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PPC ELETRONICA FINAL V1 (COORDENAÇÃO 19 04 16)

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(1)

1

Projeto Pedagógico

do

Curso de Engenharia

Eletrônica

(B a c h a r e l a d o)

M A N A U S

(2)

2 José Melo de Oliveira

Governador

Henrique Oliveira

Vice- Governador

ADMINISTRAÇÃO SUPERIOR UEA Cleinaldo de Almeida Costa

Reitor

Mário Augusto Bessa de Figueiredo

Vice-Reitor

Luciano Balbino dos Santos

Pró-Reitor de Ensino de Graduação

Samara Barbosa de Meneses

Pró-Reitora de Interiorização

Valteir Martins

Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação

Andre Luiz Tannus Dutra

Pró-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários

Gláucia Maria de Araújo Ribeiro

Pró-Reitora de Planejamento

Wlademir Leite Correa Filho

Pró-Reitor de Administração

Escola Superior de Tecnologia (EST)

(3)

3 Diretor

Andréa Freitas Fragata

Coordenação de Qualidade do Ensino da EST

Curso de Engenharia Eletrônica

Jozias Parente de Oliveira

Coordenador

Núcleo Docente Estruturante Presidente

Jozias Parente de Oliveira

Membros

(4)

4 Assessoria e Acompanhamento à Coordenação de Curso/

Núcleo Docente Estruturante

Coordenadoria Geral da Qualidade do Ensino

Carlos Eduardo de Souza Gonçalves

Coordenador

Coordenação dos Cursos Especiais (PROGRAD)

Luiz Antonio de Verçosa

Coordenador

Coordenação de Apoio ao Ensino – CAE- (PROGRAD)

Ceane Andrade Simões

Coordenadora

Diogo Medeiros de Oliveira

Assessor Técnico

Francisca das C. Pires de Oliveira

Assessora Técnica

Maria de Nazaré Lima Ribeiro

Gerente

Denis Gomes Cordeiro

Assessor Técnico

(5)

5

SUMÁRIO

1 APRESENTAÇÃO ... 7

2 CONTEXTO INSTITUCIONAL ... 8

2.1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO E BASE LEGAL ... 8

2.2 MISSÃO DA UEA ... 8

2.3 PERFIL INSTITUCIONAL ... 9

2.4 DADOS SOCIOECONÔMICOS DA REGIÃO ... 9

2.5 BREVE HISTÓRICO DA UEA ... 11

2.6 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL ... 12

2.6.1 Reitoria ... 13

2.6.2 Órgãos Colegiados ... 13

2.6.3 Pró-Reitorias ... 14

2.6.4 Órgãos de Assistência e Assessoramento ... 14

2.6.5 Órgãos Suplementares ... 15

2.6.6 Unidades Acadêmicas ... 15

2.7 SISTEMA DE ADMINISTRAÇÃO ACADÊMICA ... 17

2.7.1 Sistema Curricular ... 17

2.7.2 Regime Letivo ... 17

2.7.3 Acesso aos Cursos de Graduação ... 17

2.7.4 Matrícula... 18

2.7.5 Sistema de Avaliação ... 18

2.7.6 Aproveitamento de Estudos ... 20

2.7.7 Biblioteca ... 20

2.7.8 Recursos de Informática ... 21

2.7.9 Sistema de Gestão Acadêmica... 21

2.1 FONTE DE RECURSOS DA UEA ... 21

3. CONTEXTUALIZAÇÃO DO CURSO ... 22

3.1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CURSO ... 22

3.2 JUSTIFICATIVA E CONCEPÇÃO DO CURSO ... 23

3.3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO-METODOLÓGICA ... 32

3.4 POLÍTICAS INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO ... 33

3.5 OBJETIVOS DO CURSO ... 34

3.5.1 Objetivo Geral... 34

3.5.2 Objetivos Específicos ... 35

3.6 Perfil do Egresso ... 35

3.6.1 Competências e Habilidades a Serem Desenvolvidas pelo Profissional a Ser Formado ... 37

3.6.2 Legislação que designa as competências do Engenheiro em Eletrônica ... 38

3.7 ÁREA DE ATUAÇÃO ... 40

3.8 CARACTERIZAÇÃO DO CURSO ... 41

3.8.1 Fundamentação Legal... 41

3.8.2 Sistema Curricular ... 43

3.8.3 Regime Letivo e Turno de Funcionamento ... 43

3.8.4 Vagas Autorizadas ... 43

3.8.5 Carga Horária do Curso ... 43

3.8.6 Prazo de Integralização Curricular ... 44

3.8.7 Organização Curricular ... 44

(6)

6

3.8.7.2 Matriz Curricular ... 51

3.8.8 Estágio Supervisionado ... 55

3.8.9 Atividades Complementares ... 56

3.8.10 Trabalho de Conclusão do Curso ... 57

3.8.11Ementas ... 57

3.9 DINÂMICA E METODOLOGIA DO ENSINO ... 58

3.10 ARTICULAÇÃO ENTRE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO ... 58

3.11 PROGRAMA DE MONITORIA... 60

3.12 MOBILIDADE ACADÊMICA ... 61

3.13 FORMAÇÃO CONTINUADA ... 61

3.14 ACOMPANHAMENTO AO DISCENTE ... 61

3.15 Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no Processo Ensino- Aprendizagem. ... 62

3.16 Corpo Docente, Tutorial e Técnico-Administrativo ... 62

3.17 NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE (NDE) ... 63

3.18 COORDENADOR DO CURSO ... 63

3.19 Corpo Docente ... 64

3.20 AÇÕES DECORRENTES DOS PROCESSOS DE AVALIAÇÃO DO CURSO ... 67

4. INFRAESTRUTURA PARA O DESENVOLVIMENTODO CURSO ... 68

4.2 Infraestrutura Comum Disponível no Campus da EST ... 80

Apêndice A - Regulamento do Trabalho de Conclusão do Curso Engenharia Eletrônica ... 82

APÊNDICE B – Regulamento das Atividades Complementares... 97

APÊNDICE C - Regulamento do Estágio Supervisionado ... 102

Apêndice D - Quadro de Equivalência de Disciplinas ... 125

APÊNDICE E - EMENTÁRIO ... 129

Apêndice F - Corpo Docente ... 209

(7)

7 1 APRESENTAÇÃO

O Projeto Pedagógico do Curso (PPC) de Engenharia Eletrônica, Bacharelado, criado pela Resolução Nº 32/2014 – CONSUNIV/UEA, publicada no DOE de 27/06/2014, pg. 13, aqui apresentado, refere-se a oferta regular anual, tendo a sua primeira oferta, via concurso vestibular e por meio do sistema de ingresso seriado (SIS), realizados em 2014, acesso 2015, no município de Manaus, autorizada pela Resolução nº 45/2014 - CONSUNIV/UEA, publicada no DOE, de 04/08/2014, com início das atividades acadêmicas em 02/03/2015.

O referido PPC, consolidado pelo seu Núcleo Docente Estruturante, é resultado do trabalho coletivo elaborado pelos segmentos docente, discente e técnico-administrativo da Escola Superior de Tecnologia (EST), da Universidade do Estado do Amazonas, com fundamento na Lei 9394/96-LDB que dispõe, dentre outros:

Artigo 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de:

I – elaborar e executar sua proposta (...)

Artigo 13. Os docentes incumbir-se-ão de:

I. participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;

II. elaborar e cumprir plano de trabalho segundo a proposta pedagógica do estabelecimento

(...)

Artigo 53. No exercício de sua autonomia, são asseguradas às universidades, sem prejuízo de outras, as seguintes atribuições:

I. criar, organizar e extinguir, em sua sede, cursos e programas de educação superior previstos nesta Lei, obedecendo às normas gerais da União e, quando for o caso, do respectivo sistema de ensino;

II – fixar os currículos de seus cursos e programas, observadas as diretrizes gerais pertinentes;

(...)

(8)

8 2 CONTEXTO INSTITUCIONAL

2.1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO E BASE LEGAL

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) foi instituída por meio do decreto nº 21.666, de 1º de fevereiro de 2001, autorizada pela Lei nº 2.637, de 12 de janeiro de 2001, com a natureza jurídica de fundação pública, inscrita no Ministério da Fazenda sob o CNPJ nº 04.280.196/0001-76, como uma instituição pública de ensino, pesquisa e extensão, com autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, com atuação inicial nas áreas Ciências Sociais, de Tecnologia, Educação, Ciências Humanas Ciências da Saúde, Direito, Administração Pública e Artes, integrando a administração indireta do poder executivo, vinculado diretamente ao Governo do Estado Amazonas, sob supervisão da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, dispondo de uma estrutura organizacional com base na gestão em órgãos colegiados de deliberação coletiva, dirigida por um Reitor, com o auxilio de um Vice-Reitor, de Pró-Reitores, de órgãos de assistência e assessoramento e de órgãos suplementares, nomeados por ato do Poder Executivo.

O credenciamento da UEA, na capital e no interior do Estado do Amazonas se deu pelo Conselho Estadual de Educação (CEE-AM), por meio da Resolução N. 006/01 – CEE-AM, de 17 de janeiro de 2001, e retificada pela Resolução N. 159/02 – CEE/AM, de 03 de dezembro de 2002.

Sua sede e foro estão localizados na cidade de Manaus, onde estão instalados os principais órgãos e serviços de administração e apoio às unidades acadêmicas e núcleos, localizados na capital e interior do Estado do Amazonas.

A reitoria da UEA encontra-se localizada na Avenida Djalma Batista, nº. 3578, Bairro de Flores, Manaus - Amazonas, CEP 69.050-030, telefone (fax): (92) 3214-5774.

2.2 MISSÃO DA UEA

(9)

9

fortalecimento das políticas governamentais de desenvolvimento sustentável do Estado do Amazonas e da Região Amazônica (PDI, 2012).

2.3 PERFIL INSTITUCIONAL

A UEA, centrada no ensino, na pesquisa e na extensão universitária e caracterizada pelo compromisso social de instituição pública, busca constituir-se, por meio de seu amplo atendimento educacional na capital e no interior do Estado, como agente de transformação da sociedade amazonense, conforme disposto no PDI, tem por finalidade:

a) promover a educação, desenvolvendo o conhecimento científico, particularmente sobre a Amazônia brasileira e continental, conjuntamente com os valores éticos capazes de integrar o homem à sociedade e de aprimorar a qualidade dos recursos humanos existentes na região;

b) ministrar cursos de grau superior, com ações especiais que objetivem a expansão do ensino e da cultura em todo o território do Estado do Amazonas;

c) realizar pesquisas e estimular atividades criadoras, valorizando o indivíduo no processo evolutivo e incentivando o conhecimento científico relacionado ao homem e ao meio ambiente amazônico;

d) participar da elaboração, execução e do acompanhamento das políticas de desenvolvimento governamental, inclusive com a prestação de serviços;

e) promover e estimular o conhecimento da tecnologia da informação;

f) cooperar com universidades e outras instituições científicas, culturais e educacionais brasileiras e internacionais, promovendo o intercambio científico e tecnológico.

2.4 DADOS SOCIOECONÔMICOS DA REGIÃO

O Estado do Amazonas possui 1.559.161,682 km² de extensão, correspondendo a 0,77% da Região Norte, 18,45% de todo o território brasileiro e 31% da área total da Amazônia Brasileira, sendo por isso considerado o maior Estado da República Federativa do Brasil.

(10)

10

América do Sul e 4,8 milhões de km², no Brasil. O rio Amazonas, com 7.100 km, considerado o maior rio do planeta em extensão e em volume de água, é o principal rio da Bacia Amazônica, recebendo água de afluentes importantes como o rio Negro, o rio Purus, o rio Madeira e o rio Juruá, entre outros. Estima-se que na Bacia Amazônica habitam cerca de 2.500 espécies de peixes, equivalente a 75% das espécies do Brasil em água doce e 30% da ictiofauna mundial.

Segundo o Censo de 2010 (IBGE), a população absoluta do Estado do Amazonas atingiu a marca de 3.480.937 habitantes (1.751.328 homens e 1.729.609 mulheres), equivalente a 1,68% da população Brasileira. Contando com 62 municípios, apresentou uma taxa média de crescimento anual de 2,15% em 2010 e de densidade demográfica em 2,23 hab/km². A maior concentração populacional ocorre no Município de Manaus, capital do Estado, com cerca de 51,78%, e em outros municípios como: Parintins, Itacoatiara, Manacapuru, Coari, Tefé, Maués, Manicoré, e Tabatinga. A população urbana do Amazonas corresponde a 79, 17% e a rural 20,83%.

De acordo com a Secretaria de Estado de Planejamento do Amazonas, o Amazonas apresenta inúmeras oportunidades para investimentos, constituindo-se em importante fronteira econômica do Brasil, pelas excepcionais condições que oferece:

- O maior conjunto de benefícios fiscais existentes no Brasil;

- Polo industrial moderno, tecnologicamente avançado e com elevada escala de produção e em processo de maior integração via produção de componentes;

- Amplas reservas minerais, especialmente do polo de gás e petróleo de Urucu – Juruá;

- Exuberante ambiente para ecoturismo, facilitado por ter uma das marcas mais conhecidas no mundo: Amazonas;

- A maior floresta tropical do mundo;

(11)

11

INDICADORES DO ESTADO DO AMAZONAS

Fonte: IBGE, Seplan/AM, Amazonas Energia, MTE, IBGE, Receita Federal, SEFAZ/AM, TRE-AM.

2.5 BREVE HISTÓRICO DA UEA

Inserida no seio da região Norte, a maior região brasileira, com uma área de 3.853.327,20 km2, a UEA surge como resposta à sociedade amazonense e às suas necessidades de assegurar a formação sólida de seus recursos humanos, o desenvolvimento do conhecimento científico e o fortalecimento das políticas governamentais de desenvolvimento sustentável do Estado do Amazonas e da região amazônica.

O cenário amazônico, cuja complexidade é portentosa e desafiadora, tem na UEA um novo centro gerador de ideias e de ação para o desenvolvimento da Amazônia, sobretudo o desenvolvimento e a valorização do homem amazônico. Os

População 3.480.937 (2010)

População Economicamente Ativa 1.621.256 (2010)

Eleitores 2.052.159 (2010)

PIB Per Capita R$ 14.014,13 (2008)

Índice de Desenvolvimento Humano - IDH 0,780

Expectativa de vida ao nascer 72,2 anos (2009)

Homem 69,2 anos (2009)

Mulher 75,3 anos (2009)

Número de Municípios 62

Energia Elétrica / Consumo Total 4.361.859 MWh (2009)

Consumo Industrial 33,95%

Consumo Residencial 27,46%

Consumo Comercial / Outros 38,59%

Arrecadação de Tributos Federais R$ 7,44 bilhões (2010)

Receita Tributária Estadual R$ 5,96 bilhões (2010)

Arrecadação de Tributos Estaduais por Setores

Econômicos: R$ 5,54 bilhões (2010)

Participação Industrial 53,84%

Participação Comercial 36,72%

Participação Serviços / Outros 9,44%

Orçamento Estadual R$ 9,9 bilhões (2011)

Produto Interno Bruto - PIB R$ 46, 82 bilhões (2008)

Participação do PIB Industrial 37,30%

Participação do PIB Serviços 41,89%

Participação do PIB Agricultura/Pecuária 4,10%

Participação do PIB Impostos 16,71%

Exportação US$ 1,11 bilhões (2010)

(12)

12

cursos da UEA foram idealizados com o compromisso de atender a complexa realidade do Amazonas, direcionando suas atenções para as necessidades do homem da região. Abrangem áreas do conhecimento como: Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Ciências Humanas, Ciências Exatas, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências da Saúde, Engenharia e Tecnologias.

No ensino de pós-graduação, a UEA oferta 9 (nove) programas stricto sensu nas

áreas de Ciências da Saúde, Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, sendo 8 (oito) mestrado, um oferecido em parceria com o INPA, e um doutorado. Destaca-se entre eles o Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical, que recebeu nota 4 da CAPES. A Universidade possui convênios de cooperação internacional com instituições de ensino superior em diversos países, que possibilitam o intercâmbio de estudantes e servidores.

O itinerário histórico da UEA está, portanto, diretamente ligado ao meio sociocultural e econômico em que se insere, procura responder às aspirações da sociedade amazonense para o desenvolvimento regional preservando a cultura, a vocação e o meio ambiente. Centrada no ensino, na pesquisa e extensão, a UEA tem no conhecimento o seu eixo de estruturação e ação organizacional, produzindo-o, sistematizando-o e tornando-o acessível, sobretudo, por meio da formação profissional e intelectual dos jovens que nela ingressam e também pela atuação de seu corpo docente e técnico-administrativo, na priorização dada à atividade de pesquisa e às atividades de extensão e nos serviços oferecidos à população, mantendo-se em permanente diálogo com a sociedade.

2.6 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

Universidade do Estado do Amazonas, dirigida por um Reitor, com o auxílio de um Vice-Reitor, 05 (cinco) Pró-Reitores e um Pró-Reitor Adjunto, nomeados por ato do Poder Executivo, apresenta a seguinte estrutura básica nos termos da Lei nº 2.637, de 12 de janeiro de 2001, alterada pela Lei Delegada nº 114/2007 e pela Lei nº 3.595/2011 e da regulamentação disposta no Decreto nº 21.963/2001, alterado pelo Decreto 31.163/2011.

(13)

13

2.6.1 Reitoria

A Reitoria é o órgão executivo central, responsável pela superintendência, coordenação, fiscalização e execução das atividades da Universidade do Estado do Amazonas. Dirigida por um Reitor, com o auxílio de um Vice-Reitor e de Pró-Reitores, nomeados por ato do Poder Executivo.

2.6.2 Órgãos Colegiados

a) Conselho Curador – órgão de caráter consultivo e deliberativo da política administrativa e de gestão da UEA, em assuntos de relevância. Presidido pelo Reitor compõem este colegiado os Secretários de Estado: Administração, Coordenação e planejamento; Cultura, Turismo e Desporto, Educação e Qualidade de Ensino e o de Saúde; Representante do: Conselho Estadual de Educação; Classe Empresarial; Ministério Público Estadual; instituições científicas e de educação superior, reconhecidas; e instituições culturais (Estatuto da UEA – Dec. nº 21963, de 21/06/2001);

b) Conselho Universitário (CONSUNIV) – órgão colegiado de caráter normativo, consultivo e deliberativo. A este Conselho cabe traçar política acadêmica da Universidade. Presidido pelo Reitor, na composição do colegiado de membros natos, estão também o vice-reitor, os pró-reitores, diretores das unidades acadêmicas e como membros eleitos representantes dos docentes, do corpo discente de cada Unidade Acadêmica e de servidores técnico-administrativos, o presidente do Diretório Central dos Estudantes e técnico-administrativo (Estatuto da UEA – Dec. nº 21963, de 21/06/2001). No ano de 2011 foram criadas, através da Resolução nº 037/2011, Câmaras são vinculadas ao Conselho Universitário:

i. Câmaras de Planejamento e Administração; ii. Câmara de Ensino de Graduação;

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14

2.6.3 Pró-Reitorias

a) Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROGRAD) – Responsável pela condução da política institucional da UEA no âmbito do ensino de graduação, bem como orientação, coordenação e planejamento de ações de melhoria da qualidade de ensino de graduação, no âmbito institucional;

b) Pró-Reitoria Adjunta de Interiorização (PRAI) - Responsável pela a implementação e supervisão da política de interiorização do ensino de graduação, no âmbito da UEA.

c) Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPESP) – Responsável pela condução da política institucional de Pesquisa e de Pós-Graduação, bem como das relações externas com as Agências de Fomento, com vistas ao desenvolvimento da Ciência e Tecnologia, no âmbito da UEA;

d) Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PROEX) – Responsável pela condução da política institucional de extensão universitária, com vistas ao atendimento das necessidades da sociedade por meio do conhecimento científico e tecnológico, bem como a promoção de ações de apoio à comunidade universitária da UEA, visando à integração e o bem-estar dos alunos e servidores;

e) Pró-Reitoria de Planejamento (PROPLAN) - Tem por competência a direção e orientação da execução, no âmbito da UEA, do planejamento orçamentário e produção de indicadores, que subsidiem a avaliação e o planejamento estratégico institucional; e

f) Pró-Reitoria de Administração (PROADM) – Tem por competência a direção e orientação da execução, no âmbito da UEA, das atividades pertinentes à pessoal, material, patrimônio, execução orçamentária, contabilidade, finanças, documentação e arquivo.

2.6.4 Órgãos de Assistência e Assessoramento

Os Órgãos de Assistência e Assessoramento são órgãos de assistência ao Reitor, ao Vice-Reitor e aos Pró-Reitores em assuntos técnicos e administrativos na área de sua competência, são eles:

a) Gabinete do Reitor;

(15)

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d) Procuradoria Jurídica; e e) Auditoria Interna.

2.6.5 Órgãos Suplementares

Os Órgãos Suplementares se destinam a dar suporte às atividades específicas em matéria administrativa, técnica, de ensino, pesquisa e extensão, de informação, comunicação e marketing de difusão, de cooperação e intercâmbio, de assessoramento e de complementação, aperfeiçoamento e modernização dos serviços da UEA, são eles:

a) Coordenadoria de Tecnologia, da Informação e Comunicação - CTIC; b) Universidade Aberta da Terceira Idade - UNATI;

c) Prefeitura Universitária; d) Biblioteca Central;

e) Comissão Geral de Concurso; f) Editora Universitária;

g) Policlínica Odontológica; h) Secretaria Acadêmica Geral; e

i) Agência de Inovação e Centro de Estudos do Trópico Úmido - CESTU.

2.6.6 Unidades Acadêmicas

Atualmente são 05 (cinco) Escolas Superiores na Capital, 06 (seis) Centros de Ensino Superior, além de 10 (dez) núcleos no interior do Estado. Nas Escolas Superiores e nos Centros de Estudos Superiores estão vinculados os cursos de graduação, com oferta regular e alguns de oferta especial.

a) Escolas Superiores

As Escolas Superiores são Unidades Acadêmicas funcionando na Sede, Manaus, tem como órgão deliberativo e consultivo o Conselho Acadêmico e, como órgão executivo, a Diretoria, são elas:

i. Escola Normal Superior (ENS);

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16

iv. Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA); e v. Escola Superior de Tecnologia (EST).

b) Centro de Estudos Superiores

Os Centros de Estudos Superiores são Unidades Acadêmicas funcionando no Interior do Estado, tem como órgão deliberativo e consultivo o Conselho Acadêmico e, como órgão executivo, a Diretoria, a saber:

i. Centro de Estudos Superiores de Tabatinga (CESTB); ii. Centro de Estudos Superiores de Parintins (CESP); iii. Centro de Estudos Superiores de Tefé (CEST);

iv. Centro de Estudos Superiores de Itacoatiara (CESIT); v. Centro de Estudos Superiores de Lábrea (CESLA); e

vi. Centro de Estudos Superiores de São Gabriel da Cachoeira (CESSG);

c) Núcleos de Ensino Superior

A UEA dispõe de 10 (dez) Núcleos de Estudos Superiores no interior. Os núcleos são miniestruturas físicas que suportam os cursos de graduação não regulares (oferta especial), cuja direção é exercida por Gerentes. Além dos Núcleos discriminados a seguir, a UEA dispõe de um Núcleo no município de Careiro Castanho, entretanto as atividades realizadas nesses municípios ainda serão consolidadas. Os Núcleos de Ensino Superior abrigam os cursos de graduação, de oferta especial, vinculados às Unidades Acadêmicas da Sede, são eles:

i. Núcleo de Ensino Superior de Boca do Acre (NESBCA); ii. Núcleo de Ensino Superior de Carauari (NESCAR); iii. Núcleo de Ensino Superior de Coari (NESCOA); iv. Núcleo de Ensino Superior de Eirunepé (NESEIR); v. Núcleo de Ensino Superior de Humaitá (NESHUM); vi. Núcleo de Ensino Superior de Manacapuru (NESMPU); vii. Núcleo de Ensino Superior de Manicoré (NESMCR); viii. Núcleo de Ensino Superior de Maués (NESMAU);

ix. Núcleo de Ensino Superior de Novo Aripuanã (NESNAP);

(17)

17

xi. Núcleo de Ensino Superior de Careiro Castanho (NESCAC);

2.7 SISTEMA DE ADMINISTRAÇÃO ACADÊMICA

2.7.1 Sistema Curricular

O controle da integralização curricular na UEA utiliza o sistema de créditos relacionados à carga horária. Um crédito corresponde a 15 (quinze) h-aula teóricas ou 30 (trinta) horas de atividades práticas. O aluno deve cumprir determinado número de créditos, correspondente à carga horária, conforme o Projeto Pedagógico de Curso, aprovado pelo CONSUNIV, para estar apto a concluir o curso.

Os currículos dos cursos preveem o número mínimo e máximo de créditos/carga horária do curso, ministrada em períodos letivos, de modo a permitir ao aluno a integralização do curso entre o prazo mínimo e máximo estabelecidos no Projeto Pedagógico.

2.7.2 Regime Letivo

O ano letivo na UEA é constituído de dois períodos regulares de atividades acadêmicas que, no seu conjunto, perfazem um total de, no mínimo, 200 (duzentos) dias letivos, não incluído o tempo reservado aos exames finais.

Entre os períodos letivos regulares, poderão ser oferecidos períodos especiais. As disciplinas oferecidas no período especial terão a mesma duração em horas-aula das oferecidas em período regular, porém ministradas em regime intensivo, cuja carga horária diária não poderá ultrapassar a 08 (oito) horas de trabalho acadêmico efetivo.

O Calendário Acadêmico, aprovado anualmente pelo CONSUNIV, fixa os prazos para a efetivação de todos os atos ou atividades acadêmicas a serem cumpridas em cada período letivo.

2.7.3 Acesso aos Cursos de Graduação

(18)

18

na Lei N. 2.894/2005 e normas aprovadas pelo CONSUNIV. Outras formas de acesso são a transferência facultativa, a reopção de curso e a seleção de portador de diploma, que ocorrem por meio processo seletivo. A transferência ex officio não está sujeita a

processo seletivo.

2.7.4 Matrícula

Existem dois tipos de matrícula:

a) Matrícula institucional Ao ingressar na UEA o estudante recebe um

número que o acompanhará por toda a sua vida acadêmica, conforme o discriminado a seguir:

Ex: 0311020001

03 Ano de ingresso

1 Semestre

1 Unidade acadêmica

02 Ordem do curso na unidade acadêmica

0001 Numerador seqüencial no curso

b) Matrícula Curricular – é a vinculação formal do estudante com a Universidade para obtenção dos créditos e das cargas horárias correspondentes aos componentes curriculares, efetuada a cada período letivo, regulamentada por normas internas.

2.7.5 Sistema de Avaliação

A avaliação correspondente ao ensino de graduação, na UEA, compreende:

(19)

19

b) Avaliação do rendimento escolar – é feita por componente curricular, abrangendo os aspectos de aproveitamento e de frequência, ambos eliminatórios por si mesmos:

b.1. Aproveitamento Escolar

Nos cursos de oferta regular é considerado aprovado no componente curricular o estudante que obtiver média final igual ou superior a 8,0 (oito) nas avaliações programadas no período. Aquele que obtiver média igual ou superior a 4,0 (quatro) e inferior a 8,0 (oito) deverá submeter-se a exames finais e será considerado aprovado quando obtiver média igual ou superior a 6,0 (seis). A média final no componente curricular é a média ponderada entre a média obtida nas atividades escolares, com peso 2 (dois) e a nota do exame final, com peso 1 (um).

No que tange aos alunos dos cursos de graduação com oferta especial, a avaliação escolar tem seu fulcro nos mesmos princípios estabelecidos para os alunos dos cursos com oferta regular, avaliando-se a eficiência da aprendizagem e o índice de assiduidade, ambos eliminatório por si mesmo, apresentando apenas uma especificidade no que se refere a verificação escolar, obedecendo regulamentação específica disposta na Resolução nº 012/2006-CONSUNIV/UEA, publicada no DOE datado de 13/02/2006.

b.2. Frequência

É obrigatória a frequência às atividades curriculares com aulas teóricas e práticas, seminários, trabalhos práticos, provas ou exames. É considerado aprovado o aluno que comparecer ao mínimo de 75% (setenta e cinco por cento) das atividades programadas para cada componente curricular. É vedado expressamente o abono de faltas ou a compensação por tarefas especiais, exceto nos casos previstos em lei.

- Decreto-Lei Nº 715/69 – Situação dos reservistas;

- Decreto-Lei Nº 1.044/69 – Portadores de determinadas afecções orgânicas; - Decreto-Lei Nº 69.053/71 e Portaria Nº 283/72 – Participação em atividades

esportivas e Culturais de caráter oficial; - Lei Federal Nº 6.202/75 – Aluna gestante.

(20)

20

para os dos cursos com oferta especial, após a publicação dos resultados da avaliação (vide Resolução nº 002/2001-GR/UEA e Resolução nº 004/2002-CONSUNIV/UEA).

2.7.6 Aproveitamento de Estudos

Aproveitamento de Estudos é o processo de aceitação pela UEA de estudos realizados por alunos que cursaram disciplinas em outros cursos da própria instituição ou em outras instituições de ensino superior, autorizadas ou reconhecidas, conforme regulamento específico. A solicitação deve ser feita em formulário próprio na Secretaria da Unidade Acadêmica, firmado pelo aluno interessado ou pelo seu procurador legalmente constituído, dirigido ao Coordenador do Curso atendendo as orientações, a seguir:

a) Se a disciplina tiver sido cursada na UEA e a solicitação de Aproveitamento de Estudos for para a mesma disciplina, deve ser requerida transferência de realização, na Secretaria da Unidade Acadêmica, que após o deferimento do Coordenador de Curso, executa o registro e encaminha o processo para a pasta acadêmica do aluno.

b) Se a disciplina tiver sido cursada na UEA, mas o seu aproveitamento for solicitado para outra disciplina, a Secretaria da Unidade Acadêmica encaminhará o pedido à Coordenação do Curso para ser analisado de conformidade com o disposto nos incisos I, II e III do Artigo 4º da Resolução nº 004/2001-CONSUNIV/UEA.

c) Disciplinas cursadas em outras IES: O interessado deve anexar ao seu pedido histórico escolar, conteúdo programático da disciplina cursada, fornecido pela IES de origem, bem como a comprovação da autorização ou reconhecimento do Curso pelo Conselho de Educação, competente. Protocolizado o pedido obedecerá ao disposto nos incisos I, II e III do Artigo 4º da Resolução nº 004/2001-CONSUNIV/UEA.

Do indeferimento caberá recurso ao Diretor da Escola, ou do Centro de Estudos Superiores, no prazo decadencial de 24 (vinte e quatro) horas, que decidirá em igual tempo.

2.7.7 Biblioteca

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21

informação e que dão suporte às atividades de ensino-aprendizagem, pesquisa e extensão, além de atender à comunidade externa.

2.7.8 Recursos de Informática

A UEA dispõe, em cada Unidade Acadêmica e nos Núcleos de Estudos Superiores, de recursos de informática, de uso acadêmico e administrativo. Os recursos de uso acadêmico são disponibilizados aos discentes por meio de Laboratório(s).

2.7.9 Sistema de Gestão Acadêmica

O Sistema de Gestão Acadêmica é gerenciado pela Secretaria Acadêmica Geral (SAG/UEA), que mantém o registro acadêmico dos cursos, dos discentes e da atuação dos docentes.

2.1 FONTE DE RECURSOS DA UEA

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22 3. CONTEXTUALIZAÇÃO DO CURSO

3.1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CURSO

NOMENCLATURA DO CURSO: ENGENHARIA ELETRÔNICA

ÁREA DE CONHECIMENTO- EIXO TECNOLÓGICO:

Ciências Exatas/Engenharia - Circuitos Eletrônicos e Automação de Processos Elétricos e Industriais

MODALIDADE DO CURSO BACHARELADO MODALIDADE DE ENSINO:

PRESENCIAL

MODALIDADE DE OFERTA:

OFERTA REGULAR

ATO DE AUTORIZAÇÃO

O Curso de Engenharia Eletrônica teve sua criação aprovada pela Resolução Nº32/2014-CONSUNIV/UEA, publicada no DOE de 27/06/2014, pg. 13, com a oferta inicial via concurso vestibular e sistema de ingresso seriado (SIS), realizados em 2014, acesso 2015, autorizada pela Resolução Nº 45/2015-CONSUNIV/UEA, publicada no DOE de 04/08/2014, pg. 15 e 16.

Início do Funcionamento 02/03/2015

Município/Local de Funcionamento Manaus – Amazonas

Unidade Acadêmica de Vínculo: ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA – EST

ENDEREÇO FONE/ FAX:

Av. Darcy Vargas nº 1200 – Parque Dez 92 3878-4301

DIRETOR (A) DA UNIDADE E-mail

Roberto Higino Pereira da Silva [email protected]

COORDENADOR (A) DE QUALIDADE DE ENSINO E-mail

Andréa Freitas Fragata [email protected]

COORDENADOR DO CURSO

Jozias Parente de Oliveira

CPF E-mail FONE/ FAX:

445.451.422-49 [email protected] (92) 3878-4330

PRÓ-REITORDE ENSINO DE GRADUAÇÃO

Luciano Balbino dos Santos

E-mail FONE/ FAX:

[email protected] (92) 3646-7225

COORDENAÇÃO DE APOIO AO ENSINO FONE E-mail

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23 3.2 JUSTIFICATIVA E CONCEPÇÃO DO CURSO

Origem e Evolução dos Cursos de Graduação da EST, da UEA

A atual Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas – UEA, tem sua origem na Universidade de Tecnologia da Amazônia – UTAM.

A UTAM criada pelo Decreto Estadual N.º 2.540 de 18 de janeiro de 1973, nos termos da Lei Estadual N.º 1.060, de 14 de dezembro de 1972. A Lei Estadual N.º 1.273 de 10 de outubro de 1977, transformou a Universidade de Tecnologia da Amazônia (UTAM) em Instituto, embora conservando a mesma sigla UTAM, ajustando-se, com essa transformação, à Lei Federal sobre o Ensino Superior. Seus cursos foram reconhecidos em 1993.

A idealização, criação e implantação da UTAM partiu da política educacional e de mercado de trabalho do então Governador do Estado, coronel João Walter de Andrade que, na época, observou a insuficiência de técnicos para atender à demanda imposta pelo Polo Industrial de Manaus - PIM, quando a maioria das indústrias reclamavam por terem de trazer profissionais do sul do país. Esse processo também contou com a participação dos professores Roosevelt Braga dos Santos, Cônego Walter Gonçalves Nogueira e dos técnicos José Alves de Araújo, Alberto Carrozo, Giralsina Reis e Edson Alves Bandeira, dentre outras personalidades da área educacional.

Desde a sua fundação, em 1973, a UTAM desenvolvia os cursos de Engenharias Operacionais da Madeira, Mecânica, Eletrônica, Eletrotécnica, Manutenção Mecânica, Construção Civil, Topografia e Estradas. Em 1977, o Ministério da Educação extinguiu em nível nacional os cursos de Engenharia Operacional oferecidos por várias Instituições no país. Foi então que os dirigentes da UTAM optaram por oferecer cursos de Tecnologia de Nível Superior. E, a partir de 1986, o Instituto passou a oferecer cursos de Engenharia Plena. Seguindo a realidade de mercado imposta pela modernidade, a UTAM passou a oferecer os cursos de Processamento de Dados, em 1992, e de Engenharia de Produção e Engenharia da Computação em 1997.

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Amazônia, adequando-se às permanentes mudanças no ensino, no mercado de trabalho e na administração pública.

A Lei estadual 2.637 de 12 de janeiro de 2001, autorizou a criação da Universidade do Estado do Amazonas - UEA, incorporando a ela os cursos da UTAM. Dessa forma, a UTAM foi extinta e seus cursos incorporados a Escola Superior de Tecnologia – EST, da UEA.

Atualmente a UEA, por meio da EST, oferece 20 (vinte) cursos de graduação, 13 cursos de oferta regular anual, dentre eles, 10 (dez) são de Engenharias (Engenharia de Controle e Automação, Engenharia Civil, Engenharia de Computação, Engenharia Elétrica, Engenharia Eletrônica, Engenharia de Materiais, Engenharia Mecânica, Engenharia Naval, Engenharia de Produção e Engenharia Química), Bacharelado em Meteorologia, Bacharelado em Sistema de Informação e Licenciatura em Informática; e 07 (sete) de oferta especial, sendo 06 (seis) Cursos Superiores de Tecnologia (Agrimensura, Alimentos, Construção Naval, Gestão Ambiental, Jogos Digitais, Produção Pesqueira) e Licenciatura em Física. Além dos cursos citados, existem 04 (quatro) cursos em processo de extinção: Engenharia Mecatrônica, Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial, Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e o Curso Superior de Tecnologia em Manutenção Industrial.

Com o crescimento do Polo Industrial de Manaus - PIM e consequentemente com a instalação de processos produtivos automatizados nas indústrias, faz-se necessário a formação constante de mão de obra especializada nas engenharias, exigindo-se para o mercado de trabalho, recursos humanos mais conhecedores das especificidades do campo de trabalho com preparo não apenas pela experiência que, muitas vezes se adquire no apoio a outros profissionais na execução de atividades e projetos, mas há necessidade da aquisição de conhecimentos em instituições de ensino tecnológico, por meio dos cursos que lhe permitem a aprendizagem, competência e a titulação necessárias para o desenvolvimento profissional.

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Desta forma, a implantação, modernização e ampliação dos cursos de tecnologia são um instrumento precioso para adequar o ensino superior brasileiro ao contexto da realidade socioeconômica do país. Não se trata apenas de implantar cursos novos, mas de criar uma nova sistemática de ação, fundamentada nas necessidades da comunidade. São utilizados dois princípios dos cursos de tecnologia: o primeiro impõe a necessidade de serem criados cursos flexíveis e permanentemente atualizados e contemporâneos da tecnologia produtiva; outro, de somente serem ofertados para a formação de profissionais necessários em nichos de mercado claramente definidos e cuja demanda lhes garanta espaço e, consequentemente, remuneração.

A Resolução nº 033/2009, datada de 27 de agosto de 2009, publicada no Diário Oficial do Estado do Amazonas, datado de 27/10/2009, criou o Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial - TAI. Dessa forma, a UEA, levou em conta os indicativos do contexto para o qual os setores da economia sinalizavam investimentos e demandas relacionadas às áreas nas quais atuaria o futuro profissional. Sendo assim, as oportunidades decorrentes das perspectivas dos investimentos futuros em modernização e ampliação da capacidade de produção das indústrias do PIM aumentam a demanda por ocupações que são escassas no mercado de trabalho regional e que exigem formação de profissionais na área tecnológica. Além disso, as atuais carências de qualificação, apontadas pelas empresas da região em sua força de trabalho, abriam oportunidades para a expansão na oferta de cursos de nível superior tecnológico, o que consolidava sua posição de importância nesse cenário e justificava o oferecimento do Curso Superior de Tecnologia em Automação Industrial.

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profissionais qualificados e que dominem profundamente tecnologias dessas diferentes áreas.

Atualmente, verifica-se uma grande carência de profissionais com esse perfil no Polo Industrial de Manaus. Observa-se uma intensa e crescente utilização dos processos de controle e automação nas diversas fases de produção industrial, desde os projetos, o controle, até a manufatura. Dessa forma, o profissional da área de Automação Industrial é fundamental neste momento, em que é premente a modernização das empresas nacionais, até mesmo, para sobreviverem à grande competição internacional. A automatização de processos é uma etapa absolutamente necessária para que o nosso parque industrial cresça, gere emprego e renda a nossa população.

Proposta do Novo Curso de Engenharia Eletrônica Noturno.

A evolução histórica da oferta dos cursos de graduação, tanto os de engenharia quanto os de tecnologia têm ocorrido em sintonia com a evolução do Polo Industrial de Manaus – PIM, um dos mais modernos da América Latina, reunindo dentre outras, indústrias de ponta das áreas de eletroeletrônica, veículos de duas rodas, produtos ópticos, produtos de informática, dentre os quais, destacamos: TV em cores, Telefone celular, Motocicletas, Aparelhos de som, Monitores de vídeo, Rádio, DVD player, Aparelho de ar-condicionado, Receptor decodificador de sinal digital,

Relógio de pulso e bolso, Compact Disc, Microcomputador e Aparelhos

transmissores/receptores.

O Curso de Engenharia Eletrônica, um dos cursos recentemente oferecido pela UEA por meio da Escola Superior de Tecnologia (EST), encontra-se em consonância com a evolução do PIM, com sua demanda por recursos humanos, formados e qualificados na área de engenharia e suas dimensões tecnológicas. O referido Curso oferecido, no horário noturno, com o início das atividades acadêmicas em 02/03/2015, assegurará duas ênfases de formação: Engenharia Eletrônica em Sistemas Eletrônicos Embarcados e Engenharia Eletrônica em Automação Industrial.

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disposto na Resolução No 21/2015CONSUNIV/UEA, publicada no DOE de 15/05/2015,

pg. 11.

O PIM mantém diversas empresas de base eletrônica que motivam uma permanente evolução dos cursos oferecidos pela UEA/EST. Observando-se o perfil das referidas empresas verifica-se uma tendência existente tanto no Brasil como em outros países emergentes de ampliarem sua base econômica adotando a Tecnologia da Informação nos processos industriais e comerciais. Desta forma, é inexorável que ocorra a evolução dos empregos na área de Engenharia para setores que envolvem tanto plataformas de hardware sofisticadas, como ocorre com as telecomunicações,

que funcionam baseadas em programas computacionais (software) especialmente

desenvolvidos para uma aplicação específica.

O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA) informa que a cada ano há um déficit de 20 mil engenheiros no Brasil causando um grande impacto na sustentação do desenvolvimento do país.

Para cada mil trabalhadores ativos, por exemplo, o Brasil conta com seis engenheiros; Japão e Estados Unidos, com 25; França, com 15. Limitando-se aos países do chamado BRIC, o CONFEA nos dá os indicadores de que, enquanto em nosso país formam-se 40 mil engenheiros por ano, na China esses números chegam a 300 mil, na Índia, 200 mil e na Rússia 100 mil.

Segundo dados do Censo da Pesquisa no Brasil do CNPq, na região Sudeste concentram-se 50% dos pesquisadores nas diversas engenharias; na região Sul, 24%; Nordeste, 18%; Centro-Oeste, 4%; e região Norte 4%. Limitado ao quantitativo de somente pesquisadores doutores, os números continuam desproporcionais. No Sudeste estão 53,9%, no Sul, 18,1%, no Nordeste 15,6%, no Centro-Oeste, 8,6% e na região Norte apenas 3,8%.

Diante desse cenário, não há alternativa, senão montar estratégias de toda ordem que permitam, de imediato, amenizar o estrangulamento do desenvolvimento do país e, em médio e longo prazo, superar essa adversidade.

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Os profissionais que atuam neste segmento, geralmente estão associados aos processos de melhoria contínua dos produtos e da produção, à gestão do processo produtivo e às atividades de inovação tecnológica. Dados do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA) apontam que atualmente existem cerca de 712.000 engenheiros no Brasil. Desse total, 169.000 são engenheiros civis. No entanto, os números ainda são considerados tímidos para um país continental como o nosso e com enorme potencial de crescimento.

De acordo com informações da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas 5% dos alunos que completaram a graduação no Brasil em 2007 formaram-se em cursos de engenharia. Só para ter uma ideia, na China, cerca de 35% dos egressos da graduação cursaram uma das diferentes modalidades de engenharia. Este contexto exige, por parte do Brasil, a implementação e execução de políticas públicas capazes de superar esse déficit.

Estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e da Universidade de São Paulo (USP) revela que existe carência de profissionais qualificados e experientes, embora o número de vagas de emprego e formados trabalhando na área venha crescendo desde 2000, impulsionado pelo crescimento econômico do País. (IPEA, 2013).

Independente de questões relacionadas à quantidade ou qualidade na formação de engenheiros é indiscutível a necessidade de ampliar investimentos no ensino de engenharia e na melhoria do ensino de exatas na educação básica, tornando essa área mais atrativa.

O panorama apontado acima se acentua na Amazônia, onde a infraestrutura de pesquisa, inovação e formação de capital humano, de forma mais contundente, é algo demasiadamente novo se comparado ao sudeste e sul, regiões em que este processo foi deflagrado há mais de 50 anos.

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engenharias, o que remete à necessidade de capital humano em maior quantidade e qualidade.

Nos últimos anos, o debate sobre a possibilidade de um apagão da mão de obra qualificada nas engenharias no Brasil está constantemente entrando em pauta por setores empresariais, do governo e da imprensa brasileira. A discussão sobre essa problemática se intensificou ao longo da década de 2000, amenizou um pouco durante a crise financeira no final de 2008 e voltou a tomar destaque diante do crescimento do PIB em 2010. Os receios por esses apagões podem estar assentados no fato de que, após quase 25 anos de semiestagnação (1980-2003), as empresas nacionais precisem redefinir muitos de seus mecanismos tradicionais de organização produtiva, com o intuito de aproveitar as oportunidades que as taxas mais elevadas de crescimento e a elevação do ritmo dos investimentos vêm proporcionando. (NASCIMENTO, 2011).

No Amazonas, 59% dos engenheiros ocupados concentram-se nas organizações empresariais privadas, outros 15,7% nas empresariais estatais, 9,8% nas sem fins lucrativos, 9,1% no setor público estadual e 3,5% no setor público municipal. Esses percentuais, semelhantes aos dados do Brasil, podem ser decorrentes da influência do Pólo Industrial de Manaus (PIM) na economia local.

As engenharias possuem papel fundamental no processo de desenvolvimento científico e tecnológico de uma nação, principalmente com relação às atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). A discussão acerca do problema da quantidade e da qualidade da mão de obra no Brasil nesse setor não é recente. Todavia, em virtude do crescimento econômico ocorrido nos últimos anos, o tema frequentemente permeia as mesas de debates.

Os Estados do Amazonas e Pará concentram quase 70% dos engenheiros com empregos formais da Região Norte. Com relação ao Amazonas, as áreas de civil, produção e elétrica retêm a maioria dos engenheiros. Outro resultado aponta para elevada empregabilidade desses profissionais, bem como para a remuneração entre sete e quinze salários mínimos. Afora isso, 80% dos engenheiros são do sexo masculino e quase 60% estão empregados em organizações empresariais privadas de médio e grande porte.

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Amazonas/ Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação – SECTI, fev./abr.2014).

Por outro lado, percebe-se também um grande número de pessoas que exercem atividades profissionais durante o dia e não conseguem participar do curso de Engenharia Elétrica diurno hoje oferecido pela EST. Esta análise corrobora a decisão da UEA/EST em oferecer um novo Curso Noturno de Engenharia Eletrônica com ênfases nas áreas de Engenharia de Sistemas Eletrônicos Embarcados (especialidade conhecida internacionalmente como Embedded Electronics Systems Engineering) e

Automação Industrial, permitindo a formação de profissionais com um maior cabedal de conhecimentos e habilidades. Observando-se o cenário nacional de cursos de Engenharia Elétrica, verificou-se que existem poucos cursos de graduação com estas ênfases, embora se tratarem de especializações com enorme demanda de profissionais no PIM e restante do país. Em instituições de ensino estrangeiras, principalmente aquelas localizadas no sudoeste asiático, a ênfase em Embedded Electronics Systems é corriqueiramente oferecida em cursos de graduação de

Engenharia e representa, atualmente, a principal área de desenvolvimento técnico e científico da área de Eletrônica. Convém salientar que a ênfase em Automação Industrial é oriunda do Curso de Tecnologia em Automação Industrial descontinuado pela EST a partir de 2015, garantidos os direitos dos alunos que o estão cursando.

A denominação genérica sistema eletrônico embarcado, ou sistema eletrônico embutido indica um sistema eletrônico que tem como base um microprocessador, mas que diferentemente de um computador para uso genérico, possui um software

completamente dedicado ao dispositivo ou sistema que ele controla. Assim sendo, ao contrário dos computadores com aplicação geral, como o computador pessoal, um sistema embarcado realiza um conjunto de tarefas pré-definidas, geralmente com requisitos específicos. Já que o sistema é dedicado a tarefas específicas, por meio de técnicas adequadas, pode-se aperfeiçoar o projeto, conduzindo à redução do tamanho, dos recursos computacionais e do custo do produto final. São exemplos de sistemas eletrônicos embarcados os seguintes equipamentos:

- Telefones celulares e centrais telefônicas; - hubs, switches, firewalls e Access Point Wi-Fi;

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- Controlador de injeção eletrônica de combustíveis para motores à explosão, a gasolina, a óleo Diesel ou biodiesel ou sistemas multicombustível (Flex Fuel);

- Controladores da tração, acionadores de air bags e sistemas

anti-bloqueio dos freios (freios ABS), usados em automóveis, motocicletas, ônibus e caminhões;

- Equipamento de geo-localização (GPS) e de rastreamento de veículos e cargas;

- Calculadoras eletrônicas e agendas eletrônicas de bolso;

- Controladores eletrônicos de eletrodomésticos, como fornos de micro-ondas, máquinas de lavar e também dos refrigeradores e aparelhos de ar-condicionado mais modernos;

- Aparelhos de TV com controle remoto, CD players e DVD players;

- Equipamentos médicos, principalmente os que envolvem sistemas de visão, tais como ecografia e tomografia;

- Alarmes programáveis para automóveis, residências e comércio; - Videogames;

- Receptores de TV por satélite e de TV por cabo coaxial;

- Televisores digitais com telas a LCD ou plasma e monitores de computador de LCD.

- Robôs industriais.

A iniciativa de oferecer o curso no período noturno representa uma oportunidade para pessoas que trabalham durante o dia, melhorando sua qualificação profissional. Além disso, no contexto de uma instituição de ensino superior, que pretende oferecer ensino gratuito e de qualidade, trata-se de um fator de incentivo à inclusão social. A proposta se enquadra na política educacional do Governo Federal, de buscar a maximização de utilização dos espaços físicos e recursos de infraestrutura universitária, o que vem reforçar o desejo de oportunizar na UEA a oferta de um curso de Engenharia Eletrônica, no horário noturno.

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permanência na educação superior, no nível de graduação e melhor aproveitamento da estrutura física e de recursos humanos existentes na UEA/EST.

O conjunto de professores do curso deverá formar um grupo coeso e elaborar continuamente a reflexão didática a partir do projeto pedagógico do curso, procurando trabalhar continuamente a relação entre a teoria e a prática. Com estes pressupostos, a proposta político-didática dá maior ênfase à experiência pessoal do estudante, por meio de um currículo em que cada aluno possa se projetar no futuro como um Engenheiro em Eletrônica e dar existência àquilo que era só possibilidade no momento em que ingressou na EST. Ao colocar o aluno como ator principal do processo da aprendizagem, pretende-se incentivá-lo e motivá-lo para dar continuidade ao curso escolhido e, como consequência, reduzir os índices de evasão no futuro curso. Paralelamente a esta postura pedagógica, o novo curso noturno propõe a formação de Engenheiros em Eletrônica com um perfil diferenciado dos oriundos dos cursos tradicionais, ofertando ênfase de formação em áreas da Eletrônica com perspectiva de rápida absorção pelo mercado de trabalho.

3.3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO-METODOLÓGICA

Considerando que o processo de ensino-aprendizagem é um processo dinâmico de desenvolvimento da autonomia dos discentes e dos docentes, por meio da elaboração do conhecimento e do desenvolvimento da relação docente-discente;

Considerando que o processo de aprendizagem é um processo contínuo de elaboração do conhecimento e de formação de conceitos sobre a realidade;

Considerando que o docente é o orientador da prática educacional institucional cujo centro é o discente;

Considerando que a relação docente-discente é uma relação pedagógica privilegiada da prática educacional institucional cujo interesse maior é a aprendizagem do discente para entender a realidade e nela intervir;

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exercício da profissão e seu desenvolvimento em uma realidade sujeita a transformações rápidas e constantes, na qual a capacidade do profissional de, permanentemente, aprender e reaprender é mandatória.

Sob essa ótica, a orientação didático-pedagógica do curso origina-se da prática educativa institucional, refletida na prática docente e no trabalho discente efetivo. É necessário, então que a prática educativa se apoie em princípios metodológicos que privilegiem:

I. a orientação do estudante para elaboração dos conhecimentos por meio da investigação e da aplicação desses conhecimentos;

II. a produção acadêmica individual docente e discente e sua comunicação;

III. a orientação de atividades individuais e em grupos;

IV. a identificação e resolução de problemas em contextos reais;

V. a utilização de recursos tecnológicos para construção de pensamentos e a elaboração e aplicação de conhecimentos.

A prática docente institucional deve ser permanentemente, desafiante em relação à prática discente, interessada na aprendizagem do estudante e no seu desenvolvimento pessoal e profissional autônomo e independente.

A prática discente deve ser exposta a situações-problema concretas que exijam dela iniciativa, reflexão, ponderação e ação como condições para a aprendizagem do estudante.

3.4 POLÍTICAS INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO

As conexões entre ensino, pesquisa e extensão, capazes de tornar o processo de formação mais produtivo, ocorrem por iniciativa tanto de professores como de alunos. No processo de formação, alunos e professores são responsáveis pelos resultados. Ambos devem está atentos à realidade externa, sendo hábeis para observar as demandas por ela colocadas. Os problemas sociais, econômicos e culturais que repercutem na prática do cotidiano são considerados na vivência acadêmica diária e nas relações estabelecidas no processo de ensino e aprendizagem.

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aos PIM, especificamente na área da Engenharia Eletrônica. São denominados de cursos livres e ocorrerão nos laboratórios do curso.

Para a pesquisa, o curso tem um quadro docente qualificado e de pessoal técnico especializado, laboratórios bem estruturados e devidamente aparelhados, esses fatores alimentam as atividades de iniciação científica e contribuem para a formação atualizada dos discentes e facilitam significativamente a elaboração de trabalhos de conclusão de curso.

3.5 OBJETIVOS DO CURSO

A proposta do novo curso atende às expectativas e às necessidades dos candidatos interessados em adquirir capacitação profissional e habilitação em Engenharia Eletrônica, com ênfase em Engenharia de Sistemas Eletrônicos Embarcados e Automação Industrial. Conforme já registrado neste Projeto Pedagógico, a análise de mercado conclui que há demanda para profissionais com essa habilidade, para atuarem em empresas e organizações emergentes, tanto no Polo Industrial de Manaus – PIM quanto na região amazônica e no restante do Brasil.

3.5.1 Objetivo Geral

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3.5.2 Objetivos Específicos

- Capacitar o discente para análise de processos industriais que envolvem sistemas eletromecânicos, eletroeletrônicos, de automação industrial e eletrônicos embarcados;

- Possibilitar, ao discente, a construção de competências que lhe possibilite enfrentar os desafios e o questionamento do mundo do trabalho e entendimento mais detalhado dos processos produtivos;

- Preparar o discente para integrar sistemas, buscando soluções em automação industrial e sistemas eletrônicos embarcados;

- Desenvolver no discente: o empreendedorismo, a capacidade de comunicação, técnicas de gestão de processos automatizados, e técnicas de gestão de sistema de garantia da qualidade;

- Preparar o discente para respeitar e fazer respeitar os procedimentos técnicos, a legislação específica de saúde e segurança no trabalho e de conservação dos recursos naturais e do meio ambiente;

- Estimular o discente a trabalhar em grupos, ser participativo, tomar decisões e a ser criativo.

3.6 Perfil do Egresso

O perfil do egresso do Curso Superior em Engenharia Eletrônica está em conformidade com as Diretrizes Curriculares Nacionais RESOLUÇÃO CNE/CES 11, DE 11 DE MARÇO DE 2002, emitida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) por meio da Câmara de Educação Superior (CSE) que assim dispõe em seu artigo 3º:

Art.3º O Curso de Graduação em Engenharia tem como

perfil do formando egresso/profissional o engenheiro com

formação generalista, humanista, crítica, e reflexiva,

capacitado a absorver e desenvolver novas tecnologias,

estimulando a sua atuação crítica e criativa na identificação e

resolução de problemas, considerando seus aspectos

políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com

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Ao concluir o curso, o Engenheiro em Eletrônica estará apto ao exercício profissional para o desenvolvimento sustentável do país, sempre com conduta ética e com respeito à vida. O Engenheiro em Eletrônica é um profissional da área de exatas voltado para a solução de problemas práticos do dia a dia de uma empresa atuando na implantação, operação, manutenção, supervisão de processos ligados a Engenharia Eletrônica, gerenciamento de grupos de trabalho e elaboração de orçamentos.

Com a formação em Engenharia de Sistemas Eletrônicos Embarcados e Automação Industrial, o egresso terá a oportunidade de se capacitar a projetar e programar sistemas baseados em microcontroladores, tanto abrangendo as atividades relacionadas com a montagem e manutenção das estruturas de hardware (placas,

circuitos e interconexões) como desenvolver e manter o software dedicado (firmware)

embutido no sistema digital.

Conforme estabelecido anteriormente, este perfil só é normalmente encontrado no mercado em profissionais com alguns anos de experiência. Considera-se que a abertura da ênfase de formação em Engenharia de Sistemas Eletrônicos Embarcados representará para os futuros egressos a oportunidade de inserção imediata no mercado de trabalho e em posição de vantagem em comparação com egressos de cursos tradicionais de Engenharia Elétrica e Eletrônica.

Desde que foi instituída, os Cursos de Engenharia da UEA, tem por objetivo contribuir para o atendimento às demandas da sociedade em sua área de atuação, bem como para o desenvolvimento sustentável da região e do país, ofertando aos seus alunos a oportunidade de formação profissional de alta qualidade. Portanto, para o cumprimento de sua finalidade, o Curso referencia-se na qualidade que pretende imprimir à sua atividade formadora, com visão crítica e criativa, calcado na ética profissional, tendo como meta alcançar a excelência em nível nacional na formação de profissionais de Engenharia Eletrônica.

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habilidades para atuarem em empresas e organizações emergentes, empreender seus próprios negócios e atuarem na pesquisa e no desenvolvimento. Assim sendo, a implantação da ênfase inédita na região de formação de Engenheiros em Sistemas Eletrônicos Embarcados e a transformação de Tecnologia para Engenharia com ênfase em Automação Industrial, representa a continuidade do esforço que tem sido despendido pela Universidade Estadual do Amazonas, capacitando os futuros discentes a serem agentes de transformação da sociedade.

Conforme disposto nos “REFERENCIAIS CURRICULARES NACIONAIS DOS CURSOS DE ENGENHARIA expedidos pelo Ministério da Educação, fundamentado na Lei 5.194/66 e Resolução CNE/CES 11/2002,“O Engenheiro em Eletrônica é profissional de formação generalista, que atua na área de materiais eletroeletrônicos; sistemas de medição e de controle eletroeletrônicos; desenvolvimento de sistemas, produtos e equipamentos eletrônicos, sistemas embarcados, conversores, equipamentos biomédicos e informática médica. Estuda, projeta e especifica materiais, componentes, dispositivos e equipamentos eletroeletrônicos, eletromecânicos, magnéticos, ópticos, de instrumentação, sensores e atuadores de transmissão e recepção de dados, de áudio/vídeo, de segurança patrimonial e de eletrônica embarcada. Planeja, projeta, instala, opera e mantêm sistemas e instalações eletrônicas, equipamentos, dispositivos e componentes odonto-médico-hospitalares e de instrumentação biomédica, sistemas de medição e instrumentação eletroeletrônica, de acionamentos de máquinas, de controle eletrônico e de automação, e de sistemas eletrônicos embarcados. Coordena e supervisiona equipes de trabalho, realiza estudos de viabilidade técnico-econômica, executa e fiscaliza obras e serviços técnicos; e efetua vistorias, perícias e avaliações, emitindo laudos e pareceres. Em suas atividades, considera a ética, a segurança, a legislação e os impactos ambientais”.

3.6.1 Competências e Habilidades a Serem Desenvolvidas pelo Profissional a Ser Formado

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38

Em consonância com as diretrizes curriculares nacionais do Ministério da Educação e com as tendências de mercado, o curso possibilitará ao egresso:

I. Aplicar conhecimentos matemáticos, científicos, tecnológicos e instrumentais à engenharia;

II. Projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados; III. Conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos;

IV. Planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de engenharia;

V. Identificar, formular e resolver problemas de engenharia; VI. Desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas; VII. Supervisionar a operação e a manutenção de sistemas;

VIII. Avaliar criticamente a operação e a manutenção de sistemas; IX. Comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica; X. Atuar em equipes multidisciplinares;

XI. Compreender e aplicar a ética e as responsabilidades profissionais;

XII. Avaliar o impacto das atividades da engenharia no contexto social e ambiental;

XIII. Avaliar a viabilidade econômica de projetos de engenharia;

XIV. Assumir a postura de permanente busca de atualização profissional.

3.6.2 Legislação que designa as competências do Engenheiro em Eletrônica

A legislação a seguir designa as atividades do exercício profissional das diferentes modalidades da Engenharia, Arquitetura e Agronomia em nível superior, e especifica as competências do Engenheiro em Eletrônica:

Lei Federal 5.194 de 24 de dezembro de 1966 (Regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro-Agrônomo, e dá outras providências).

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01: supervisão, coordenação e orientação técnica; 02: estudo, planejamento, projeto e especificação; 03: estudo de viabilidade técnico-econômica; 04: assistência, assessoria e consultoria; 05: direção de obra e serviço técnico;

06: vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico; 07: desempenho de cargo e função técnica;

08: ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica; 09: elaboração de orçamentos;

10: padronização, mensuração e controle de qualidade; 11: execução de obra e serviço técnico;

12: fiscalização de obra e serviço técnico; 13: produção técnica e especializada; 14: condução de trabalho técnico;

15: condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção;

16: execução de instalação, montagem e reparo;

17: operação e manutenção de equipamentos e instalação; 18: execução de desenho técnico.

O Art. 9º dessa Resolução estabelece que compete ao ENGENHEIRO EM ELETRÔNICA:

I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a materiais elétricos e eletrônicos; equipamentos eletrônicos em geral; sistemas de comunicação e telecomunicações; sistemas de medição e controle elétrico e eletrônico; seus serviços afins e correlatos.

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Sob o ponto de vista de legislação profissional, os egressos do futuro curso receberão da UEA o título de ENGENHEIRO EM ELETRÔNICA em acordância com a Tabela de títulos profissionais vinculada a Resolução 473/02 do CONFEA. Poderão então requerer junto ao sistema CONFEA-CREA seu registro profissional como ENGENHEIRO EM ELETRÔNICA.

3.7 ÁREA DE ATUAÇÃO

De acordo com Resolução CNE/CES 11, de 11 de março de 2002 e Resoluções 218/CONFEA, de 29 de junho de 1973 e de Nº 1010/CONFEA, de 22 de agosto de 2005, a quais dispõem sobre a regulamentação da atribuição de títulos profissionais, atividades, competências e caracterização do âmbito de atuação dos profissionais inseridos no Sistema CONFEA/Crea, as atividades de atuação do Engenheiro Eletrônico, descritas no Art. 9º da Resolução nº 218/CONFEA são relacionadas a materiais elétricos e eletrônicos; equipamentos eletrônicos em geral; sistemas de comunicação e telecomunicações; sistemas de medição e controle elétrico e eletrônico; seus serviços afins e correlatos;

Conforme descrito nos Referenciais Curriculares Nacionais dos Cursos de Engenharia/MEC, o Engenheiro Eletrônico é habilitado para trabalhar em empresas de automação e controle, no mercado industrial e de sistemas de automação predial; na fabricação e aplicação de máquinas e equipamentos elétricos e eletrônicos; em áreas que envolvam componentes, equipamentos e sistemas eletrônicos; com desenvolvimento de softwares para equipamentos; na operação e na manutenção de

equipamentos eletrônicos; e no desenvolvimento de circuitos digitais e analógicos; com projetos de circuitos eletrônicos específicos e microeletrônicos, desenvolvimento de instrumentos de medidas; no desenvolvimento de sistemas de controle de processos físicos e químicos; com sistemas de áudio/vídeo e comunicação de dados; com

hardware e software de sistemas computacionais e processamento de sinais-imagem.

Referências

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