Classificaçao das folhas.. ervas dos orixás
1) São divididas por elementos, a saber: EWÉ AFÉEFÉ – folhas de arEWÉ INÓN – folhas de fogo EWÉ OMIN – folhas de água
EWÉ ILÉ ou IGBÓ – folhas de terra
Essa divisão remonta à classificação dos orixás por elementos, apesar de sabermos que os orixás podem ter, e efetivamente possuem, folhas
pertencentes a todos os elementos. A chave é o equilíbrio. Só para lembrar, a divisão dos orixás por elementos é:
ORIXÁS DE FOGO: Exú, Ogum, Xangô, Oyá.
ORIXÁS DE TERRA: Ogum (o ferro), Oxóssi, Omolú/Obaluaê, Nanã.(lama = terra + água), Oxumarê e Logun.
ORIXÁS DE ÁGUA: Iemonjá, Oxum, Nanã, Oxumarê, Logun, Obá, Yewá, Oxalá (nas chuvas finas).
ORIXÁS DE AR: Oyá, Oxalá (nas nuvens e no céu), Oxumarê (no arco íris). Devemos ter em mente que esta classificação é genérica, pois não leva em consideração que, em suas qualidades, os orixás se relacionam com outros orixás e, conseqüentemente, com outros elementos. Por exemplo, Oyá Onira = fogo + ar + água = água fervente ou vapor d’água; Ogum Alagbedê = fogo + ar = ferreiro do céu; Odé Inle = terra + ar + água, etc. Por isso, é aconselhável o uso equilibrado dos quatro elementos num amaci/abô/omieró, principalmente no que diz respeito aos rituais iniciáticos.
Outra classificação diz respeito à polaridade das folhas, determinada normalmente por seu formato, onde temos:
EWÉ OPA ÒTÚN X EWÉ OPA ÒSÍ
Folhas da direita Folhas da esquerda Masculinas Femininas
Formas alongadas/fálicas Formas arredondadas/uterinas Geralmente, de fogo ou ar Geralmente de água ou terra
Também se considera as condições de: excitação (gùn) ou calma (èrò) geradas pelas folhas, que é de extrema importância.
GUN X ÈRÒ
Folhas de fogo ou terra, Folhas de ar ou água,
Facilitam a possessão e excitam abrandam o transe e acalmam o orixá e a pessoa. o orixá e a pessoa.
Volta-se a frisar, o equilíbrio é fundamental.
Em banhos (amacis – banhos frescos, ou abôs – banhos de fundamento do axé) é necessário analisar as condições da pessoa e de seu orixá. Se o banho é para pessoa /orixá muito calmo, usam-se algumas folhas GUN, para
equilibrar a energia. Se for ao contrário, usa-se algumas folhas ÈRÒ.
Banho de Ervas – Importante ao preparar:
Os banhos de ervas devem ser preparados por pessoas especializadas dentro dos terreiros ou por você mesmo(a), com a orientação de seu Zelador de Santo (Pai de Santo).
No candomblé quem colhe as ervas é o Mão-de-Ofã, ou Olossain, que antes de entrar na mata saúda Ossãe (orixá das ervas e folhas) e oferece-lhe um cachimbo de barro, mel, aguardente e moedas. Esse sacerdote que se dedica às folhas, nos cultos de Nação, é o Babalossaim, e ele usa seus dotes a cura, para a preparação de amacis e feitura de Santo no candomblé.
Na Umbanda, os Pais e Mães de Santo tem o conhecimento do uso das ervas e no
preparo delas.
Acenda uma vela branca e ofereça ao seu anjo de guarda. Ponha água (de preferência mineral) dentro da bacia juntamente com a erva, e macere-a até extrair o sumo. Deixe descansar a mistura, dependendo da "dureza", por algumas horas (flores, brotos e folhas), até por dias (caules, cipós e raízes). Durante este processo, é importante que o filho de fé, ou cante algum ponto correspondente, ou ao menos esteja concentrado e vibrando positivamente.
Retire o excesso das folhas da bacia; tome seu banho de asseio normal; depois o de descarrego, se indicado;e, depois tome o banho com o amaci, lavando bem a cabeça, a nuca, o frontal e os demais chacras, (o banho deverá permanecer no corpo), vista uma roupa branca. Procure se recolher por uns trinta (30) minutos, mentalizando seu orixá. Em todos os banhos, onde se usam as ervas, devemos nos preocupar com alguns detalhes :
Ao adentrar numa mata para colher ervas ou mesmo num jardim, saudamos sempre Ossaim que é responsável pelas folhas;
Antes de colhermos as ervas, toquemos levemente a terra, para que descarreguemos nossas mãos de qualquer carga negativa, que é levada para o solo;
Não utilizar ferramentas metálicas para colher, dê preferência em usar as próprias mãos, já que o metal faz com que diminua o poder energético das ervas;
Normalmente usamos folhas, flores, frutos, pequenos caules, cascas, sementes e raízes para os banhos, embora dificilmente usemos as raízes de uma planta, pois estaríamos matando-a;
Colocar as ervas colhidas em sacos plásticos, já que são elementos isolantes, pois até chegarmos em casa, estaremos passando por vários ambientes;
Lavar as ervas em água limpa e corrente;
Os banhos ritualísticos devem ser feitos com ervas frescas, isto é, não se demorar muito para usá-las, pois o Prana contido nelas, vai se dispersando e perde-se o efeito do banho; A quantidade de ervas, que irão compor o banho, são 1 ou 3 ou 5 ou 7 ervas diferentes e afins com o tipo de banho.
Não usar aqueles banhos preparados e vendidos em casas de artigos religiosos, já que normalmente as ervas já estão secas, não se sabe a procedência nem a qualidade das ervas, nem se sabe em que lua foi colhida, além de não ter serventia alguma, é apenas sugestivo o efeito.
Banhos feitos com água quente devem ser feitos por meio da abafação e não fervimento da água e ervas, isto é, esquenta-se a água, até quase ferver, apague o fogo, deposite as ervas e abafe com uma tampa, mantenha esta imersão por uns 10 minutos antes de usar. Os banhos não devem ser feitos nas horas abertas do dia (06 horas, 12 horas ou meio-dia, 18 horas e 24 horas ou meia-noite), pois as horas abertas são horas “livres” onde todo o tipo de energia “corre”. Só realizamos banhos nestas horas, normalmente os descarregos com ervas, quando uma entidade prescrever (normalmente um Exú). Não se enxugar, esfregando a toalha no corpo, apenas, retire o excesso de umidade, já que o esfregar cria cargas elétricas (estática) que podem anular parte ou todo o banho. Após o banho, é importante saber desfazer-se dos restos das ervas. Retiramos os restos das ervas que ficaram sobre o nosso corpo, juntamos com o que ficou no chão. E
despachamos em algum local de vibração da natureza como, por exemplo, num Rio (rio abaixo), no mar, numa mata, etc.; Ou até mesmo em água corrente
Banho de Descarrego com ervas, folhas ou Ewe
Author: AUTOR: EBOMI | at : 13:51 | Category : Banhos, Candomblé, Ervas - Ewe - folhas - Plantas, O Candomblé, UMBANDA |
O banho muito utilizado é o Banho de Descarrego com ervas, folhas ou Ewe. Quando feito com ervas, as mesmas devem ser colhidas por pessoas capacitadas para tal, em horas e condições exigidas, entretanto, podem ser usadas também as adquiridas no comércio (frescas), desde que quem vá usá-las, as conheça.
Banhos com essências também devem ser utilizados com cuidado, pois contêm muita vibração, somente administrados por pessoas capacitadas.
O banho de descarga mais usado é feito com ervas positivas, variando de acordo com os fluídos negativos acumulados que uma pessoa está carregando, e de acordo com os orixás que a pessoa traz em sua cabeça. O banho de descarga com ervas deve ser tomado após o banho rotineiro, de preferência com sabão da costa, sabão neutro ou sabão de coco.
Um banho de descarga não deve ser jogado brutalmente pelo corpo e sim suavemente, com o pensamento voltado para as falanges que vibram naquelas ervas ali contidas. Ao tomarmos o banho de descarrego podemos também entoar um ponto cantado, chamando os guias que vibram com aquelas ervas ali maceradas.
Ao terminarmos o banho de descarga, devemos recolher as ervas e "despachá-las" em algum local de vibração da natureza como, por exemplo, num Rio (rio abaixo), no mar, numa mata, etc.; Ou até mesmo em água corrente.
Hoje em dia há banhos de descarga que são comprados prontos, mas não são recomendados, pois muitos não são preparados com o rigor que deveriam ser. Pois para preparar um banho, devemos colher as ervas certas, caso contrário, não há efeito
positivo e/ou completo.
Após um Banho de Descarga ou descarrego, é aconselhável, que se tome algum
Banho de Energização, com ervas de Oxalá, ou com as ervas do Orixá do médium.
Sistema de Classificação Jêjê-Nagô Ewé Orò
s y , o orixá patrono da vegetação e divindade das folhas litúrgicas e medicinais. É
cultuado nos terreiros de Candomblé, principalmente, durante o processo iniciático quando banhos, atin (pós) e “descarrego” são feitos com o auxílio das folhas. Sua importância é tão abrangente dentro da religião que nenhuma cerimônia pode ser praticada sem a sua participação, pois sendo o detentor do àṣẹ contido nos vegetais, todos os Òrìşà dependem dele, por isso diz-se que sem folhas não tem orixa - kò sí ewé
kò sí Òr şà
O sistema de classificação dos jêje-nagôs, que diz respeito aos vegetais, se estrutura sobre quatro elementos que esotéricamente é visto como universal, Fogo, Água, Terra e Ar.
Sendo os orixás, representações vivas destas forças que regem a natureza, as folhas a eles atribuídos, no contexto litúrgico, associam-se, conseqüentemente, a estes
elementos. Deste modo, os vegetais estão dispostos em quatro compartimentos-base diretamente relacionados aos quatro elementos da natureza
Nestes quatro compartimentos-base, insere-se todo o sistema litúrgico jêje-nagô. Sendo assim, cada orixá possui uma característica própria que é transmitida ao seu iniciado, o que possibilita identificar, através do arquétipo humano, seus pais míticos, ou seja, qual o orixá que rege a pessoa. Deste modo temos:
Compartimento
Fogo Água Terra Ar
Ewé Inón Ewé Omi Ewé Ilé w ẹ ẹ
Folha Principa
l
Orixás Exu Xangô Oyá Yemanjá Oxum Oba Oyá ewá Oxumaré Nana Oxossi Òşàlà sónyìn Ogun Oxossi mọlú Òşàlà Oxumaré Oya
A divisão do óríxá em caminhos (qualidades ou avatares) faz com que estes pertençam a mais de um compartimento. Ex.: Exù que se relacionam com todos os orixás; Ògún e Oxosi que vivem na água; Oiá que possui caminhos de fogo, água, mato; Oxumaré que transita entre o céu, a terra e as águas etc.
Os vegetais se dividem, também, dentro de um sistema binário, em Masculinos (ak ) e Femininos (abo) que são determinadas pela forma de suas folhas:
Folhas alongadas ou que possuem forma fálica são masculinas.
Folhas arredondadas ou que possuem forma uterina são femininas.
Masculino Feminino
As folhas consideradas masculinas estão associadas aos orixás masculinos, bem como as femininas, aos orixás femininos, todavia, eventualmente encontraremos algumas folhas femininas usadas para orixás masculino e algumas masculinas utilizadas para as ìyába, o que reflete a própria relação familiar dos orixás masculinos com femininos e vice versa. Como exemplo vemos que, sendo Ògún filho de Yemanjá, as folhas femininas usadas para esta ìyába é freqüentemente usada para este orixás e vice versa. Dentro, ainda de uma visão binária, os jêje-nagô consideram, ainda que as folhas possam estar posicionadas no lado direito - a t -, que é masculino e positivo em oposição ao esquerdo - apá òsì - que é feminino e negativo.
Os compartimentos que contem as Ewé Inón (Folhas do Fogo) e (Folhas do Ar) estão associados ao masculino, elementos ativo e fecundantes.
As Ewé Omí (Folhas da Água) e as Ewé Ilé (Folhas da Terra) se ligam ao feminino,
Todavia, essa não é uma condição sine qua non quando analisamos mais detalhadamente a utilização dos vegetais, pois, percebemos que algumas folhas positivas se relacionam com o lado esquerdo ou feminino e vice-versa, daí, encontrarmos folhas femininas usadas com fins positivos e folhas masculinas consideradas negativas. Verger (1995:25) cita, pôr exemplo, “que entre as folhas há quatro conhecidas como (...) as quatro folhas masculinas (pôr seu trabalho maléfico)...; e quatro outras tidas como antídotos...”. Entre estas últimas êle inclui o , que é uma folha feminina, porém, positiva, o que nos faz crer que as diversas condições binárias não interagem de modo rígido entre si, mas sim transitam dinamicamente de um lado para o outro, pois, como vimos, uma folha masculina pode estar situada junto aos elementos da esquerda pôr ser considerada negativa e vice-versa.
De grande importante, tamb m, na classifica ão dos vegetais são as condi es binárias gún (de excita ão) x rọ (de calma), pois, são aspectos das folhas, que dão equilíbrio às misturas vegetais, quando bem dosadas de acordo com a situa ão de cada indivíduo. s vegetais considerados gún estão ligados aos compartimentos Fogo ou Terra, enquanto que, os considerados rọ , relacionam-se com os da Água ou Ar. Estas condições são interpretadas corriqueiramente pelas pessoas do candombl como fria ( rọ ) ou quente (gún).
uando utilizadas nos rituais de inicia ão ou nos trabalhos litúrgicos, os vegetais classificados como rọ tem a fun ão de abrandar o transe, apaziguar ou acalmar orixá, contrariamente, os considerados gún servem para facilitar a possessão e excitar o orixá. s vegetais gún e rọ são identificados, normalmente, segundo seu nome ou sua
finalidade. È importante notar que o (encantamento) é que determina a função da folha, pois, embora exista todo um sistema classificatório para os vegetais, cada folha traz em si a fun ão a qual ela se destina. Como exemplo: eregún que no seu ọfọ considerado o senhor da maldição, tem a finalidade de retirar maldições das pessoas. Ewuro, a folha amarga, tem por função retirar o amargo da vida. Teté, Rinrin e Odundun são folhas calmantes, mas, também, com função de atrair prosperidade para seus usuários.
Esses pares se interrelacionam e produzem a harmoniosa das prepara es (omi rọ , amasí) constituindo-se em referencial das 16 "folhas" w ẹ r í que devem estar combinadas, das quais oito são constantes e denominadas de ewé órò, e as
restantes variáveis ewé òrìṣà e empregadas de acordo com o òrìṣà do indivíduo a que se destina o preparado e/ou à situação específica (lavagem de contas, de otá, feitura de santo, beberagem, etc.).
O quadro abaixo esquematiza as nossas colocações, assim como permite visualizar o equilíbrio imanente às preparações vegetais. Cabe, ainda, explicitar o que é entendido como ẹ r literalmente água que acalma trata-se de preparado à base de vegetais macerados, aos quais é acrescentada água (elemento essencialmente rọ ) e (sangue) dos animais sacrificados (elemento gùn), sendo então colocado em recipiente apropriado (porrão, vaso de barro) e deixado para fermentação. Cabrera (1980a:181) assim o define O Omièrè (...) se compõe das folhas correspondentes a cada Oricha e das seguintes espécies usuais (...)
t k ẹ Àgbaó ẹ tẹ ẹ Rín Rín r aya a t
rọ Gún rọ Gún rọ rọ Gún Gún Fem. Fem. Masc. Masc. Fem. Masc. Fem. Masc. Yèmọnja ṣùn Ṣàngó Òṣàlà ṣùn sányin wọ n ayaba Ṣàngó Esta preparação também é conhecida no Brasil com a designação de Àgbó, água dos òrìṣà, considerada de múltipla utilidade e um dos àsé mais importante dos ilé òrìṣà. Cabe ressaltar que existem distinções na sua composição, independentes da variação das espécies vegetais que o compõem "ewé òrìṣà e, conseqüentemente do elemento
relacionado. Em primeiro lugar, existe o Àgbó para os òrìṣà funfun, sem azeite de dendê epó e sem sal iyò, e o àgbó dos ébóra òrìṣà-filhos que, por sua vez, é diferenciado de acordo com a substância mítica relacionada à cada um desses òrìṣà. Portanto, a
diferenciação dos àgbó está relacionada com os èwò proibições alimentares elementos que se referem diretamente às substância-símbolo da essência do òrìṣà e que aparecem explícitas nos mitos de criação e/ou nos textos dos Odù.
O mel, por exemplo, não pode ser incluído entre os elementos que comp em o àgbó ṣọ ọ si, pois um dos seus interditos alimentares, enquanto está presente nas preparações destinadas a todos os outros òrìṣà, o mesmo sucede com o dendê em relação a Òsàlá.
Verger (1968a), estudando o papel das plantas litúrgicas entre os Yórùbá, vai dividi-las em duas categorias: "igègùn òrìṣà" e "èrò òrìṣà", a primeira categoria para "excitar os òrìṣà" e a segunda para "calmar os òrìṣà". Explicita quanto ao termo "gùn" que este significa "montar" e induz a idéia de cavalgar, sendo que os adeptos que são possuídos pelas divindades são denominados de "elégùn" ou "esín òrìṣà" cavalo do deus
concluindo que as espécies colocadas sob esta categoria servem para propiciar a
possessão. Contrariamente, as plantas classificadas como de calma (èrò) teriam o efeito de abrandar o transe, apaziguar o òrìṣà. Estas categorias mencionadas por Verger foram extraídas de textos dos Odù e no curso de nosso trabalho conseguimos identificá-las nas "kòrín ewé" ou "cantigas de folha", integrantes do ritual "Àsà Òsányìn" ou como
chamada Sasanho, no qual as espécies são louvadas antes de serem empregadas. Os textos das cantigas aparecem mais adiante na linguagem ritual e em tradução para apresentar o significado, tanto literal quanto a dos grupos Jêje-Nagô.
O termo gùn aparece com a mesma conotação nas cantigas que visam detonar o àṣẹ da "folha" e da "folha" . Quanto à categoria èrò, podemos encontrá-la explícita nas cantigas que se referem a ìrókò (Ficus doliaria, M., Moracease, Ba-35) e , espécies conotadamente de calma, tanto no Brasil, como em Cuba e na Nigéria "(...) evocam a idéia de retorno à calma através do emprego de folhas de e da água contida na concha do caramujo.
No Brasil, entretanto, estas categorias aparecem também sob a denominação de "positivas" e "negativas", servindo como medida para o estabelecimento do equilíbrio das preparações, sendo mesmo "que se deve Ter muito cuidado ao juntar as folhas, pois pode acontecer algum problema se não forem vem casadas", segundo a maioria de nossos informantes.
A paridade e a complementaridade com a combinação exata dos pares Macho/Fêmea e Agitação/Calma também é observada no preparo de amasi banhos destinados a induzir bem-estar, nos quais somente são empregadas "folhas verdes", recém-coletadas,
maceradas e imediatamente usadas. Os amasi aqui no Brasil são chamados de Omièrò, Maupoil (1943:143) faz menção a preparações "compostas de folhas e d'água (ama-si)" com a mesma finalidade. Então, se a paridade é uma constante nas preparações
mencionadas, significando o estabelecimento de equilíbrio, a imparidade aparece diretamente relacionada à desordem, ou seja, ela é quem pode resolvê-la e através de sua ação (movimento) reconduzir à ordem, ao equilíbrio.
O movimento é a mediação que produz uma comunicação que, por sua vez, restabelece a ordem. Esta ação, portanto, é associada à imparidade nos ritos de limpeza e/ou purificação, que vão produzir o bem-estar, advindo da estreita ligação com os òrìṣà. A limpeza e a purificação rituais os "sacudimentos", cujo sentido explícito de
movimentos se encontra na denominação do rito, são realizados com número ímpar de espécies vegetais (1,3,7) e visam anular a desordem proveniente de um estado de "doença". Este estado, contudo, não se refere apenas a distúrbios fisiológicos, mas, sobretudo, à ruptura da ligação (falta de comunicação) necessária para o bem-estar (saúde) entre os árá-aiyé e os árá-òrún, entre a oposição binária complementar fundamental, entre a vida e a morte, entre o natural e o sobrenatural.
Em suma, a desordem é equalizada à doença (mal-estar físico e/ou social). A volta à ordem é propiciada pela ação que a imparidade produz, a mutação de um estado de "doença" para o de "saúde" implica, pois, na imparidade, da mesma forma que a ordem/equilíbrio supõe a paridade. A imparidade, simbolizando a impureza, somente através do emprego de elementos vegetais ou não, em número ímpar, pode trazer a ordem/pureza.
Dentro da lógica do sistema de classificação dos vegetais foi detectada, além dos pares Macho/Fêmea, Agitação/Calma, outra sub-divisão, a das plantas substitutas, aquelas que são e - folhas escravas das outras. Estas espécies estão diretamente relacionadas à folha principal de cada uma de nossas categorias-chave. Assim é que, por exemplo, a principal no compartimento fogo, ewé inón estão unidas outras espécies denominadas de suas "escravas", que podem substituí-las ou a ela se agregar para a obtenção de fins almejados. Tal associação implica, portanto, na noção de Família empregada na
classificação botânica clássica. Da mesma forma, as substituições podem ser efetivadas à nível de espécie: em vez de pode ser empregada Àbámodá, ambas
pertencentes à categoria èrò e também ao compartimento ewé omi. Dalziel (1948:28) se refere a ewé Àbámodá como o que você deseja, você faz em tradução literal do nome, e acrescenta que ela também é chamada de - escravo de ọ dúndún. ercebe-se o estabelecimento de uma extensa rede de "relações de parentesco" entre as folhas principais e suas substitutas afins. A existência destas afinidades também percebidas por Cabrera (1980a:179) está de acordo com o cuidado recomendado por nossos
informantes, na composição harmônica de uma preparação, pois uma não-afinidade pode causar malefícios; assim é que as "folhas" de Şà nunca devem ser colocadas no Àgbo de a wa y , da mesma forma que os "seus quartos devem ser separados". Estas precauções estão fundamentadas nos mitos que relatam a constante luta desses òrìṣà pelo coração de ya.
O par Macho/Fêmea encontra-se representado primordialmente em , pertencente a todo os òrìṣà masculinos e em , representante de todas as divindades femininas.
Outras distinções foram percebidas e podem ser resumidas nos seguintes critérios:
todos os vegetais (árvores) possuidores de troncos são reunidos sob a
denominação ampla de igi, notadamente as que se destacam pelo porte como Ìrókò, Oṣè, .
os vegetais rasteiros, arbustivos ou de caule sésseis estão agrupados como "kékéré" e geralmente antes da palavra que os designa especificamente consta o nome ewé (folha): ewé àbamòdá, ewé òṣibàtà.
os vegetais parasitas ou não, que têm como substrato outros vegetais, e as trepadeiras recebem a denominação geral de àfòmón: odán àfòmón
(Phoradendrum crassifolium, Phl et Schl., Loranthaceae, Ba-132) e àfòmón (Struthantus brasiliensis, Lank, loranthaceae, Ba-80).
Portanto, pode-se inferir do exposto acima que as relações complementares Macho/Fêmea, Agitação/Calma e os demais pares viabilizam não apenas uma justaposição por compartimentos (Bastide, 1955:494), mas um encaixamento de compartimentos, conforme apontado por Lépine (1982:54).
A coerência do sistema de classificação dos vegetais é, portanto, manifestação da coerência do sistema classificatório abrangente Jêje-Nagô, subjacente ao ethos das comunidades. Pode-se afirmar que, neste sentido, os vegetais ultrapassam seu sentido utilitário imediato, são organizados e fazem parte de um sistema classificatório de ordenação do mundo; estão diretamente relacionados a uma cosmovisão específica e são constituintes de um modelo que ordena e classifica o universo, definindo a posição do indivíduo na ordem cosmológica. Assim, os vegetais fazendo parte de um mundo real, dão-lhe um sentido também. A sua organização dentro de uma perspectiva própria, torna-os conceitualmente apreensíveis, podendo, por conseguinte, o indivíduo vivenciá-lo e mover-se dentro deste espaço organizado.
Ew Òrìşà
Ewé Yorubá Nome Científico
ABACÁ Musa textilis Née, Musaceae ABACATEIRO IGI ITOBI Persea americana Mill., Lauraceae ABACAXI Ananas comosus (L.) Merr.,
Bromeliaceae
ABIU OSÀN
ÀGBÀLÙMÒ
Pouteria caimito (Ruiz & Pav.) Radlk. , Sapotaceae
ABIU OSÀN
ÀGBÀLÙMÒ
Pouteria caimito (Ruiz & Pav.) Radlk., Sapotaceae
ABIU ROXO Chrysophyllum cainito, L., Sapotaceae
ABÓBORA ÉLÉGÉDÉ Cucurbita pepo L., Cucurbitaceae ABRE CAMINHO EWÉ LOROGÚN Lygodium volubile Sw.,
Schizaeaceae
ABRICÓ ÈSO ÒYÌNBÓ
KAN Prunus armeniaca L., Rosaceae
ACÁCIA Acacia jurema, Mart, Fabaceae
ACÁCIA BRANCA EWÉ ILÉ Moringa Oleifera, Moringaceae AÇOITA CAVALO Luehea grandiflora Mart. et Zucc.,
Tiliaceae
AÇUCENA RAJADA Lilium candidum L., Aloeaceae
AGAPANTO Agapanthus africanus L.,
Amaryllidaceae
AGAPANTO BRANCO Agapanthus africanus Albus, Amaryllidaceae
AGAPANTO LILÁS Agapanthus africanus L., Amaryllidaceae
AGONIADA Plumeria lancifolia Müll. Arg. ,
Apocynaceae
AGRIÃO Nasturtium officinale R. Br.,
Brassicaceae
AGRIÃO DO PARÁ Spilanthes acmella DC. var. oleracea (L.) Hook. f., Asteraceae AGUAPÊ J M Eichornia crassipes (Martius)
Solms-Laub., Pontederiaceae
AKÒKO AKÒKO Newbouldia laevis Seem.,
Bignoniaceae
ALAMANDA Allamanda cathartica L.,
Apocynaceae
ALCAPARREIRA Capparis spinosa L., Capparaceae ALECRIM Rosmarinus officinalis L.,
Lamiaceae
ALECRIM DA SERRA Dichiptera Aromatica L., Acanthaceae
ALECRIM DE CABOCLO
Baccharis sylvestris L., Asteraceae. ALECRIM DE
TABULEIRO
Lippia microphylla Cham., Verbenaceae
ALECRIM DO CAMPO Lantana microphylla Franch., Verbenaceae
ALFACE Lactuca sativa L., Asteraceae
ALFAVACA EFÍNRIN NLA Ocimum gratissimum L., Lamiaceae ALFAVACA DO
CAMPO
Ocimum americanum L., Lamiaceae ALFAVACA ROXA EFÍNRÍN PUPA Ocimum basilicum L. var.
purpurascens Benth, Lamiaceae ALFAZEMA DE
CABOCLO
EWÉ LATORIJE Hyptis pectinata (L.) Poit., Lamiaceae
ALFAZEMA DO BRASIL
ÀRÙSÒ Aloysia gratissima (Gill. et Hook) Troncoso., Verbenaceae
ALGA MARINHA KORÍKO ETÍ
ÒKUN Macrocystis pyrifere, Lessoniaceae ALGODOEIRO IGI ÒWÚ Gossypium barbadense L.,
Malvaceae ALGODOEIRO
AMERICANO
ELA ÒWÚ
Gossypium hirsutum L., Malvaceae ALGODOEIRO
ARBÓREO
Gossypium arboreum L., Malvaceae
ALHO AYÒ Allium sativum L., Liliaceae
ALTÉIA Althaea officinalis L., Malvaceae
AMEIXA ÈSO KAN BÍ
ÌYEYÈ Prunus domestica L., Rosaceae AMEIXEIRA ÌYEYÈ Prunus domestica L., Rosaceae
AMÊNDOA Terminalia catappa L,
Combretaceae
AMENDOEIRA IGI FURUNTU Terminalia catappa L., Combretaceae
AMENDOIM ÉPÁ Arachis hypogaea L., Fabaceae
AMOR AGARRADINHO Antigonon leptopus, Polygonaceae AMOR PERFEITO Viola tricolor L., Violaceae
AMORA
DÚDÚ KAN Morus nigra L., Moraceae
AMOREIRA IṢAN Morus nigra L., Moraceae
AMOREIRA BRANCA IṢAN Morus alba Linn., Moraceae ANDIROBA ÈFÙ ÌYÁ Carapa procera DC., Meliaceae
ANGÉLICA Angelica archangelica L., Apiaceae
ANGELICÓ Aristolochia trilobata L,
Aristolochiaceae
ANGELIM AMARGOSO Vatairea macrocarpa (Benth.) Ducke, Leguminosae
ANGICO DA FOLHA MIÚDA
Myrciaria tenella (DC.) O. Berg, Myrtaceae
ANIS ESTRELADO Illicium verum Hook.f., Illiciaceae APERTA RUÃO ÌYÈYÉ Piper aduncum L., Piperaceae ARAÇA DA PRAIA Psidium cattleianum Sabine 1821,
Myrtaceae
ARAÇA DE COROA Psidium cattleianum Sabine 1821, Myrtaceae
ARAÇA DO CAMPO Psidium guineense Sw., Myrtaceae ARAÇAZEIRO Psidium Araça Raddi., Myrtaceae ARAPOCA-BRANCA Raputia magnifica Engl. , Rutaceae ARATICUM BRAVO ÀFE Annona glabra L., Annonaceae
ARATICUM DE AREIA ÀBO Annona senegalensis Pers., Annonaceae
ARIDAN ARIDAN Tetrapleura Tetraptera (Schumach. E Thonn) Taub, Mimosaceae
ARNICA Arnica montana L., Asteraceae
ARNICA BRASILEIRA TAMANDÍ Solidago microgrossa DC., Asteraceae
ARNICA DO MATO J Wedelia paludosa DC., Asteraceae AROEIRA ÀJÓBI Schinus molle L., Anacardiaceae AROEIRA BRANCA ÀJÓBI FUNFUN Lithraea molleoides(Vell.) Engl.,
Anacardiaceae
AROEIRA VERMELHA ÀJÓBI PUPA Schinus terebinthifolius, Anacardiaceae
ARREBENTA CAVALO Solanum aculeatissimum Jacq., Solanaceae
ARROZINHO EWÉ SENIKAWA Zornia diphylla (L.) Pers., Compositae
ARRUDA ATOPÁ KUN Ruta graveolens, Rutaceae
ÁRVORE OVO-FRITO PÒNṢ Oncoba spinosa Forssk., Salicaceae ÁRVORE SAPO Myrianthus arboreus P.Beauv.,
Cecropiaceae
ASSA PEIXE EWÚRÒ Vernonia polyanthes Less., Asteraceae
AVELÓS Euphorbia tirucalli Linnaeus,
Euphorbiaceae
AVENCA Adiantum capillus-veneris L.,
Pteridaceae
AZEDINHA IṢAPÁ FUNFUN Oxalis corniculata Linnaeus, Oxalidaceae
AZEDINHA DO BREJO ÌMU Begonia acida Mart. ex A.DC., Begoniaceae
AZEVINHO Ilex aquifolium L. , Aquifoliaceae. BABA DE BOI TÓ Pavonia cancellata Cav., Malvaceae BABOSA Í Aloe arborescens Mill., Liliaceae BALAINHO DE VELHO AMÚNIMÚYÈ Centratherum punctatum Cass,
Asteraceae (Compositae)
BAMBU DANKÓ Bambusa vulgaris Schrad., Poaceae
BANANA Musa sp., Musaceae
BANANA DA TERRA Musa Sapientum L., Musaceae BANANA OURO
ÀGBAGBÀ Musa Paradísiaca L., Musaceae BANANA PRATA
ÀGBAGBÀ Musa Paradísiaca L., Musaceae BANANA SÃO TOMÉ Musa Paradísiaca L., Musaceae
ÀGBAGBÀ
BANANEIRA Musa sp., Musaceae
BANANEIRA DA INDIA EWÉ ÌDÒ Canna indica L., Cannaceae BANANEIRA DE
JARDIM
Musa Violaceae, Musaceae
BAOBÁ OṢÈ Adansonia digitata L., Malvaceae
BARBA DE VELHO Tillandsia usneoides L., Bromeliaceae
BARDANA Arctium lappa L., Asteraceae
BATATA DOCE EWÉ
KÚKÚNDÙNKÚ
Ipomoea batatas (Linn.) Lam., Convolvulaceae
BATATINHA KÚRÚKÚRÚ Ipomoea salzmannii., Scrophulariaceae
BAUNILHA DE NICURI ÀBÀRÀ ÒKÉ Vanilla palmarum (Salzm. ex Lindl.) Lindl. 1840, Orchidaceae BAUNILHA
VERDADEIRA
Vanilla planifolia Jacks. ex Andrews 1808, Orchidaceae
BELADONA Atropa belladonna L, Solanaceae
BELDROEGA Ṣ Ṣ Portulaca oleracea L., Portulacaceae BELDROEGA GRANDE EWÉ GBÚRE Talinum triangulare (Jacq.) Willd.,
Portulacaceae
BEM ME QUER BÁNJÓKÓ Chrysanthemum leucanthemum, Asteraceae
BENÇÃO DE DEUS EWÉ GBÚRE OSUN
Talinum paniculatum (Jack). Gaertn., Portulacaceae
BERGAMOTA Citrus aurantium subsp. bergamia
(Risso) Wight & Arn., Rutaceae BERINJELA IKÀN Solanum melongena L., Solanaceae BERTALHA Basella alba L., Basellaceae
BÉTIS BRANCO EWÉ BOYÍ
FUNFUN Piper rivioides, Piperaceae BÉTIS CHEIROSO EWÉ BOYÍ Piper tuberculatum Jacq.,
Piperaceae
BÉTIS CHEIROSO EWÉ BOYÍ Piper eucalyptifolium Rudge, 1805., Piperaceae
BILREIRO Guarea guidonia (L.) Sleumer, Meliaceae
BISNAGUEIRA IGI ORÓRÙ Spathodea campanulata P. Beauv., Bignoniaceae
BISSAQUE ÀṢÁ Bridelia micrantha (Hochst) Baill., Euphorbiaceae
BOLDO EWÉ BÀBÁ Plectranthus barbatus Andr., Lamiaceae
Asteraceae BOTÃO DE SANTO
ANTÔNIO
Eclipta alba (L.) Hassk., Asteraceae BREDO DE ESPINHO Amaranthus spinosus L.,
Amaranthaceae
BREJAÚVA Astrocaryum aculeatissimum
(Schott) Burret, Arecaceae BRINCO DE PRINCESA Fuchsia hybrida, Onagraceae BUCHA EWÉ ORIRA Luffa cylindrica M. Roem.,
Cucurbitaceae
CABAÇA IGBÁ Lagenaria vulgaris Ser.,
Cucurbitaceae
CABEÇA DE NEGRO Annona coriacea Mart., Annonaceae CABELO DE MILHO Zea mays Linn, Poaceae
CABELUDA Eugenia tomentosa, Myrtaceae
CACAU KÒKÓ Theobroma cacao L., Sterculiaceae
CAJÁ ÌYEYÈ Spondias mombin L.,
Anacardiaceae
CAJÁ MANGA Spondias cytherea L.,
Anacardiaceae
CAJAZEIRA Spondias mombin L.,
Anacardiaceae
CAJU KAJÙ Anacardium occidentale L.,
Anacardiaceae
CAJUEIRO KAJÚ Anacardium occidentale L.,
Anacardiaceae
CALÊNDULA Calendula officinalis L., Asteraceae
CALISTEMO Callistemon viminalis, Myrtaceae
CAMAPU EWE EPÈ Physalis angulata L., Solanaceae CAMBARÁ Lantana camara, Verbenaceae CAMBUÍ AMARELO Myrcia multiflora (Lam.) D.C.,
Myrtaceae
CAMÉLIA Camellia japonica Linnaeus,
Theaceae
CAMOMILA Chamomilla recutita (L.)
Rauschert., Asteraceae
CAMPAINHA Ipomoea quamoclit L.,
Convolvulaceae
CANA ,
CANA DE AÇÚCAR ÌRÈKÉ Saccharum officinarum L., Poaceae CANA DE MACACO Costus spicatus (Jacq.) S.w.,
Zingiberaceae
CANA DO BREJO Costus spiralis (Jacq.) Roscoe., Zingiberaceae
CANAFÍSTULA Cassia ferruginea (Schrad) Schrad ex DC, Fabaceae
CANELA DE VELHO Miconia albicans (Sw.) Triana, Melastomataceae
CÂNHAMO Cannabis sativa L., Moraceae CANJERANA Cabralea canjerana (Vell.) Mart.,
Meliaceae CANSANÇÃO DE
LEITE
EWÉ
Jatropha urens, Euphorbiaceae CAPEBA EWÉ IYÁ Piper marginatum Jacq., Piperaceae CAPIM DE BURRO Cynodon dactylon (L.) Pers. ,
Poaceae
CAPIM ELEFANTE EÈSÚN PUPA Pennisetum purpureum Schumach., Poaceae
CAPIM ELEFANTE AGOGO Opuntia stricta (Haw.) Haw., Cactaceae
CAPIM GAMBA Andropogon gayanus Kunth, Poaceae
CAPIM LIMÃO Í BA Cymbopogon citratus (DC) Stapf., Poaceae
CAPIM NATAL Melinis repens (Willd.) Zizka, Poaceae
CAPIM PÉ DE GALINHA
KANNAKÁNNÁ
Eleusine indica (Linn.) Gaertn., Poaceae
CAPIM RABO DE BURRO
Andropogon sp., Poaceae
CAPIXINGUI Croton floribundus, Euphorbiaceae
CAQUI Diospyros kaki L. F., Ebenaceae
CARA MOELA AKAN Dioscorea bulbifera Linn., Discoreaceae
CARAMBOLA Averrhoa carambola L.,
Oxalidaceae
CARDO SANTO EGUN-ARÍGBÓ Argemone mexicana L., Papaveraceae
CARNAÚBA Copernicia cerifera (Arruda) Mart., Arecaceae
CAROBINHA Jacaranda caroba (Vell.) A. DC., Bignoniaceae
CAROBINHA DO CAMPO
Jacaranda decurrens Cham, Bignoniaceae
CARQUEJA KÀNÉRI Borreria capitata (Ruiz & Pav.) DC., 1830., Rubiaceae
CARRAPICHINHO BEIÇO DE BOI
EWÉ ODE
Desmodium adscendens, Fabaceae CARRAPICHO DÁGUNRÓ Acanthospermum hispidum DC.,
GOGORO Asteraceae
CARURU Amaranthus viridis L., Amaranthaceae
CARURU DA BAHIA Corchorus olitorius L., Tiliaceae CASTANHA DO PARÁ OṢÈ Bertholletia excelsa Bonpl.,
Lecythidaceae
CASUARINA Casuarina equisetifolia, Casuarinaceae
CATA GRANDE Voacanga africana Stapf, Apocynaceae
CATINGA DE MULATA MAKASÁ Tanacetum vulgare L., Asteraceae CATINGUEIRA Caesalpinia pyramidalis Tul.,
Fabaceae
CAVALINHA Equisetum arvense L., Equisetaceae CEBOLA Allium cepa L., Liliaceae
CEBOLA CECEM Hippeastrum vittatum,
Amaryllidaceae CEBOLA DO MATO Amaryllis belladonna,
Amaryllidaceae
CEDRINHO Thuja occidentalis L., Cupressaceae CELIDÔNIA MAIOR Chelidonium majus L, Papaveraceae
CHALOTA
Allium ascalonicum., Liliaceae CHAPÉU DE COURO EWÉ Ṣ Ṣ Echinodorus grandiflorus (Cham. &
Schltdl.) Micheli., Alismataceae. CHIFRE DE VEADO Platycerium bifurcatum,
Polypodiaceae
CINCO CHAGAS Monstera adansonii Schott., Araceae CINCO FOLHAS Serjania erecta Radlk., Sapindaceae CIPÓ CABOCLO Davilla latifolia Poiret , Dilleniaceae CIPÓ CAMARÃO Arrabidaea agnus-castus (Cham.)
DC., Bignoniaceae
CIPÓ CHUMBO AWÓ PUPÁ Cuscuta racemosa Mart. et Humb., Convolvulaceae
CIPÓ CRAVO Tynanthus elegans Miers.,
Bignoniaceae
CIPRESTE IGI IKÚ Cupressus sempervirens L., Cupressaceae
CNESTIS
CORNICULATA
J Cnestis corniculata Lam., Connaraceae
CNESTIS FERRUGINEA Cnestis ferruginea DC., Connaraceae
COCO Cocos nucifera L., Arecaceae
Euphorbiaceae
COENTRO Coriandrum sativum L., Apiaceae
COERANA ÌKERÈGBÈ Cestrum laevigatum Schlechtd, Solanaceae
COERANA Solanum pseudoquina A. St.-Hill.,
Solanaceae
COLÔNIA Renealmia brasiliensis K.Schum., Zingiberaceae
COMIGO NINGUÉM PODE BRANCO
WOMOBÚ
FUNFUN Dieffenbachia exotica alba, Araceae COMIGO NINGUÉM
PODE VERDE
WOMOBÚ Dieffenbachia seguine Schott., Araceae
COQUEIRO Cocos nucifera L., Arecaceae COQUEIRO DE VÊNUS
FUNFUN
Dracaena Fragrans Massangeana, Laxmanniaceae
CORDA DE VIOLA J Ipomoea nil (L.) Roth, Convolvulaceae
CORDA DE VIOLA J Ipomoea hederacea Jacq., Convolvulaceae
CORDA IPLÉ ARIN Dioclea reflexa Hook.f., Fabaceae CORDÃO DE FRADE MOBORÒ Leonotis nepetifolia (L.) R. Br. ,
Lamiaceae
CORREDEIRA J Synedrella nodiflora (L.) Gaertn., Asteraceae
COSTELA DE ADÃO Monstera deliciosa Liebm., Araceae CRAVO DA ÍNDIA Caryophyllus aromaticus L.,
Myrtaceae
CRAVO VERMELHO ,
CRISTA DE GALO ÀGÓGO IGÚN Heliotropium Indicum L., Boraginaceae
CRISTA DE GALO Celosia argentea L., Amaranthaceae
CUMANAN Euphorbia phosphorea,
Euphorbiaceae
CURRALEIRA FALAKALÁ Croton antisyphiliticus Mart., Euphorbiaceae
DAMA DA NOITE Cestrum nocturnum, Solanaceae
DAMASCO ÈSO ÒYÌNBÓ
KAN Prunus armeniaca L., Rosaceae DENDEZEIRO Elaeis guineensis Jacq, Palmaceae DORMIDEIRA J Mimosa pudica L., Fabaceae DOURADINHA EWÉ EPO Waltheria indica L., Sterculiaceae DRACENA LISTRADA
LO
Dracaena deremensis Engl., Ruscaceae
Burseraceae
EMBAÚBA ÀGBAÓ Cecropia palmata Willd., Moraceae EMBAÚBA - BRANCA ÀGBAÓ Cecropia hololeuca Miq.,
Cecropiaceae
ERVA CAPITÃO Hydrocotyle bonariensis Lam., Apiaceae
ERVA CIDREIRA EWE TÚNI Melissa officinalis Lineu, Lamiaceae
ERVA DE BICHO ERÓ IGBIN Polygonum persicaria var. persicaria, Polygonaceae
ERVA DE JABOTI RÍNRÍN Peperomia pellucida (L.) Kunth., Piperaceae
ERVA DE PASSARINHO
M Struthanthus flexicaulis (Mart. ex Schult. f.) Mart., Loranthaceae ERVA DE
PASSARINHO
M Phthirusa abdita S.Moore, Loranthaceae
ERVA DE SANGUE Cuphea glutinosa Cham. & Schltdl., Lythraceae
ERVA DE SANTA LUZIA
OJÚORÓ
Pistia stratiotes L., Araceae ERVA DE SANTA
LUZIA
ÈGÉLE
Euphorbia hirta L., Euphorbiaceae ERVA DE SANTA LUZIA Commelina nudiflora L., Commelinaceae ERVA DE SANTA MARIA
EWÉ IMÍ Chenopodium ambrosioides L., Chenopodiaceae
ERVA DE SÃO JOÃO IMÍ EṢÚ Ageratum conyzoides L., Asteraceae
ERVA GROSSA ARÓJÒKÚ Elephantopus mollis Kunth., Asteraceae
ERVA MOURA EWÉ ÈGÙNMÒ Solanum americanum Mill., Solanaceae
ERVA POMBINHA J Phyllanthus acutifolius Poir. ex Spreng., Euphorbiaceae
ERVA PRATA EWÉ DÌGÌ Paronychia argentea Lam., Caryophyllaceae
ERVA PREÁ Vernonia scorpioides (Lam.) Pers., Compositae
ERVA TOSTÃO Boerhavia hirsuta Willd., Nyctaginaceae
ERVA VINTÉM Drymaria cordata (L.) Willd., Caryophyllaceae
ESPADA DE SÃO JORGE
Ş Sansevieria trifasciata Prain., 1903, Ruscaceae
ESPELINA FALSA Clitoria guyanensis Benth., Leguminosae (Fabaceae) ESPINHEIRA SANTA Maytenus ilicifolia (Schrad.)
Planch., Celastraceae ESPIRRADEIRA
BRANCA
Nerium oleander L., Apocynaceae ESPIRRADEIRA ROXA Nerium oleander L., Apocynaceae ESTORAQUE
BRASILEIRO
Styrax pohlii A.DC., Styracaceae EUCALIPTO CIDRA Eucalyptus gunnii Hook.f.,
Myrtaceae
EUCALIPTO-LIMÃO Eucalyptus citriodora Hook., Myrtaceae
FACHEIRO-PRETO Cereus jamacaru DC., Cactaceae FALSA MOSCADEIRA ABO-LÀKÒṢIN Monodora myristica Dunal,
Annonaceae
FALSO CARDO Acanthus montanus (Nees) T.Anderson, Acanthaceae FALSO ÍRIS EWÉ ORÉ Neomarica caerulea, Iridaceae FAVA DE TONCA Dipteryx odorata (Aubl.)Willd.,
Fabaceae
FAVA DE XANGÔ ÀGBAÀ Entada gigas (L.) Fawc. & Rendle, Mimosaceae
FAVA PICHURI Licaria puchury-major (Mart.) Kosterm., Lauraceae
FEDEGOSO Cassia occidentalis L., Fabaceae FEIJÃO FRADINHO ERÈÉ TIRO Vigna unguiculata L. Walp.),
Fabaceae
FIGO Ficus carica L., Moraceae FIGO BENJAMIM Ficus benjamina L., Moraceae FIGUEIRA COMUM Ficus carica L., Moraceae FIGUEIRA DO
INFERNO
ÀGOGO Euphorbia mellifera Aiton, Euphorbiaceae
FLAMBOYANT SEKESEKE Delonix regia, Fabaceae
FLAMBOYANZINHO ESA PUPA Caesalpinia pulcherrima (L.) Sw., Fabaceae
FLOR DE LÃ J Celosia trigyna L, Amaranthaceae FLOR DE LÓTUS ÒṢIBÀTÀ Nymphaea alba var. rosea.,
Nymphaeaceae FLOR DE LÓTUS ÒṢIBÀTÀ Nymphaea Lutea, L.,
Nymphaeaceae
FOLHA DA COSTA Kalanchoe brasiliensis Cambess., Crassulaceae
Crassulaceae FOLHA DA
GENTILEZA
Elytraria imbricata (Vahl) Pers., Acanthaceae
FOLHA DA RIQUEZA EWÉ AJÉ Aerva lanata (L.) Juss. ex Schult., Amaranthaceae
FOLHA DE DEZ RÉIS AKÁRÒ Hydrocotyle umbellata L., Apiaceae FOLHA DE FOGO Clidemia hirta (L.) D. Don,
Melastomataceae
FRAMBOESA
KAN Rubus idaeus L., Rosaceae
FRUTA DA CONDESSA Annona reticulata L., Annonaceae FRUTA DE CONDE ATA Annona squamosa L., Annonaceae FRUTA PÃO GBEREBÚÙTÙ Artocarpus altilis, Moraceae
FRUTA PINHA ATA Annona squamosa, Annonaceae
FUMO BRAVO Solanum mauritianum Scop., Solanaceae
FUNCHO Foeniculum vulgare Mill., Apiaceae
GAMELEIRA ÌRÓKÒ Ficus doliaria, Moraceae GAMELEIRA BRANCA ÌRÓKÒ Ficus gomelleira, Moraceae GENGIBRE Zingiber officinale Roscoe, 1807 ,
Zingiberiaceae
GERGELIM YÀNMÓTÍ Sesamum indicum L., Pedaliaceae GERVÃO Stachytarpheta cayennensis (Rich.)
Vahl., Verbenaceae
GERVÃO ROXO EWÉ ÌGBOLE Stachytarpheta jamaicensis (L.) Vahl., Verbenaceae
GIRASSOL Helianthus annuus L., Asteraceae
GÔFER Musanga cecropioides R.Br. & Tedlie, Urticaceae
GOIABA GUABA Psidium guajava, Myrtaceae
GOIABEIRA GUABA Psidium guajava, Myrtaceae GRANDIÚVA Trema Orientalis (L.) Blume.,
Ulmaceae
GRAVÍOLA Annona muricata Linnaeus, Annonaceae
GROSELHA Ribes rubrum L., Grossulariaceae
GROSELHA BRANCA Ribes sativum , Grossulariaceae DC GRUMIXAMEIRA Eugenia brasiliensis Lam.,
Myrtaceae
GUABIRA Myrcianthes pungens (O .Berg)
Legrand, Myrtaceae
GUABIROBA Campomanesia xanthocarpa O.
Berg., Myrtaceae GUAÇATONGA ALÉKÈSI Casearia sylvestris Sw.,
Flacourtiaceae
GUACO J Mikania glomerata Spreng., Asteraceae
GUANDU ÒTILÍ Cajanus cajan (L.) Millsp., Fabaceae GUANXIMA ÀTÒRÌ Glyphaea brevis (Spreng.) Monach.,
Malvaceae
GUARABU Peltogyne spp., Leguminosae
GUARAREMA Gallesia integrifolia (Sprengel) Harms, Phytolaccaceae
GUAXIMA COR DE ROSA
Urena sinuata L., Malvaceae
GUINÉ EWÉ OJÚÙSÁJÚ Petiveria alliaceae L., Phytolacaceae HEDRANTHERA OKÓ AJÁ Hedranthera Barteri (Hook. F.)
Pichon, Apocynaceae
HELICÔNIA Heliconia rostrata, Heliconiaceae HILDEGARDIA OLOGUNṢ Ṣ Hildegardia barteri (Mast.)
Kosterm., Sterculiaceae
HIPERICÃO Hypericum perforatum L.,
Hipericaceae
HORTELÃ BRAVA Mentha arvensis L., Lamiaceae HORTELÃ DA HORTA Mentha spicata L., Lamiaceae HORTELÃ DA HORTA Mentha spicata L., Lamiaceae ÍNDIGO -ÀJÀ Indigofera tinctoria L., Fabaceae INGÁ-BRAVO ÀPÀPÓ Lonchocarpus sericeus (Poir.) DC.,
Fabaceae
INHAME ISU , Dioscoreaceae
INHAME IṢ Dioscorea esculenta L., Dioscoreaceae
INHAME BRANCO EṢÙṢÙ Dioscorea rotundata Poir. , Dioscoreaceae
INHAME BRAVO ÈSÚRU Dioscorea dumetorum (Kunth) Pax, Dioscoreaceae
INHAME BRAVO EṢÙṢÙ Dioscorea dumetorum (Kunth) Pax, Dioscoreaceae
INHAME SELVAGEM EṢÙṢÙ Dioscorea villosa, Dioscoreaceae INHAME SELVAGEM IṢU KÓKÒ Colocasia esculenta (L.) Schott.,
Araceae
INSULINA VEGETAL Cissus sicyoides L., Vitaceae IPÊ-AMARELO Tabebuia chrysotricha (Mart.)
Standl, Bignoniaceae
IÚCA Yucca gloriosa L., Agavaceae
JABORANDI ÌYÈYÉ Pilocarpus jaborandi Holmes., Rutaceae
1956, Myrtaceae
JACA Artocarpus integrifolia L.f.,
Moraceae JACARANDÁ COR DE
ROSA
Stereospermum kunthianum Cham., Bignoniaceae
JACATIRÃO Tibouchina trichopoda (DC.) Baill., Melastomataceae
JACINTO D'AGUA ERESÍ MOMIN PALA
Eichhornia azurea Kunth., Pontederiaceae
JAMBEIRO ROSA IGI ÈSO PUPA Syzygium malaccense (L.) Merr & Perry, Myrtaceae
JAMBO AMARELO Syzygium jambos (L.) Alston (Eugenia jambos), Myrtaceae JAMBO ENCARNADO Syzygium malaccense (L.) Merr. &
L.M. Perry. , Myrtaceae JANAÚBA Himatanthus drasticus (Mart.)
Plumel., Apocynaceae
JAPECANGA Smilax brasiliensis Spreng.,
Liliaceae
JAQUEIRA ÀPAÒKÁ Artocarpus integrifolia L.f., Moraceae
JARRINHA J Aristolochia clematitis L., Aristolochiaceae
JASMIM DO CABO Gardenia jasminoides J. Ellis, Rubiaceae
JATOBÁ Hymenaea stigonocarpa Mart. ex
Hayne., Caesalpiniaceae
JENIPAPEIRO BUJÈ Genipa americana L., Rubiaceae JENIPAPO J Genipa americana L., Rubiaceae JEQUIRITI J J Abrus precatorius L., Fabaceae JEQUITIBÁ ROSA Cariniana legalis (Mart.) Kuntze
1898, Lecythidaceae
JERIVÁ Arecastrum romanzoffianum var.
romanzoffianum, Palmae JETIRANA Í Ipomoea hederifolia L.,
Convolvulaceae
JIBÓIA EWÉ DAN Epipremnum pinnatum, Araceae
JUAZEIRO Ziziphus joazeiro Mart.,
Rhamnaceae
JUNQUINHO DANDÁ Cyperus difformis L., Cyperaceae JUPATI IGI-ÒGÒRÒ Raphia vinifera P.Beauv.,
Arecaceae
JUREMA BRANCA Mimosa verrucosa Benth., Fabaceae JUREMA PRETA Mimosa hostilis Benth., Fabaceae
JURUBEBA IGBA AJÁ Solanum paniculatum L., Solanaceae
JUTA Corchorus capsularis L., Tiliaceae
KARITÊ ÒRÍ Vitellaria paradoxa C.F.Gaertn.,
Sapotaceae LÁGRIMA DE NOSSA
SENHORA
EWÉ OJU OMI
Coix lacryma-jobi L., Poaceae LANTERNA CHINESA Abutilon striatum, Malvaceae LARANJA Citrus sinensis(L.) Osbeck.,
Rutaceae LARANJA AMARGA ÒROMBÓ
GAINGAIN Citrus aurantium L., Rutaceae LARANJA BAHIA Citrus sinensis(L.) Osbeck.,
Rutaceae
LARANJEIRA ÒROMBÓ Citrus sinensis(L.) Osbeck., Rutaceae
LARANJEIRA DO MATO
Xanthoxylum tingoassuiba Saint-Hilaire., Rutaceae
LEITEIRINHO EWÉ BONOKÓ Sebastiania brasiliensis (Spreng.) Müll.Arg., Euphorbiaceae
LEVANTE ERÉ TÚNTÚN Mentha sylvestris, Lamiaceae LIMÃO BRAVO Siparuna apiosyce (Mart. ex Tul.)
A. DC., Monimiaceae
LIMÃO TAHITI M Citrus aurantifolia (Christm.) Swingle., Rutaceae
LIMBA AFÀRÀ Cissus sp, Combretaceae
LIMONETE Aloysia citriodora Palau,
Verbenaceae
LÍNGUA DE GALINHA ÀLÙPÀYÍDÁ Sida linifolia Cav., Malvaceae LÍNGUA DE GALINHA ÀLÙPÀYÍDÁ Uraria picta (Jacq.)DC., Fabaceae LÍNGUA DE VACA EWÉ ENU MALÚ Chaptalia nutans (L.) Polak,
Asteraceae
LÍRIO DO BREJO BALABÁ Convallaria majalis, Ruscaceae
LOSNA Artemisia absinthium L., Asteraceae
LOURO EWÉ ASÁ Laurus nobilis L., Lauraceae
MAÇÃ ÈSO ÒRO
ÒYÌNBÓ Malus domestica Borkh., Rosaceae
MACAÇÁ Cananga odorata (Lam.) Hook.f. &
Thomson, Annonaceae
MACAXEIRA GBÀGÙÚDÁ Manihot utilissima, Euphorbiaceae MACIEIRA ÒRO ÒYÌNBÓ Malus domestica Borkh., Rosaceae MÃE BOA ÌYÁBEYÍN Ruellia geminiflora Kunth,
Acanthaceae
Araceae
MAFUMEIRA IGI ÁRÁBÁ Ceiba pentandra (L.) Gaertn., Bombacaceae
MAL-ME-QUER DO CAMPO
Grindelia robusta Nutt., Asteraceae MALMEQUER MIÚDO Chrysanthemum segetum,
Asteraceae
MALVA ISO-OBO Sida cordifolia L., Malvaceae MALVA CHEIROSA EWÉ PUPA YO Pelargonium odoratissimum,
Geraniaceae
MALVA DO CAMPO ASÍKUTÁ Sida macrodon DC., Malvaceae
MALVA ROSA Alcea rosea L., Malvaceae
MALVA ROXA ELU Urena lobata L., Malvaceae MALVA SILVESTRE ILAṢA OMODE Malva sylvestris L., Malvaceae
MAMÃO SÍBÓ Carica papaya L., Caricaceae
MAMÃO Carica papaya L., Caricaceae
MAMÃO BRAVO Jacaratia spinosa (Aublet) A.DC., Caricaceae
MAMINHA DE PORCA Zanthoxylum rhoifolium Lam., Rutaceae
MAMONA LÁRÀ Ricinus communis L.,
Euphorbiaceae MAMONA BRANCA EWÉ LÁRÀ
FUNFUN
Ricinus communis L., Euphorbiaceae
MAMONA VERMELHA EWÉ LÁRÀ PUPA Ricinus sanguineus Hoot, Euphorbiaceae
MANACÁ Brunfelsia uniflora, Solanaceae
MANDIOCA Manihot esculenta Crantz., Euphorbiaceae
MANGA MÁNGÒRÒ Mangifera indica L.., Anacardiaceae MANGA ROSA Mangifera indica L.., Anacardiaceae MANGUE VERMELHO Rhizophora mangle L.,
Rhizophoraceae
MANGUEIRA ÒRO ÒYÌNBÓ Mangifera indica L., Anacardiaceae MANJERICÃO DA
FOLHA MIÚDA
EFÍNRÍN
KÉKERÉ Ocimum minimum L., Lamiaceae MANJERICÃO DE
FOLHA LARGA
EFÍNRÍN ATA
Ocimum basilicum L., Lamiaceae MANJERICÃO ROXO EFÍNRÍN PUPA Ocimum basilicum L. var.
purpurascens Benth, Lamiaceae
MANJERIOBA Senna corymbosa (Lam.) H.S.Irwin
et R.C.Barneby, Fabaceae MANJERONA ERÉ TÚNTÚN Origanum majorana Linnaeus,
MARACUJÁ KANKINSE Passiflora quadrangularis L., Passifloraceae
MARAVILHA Mirabilis Jalapa, Nyctaginaceae MARIA MOLE Senecio brasiliensis (Spreng.) Less.,
Asteraceae MARIA PRETA
VERDADEIRA
EWÉ SOLE Eupatorium ballotaefolium H.B.K., Compositae
MARIANINHA Commelina Diffusa L., Commelinaceae
MARICOTINHA Í Monnieria trifolia L., Rutaceae
MARMELEIRO Cydonia oblonga Mill., Rosaceae
MASTRUÇO Coronopus didymus (L.) Smith.,
Brassicaceae
MASTRUÇO EWÉ IṢINIṢINI Lepidium sativum L., Brassicaceae.
MATA CABRAS Ipomoea carnea Jacq.,
Convolvulaceae
MATO PASTO Cassia sericea Sw, Leguminosae, Caelsalpini
MELANCIA BÀRÀ Citrulus vulgaris, Cucurbitaceae MELÃO Í Cucumis melo Linn., Cucurbitaceae MELÃO D'AGUA Citrullus lanatus (Thunb.) Matsum.
& Nakai, Cucurbitaceae MELÃO DE SÃO
CAETANO
J Momordica charantia L., Cucurbitaceae
MEXERICA ,
MIL EM RAMA Achillea millefolium L., Asteraceae
MILHO ÀGBÀDO Zea mays L., Gramineae
MILHO ALHO ÀGBÀDO
KÉKERÉ Zea mays L., Gramineae
MILHO BRANCO ÀGBÀDO
FUNFUN Zea mays L., Gramineae MILHO VERMELHO ÀGBÀDO PUPA Zea mays L., Gramineae MIMO DE VÊNUS Hibiscus rosa-sinensis L.,
Malvaceae MONSENHOR
AMARELO
Chrysanthemum parthenium (L.) Bernh., Asteraceae
MORANGO IRÚ ÈSO DÍDÙN
KAN Fragaria vesca L, Rosaceae
MORANGUEIRO Fragaria vesca L, Rosaceae
MORCEGUEIRA Andira inermis (W.Wright) DC., Fabaceae
MULUNGU Erythrina mulungu Mart. ex Benth.,
Fabaceae
O. Berg, Myrtaceae
MUSGO ,
MUSGO DA PEDREIRA ,
MUSGO MARINHO ,
MUSSAMBÊ EKÙYÁ Cleome spinosa Jacq., Capparaceae NARCISO DOS
JARDINS
,
NEGA-MINA Siparuna guianensis Aublet,
Monimiaceae
NENÚFAR BRANCO ÒṢIBÀTÀ Nymphaea alba L., Nymphaeaceae NESPEREIRA Eriobotrya japonica (Thunb.) Lindl.,
Rosaceae
NIM AFÓFORO
ÒYÍNBÓ
Azadirachta indica A. Juss, Meliaceae
NOVE HORAS Portulaca grandiflora Hook.,
Portulacaceae
NOZ MOSCADA ARIWÒ Myristica bicuhyba Schott ex Spreng., Myristicaceae
OBÁ Pentadesma butyracea, Clusiaceae
OBÍ OBÍ Cola acuminata (P. Beauv.) Schott
& Endl., Sterculiaceae
OBÍ ÀBIDUN Cola verticillata (Thonn.) Stapf ex A. Chev., Sterculiaceae
OBÍ OBÍ GBANJA Cola nitida (Vent.) Schott & Endl., Sterculiaceae
OBÍ OBÍ EDUN Cola millenii K. Schum.,
Sterculiaceae
ÓLEO PARDO Myrocarpus frondosus Allemão,
Fabaceae OLHO DE BOI
Mucuna sloanei Fawc. & Rendle, Papilionaceae (Leguminosae - Papilionoideae, Fabaceae)
ORA-PRO-NOBIS Pereskia aculeata Mill., Cactaceae ORELHA DE MACACO Parquetina nigrescens (Afzel.)
Bullock, Asclepiadaceae
OROGBO Garcinia kola Heckel, Clusiaceae
PALMA VERMELHA ,
PALMEIRA ABÂNICO Borassus aethiopum Mart., Arecaceae
PALMEIRA AFRICANA ,
PANACÉIA Solanum cernuum Vell., Solanaceae
PAPO DE PERU J J Aristolochia gigantea Mart. & Zucc., Aristolochiaceae
PARASOL AFÁRÁ DÚDÚ Terminalia ivorensis A. Chev., Combretaceae
PARIETÁRIA EWÉ MONAN Parietaria officinalis L., Urticaceae PARIPAROBA Piper umbellatum L., Piperaceae PATA DE VACA ABÀFÈ Bauhinia forficata Link., Fabaceae PATA DE VACA ROSA ABÀFÈ Bauhinia blakeana L., Fabaceae PATA DE VACA ROXA ABÀFÈ Bauhinia purpurea L., Fabaceae PATCHOULI EWÉ LÈGBÁ Pogostemon patchouly Pellet,
Lamiaceae
PATIÓBÁ Xanthosoma atrovirens, Araceae PAU CONTA APÀ-ÌGBÓ Afzelia africana, Leguminosae AU D’ALH PÈRÈGÚN Gallesia integrifolia (Spreng.)
Harms, Phytolacaceae
PAU DE ARCO ÌPA-ESIN Alchornea cordifolia Müll.Arg., Euphorbiaceae
PAU DE COLHER Peschiera hystrix (Steud) A.DC., Apocynaceae
PAU DE MANTEIGA ERÍNMADÒ Ricinodendron heudelotii (Baill.) Heckel, Euphorbiaceae
PAU FERRO ÀṢÀṢÀ Margaritaria discoidea (Baill.) G.L.Webster, Phyllanthaceae PAU FERRO DO
CEARÁ
Apuleia ferrea (Mart.) Baill., Fabaceae
PAU-PEREIRA Geissospermum vellosi Allemao, Apocynaceae
PEGA-PEGA M M Desmodium canum (Gml.) Schinz et Thell. , Fabaceae
PÊRA Pyrus communis L., Rosaceae
PEREGUN Dracaena fragrans (L.) Ker-Gawl., Ruscaceae
PERIQUITINHO DÁNGURÓ
KÉKERÉ
Alternanthera pungens H.B.K., Amaranthaceae
PERPÉTUA ÈKÈLEGBÀRÁ Gomphrena globosa L., Amaranthaceae
PÊSSEGO Prunus persica (L.) Batsch.,
Rosaceae
PESSEGUEIRO Prunus persica (L.) Batsch., Rosaceae
PICÃO DA PRAIA Wedelia minor Horn., Asteraceae PICÃO PRETO Bidens pilosa L., Asteraceae. PIMENTA DA AFRICA Xylopia aethiopica (Dunal) A.
Rich., Annonaceae
PIMENTA DA COSTA ATAARE Aframomum melegueta K. Schum., Zingiberaceae
PIMENTA DE MACACO BEJEREKUN Xylopia aromatica (Lam.) Mart., Annonaceae
PIMENTA DO REINO ATA DUDU Piper nigrum L., Piperaceae PIMENTA
MALAGUETA
ATA
Capsicum baccatum L., Solanaceae PIMENTÃO ATA JÍJE Capsicum annuum L., Solanaceae PINHÃO BRANCO J
FUNFUN Jatropha curcas L., Euphorbiaceae PINHÃO CORAL J Jatropha multifida L.,
Euphorbiaceae
PINHÃO ROXO J Jatropha gossypifolia, Euphorbiaceae
PIRIPÍRI ATA WEWE Capsicum frutescens, Solanaceae
PITANGA ÍTÀ Eugenia uniflora L., Myrtaceae
PITANGATUBA Eugenia neonitida, Myrtaceae PITEIRA IMPERIAL Furcraea foetida (L.) Haw.,
Agavaceae
PIXIRICA Leandra purpurascens (DC.) Cogn.,
Melastomaceae
POEJO Mentha pulegium L., Lamiaceae
POINSÉTIA Euphorbia pulcherrima ( Willd. Ex
Klotzsch , 1834 ), Euphorbiaceae
PORANGABA Cordia salicifolia Cham. ,
Boraginaceae.
QUARESMA Tibouchina granulosa,
Melastomataceae
QUARESMEIRA Tibouchina granulosa (Desr.) Cogn., Melastomataceae
QUARESMINHA RASTEIRA
EWÉ ALAṢ Schizocentron elegans, Melastomataceae QUARESMINHA
RASTEIRA
EWÉ AWEDÉ Dissotis rotundifolia (Sm.) Triana, Melastomataceae
QUEBRA PEDRA EWÉ Í MÍ Phyllanthus niruri L., Euphorbiaceae.
QUIABO ILÁ Abelmoschus esculentus (L.)
Moench., Malvaceae
QUIABO ROXO EWÉ IṢAPÁ Hibiscus sabdariffa L., Malvaceae
QUITOCO Pluchea sagittalis (Lam.) Cabrera ,
Asteraceae
QUIXABEIRA Sideroxylon obtusifolium,
Sapotaceae
RABUJO J Í Stemodia viscosa Roxb.,
Scrophulariaceae
ROMANZEIRA ÀGBÁ Punica granatum L., Punicaceae.
ROSA BRANCA Rosa alba L., Rosaceae
SABUGUEIRO ÀTÒRÌNÀ Sambucus nigra L., Caprifoliaceae SAFU M Dacryodes edulis (G. Don) H. J.
Lam, Burseraceae
SALSA BRAVA Ipomoea asarifolia (Desr.) Roem. & Schult, Convolvulaceae
SALSA DA PRAIA Ipomoea pes-caprae (L.) R. Br., Convolvulaceae
SÁLVIA IKIRIWÍ Salvia officinalis L., Lamiaceae SAMAMBAIA ÓDÁN Polypodium vulgare L. 1753,
Polypodiaceae SAMAMBAIA DE
POÇO
ÒMUN Lygodium polymorphum (Cav.) HBK., Schizaeaceae
SÂNDALO EWÉ DIDÚN Santalum album L., Santalaceae SANGUE DE CRISTO Aristolochia cauliflora,
Aristolochiaceae SANGUE DE DRAGÃO Dracaena draco(L.) L.,
Ruscaceae(Dracaenaceae)
SAPÊ Imperata brasiliensis Trin., Poaceae SAPÊ Imperata cylindrica (L.) P. Beauv.,
Poaceae
SAPOTI NEKIGBE Manilkara zapota (L.) P. Royen, Sapotaceae
SERINGUEIRA ÌPÀWÉRÉ Hevea Brasiliensis L., Euphorbiaceae
SETE SANGRIAS ÀMÙ Cuphea carthagenensis (Jacq.) J.F. Macbr., Lythraceae
SORGO Sorghum bicolor (Linn.) Moench, Poaceae
SUMARÉ DO MATO Cyrtopodium punctatum (L.) Lindl., Orchidaceae
SUMAUMA AFRICANA Ń Bombax buonopozense P. Beauv., Malvaceae
TABACO EWÉ TÁBÀ Nicotiana tabacum L., Solanaceae
TAIOBA BÀLÁ Xanthosoma sagittifolium, Araceae
TAJUJÁ Cayaponia tayuya (Vell.) Cogn.,
Cucurbitaceae.
TÂMARA DÍDÙN
KAN Phoenix dactylifera L., Arecaceae TAMARINEIRO J Tamarindus indica L.,
Caesalpiniaceae
TAMIARANGA Jatropha horrida Müll. Arg., 1865., Euphorbiaceae
TANCHAGEM EWÉ ÒPÁ Plantago major L., Plantaginaceae TAQUARIL EWÉ FIRÍRÍ Merostachys,
TAQUARUÇU Bambusa tagoara Nees, Gramineae
TINTUREIRA Phytolacca thyrsiflora Fenzl ex J.A. Schmidt., Phytolaccaceae
TIRA TEIMA Polyscias guilfoylei L.H.Bailey, Araliaceae
TIRIRICA Fuirena umbellata, Cyperaceae TOMATE TÒMÁTÌ Lycopersicon esculentum Mill.,
Solanaceae
TOMILHO Thymus vulgaris L., Lamiaceae
TRIBULUS DÁNGURÓ NLA Tribulus terrestris L., Zygophyllaceae
TROMBETA ROXA EṢ J Datura Metel L., Solanaceae TROMBETEIRA DÀGÌRÌ DOBO Brugmansia suaveolens (Willd.)
Bercht. & J. Presl., Solanaceae
TULIPA ORÓRÙ Spathodea campanulata P. Beauv.,
Bignoniaceae
UMBU Spondias tuberosa Arr. Cam.,
Anacardiaceae
UNHA DE VACA Bauhinia forticata Link 1821, Fabaceae
URTIGA GRAÚDA EWÉ EṢÌṢÌ Laportea aestuans (L.) Chew, Urticaceae
URTIGA MAMÃO Cnidoscolus pubescens,
Euphorbiaceae
URTIGA VERMELHA EWÉ AJOFA Urera baccifera (L.) Gaudich. ex Wedd., Urticaceae
URTIGA VERMELHA EWÉ JOJOFA Urera baccifera (L.) Gaudich. ex Wedd., Urticaceae
URTIGUINHA DE CIPÓ Tragia volubilis, Euphorbiaceae URUCUZEIRO Ṣ Bixa orellana L., Bixaceae
UVA ÈSO ÀJARA ,
UVA BRANCA ÀJARA FUNFUN Vitis sp., Vitaceae VASSOURINHA DE
BOTÃO
Borreria verticillata (L.) G. Mey., Rubiaceae
VASSOURINHA DE RELÓGIO
ÀSARÁGOGÓ
Sida rhombifolia L., Malvaceae VASSOURINHA DE
SANTO ANTÔNIO
SENI Polygala paniculata L., Polygalaceae
VASSOURINHA DOCE MÍSIN MÍSIN Scoparia dulcis L., Scrophulariaceae VELAME DO CAMPO Croton campestris A. St.-Hil.,
Euphorbiaceae.
VERDADEIRO Müll. Arg., Apocynaceae
VENCE DEMANDA justicia gendarussa, Acanthaceae VITÓRIA RÉGIA EWÉ OMI OJU Victoria amazonica(Poepp.)
Sowerby, Nymphaeaceae VIUVINHA ILEKE OPOLO Petrea insignis Schauer,
Verbenaceae
XIQUE XIQUE EWE ÌSIN Crotalaria retusa L., Fabaceae
ZIMBRO Juniperus communis L.,
Cupressaceae Uso das Folhas
Àgbo
É a maceração manual das folhas que se deixa fermentar em porrões (jarros de barro). Nunca deve ser esquecido que todo Àgbo tem de levar Obí e Orógbó ralados. Como os banhos são àṣẹ (energia-força) das folhas, não se deve misturar a ele (sangue) ou ṣ (tripa de animais), como também sempre deve ser frio, na temperatura ambiente, pois o aquecimento ou a fervura, muda a terapêutica da folha. Portanto subentende-se que o sumo, ou extrato, obtido é o próprio sangue das folhas, este é o motivo pelo qual não devemos adicionar sangue animal a ele, em respeito ao orixá s y , todo banho de folhas deve ser tomado agachado, nunca em pé, e sempre jogado em todo o corpo, o que inclui a cabeça. Dentro da verdadeira tradição do ritual, aos banhos eram feitos da seguinte forma: as folhas quinadas eram esfregadas no corpo nu do e pelo Bàbálòrìsà. Depois o elègún agacha e recebe lentamente sobre si o àgbo sem folhas. Porém tal prática causa extremo constrangimento ao elègún, portanto com o passar do tempo foi sendo esquecida.
Banhos
Consiste de um ritual que visa fortalecer, limpar e proteger os adeptos (iniciados), ou visitantes que buscam ajuda nas casas de santo. O banho de limpeza possui grande popularidade cultural, por ser de fácil manipulação. Comumente são feitos com ervas indicadas pelos pais e mães de santo, maceradas com água fria e jogadas sobre o corpo. É importante ressaltar que não são todos os banhos indicados que podem ser usados para lavar a cabeça, sendo necessário à orientação direta dos pais e mães de santo. Vale ressaltar que há os banhos de atração, que são banhos relacionados a processo de conquista voltado para auxiliar relacionamentos.
Sabão da Costa - Sabão de origem da Costa do golfo da Guiné, África. Sendo
que, na África tem o nome de ṣ u u, com a cor escuro, mole e perfumado, usado em “Rituais” tanto na África como no Brasil nos Cultos Afro-Brasileira. Este sabão é muito importante, cuja composição original é conservada secreta, hoje, existem muitos sabões falsificados, é uma pena, porque é um sabão muito usado nas ocasiões em que antecede a qualquer tipo de banho ritualístico, muito aconselhável a usá-lo sempre, ao menos duas vezes por semana, excluindo-se às sextas-feiras, sábados e domingos, sendo utilizado antes de dormir, para
descarregar maus fluídos adquiridos durante o dia, obtendo um sono tranqüilo. De modo geral, o banho é feito desde os ombros até os pés, sem tocar na cabeça.
Só se utiliza para lavar a cabeça com sabão da Costa juntamente com sabão de côco, quando desejamos aliviar a “mão” de alguém, que por ventura tenha colocado a mão na cabeça de uma pessoa. Quando terminar o banho, devemos ter junto uma vasilha com água com açúcar e largar nos quatros cantos do Box, evitar larvas negativas a outrem. O sabão da Costa é utilizado na preparação inicial de okutás e utensílios de um Ritual de Obrigação, com a finalidade de eliminar todos os maus fluídos e larvas negativas, tornando os objetos virgens e purificados para receber o Àṣẹ (força do Òrìṣà) à ser feito e assentado.
Defumadores
É um preparado de ervas secas, com propriedades curativas e de proteção, sendo muito usado nesta categoria o Fumo (Nicotiana tabacum), associado á outras ervas. Representa traço marcante da cultura ameríndia adaptada aos cultos africanos no Brasil
(Albuquerque, 1995). Medicinal
As plantas e seus empregos dentro dos cultos não se limitam ao uso ritualístico, sendo difundido o uso medicinal de algumas espécies. Comumente são plantas indicas na medicina popular.
Sacudimentos
Processos ritualísticos de limpeza, visando aliviar tensões locais e psicológicas, causadas por energias negativas acumuladas no individuo. Chamado de sacudimento por ser uma forma de balançar as energias, muito parecido com a popular "Benzedura". Culinária
As comidas preparadas nas casas de santo possuem um valor sacral, ou seja, cada orixá possui sua comida, e tanto nas celebrações como nos rituais cotidianos, estes preparados culinários levam diversas plantas. Estas podem ser usadas para temperar, decorar e outros.
Assentamentos
Assentamento e Fundamento: objetos, símbolos e elementos necessários para
estabelecer e representar o Orixá, é onde está assentado a sua força dinâmica, ficando depositado em locais específicos do terreiro; cada orixá possui seu espaço, sua casa, dentro do terreiro. Os fundamentos são as obrigações feitas para o orixá.
Iniciação
rituais de iniciação possuem uma total complexidade de fundamentos, que são as bases da liturgia dos cultos afro-brasileiros. No processo de iniciação do filho de santo diversas plantas são utilizadas. São exemplos do emprego dos vegetais na iniciação; cama de folha do orixá, esteira, pós, entre outros.