses e IC: 11 anos
Est. Mãe: 1,72m e Est. Pai: 1,85m EA: 1,85m
Caso clínico 8
• PC em 05/12/16: MBN, sexo feminino, 3 anos e 3 meses (data nasc: 16/08/13)
• Baixa estatura desde o nascimento. Má recuperação da curva
ponderoestatural. É a mais baixa e a mais magra na turma da escola
• AP: Má aceitação alimentar, come arroz, feijão em pequena
quantidade, não gosta de carne, aceita ovo 2 x por semana, poucas frutas, não toma café da manhã (vomita)
• Tem rinite alérgica e faz uso de corticoide nasal. BCP com 9 meses
• Menarca materna com 13 anos, pais não consanguíneos
• Mãe tabagista, 38 anos,G1, C1, mãe fez pré-natal, teve pneumonia e IIC. PN: 1080g, 37cm IG: 32 semanas Apgar 6-9, 48 dias internada
• Est. Mãe: 1,64m e Est. Pai: 1,71m EA: 1,61m ± 8 cm
• Ao exame: Peso: 11,2 kg, Est: 88 cm, IMC: 14,46 PA: 80x50 mmHg.
Est. Mãe: 1,64m e Est. Pai: 1,71m EA: 1,61m
Exames:
12/01/2017• HMG: Hb: 11,8, Ht: 30,9, leuco: 4850 (41 seg, 49 linf, 1 eos, 1 baso, 8 mon), plaq: 266.000, ferritina: 28, ferro: 76
• Ca: 9,6, P: 4,8, FA: 132, 25OH vit D: 33 • Na: 141, K: 3,8, U: 11, Cr: 0,33,
• gasometria venosa: pH: 7,39, HCO3: 25, • glic: 71, TGO: 11, TGP: 9
• TSH: 1,47, T4 livre: 0,78, IgA total: 125 • Ac. anti-endomísio - IgA: não reagente
• Ac. anti-transglutaminase - IgA: 0,3 (negativo) • IGF-1: 59 (VR: 50-275)
CIUR - PIG
RN PIG: peso e/ou comprimento ao nascimento < -2 DP para sexo e idade gestacional (curva de Fenton 2013).
15 a 20 % não recuperam a altura em relação ao padrão populacional para sexo e idade ou ao padrão familiar (percentil da EA) com 18 a 24 meses de idade.
Uso de GH no PIG: aumenta a EF, recuperação da EAF Eficácio do tto: IC no início do tto, dose, tempo de tto Idade: antes dos 6 anos de idade, entre 2 e 4 anos
Dose: 0,12 a 0,15 UI/Kg/dia ganho de 2 a 2,7 DP de estatura e recuperação da EA
Início próximo ou na puberdade: ganho de 0,6 DP na estatura Diagnóstico precoce é fundamental!
Melhor resposta do tratamento com somatropina no
PIG depende de:
• IC ao diagnóstico
• p est. inicial (p est. Inicial – p EA) (quanto maior , melhor) • Dose manter entre 0,15 a 0,20 UI/Kg/dia
• p est. no início da puberdade (quanto maior, melhor) • VC no primeiro ano de tratamento (± 10 cm)
• Grande entrave da prática médica: peso mínimo para fazer teste de estímulo de GH (clonidina, ITT ou glucagon) 12 kg
Evolução MBN
• Teste da Clonidina- atensina 0,1 mg/cp dose 5 mcg/kg • GH basal: 0,09 ng/ml
• GH t 30 min: 1,24 ng/ml • GH t 60 min: 7,14 ng/ml • GH t 90 min: 5,78 ng/ml
Evolução MBN
• 30/08/17: 4 anos P: 12,3 kg e E: 94 cm teste da Clonidina • 04/09/17: RNM sela túrcica: hipófise normal
• Indicado uso de Somatropina dose de 0,15 UI/Kg/dia = 1,8UI SC • Iniciou tto em outubro de 2017 com 12,5 kg e 95 cm
• 15/01/18: P:13,4kg e 98cm • 16/04/18: P: 14,1kg e 101cm • VC: 6 cm em 6 meses