lugar na Assembleia Nacional venezuelana, onde a oposição detém a maioria. "Dialogámos sobre a situação na Venezuela, sobre as relações

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Texto

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d e J o a n e s b u r g o

DIRECTOR: R. Varela Afonso Telefones da Administração, Redacção e Publicidade SEGUNDA-FEIRA, 12 DE FEVEREIRO DE 2018

Tel. (011) 496-1650 . (011) 496-2560 . 011 496-2561 * Fax 011 496-1810 * Director: seculo@oseculo.co.za / vafonso@oseculo.co.za

Redacção: edu@oseculo.co.za / michael@oseculo.co.za / luis@oseculo.co.za * Desporto: alfredo@oseculo.co.za * Publicidade: luis@oseculo.co.za

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19967

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, MARCELO REBELO DE SOUSA (E) ACOMPAN-HADO PELA MINISTRA DA CULTURA DE ANGOLA, CAROLINA CERQUEIRA NA INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO "ARTES MIRABILIS, COLECTIVA DE ARTISTAS

PLÁSTICOS ANGOLANOS" (Foto Miguel Lopes/Lusa)

Os consulados de Portugal em Joanesburgo e Pretória estão a ser totalmente reno-vados e equipados, devendo as obras terminar em Abril, al-tura em que o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas visitar estas duas cidades sul-africanas.

A indicação foi avançada pelo próprio secretário de Estado português José Luís Carneiro durante uma sessão da Co-missão Parlamentar dos Ne-gócios Estrangeiros e Comu-nidades, destinada a analisar um requerimento do Partido Social Democrata (PSD) so-bre um conjunto de questões ligadas à emigração.

José Luís Carneiro indicou que a deslocação será feita

no início de Abril, altura em que, em Joanesburgo, irá inaugurar as novas insta-lações do Consulado, “com uma transformação radical das condições de atendimen-to e de melhoria das condi-ções de trabalho”.

O governante português adiantou, por outro lado, que

o consulado de Pretória tam-bém está a ser alvo de reno-vação nos mesmos moldes do de Joanesburgo, embora te-nha salientado não ser ainda certo que possa inaugurar as novas instalações na mesma altura.

Quanto ao Consulado Hono-O deputado social-democrata

José Cesário defendeu em Caracas que Portugal deve manter um relacionamento com todos os sectores da sociedade venezuelana para poder fazer um acompanha-mento adequado da situação no país e da comunidade

por-tuguesa.

"Tendo Portugal uma relação de grande amizade com este país e tendo na Venezuela, uma comunidade de grande significado e de grande di-mensão, nós temos obrigação de manter uma relação, um diálogo permanente com os

mais variados sectores da so-ciedade venezuelana e parti-cularmente com as autorida-des", disse.

José Cesário falava em Ca-racas, à margem de um en-contro com o vice-presidente do Parlamento da Venezuela, Júlio César Reyes, que teve

lugar na Assembleia Nacional venezuelana, onde a oposi-ção detém a maioria.

"Dialogámos sobre a situação na Venezuela, sobre as rela-ções entre Portugal e a Vene-zuela. Neste caso concreto está em causa a Assembleia Nacional eleita, reconhecida internacionalmente e, portan-to, nós queremos manter uma relação próxima que nos per-mita um acompanhamento adequado da situação local e, repito, da situação da comu-nidade portuguesa e portanto conversámos sobre a evolu-ção da situaevolu-ção (político-eco-nómica) da Venezuela", disse. Segundo José Cesário, as conversas abrangeram ainda "as perspectivas de diálogo" entre o Governo e a oposição. "Para nós (Portugal) é muito importante que a Venezuela avance, que se desenvolva, que o povo venezuelano te-nha o desenvolvimento que merece ter, que a Venezuela faça parte integrante, total e permanente da comunidade

O Presidente da República afirmou na quarta-feira ter tido conhecimento da carta que Angola enviou à Comunidade dos Países de Língua Portu-guesa (CPLP) sobre o caso do ex-vice-Presidente angola-no Manuel Vicente e

reafir-mou o bom relacionamento entre os dois países.

"O importante é que o espíri-to subjacente ao relaciona-mento entre os dois Governos e os dois países é bom e pos-itivo", assinalou Marcelo Re-belo de Sousa, em

declara-ções aos jornalistas após a visita a uma exposição de ar-tistas angolanos, em Lisboa.

O ministro das Relações Ex-teriores angolano entregou hoje uma carta ao embaixador de Portugal em Luanda, para o seu homólogo português,

Augusto Santos Silva, sobre o processo que envolve o ex-vi-ce-Presidente de Angola Ma-nuel Vicente.

Fonte ligada ao processo avançou que a carta tem a ver com a posição de Angola so-bre o caso judicial ligado ao ex-vice-Presidente angolano, Manuel Vicente, que decorre em Portugal, e foi igualmente entregue aos embaixadores dos Estados-membros da CPLP.

O ex-vice-Presidente de An-gola é acusado de ter corrom-pido o ex-procurador portu-guês Orlando Figueira, no processo Operação Fizz, com o pagamento de 760 mil euros, para o arquivamento de dois inquéritos, um deles o caso Portmill.

O julgamento do caso come-çou em Lisboa, mas a Justiça

AS OBRAS NA PONTE MAPUTO-CATEMBE ESTÃO JÁ NUMA FASE BASTANTE AVANÇADA, COM A MAIOR PARTE DOS PILARES E CABOS JÁ FIXADOS. A CONSTRUÇÃO DA PONTE MAPUTO-CATEMBE,

CUJA CONCLUSÃO ESTAVA PREVISTA PARA FINAIS DE 2017, FAZ PARTE DE UM PROJECTO QUE INCLUI ESTRADAS DE LIGAÇÃO COM A PARTE MAIS A SUL DA PROVÍNCIA DE MAPUTO, COM UM CUSTO FINAL ESTIMADO EM 785 MILHÕES DE DÓLARES, MONTANTE FINANCIADO ATRAVÉS DE

EMPRÉSTIMOS CONTRAÍDOS PELO GOVERNO DE MOÇAMBIQUE JUNTO DO BANCO DE EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES DA CHINA. COM ASUA CONCLUSÃO SERÁ POSSÍVEL VIAJAR POR ESTRADA DESDE O NORTE A SUL DO PAÍS, “DO ROVUMA À PONTA DO OURO” E ESTABELECER UMA

LIGAÇÃO À REDE RODOVIÁRIA DA REGIÃO SUL-AFRICANA DE DURBAN (Foto de Sérgio Costa)

O presidente do Congresso Nacional Africano (ANC), Cyril Ramaphosa, anunciou na Ci-dade do Cabo, que o futuro do Presidente sul-africano, Jacob

Zuma, será conhecido nos próximos dias.

“Na terça-feira à noite, eu e o Presidente Jacob Zuma iniciá-mos discussões directas

so-bre a transição e as questões ligadas ao cargo de Presiden-te da República”, disse Rama-phosa, num comunicado após o encontro em Pretória.

“As discussões foram cons-trutivas e estabeleceram a ba-se para uma solução rápida da situação, no interesse do país”, disse Ramaphosa, acrescentando que “nos pró-ximos dias ambos estarão a altura de informar o país so-bre a posição do Presidente Zuma quando forem concluí-dos toconcluí-dos os assuntos

perti-internacional e, portanto, é nessa óptica que aqui nos posicionamos", frisou.

Por seu lado, Júlio César

Re-yes, agradeceu o "gesto soli-dário" que Portugal tem mani-festado, em diversas oportuni-dades, para com a Venezuela

e recordou que recentemente o ministro dos Negócios Es-trangeiros português, Augusto

Portugal deve relacionar-se com todos os sectores

para acompanhar a situação na Venezuela

- afirmou em Caracas o deputado do PSD, José Cesário,

antigo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas

(cont. na pag. 14)

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Presidente Marcelo reafirma o bom

relacionamento com Angola

Novas instalações do Consulado de Portugal

em Joanesburgo vão ser inauguradas em Abril

pelo secretário de Estado das Comunidades

A Economist Intelligence Unit (EIU) considerou que "não é particularmente convincente" a estratégia de Moçambique

de mostrar que quer punir efectivamente os responsá-veis nacionais pelas dívidas

Garantias de Moçambique

sobre dívida oculta não

convencem economistas

ANC em negociações com Jacob Zuma

para uma saída antecipada do poder

do Chefe de Estado sul-africano

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PÁGINA 2 . O SÉCULO DE JOANESBURGO . 12 DE FEVEREIRO DE 2018

O Tempo passa sem

darmos conta disso!

O Meu Aparo!

por Michael Gillbee

Esta semana a minha cróni-ca é um pouco a puxar ao sentimento. Pelo menos ao meu é! Ora, faz precisamen-te no dia 14 de Fevereiro, esta semana, cinco anos que voltei para a África do Sul. Não foi uma decisão fá-cil, nem tomada de ânimo leve.

Tive muito tempo, meses, para reflectir e planear a mi-nha estratégia, dado que es-tive o ano todo de 2012 de-sempregado. O leitor se sabe o que isso é, muito bem. Se não sabe, não quei-ra saber.

Uma pessoa estupidifica, não tem assunto de conver-sa, a rotina é algo aberrante e nada semelhante com a das pessoas que se levan-tam de manhã, tomam o pe-queno-almoço e saem de casa para trabalhar.

Enfrentar um dia desempre-gado, mais um, depois outro e mais outro, meses disto, é como enfrentar uma traves-sia de um deserto, sem água. Ao fim-de-semana, ainda é como o outro, os amigos estão em casa, a fa-mília está em casa e conse-gue-se fazer alguma coisa e ocupar o tempo.

O problema é que o tempo passa tão depressa para nós, desempregados, como para os que possuem em-prego. E, segunda-feira, tudo recomeça. As pessoas queixam-se dos patrões, das tarefas nas empresas, dos desafios que enfrentam, da luta contra o relógio, do sufo-co que é estar preso no trân-sito.

Tudo isso, o desempregado não enfrenta. Enfrenta é, durante a semana de traba-lho, uma marcha lenta do re-lógio. Os segundos parecem horas, as horas parecem dias e a frase “a semana nunca mais acaba” é já bem latente apenas na terça-fei-ra.

Assim, dotado de dupla na-cionalidade, sem perspecti-vas de trabalho – nem se-quer na caixa do supermer-cado – resolvi sentar-me com a família e o amor da minha vida na altura e con-versar. Era uma aposta cega, um tiro no escuro, apenas a possibilidade de um mercado de trabalho muito maior, uma economia mil vezes mais forte e uma fome de vencer que até hoje não consegui saciar.

E assim, foi que peguei na trocha e pus-me a caminho daqui, o país onde nasci e onde até aos sete anos de idade cresci. Vinha cá várias vezes de férias, para ver fa-mília e passar tempo, mas férias são férias e até o Camboja é maravilhoso de férias.

Viver, trabalhar, desloca-ções diárias, uma nova moe-da, tudo isso novo sem ter experiência ou estar acostu-mado a tudo isso, é às vezes amedrontador.

Mas, nós portugueses te-mos algo diferente, aquele espírito que descrito no poe-ma “O Mostrengo” de Fer-nando Pessoa na Mensa-gem diz “três vezes do leme as mãos ergueu,/três vezes ao leme as reprendeu,/disse no fim de tremer três vezes.” Sim, muitas vezes treme-mos, mas reprendemos as mãos ao leme e lutamos por aquilo que queremos, suces-so e felicidade na Vida.

Consegui, ao fim de apenas três semanas emprego e estou agora, vai fazer no dia 1 de Março, três anos no Sé-culo. De facto, o tempo pas-sa a correr!

Foi no dia de S. Valentim que cheguei de regresso à minha terra natal e este ano, não é coincidência nenhuma que comemoro este aniver-sário, no dia 14 que é este ano Quarta-feira de Cinzas. É o dia em que vamos à mis-sa, pois é dia Santo de Guarda e oferecemos de volta os ramos com que aclamámos Cristo a entrar em Jerusalém para a Sua Paixão!

É o queimar e transformar em cinzas, que nos recorda o eterno recomeçar e que embora tudo pareça muitas vezes derrotado, nada está perdido e que podemos sempre começar de novo. Que nunca é tarde para co-meçar de novo.

É o começo da Quaresma e que para mim, foi também durante um ano cá, o reco-meço de penitência, sacrifí-cio, abdicação e trabalho para melhorar, crescer e conquistar objectivos.

Foi a minha Quaresma, o amigo leitor terá por certo a sua ou terá tido. Neste tem-po todo, deixei amigos no país da minha alma, com quem cresci, perdi a minha avó, perdi um enorme amor e a Vida encarregou-se de me dar a provar os mais amargos limões.

No entanto, o tempo segue apenas e só para diante, o Mundo continua a girar e hoje sei que recebi muito mais do que aquilo que per-di. Aprendi a valorizar muito mais os laços familiares, a dar valor aos sacrifícios do trabalho e a apreciar os fru-tos do meu esforço.

A solidão imposta trouxe ainda mais força, mas tam-bém me deu um amor mais profundo por aquilo que amo e prezo mais na Vida. O meu avô, os meus pais, por Por-tugal. E claro, do meu Benfi-ca! E tenho reverencialmen-te, quais tesouros, as mi-nhas memórias e as lições da minha avó.

Este ano, para mim, a Qua-resma será não só um tem-po de tem-ponderar as várias li-ções de Vida, mas também para retemperar forças e ca-librar objectivos.

Aqui, neste cantinho deste jornal mítico em todo o Mun-do, conquistei o meu espaço e estabeleci consigo, sema-nalmente, uma proximidade. Uma amizade. Quer concor-demos ou não, todas as se-manas cá nos encontramos. O que também, tem feito parte do meu amadureci-mento.

Mas, o que aprendi mesmo, é que é preciso gozar a Vida aqui e agora, hoje e aprovei-tar porque quando olhamos, “puff” os anos voaram!

ÁFRICA DO SUL

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A companhia área irlandesa Ryanair procura contratar pilo-tos na África do Sul por forma a expandir as sua actual frota comercial.

De acordo com um anúncio no seu website, a empresa afirma que vai realizar dois “roadshows” em Joanesburgo e na Cidade do Cabo, no final deste mês de Fevereiro, e adiantou ainda que procura contratar pilotos para a sua frota de Boeing´s 737.

A empresa diz oferecer a oportunidade de realojamento na Europa para que os novos contratados possam assistir na expansão da frota comer-cial que pretende aumentar de 425 para 580 aeronaves nos próximos seis anos.

A Associação de Pilotos Co-merciais da África do Sul dis-se estar a par da campanha de recrutamento da

compa-nhia irlandesa e escusa-se a comentar até que a Ryanair divulgue os termos de contra-tação, disse o presidente do sindicato William Rooken-Smith citado pelo portal News 24.

“Apesar das recentes ques-tões laborais, a Ryanair está a expandir as suas operações por forma a ocupar o vazio deixado por outras compa-nhias aéreas europeias, de for-ma que têm que recrutar novos quadros”, afirmou.

A campanha de recrutamento de novos quadros em países como a África do Sul, ocorre numa altura em que a Rya-nair, sediada em Dublim, mantém um “braço de ferro” com vários sindicatos de tra-balhadores do sector na Euro-pa devido ao Euro-pagamento de condições salarias.

A empresa chegou a um acor-do no Reino Uniacor-do, mas o CEO Michael O´Leary adver-tiu que está preparado a lidar com a demissão de pilotos do que comprometer o modelo de negócio de viajens “low cost” da sua empresa.

A estatal South African Air-ways anunciou o corte de vá-rias rotas como parte de uma nova estratégia apresentada pelo novo CEO Vuyani Jarana para reduzir as despesas ope-racionais da compania área. A frota da SAA ié composta por aeronaves Airbus e alguns Boeing 737.

O ministro das Finanças Ma-lusi Gigaba reune-se em Pre-tória com a Associação dos Funcionários Públicos (PSA na sigla em inglês) para abor-dar as preocupações manifes-tadas pela estrutura sindical sobre a utilização dos fundos de pensão e reforma em in-vestimentos do Estado, anun-ciou o ministério.

A reunião foi convocada na passada sexta-feira na se-quência de um ultimato judi-cial apresentado pela PSA ao Ministério das Finanças e cujo prazo termina hoje, segunda-feira.

O anúncio de Malusi Gigaba confirma, pela primeira vez, que a questão da utilização dos fundos de pensão e refor-ma dos funcionários públicos em investimentos feitos pelo Estado será discutida com o sindicato que se têm revelado “muito preocupado” com uma “potencial pilhagem” dos fun-dos de pensão e reforma des-contados ao longo dos anos pelos trabalhadores do Esta-do.

De acordo com imprena sul-africana, a PSA enviou desde Setembro do ano passado uma série de missivas por es-crito solicitando que o ministro das Finanças, Malusi Gigaga-ba, na qualidade de único ac-cionista na Public Investment Corporation (PIC), explique públicamente a razão porque nenhum dos representantes dos beneficiários pensionistas – trabalhadores ou sindicatos - é nomeado para o Conse-llho de Administracção do PIC.

No mês passado o sindicato apresentou um ultimato judi-cial face ao “silêncio” do go-vernante.

“A PSA decidiu levar o caso a tribunal na segunda-feira [hoje] onde iremos avistar o ministro”, afirmou o vice-direc-tor geral da PSA, Tahir Mae-pa.

A associação sindical diz ter solicitado ainda ao Ministério [das Finanças] “uma lista completa e promenorizada” de todos os investimentos realizados pelo Estado nas empresas públicas porque considera que “foram investi-mentos feitos com base em decisões políticas”.

“É evidente que enquanto os nossos membros estiverem ausentes sem representativi-dade no conselho de admin-stracção, so fundos dos nos-sos trabalhadores estão em perigo”, afirmou Maepa.

O sindicato quer saber como é que o governo do ANC está a gerir o Fundo de Pensão dos Funcionários do Governo (GEPF na sigla em inglês) que ascende a 2 triliões de randes, face ao recente colap-so do grupo multinacional Steinhoff, onde a PIC terá in-vestido, e a anunciada inten-ção de a mesma assistir a eléctrica estatal Eskom com

um “empréstimo” de 5 biliões de randes e que a PSA consi-dera de “acções ilegais”.

O secretário-geral da PSA, Ivan Fredericks, alertou no ano passado para a tentação de o governo “meter a mão” no fundo de pensões dos

tra-balhadores do estado quando manifestou a sua preocupa-ção sobre uma série de gran-des investimentos realizados alegadamente por “debaixo do radar” pela PIC em empre-sas que não se encontram lis-tadas na bolsa de valores.

De acordo com aquele sindi-cato tais investimentos foram feitos ao abrigo de um “acordo de responsabilidade social” assinado com o PIC, mas a PSA avança que a “existe uma forte possibilidade de terem sido politicamente

moti-vados”. Entre os investimen-tos realizados pela PIC desta-ca-se uma aplicação feita na estatal ACSA (Aeroports Com-pany) e ainda um emptréstimo juntamente com um acordo accionista com a Independent Newspapers.

O multimilionário sul-africano Patrick Soon-Shiong adquiriu o jornal norte-americano Los Angeles Times, um dos títulos de maior circulação nos Esta-dos UniEsta-dos, por 6 biliões de randes ($ 500 milhões).

Soon-Shiong, natural de Port Elizabeth, nasceu na década de 1950 e é filho de imigran-tes chineses. Cursou medici-na medici-na Universidade de Witwa-tersrand antes de emigrar para os Estados Unidos via Canadá.

Em comunicado divulgado na passada quarta-feira, a em-presa Tronc – a anterior pro-prietária do diário, anunciou que tinha alcançado um acor-do para a venda acor-do Los An-geles Times juntamente com o San Diego Union-Tribune e vários outros títulos do grupo Califórnia News à Nat Capital, um veículo financeiro privado de investimentos de Soon-Shiong.

As partes fecharam o negócio por 6 biliões de randes ($ 500 milhões) em dinheiro, ao qual adicionaram ainda o montante de 1 bilião de randes ($90 mi-lhões) na forma de fundos de pensões.

“Vamos continuar a apostar na grande tradição do jornalis-mo de qualidade dos repórte-res e editorepórte-res do Los Angeles Times, The San Diego Union-Tribune e dos outros títulos do

California News Group”, disse Soon-Shiong em comunicado. Os jornalistas do Los Angeles Times partilharam na quinta-feira pelas redes sociais uma carta de apresentação de Soon-Shiong à redacção do jornal.

“A minha própria família emi-grou do Sul da China para a África do Sul há várias gera-ções. Optámos por nos radi-car em Los Angeles porque é aqui que muitos de nós se sente como se estivesse em casa. É uma decisão muito

pessoal. Para alguém que cresceu na África do Sul do Apartheid, entendo bem qual é o papel que o jornalismo de-ve desempenhar numa socie-dade livre”, lê-se na carta.

Soon-Shiong prometeu aos jornalistas que irá “fazer todo o possível para que tenham as ferramentas e os recursos necessários para produzirem o jornalismo de elevada quali-dade do qual dependem os nossos leitores”.

De acordo com um perfil de Soon-Shiong publicado no

Los Angeles Times, o empre-sário ingressou na Universi-dade da Califórnia – Faculda-de Faculda-de Medicina Los Angeles ‘ em 1983, depois de saír do Canadá. Mais tarde, fundou a sua própria firma de pesquisa médica no início da década de 1990 e fez fortuna no ramo farmacêutico e da saúde.

De acordo com a Forbes, Soon-Shiong têm uma fortuna pessoal avaliada em 94 bil-iões de randes ($7.8 milhões), sendo por isso o “médico mais rico da América”.

Dois cidadãos de nacionali-dade chinesa foram presos em Joanesburgo por acede-rem ilegalmente à rede de eléctricidade pública, depois de já terem sido desligados ne mesa semana por falta de pa-gamento da sua conta de electricidade, anunciou a autarquia.

O presidente da Câmara Muncipal de Joanesburgo, Herman Mashaba, disse que “os dois indíviduos são propri-etários de um negócio em Fordsburg, que foi alvo de uma rusga feita pelos serviços municipais, como parte da operação BuyaMthetho,

devi-do a uma dívida de 500.000 randes de conta de electrici-dade.

De acordo com a autarquia, a operação BuyaMthetho (que em inglês significa Bring Back the Law) é uma iniciativa mul-tidisciplinar iniciada na passa-da segunpassa-da-feira pela munici-palidade com o objectivo de aplicar a legislação camarária e repor a lei e ordem na Cida-de Cida-de Joanesburgo.

“Durante esta operação, o fornecimento de electricidade foi suspenso por funcionários da City Power. É evidente que estes indíviduos operam com os funcionários que lhes for-necem os contadores e re-conectam ilegalmente as suas propriedades à rede eléctri-ca”, afirmou Machaba.

O edil adiantou ter dado ins-truções à Polícia Metropolita-na de Joanesburgo (JMPD)

para monitorar todas as pro-priedades que foram desliga-das da rede eléctrica como parte da Operação BuyaM-thetho por forma a assegurar que os serviços municipais não estejam ilegalmente re-conectados.

“Se voltaram a ligar nova-mente à rede, serão presos imediatamente clmo foi o caso deste dois cidadãos”, disse Machaba.

A autarquia revelou ainda que num outro incidente os servi-ços de investigação forense da Câmara Muncipal (GFIS), prendeu com a assistência da Polícia sul-africana (SAPS) um empresário em Fordsburg por tentar subornar um fun-cionário muncipal para insta-lar um contador de electricida-de pré-pago no valor electricida-de 8.000 randes.

O Programa Alimentar Mun-dial das Nações Unidas (WFP em inglês) alertou para uma crise alimentar sem precen-dentes na região austral de África devido à falta de chuva e a uma contaminação das colheitas agrícolas que amea-ça afectar milhares de pes-soas na região, particularmen-te crianças.

“A região ainda não se re-compôs dos efeitos nefastos da seca provocada pelo fenó-meno El-Nino e a actual situ-ção será um enorme revés para toda esta região”, disse Brian Bogart, conselheiro re-gional do WFP, em comunica-do divulgacomunica-do a partir da Cida-de do Cabo.

Os técnicos especialistas das Nações Unidas afirmam que existem extensas áreas de terreno na região, desde a África do Sul à Zàmbia, onde se pode notar os efeitos seve-ros da seca e das altas tem-peraturas, além de que as

col-heitas deste ano foram infes-tadas por uma peste invasora que afectará a produção de 2018.

O WFP receia uma nova crise alimentar na região que, se-gundo estimativas divulgadas pela agência da ONU, prestou assistência alimentar de emergência a 40 milhões de pessoas na Africa Austral entre 2014 e 2016.

O alerta de quinta-feira foi emitido por um grupo regional de especialistas em seguran-ça alimentar, instando a uma reacção imediata sobre o pos-sível impacto que uma “onda de seca prolongada” poderá ter sobre a época agrícola.

Sindicato obriga ministro das Finanças a explicar uso

de fundos de pensão em investimentos do Estado

Bilionário sul-africano compra Los

Angeles Times por 6 biliões de randes

Câmara Municipal de Joanesburgo lança

campanha de reposição da lei e ordem na cidade

ONU alerta para

crise alimentar

na África Austral

Ryanair irlandesa procura

contratar pilotos na África do Sul

O Século de

Joanesburgo

informação

e actualidade

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Com um número de presen-ças a ultrapassar a meia cen-tena de pessoas, teve lugar na tarde do penúltimo sábado, 3 de Fevereiro, o almoço mensal da Casa do Benfica, pioneira em Pretória neste ti-po de confraternizações que praticamente promove desde a sua fundação na capital, e pela maneira como sempre têm decorrido e tratados os que neles participam, sem qualquer descriminação às simpatias clubistas de cada um, a todos recebendo de braços abertos, daí e como temos presenciado ao longo dos anos, em gerências de vários elencos directivos que por ela têm passado, por nela se sentirem bem, preferidos não só por parte da nossa co-munidade, como também de outras nacionalidades.

Prova disso e como agora voltou a acontecer, o primeiro a iniciar cada ano patrocinado pelo comendador Mário Fer-reira, desta vez e depois da

prece ali dirigida por PS Red-dy, com entrada de moelas, fí-gados e asas de galinha, e os pratos principais de “paelha” à lá Xando, filetes de carne com molho de cogumelos e gali-nha assada, com os respecti-vos acompanhamentos, sala-da e sobremesa, contando-se entre os presentes e além do ofertante da refeição, o presi-dente do Clube de Futebol Estrela da Calheta, cargo que ocupa há oito anos, José Ma-nuel da Silva, que acompa-nhado da esposa Manuela, chegaram da Madeira horas antes deste dia, para visita a seu irmão e cunhado Manny da Silva, a convalescer da doença grave que recente-mente o afectou, membro di-rectivo e incontestável apoiante da Casa do Benfica, assim como colaborante em torneios anuais do grupo da moeda de Donkerhouk, proxi-midades desta mesma cida-de, competição que já chegou a vencer em 2015, sendo ali

MESA DA ACPP, VENDO-SE À DIREITA, NA TERCEIRA POSIÇÃO O PATROCINADOR DO CONVÍVIO, COMENDADOR MÁRIO FERREIRA

OS TRÊS PRESIDENTES DA CASA DO BENFICA, A CONTAR DA DIREITA, AUGUSTO BAPTISTA ROSA, ASSEMBLEIA-GERAL, LINO FARIA, DIRECÇÃO, E RUI DOS SANTOS CONSELHO FISCAL

O PRESIDENTE DO ESTRELA DA CALHETA, JOSÉ MANUEL DA SILVA, LADEADO POR IRMÃO MANNY DA SILVA E POR SUA ESPOSA MANUELA

LINO FARIA PROCEDENDO COM AUGUSTO ROSA AO LEILÃO DE UMA CAMISOLA DO “GLORIOSO” NO CONVÍVIO

angariados naquela tarde, entre a colecta voluntária efectuada pelas mesas, e o leilão de uma camisola do “glorioso”, assinada pelo pre-sidente Luís Filipe Vieira e por todos os futebolistas do Sport Lisboa e Benfica na época anterior, um montante a ultra-passar os vinte e três mil ran-des, isto fora os lucros do bar, que para os difíceis tempos que correm, se pode conside-rar de excelente.

Os agradecimentos às pre-senças ali naquela tarde, de modo especial ao patrocina-dor do convívio, comendapatrocina-dor Mário Ferreira, e em particular a José Manuel da Silva, a este e sua esposa oferecendo medalhas com que normal-mente são reconhecidas fi-guras de destaque que visi-tam esta Colectividade, esti-veram a cargo do dinâmico presidente da Direcção, Lino Faria, aproveitando a oportu-nidade para ali dar conheci-mento da assembleia-geral anual desta representação benfiquista, marcada para o dia 11 deste mês de Feverei-ro, a iniciar pelas 11 horas, nela pedindo a presença de todos os associados, a fim de se poderem resolver todos os assuntos constantes na or-dem de trabalhos.

Por último e a pedido do visi-tante, foi dada a palavra ao presidente do Estrela da Ca-lheta, que como frisou chegou no passado a desempenhar o cargo de presidente da junta de freguesia da Calheta, na Ilha da Madeira, José Manuel da Silva, para no seu breve improviso e depois de se mostrar surpreendido com o agradável ambiente que ali encontrou, a todos saudando

com carinho e amizade, agra-decer a deferências da recep-ção de que fora alvo, e das medalhas com que ele e sua esposa ali foram reconheci-dos, com uma saudação ao jovem comendador Mário Fer-reira, pelo que como impor-tante ali lhe foi dado verificar, colaborar nos eventos da co-munidade, a todos os presen-tes e suas famílias desejando as maiores felicidades neste novo ano de 2018, sendo o saudável ambiente encerrado com a nossa boa música po-pular, interpretada ao acor-deão por Bernardino Vieira, e à concertina por Serafim Re-polho.

Vicente Dias

Primeiro convívio mensal do ano

da Casa do Benfica de Pretória

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PÁGINA 4 . O SÉCULO DE JOANESBURGO . 12 DE FEVEREIRO DE 2018

PRETÓRIA

Com a presença de oitenta pessoas, entre compadres, comadres e alguns convida-dos, número de que faziam parte o conselheiro da embai-xada Eduardo Rafael, os co-mendadores Mário Ferreira, Estevão Rosa, Gilberto Mar-tins e Joe Quintal, e os presi-dentes da Academia Mãe, em Joanesburgo, José Contente; Lino Faria, da Casa do Benfi-ca; Mário Jorge, da ACPP; Samuel da Silva, da Casa So-cial da Madeira; Augusto Baptista Rosa, presidente da Assembleia-Geral da Casa do Benfica, e do Conselho Fiscal da CSM, e Manuel José, pre-sidente honorário da ACPP, teve lugar na tarde da última terça-feira, 6 de Fevereiro, no restaurante da Associação da Comunidade Portuguesa de Pretória o primeiro almoço do ano promovido pela Academia do Bacalhau, desta mesma ci-dade.

Por se tratar do último con-vívio a cargo da Direcção des-ta Academia, foi pelo seu pre-sidente, comendador Mário Ferreira apresentado o relató-rio de contas referentes ao ano que a dirigiu, no qual e como ali referiu, constava o donativo angariado há meses, destinado à intervenção cirúr-gica de uma jovem

luso-des-cendente, mas que por se ter recusado a ser operada, con-tinua essa importância a constar do bom saldo que esta Academia do Bacalhau tem em conta bancária citadi-na, conforme cópia distribuída pelos presentes no convívio.

Ao agradecer a presença de todos neste almoço, como re-feriu último no seu mandato, daí colocar o seu lugar à dis-posição de quem o quisesse substituir na liderança desta Academia do Bacalhau de Pretória, mas que por não ha-ver interessado nesse cargo, a par do elogio do seu homó-logo José Contente, da Aca-demia de Joanesburgo, ao afirmar que o saldo positivo ali apresentado desta importân-cia, não é qualquer um que no seu lugar o consegue, daí ser de opinião, em Mário Ferreira continuar a liderar a Acade-mia de Pretória, como acabou por se verificar, com a alega-ção de que apenas ficaria por mais um ano, a merecer es-trondosa salva de palmas dos presentes no convívio.

Aproveitando o uso da pala-vra, e satisfeito, tanto com o agradável ambiente que ali reinava, como aliado ao facto de Mário Ferreira ter aceite continuar no cargo por mais um mandato, José Contente

deu ali conhecimento do 47º congresso mundial das Aca-demias do Bacalhau, marcado para Joanesburgo de 17 a 21 de Outubro próximo, com o al-moço de despedida onde será encerrado o congresso e res-pectiva tarde típica portugue-sa, a ser promovido pela Aca-demia do Bacalhau de Pre-tória, a antever sucesso ga-rantido.

Findo o almoço - onde foi muito gratificante voltar a ver ali expostas lado-a-lado, as bandeiras das Academias do Bacalhau de Pretória e de Joanesburgo, o que acontece desde há algum tempo a esta parte, em convívios do géne-ro, sinal do bom entendimento entre os dirigentes e certos membros de ambas as partes, facto que se saúda, devido ao valor que em cooperação isso representa -, foi dada a pala-vra a Lino Faria, ali nomeado “carrasco” para aplicação de multas da praxe nestes con-vívios, o qual e como vice-pre-sidente desta Academia de Pretória, tem oferecido o pão para estes almoços, confec-cionado na sua “Meyerspark Bakery”, diga-se bem aprecia-do pelos que o têm saborea-do.

Enquanto nestes convívios -neste último entregue por Má-rio Ferreira os diplomas aos novos compadres da tertúlia, Manuel de Abreu, André Jar-dim e George Chrisochos -, se continuarem a ver aderências como esta, poderão certa-mente, como se tem verifica-do, continuar a ser beneficia-das as instituições da comuni-dade a operar em beneficên-cia, nesta cidade, área onde se situam “Os Lusíadas”, tal como periodicamente e desde há alguns anos vem aconte-cendo com a entrega de de-terminados donativos pelas direcções que têm passado por esta Academia do Baca-lhau, e o comendador Mário Ferreira tem primado em dar continuidade.

Vicente Dias

LINO FARIA DURANTE A OFERTA DE MEDALHAS

AOS VISITANTES MADEIRENSES “PAELHA” FOI O PRATO PRINCIPAL DA REFEIÇÃO ASPECTO DA AFLUÊNCIA AO ALMOÇO MENSAL BENFIQUISTA

A MAIOR MESA DO CONVÍVIO, PRECISAMENTE A DO CASAL JOSÉ MANUEL E MANUELA DA SILVA, CHEGADOS DA MADEIRA NESSE DIA

O PRESIDENTE DO ESTRELA DA CALHETA AGRADECENDO A RECEPÇÃO DE QUE FORA ALVO

BERNARDINO VIEIRA AO ACORDEÃO E SERAFIM REPOLHO À CONCERTINA ANIMARAM O CONVÍVIO BENFIQUISTA

Convívio da Casa do Benfica de Pretória

Apresentado relatório de Contas

no almoço mensal da Academia

do Bacalhau de Pretória

A CONTAR DA ESQUERDA E EM PRIMEIRO PLANO: O CONSELHEIRO DA EMBAIXADA, EDUARDO RAFAEL, MÁRIO FERREIRA, JOSÉ CONTENTE E GILBERTO MARTINS.

COM MÁRIO FERREIRA OS NOVOS COMPADRES DA ACADEMIA DO BACALHAU DE PRETÓRIA A QUEM FORAM ENTREGUES DIPLOMAS DE FILIAÇÃO NA TERTÚLIA

ASPECTO DE PRESENÇAS NO INTERIOR DO SALÃO AS BANDEIRAS DAS ACADEMIAS DO BACALHAU DE

PRETÓRIA E JOANESBURGO EXPOSTAS LADO-A-LADO NO CONVÍVIO

MÁRIO FERREIRA DURANTE A SUA INTERVENÇÃO

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12 DE FEVEREIRO DE 2018 . O SÉCULO DE JOANESBURGO . PÁGINA 5

PRETÓRIA

Almoço mensal da Academia

do Bacalhau de Pretória

MESA ONDE TOMARAM LUGAR O EX-PRESIDENTE DESTA ACADEMIA, TONY OLIVEIRA, E O PRESIDENTE HONORÁRIO DA ACPP, MANUEL JOSÉ

À DIREITA FÁTIMA TEIXEIRA E O CASAL DE SOBRINHOS QUE DE GAULA SE ENCONTRAVA DE VISITA À ÁFRICA DO SUL

PRESENÇA DOS COMPADRES DE JOANESBURGO MESA ONDE TOMARAM LUGAR OS COMENDADORES

ESTEVÃO ROSA E JOE QUINTAL GAVIÃO DO PENACHO NA MESA PRINCIPAL

A ENCERRAR O CONVÍVIO.

LINO FARIA EXERCEU AS FUNÇÕES DE “CARRASCO” NO ALMOÇO MEN-SAL DA ACADEMIA DO BACALHAU

DE PRETÓRIA

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PÁGINA 6 . O SÉCULO DE JOANESBURGO . 12 DE FEVEREIRO DE 2018

COMUNIDADE

Decorreu no sábado 10 de Fevereiro, pelas 13:30, no Lar Rainha Santa Isabel em Al-bertskroon, Joanesburgo, a celebração do Carnaval 2018. O tema da folia este ano foi o do “Gavião de Penacho”, ave de rapina que dá o nome ao brinde da Academia do Baca-lhau. Nesta edição da festa, foi decidido dedica-la a todos os compadres e comadres da tertúlia que suporta e apoia há décadas a Sociedade Portu-guesa de Beneficência (SPB) e o Lar Santa Isabel.

A presidente do executivo da SPB, Isabel Policarpo deu as boas vindas a todos os pre-sentes e agradeceu profunda-mente a colaboração de todos. Elogiou o trabalho feito pela residente do Lar, dona

Dirce, que idealizou e fez toda a decoração do salão. Igual-mente elogiado foi o pessoal técnico, os colaboradores e corpo directivo do Lar, que tornaram a festa possível.

Antes da refeição ser servida, entrou o grupo coral de resi-dentes do Lar, liderados pela maestrina Idalina Alves ao acordeão. Interpretaram dois temas alusivos ao Carnaval e foi, como sempre, um ponto alto da festa. O almoço foi em seguida servido.

Finda a refeição, a dona Dir-ce falou ao microfone e expli-cou a razão do tema “Gavião de Penacho”. “É em homena-gem a todos os compadres e comadres da Academia do Bacalhau de Joanesburgo, que apoiam

incondicional-mente este Lar e a Sociedade de Beneficência. As festas, a angariação de fundos, tudo feito para que nós residentes tenhamos melhor qualidade de vida. E hoje, as camisas das empregadas do Lar, bran-cas com o Gavião ao centro, as decorações com penas, tudo é em homenagem à Aca-demia”, declarou a residente.

A dona Dirce pediu depois a que o “Rei do Carnaval” en-trasse no salão, o que aconte-ceu com a entrada do presi-dente da Academia do Baca-lhau de Joanesburgo, José Manuel Contente. Em segui-da, com a ajuda de Leonel Canha à guitarra, cantou-se a Marcha da Academia do Ba-calhau, que foi composta pelo senhor Canha.

O presidente da Academia-Mãe do Bacalhau agradeceu a participação de todos os presentes na festa e apelou a uma maior participação. “É bom ver famílias aqui hoje, com os nossos residentes, que precisam do vosso apoio e força. Sem vocês aqui hoje, a festa não teria tido tanto

bril-ho”, rematou Contente. Seguiu-se o momento alto da tarde, em que algumas crian-ças desfilaram mascaradas, próprias de Carnaval, para entretenimento de todos. Os três irmãos, mascarados de piratas, Lourenzo, Luca e Ale-xio de Sousa os escolhidos pela plateia como os mais

bem mascarados da tarde. Tatiana dos Santos e Ruben dos Santos, irmãos, também mascarados de Princesa Jas-min da Disney e Pantera Ne-gra da Marvel respectiva-mente e Chantel Lopes este-ve mascarada de bruxa, tam-bém participaram no desfile.

Não houve nenhuma senhora

mascarada e apenas um resi-dente do Lar é que se mas-carou, como Elvis Presley em Las Vegas. A tarde conclui-se com música, dança e convívio entre todos os presentes.

Tema “Gavião de Penacho”

dá mote ao Carnaval no

Lar Rainha Santa Isabel

Aspecto geral do salão nobre do Lar Rainha Santa Isabel

O GRUPO CORAL DOS RESIDENTES DO LAR NO SEU DESFILE DE CARNAVAL AS CRIANÇAS MASCARADAS QUE DESFILARAM PARA ENTRETENIMENTO DE TODOS

A PRESIDENTE DO EXECUTIVO DA BENEFICÊNCIA, ISABEL POLICARPO

O “ELVIS EM LAS VEGAS”

Texto e fotos de

Michael Gillbee

LEONEL CANHA E REI DO CARNAVAL, JOSÉ MANUEL CONTENTE CANTAM A MARCHA

DA ACADEMIA DO BACALHAU

HORÁRIOS DAS MISSAS EM PORTUGUÊS JOANESBURGO

La Rochelle - St Patrick Catholic Church Morada: 9 Fifth Street, La Rochelle, 2197,

Jo-hannesburg, South Africa

Párocos: Pe Jorge Guerra CS /

Pe Ivaldo Bettin CS

Horário das Missas e Confissões em Português: Domingo: 08:00; terça-feira: 09:00; Confissões: sábado 19:00 Contactos: +(27) 011 435 0393 larochelle.stpatrick@catholicjhb.org.za stparick.larochelle@gmail.com

Crown Mines - St Anthony Catholic Church Morada: Church Street, Crown Mines, 2025,

Johannesburg, South Africa

Pároco: Pe Miguel de Lemos CM; Pe Cinema

Inueiua CM

Horário das Missas e Confissões em Português:

Domingo: 06:00 e 09:00; terça-feira: 19:30 ;

quarta-feira: 09:30; quinta-feira, sexta-feira e sábado: 19:30 ; Confissões todos dos dias de missas, meia hora antes da Eucaristia; tam-bém por pedido telefónico.

Contactos +(27) 011 837 2739

crownmines.stanthony@catholicjhb.org.za

Brentwood Park - Our Lady of Fatima Catholic Church

Morada: 54 Great North Road, Brentwood

Park, 1505, Johannesburg, South Africa

Pároco: Pe Malcolm Mclaren Horário das Missas em Português: Terça-feira / Sexta-feira: 08.30 Domingo: 10.00

Contactos: +(27) 082 576 3260

brentwood@catholicjhb.org.za ; insf@ananzi.co.za

Primrose - St Joseph Church Morada: 7 Gumtree Road, Primrose,

1401, Johannesburg, South Africa

Pároco: Pe. Laszlo Karpati Horário das missas em Português: Sábado: 18:30 e quinta-feira: 09:30. Contactos: +(27) 011 828 1782,

072 041 3914 (padre) kalaszlo57@gmail.com

Belgravia - St Anne Catholic Church Morada: 65 Boom Street, Belgravia, 2094,

Johannesburg, South Africa

Pároco: Pe Ronald Houreld OMI

Horário das Missas e Confissões em Português: Domingo: 10:00; Confissões

por marcação prévia. 011 837 2739

Contactos: +(27) 011 618 9011

belgravia.stanne@catholicjhb.org.za ; office@saintannes.co.za

Malvern - Blessed Sacrament Catholic Chucrh Morada: 15 Mullins Road cnr Pandora Road,

Malvern East, Germiston, 1401, Gauteng, South Africa

Pároco: Pe Tony Daniels OMI Horário das Missas em Português: Domingo: 08:15, 10:00, 11:45, 17:30; segunda,

quarta e quinta: 06:25, 09:00; terça: 09:00; sexta: 06:25, 08:00

Contactos: +(27) 011 616 4008

malvern.blessedsacrament@catholicjhb.org.za parishoffice@blessedsacrament.org.za

Bez-Valley - Holy Angels Catholic Church Morada: 32 Kitchener Avenue, Kensington,

2094, Johannes-burg, South Africa

Pároco: Pe Arnaldo Nyathi

Horário das Missas e Confissões em Português: Domingo: 08:15; terça: 08:30; Confissões:

sábado 16:30.

Contactos: +(27) 011 614 3183

bezvalley.holyangels@catholicjhb.org.za holyangels@iburst.co.za

Rosebank - Immaculate Conception Catholic Church

Morada: 16 Keyes Avenue, Rosebank, 2196,

Johannesburg, South Africa

Pároco: Pe António Nunes Horário das Missas e Confissões em Português:

Sábado: 19:30; Confissões: segunda,

quarta, quinta e sexta 18:30

Contactos: +(27) 011 788 5226

rosebank.immaculateconception@catholicjhb.org.za info@rosebankcatholicchurch.org.za

PRETÓRIA

Igreja de Santa Maria dos Portugueses Morada: 109 Luttig Street, Pretória 0183 Pároco: Frei Gilberto Teixeira;

Frei Lameque André Michangula

Horário das Missas em Português: Sábado: 18:00; Domingo: 07:00 e 09:00;

Segunda a Sexta-feira: 18:30

Confissões: Meia hora antes da Eucaristia e

sob requisição.

Contactos: 012 327 3593

*Email: smariapa@global.co.za

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PÁGINA 8 . O SÉCULO DE JOANESBURGO . 12 DE FEVEREIRO DE 2018

COMUNIDADE

Reuniram-se 27 compadres e comadres em torno da mesa do almoço na quinta-feira 8 de Fevereiro, no restaurante “O Braseiro” em Kensington, Joa-nesburgo.

Todos foram recebidos com entradas de petinga frita, cha-muças, rolos chineses, salada de orelha de porco e salada verde. O almoço foi aberto pe-las 13h35 com o compadre presidente a pedir que todos “carregassem os copos com vinho tinto” e pediu ao compa-dre João Catita para dar o “tom” do “Gavião de Pena-cho”.

O presidente deu as boas-vindas a todos, “em especial a nossa visita aqui, o compadre João Catita, que está a cami-nho da Namíbia para celebrar os 40 anos da Academia da Namíbia em Windhoek, com o compadre Manuel Coelho. Te-mos vários compadres que vão lá estar, a nossa bandeira de Academia-Mãe vai lá estar representada, com o nosso compadre Jorge Araújo tam-bém. Eu já enviei um email de felicitações em nome de todos

os compadres e comadres da Academia-Mãe. O nosso com-padre Catita, que teve uma vi-da inteira ao serviço vi-das Aca-demias, fundador da Acade-mia do Bacalhau de Lisboa e quem melhor do que ele para ser “carrasco” hoje?” Grace-jou o presidente no fim.

O primeiro prato, a sopa de caldo-verde, foi servido. Ape-sar do forte calor de Verão, a sopa soube bem a todos pois estava perfeita. O caldo fluido e a saber bem a batata, sem grumos e sem farinha. A cou-ve, cortada no comprimento perfeito, estava bem escalda-da e caescalda-da prato de sopa tinha uma a duas rodelas de chouri-ço. Todos em torno da mesa elogiaram a sopa.

Logo após o primeiro prato o presidente soou o badalo, “quero dar duas palavrinhas, no Lar Santa Isabel vamos ter o Carnaval para os nossos re-sidentes. Celebraremos agora sábado com almoço, serão seleccionados os reis do car-naval e vamos dar um dia ale-gre aos residentes, que eles bem merecem”.

“Quero também acrescentar que apesar de ter sido coloca-do e eleito para o posto de presidente por dois anos, até ao congresso, as normas, mandam que haja uma apre-sentação de contas. E nós, compadres e comadres, so-mos transparentes, mais que a água”, gracejou o presiden-te.

“Por isso, a dia 1 Março, va-mos apresentar as nossas contas, para que todos, mem-bros da tertúlia e na Comuni-dade portuguesa saibam os destinos dos fundos angaria-dos e claro, as nossas despe-sas totais anuais.” Inquirido sobre onde seria o dito almo-ço, “ainda não sei onde será” respondeu o compadre Con-tente.

“Há uma perspectiva, ontem o compadre Meireles almoçou com o compadre Jorge Si-mons no restaurante Vascos. Não sabemos ainda preços, mas vamos ver, há uma possi-bilidade de um dos nossos al-moços ser lá. No próximo mês, posso informar, que va-mos ficar por aqui, em Bed-fordview. Ficam já a saber que passa a ser aqui, no Braseiro, para a semana o almoço.”

O presidente Contente deu depois a palavra ao compadre Francisco-Xavier de Meireles. “Boa tarde a todos, venho cá como compadre, mas não dei-xo de ser cônsul-geral. Em primeiro lugar, quero vos con-vidar parar passarem nas no-vas instalações do Consula-do-Geral. Gostava que reti-vessem dois números: esta-mos num espaço com muitos metros quadrados e estamos a poupar 30 mil randes por mês, o que permitiu um inves-timento de um milhão de ran-des em novo equipamento. O Governo português aposta e acredita na Comunidade

por-tuguesa na África do Sul e em Joanesburgo, em particular. Estou muito orgulhoso porque no espaço de um ano, fize-mos obras e conseguifize-mos mudar de instalações.” “Queria alertar e apelar para a necessidade da Comunidade se tornar mais visível. Eu sei bem que houve vários mo-mentos em que não interessa-va mostrar ser português. Festejávamos entre nós, dá-vamos honras entre nós, mas uma consequência disso, as autoridades sul-africanas con-hecem a história e presença portuguesa muito bem, mas fazem de conta que não exis-te contribuição portuguesa. Acho que temos que mostrar quem somos e o que fizemos pela África do Sul ao longo de 530 anos de presença conti-nua.”

O compadre de Meireles prosseguiu ao dizer “nós é que temos que nos mostrar e mostrar quem somos. Faço a ousadia de ligar isto, estamos na terceira geração já de por-tugueses. Tipicamente, a ter-ceira é a que perde a língua. Esta terceira e depois quarta geração, começa a perceber que são sul-africanos, mas um bocadinho diferentes. Têm algo que os torna diferentes e começam a buscar a língua e a cultura. Juntando a isso, o interesse económico que vai ser a segunda maior língua de Africa. Há muito homem de negócios que já percebeu isso e já esta a investir nisto. Orgulho das raízes e mostrar às outras Comunidades como e quem é a Comunidade por-tuguesa. Queria vos deixar o apelo, para apresentarem a ideia, para montarmos um es-quema de organização de um evento, como o que teve lugar no ano anterior, quem quiser expor as suas empresas e actividades, para mostrarmos e fazermos valer o peso que a Comunidade merece,” conclui o compadre de Meireles.

O prato de bacalhau foi servi-do. O “fiel amigo” foi servido cozido, acompanhado de ba-tata, cenoura, ovo, brócolos e repolho cozido. O peixe esta-va perfeitamente demolhado e cozido na perfeição, na medi-da exacta de sal e sabor de bacalhau. O prato de peixe foi também muito elogido por todos.

Após o prato de baca-lhau, o presidente falou novamente. Desta feita interveio para agradecer ao compadre de Meireles a oportunidade dada à Academia-Mãe para apre-sentar o novo embaixador de Portugal na África do Sul. O presidente agradeceu tam-bém a actuação do compadre Raúl Curado.

“Quero também dar os para-béns ao compadre Rudy Gal-lego, pelo cargo que aceitou, em ser presidente da Acade-mia da Ferrugem”. Agradeceu ao compadre honorário Tony Pestana pelo trabalho feito na produção das cartas e papel timbrado para o congresso mundial das Academias e para o aniversário de 50 anos da Academia-Mãe.

Foi depois entregue o certifi-cado de compadre a Jorge Manuel Oliveira da Silva Al-ves. O compadre Ivo de Sou-sa, vice-presidente da Acade-mia-Mãe, agradeceu num mo-mento e grande comoção, as mensagens, telefonemas e condolências prestadas pelo trágico falecimento da sua neta.

“Num tom de voz muito tré-mulo e emocionado apelou a que todos “os que têm netos, cuidem deles, porque eles são o nosso tesouro. Em meu nome e da minha esposa, a comadre Teresa, obrigado por todo o apoio e força de todos”.

Antes da palavra ser dada ao “carrasco” da tarde, o compa-dre Jorge Araújo anunciou o patrocínio do almoço de dia 1 de Março. “Desde que seja na Beneficência, no Lar de Santa Isabel, eu patrocino o baca-lhau para que também os nos-sos residentes possam ter mais uma alegria ao ter lá o nosso almoço”.

O compadre Rudy Gallego agradeceu os votos e para-béns do presidente Contente e prometeu trabalhar ainda mais proximamente da Acade-mia-Mãe do Bacalhau e das outras instituições de bem-fazer da Comunidade portu-guesa.

A palavra final da tarde foi dada ao “carrasco”. O compa-dre Catita passou um raspa-nete a todos os presentes, “parece que estamos numa loja de telemóveis. Uns rejei-tam chamadas, outros consul-tam, outros recebem e man-dam mensagens. Mas o que é isto?” “Outros chegam tarde, enfim”, declarou o compadre “carrasco”.

A garrafa de whisky foi dada pelo compadre Catita e a gar-rafa de vinho do Porto estava guardada, levada pelo compa-dre presidente.

O almoço foi encerrado com o entoar do refrão da Marcha da Academia e com o “Gavião de Penacho”.

Almoço de 1 de Março da Academia do Bacalhau de Joanesburgo será

no Lar da Beneficência para prestação de contas anuais da tertúlia

* Repasto será patrocinado pelo compadre Jorge Araújo

PRESIDENTE JOSÉ CONTENTE ENTREGOU CERTI-FICADO DE COMPADRE A JORGE MANUEL

OLIVEIRA DA SILVA ALVES

“CARRASCO” DA TARDE JOÃO CATITA

COMPADRE FRANCISCO-XAVIER DE MEIRELES

COMPADRE IVO DE SOUSA

PRESIDENTE JOSÉ CONTENTE FALANDO AOS COMPADRES E COMADRES

Texto de

Michael Gillbee

e fotos de

Carlos Silva

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PORTUGAL

O secretário de Estado da Protecção Civil, José Artur Neves, disse que o Governo vai apresentar “a curto prazo” um conjunto de medidas para “melhorar os dados” da sinis-tralidade rodoviária, que são “muito preocupantes”.

“A curto prazo, vamos ter um conjunto de medidas, que va-mos apresentar, no sentido de melhorar os dados e a estatís-tica” da sinistralidade rodoviá-ria, afirmou o governante, em Évora, onde participou na ce-rimónia nacional do Dia Mun-dial em Memória das Vítimas na Estrada.

Segundo o secretário de Estado, a sinistralidade rodo-viária “é algo que preocupa qualquer cidadão” e cujos nú-meros assolam Portugal “ao longo de muitos anos” e, ape-sar de o país estar em linha com a média europeia, são “ainda muito preocupantes”.

“Gostaríamos muito de atingir o número zero de vítimas” na estrada e “esse objectivo tem que estar sempre presente como meta limite”, mas há toda “uma cultura de seguran-ça e de prevenção que, infe-lizmente, ainda não existe bem enraizada na sociedade portuguesa”, admitiu.

Os dados da Autoridade Na-cional de Segurança Rodoviá-ria (ANSR) mostram que, en-tre 1 de Janeiro e 15 de No-vembro deste ano, face ao mesmo período de 2016, ocorreram mais acidentes nas estradas, provocando o aumento do número de mor-tos e também de feridos, quer graves quer ligeiros.

No total, comparando os dois períodos, verificaram-se mais 1.786 sinistros rodoviários (112.467 em 2017 face a 110.681 em 2016), que causa-ram mais 50 vítimas mortais (438 este ano, quando, no

ano anterior, tinham ocorrido 388 mortes).

O número de feridos graves passou de 1.865 no ano pas-sado para 1.975 este ano (mais 110), enquanto o núme-ro de feridos leves cresceu de 34.106 para 35.993 (mais 1.887).

Questionado sobre os núme-ros “mais negnúme-ros” deste ano, o secretário de Estado da Pro-tecção Civil reconheceu o agravamento, mas salientou que os últimos dados já apon-tam, novamente, para que Portugal encontre “o caminho de descida” que vinha “se-guindo ao longo dos últimos anos”.

“Há ainda muito a fazer” para a redução da sinistralidade ro-doviária, assinalou, realçando também que, no âmbito dos

acidentes mortais, há “um da-do claro”, que aponta para os sinistros com motos, “em par-ticular das de grandes cilin-dradas” e na faixa etária “en-tre os 45 e os 50 anos”.

Por isso, vai ser lançada, bre-vemente, uma “ampla cam-panha” de sensibilização es-pecialmente dirigida aos con-dutores de motociclos e nos distritos mais afectados por este tipo de acidentes, rele-vou José Artur Neves, sem di-vulgar mais pormenores sobre esta matéria.

O governante atribuiu ainda o aumento do número de aci-dentes rodoviários à “evolu-ção económica” do país, já que o “consumo de gasóleo aumentou” e “houve mais trá-fego nas estradas”, embora tenha frisado que “isso não é

desculpa” para haver mais mortalidade.

Também presente na cerimó-nia em Évora, o presidente da ANSR, Jorge Jacob, conside-rou “indiscutível” o agrava-mento dos números da sinis-tralidade rodoviária, muito de-vido aos acidentes ocorridos “em março/abril” e cuja ten-dência se manteve até agos-to.

“A partir daí regressámos aos números normais, portanto, em Setembro/Outubro, os nú-meros que temos são idênti-cos ou quase aos do ano an-terior”, disse, indicando que, caso não se verifiquem “gran-des acidentes em Novembro e Dezembro”, 2017 vai fechar com “um agravamento” face a 2016, mas “não tão significati-vo como se poderia esperar”.

A construção de um empre-endimento turístico com ma-deira queimada do Pinhal de Leiria é uma das medidas em equação para compensar os incêndios de 15 e 16 de Outu-bro, revelou a presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande.

"Das reuniões com os secre-tários de Estado da Floresta e do Turismo, ficou a ideia de acoplar [ao Parque do Enge-nho] um empreendimento tu-rístico, [construído] com as madeiras retiradas da mata, como marca do que tínhamos, para ficarem estas madeiras como símbolo do futuro", dis-se Cidália Ferreira, durante o debate "Reerguer das cinzas o Pinhal do Rei", promovido pela Câmara e Assembleia Municipal.

A ideia integra o pacote de incentivos apresentados pela autarquia ao Governo, e que contempla a criação do Mu-seu da Floresta no Parque do

Engenho, aproveitamento das casas dos guardas na mata e pontos de vigia para fins turís-ticos.

A presidente da Câmara avançou ainda que pretende "a criação de um observatório ambiental" e o regresso dos Serviços Florestais à Marinha Grande.

"A Marinha Grande deu anualmente ao nosso país, a todas as regiões, mais de um milhão de euros. Chegou a hora de o nosso país contri-buir com a Marinha Grande", disse a autarca, lembrando que depois do incêndio que consumiu 86% do Pinhal de Leiria "avizinham-se vários problemas acrescidos para resolver".

"Acredito que a CCDR [Co-missão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro] tenha um contributo especial para a resolução do nosso problema", disse ainda. Durante o debate, Eugénio Sequeira, engenheiro agróno-mo e membro do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentá-vel, acusou o Governo de não acautelar os fogos num ano de particular risco.

"Lançaram a Carta de Perigo-sidade dos Incêndios Flores-tais para 2017 e não tomámos medidas nenhumas! Não po-de ser. Põem a carta cá fora e não tomam medidas", lamen-tou.

O especialista exortou a pop-ulação "a liderar um movimen-to para mudar o sistema. Os políticos não podem fazer o que têm de fazer, porque se-não, coitados, vão para a rua como eu fui [Eugénio Sequei-ra foi candidato à CâmaSequei-ra Mu-nicipal de Cascais nas listas do PS entre 1989 e 1993]".

"Temos de exigir que os prob-lemas sejam resolvidos e as coisas mudem a pouco e pou-co. Com as alterações climáti-cas, vai ser o fim da 'macaca-da'", avisou.

Também Gabriel Roldão, in-vestigador da Marinha Gran-de, alertou para o que o futuro reserva, depois do fogo no Pi-nhal de Leiria:

"A Marinha Grande não é mais aquela cidade que tinha um dos mais ricos ambientes, com melhor ar para respirar e melhores sítios para passear. Hoje temos um deserto, que começou com os incêndios de 2 de Outubro de 2003: já te-mos na mata uma onda de areia branca com 450 metros de extensão".

O Pinhal de Leiria só terá árvores como tinha "dentro de 75 anos" e para render como até este ano "será preciso esperar 150 anos. Nunca mais vamos ver o Pinhal de Leiria como o conhecíamos".

"Os políticos têm de se unir para salvar a Marinha Grande da maior catástrofe da nossa história", concluiu.

Governo vai apresentar "a curto prazo"

medidas para reduzir acidentes na estrada

Autarquia quer empreendimento construído

com madeira ardida do Pinhal de Leiria

O investigador da Universi-dade dos Açores Luís Silva apelou a uma contenção no uso de espécies exóticas em locais turísticos no arquipéla-go, dado que o aumento de vi-sitantes pode originar "uma grande pressão" para embele-zar espaços.

“Introduzem-se muitas espé-cies exóticas e algumas torna-ram-se invasoras. Existiam entre 200 a 300 espécies

nati-vas antes do povoamento nos Açores [século XV] e já foram introduzidas mais de cerca de 700 que fazem parte da flora”, afirmou o docente da Facul-dade de Ciências e Tecnolo-gia da academia açoriana.

Luís Silva, que é também membro da Direcção da Asso-ciação Botânica dos Açores, sustentou que entidades como os municípios ou juntas de freguesia recorrem muitas

vezes a plantas invasoras para o embelezamento de es-paços, muito embora os ser-viços florestais e parques nat-urais de ilha disponibilizem espécies endémicas.

De acordo com o investiga-dor, "nos Açores sempre exis-tiu a tendência de importar plantas diferentes", nomeada-mente para o embelezamento de jardins que existem no ar-quipélago, mas "a situação

das invasoras é preocupante para a manutenção das plan-tas endémicas".

“Não estão a introduzir as plantas invasoras de forma propositada, mas haverá um certo desconhecimento dos responsáveis por estes espa-ços que, involuntariamente, embelezam os locais com a introdução destas espécies”, considerou, alertando para a possibilidade das invasoras

se propagarem e ocuparem o lugar das plantas nativas.

Entre estas espécies invaso-ras está o chorão-das-praias e uma “espécie de malmequer muito grande”, mais observa-das nas zonas costeiras, ao longo das estradas e nos taludes.

“Mas há também muitas es-pécies que foram introduzidas para proteger as culturas do vento”, referiu o docente.

Luís Silva, que integra o Cen-tro de Investigação em Biodi-versidade e Recursos Gené-ticos, defendeu a criação de um observatório regional para esta matéria, destacando que nos trabalhos de melhora-mento das zonas costeiras e jardins deve ser feito um aconselhamento com espe-cialistas e técnicos da área.

O investigador explicou que este organismo “funcionaria em rede com as autarquias e entidades regionais” e, sem-pre que fosse observada uma espécie invasora nova, “seria ativado um alerta e as enti-dades depois analisariam se seria erradicada ou controlada a planta”.

"É importante preservar o pa-trimónio e há espécies raras a nível de São Miguel”, realçou Luís Silva, acrescentado que a Associação Botânica dos Açores tem realizado acções de sensibilização sobre as plantas invasoras em vários locais desta ilha em colabo-ração com o parque natural.

Investigador apela a controlo na introdução de plantas

exóticas em locais turísticos dos Açores

A cidade de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, vai aco-lher um Centro de Arqueolo-gia Náutica do Alentejo Litoral, destinado a investigar e en-contrar património arqueológi-co no leito do rio Sado.

No ano em que celebra 800 anos, a cidade alentejana vai passar a ser a “base” de um Centro de Arqueologia Náuti-ca do Alentejo Litoral (CANAL), criado ao abrigo de uma parceria entre o municí-pio e a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lis-boa.

Tendo em conta que o rio Sado foi em tempos “uma grande autoestrada fluvial ao longo de muitos e muitos anos”, o novo centro pretende fazer uma investigação que permita encontrar “eventuais vestígios arqueológicos sub-aquáticos”, explicou o presi-dente do município, Víctor Proença.

O projecto envolve, além do município, o Instituto de Ar-queologia e Paleociências (IAP) e o Instituto de História Contemporânea (IHC) da FCSH, que criaram uma uni-dade de investigação local para “promover a descentrali-zação da investigação científi-ca e acientífi-cadémicientífi-ca em arqueolo-gia subaquática”, segundo o autarca.

Com o decorrer da investi-gação, adiantou Víctor Proen-ça, será possível criar uma base de dados dos achados arqueológicos ao longo do rio, podendo, assim, ser feita uma Carta Arqueológica subaquáti-ca do Sado.

“Os investigadores estão convictos de que este rio tem escondidos, submersos,

achados que podem ser colo-cados à luz do dia a partir des-sa investigação que vai ser acompanhada por especialis-tas”, acrescentou.

Embora só agora esteja a ser criado o centro, o projecto foi formalizado em Setembro de 2015, com a assinatura de um protocolo de cooperação en-tre o município e a FSCH, com vista a investigar “todo o património cultural subaquáti-co jazente nas águas do rio Sado, entre a cidade de Alcá-cer do Sal e a feitoria fenícia do Abul”.

O rio Sado assumiu, desde o século VII/VI a.C., segundo a autarquia, "um importante pa-pel na redistribuição das rotas comerciais, actuando como agente determinante na co-municação e articulação políti-ca e territorial desta zona lito-ral”.

De acordo com o município, “embora exista uma Carta Arqueológica terrestre do con-celho, nunca foram documen-tados relatórios ou trabalhos monográficos capazes de elu-cidar a importância do rio na sua história”.

Para a instalação do centro na Ameira, em Alcácer do Sal, a câmara municipal cedeu um espaço.

CIRCUITO TURISTICO DA ILHA DOS AÇORES

PINHAL DE LEIRIA SOFREU COM OS INCÊNCIDIOS DE OUTUBRO

Alcácer do Sal

vai ter Centro de

Arqueologia Náutica

para estudar Rio Sado

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