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A PROBLEMATÍCA SOCIOAMBIENTAL DA ÁREA DE
PROTEÇÃO AMBIENTAL DE ENGENHO PEQUENO (SG)
Viviane Pereira Moreira1
INTRODUÇÃO
Em todo o planeta, praticamente não existe um ecossistema que não tenha sofrido influência direta ou indireta do homem, o crescimento das cidades vem provocando transformações nas reservas de recursos naturais.
A ampliação, nas últimas décadas, da mancha urbana tem sido responsável pelo aumento das atividades antrópicas sobre os recursos naturais, sendo isso percebido ao longo da evolução da urbanização brasileira. Nota-se que significativas mudanças dos processos de produção, estimulados pelos surtos da industrialização, influenciam na produção de novos hábitos de consumos, o que resulta no acréscimo da produção de lixo.
Na atualidade, a produção de lixo torna-se um dos grandes problemas a ser enfrentado, já que acúmulo de bens de consumo induz o crescimento da taxa de lixo que se constitui de objetos e materiais considerados desnecessários por aqueles que os desfazem.
Dentre as alternativas existentes para o tratamento dos resíduos sólidos destaca-se a compostagem. Porém, a problemática do lixo vai além da necessidade de encontrar um depósito adequado para esses resíduos.
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+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ Faz-se necessário buscarem alternativas através de Políticas Públicas que levem a formulação de legislação e que discutem a gênese do problema, além de apontar soluções para a diminuição dos impactos ambientais.
Assim, procuraremos mostrar no presente estudo a problemática do acúmulo de lixo para os moradores dos bairros que compõem a Área de Proteção Ambiental do Engenho Pequeno - Unidade de Conservação de Uso Sustentável, criada em 19 de julho de 1991 pelo decreto municipal de n.º 054/91. Essa unidade é uma área remanescente da Mata Atlântica que fica localizada no município de São Gonçalo no Estado do Rio de Janeiro.
As orientações Teóricas e Metodológicas para concepção deste trabalho foram utilizadas alguns procedimentos, dentre eles:
Análise de depoimentos de moradores que permiti perceber que o deposito de entulho em locais inadequados está relacionada à ausência de ações mais efetivas por parte da Prefeitura no que se refere à coleta de lixo, que é realizada tanto no bairro quanto nas demais áreas que formam a Área de Proteção Ambiental do Engenho Pequeno. Somados aos levantamentos de dados cedidos pelo Departamento de Ciências Biológicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro / FFP sobre estudos da flora, fauna, rios e limites da Área de Proteção Ambiental de Engenho Pequeno.
Palavras chaves: Urbanização, Lixo, Políticas Públicas, Problemas sócio ambientais.
URBANIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO: DIFERENTES FORMAS E RITMOS
Para entender a ação do poder público decorrente a atuação de Políticas Públicas na construção e transformação espacial de São Gonçalo. A análise parte da síntese dessa conjuntura para compreender o processo de urbanização do município. Para tanto, apresentaremos de forma concisa o processo de formação e ocupação gonçalense bem como seu desenvolvimento econômico e sua organização espacial.
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ Porto do Gradim e Porto velho. No final deste século, São Gonçalo ainda fazia parte do
município de Niterói. Em 17 de Dezembro de 1892, São Gonçalo se desvinculou desse município,
porém a emancipação sópassou a vigorar em 23 de Fevereiro de 1893. Só após 32 anos de emancipação, o município de São Gonçalo foi elevado à categoria de cidade. Contudo, voltou à categoria de Vila através de uma intervenção Federal, sendo finalmente normalizada em Dezembro de 1929, em que retornou a qualidade de cidade. O processo de urbanização e industrialização do Rio de Janeiro se inicia antes da década de 30 e se estende para áreas circunvizinhas, ou seja, expande-se para a orla
oriental da Guanabara, nesse caso Niterói, e segue em direção a São Gonçalo. (GEIGER, 1956).
O acréscimo de investimentos no setor industrial em São Gonçalo era decorrente do redirecionamento de capital, que antes era direcionado ao setor agrícola. Este entra em crise por causa da Segunda Guerra Mundial, o que resultou na queda das taxas de exportações dos produtos agrícolas. Essa redução dos preços ocasionou a crise desse setor, proporcionando com isso a desvalorização da terra, bem como o aparecimento e a ampliação da oferta dos loteamentos urbanos, tendo como conseqüência a evolução do surto industrial.
Além da desvalorização do solo, outros fatores foram apresentados por Geiger e denominados como condições geográficas da industrialização. Dentre esses fatores, o autor enfatiza o crescente desenvolvimento de um mercado consumidor, constituído, principalmente, por moradores da cidade do Rio de Janeiro, que foi responsável por absorver grande parte dos produtos vindos das indústrias gonçalense como, por exemplo, os cimentos de Guaxindiba e as telhas e tijolos de Porto Rosa.
As primeiras intervenções urbanísticas em São Gonçalo foram registradas na década de 30, quando ocorreram à preparação do calçamento das primeiras vias gonçalense, todavia, a intervenção e a tentativa de controle sobre o espaço não podem ser consideradas como um plano inicial de urbanização, visto que houve pouca preocupação em ralação à interferência estética das residências.
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ nesta região não tinha intenção, a principio, de estratificação social, pois não se percebe estabelecida uma estrutura núcleo/periferia em tal espaço. Antes atendia a interesses do maior bairro demográfico da cidade.
Machado (2002), em seus estudos nos mostra que a organização do espaço urbano nas décadas de 20 e 30 no município de São Gonçalo foi impulsionada pela chegada das indústrias de grande porte. O autor relata que as medidas de cunho urbanístico se deram em direção à capital do Estado e cita, por exemplo, as modificações ocorridas em Neves e Sete Pontes. O bairro de Neves se solidifica como sede das principais indústrias recém-chegadas em São Gonçalo e passa a receber beneficio tanto do setor público quanto do setor privado.
Ao analisar os estudos Machado (2002), verifica-se que na primeira metade do século XX, as ações realizadas pela Prefeitura gonçalense foram resultados das inúmeras cobranças feitas pela imprensa local. Entre as listas de reivindicações estava às questões referentes ao transporte coletivo, à pavimentação das vias públicas, ao fornecimento de eletricidade e ao abastecimento de água.
Conclui-se, portanto, que a origem dos loteamentos no município de São Gonçalo foi fruto da passagem do meio rural para o meio urbano. Além disso, a intensificação desses loteamentos foi decorrente da busca de moradias por parte de imigrantes das áreas próximas ao Distrito Federal e à Capital do Estado, que somado a desvalorização das terras proporcionavam a expansão industrial no município.
A IMPORTÂNCIA QUE O PLANEJAMENTO URBANO DÁ AO LIXO PRODUZIDO PELA CIDADE
Eigenheer & Ferreira (2006), em artigo publicado na Revista Ciência Hoje, mostram que o lixo gerado pelas cidades é um dos grandes desafios a serem encarados tanto por parte da população quanto pelo poder público através do planejamento urbano. E que existir a necessidade de conscientização por parte da sociedade civil da complexidade do sistema de limpeza urbana e que a junção de forças é fundamental para a busca de soluções. A classificação de limpeza urbana, pelos autores, parte de dois princípios: o primeiro leva em conta a questão da eficiência da coleta do lixo
doméstico e o segundo princípio se refere à varrição metódica de logradouros públicos,
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ A ausência de uma visão mais crítica e de cobranças bem fundamentadas pela população facilita a manutenção de serviços inadequados e do desperdício de recursos, para não falar do crescimento da corrupção no setor. (EIGENHEER & FERREIRA, CIÊNCIA HOJE 2006, p.31).
Para os autores, o ponto de extrema relevância ao planejamento urbano do lixo nas cidades deveria ser a preocupação com o destino final, do lixo, por isso a construção de aterros sanitários é vital para o sistema de limpeza das cidades. Os mesmos explicam que quando está peça fundamental não existe, são utilizados os vazadouros, que são conhecidos popularmente como “lixões”. Neles os lixos são jogados de forma indiscriminada sem qualquer controle. E dentre os classificados como aterros sanitários e vazadouros também temos os aterros controlados. E existe diferença entre eles, nos lixões os resíduos são depositados a céu aberto enquanto nos aterros controlados os resíduos são depositados em camadas. Não ficam expostos porque são recobertos, apesar disso, ambos provocam graves impactos ao meio ambiente e a saúde pública. A construção de aterros sanitários é dispendiosa para os cofres públicos, pois sua construção resulta numa complexa obra de engenharia. Para a formação do aterro sanitário são necessários à compactação e o recobrimento diário dos resíduos. Como também o tratamento do chorume que é o resultado do contato da água da chuva com matérias presentes nesses resíduos e também dos gases, que são formados pela decomposição da matéria, metano, a necessidade de criação de uma área de isolamento e criação de planejamento para encerramento do aterro e a reutilização do local no futuro.
Outra questão que também se apresenta como limitado para a deficiência de planejamento neste setor está relacionado à falta de informação da opinião pública que em sua grande maioria desconhecer as formas de tratamento dos resíduos. Isso acaba aumento os tabus já existentes sobre as pessoas e as áreas relacionadas ao lixo. Como também acaba dificultando a construção de aterros sanitários dentro dos centros urbanos.
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ No caso do estado do Rio de Janeiro EIGENHEER & FERREIRA, seus estudos avaliam as Políticas Públicas adotadas no destino final do lixo urbano. Podemos percebe que o descaso com a questão do lixo urbano resulta no avanço da degradação ambiental, principalmente para os municípios que estão no entorno da Baía de Guanabara uma vez que já foram gastos, segundo os autores, mais de R$ 100 milhões em 15 anos com usinas de compostagem e reciclagem, porém o problema não foi solucionado. As dificuldades para designar um destino final para o lixo ainda persistem. A capacidade de gestão dos municípios no que se refere à melhoria da qualidade da prestação de serviços públicos na área de gerenciamento de resíduos sólidos tem sido o grande desafio a ser enfrentado tanto pela atual quanto pela futura geração. Hoje a busca por soluções a nível Federal encontra-se a cargo do Ministério das Cidades que atua através da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental.
A Secretária Nacional de Saneamento Ambiental – SNSA foi criada pelo Ministério das Cidades. Sua principal função é assegurar os direitos humanos fundamentais de acesso à água potável e à vida em ambiente salubre na cidade e no campo, mediante a universalização do abastecimento de água e dos serviços de esgotamento sanitário, coleta e tratamento dos resíduos sólidos, drenagem urbana e controle de vetores e reservatórios de doenças transmissíveis. Dentre as competências a cargo da SNSA:
• Formular e acompanhar a implantação e avaliação da Política Nacional de Saneamento Ambiental;
• Como também verificar se o Plano Nacional encontra-se em sintonia com as demais políticas públicas. Ambos deverão está voltado para o desenvolvimento urbano e regional e articulados com o Comitê Técnico de Saneamento Ambiental do Conselho Nacional das Cidades;
• Promover a compatibilidade da Política Nacional de Saneamento Ambiental com as demais políticas, em especial com as de saúde, meio ambiente, e de recursos hídricos;
• Promover a articulação com as instituições e órgãos que atuam ou se relacionam com o Saneamento Ambiental.
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ de Despoluição da Baía da Guanabara (PDBG) e o Projeto Estadual de Controle de Lixo Urbano (PRO–LIXO) eles visam implantar nos municípios sistemas de beneficiamento e destinação final dos resíduos urbanos. No caso do PDBG, o programa tem como objetivo o beneficiamento de lixo nos municípios de Niterói, São Gonçalo e Magé. Dentro do cronograma do projeto de despoluição da Baía de Guanabara, o mesmo, prever a recuperação de áreas degradadas na orla da Baía e o desenvolvimento de projetos voltados para Educação Ambiental.
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Figura 1:Gráfico deDisposição Irregular do Lixo em São Gonçalo
Fonte: Programa de Revitalização da Bacia da Baía de Guanabara -
www.protetoresdavida.org.br
(acessado- 12/05/07).
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ educação ambiental. Concluiu-se no Relatório que no Município de São Gonçalo existia cerca de 5. 478 ruas sem coleta de lixo.
De acordo com o Programa de Revitalização Ambiental da Bacia da Baía de Guanabara dos problemas sócio ambientais no município o lixo é o principal. Como mostra a figura 2.
Figura 2: Gráfico de Problemas Sócio Ambientais de São Gonçalo.
Fonte: Programa de Revitalização da Bacia da Baía de Guanabara - www.protetoresdavida.org.br
(acessado- 12/05/07).
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ sanitários. Eles estarão ligados aos processos de reaproveitamento de resíduos e geração de energia por meio da decomposição térmica.
A busca por soluções é necessária para reverte o quadro atual dos impactos resultantes do processo histórico de ausência de Políticas de Saneamento Ambiental como já foi relatado anteriormente dentro do município de São Gonçalo, essa deficiência é fruto da falta de empenho com o planejamento urbano na cidade. A prestação de serviços essenciais ao desenvolvimento do município desde emancipação se encontra inexpressiva frente às necessidades da maioria dos que vivem em São Gonçalo. As Políticas Públicas em São Gonçalo se apresentam inexistentes para grande maioria da população gonçalense, pois as elites locais se beneficiam desses recursos redirecionando para as áreas de maior visibilidade e de interesse político.
OS IMPACTOS AMBIENTAIS PROVOCADO PELO LIXO NA ÁREA DE PROTENÇÃO AMBIENTAL DO ENGENHO PEQUENO (APAEP)
A Área de Proteção Ambiental do Engenho Pequeno, já foi relatado anteriormente, ela faz parte de uma Unidade de Conservação de uso sustentável e, é formada por outros bairros além do Engenho Pequeno. Dentre os bairros que compõem a APAEP temos: Morro do Castro, Zumbi, Novo México, Tribóbo, Tenente Jardim e o sub-bairro Água Mineral.
A ocupação e expansão da mancha urbana têm provocado grande interferência ao meio ambiente em áreas de encostas de São Gonçalo. Os principais impactos resultantes da ocupação irregular dessas encostas têm levado a ampliação da instabilidade dos solos, esses sofrem com a ação da retirada da cobertura vegetal. As pessoas que se fixam de forma irregular em encostas são constituídas, em sua maioria, por indivíduos de baixa renda. Além disso, a intensificação desses loteamentos irregulares é decorrente da busca por moradias mais barata.
Outra coisa que é saliente nestes lugares é a carência de ações mais efetivas de Políticas Públicas. No que se refere à regularidade da coleta de resíduos sólidos. Em entrevista com os moradores do bairro do Engenho Pequeno esses se queixam da irregularidade dos serviços prestados pela SERFLU na coleta de lixo. Mesmo o bairro
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ amostra contradições entre as informações coletadas com a realidade observada em campo. Embora os moradores afirmem que existir irregularidade em relação à coleta de lixo os mesmo afirmam que os serviços prestados pela companhia de lixo são satisfatórios. Porém, nas ruas mais estreitas o caminhão de lixo não consegue passar isso a acaba levando alguns jogarem esses resíduos em lugar em impróprio junto às encostas.
Muitos moradores do Engenho Pequeno e de outros bairros não sabem que moram próximos ou dentro de uma APA e que algumas atividades são proibidas. Muitos conflitos não são fáceis de serem resolvidos, porque envolver diversas questões complexas e para que esses dêem resultados significativos necessitam de tempo e trabalho.
No caso da deposição de lixo se faz necessário à conscientização dos moradores dos bairros da APAEP, é fundamental a prática e ampliação de projetos voltados para educação ambiental. Para que as futuras gerações de gonçalense posam conhecer tanto a Área de Proteção Ambiental do Engenho Pequeno e o Parque Municipal de São Gonçalo se localiza dentro da APAEP.
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Figura 3: Foto de loteamento irregular no bairro Morro do Castro Fonte: Viviane Pereira Moreira. Pesquisa de Campo. Ano:2006; São Gonçalo.
RESULTADO
O resultado da pesquisa mostra que o processo de formação urbana gonçalense, não se constata estratificação social, caracterizada no processo de urbanização da cidade do Rio de Janeiro. Porque sua formação decorre de um planejamento em que a desagregação centro e periferia não se deram com a mesma intensidade.
O estudo realizado comprova que a falta de comprometimento da cidade com o planejamento urbano é resultado da lacuna deixada pela deficiência da ação do poder público decorrente das políticas adotadas na construção e transformação espacial de São Gonçalo. A pesquisa também engloba as modificações antrópicas que são responsáveis pela impermeabilização do solo e, pela remoção ou destruição da cobertura vegetal. Portanto, a APAEP, Área de Proteção Ambiental do Engenho Pequeno, apresenta uma série de problemas que ameaçam profundamente o equilíbrio do meio ambiente no local: poluição, assoreamento dos cursos d’água, desmatamento de espécies exóticas de plantas exóticas e a extinção de animais.
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BIBLIOGRAFIA
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GOLÇALVES, Pólita. A reciclagem integradora dos aspectos ambientais, sociais e econômicos. Rio de Janeiro: DP& A, 2003.
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PROGRAMA DE REVITALIZAÇÃO DA BAÍA DE GUANABARA. Disponível em:
http://www.protetoresdavida.org.br. Acesso em Maio de 2007.
RELATÓRIO TÉCNICO da 1ª Conferência do Plano Diretor São Gonçalo, 2006. Disponível em: