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Rev. LatinoAm. Enfermagem vol.5 número2

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Academic year: 2018

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EDITORIAL

Maria Tereza Leopardi

*

Estamos vivendo na enfermagem um tempo de profundas e extensas mudanças, seja nas questões relativas aos modos de prestar assistência, seja nos modos de definir a saúde e a doença. Não tem sido possível escrever a história desta mudança, por se tratar de uma história em construção.

Temos acumulado proposições, experiências e preconceitos. Ao mesmo tempo em que continuamos envolvidos pelas ciências naturais e mais dependentes ainda que no século XIX, em nenhum período da história da enfermagem nos sentimos menos adeptos de seus padrões como única forma de resolver os problemas concretos com os quais nos deparamos, ao ampliar o conceito de saúde para além do que concerne ao corpo. Como diz Hobsbawn**, “este é o paradoxo que tem de enfrentar o historiador do século”. Parafraseando este

autor, este mesmo paradoxo enfrentamos nós na enfermagem.

As transformações ocorrem vertiginosamente, numa escala não controlável, em todas as situações da vida humana, de modo que se tornam visíveis o condicionamento ao sistema tecnológico, a restruturação social e política, a revolução na teoria científica. Os comportamentos se alteraram substancialmente, a informação está disponível, mesmo que ideologizada, as profissões se ajustam à emergência de um possível novo paradigma. Embora não pudéssemos ficar de fora do carro que comandou o século XX - a ciência, lançando-nos à busca de horizontes científicos para descrever, explicar e prognosticar sobre a assistência prestada, a técnica normatizadora não é mais suficiente para responder a necessidades que se alargam, pela própria ampliação do conceito de saúde. As teorias surgem para construir uma unidade entre ciência e filosofia.

Mas nos questionamos mais ainda. Nos interrogamos sobre as conseqüências dessas transformações sobre a vida. Questionamos sobre a própria vida. Sobre o que, como e quanto queremos intervir sobre ela, na perspectiva da qualidade. Na pior das hipóteses, desejamos ultrapassar uma certa complacência profissional no confronto com uma realidade não desejada.

Para uma busca de respostas, temos abraçado inúmeras frentes de pesquisa e reflexão, como veremos neste número. Questões sobre o trabalho e sua relação com a saúde, incluindo a discussão sobre as condições específicas de gênero, enfocando o trabalho feminino. Nos preocupamos com a relação entre instituições, -universidade e sistema de saúde - uma como criadora de processos, métodos e novos conhecimentos, outra como utilizadora dessas criações. Enfatizamos nosso interesse em criar espaços para uma direção mais objetiva e eficiente do trabalho na saúde, particularmente na enfermagem. Para confirmar este direcionamento, temos neste número artigos sobre diagnóstico de enfermagem, estilos de liderança e classificação de práticas na saúde coletiva, além dos fatores ligados aos estilos de vida, os quais alteram os perfis epidemiológicos das doenças, quiçá indicando novas direções.

Nos aventuramos para aspectos da existência humana, perguntando se o técnico e a técnica podem ultrapassar os limites de sua responsabilidade, fazendo “coisas” não desejadas pelos nossos clientes e buscamos referenciais educativos e sociológicos para instrumentalizar inúmeras tarefas de nosso cotidiano.

A leitura deste volume da revista nos permitirá uma pequena viagem pelas variâncias de nossos interesses que, no meu entendimento, transitam em canais que se ligam aos novos cadinhos onde está em ebulição um redimensionamento do próprio lugar da ciência contemporânea.

Espero que seja uma leitura na perspectiva de encontrar um sentido para a produção científica da enfermagem latino-americana.

* Docente da Universidade Federal de Santa Catarina e Coordenadora do Núcleo de Pesquisa “Práxis: estudos sobre saúde, trabalho e cidadania”

** HOBSBAWN, E. A era dos extremos. São Paulo: Cia das Letras, 1994

Referências

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