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UNIVERSIDADE
FEDERAL
DEUBERLANDIA
CENTRO DE
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DE CIENCIAS BIOLOGICAS
ESTUDO ANATOMICO
DEMÚSCULOS DO
PESCOÇO
DO
MACACO
Cebus:
esternocleidomastóideo, esternohióideo,
esternotireóideo,
omohióideo
Adriana Rodrigues Ribeiro
Monografia apresentada à Coordenação
do
Curso
de Ciências Biológicas,
da
Universidade Federal
de
Uberlândia,
para
obtenção
do
grau
de
Bacharel
em Ciências
Biológicas.
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UNIVERSIDADE
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DEUBERLÃNDIA
CENTRO
DECIENCIAS BIOMEDICAS
CURSO
DE CIENCIAS BIOLOGICAS
ESTUDO ANATOMICO
DEMÚSCULOS DO
PESCOÇO
DO
MACACO
Cebus:
esternocleidomastóideo, esternohióideo,
esternotireóideo,
omohióideo
Adriana Rodrigues Ribeiro
Prof.
Dr.
Zenon
Silva
Monografia apresentada
à
Coordenação
do
Curso
de Ciências Biológicas,
da
Universidade Federal
de
Uberlândia,
para
obtenção
do
grau
de
Bacharel
em Ciências
Biológicas.
Uberlândia
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UNIVERSIDADE
FEDERAL
DEUBERLANDIA
CENTRO
DE CIENCIAS BIOMEDICAS
CURSO
DE CIENCIAS BIOLOGICAS
ESTUDO ANATOMICO
DEMÚSCULOS DO
PESCOÇO
DO
MACACO
Cebus:
esternocleidomastóideo, esternohióideo,
esternotireóideo,
omohióideo
Adriana Rodrigues Ribeiro
APÓS ANÁL E PELABANCA EXAMINADORA A CANDIDATA FOI
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#33
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DEDICATÓRIA
A
minha
família
pelo incentivo
e
oportunidade
de
poder
dar
continuidade
aos meus estudos.
A
minha Mãe
Maria
de
Lourdes pela
dedicação e
amor;
As minhas irmãs Andréa
e
Amanda pelo amor fraterno
e as
brigas;
E
ao
meu Pai Aguimar pelo exemplo de vida
que
deixou.
“Nenhuma história
humana
é
escrita sem a presença de
uma
ou
duas
mãos que
se
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AGRADECIMENTO ESPECIAL
Aos amigos
e
professores:
Dr.
Zenon
Silva
pela orientação, apoio
e
incentivo
durante a
realização
deste
trabalho
e
também
por toda
dedicação.
amizade,
paciência e
incrível bom
humor.
Dr.
Gilmar
da
Cunha
Sousa
e
Leandro
Barbosa
pelo
auxílio,
atenção, amizade e
ótimo convívio.
"Obrigada por tudo, em especial pelo exemplo
de
amor
a
esta
profissão”.
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)
AGRADECIMENTOS
A
Deus,
que
em
sua grandeza
e
sabedoria,
criou o
ser
vivente,
onde
nos
perdemos
e nos
encontramos
como Criador e
criatura.
Aos
colegas de
trabalho Cristiana
Soave,
Carlos Donizete,
Ana Paula, Daniela, Cristiane
Lazari,
Duarte,
que
tornaram
os
estudos
no
laboratório bem mais agradável.
Aos
colegas de
Curso que,
cada
um
com
seu
jeitinho
especial
de
ser, contribuíram me
dando
força para continuar.
Ás
amigas
do
coração
Lenita,
Fernanda e
Claudia
que
souberam suportar
minhas
indelicadezas e
por
estarem presentes
nos bons
e maus
momentos.
Á
Roseâmely
Angélica (Nega), minha amiga-irmã, pelo apoio.
amizade, carinho
e
por não
ter
se
limitado
em
ser
apenas
o meu
braço
direito,
mas os
dois.
E
finalmente a
todas
as pessoas
que
direta ou indiretamente
contribuíram para
a
realização
deste
trabalho.
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)
“O
botão desaparece na
florque
desabrocha, como
se
ela onegasse;
da
mesma
forma, o frutocoloca-se
emlugar
dela como
se
a existência da
florfosse
falsa.
Essas
formas não apenas
diferem,mas rejeitam-se como
incompatíveis.Porém
não
só
não
se
contradizem,como
uma
é
tãonecessária quanto a
outra,e
significa
a
vidado
todo”.HEGEL
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ÍNDICE
RESUMO
INTRODUÇÃOELITERATURA ...
MATERIAL E MÉTODOS ... RESULTADOS ... DISCUSSÃO ... REFERÉNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...
01
13
16
23
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)
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)
RESUMO
Foi realizado um
estudo
anatômicodos
músculos esternocleidomastóideo,e
os infrahióideos ( esternohióideo, esternotireóideo, omohioideo) do
pescoço
do macaco
Cebus
em 10 animais,sendo
5 machose
5fêmeas,
adultos,provenientes do IBAMA — BH. Os animais foram sacriticados por inalação de
clorofórmio, em
seguida
injetados com soluçãoaquosa
de formola
10%,através
da artéria femoral,e
posteriormentesubmersos
emsolução
de formola
15%, onde permanecematé
o momento. Adissecação
foi realizada pormetodologia tradicional ,
a
olho nú ou quandonecessário
,sob
lupa comaumento
de
10 X. Foramconsiderados
osaspectos
de origem, inserção,inervação
e
provávelação
decada
músculo,sendo os mesmos dissecados
cuidadosamente
e
fotografados evidenciando os objetivos propostos. Osmúsculos infrahióideos
considerados
pela Nomina Anatômica HumanaInternacional,
5ª
edição, 1987, são: m. esternohióideo, m. omohiódeo, m.esternotireóideo. Nesta
pesquisa seguiu-se a
nomenclatura humana, porser
oCebus
um primata, assim sendo, considerou-se osmesmos
músculos acimacitados. O
padrão
anatômico dopescoço
do macacoCebus
é
bem parecidocom 0 do Homem
e
outrosmacacos
no que diz respeitoà
origem, inserção,inervação, disposição dos músculos infrahióideos analisados. Com
base
nosaspectos estudados pode-se
concluir que aação destes
músculosé
semelhante àquela encontrada
no Homem, já quea
origem,inserção e
posição de
cada
músculo, muitose
parece
comos padrões
humanos,contudo
é
objetivo, em outro trabalho, verilicara ação
eletromiográficados
referidos músculos.
)))))
)
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))))))))))
)
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)
)
)
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)
)
)
INTRODUÇÃO E LITERATURA
Estudos da Anatomia
de
mamíferos têm sido largamente desenvolvidos emlaboratórios do mundo todo,
sendo
temade estudo e pesquisas
propostose
desenvolvidos levando-se em
consideração os
mais variados enfoques.Para
muitosautores
osresultados
deestudos
comparativossão
tanto maisfidedignas quanto mais próximas filogeneticamente forem
as
espécies
utilizadas nosexperimentos. Desta forma, quando o objetivo final for Homem, então, nos
parece
verdadeiro
que as pesquisas
devam,sempre
que possível, seremrealizadas
emprimatas não humanos.
A utilização
de
primatas de grande porte empesquisas
constitui um ponto deestrangulamento no desenvolvimento
de
projetosdesta
natureza no Brasil, pois osmesmos não
são
nativos aquie apresentam
difícil reprodução em cativeiro,sendo
estes
e outrosaspectos,
fatoresque
poderiam tornaros
projetos inviáveis, além deserem
considerados
anti éticos,até
porque, projetos deestudos
anatômicos, emgeral, obrigam
ao
sacrifício dos animais.Neste caso,
a
solução dignar—se—á embuscar
um primata depequeno
porte,abundante
emnossa
região, de reprodução fácil em cativeiroe
que ao manuseioapresente
o menor grau de “stress” possível, além,é
claro,de apresentar
semelhanças
consideráveis coma espécie
humana.O macaco
Cebus
possuiestas
características
em nível satisfatório, alémdisso, já existiam
alguns
exemplares no laboratório de Anatomia Humana daUniversidade Federal de Uberlândia em número suficiente, já
que
vários projetos deestudos
anatômicos do Cebusestão sendo
desenvolvidos.Para
entender, com clareza,os
fenômenos fisiológicos inerentesao
corpodo animal,
acredita-se ser
fundamentala compreensão
desua
Anatomia. Destaforma, foi proposto
sequenciar a
descriçãoda
Anatomiado Cebus, desenvolvendo o))
)
)
)
)
)
)
))))))')
))))))))
)
)
omohióideo, esternotireóideo, estemohióideo e tirechióideo, levando—se em
consideração a sua
origem, inserção, posição, inervação, vascularizaçãoe ação
provável.
Também
serão
incluidas no contextodeste
trabalho,possíveis
correlaçõesde
caráter
evolutivo. Asconsiderações
comparativassão
de grande importância,pois, na ordem evolutiva pouco
se sabe sobre
o tema propostoneste
estudo. Oobjetivo imediato
deste
trabalhoé
compulsare
correlacionar evidências edados
deinteresse
anatômico quepossam
contribuir para que o Cebus tome, em breve, umverdadeiro animal de laboratório, como já
acontece
com outros macacos.A literatura humana,
sobre
o tema propostoé
bem conhecidae até pode-se
considera-la
abundante e
concorde, semapresentar grandes
divergências entreautores, contudo, em primatas não humanos, principalmente no macaco,
esta é
escassa
e
insuficiente,destarte
o que vema
seguirsão as descrições
de WARWICKet al apud GRAY (1995), um
dos
melhores tratadosde
Anatomia Humana, RAVEN(1950), que
descreve
de maneira sucintaa
Anatomia do Gorilae
MlYAUCHl (1966)que estudou o macaco de Formosa.
Músculo
esternocleidomastóideo
De acordo com WARWICK
et
al apud GRAY (1995), o músculoestemocleidomastóideo
dirige—se obliquamentepara
baixodesde
oprocesso
mastóide
até
o manúbrio do esterno, formando um ponto de reparo saliente,especialmente
quando está
contraído. Éespesso e
estreito emsua
parte central,contudo, mais largo
e
delgado emcada
extremidade.Origem:
a
origem ou fixação inferior possuiduas
partes:a
parte medial ouesternal
é
um fascículo músculo—tendineo arredondado,que
origina na partesuperior
da face
anterior do manúbrio do esterno. A porção lateral origina-se pormeio
de
uma larga, porém delgada, fita muscular, do quarto medial da clavícula.Ambas
as
partes
dirigempara
cima, lateralmentee
para
trás.Pode ser
vistoe
palpado na raiz do pescoço. A porção lateral ou clavícular varia de
espessura,
ecomposta de fascículos musculares
e
dirige-sequase
verticalmente para cima vindoda superfície superior do terço medial
da
clavícula. Asduas
porçõesestão
))))
))))))))))
))))))))))
)
)
quando sobem,
a
porção clavicularpassa
para atrás
daesternal
efunde-se
coma
superficie profunda
desta,
abaixo do meio do pescoço, formando um ventreespesso
e arredondado.
Inserção: acima, o músculo
insere-se
por um fortetendão
na superfícielateral do
processo
mastóide,desde
oseu
ápiceaté à sua base e
por umadelgada
aponeurose,
nametade
lateralda
linha nucal superior.inervação: Ele
é
inervado pelo nervo acessório, que geralmente oatravessa,
e
por um ramúsculo do ramo ventral dosegundo e
às
vezes
do terceiro nervosespinhais cervicais. Admite-se, geralmente, que
os
ramos provenientes do plexocervical sejam sensitivos.
Ação: Quando um músculo esternocleidomastóideo
age
sozinho, ele inclinaa
cabeça para
o ombro do mesmo lado; também giraa cabeça de
modoa
levar aface para o lado oposto. Agindo conjuntamente os dois músculos levam
a cabeça
para
frente e assim auxiliam os músculos longos dopescoço a
flectira
parte cervicalda coluna vertebral.
Grupo infrahióideo
Os músculos infrahióideos
são antagonistas
do grupo supra-hióideo, emabaixar o
osso
hióide, mas podem agir como fixadores do hióide paraas ações dos
músculos supra-híófdeos.
Músculo
estemohióideo
() músculo esternohióideo
é
umadelgada
e
estreita
fita muscular.Origem:
se
origina da superfície posterior da extremidade medial daclavícula, do ligamento esternoclavicular posterior,
e
da parte póstero-superior domanúbrio esternal. Dirigindo-se
para
cimae
medialmente.inserção: na borda inferior do corpo do
osso
hióide. Abaixo, próximoà sua
on'gem,
está separado
deseu
homônimo do lado oposto por um amplo intervalo,mas os dois músculos geralmente entram em contato no meio do
seu
trajetoe são
))
)
)
)
))))),))))
)
)
O músculo pode
estar ausente
ouser
duplo, ou alargado por um feixeclavicular(cleido—hióideo) ou interrompido por uma intersecção tendínea.
inervação: Ramos da
alça
cervical.Ação:
0
esternohióideo abaixa oosso
hióide depoisque
o mesmo foielevado durante
a
deglutição. Tambémdesempenha,
sem dúvida, uma funçãoimportante na fala.
Músculo
esternotireóideo
O músculo estemotireóideo
é
mais curtoe
mais largo do que oesternohióideo,
e situa-se
profundamentea este.
Origem: origina—se
da
superfície posterior do manúbrio doesterno
abaixo daprimeira costela.
inserção: na linha obliqua
da
lâmina da cartilagem tireóide. Na parte inferiordo pescoço,
este
músculoestá
em contato comseu
homônimo do lado oposto, masdele diverge em
seu
trajetoascendente.
Está aplicadoà
superfície antero-lateral dolobo
da
glândula tireóidea.inervação: Ramos da alça cervical.
Ação: O músculo estemotireóideo traciona
a
laringe para baixodepois
queesta
foi levantada, como na deglutição ou nos movimentos vocais.Músculo omohióideo
O músculo omohióideo
consiste
de dois ventrescarnosos
unidos em ângulosporum
tendão
intermediário.Origem:
da
borda superior daescápula
próximo à incisura escapular,e
ocasionalmente, do ligamento
escapular transverso
superior.O ventre inferior
é
uma fitaachatada e
estreita quese
orientapara
frente eligeiramente
para
cimaatravés
da parte inferior do pescoço; depoispassa atrás
doesternocleidomastóideo onde termina no tendão.intermediário.
O ventre superior caminha
quase
verticalmente para cima próximoà
borda))“
))))i)'))<))))l))))l—
)
)
)
Inserção: na borda inferior do corpo do
osso
hióide. Otendão
intermediário,que varia de forma
e
de comprimento, geralmentesitua-se adjacente à
vela jugularinterna, na frente do arco da cartilagem cricóide.
É mantido por uma faixa
de
fáscia cervical profunda, que () embainha,e
insere—seabaixo, na clavícula
e
na primeira costela;é
poreste
prolongamento fascialque
a
forma angular do músculoé
mantida. Umaquantidade
variável de músculoestriado pode ocorrer
nesta
faixa fascial,cada
umdos
ventres podeestar ausente
ou
ser
duplo. O inferior pode insen'r—se diretamente na clavículae
superior,às
vezes,
funde-se
com o esternohióideo.inervação: Os ventres superior
e
inferior do omohióideosão
inervadosrespectivamente por filetesdo ramo superior da alça cervical e da própria alça.
Ação:
0
omohióideo abaixa oosso
hióide depois que ele foi elevado. Foisugerido que ele (omohióideo)
esteja
relacionado também com os esforçosinspiratórios prolongados; tornando
tensa
& parte inferior da fáscia cervical profunda,pode reduzir
a sucção das partes
moles,para
dentro, que de outro modo poderiacomprimir os
grandes vasos e os ápices dos
pulmões.Estes interessantes aspectos
são, naturalmente,especulações.
Até aqui,nenhum dado útil a respeito da musculatura hióidea como um todo foi
apresentado
pela eletromiografia.
Em RAVEN (1950)
encontrou-se
descrição sucinta dos músculosesternocleidomastóideo o qual é, aqui, subdividido em
esternomastóideo
ecleidomastóideo, assim como
os
demais músculos propostosneste
estudo.Músculo
esternomastóideo
On'gem: Por um forte tendão, em uma
área
aproximadamente de 22 mm aolongo
da
superfície ventral do manúbrio do esterno, medialà
parte clavicular domúsculo peitoral maior. Ele tem uma forte conexão facial com o músculo
cleidomastóideo. O
esternomastóideo
é
aproximadamenteduas vezes
mais grosso))”
))))ll
)
)
)
)
)“)
)))“
)))))))))
)
)
inserção: no
processo
mastóide, dorsalmenteà
inserção do cleidomastóideoe também
ao
longoda
crista lambdoidal por 10 cm.Músculo cleidomastóideo
Origem: Borda rostral da extremidade
esternal
da clavícula por umtendão
plano de
cerca
de 20 mm de largura em contato ventral coma
origemda
parteclavícular do músculo peitoral maior. O cleidomastóideo
passa sob
oesternomastóideo.
Inserção: por um
tendão
plano de 1 cm de largura, aproximadamente, noprocesso
mastóideo entre a fusão doestemomastóideo
como esplênioda cabeça.
Músculo
esternohióideo
Forma: oblonga, quadrangular, triangular em
secção
transversal, maisespesso
medialmente.Posição: situa—se
na face
anterior do pescoço, na frente da laringe etraquéia,
é
coberto pela divisão mediana dosaco
aéreo.Origem:
carnosa e
tendinosa,da
superfície posterior do manúbrio doesterno
e cápsula da
articulação esternoclavicular.Inserção: na borda inferior do
osso
hióide, no qualestá
firmementefixado.inervação: Provém de ramos do nervo hipoglosso (C1, C2
e
Cs). Está inclusona mesma lâmina facial que inclui o esternotireóideo.
Músculo
esternotireóideo
Forma: curto, fino
e
medialmente maisespesso.
Posição: na
face
ântero-lateral do pescoço, cobrindoa
glândula tireóide erevestindo o diverticulo subclavicular mediano do
saco aéreo
eas
porções
mais)
)
>
)
.«)))))*)))'))))))))
)
.)
)
))))
?
Origem:
ao
longo de aproximadamente 2 cm, na superfície profunda domanúbrio do
esterno adjacente à cápsula
da articulação esternoclavicular, laterala
origem do músculo esternohióideo.
Inserção: na linha oblíqua da lâmina
da
cartilagem tireóide.inervação: ramos do hipoglosso (C1, C2
e
C3).Músculo omohióideo
Forma: Chato, fino, em forma
de
fita comtrês
ventres no ladoesquerdo
edois no direito.
Posição: Na
face
antero-lateral do pescoço, próximo ao trapézio,permanecendoentre
ele e o divertículo subclavicularascendente
dosaco
aéreo. Elecontinua em contato
e
coberto pêlos músculosesterno e
cleidomastóideo. Seuventre superior
está
inteiramente coberto pelo diverticulo mandibular dosaco aéreo
e
continuasobre
o músculo tireohióideo.On'gem: Origina por fibras
carnosas
em umaárea de
aproximadamente 1,5cm de largura na borda superior da incisura da
escápula.
inserção: As
ãbras passam desviadas
superiore
medialmentesemelhante a
uma
prega
junto à fáscia cervical profunda, que oconecta
coma
margem superiorda clavícula, medialmente ao músculo esternocleidomastóideo lateralmente ao
músculo levantador
da
clavícula. Ainserção é
pequena, 5 mm noosso
hióide, 1,5cm lateral
a
linha mediana. O ventre inferioré
muito longoe
o superioré
muito curto,e
comsua
parte média ligeiramente mais alongada que a do superior.!nervação: Por ramos da alça do hipoglosso, C1, C2
e
C3e
um ramo direto,longo
e
delgado do hipoglossoque está
ao redor dosaco aéreo que
envolve oosso
hióide.
De acordo com MIYAUCHI (1966)
os
músculos dopescoço
do macaco deFormosa podem
ser
macroscopicamente classificados em grupos profundoe
superficial. O grupo superficial pode
ser
subdividido em músculos lateraise
mediais,sendo que este
grupo medial correspondemaos
músculos suprahióideose
músculos)
)
)
)))'
))))
)
)
)
,))))*)))
)
)
)))))'
>
.Os quatro músculos (estemohióideo, esternotireóideo, omohióideo
e
tireohióideo)
são
denominados de infrahióideos do ponto de vista anatômicoe
também embriológico, já
que estão
localizados próximosentre
sie
tambémoriginam-se do mesmo folheto embrionário.
Músculo
esternohióideo
É um músculo em forma
de
fita localizado superficialmente, na face anteriordo pescoço, onde
está
paralelo aoseu
homônimo do lado oposto.Origem:
sua
origem dá—se, em 80%dos casos, da
margem superoposteriordo manúbrio do esterno; em 10% do ligamento esternoclavicular e 4% da junção
esternocostal da primeira costela.
inserção: na borda inferiordo corpo do
osso
hióide, em tecido comum com omúsculo omohióideo. Uma intersecção
tendinea
próximaà
sua
origemfoi verificadaem todos
os casos.
Nosegmento desde a
origematé
o nivel da intersecçãotendínea
ambosos
músculos, direitoe esquerdo são
fundidosentre
si,sendo
que naaltura
da
intersecção pode ocorrerfusão
com o músculo esternotireóideo. Acimadeste
ponto os músculossão apenas adjacentes.
Segundo
MURIE e MIVART (1866), OISHI (1941)e
EISLER (1912), aorigem
deste
músculo em primatas, normalmente,estende-se até
o manúbrio; noLemur
até
a terceira cartilagem costal enquanto OISHI (1941) afirmaque
emMacacus
esta
origem pode estender—seaté
o nivelda 3ª
cartilagem costal.Para
LOTH (1912)
e
MORISHITA (1947) no Homem há diferenças consideráveis porém,geralmente
sua
origem é doesterno e
da clavícula.Para os
mesmosautores
amodalidade mais frequente
encontrada
no Macaca cyclopisé
infreqúente noHomem.
A intersecção tendinosa foi encontrada em Lemures,
Cebus
eSemnopithecus por OISHI (1941) em Macacus por OISHI (1941) HOWELL &
STRAUS (1961)
e
além disso, algunsautores
como KOHLBRÚGGE (1897), EISLER(1912), LOTH (1912) afirmam
que esta
intersecçãoestá sempre presente
emmacacos
mais recentes. No Gon'la,segundo
EISLER (1912)e
LOTH (1912)está
sempre
presente,
mesmoestando freqúentemente ausente
em outrosmacacos
))
)
)
)
)
)
))))y
)
)))
)
No Homem
está
frequentemente presente,
de acordo com ADACHl (1910),LOTH (1912),WAGENSEIL (1937), MORISHITA (194?)
e
YONEKURA(1954).A inserção
deste
músculo em símiosé
semelhante à que
ocorre na Macacacycl'opís,ou seja, no corpo do
osso
hióide, porém nos Gibões,segundo
OISHI (1941)e no Chimpanze,
de
acordo com TESTUT (1884) pode inserir por 2 partesindependentes
com uma inserçãoacessória
no ramo maior do hióide.Músculo
esternotireóideo
Ligeiramente mais largo do que o esternohióideo, localiza—se na
face
anteriordo
pescoço
imediatamente profundoao
esternohióideo.No
segmento
inferior dopescoço está
em contacto com oseu
homônimo dolado oposto, divergindo em
seu
trajetoascendente.
Em 94% doscasos
origina-se daface
posterior do manúbrio doesterno
e em algunscasos pequenos
fascículospodem on'ginar—se
da
junção costoesternaldas
1ª ou2ª costelas
ou mesmo daarticulação esternoclavicular.
A origem
esternal estende-se ao
longo do ângulo esternal, fundindo—se coma
origem do esternohióideo, de forma inseparável.Sua
origemtendinosa
localiza-se lateralmentea
origem do esternohióideo, entre a 1ªe 2ª
costelas.Da
mesma
forma que o músculo esternohióideo possui uma intersecçãotendínea
próximo àsua
origeme está
fundidoneste
segmento, comseu
homônimodo lado oposto.
A
inserção deste
músculo, emtodos
oscasos,
ocorreuna
parte lateral daextremidade inferior da lâmina
da
cartilagem tireóide sem nuncachegar até
à linhaoblíqua.
A
sua
on'gem, porvezes,
podeestender-se
mais longeaté
abaixo da terceiracartilagem costal como ocorre no Lemur, MURIE & MIVART (1866) em Chiromys,
ZUNCKERKANDL (1900),
e
OlSHl(1941), Macacus OlSHl (1941), mas de formageral
estende-se somente até
o nívelda 2ª
cartilagem costal, conforme encontradona Macaca cycfopís por MIYAUCHI (1966) onde foi descrita uma on'gem
quase
)))“)))
)
)))))'))-)
))))))l))))))))')'
)
)
10
Na Macaca cyclopis
segundo
MIYAUCHI (1966) e emmacacos
inferiorescomo Prosimiae, Macacus, Semnopithecus
e
outros de acordo com MURIE &MIVART(1866), OISHI (1941), HOWELL (1961)
e
STRAUS (1961), KOHLBRÚGGE(1897),
a inserção deste
músculo ocorre na extremidade caudal da cartilagemtireóide, porém podem surgir
casos
isoladosde inserção
na superfície lateral doosso
hióide como foi descritoem
Common marmoset, por BEATTIE (1927), ou naregião mediana
da
cartilagem tireóide como no Macacosmesas
descrito por KURZ(1918). Em Gibões
e
Chimpanze foramdescritas
2 partes por KOHLBRÚGGE(1897), OISHI (1941) uma terminando na linha obliqua
e
a
outra no tubérculoinferiorda tireóide. No Gorila
e
noHomem,insere
na linha Oblíqua.Segundo
MIYAUCHI (1966) o nívelde inserção
mais altoacompanha
oavanço da evolução.
Para
OISHI (1941) em Gibões, CHAMPNEYS (1871)e
OISHI (1941) emChimpanze; ADACHI (1910) no Homem ocasionalmente existe origem não
tendinosa, enquanto para MIYAUCHI (1966) a origem
tendinosa
verificada naMacaca cyclopis
e
regularmenteencontrada
em primatas. Em primatasa fusão
deste
músculo comseu
homônimo do lado oposto, assim como afusão
com oesternohióideo
é
uma regra, condição também verificada na Macaca cyclopis porMYAUCHI (1966).
Músculo Omohióideo
Localizado
na camada
média daface
lateral do pescoço,apresenta
umventre considerável.
Surge por um
tendão
na parte medianada
extremidade superior daescápula,
um pouco maispara
o lado medianoda
incisurada escápula,
oorreobliquamente
sob
os músculos trapézio, esternocleidomastóideo, cleidomastóideo,esternomastóideoe
cleidooccipitalaté a
margem lateral do músculo esternohióideocom o qual funde—se
e insere
por umtendão
único e estreito no corpo doosso
hióide.
A origem do músculo omohióideo da Macaca cyciopis,
segundo
MIYAUCHI))
))))))')))))))))4
)
11
não encontrou um
tendão
intermédionestes
animais.Apenas
como uma variação,verificou em
duas partes
emum exemplar.Na Macaca cyclopis foi encontrado por MIYAUCHI (1966) em todos os
casos,
porém ocasionalmente podeestar ausente
em Semnopithecus,KOHLBRÚGGE (1897)
e
no HomemADACHI (1910).Conforme descrevem MURIE& MIVART(1866) noLemur, ZUNCKERKANDL
(1900) no Chiromys; HOWELL & STRAUS (1961)
e
OISHI (1941) no Macacusrhesus
OISHI (1941) no Semnopithecus, a origem do músculo omohióideo ocorre naparte plana
da escápula
próximoà
incisura escapular.Esta
condição foi tambémverificada porMIYAUCHI (1966).
OISHI (1941) encontrou uma origem mais mediana no Lemur, assim com
BEATI'IE (1927) no Common marmoset, KURZ (1918) no Macacus rhesus; OISHI
(1941) no Hylobates spc; CHAMPNEYS (1871), SONNTAG (1923) no Chimpanze e
no Homem.
Além disso, frequentemente ocorre, no Homem, uma origem clavicular
ADACHI (1910), o que também foi encontrado por KOHLBRÚGGE (1897), em
Gibões, por GRATIOLET (1866) MICHAELIS(1903) em Chimpanze. Nenhum
caso
foi verificado porMIYAUCHI (1966) em Macaca cyclopis.
EISLER (1912) não encontrou
tendão
intermediário em Prosimiae, comexceção
do Tarsius. Iguaimente OISHI (1941) não o encontrou em Lemures,ZUNCKERKANDL (1900) em Chiromyis, BEATTIE (1927) em Common marmoset,
VROLIK (1841) KURZ (1918), HOWELL & STRAUS (1961) OISHI (1941) em
Macacus
e
Cynocephaluse
Cercopithecus; MICHAELIS(1903), SONNTAG (1923),CHAMPNEYS (1871) em Chimpanze.
Assim sendo,
para
MIYAUCHI (1966) pode—se considerar que otendão
intermédio
está ausente
em primatas. Por outro lado, TESTUT (1884) o encontrouem Orangotango; OISHI (1941) em Chimpanze; PARSON (1898) EISLER & OISHI
(1941) em Semnopithecus; MACALISTER(1871)
e
TESTUT(1884)e
Macacus.No HomemMORISHITA(1947) o encontrou em 85%
dos casos.
LOTH (1912)
estudando esta
condição classificou-a em 6 grupos distintos: 1)grupo da Macaca cyciopis: não
possuem tendão
intermediário. A frequênciadeste
tipo, no Homem
é
de19%
emchineses
WAGENSEIL (1937); 3% em Polacos LOTH(1912)
55%
em Negros, LOTH (1912),116%
emJaponeses
adultos recém—)
)'))))'
)
,)
)))))w)')'))
)
)
))))))))))
)
12
A
inserção
ocorre normalmente por umtendão
estreito no corpo doosso
hióide tanto lateralmente ao esternohióideo no Cyclopis como em outros primatas.
LOTH (1912) classificou
este
músculo no Homem, em 5 grupos conformesua
origem
e presença
ou não detendão
intermediário.Na Macaca cyclopís só foi encontrado o tipo 4 de LOTH
que
raramenteé
encontrado no Homem. Neste grupo não ocorre cleidohióideo mas
apenas
omohióideo sem
tendão
intermédio.A duplicação
deste
músculo, no Homemé
uma variação, porém o mesmonão ocorre em outros primatas exceto o Chimpanze
segundo
GRATIOLET (1866)onde ocorre em
áreas
separadas.
O suprimento neural dos 3 músculos anteriores provém
da
alça cervical dohipoglosso. A alça do hipoglosso na Macaca cyclopis
é
formada pela união do ramodescendente
do nervo hipoglosso e nervos cervicais superiorese
também)
,)))))))
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13
MATERIALE MÉTODOS
Neste trabalho foi
estudado
o macaco Cebus, foram utilizados 10 animais,sendo
5fêmeas
e
5 machos, adultos, cedidos pelo IBAMA - MG. Estaespécie
deocorrência comum
nas
florestas tropicais,caracteriza-se
porapresentar
tamanhomédio, eventualmente
grandes
(5-6 kg), pêlos pretos ou vários matizes de corcastanha,
mais comumente,castanho
escuro. Os pêlos dacabeça
formamtopetes à
semelhança
de cristas ouchifres;este
grupo mostraainda
umafaixa pré-auricularde
pêlos negros
que
se
estendem
dotopete até
o queixo. Os membros pélvicossão
pouco mais longos do
que os
torácicos,os dedos possuem
tamanho médioe são
moderadamente
diferenciados. O terço distal dacauda
é
mais enroladoque
orestante,
denotando
razoável preensibilidade. Aaparência da
genitália externa podegerar
confusão, porque o clitórisé
desenvolvidoa semelhança
do pênis, e o escrotoé séssil (NAPIER E NAPIER, 1967).
Os animais foram
anestesiados
com “Ketalar” injetável (Park Davis) - viaintramuscular
e
após, tricotomizados, foram sacrificados por injeção de T61 (Hoechstdo Brasil Química Farmacêutica SIA), um medicamento específico para tal fim em
Medicina Veterinária.
A fixação
e
conservação das espécimes
foi feita emsolução aquosa
deformol
a
10%, injetadaatravés
da artéria femoral.A seguir,
procedeu-se
à
dissecação cuidadosa
da região cervical decada
animal, enfatizando o sistema muscular, com especial
atenção aos
músculos queforam escolhidos
para
estudo. Decada
músculo foram obtidas fotografias,obietivando
a
documentação do trabalho. Quandonecessário,
para evidenciarorigem, inserção ou qualquer outro
aspecto a ser estudado,
foramseccionados
outros músculos ou
estruturas
anatômicas de modo a facilitar o cumprimento dos14
ÍAÃA
A
A
A
A
A,»
A
AAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
15
16
RESU LTADOS
A descrição
dos
resultadosapresentados neste
capítulo seguiu um padrãodescritivo conforme o fazem outros autores,
sendo
mostrados origem, inserção,inervação, vascuiarização e
ação
provável dos músculos esternocleidomastóideo,esternohióideo, estemotireohióideo, omohióideo e tireo'nióideo.
Múscuio
esternocieidomastóideo
Figura 1 —Vista lateral esquerda; a — músculo esternocleidomastóideo,
b—porção esternal, c—porçãoclavícular, d—clavícula,
17
Este
músculoestá presente
em todosos espécimes dissecados, sempre
único em
cada
antimero. Constitui um ponto de referenciavisível em toda
a sua
extensão
ao longo do pescoço, principalmentese
estiver contraído. Se comparado
ao tamanho do animal
e
aos
demais músculosdo pescoço, o
esternocleidomastóideo
é
relativamente forteapresentando
forma cilíndricalevemente
achatada
no sentido dorsoventral,sendo
que oseu
terço superiorapresenta—se mais
achatado e
mais largo doque
osdemais
(Figura1).O músculo esternocleidomastóideo possui
duas cabeças
de origemsendo
que
a cabeça
medial (esternal) origina-se da borda superiordo manúbrio do esterno
a cápsula da
articulação esternoclavicular. Acabeça
lateral(clavicular) possui uma
área de
origem mais ampla ao longo da face superior do terço medialda
clavícula,sendo esta
portendão
muito curto,aparentando ausência
de
tendão
(Figura1).Após
a
origem,ambas
as
cabeças
corremparalelas
entre si em sentidosuperolateral,
sendo a separação
entreelas apenas
uma
delgada
lâmina de tecidoconectivo frouxo, assim
acontece
nametade
inferiordo músculo. A partir de
sua
parte média
ambas
as
cabeças juntam-se
em ummúsculo único
e
cilindrico, que emseguida torna-se
maisachatado à
medida em quese
aproximade sua
inserção noosso
occipital (Figura2).A
sua inserção
ocorreao
longo doprocesso
mastóidee áreas adjacentes
(Figura2).
Ao
cruzar
todaa extensão
dopescoço
em sentido oblíquoanteroposterosuperior o músculo esternocleidomastóideo divide
a face
anterolateraldo
pescoço
em 2áreas
triangulares,sendo
a
medial com vértice inferior
e a
lateralcom vértice superior (Figura 2).
A
face
anterior do músculo esternocleidomastóideoestá
relacionada, em todaa
sua
extensão, coma
pele do pescoço,enquanto a face
profundaestá
em contato
com músculos
e
outrasestruturas
do pescoço.0
suprimentoneural
do músculoesternocleidomastóideo
é
proveniente do nervo acessório, oqual entra no músculo
em
seu
terço superior. A vascularização arterial provêmde
ramosde
artérias
adjacentes: torácica interna, carótida externa e
transversa
do pescoço.A localização, origem
e
inserção do músculo esternocleidomastóideosugere
que o mesmo agindo, um
de cada
vez,faça a
inclinação homolateral da
cabeça,
virando—a
para
o lado opostoe
se
agiremambos ao
mesmo tempo faz flexão da18
Figura 2
-
Vista lateral esquerda; a — triângulo cervical medial, b —músculo estemocleidomastóideo, c — triângulo cervical
lateral,d—processo mastóide.
Músculo
esternohióideo
Juntamente
com os músculos omohióideo, esternotireohióideoe
tireohióideoforma o grupo muscular infrahióideo, os quais constituem provavelmente um grupo
sinergista na função de baixaro
osso
hióide e também como fixadoresdeste osso.
Este
constitui umadelgada
e estreita fita muscular, quese
origina daface
profunda do segmento superior do corpo do
esterno
(o corpo doesterno
do macacoCebus está
constituído por 8segmentos semelhantes aos
corpos vertebrais comos
quais as costelas
se
articulam) assim como algumas fibras originam—senas
imediações da junção
costoesternal da 2ª
costela. Acimada
borda superior domanúbrio do
esterno apresenta
umaintersecção
tendinea, ()que
o transforma em19
Figura 3—Vista anterolateral esquerda; a —músculo estemohióideo, b—
osso hióide, c — esterno, d — ventre superior do músculo
omohióideo, e — intersecção tendínea, f — ventre inferior do
omohióideo, g — músculo supraespinhoso, h — músculo
subescapular, i—músculo levantador da escápula.
Desde
a
sua
origem o músculo esternohióideo corre paralelamenteao seu
homônimo contralateral,
estando separado deste apenas
por uma fáscia, cruzandotoda a extensão
do pescoço, cobrindoa
traquéia emsua face
anteriore desta
formaconstituindo o limite ou
face
anterior do pescoço. A inserção do músculoesternohióideo ocorre por
tendão
muito curto na borda inferior do corpo doosso
hióide (Figura3).
Em todos
os espécimes estudados,
o referido músculo foi encontrado esempre único em
cada
antímero.O suprimento neural do músculo estemohióideo provêm da alça cervical
e
outros ramos do plexo cervical,
enquanto a
vascularizaçãoé
origináriadas
artérias)
)
)
)
)))))))
)
20
A julgar pela origem, inserção e posição
dos
músculos estemohióideos,
ambos
devemser abaixadores
do hióidee
laringequando os
suprahióideos
estiverem relaxados
e
fixadores quandoestes
encontrarem-se
em contração.Músculo
estemotireohióideo
Presente
emtodas as peças anatômicasdissecadas, sempre
único emcada
antímero o músculo esternotireohióideo
está
constituído por umadelgada
fitamuscular localizada lateroposteriormente
ao
músculo esternohióideo.É
relativamente mais curto do que
este
e também muito mais delgadoe
mais estreito(Figura4).
Sua
origem ocorre na borda superior da extremidade esternal da2ª
cartilagem costal, no mesmo nível da origem do músculo esternohióideo,
lateralmente
a
este
(Figura4).Figura 4 — Vista anterolateral direita; a — osso
hióide, b — músculo
estemohióideo, c — cartilagem tireóide, d — músculo
)))))
)
)
)))))))
))))))))))))
;1))))))))
)
21
A metade inferior do músculo esternotireohióideo posiciona—se
posterolaterlamente
ao
músculo esternohióideo em íntima relação comeste,
depoissepara-se
tomando direção Oblíquae
posterior indo inserir-se naface
anterolateralda cartilagem tireóide (Figura 4). Em nenhum momento o músculo
esternotireohióideo posiciona—se em contacto com o
seu
homônimo contralateral,colocando—se
cada
vez mais divergente,a
medida em quese
aproxima desua
inserção.
A inervação
é
proveniente daalça
cervicale
outros ramos do plexocervical.Avascularização ocorre por ramos da artéria torácica interna
e a
Iaringea.A origem, inserção e posição sugerem que o músculo esternotireóideo
seja
um abaixador
e
fixadorda
laringe.Músculo omohióideo
Foi encontrado em
todas
as
peças
anatômicaspreparadas.
O músculoomohióideo
consta
de estreita fita muscular em cujosegmento
médio verifica-se umaintersecção
tendinea a
qual divide o ventre muscular emsegmentos
craniomediale
caudolateral (Figura3).
0
ventre caudolateral origina—seda
borda superior daescápula
muitopróximo
ao
ligamentotransverso
superiorda escápula
eaparentemente
tambémdeste
(Figura 3). Logo queemerge
entreas
bordas dos músculossubescapular e
supraespinhoso
dirige—se ventrosuperiormente cruzando todaa
extensão da face
lateral do
pescoço à
frente dos músculosescalenos e atrás
do músculoesternocleidomastóideo. No
segmento
posicionadoatrás
do músculoesternocleidomastóideo verifica-se uma intersecção
tendínea
(Figura 3). Após aintersecção
tendínea
o ventre craniomedial do músculo omohióideo volta-se maisfortemente no sentido vertical
até
encontrara
borda inferiordo corpo doosso
hióide,lateralmente
à
inserção do músculo esternohióideo (Figura3).O suprimento neural do músculo omohióideo verifica-se
a
partirde
ramos daalça cervical e plexo cervical.
A vascularização
deste
músculo dá—se por ramosda
artériatransversa
do)))))))))))))))))))))ª)))))))))))))))))))ª)))))))))=
22
É possível,
a
julgar pela origem, inserçãoe
posição que o referido músculoabaixe a laringe
após esta ser
erguida durante a deglutição ou nos movimentos»“.
l
)
&
))))!
)))))
l
)
)
)“)')
)
)S
)
)
23
DISCUSSÃO
Organizamos
a
discussão e
confronto da literatura músculoa
músculo,seguindo
a
mesma disposição com queapresentamos os
resultados.Músculo
esternocleidomastóideo
De acordo com WARWICK et al apud GRAY (1995),
este
músculoe
únicoem
cada
antímero, porém constituídode
2partes
distintas próximoà sua
origemsendo
que umadelas
fixa—se noesterno
e
outra na clavícula, o queestá
de acordocom
os resultados desta
pesquisa, pois no Cebus verificou-se Situação semelhante.Para
RAVEN (1950), no Gorila o músculo esternocleidomastóideoestá
dividido em2músculos ao longo de
toda a sua extensão sendo
um denominadoesternomastóideo
e outro cleidomastóideo.Tanto no Homem,
segundo
WARWICK et al apud GRAY (1950), no Gorila,conforme RAVEN (1950) como no Cebus, de acordo com
as observações
o referidomúsculo
e
superficiale
corre oblíquosuperiormente naface
anterolateral dopescoço
desde
oesterno até
oprocesso
mastóideo, constituindo-se em um ponto importantede referência anatômica do pescoço, principalmente
quando está
contraído. NoHomem,
e
conforme registrou—se no Cebus,as partes estão separadas
entre si,exceto próximo à
sua
origem,apenas
por umadelgada
lâmina de tecido conectivosendo, na maioria
das
vezes,até
mesmo impossível visualiza-la. Além disso, tantono Homem quanto no Cebus o músculo
e
mais delgado e mais largo juntoà
extremidade superior, contra um
segmento
médio maiscilíndrico e maisespesso.
O autor
descreve
a
parte medial ou esternal como umgrande
fascículo.).í,
)*)i)=)
))))í)
)'))')'tl))
)))/>
)
)
)
))))))
)
24
manúbrio do esterno. No Cebus, verificou-se uma origem
deste segmento
noesterno, como no Homem
e
também nacápsula
da articulação esternoclavicular.Descreve ainda que, no Homem,
a
origem dacabeça
lateral ou clavicularpor meio
de
uma larga porémdelgada
fita muscular,a
partir do quarto medialda
clavícula.
Esta
descrição aproxima-se doque
visualizou-se, no Cebus, uma vez quefoi
dissecada
uma origem mais ampla doque
aquelada
parte esternal, ao longo doterço medial
da
clavícula,e
por umtendão
muito curto,quase
imperceptível.WARWICK
et
al apud (1995),descreve
que, no Homem,ambas
as
partes
do músculo
estão separadas
por umapequena área
triangular juntoàs suas
origens,aspecto
também verificado no Gabus, uma vez que logoapós a
origem,estas partes
convergem
para
constituírem um músculo único mais cilíndricoe espesso,
paratornar—se mais
achatado à
medida emque
se
aproximade sua
inserção.No
que
diz respeitoà
inserção do músculo esternocleidomastóideo, o autora
descreve, no Homem, como ocorrendo por forte
tendão
na superfície lateral doprocesso
mastóidedesde
oseu
ápiceaté a base e
também por umaaponeurose
nametade lateral
da
linha nucal superior. Nós verificamos, no Cebus, uma condiçãoidêntica.
RAVEN (1950) descreve, no Gorila, dois músculos
separados:
esternomastóideo
e cleidomastóideo,sendo que
o primeiro possui origem por umforte
tendão
em umaextensa área ao
longoda
superfície ventral do manúbrio doesterno, medial
à
origem clavicular do peitoral maior. Estáseparado
do músculocleidomastóideo porém a
este está
relacionado por uma forte conexão fascíal.Sendo
2vezes
maisespesso
emsua
borda anterior do que na posterior, insere noprocesso
mastóide em posição dorsal ao cleidomastóideoe
tambémao
longo dacrista lambdoidal por 10 cm.
Já
o músculo cleidomastóideo tem origem naextremidade esternal da clavícula, por
tendão
planoe
largo, em contacto coma
origem da
parte
claviculardo músculo peitoral maior, o referido músculopassa
sobo
esternomastóideo e
vai inserir-se portendão
plano noprocesso
mastóideo emfusão
comotendão
do esplênioda cabeça.
WARWICK et al apud GRAY (1995)
aponta
uma inervação do músculoesternocleidomastóideo humano
a
partir no nervoacessório
e
ramos de 62e
Ca. NoCebus,
detectou-se apenas
o nervo acessório.Segundo
o mesmo autor quando o músculo esternocleidomastóideoage
“i)“ ,)W
)))))))
)))))')'))))i))))
)
)
25
lado contralateral
e
quando agem bilateralmente auxiliam no movimentode
flexão dacolunacervical.
Após
análise pode-se
inferira
mesmaação para este
músculo do Cebus, jáque
suas caracteristicas
de origem,inserção
e
posiçãosão
muito parecidas.Músculo
esternohióideo
Para
WARWICKet al apud GRAY (1995)o músculo esternohióideo humanoé uma
delgada
e
estreita fita muscular quese
originada
superfície posteriorda
extremidade medial
da
clavícula, ligamento esternoclavicular posterior e porçãopostem-superior do manúbriodo esterno.
No
Cebus encontra-se
como umadelgada e
estreita Eta muscular comorigem na
face
profunda dosegmento
superior doesterno
e junção costoesternal da2ª
costela. Ainda noCebus
detectou—se na alturada
borda superior do manúbrio doesterno, uma intersecção tendinosa,
aspecto
não descrito porWARWICKet
al apudGRAY (1995)
e
RAVEN(1950). No Gorila, RAVEN (1950)descreve a
origemdeste
músculo como
carnosa e
tendinosa na superfície posterior do manúbriodoesterno e
cápsula da
articulação esternoclavicular.Para
MlYAUCHl (1966), na Macaca deFormosa o músculo esternohióideo é uma fita muscular localizada superncialmente,
na face anterior do pescoço,
estando
paraleloao seu
homônimo do lado oposto, cujaorigem ocorre na maioria
das vezes
na margem póstero-superior do manúbrio doesterno e
em menor proporção do ligamento esternoclavicular ou junçãoesternocostal da 1ª costela.
Segundo
MURIE & MIVART (1866); ElSLER(1912);OlSHl (1941)a
origemdeste
músculo em primatas, normalmenteestende-se até
o manúbrio; no Lemuraté
a terceira cartilagem costal. OlSHl (1941)
descreve
que em Macacusesta
origempode
estender até
o nivel da3ª
cartilagem costal. LOTH (1912) e MORlSHlTA(1947) afirmam que no Homem há diferenças consideráveis, contudo, em geral
sua
origem ocorre do
esterno e
clavícula.Para
MIYAUCHI (1966)a
modalidade deorigem do músculo esternohióideo
encontrada
na Macaca cyclopis é infrequente noHomem.
No