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DESTAQUES DA SEMANA. Fonte: Bloomberg. A última página deste relatório possui informações relevantes sobre o seu conteúdo.

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Academic year: 2021

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Santander Private View

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Nesta semana os investidores canalizaram suas atenções à reunião de política monetária, na qual o Banco Central (BC) decidiu pela manutenção da Selic em 6,5% ao ano. A estabilidade dos juros já era amplamente aguardada, mas havia dúvidas sobre o tom da comunicação no que diz respeito aos próximos passos.

Como temos enfatizado ultimamente, os mercados já precificam uma alta relevante e iminente da taxa básica. No entanto, o BC não sinalizou a intenção de agir conforme essa visão, embora não tenha rejeitado essa possibilidade. Na verdade, assumiu uma postura mais flexível, condicionando suas ações à evolução dos dados econômicos. Mais importante, foi enfatizada a necessidade de olhar criteriosamente para o balanço de riscos. Sobre esse ponto, é relevante destacar que as projeções de inflação mostram certo conforto, com o IPCA respeitando tranquilamente a meta, apesar da desvalorização cambial. Entretanto, há uma mudança de cenário que não é totalmente capturada pelos modelos do Banco Central e que deve ser considerada através do julgamento do gestor de política monetária. O entorno externo mais adverso vem prejudicando o apetite dos investidores globais pelos países emergentes, e há uma elevada dívida pública local que precisa ser saneada por um presidente que ainda não se sabe o perfil. Isso poderia desencadear maior perda de confiança, alimentando a inflação independentemente da fraqueza da economia, além de gerar depreciação adicional do câmbio. Tal fato não pode ser mapeado com precisão agora, mas é preciso admitir que seu risco cresceu.

É neste contexto que se baseiam as possibilidades de elevação da Selic ainda em 2018. Seria melhor que isso acontecesse o quanto antes, primeiro para garantir a credibilidade no controle inflacionário e, em segundo, para aumentar as chances de o aperto monetário necessário seja menor e, portanto, menos contracionista para a atividade econômica.

O IPCA-15 de junho ficou acima do esperado, com variação de 1,11%. O grosso do movimento esteve ligado a fatores sensíveis à greve dos caminhoneiros. Portanto, é razoável imaginar que se trata de um

choque passageiro, mas é preciso cuidado. Isso porque há um risco não desprezível de contaminação secundária, que levaria a ajustes de outros produtos e serviços, podendo produzir aumento nas expectativas de inflação. De todo modo, quando analisamos o comportamento dos núcleos (medidas que procuram captar a tendência dos preços, desconsiderando distúrbios resultantes de choques temporários), notamos um resultado

ainda benigno. Mesmo assim, devemos

acompanhar o desempenho destas estatísticas, a fim de obter maiores convicções sobre a tendência da inflação ao longo deste e dos próximos anos.

Muito importante tem sido a dinâmica política. Partidos do centro estão fazendo negociações em bloco, numa demonstração clara de que há consciência de que a fragmentação será ruim para todos. Aliás, existem legendas de centro flertando com a esquerda considerada radical, oferecendo apoio em troca de moderação e participação na agenda. Dada a referência extremamente pessimista de duas semanas atrás, esse é um fator de alívio. Inúmeros candidatos ainda estão presentes, mas há vários indícios de que haverá recuos em meio à costura de alianças.

Os presidenciáveis mais radicais não têm muita razão para conter o discurso neste momento, até porque mantendo essa postura conseguem garantir um contingente razoável de votos. Portanto, sabemos que algumas bravatas seguirão presentes, o que continuará assustando os

mercados. No entanto, cremos que a

materialização do comportamento realmente

DESTAQUES DA SEMANA

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populista seja inviável. Há a impopularidade de se fazer reformas, e a impopularidade de lidar com uma economia se deteriorando rapidamente devido à falta de reformas. Cremos que o segundo caso tende a ser mais avassalador e impede a manutenção de qualquer um no poder. Por isso, nossa visão de médio e longo prazos é relativamente construtiva, embora entendamos que o curto prazo será tortuoso.

No mundo as tensões se intensificaram com as ameaças de Donald Trump de elevação de tarifas sobre um volume maior de importações Chinesas (podendo chegar a US$ 400 bi). O país asiático sinalizou resposta à altura (através de uma série de restrições, embora não importe montante tão expressivo dos EUA), ampliando os temores de uma guerra comercial. Na esteira destes eventos, uma série de análises vieram à tona estimando os potenciais impactos sobre o crescimento e a inflação global. Como consequência, os mercados ficaram mais pressionados.

No âmbito da política monetária, o presidente do Federal Reserve voltou a demonstrar maior convicção de que deverá subir os juros na intensidade descrita nas projeções da instituição. O vigor do crescimento com redução ininterrupta do desemprego, sustenta essa visão. Ademais, a inflação já está beirando os 2% segundo o índice usado como referência pelo Fed. Com isso, o dólar mantém sua trajetória de valorização no mundo, impactando bastante alguns emergentes.

DESTAQUES DA SEMANA

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Após algumas semanas de piora, os juros prefixados registraram melhor performance nos últimos dias. As taxas com vencimentos mais curtos recuaram cerca de 30 pontos base em relação à semana anterior, enquanto as mais longas permaneceram relativamente estáveis.

Contou a favor do movimento as atuações do Banco Central e do Tesouro Nacional nos mercados de títulos públicos, reduzindo distorções por escassez de liquidez, naturais nestes momentos de maior aversão ao risco. Adicionalmente, o Copom (Comitê de Política Monetária) manteve a taxa de juro estável em 6,50% a.a., e, por ora, não deu sinalizações de ajuste iminente de alta da Selic. De todo modo, como já exploramos, o mercado segue precificando aumentos dos juros básicos ao longo de 2018 e, mais intensamente, nos anos seguintes. Seguimos com alocação tática neutra na classe de ativo, reforçando que os investidores que possuem exposição muito baixa em prefixados, devem aproveitar para recompor o nível estrutural, fazendo-o em tranches. É importante parcimônia, dada a volatilidade que deve continuar presente nos próximos meses.

JUROS NOMINAIS

Os juros reais encerraram a semana em relativa estabilidade, mas com viés de queda nos vencimentos mais curtos, também em resposta ao Copom. Apesar do momento de maior aversão ao risco, é importante notar que, por vezes, os títulos indexados à inflação acabam tendo suas oscilações amortecidas. Agora colabora para tanto a expressiva alta do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em função do choque de oferta derivado da greve dos caminhoneiros, que ainda deve ter efeitos altistas remanescentes.

Estamos neutros nessa classe de ativos, privilegiando alocação nos vencimentos intermediários (de 2022 a 2026), com remuneração de IPCA + 5,50%. Achamos estes níveis satisfatórios, dado o atual balanço de riscos. Recomendamos a diversificação em títulos públicos e privados, sendo que, para estes últimos, merecem atenção as oportunidades em emissões primárias.

JUROS REAIS

ATIVOS

Fonte: Bloomberg

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O Ibovespa iniciou a semana em queda, ensaiou uma alta até a quarta-feira, mas voltou a recuar nos dias seguintes. Na comparação com a sexta-feira passada, acumula agora uma queda modesta, mantendo-se ao redor dos 70 mil pontos. No mercado internacional, também foram registradas quedas entre as principais bolsas, afetadas em boa medida pelo aumento dos receios com a disputa comercial travada pelos EUA com a China e outras nações.

Eventos específicos impactaram a Petrobrás, papel com muita relevância no Ibovespa. Primeiramente foi beneficiada pelo avanço do projeto de lei relacionado à cessão onerosa, mas depois acabou penalizada por uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho. As oscilações do petróleo também colaboraram para os movimentos da estatal, havendo certa tensão em relação à decisão da OPEP, que irá anunciar hoje o quanto promoverá de aumento na produção diária da commodity.

No geral, cremos que o mercado local de renda variável passou a descontar de maneira mais coerente os riscos do cenário, após uma queda de quase 20% desde meados de maio. Os papéis de muitas empresas começam a apresentar níveis de valuation mais atraentes, situação que, apesar de não generalizada, já traz um equilíbrio que proporciona melhor relação risco-retorno para a bolsa como um todo.

Migramos nossa alocação de underweight para neutro nessa classe de ativo, o que significa elevação do risco da carteira, mas sem expressar otimismo. Apenas avaliamos que aos preços atuais, é justificável posição maior, logicamente respeitando o perfil de risco do cliente. Para os mais conservadores, essa mudança ainda não implica em qualquer alocação.

RENDA VARIÁVEL

O real sofreu depreciação moderada na semana (de cerca de 0,8%), em linha com alguns pares, mas, desta vez, em dissonância com o peso argentino e a lira turca, que valorizaram de forma mais expressiva. Essas moedas, no entanto, já perderam muito no passado recente.

O dólar segue relativamente forte em escala global em função do vigor da economia americana, da alta da inflação e das manifestações mais convictas do Federal Reserve de que irá entregar as altas de juros que vem sinalizando em suas projeções. O Banco Central interveio em intensidade menor do que aquelas indicada ao fim da semana passada, com a colocação de pouco menos de US$ 4 bi em swaps cambiais (contra US$ 10 bi anunciados). Dada essa atuação mais modesta para os padrões recentes, foi até surpreendente como a divisa brasileira se comportou bem. Talvez o BC estivesse certo nas suas vendas massivas desses derivativos no início do mês, alegando estar somente provendo liquidez para evitar exageros, sem alterar a tendência do câmbio. De toda forma, ainda vemos com cautela essa postura.

Estamos neutros em dólar, mas, dadas as incertezas, achamos interessante recorrer a estruturas que permitam algum ganho com a depreciação do real, mas que garantam o capital protegido em caso contrário.

CÂMBIO

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RECOMENDAÇÕES

Fonte: Santander Private Banking

ASSET ALLOCATION

Neutro

Neutro

Over1

Neutro

Neutro

Neutro

Perfil

CDI

IRF-M

IMA-B

Multimercado

Renda

Variável

Alternativos Câmbio

Conservador

84.0

5.0

5.0

6.0

0.0

0.0

0.0

Moderado

53.5

13.0

15.0

17.0

1.5

0.0

0.0

Balanceado

37.0

15.0

18.0

22.0

6.0

2.0

0.0

Arrojado

15.0

15.0

20.0

33.0

14.0

3.0

0.0

Agressivo

7.0

10.0

25.0

33.0

20.0

5.0

0.0

Recomendações

Junho/2018 (%)

Fonte: Santander Private Banking

Neutro

-3

-2

-1

0

+1

+2

+3

Juros

Nominais

Juros

Reais

Multimercado

Renda

Variável

Câmbio

Classes de

Ativos

Underweight*

Overweight*

* Underweight/Overweightrepres entam recomentações abaixo/acima do pa tama r Neutro

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ÍNDICES DE REFERÊNCIA

Fonte: Bloomberg /Elaboração Santander Private Banking

ATIVOS DOMÉSTICOS

Dados Atualizados Até: 21/jun/18

Referências jun-18 3M 6M 12M 2018 2017 Duration CDI 0.37% 1.56% 3.24% 7.50% 3.05% 9.95% -IMA-B -1.05% -3.96% 1.22% 7.19% 0.45% 12.79% 7.25 IMA-B 5 -0.10% -0.24% 2.91% 9.48% 2.27% 12.58% 1.96 IRF-M -0.92% -1.77% 2.10% 8.34% 1.41% 15.20% 2.24 Ibovespa -8.70% -7.88% -16.74% -3.49% -8.28% 26.86% -IPCA* 0.30% 1.71% 2.35% 4.19% 1.93% 2.95%

-RENDA VARIÁVEL - GLOBAL

Referências jun-18 3M 6M 12M 2018 S&P-500 0.95% 1.39% 2.22% 12.90% 2.32%

Eurostoxx -1.09% 0.07% -5.70% -4.24% -3.43%

MSCI - Global (US$) 0.26% -0.15% 0.09% 9.68% -0.05%

MSCI - Emergentes (US$) -2.93% -10.70% -4.44% 7.32% -6.36%

MSCI - Europa (US$) -1.35% 1.58% -3.27% -2.17% -2.44%

MOEDAS

Referências jun-18 3M 6M 12M 2018 Dólar Vs Real 1.19% 15.13% 14.57% 12.96% 13.75% Euro Vs Real 0.60% 8.26% 12.84% 17.37% 10.41% Euro Vs Dólar -0.52% -5.95% -1.51% 3.90% -2.84% Libra Vs Dólar -0.35% -6.37% -1.07% 4.49% -1.51% Dólar Vs Iene 0.99% 3.72% -2.27% -1.25% -2.55%

COMMODITIES

Referências jun-18 3M 6M 12M 2018 CRB - Commodities Global (US$) 0.40% -0.83% -3.14% -0.40% -2.68%

CRB - Metais (US$) 0.37% 1.12% -6.00% -12.85% -3.94%

-3.65%

2017

* O IPCA utilizado no mês de referência trata-se da projeção do Relatório Focus do Banco Central.

13.27% 2017 19.42% 6.49% 20.11% 34.35% 7.27% 2017 1.76% 2.19% 16.03% 14.15% 9.51%

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PROJEÇÕES ECONÔMICAS

Fonte: Banco Santander; Fundo Monetário Internacional (FMI). Os valores em destaque representam projeções

2016

2017

2018

Crescimento mundial

3.2%

3.6%

3.7%

Estados Unidos

1.5%

2.2%

2.3%

Zona do Euro

1.8%

2.1%

1.9%

Alemanha

1.9%

2.1%

1.8%

Reino Unido

1.8%

1.7%

1.5%

Japão

1.0%

1.5%

0.7%

China

6.7%

6.8%

6.5%

Brasil

PIB - Crescimento real

-3.5%

1.0%

1.8%

IPCA (A/A)

6.3%

2.9%

3.9%

IGP-M (A/A)

7.2%

-0.5%

6.0%

Taxa Selic (fechamento)

13.75%

7.00%

7.00%

Conta-corrente (% do PIB)

-1.3%

-0.5%

-0.8%

Taxa de Câmbio (fechamento - R$/US$)

3.26

3.31

3.60

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