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Vida Universitária Maio 2007 Ano XVII Nº 172

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Academic year: 2021

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Mercado exige velocidade na atualização profissional

Trabalhadores precisam estar capacitados para solucionar problemas, ser criativos e flexíveis e gostar da sua atividade

A competição pela colocação profissional atingiu padrões inéditos no Brasil e no mundo. Enquanto na década de 80 ter uma graduação era suficiente para manter-se empregado, atualmente contar com uma faculdade é apenas o primeiro passo de um longo currículo recheado de especializações, fluência em idiomas e bons relacionamentos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em março de 2007 a taxa de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do País atingiu 10,1% da população economicamente ativa. No final de 2006, o total de desempregados somava 2,5 milhões de pessoas no país. O livro Trabalhadores Urbanos, Ocupação e Queda de Renda, do professor da Unicamp Márcio Pochmann, reforça o panorama. Baseada em dados oficiais do IBGE, a obra mostra que nos últimos 25 anos o país produziu 11,3 milhões de trabalhadores sem emprego ou que foram obrigados a abandonar condições formais de trabalho.

Embora as perspectivas pareçam ruins, especialistas são unânimes em dizer que não há crise para os profissionais bem preparados. “Quem está no mercado de trabalho hoje não pode se afastar da academia. Pesquisas recentes divulgam que o nosso conhecimento dobra a cada oito meses. É preciso estar atualizado, fazer cursos formais, participar de eventos e também buscar leitura por conta própria”, explica Bernt Entschev, que é headhunter e presidente do grupo de capital humano De Bernt.

Além do excesso de competitividade, os profissionais precisam enfrentar a desigualdade do mercado de trabalho. “Existem empresas que trabalham na década de 50 enquanto outras já estão em 2050. O funcionário precisa analisar bem seu emprego para saber se está condizente com o seu perfil”, diz o headhunter. Num mercado com tantos altos e baixos, o conceito de sucesso torna-se relativo. “Cada pessoa delimita seus objetivos na vida e a medida de realização necessária para sentir-se satisfeito. Porém, existem indícios de que as organizações valorizam cada vez mais o profissional que tem um perfil de

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equilíbrio, capaz de conciliar sucesso profissional com uma vida estruturada e saudável. Um exemplo claro disso é o investimento de grandes empresas em ações voluntárias e o desenvolvimento de programas que estimulam a criação de hábitos de vida saudável”, explica a professora Simone Cristina Ramos, responsável pelo Núcleo de Orientação Profissional da Casa do Empreendedor da PUCPR.

Apostar no futuro, segundo Bernt Entschev, é complicado num mundo em que a velocidade das mudanças tecnológicas é cada vez maior e que fica difícil saber quais novidades teremos nos próximos cinco anos. Mas algumas áreas tornam-se promissoras diante das necessidades da sociedade. “Todas as Engenharias, mesmo que hoje sejam ofertadas 372 especialidades em todo o Brasil, terão um bom espaço no mercado de trabalho. Principalmente as áreas ligadas ao meio ambiente, por todo o problema que estamos vivendo no planeta, de infra-estrutura, como, por exemplo, para a construção de pontes, rodovias e ferrovias, e de energia”, analisa.

A necessidade de aperfeiçoamento constante também gera empregos e espaço. “Os cursos de idiomas e as universidades que souberem ofertar o que o mercado precisa também tendem a crescer”, diz o headhunter. “Outra área que sempre terá demanda é a medicina, mas o profissional do futuro terá que dominar também a tecnologia”, completa. Mas independentemente da velocidade das mudanças e da área em que se atue, é possível traçar o novo perfil para o trabalhador. “Terão mais sucesso talentos que se adaptarem rapidamente ao negócio, que tragam resultados e sejam capacitados para soluções de problemas, criativos e flexíveis, que gostem de fazer o que fazem e façam bem feito. As empresas hoje dão muito valor à honestidade e capacidade de manter um bom ambiente de trabalho também”, conclui Andréa Barcellos, gerente da Assessoria em Gestão de Recursos Humanos da empresa KPMG Curitiba.

PUCPR oferece formação internacional

Flexibilidade, criatividade e bom relacionamento estão entre as habilidades exigidas no mercado de trabalho do século 21. Mas para adquirir essas e

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outras características necessárias nos novos tempos, é preciso muito mais do que leitura e conhecimento técnico. Preocupada com a formação integral dos estudantes e em ajudá-los a chegar ao mercado mais preparados, a PUCPR investe nas parcerias com universidades no exterior.

Atualmente, a Universidade tem acordo de cooperação com 49 instituições, em 19 países, nas três Américas, Europa e no Japão. Neste semestre, 33 alunos da PUCPR estão no exterior. Os destinos mais comuns são Alemanha, França, Itália, Canadá, Espanha, Estados Unidos e México.

O intercâmbio universitário é uma das prioridades da PUCPR há mais de duas décadas e todos os anos cerca de 70 alunos da Instituição ganham experiência em outros países. A Universidade também recebe estudantes estrangeiros da França, Alemanha, Itália, Estados Unidos e México, dispostos a conhecer mais sobre a cultura brasileira. “As parcerias com universidades internacionais de renome demonstram o reconhecimento da nossa qualidade de ensino e pesquisa”, analisa Sérgio Gouvêa, diretor de Relações Externas da PUCPR. Recém-formado em Agronomia, o estudante Carlos Fernando Gosek foi o primeiro aluno de seu curso a participar de um intercâmbio internacional pela PUCPR. Em julho de 2006, o jovem de 24 anos foi estudar no Instituto Superior de Agronomia de Beauvais, na França. De volta ao Brasil, em fevereiro de 2007, ele considera a experiência fundamental para o futuro de sua carreira. “Além de outro idioma, eu pude conhecer outra cultura e entender também o que os estrangeiros pensam sobre o Brasil. Foi minha primeira experiência sozinho e tive que me virar. Agora me sinto mais seguro, tenho argumentos e mais facilidade de falar em público”, diz Carlos Fernando, que já planeja uma viagem para a Espanha.

Para inscrever-se no Intercâmbio com aproveitamento de créditos, o aluno precisa ter completado 50% do currículo de seu curso, ter média de rendimento igual ou superior a 6,5 e comprovar domínio do idioma do país de destino no nível intermediário.

A Universidade pretende expandir as parcerias e no momento negocia com instituições na França a possibilidade de adotar a dupla diplomação –quando o estudante é graduado na mesma habilitação em duas universidades – nos

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cursos de Administração e Engenharia.

A PUCPR já garantiu essa modalidade nos casos da Especialização em Restauração, com a Universidade de Ferrara, na Itália, e no curso de Especialização em Gestão Técnica do Meio Urbano, uma parceria da PUCPR com a Universidade Tecnológica de Compiège, na França.

Segundo o diretor de Relações Externas da PUCPR, o investimento nas parcerias faz parte da missão da Instituição e por isso a Universidade oferece freqüentemente atividades para estimular a participação dos estudantes. Em maio deste ano, a Instituição recebeu a Caravana França-Brasil, promovida pela CampusFrance, agência de promoção do ensino superior francês vinculada à Embaixada da França, que promoveu um fórum itinerante sobre estudos no país europeu.

“Os intercâmbios são uma escola de vida que ensina a ter tolerância, humildade e solidariedade. Portanto, são um diferencial no mercado de trabalho que busca hoje o profissional criativo, flexível, que saiba tomar decisões, trabalhar em equipe, comprometido com qualidade e com resultados e que tenha visão holística e sistêmica não apenas da organização em que trabalha, mas do mundo onde vive”, justifica Sergio Gouvêa.

Casa do Empreendedor coloca alunos em contato com o mercado

Com o objetivo de promover a interação entre o mercado de trabalho e os alunos dos cursos de graduação e pós-graduação do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA) da PUCPR, a Universidade oferece a Casa do Empreendedor. Reformulado este ano, o trabalho ligado à Escola de Negócios é realizado com orientação individual e também com atividades de formação complementar.

Para isso, são promovidas palestras e cursos com profissionais renomados ou com temas de interesse dos estudantes de Administração, Economia e Ciências Contábeis. Os alunos que precisam de ajuda individual, como dúvidas na carreira ou na hora de fazer o currículo, podem procurar ainda o atendimento de orientação profissional do Núcleo. “Com esse trabalho, pretendemos investir na formação integral do estudante e facilitar a inserção

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dele no mercado de trabalho tão competitivo”, explica a professora Simone Cristina Ramos, responsável pelo Núcleo de Orientação Profissional da Casa do Empreendedor da PUCPR.

Segundo a gerente da área de Assessoria em Gestão de Recursos Humanos da empresa KPMG Curitiba, Andréa Barcellos, a Universidade é responsável por ampliar a visão e oferecer o maior número de oportunidades de conhecimento aos seus estudantes. “É muito importante promover palestras, debates e orientação aos alunos. Esta preparação proporciona um diferencial competitivo e aumenta a probabilidade de eles se tornarem profissionais bem-sucedidos”, diz a consultora, que apresentou palestra aos alunos e professores da Escola de Negócios no final de abril.

A gerente da KPMG também chama a atenção para a importância do estágio em uma carreira de sucesso. “É durante o estágio que o estudante pode aplicar os conceitos e conhecimentos adquiridos. É uma forma de poder contribuir com sua energia, garra e idéias novas, ao mesmo tempo em que amadurece e aprende com profissionais mais experientes, desenvolvendo-se como pessoa e profissional”, explica.

Referências

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