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EPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE PROFESSORES EM
FORMAÇÃO SOBRE A PRÁTICA DOCENTE NO
E
NSINO
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UNDAMENTAL
Aletéia R. CARVALHAES
[email protected]
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NIVERSIDADE DOE
STADO DEM
INASG
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ESUMO
Inserindo no eixo temático: Os Sentidos da Formação de Professores, proposto por esse “IX Simpósio Educação e Sociedade Contemporânea: desafios e propostas”, o presente trabalho têm como objetivo investigar as representações sociais de futuros professores sobre a prática docente de professores atuantes no Ensino Fundamental do Município de Leopoldina-MG. São sujeitos da pesquisa alunos que realizam estágio supervisionado do curso de Pedagogia da UEMG- Unidade Leopoldina. Esse estudo de caso tem fundamentação teórica na Teoria das Representações Sociais de Moscovici e, parte da necessidade de compreender como os sistemas de referências que utilizamos para classificar pessoas, grupos e interpretar a realidade, dando sentido às representações que construímos nas inter-relações que estabelecemos constituindo uma referência para a formação profissional do docente. Ainda em andamento, a pesquisa aprovada pela FAPEMIG, tem Abordagem Qualitativa e utiliza a Metodologia de Estudo de Caso do tipo Levantamento. A relevância desse estudo se dá pela relação do processo de ensino-aprendizagem com a formação para melhor ensinar e o aprimoramento da docência, enquanto profissão.
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I
NTRODUÇÃO
A proposta da pesquisa em questão nasce da necessidade de compreender como os sistemas de referências que utilizamos para classificar pessoas, grupos e interpretar a realidade, dão sentido às representações que os sujeitos constroem nas inter-relações, de modo que seus membros constituam uma referência para a sua formação docente profissional.
Ao refletir sobre a formação e o trabalho docente a partir do enfoque das Representações Sociais, Sousa (2002, p.286) ressalta que, “as investigações na área da educação passaram a exigir construções teóricas que conciliassem pontos de vista do ator individual e do ator social e de perspectivas micro e macro”.
Algumas perguntas movimentam o interesse de professores e alunos, quando buscam compreender um pouco mais essa complexa rede de significados que se dão no processo de formação de professores e que, vão além do que é instituído, principalmente, quando se indagam: será que a formação inicial é capaz de viabilizar a articulação teoria-prática? Os estágios supervisionados são espaços de construção de aprendizagem ou apenas de observação? Que competências e habilidades são construídas nesses espaços? E dessas, quais são passíveis de serem trabalhadas?
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BJETIVO
Apreender e analisar as representações sociais dos alunos do curso de Pedagogia da Universidade do Estado de Minas Gerais- UEMG - Leopoldina, sobre a prática docente de professores atuantes no Ensino Fundamental de escolas do Município de Leopoldina-MG, observada durante a realização do estágio curricular supervisionado.
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ETODOLOGIA
A pesquisa é de abordagem qualitativa, utilizando-se do referencial da Teoria das Representações Sociais e da Abordagem de Estudo de Caso. São sujeitos da pesquisa os alunos da UEMG – Unidade de Leopoldina que encontram-se inseridos na disciplina Estágio Supervisionado e realizam essas atividades nas escolas de nível de Ensino Fundamental no município de Leopoldina.
Os dados estão sendo coletados a partir de entrevista semi estruturada e questionário auto aplicável. A pesquisa, de Abordagem Qualitativa, “que, segundo Monteiro (1998, p.7) atende ao imperativo de compreender, por dentro, o fenômeno educacional em suas diferentes facetas”, orienta-se pela teoria das Representações Sociais.
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ISCUSSÃO TEÓRICA
Os estudos sobre pesquisa em educação revelam que são muitas as possibilidades metodológicas no desenvolvimento de uma pesquisa com abordagem qualitativa.
Dentre as opções teórico-metodológicas utilizadas na pesquisa em educação, a Teoria das Representações Sociais vem revelando uma importante contribuição significativa, no que tange a formação de professores. Tal teoria, não busca entender aspectos da relação sujeito e meio social, mas o dinamismo das relações, ou seja, como o social interfere na elaboração das
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representações sociais dos indivíduos e como estas interferem na elaboração das representações sociais do grupo a que pertencem.
Para Moscovici (1984, p. 181) devemos entender:
[...] por representações sociais queremos indicar um conjunto de conceitos, explicações e afirmações interindividuais. São equivalentes, em nossa sociedade, aos mitos e sistemas de crenças das sociedades tradicionais; poder-se-ia dizer que são a versão contemporânea do senso comum.
Sendo assim, cada indivíduo vai formando um sistema de pensamento diferenciado e, ao mesmo tempo, coerente com o sistema de pensamento do grupo ao qual pertence. Ou seja, as representações sociais podem ser consideradas como elaborações mentais construídas socialmente a partir da interação que se dá entre os sujeitos de uma determinada sociedade. Esse sistema de pensamento é utilizado, tanto pelo indivíduo como pelo grupo, como referência para a interação positiva, ou negativa, de um novo objeto.
Pode-se dizer que essa representação é sempre produzida de modo coletivo, ou seja, por um grupo, mas não qualquer grupo. Para o estudo das representações sociais, diz Moliner (1996), que o grupo não se limita a um conjunto de indivíduos unidos pela interdependência ou por objetivos comuns, mas refere-se a um conjunto de indivíduos que mantêm determinada relação com o objeto de representação, seja porque ele é parte de sua existência, seja porque não têm como ignorá-lo. Essa possibilidade nos permite compreender a necessidade de alguns grupos em construírem sua própria "representação", quando colocados diante de "certos" objetos, em sistemas de normas e valores culturais próprios de sua cultura, de sua tradição.
Na atuação de professores, tal perspectiva revela-se, produzindo um modo de “ser e fazer” da profissão que opera por meio de sistemas de representações, que permitem apresentar seus membros para os demais atores sociais, que segundo Mazzotti (2009, p.168),
Constitui-se assim, como um “dentro” e um “fora” da profissão que determina a identidade de seus membros; uma unidade em que os sujeitos realizam seus desejos de afiliação, tendo por foco seus projetos vinculados ao trabalho de modo singular segundo a compreensão de seus papeis em um sistema de valores. Esses sistemas simbólicos são representações socialmente constituídas (Moscovici, 1978) que no caso dos professores, organizam-se em torno das concepções a respeito da educação, e de suas práticas. (GATTI, 2003, in BARROS; MAZZOTTI, 2009, p. 168)
A partir do exposto até o momento, a opção feita para a realização desse estudo foi o Estudo de Caso do tipo levantamento, compreendido como uma modalidade de pesquisa, que segundo YIN (2001. p. 19), “representa a estratégia preferida quando se colocam questões do tipo “como” e “por que”, quando o pesquisador tem pouco controle sobre os eventos e
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quando o foco se encontra em fenômenos contemporâneos inseridos em algum contexto da vida real”.
Pesquisas desse tipo buscam descrever a distribuição das características ou de fenômenos que ocorrem naturalmente em grupos da população quando desejamos, por exemplo, avaliar, estimar, conhecer e /ou descrever as características ou perfil de um grupo de pessoas, sejam estas características referentes a opiniões, a problemas clínicos, a aspectos sócio-demográficos dos sujeitos ou aspectos da personalidade.
Às vezes, a pesquisa de levantamento procura ir além da descrição das características de um grupo e procura verificar o que é que determina aquela característica dos sujeitos.
No processo de análise desse estudo a partir da Teoria de Representações Sociais, investiga-se, como diz Alves-Mazzottti
[...] justamente como se formam e como funcionam os sistemas de referências que utilizamos para classificar pessoas e grupos e para interpretar os acontecimentos da realidade cotidiana. Por suas relações com a linguagem, a ideologia e o imaginário social e, principalmente, o seu papel na orientação de condutas e das práticas sócias, as representações sociais constituem elementos essenciais à análise dos mecanismos que interferem na eficácia do processo educativo (ALVES-MAZZOTTI, 1994, p. 60-61).
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ESULTADOS
O estudo em questão encontra-se em fase de estudo teórico, construção de artigos e elaboração de instrumento de coleta de dados.
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EFERÊNCIAS
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IBLIOGRÁFICAS
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