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GINÁSTICA NA ESCOLA: ANÁLISE DA EVOLUÇÃO DA EXECUÇÃO DO ROLAMENTO PARA FRENTE EM ESCOLARES DO ENSINO INFANTIL

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CARLA THAIS DE SOUSA

GINÁSTICA NA ESCOLA: ANÁLISE DA EVOLUÇÃO DA EXECUÇÃO DO ROLAMENTO PARA FRENTE EM ESCOLARES DO ENSINO INFANTIL

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CARLA THAIS DE SOUSA

GINÁSTICA NA ESCOLA: ANÁLISE DA EVOLUÇÃO DA EXECUÇÃO DO ROLAMENTO PARA FRENTE EM ESCOLARES DO ENSINO INFANTIL

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Educação Física do Instituto de Educação Física e Esportes da Universidade Federal do Ceará, como requisito parcial à obtenção do Título de Licenciado em Educação Física.

Orientadora: Profa. Dra. Marcela de Castro Ferracioli

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S696g Sousa, Carla Thaís de.

Ginástica na escola : análise da evolução da execução do rolamento para frente em escolares do ensino infantil / Carla Thaís de Sousa. – 2017.

45 f. : il.

Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) – Universidade Federal do Ceará, Instituto de Educação Física e Esportes, Curso de Educação Física, Fortaleza, 2017.

Orientação: Profa. Dra. Marcela de Castro Ferracioli.

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AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus por toda sabedoria, saúde e força.

Aos meus familiares que, em meio a tantas dificuldades, me incentivam de todas as maneiras a prosseguir na carreira acadêmica.

Aos meus amigos Patrick Magalhães, Adrielle Souza, Yara Freitas, Letícia Rodrigues e Eveline Gomes, que estiveram sempre ao meu lado, fazendo de cada obstáculo não o fim, mas um motivo para um salto adiante.

A todos os professores e funcionários do Instituto de Educação Física e Esportes.

A banca, professoras Aline e Luciana, por aceitarem o convite e por todas as contribuições ao trabalho, meu eterno carinho e admiração.

A professora Lorena Nabanete dos Reis, orientadora da primeira etapa de elaboração deste estudo, por todo direcionamento, atenção e afeto. Este trabalho também é fruto seu!

A professora Marcela, orientadora, pela confiança, apoio, sabedoria, sensibilidade e inspiração.

A família Gymnarteiros e todos amantes da Ginástica que, assim como eu, acreditam no potencial desta modalidade.

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RESUMO

Este estudo buscou investigar a eficácia de um programa de aulas de ginastica, com o intuito de evoluir, quanto à técnica, a execução do rolamento para frente (RPF). Os participantes da pesquisa foram dezoito alunos de uma Escola de Ensino Infantil da Rede Pública da cidade de Fortaleza, doze meninas e seis meninos, de uma turma do Infantil V, com idades entre quatro e seis anos. A pesquisa foi dividida em três etapas: Pré-teste, intervenção e pós-teste. No pré e pós-teste houve a aplicação do Instrumento de Avaliação do RPF, ferramenta avaliativa elaborada e experimentada também por este estudo. Na etapa de intervenção, aconteceram três momentos de intervenção, estando os alunos divididos em três turmas, em número igual de participantes. Cada uma das três aulas da fase de intervenção possuía um objetivo específico, sendo estes: Grupar e estender o corpo; Ação dos membros superiores e Ação dos membros inferiores. Cada momento de intervenção foi dividido em três momentos: alongamento; atividades lúdicas e prática da habilidade. Existiram diferenças significativas entre os resultados dos alunos no pré e pós-teste representando de forma geral, uma influência positiva dos momentos de intervenção. Nesta etapa da Educação Básica, o professor de Educação Física não tem sua presença obrigatória nas aulas do Ensino Infantil, no entanto, ressaltamos sua fundamental importância para o desenvolvimento motor/cognitivo/social das crianças, garantindo ao aluno o direito a uma educação de qualidade, orientando à compreensão das vivências propostas nas situações de ensino-aprendizado.

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ... 10

2. OBJETIVOS ... 11

2.1 Objetivo geral ... 11

2.2 Objetivos específicos ... 11

3. REFERENCIAL TEÓRICO ... 12

3.1 O Desenvolvimento Motor na Infância ... 12

3.1.1 A Aprendizagem e as Classificações das Habilidades Motoras ... 14

3.2 A Educação Física na Educação Infantil... 16

3.2.1 Mas é necessário um professor de Educação Física na Educação Infantil? ... 18

3.3 A Ginástica na Escola ... 20

3.3.1 O rolamento para frente: Características gerais da habilidade ... 21

4. MÉTODO ... 25

4.1 Caracterização da pesquisa ... 25

4.2 Universo e sujeitos da pesquisa ... 25

4.3 Materiais ... 25

4.4 Procedimentos ... 27

4.5 Análise dos dados ... 28

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO ... 29

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 32

REFERÊNCIAS ... 33

ANEXO I – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO ... 35

ANEXO II – DOCUMENTO AUXILIAR PARA A ANÁLISE DA EXECUÇÃO DO ROLAMENTO PARA FRENTE ... 37

ANEXO III – CARTA DE APRESENTAÇÃO DO PESQUISADOR À INSTITUIÇÃO ESCOLAR ... 40

ANEXO IV – TERMO DE CONSENTIMENTO DO MENOR ... 42

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LISTA DE FIGURAS

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LISTA DE QUADROS

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1. INTRODUÇÃO

É por meio do movimento, desde o nosso nascimento, que interagimos com o mundo em que vivemos, nos relacionamos socialmente e conhecemos nossos limites e capacidades. Por isso é tão importante compreendermos como adquirimos o controle e a coordenação dos movimentos utilizados, desde tarefas básicas até as mais complexas, em nosso dia-a-dia. O acompanhamento das habilidades motoras de crianças em idade escolar constitui atitude preventiva para profissionais envolvidos com a aprendizagem. Dentro desta concepção, a avaliação motora deve ser rotina nas escolas, possibilitando um melhor diagnóstico da criança, com um conhecimento mais aprofundado de suas possibilidades e limitações reais. (ROSA NETO et al., 2010).

Desta forma, reforça-se a importância da presença dos professores de Educação Física na Educação Infantil, visto que são os profissionais mais capacitados para lidar com a Cultura Corporal do Movimento e suas múltiplas interpretações.

As crianças, dos três aos seis anos, apresentam grandes avanços nas habilidades motoras. Tais habilidades, principalmente as habilidades motoras “grossas, desenvolvidas durante a segunda infância são a base para os esportes, a dança, dentre outras atividades e podem perdurar por toda a vida. É notória a presença de algumas habilidades gímnicas nas brincadeiras infantis (NISTA-PICOLLO, 1995).

Assim, este estudo teve como princípio potencializar a cultura gímnica nas aulas de Educação Física Infantil e apresentar/aprimorar uma habilidade básica das ginásticas: o rolamento para frente (RPF), mais conhecido como “cambalhota”. O RPF é um dos exercícios mais básicos da ginástica de solo e consiste em um deslocamento para frente no plano sagital, ao redor do eixo latero-lateral, onde o quadril e os joelhos estão flexionados (ARAUJO, 2012).

Não podemos desconsiderar as vivências presentes nos alunos. Muitos fazem as

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2. OBJETIVOS 2.1 Objetivo geral

Analisar a evolução da execução do rolamento para frente em escolares do Ensino Infantil da Rede Municipal de Ensino em Fortaleza-CE.

2.2 Objetivos específicos

 Discutir sobre a importância das aulas de ginástica, no contexto escolar, para o desenvolvimento físico/motor/social na Infância;

 Definir critérios para avaliar a execução do rolamento para frente na faixa etária de quatro a seis anos de idade;

 Elaborar e aplicar aulas de ginástica que contribuam para a evolução da execução do rolamento para frente.

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3. REFERENCIAL TEÓRICO

3.1 O Desenvolvimento Motor na Infância

Movimento é vida. Tudo o que fazemos no trabalho e no lazer envolve movimento. A nossa própria existência depende das batidas de nosso coração, da inalação e exalação de nossos pulmões e de um conjunto de outros processos de movimentos voluntários, semiautomáticos e automáticos (GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY, 2013, p. 21).

É imprescindível compreendermos como adquirimos o controle motor e a coordenação dos movimentos utilizados, desde tarefas básicas até as mais complexas em nosso dia-a-dia, isso porque, quando trazemos tal à educação, estamos falando de orientações fundamentais para a eficácia do processo de ensino-aprendizagem.

O conhecimento dos processos que permeiam o desenvolvimento motor fornece uma base sólida de intervenção multidisciplinar “perpassa os campos da fisiologia do exercício, biomecânica, aprendizado e controle motor, assim como os campos da psicologia do desenvolvimento e da psicologia social (THOMAS E THOMAS, 1989 apud GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY, 2013)”. O estudo do desenvolvimento motor não pode focar apenas o sujeito habilidoso, em ambientes laboratoriais controlados. Ele tem de analisar e documentar também o que indivíduos de todas as idades são capazes de fazer em condições típicas, atípicas, sendo ou não intensificadas (GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY, 2013). Esses autores acreditam que vários fatores que envolvem capacidades de movimento e performance

física (ato de colocar em prática uma habilidade, uma tarefa ou ação de movimento) interagem de modo complexo com os âmbitos cognitivo (comportamento intelectual) e afetivo (comportamento sócio emocional).

A idade cronológica ou a idade do indivíduo em meses e/ou anos é de uso universal e representa uma constante. Embora o desenvolvimento esteja relacionado com a idade, como dito antes, não depende dela. Em outras palavras, a idade cronológica é apenas um indicador geral da fase em que se está na organização do desenvolvimento de aprendizagem de habilidades motoras (GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY, 2013; SCHMIDT; LEE, 2016). Já a idade biológica corresponde ao estágio em que determinado indicador biológico se encontra em seu processo maturacional (GUEDES, 2011).

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biológica são de fundamental importância para análises de situações morfológicas e funcionais dos indivíduos (GUEDES, 2011).

Para Santos, Dantas e Oliveira (2004) o desenvolvimento motor na infância caracteriza-se pela aquisição e aperfeiçoamento de um amplo repertório de habilidades motoras, que possibilita à criança um amplo domínio e percepção do seu corpo em diferentes posturas, locomover-se pelo meio ambiente de variadas formas e manipular objetos e instrumentos diversos. Tais habilidades básicas são fundamentais para a execução de rotinas diárias em casa, na escola, como também servem para fins lúdicos, em ambientes de lazer, por exemplo, tão característicos e tão presentes na infância. Comumente a cultura requer das crianças, já nos primeiros anos de vida e, particularmente, no início de seu processo de escolarização, o domínio de várias habilidades (SANTOS; DANTAS; OLIVEIRA, 2004).

Gallahue, Ozmun e Goodway (2013) consideram, em seus estudos, a fase infantil como período compreendido entre dois e dez anos de idade, separando em dois períodos: o início (dos dois aos seis anos) e o final (dos seis aos dez anos). Na fase inicial da infância, o brincar por ocupar a maior parte das suas horas, é o modo primário pelo qual aprendem sobre seus corpos e potencialidades de movimento, e com isso desenvolvem uma série de capacidades de locomoção, manipulação e estabilidade fundamentais. Durante este período, as crianças também desenvolvem funções cognitivas que, no final, resultam no processo lógico e na formulação de conceitos. O desenvolvimento afetivo envolve duas tarefas sócio emocionais fundamentais: desenvolvem um senso de autonomia e desenvolvem o um senso de iniciativa (PAPALIA; OLDS; FELDMAN, 2009; GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY, 2013).

Já na fase final da infância, que compreende do sexto ao décimo ano, o período é caracterizado por aumentos lentos, mas constantes, de altura e de peso e pelo progresso em direção a uma maior organização dos sistemas sensorial e motor. As capacidades perceptivo-motoras ficam cada vez mais refinadas e, com a utilização constante destas capacidades, o desenvolvimento máximo de padrões produzem a maturação de tais habilidades. Quando não há oportunidades de prática, instrução e estímulo durante esse período, muitos indivíduos são privados da aquisição das informações necessárias à execução de diversos movimentos (PAPALIA; OLDS; FELDMAN, 2009; GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY, 2013).

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motor, garantindo vivências de aprendizagem de habilidades específicas nos jogos, esportes, ginásticas, danças e outras manifestações culturais do movimento (ROSA NETO et al., 2010).

3.1.1 A Aprendizagem e as Classificações das Habilidades Motoras

O Comportamento Motor é um termo utilizado para determinar o controle e a coordenação dos movimentos em relação às mudanças decorrentes dos processos de desenvolvimento e aprendizagem dos movimentos. Cada um desses processos, por sua vez, é afetado por uma ampla variedade de demandas relacionadas à biologia do indivíduo, ao ambiente e/ou contexto em que a tarefa será realizada e às próprias características e especificidades da tarefa executada (GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY, 2013).

Há uma série de esquemas para classificar as habilidades de movimentos, que auxiliam a organização dos achados de pesquisas e tornam a aplicação de intervenções um pouco mais simples (SCHMIDT; LEE, 2016). As classificações aproximam as habilidades das práticas sistematizadas para sua aprendizagem, ou seja, conhecendo as principais características dos movimentos podemos focar em aspectos prioritários nos processos de aquisição e/ou desenvolvimento do movimento.

Nos esquemas unidimensionais, ou seja, que tratam de apenas um aspecto da habilidade de movimento ao longo de um âmbito amplo, existem quatro modos de classificação das habilidades de movimento: muscular, temporal, ambiental e funcional, organizados no Quadro a seguir:

Aspectos Musculares de

Movimento

(tamanho/extensão do

movimento)

Aspectos temporais de

Movimento (série de tempo

no qual o movimento

ocorre)

Aspectos de Movimento

relacionados ao meio

ambiente (contexto no

qual o movimento

ocorre)

Aspectos funcionais de

Movimento (objetivo do

movimento)

Habilidades de Coordenação Motora Ampla (Grossa): Envolve o movimento de grandes músculos do corpo. Ex.: Correr, agarrar.

Habilidades de Coordenação Motora

Habilidades Motoras

Discretas: São breves e possuem começo e um fim definidos. Ex.: Saltar, arremessar.

Habilidades Motoras

Seriadas: Envolvem a performance de um único movimento discreto

Habilidades Motoras

Abertas: São aquelas realizadas em um ambiente onde as condições estão em constantes mudanças, e tais condições exigem do indivíduo ajustes ou modificações no padrão do movimento. Ex.: Uma

Tarefas de Estabilidade: Objetivam alcançar e/ou manter uma orientação corporal estável.

Ex.: Equilibrar-se sobre um só pé.

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Fina: Envolve movimentos limitados das partes do corpo na performance de movimentos mais precisos. Ex.: Escrever, pintar.

repetidas vezes, ligadas para compor uma ação de habilidade nova, mais complexa. Ex.: Pular corda ritmicamente.

Habilidades Motoras

Contínuas: Não possuem um início ou fim especial, porém são repetidos durante um tempo específico. Ex.: Correr, nadar.

partida de basquete.

Habilidades Motoras

Fechadas: São

habilidades motoras desempenhadas em um ambiente estável e previsível, em que o executante determina quando começar a ação. Ex.: Arremessar em golfe.

corpo de um ponto a outro. Ex.: Engatinhar, correr.

Habilidades

Manipulativas: São aquelas que envolvem transmitir ou receber força de um objeto. Ex.: Escrever, tricotar.

Quadro 1. Classificação das habilidades motoras nos modelos unidimensionais proposta por Gallahue, Ozmun e Goodway (2013) e Schmidt e Lee (2016) de forma adaptada e resumida.

Além destas quatro classificações citadas anteriormente (muscular, temporal, ambiental e funcional) existe também uma classificação de acordo com o nível de desenvolvimento, sendo as fases: reflexiva, rudimentar, fundamental ou especializada de desenvolvimento motor. Os movimentos na fase reflexiva de desenvolvimento são involuntários por natureza e caracterizados pelo reflexo primitivo e de postura presentes no início da infância. Os rudimentares são caracterizados pelas habilidades básicas de movimento da infância e da fase de engatinhar. A fase fundamental é característica das crianças na pré-escola ou nos primeiros anos do ensino fundamental. Finalmente, a fase de habilidade de movimento especializada é simbolizada pela aprendizagem de habilidade de movimento mais complexa de crianças em uma idade mais avançada, adolescentes e adultos (GALLAHUE, 2002).

Percebemos, na classificação de Gallahue (2002), que três das quatro fases de desenvolvimento das habilidades permeiam o período da infância. Isso reforça a importância de se oferecer o máximo de estímulos motores para as crianças, oportunidade esta, proposta pela Educação Física na Educação Infantil.

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estágio do comportamento motor no processo de execução das habilidades, podem ser Inexperiente, Intermediário e Avançado. No estágio Inexperiente (novato) o aluno busca descobrir qual é a tarefa e o que deve fazer para realiza-la; parece descoordenado, com movimentos desnecessários e sem fluência; não se detêm a detalhes da tarefa importantes e tem dificuldade em identificar os estímulos internos ou externos que são relevantes para a ação. No estágio Intermediário, após diversas tentativas, o executante vai eliminando os movimentos desnecessários e com isso descobre como economizar energia, tempo e ganha mais confiança quanto à eficiência na execução da habilidade; a sequência de movimentos ganha progressivamente fluência e harmonia e o padrão motor tende a se estabilizar. Já no estágio Avançado (expert) o executante tem certeza de como alcançar a meta da ação, com um mínimo gasto de energia e/ou tempo; graça, beleza e eficiência estão presentes nesse estagio e o padrão motor é relativamente estável (FITTS, 1954, SCHMIDT, 1992 apud SOUZA, 2009).

Ao reconhecer as características da habilidade que será ensinada, consciente do nível de execução desta atividade pelo aprendiz, o professor utiliza todas as dimensões para estruturar situações de ensino-aprendizagem eficazes, determinando como ensinar e/ou desenvolver determinada habilidade ou até mesmo combinações entre habilidades.

3.2 A Educação Física na Educação Infantil

Quando nos deparamos com situações nas quais refletimos sobre o nosso período escolar, frequentemente, vem à memória muitos momentos da educação infantil. Mas o que é Educação Infantil?

Para as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (BRASIL, 2010), a Educação Infantil é compreendida como a

primeira etapa da educação básica, oferecida em creches e pré-escolas, às quais se caracterizam como espaços institucionais não domésticos que constituem estabelecimentos educacionais públicos ou privados que educam e cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade no período diurno, em jornada integral ou parcial, regulados e supervisionados por órgão competente do sistema de ensino e submetidos a controle social (BRASIL, 2010, p. 12).

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ela pertencia, na qual, conjuntamente com adultos e outras crianças, ela aprendia os costumes e tradições do grupo, além dos conhecimentos necessários para a sua sobrevivência e exigências da vida adulta.

Por um longo período na história da humanidade, conforme Bujes (2001), não houve nenhuma instituição responsável pela então Educação, dividindo e/ou complementando esta responsabilidade pela criança com seus pais e com a comunidade da qual estes faziam parte. O surgimento de tais instituições esteve relacionado ao nascimento da escola e do pensamento pedagógico moderno, que pode ser localizado entre os séculos XVI e XVII, e manifestou-se a partir de mudanças econômicas, políticas e sociais que ocorreram na sociedade. Desde o aparecimento da primeira instituição de Educação Infantil até os dias atuais, em muitos aspectos, ela foi “reconceitualizada” (FULY; VEIGA, 2012).

Ao pensarmos o Brasil no Período Colonial (compreendido entre os séculos XVI e XIX), percebemos diferentes olhares entre a criança indígena, branca e a negra. Os padres jesuítas, que aqui se instalaram, acreditavam que as crianças indígenas seriam mais fáceis de doutrinar segundo seus princípios e por meio delas os adultos também se renderiam às suas tradições e ensinamentos. Para a criança da elite, filhas dos senhores, era dada a oportunidade do estudo, eram ensinadas as primeiras letras. Já às negras, sua realidade era o trabalho e, muitas vezes, o entretenimento das famílias brancas (FULY; VEIGA, 2012).

No Brasil, o discurso sobre o cuidado à criança começa a surgir por volta do século XIX. As primeiras construções da identidade das creches e pré-escolas e as políticas de atendimento educacionais, neste período, permaneciam intimamente relacionadas às referidas visões históricas e estavam marcadas, até este momento, por diferenciações entre as classes sociais: enquanto para as mais pobres a educação foi caracterizada pela vinculação aos órgãos de assistência social, para as crianças das classes mais favorecidas, outro modelo se desenvolveu no diálogo com práticas escolares, o que refletia uma fragmentação nas concepções sobre educação das crianças em espaços coletivos. Enquanto o cuidar era visto como atividade meramente ligada ao corpo e destinada às crianças mais pobres, o educar era tido como experiência intelectual reservada apenas aos filhos dos grupos socialmente privilegiados (BRASIL, 2013). Desse modo percebemos que a criança, neste determinado período histórico, ainda é pouco valorizada e compreendida como sujeito social igualitário pela sociedade.

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atendimento em creches e pré-escolas como um direito social das crianças com o reconhecimento da Educação Infantil como dever do Estado com a Educação. A partir

desse novo ordenamento legal, creches e pré-escolas passaram a construir nova identidade na busca de superação de posições antagônicas e fragmentadas, sejam elas assistencialistas ou pautadas em uma perspectiva preparatória a etapas posteriores de escolarização (BRASIL, 2013, p. 81).

A Lei nº 9.394/96 – LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) introduziu uma série de inovações em relação à Educação Básica, dentre elas, a integração das creches nos sistemas de ensino, compondo a primeira etapa da Educação Básica (BRASIL, 2013).

3.2.1 Mas é necessário um professor de Educação Física na Educação Infantil?

Os objetivos e as propostas educacionais da Educação Física sofreram várias modificações ao longo dos anos, e, se compararmos as aulas atuais com as de, aproximadamente, vinte anos atrás, haverá uma grande probabilidade de percebermos mudanças, desde o papel do professor no processo de aprendizagem até a metodologia e conteúdos ministrados em aulas atualmente. Planejamentos, diversificação de conteúdos, conhecimentos conceituais e atitudinais, são algumas das mudanças mais citadas, e, dentre as mais destacadas deste período, por professores que lecionam a um longo tempo no espaço escolar.

Nos estudos de Darido e Rangel (2011), as autoras sucintamente comentam sobre algumas tendências metodológicas que foram prioritariamente desenvolvidas por muitos anos no contexto escolar no século XX, tais como o higienismo/militarismo, e os modelos esportivista e recreacionista. Para cada uma destas tendências, existia uma finalidade específica para as aulas de Educação Física, respectivamente: hábitos de higiene e saúde, com ênfase no desenvolvimento físico e moral; base ideológica de modo participativo na promoção da saúde através do êxito nas competições de alto nível; e por último, o extremo contra-esporte, onde não existem fins definidos e a prática é, apenas, pela prática, sem sistematização de saberes e objetivos.

A partir das décadas de 70 e 80, ocorreram diversas transformações, tanto nas pesquisas acadêmicas, quanto na prática pedagógica dos professores. Com isso, surgiram diversas abordagens pedagógicas inspiradas nos movimentos de ressignificação do país, da Educação e da Educação Física (DARIDO; RANGEL, 2011).

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busca desenvolver uma reflexão pedagógica sobre o acervo de formas de representação do mundo que o homem tem produzido no decorrer da história, exteriorizadas pela expressão corporal: jogos, danças, lutas, exercícios ginásticos, esporte, malabarismo, contorcionismo, mímica e outros, que podem ser identificados como formas de representação simbólica de realidades vividas pelo homem, historicamente criadas e culturalmente desenvolvidas (SOARES et al., 1992, p. 38). O conhecimento da Cultura Corporal, em suma, é um conjunto de atividades que são denominadas atividades físicas e expressivas, conhecimento sobre o corpo, esporte, ginástica, jogo e luta, não sendo qualquer atividade corporal, mas sim, aquela que se enquadra nesses conhecimentos, capaz de ser pedagogicamente justificada. Assim, a Educação Física, enquanto componente curricular é uma área de conhecimento da Cultura Corporal de Movimento que procura garantir aos alunos o acesso a esse bem cultural (RANGEL, 2010).

Mas, partindo do pressuposto de que a LDB, no artigo 32, capítulo 3, parágrafo único,

que diz: “Na educação infantil, o ensino da arte e a educação física são componentes curriculares obrigatórios, ajustando-se as faixas etárias e as condições das crianças”,

subtende-se que como componente curricular, não se torna obrigatória a presença destas disciplinas no contexto escolar, apesar da citação na lei, em todas as faixas etárias (ROSA, 2001).

Além disto, tal lei não deixa clara a necessidade da presença de profissionais especializados para a aplicação destes conteúdos em todas as faixas etárias, no caso, professores licenciados. Como exemplo disto, a cidade de Fortaleza garante aos professores

“polivalentes” todas as aulas do Ensino Infantil, a fim de que “Promovam (aos alunos) o

conhecimento de si e do mundo por meio da ampliação de experiências sensoriais, expressivas, corporais que possibilitem movimentação ampla, expressão da individualidade (enquanto ser particular) e respeito pelos ritmos e desejos da criança (BRASIL, 2010)”.

Os principais argumentos a favor da presença dos professores de Educação Física na Educação Infantil vão no sentido da constatação da precária formação profissional dos profissionais que atuam na educação das crianças pequenas cujo

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Sabendo que todo aluno tem o direito ao acesso e permanência a uma educação de qualidade, que considere a cultura do corpo/movimento como instrumento de busca de consolidação da cidadania, a presença de um profissional especializado é de fundamental importância para a compreensão das vivências práticas de jogos, esportes, ginásticas, danças, lutas, dentre outras manifestações corporais, presentes no contexto escolar, apoiando a ideia de que todo o aluno é um ser humano ativo em desenvolvimento, inclusive, nos seus processos de ensino-aprendizado constantes (ROSA, 2001).

A partir daí, podemos deduzir que a moderna organização educacional dos espaços apropriados às crianças é bastante recente; as novas tendências metodológicas na Educação Física para o espaço escolar, principalmente, no contexto Infantil, estão em constantes descobertas; em ambos os casos, inúmeros fatores nos instigam à pesquisa, buscando o desenvolvimento das praticas didáticas e discussões político-pedagógicas até então adotadas.

3.3 A Ginástica na Escola

As habilidades corporais que surgem na segunda infância são originárias das conquistas no comportamento motor que aconteceram do período neonatal até a primeira infância. O desenvolvimento das áreas sensorial e motora do córtex cerebral “proporciona melhor coordenação entre o que a criança quer fazer e o que ela de fato consegue fazer. Seus ossos e músculos estão mais fortes, e sua capacidade pulmonar é maior, o que a possibilita correr, pular e subir mais longe, mais rápido e melhor (PAPALIA; OLDS; FELDMAN, 2009, p. 257)”.

Para organizar e aplicar um programa de habilidades em ginástica é preciso conhecer pesquisas sobre o ensino e o estudo da interação do conhecimento de conteúdos da ginástica combinado com o conhecimento pedagógico do ensino.

A ginástica se parece com muitas outras atividades da infância. No entanto, ela ensina a desenvolver habilidades de locomoção e de equilíbrio, bem como consciência espacial e corporal. Ela também utiliza vários estímulos (equipamento, trabalho em grupo e música) para promover o desenvolvimento do corpo e da mente ao trabalhar tarefas específicas (WERNER; WILLIAMS; HALL, 2015).

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Na área cognitiva, que requer a capacidade de entender e de pensar, as crianças conseguem adquirir conhecimento sobre as partes do corpo e descobrem como movê-las no espaço, aplicando, analisando, sintetizando e avaliando o movimento; Os conhecimentos sobre nível, direção, tempo, força e fluência estão presentes no espaço de aprendizagem; Com o passar do tempo, as crianças também aprendem vários princípios biomecânicos como rotação, centro de gravidade, base de equilíbrio, contrabalanço e aplicação e força (NISTA-PICOLLO, 1995; WERNER; WILLIAMS; HALL, 2015).

Já na área afetiva os resultados de desempenho abordam comportamentos e valores; Os alunos têm a oportunidade de aprender e utilizar comportamentos recomendáveis na atividade física, como a compreensão de práticas seguras apropriadas a seu nível de habilidade; Podem aprender a ter satisfação em atividades individuais ou com outras pessoas e associar sentimentos positivos a esta participação (WERNER; WILLIAMS; HALL, 2015).

À medida que o corpo da criança muda, ela integra as novas e as velhas habilidades adquiridas, adquirindo capacidades ainda mais complexas. No cenário educacional a prática de ginástica, infelizmente, não é tão presente nas instituições escolares. Embora suas contribuições sejam ricas e (como descritas anteriormente) perpassem os domínios físicos, cognitivos e afetivos, por diversas razões ela não tem sido parte significativa do currículo de Educação Física.

Soares et. al (1992) acreditam que a ginástica é uma forma particular de exercitação onde, com ou sem uso de aparelhos, abre-se a possibilidade de atividades que provocam valiosas experiências corporais e sua prática é necessária na medida em que a tradição histórica do mundo ginástico é uma oferta de ações com significado cultural para os praticantes, que permite aos alunos darem sentido próprio às suas exercitações ginásticas.

É notória a presença de algumas habilidades gímnicas nas brincadeiras infantis. Sabendo disto, este estudo tem como princípio potencializar a cultura gímnica nas aulas de Educação Física Infantil e apresentar/aprimorar uma habilidade básica das ginásticas: o

rolamento para frente, por elas, mais conhecido como “cambalhota”.

3.3.1 O rolamento para frente: Características gerais da habilidade

Para elaborar um plano de aula que seja eficaz para o ensino ou aperfeiçoamento de habilidade, é necessário que se conheça bem a habilidade que será desenvolvida.

A habilidade em questão é o rolamento para frente (RPF), uma das habilidades fundamentais a todas as modalidades gímnicas.

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1. Partindo da posição de pé com pernas unidas, flexionar o quadril e os joelhos;

2. Apoiar as mãos espalmadas no solo à frente do corpo, mãos à largura dos ombros, cotovelos semi-flexionados e dedos voltados para frente;

3. Flexionar a cabeça à frente, encostando o queixo no peito (nenhum momento a cabeça deve encontrar o solo);

4. Impulsionar o corpo com as pernas, rolar para frente sobre as costas (inicialmente sobre fibras médias e inferiores do músculo trapézio) em posição grupada, mantendo os joelhos unidos.

5. Ao completar 360 graus de rotação no eixo latero-lateral do corpo, em deslocamento para frente no plano sagital, finalizar o movimento em apoio sobre os pés, elevando-se á posição de pé (ortostática), assumindo a postura estendida.

Figura 1. Execução do rolamento para frente (ARAÚJO, 2012).

E como auxílio, em caso de haver apoio da cabeça no solo ao rolar e/ou pouca impulsão nas pernas para a execução do rolamento, se segura a cabeça, empurrando-a para baixo com uma das mãos, enquanto, com a outra mão, na parte posterior da coxa conduz a realização do rolamento, no sentido do giro.

Seguindo a classificação das habilidades de Gallahue, Ozmun e Goodway (2013) e Schmidt e Lee (2016), trata-se de uma habilidade de coordenação motora ampla, discreta, fechada e locomotora.

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presente nos estudos de Werner, Williams e Hall (2015), ambos organizados nos Quadros 2 e 3 a seguir:

ROLAGEM DO CORPO

Estágio Inicial:

1. Cabeça entra em contato com a superfície 2. Corpo curvado em posição “C” solta 3. Inabilidade para coordenar o uso dos braços 4. Não consegue rolar para trás ou para as laterais 5. Curva-se para a posição “L” depois de rolar para frente Estágio Elementar:

1. Depois de rolar para frente, ações parecem segmentadas 2. Cabeça conduz a ação em vez de inibi-la

3. Topo da cabeça ainda toca a superfície

4. Corpo curvado em posição “C” apertada no início da rolagem 5. Curva-se para a posição “L” ao complementar a rolagem

6. Auxílio das mãos e dos braços sem técnica mas fornecendo ligeiro impulso 7. Pode executar apenas uma rolagem de cada vez

Estágio Maduro:

1. Cabeça conduz ação

2. Parte de trás da cabeça toca a superfície bem levemente 3. Corpo permanece em “C” apertado durante todo o movimento 4. Braços auxiliam na produção de força

5. Ritmo do movimento retorna a criança a posição inicial 6. Pode executar rolagens consecutivas controladas

(24)

NÍVEL DESCRIÇÃO

4 O rolamento é executado com técnica excelente.

3 O rolamento é realizado com boa técnica.

2 O rolamento é realizado com técnica satisfatória.

1 O rolamento é realizado com técnica pobre.

Quadro 3. Exemplo de gabarito analítico para a execução do rolamento para frente, conforme Werner, Williams e Hall (2015, p. 64).

(25)

4. MÉTODO

4.1 Caracterização da pesquisa

Trata-se de uma pesquisa de abordagem quantitativa, na qual “tende a enfatizar o

raciocínio dedutivo, as regras da lógica e os atributos mensuráveis da experiência humana”,

de natureza aplicada (GERHARDT; SILVEIRA, 2009, p. 33), e de método experimental, visto

que é aquele em que “o pesquisador manipula ou exerce controle efetivo sobre a variável

independente” (GAYA, 2008, p. 117).

4.2 Universo e sujeitos da pesquisa

Participaram do estudo 18 alunos de uma Escola de Ensino Infantil da Rede Pública da cidade de Fortaleza, turma Infantil V, com idade entre quatro e seis anos (12 feminino e 6 masculino).

Todos os alunos da turma selecionada tiveram oportunidade de participar do estudo, exceto os que estiveram contundidos ou de alguma forma impossibilitados de fazer a atividade, visto que prezamos pela integridade da saúde dos alunos envolvidos no processo. Os alunos também tinham a liberdade para decidir participar ou não das atividades, mesmo em casos em que os pais e/ou responsáveis haviam concordado e assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Anexo I). Em ambos os casos, os dados pessoais dos alunos não estão associados diretamente ao resultado da pesquisa.

Quanto a fase de desenvolvimento dos alunos, pela faixa etária e pelo contexto escolar, identifica-se que todos estão na fase fundamental, que é característica das crianças na pré-escola ou nos primeiros anos do ensino fundamental (GALLAHUE, 2002). Quanto ao estágio de aprendizagem de cada aluno em relação ao rolamento para frente (Inexperiente, Intermediário e Avançado, segundo SOUZA, 2009) foi necessária a elaboração e aplicação do instrumento de avaliação do nível de execução do rolamento para frente (RPF). A partir da identificação do estágio de aprendizagem de cada criança, foi elaborada a intervenção motora para aquisição desta habilidade.

4.3 Materiais

(26)

rolamento para frente, que foi utilizada, no presente estudo, como o Instrumento de avaliação do rolamento para frente.

NÍVEL DESCRIÇÃO DA EXECUÇÃO DA HABILIDADE

4

O rolamento é executado com técnica excelente (Estágio Maduro/Avançado):

 Realiza o rolamento facilmente sem auxílios (mas por questão de segurança o pode solicitar);

 Não possui nenhum contato da cabeça com o solo;

 Possui impulsão nas pernas para a realização do movimento completo;

 Mantém a posição grupada durante todo o movimento;

 Eleva-se á posição de pé sem auxílio.

3

O rolamento é realizado com boa técnica (Estágio Intermediário/Elementar II):

 Realiza o rolamento com ou sem auxílios;

 Mantém pouco contato da cabeça com o solo;

 Possui impulsão nas pernas para a realização do movimento completo;

 Mantém a posição grupada na maior parte do movimento;

 Eleva-se á posição de pé com auxílio.

2

O rolamento é realizado com técnica satisfatória (Estágio Intermediário/Elementar I):

 Realiza o rolamento apenas com auxílios;

 Mantém contato razoável da cabeça com o solo;

 Possui pouca impulsão nas pernas para a realização do movimento completo;

 Mantém a posição grupada até a fase inicial do movimento (impulsão);

 Não se eleva á posição de pé.

1

O rolamento é realizado com técnica pobre (Estágio Inicial/Inexperiente):

 Realiza o rolamento apenas com auxílios.

 Mantém contato direto da cabeça com o solo;

 Não possui impulsão nas pernas o bastante para a realização do movimento completo;

 Mantém a posição grupada apenas durante a preparação do movimento;

 Não se eleva á posição de pé.

0 O aluno não realiza o rolamento.

Quadro 4. Instrumento de avaliação do rolamento para frente utilizado para identificação do nível de execução e, consequentemente, do estágio de aprendizagem dos alunos.

(27)

0 ou 1; Intermediário se seu Nível de execução fosse 2 e 3; e Avançado se seu Nível de execução fosse 4.

Durante a análise, o aluno executa três vezes a ação. As caraterísticas do padrão da ação que forem mais evidentes em cada execução determinarão o Nível de execução de cada aluno.

Além disso, foi utilizado um dispositivo Smartphone (Nokia 720) para registro das execuções em vídeo. Prancheta e caneta foram utilizadas para registro das características do padrão na ficha do Instrumento de avaliação do RPF.

Para a fase de intervenção foram usados os seguintes materiais: Espaço aberto seguro;

Papel Oficio A4; Bolas “Vinil Dente de Leite”; Cones; Bambolês; Cordas; Plano inclinado; Plinto ou banco e Colchonetes.

4.4 Procedimentos

O primeiro contato com a Instituição Escolar foi o momento de apresentação do projeto e seus fins acadêmicos. Para isto, foi disponibilizada a Carta de Apresentação (Anexo III), documento assinado pela Professora orientadora deste estudo, Marcela de Castro Ferracioli, testificando os objetivos do estudo e seu caráter ético e profissional.

Após a autorização, por parte do Grupo Gestor da Escola, para a realização do projeto, o mesmo escolheu uma das turmas do Infantil V para a realização da pesquisa. Foi entregue um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para cada um dos pais e/ou responsáveis dos alunos da turma selecionada, explicando os propósitos científicos deste estudo. Além disto, os próprios alunos envolvidos na pesquisa assinaram o Termo de Consentimento do Menor (Anexo IV), sendo instruídos quanto aos objetivos da pesquisa e, por livre escolha, suas participações no presente estudo.

A pesquisa foi dividida em três etapas: Pré-teste, intervenção e pós-teste. No pré-teste houve a aplicação do Instrumento de Avaliação do RPF em que o aluno executava três vezes a habilidade, sendo todas elas registradas em vídeo para análise em etapa seguinte. Cada aluno foi submetido ao Instrumento de Avaliação de maneira individual e em ambiente apropriado na própria escola, fechado, sem interferência externa (sons, transeuntes e areia, como por exemplo).

(28)

Turma A: Alunos classificados como Inexperientes (Nível 0 e 1);

Turma B: classificados como Intermediário (Nível 2 e 3), mas que estão demonstrando timidez frente às atividades e também apresentam pouca familiaridade com a habilidade; e

Turma C: classificados como Intermediário (Nível 3) e apresentam segurança e familiaridade com a habilidade.

Em seguida, aconteceram três momentos de intervenção com cada turma, um momento por semana, cada um com duração de cinquenta minutos. Cada momento de intervenção foi dividido em três momentos: alongamento (10 minutos); atividades lúdicas que trabalhassem as capacidades físicas necessárias para a execução do RPF, dentre elas a força (15-20 minutos); prática da habilidade, variando progressivamente as condições do ambiente e da tarefa para a evolução da execução do rolamento para frente, alternando-a com momentos de repouso (20 minutos).

Cada uma das três aulas da fase de intervenção possuía um objetivo específico, fundamentados nas características gerais do RPF, detalhadas no Anexo V, sendo estes: Grupar e estender o corpo; Ação dos membros superiores e Ação dos membros inferiores. As aulas da fase de intervenção aconteceram em um playgroud, que era cercado por uma grade, onde, na

grama coberta por uma lona, todas as atividades eram realizadas.

Após uma semana do final do período de intervenção foi realizado o pós-teste. Nesta fase, o mesmo procedimento do pré-teste foi realizado.

4.5 Análise dos dados

Primeiramente, foi feita a classificação dos estágios de aprendizagem dos alunos com base nos Níveis de execução do RPF do Instrumento de Avaliação no momento pré-teste. Além das anotações feitas, a reprodução das imagens dos vídeos favoreceu melhor detalhamento da classificação dos alunos. Posteriormente, a mesma classificação foi feita no momento pós-teste. Foi empregada análise estatística de Wilcoxon para comparar o resultado

(29)

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados da análise estatística mostraram que as crianças apresentaram desempenho significativamente superior no pós-teste em comparação ao desempenho no pré-teste (p=0,002) (Figura 2).

Mediana 25%-75% Min-Max

Pré-teste Pós-teste

0 1 2 3 4

N

íve

l

d

e

e

xe

c

u

çã

o

d

o

R

P

F

Figura 2. Desempenho dos alunos no Instrumento de Avaliação do rolamento para frente nos momentos pré e pós-teste.

As diferenças significativas entre os resultados dos alunos no pré e pós-teste testificam de forma geral, uma influência positiva dos momentos de intervenção. No pré-teste, o intervalo de desempenho dos alunos foi do nível 0 ao nível 3, com mediana 1, e 50% dos participantes com desempenho no intervalo 1-2. Já no pós-teste, o intervalo de desempenho dos alunos foi do nível 1 ao nível 3, com mediana 2 e 50% dos participantes com desempenho no intervalo 2 e 3.

Todos os alunos que apresentaram nível 0 no pré-teste avançaram, em pelo menos, um nível. Mesmo apresentando estes resultados antes da intervenção, não significa absolutamente que os alunos não sabiam executar o RPF. O pré-teste fez parte dos primeiros contatos dos pesquisadores com o público, o que pode ter levado, por insegurança e/ou timidez, à negação em participar a atividade proposta inicialmente. Visto que, no pós-teste, todos executaram a

(30)

justificando o avanço nos resultados.

Percebe-se também na Figura 2 que nenhum dos alunos atingiu o nível 4, que representa o maior nível de execução do RPF, de acordo com o Instrumento de Avaliação desenvolvido ao logo deste estudo. A principal característica deste nível não alcançada por nenhum dos alunos foi colocar-se de pé após deslocamento ao redor do eixo latero-lateral. Essa posição exige o alcance das outras exigências presentes na execução do RPF, como o manter a posição grupada durante todo o movimento e ter ótima impulsão nos membros inferiores para realização do movimento completo. Desta forma, sugere-se que outros momentos específicos para o cumprimento desta etapa em particular possam ser incorporados no plano de intervenção.

A ginástica como conteúdo da Cultura Corporal foi uma das primeiras práticas corporais a serem sistematizadas e, por muito tempo, foi confundida com a atual Educação Física (SOARES et. al., 1992). No contexto escolar brasileiro a ginástica passou por diversas modificações quanto aos seus objetivos e métodos, e sua importância no sistema formal de ensino foram, por diversas vezes, alterados.

Hoje a ginástica, sendo ela competitiva ou não, em geral é vista como uma modalidade distante das aulas de Educação Física Escolar, tendo como base uma visão elitista, com a finalidade de formar atletas, ginastas em nível de competição (RAMOS, VIANA, 2008).

No entanto, a proposta deste estudo relaciona-se com os princípios de Formação Humana e Capacitação, elementos que, no Brasil, são concretizados nas propostas pedagógicas, fundamentadas na inclusão, dos principais grupos de Ginástica Para Todos do país, em que a “Formação Humana” está relacionada com o desenvolvimento do indivíduo para tornar-se uma pessoa capaz de ser co-criadora com outros de um espaço humano de convivência social desejável. Já a Capacitação vincula-se às “aquisições de habilidade e

capacidades de ação no mundo em que se vive como recurso operacional que a pessoa tem

para realizar aquilo que queria vivenciar” (MATURANA, REZEPKA, 1995 apud CHAPARIM, 2008, p. 83).

Assim, os alunos, em nosso estudo, não apenas eram instruídos quanto à técnica do RPF (capacitação), mas também quanto aos auxílios para execução da habilidade, em uma relação social de respeito aos limites e estímulo às potencialidades dos colegas em um espaço de vivências comum, o que não está restrito apenas àqueles momentos práticos (formação humana).

(31)

e eficácia frente a metas de processo e resultado (SCHMIDT; LEE, 2016) nas quais, reconhecendo as características do RPF, conscientes do nível de execução desta atividade pelo aprendiz, estruturamos situações de ensino-aprendizagem, determinando como ensinar e/ou desenvolver tal habilidade. Isto representa, não apenas para a área da Ginástica, mas também para o Comportamento Motor, um caminho a obter-se bons resultados na execução de habilidades gímnicas.

Os jogos e as brincadeiras permeando todas as atividades propostas tinham como intuito cultivar a liberdade de expressão das crianças, em um processo de reconhecimento do movimento como forma de relacionar-se e interagir-se com o mundo.

(32)

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo buscou analisar a evolução da execução do rolamento para frente em uma Escola de Ensino Infantil da Rede Pública de Fortaleza.

Com a utilização dos conceitos do Comportamento Motor, ferramentas indispensáveis para toda e qualquer prática pedagógica na Educação Física, incluindo sua atuação na escola, e da Ginástica como conteúdo da Cultura Corporal, área criada e desenvolvida a partir de necessidades humanas, historicamente acumuladas e sistematizadas, utilizando-se também de jogos e brincadeiras, elaboramos aulas que apresentassem/aprimorassem o rolamento para

frente, por elas, mais conhecido como “cambalhota”.

Existiram diferenças significativas entre os resultados dos alunos no pré e pós-teste representando de forma geral, uma influência positiva dos momentos de intervenção. Portanto, recomenda-se a utilização do Teste e das aulas propostas em outros contextos a fim de experimentar suas aplicabilidades e, sugere-se também, a sistematização de outras habilidades gímnicas, buscando avanços quanto à otimização de aulas e treinos.

(33)

REFERÊNCIAS

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BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil /Secretaria de Educação Básica. – Brasília : MEC, SEB, 2010.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão. Conselho Nacional da Educação.

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DARIDO, Suraya C.; RANGEL, Irene C. A. (Org.). Educação Física na Escola: Implicações para a prática pedagógica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. 292 p. (Educação Física no Ensino Superior).

FULY, Viviane M. S.; VEIGA, Georgea S. P. EDUCAÇÃO INFANTIL: DA VISÃO ASSISTENCIALISTA À EDUCACIONAL. Interfaces da Educação, Paranaíba, v. 2, n. 6, p.86-94, jan. 2012. ISSN2177-7691.

GALLAHUE, David L.. A classificação das habilidades de movimento: Um caso para modelos multidimensionais. Revista da Educação Física/UEM, Maringá, v. 13, n. 2, p.105-111, 2 sem. 2002.

GALLAHUE, David L. & OZMUN, Jonh C.. Compreendendo o desenvolvimento motor:

bebês, crianças, adolescentes e adultos. 3.ed. São Paulo: Phorte, 2005, 495 p

GALLAHUE, David L.; OZMUN, Jonh C.; GOODWAY, Jackie D.. Compreendendo o Desenvolvimento Motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. 7. ed. Porto Alegre: AMGH Editora Ltda., 2013. 487 p.

GAYA, Adroaldo. Ciências do movimento humano: introdução à metodologia da pesquisa . Porto Alegre: Artmed, 2008. XII, 304 p. (Biblioteca Artmed) ISBN 9788536314389 (broch.).

(34)

Planejamento e Gestão para o Desenvolvimento Rural da SEAD/UFRGS. – Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009.

GUEDES, Dartagnam P. Crescimento e desenvolvimento aplicado à Educação Física e ao Esporte. Revista Brasileira de Educação Física e Esportes, São Paulo, v. 25, p.127-140, dez. 2011.

NISTA-PICCOLO, Vilma L.. Um programa de Educação Física adequado ao desenvolvimento da criança. In: NISTA-PICCOLO, Vilma Lení (Org.). Educação Física Escolar: Ser... ou não ter?. 3. ed. Campinas: Editora da Unicamp, 1995. Cap. 4. p. 59-72. PAPALIA, Diane E.; OLDS, Sally W.; FELDMAN, Ruth D.. Desenvolvimento humano. 10. ed. Porto Alegre, RS: AMGH, 2009. xxxv, 889 p. ISBN 9788577260249 (broch.).

RAMOS, Eloiza S. H.; VIANA, Helena B. A importância da ginástica geral na escola e seus benefícios para crianças e adolescentes. Movimento & Percepção, Espírito Santo do Pinhal, v. 9, n. 13, p.190-198, Jul./Dez. 2008.

RANGEL, Irene C. A. (Coord.). Educação física na infância. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. 330 p. (Educação física no ensino superior). ISBN 9788527715997 (broch.).

ROSA, Alzira I. Educação física na educação infantil / experiência pedagógica. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo, supl.4, p.73-75, 2001.

ROSA NETO, Francisco et al. A Importância da avaliação motora em escolares: análise da confiabilidade da escala de desenvolvimento. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano, [s.l.], v. 12, n. 6, p.422-427, 2010. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). http://dx.doi.org/10.5007/1980-0037.2010v12n6p422.

SANTOS, Suely; DANTAS, Luiz; OLIVEIRA, Jorge A.. Desenvolvimento motor de crianças, de idosos e de pessoas com transtornos da coordenação. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo, v. 18, n. 1, p.33-44, ago. 2004.

SCHMIDT, Richard A.; LEE, Timothy D.. Aprendizagem e Performance Motora: dos princípios à aplicação. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016. 314 p.

SOARES, Carmen Lúcia et al. Metodologia do ensino de educação física. São Paulo, SP: Cortez, 1992. 119 p. (Magistério 2. grau) ISBN 8524904593 (broch.).

SOUZA, Vânia F. M.. Estudo da influência da variabilidade de prática gímnica sobre o desempenho motor de escolares do novo primeiro ano do ensino fundamental. 2009. 111 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Educação Física, UEM/UEL, Universidade Estadual de Maringá, Maringá, 2009.

(35)

ANEXO I – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Estamos convidando seu filho(a) e/ou menor no qual o(a) senhor(a) é representante legal para participar de uma pesquisa a ser realizada na Escola Municipal ..., com o tema “Ginástica na escola: análise da evolução da execução do rolamento para frente em escolares do ensino

infantil”. Para tanto, necessitamos do seu consentimento.

A pesquisa tem como objetivos verificar a importância das aulas de ginástica, no contexto escolar, para o desenvolvimento físico/motor/social na fase infantil e elaborar e aplicar aulas de ginástica que contribuam para a evolução da execução do rolamento para frente, permeadas de princípios lúdicos. Para isso, serão realizadas três etapas: Um teste inicial, três aulas práticas e outro momento de teste. Cada uma das etapas terá duração média de 50 minutos e acontecerá em dias diferentes da semana na própria escola de seu filho. Todas as etapas serão registradas por observação, fotos e filmagens.

A identidade de seu filho(a) e/ou menor no qual o(a) senhor(a) é representante legal será preservada, pois cada indivíduo será identificado por um número. Os riscos envolvidos neste estudo serão mínimos, semelhantes aos comuns às aulas de educação física escolar. Desta forma, indicamos que todo o cuidado (colocação de colchões e acompanhamento pela pesquisadora) será tomado para que seu filho(a) descanse e não se machuque durante as etapas da pesquisa.

A pesquisa será realizada pela acadêmica Carla Thais de Sousa, do 8º semestre do Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal do Ceará, com orientação da professora Dr. Marcela de Castro Ferracioli.

Solicitamos a sua autorização para a realização do estudo e para produção de artigos científicos. Caso aceite, assine ao final deste documento, que está em duas vias. Uma delas é sua, a outra é da pesquisadora responsável. Em caso de recusa nem você e nem seu filho(a) serão penalizado(a)s de forma alguma.

(36)

Endereço da responsável pela pesquisa:

Nome: Marcela de Castro Ferracioli

Instituição: Universidade Federal do Ceará

Endereço: Av. Mister Hull, Parque Esportivo - Bloco 320, Campus do Pici - CEP 60455-760 - Fortaleza - CE

Telefones para contato: (85) 3366 9533

Nome do participante da pesquisa: _______________________________________

O abaixo assinado ____________________________________________,___anos,

RG:________________________, declaro que é de livre e espontânea vontade que concordo que meu filho(a) e/ou menor no qual sou representante legal, participe do estudo como sujeito. Eu declaro que li cuidadosamente este Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e que, após sua leitura, tive a oportunidade de fazer perguntas sobre o seu conteúdo, como também sobre a pesquisa, e recebi explicações que responderam por completo minhas dúvidas. E declaro, ainda, estar recebendo uma via assinada deste termo.

Fortaleza, ____/____/___

_______________________________________ Assinatura do Responsável Legal

Nome da pesquisadora: Marcela de Castro Ferracioli

(37)

ANEXO II – DOCUMENTO AUXILIAR PARA A ANÁLISE DA EXECUÇÃO DO ROLAMENTO PARA FRENTE

DOCUMENTO AUXILIAR PARA A ANÁLISE DA EXECUÇÃO DO ROLAMENTO PARA FRENTE

Escola: ___________________________________________________________________________ Professor (a): ______________________________________________________________________ Aluno (a): _________________________________________________________________________ Data de Aplicação do Teste: _____ / _____ / _____ Tempo de aplicação do Teste (min.): ________

TENTATIVA 1

Características/Nível 0 1 2 3 4

Quanto aos auxílios para a execução do rolamento p/

frente:

( ) O aluno não realiza o movimento

( ) Realiza o rolamento apenas com auxílios

( ) Realiza o rolamento com

ou sem auxílios

( ) Realiza o rolamento facilmente sem auxílios (mas por

questão de segurança o pode

solicitar) Quanto ao contato da

cabeça com o solo na execução do rolamento p/

frente:

( ) Mantém contato direto da

cabeça com o solo

( ) Mantém contato razoável da cabeça com o

solo

( ) Mantém pouco contato da cabeça com

o solo

( ) Não possui nenhum contato da cabeça com o

solo

Quanto à impulsão dos membros inferiores para a

realização do movimento completo:

( ) Não possui impulsão nas pernas o bastante para a realização do movimento

completo

( ) Possui pouca impulsão nas pernas para a

realização do movimento

completo

( ) Possui impulsão nas pernas para a realização do movimento completo

Quanto à posição grupada durante a execução do

rolamento p/ frente:

( ) Mantém a posição grupada apenas durante a preparação do

movimento

( ) Mantém a posição grupada até a fase inicial do movimento

(impulsão)

( ) Mantém a posição grupada na maior parte do

movimento

( ) Mantém a posição grupada

durante todo o movimento

Quanto elevar-se a posição de pé ao final do movimento completo:

( ) Não se eleva á posição de pé

( ) Eleva-se á posição de pé

com auxílio

( ) Eleva-se á posição de pé sem

auxílio TOTAIS (Número de

(38)

TENTATIVA 2

Características/Nível 0 1 2 3 4

Quanto aos auxílios para a execução do rolamento p/

frente:

( ) O aluno não realiza o movimento

( ) Realiza o rolamento apenas com auxílios

( ) Realiza o rolamento com

ou sem auxílios

( ) Realiza o rolamento facilmente sem auxílios (mas por

questão de segurança o pode

solicitar) Quanto ao contato da

cabeça com o solo na execução do rolamento p/

frente:

( ) Mantém contato direto da

cabeça com o solo

( ) Mantém contato razoável da cabeça com o

solo

( ) Mantém pouco contato da cabeça com

o solo

( ) Não possui nenhum contato da cabeça com o

solo

Quanto à impulsão dos membros inferiores para a

realização do movimento completo:

( ) Não possui impulsão nas pernas o bastante para a realização do movimento

completo

( ) Possui pouca impulsão nas pernas para a

realização do movimento

completo

( ) Possui impulsão nas pernas para a realização do movimento completo

Quanto à posição grupada durante a execução do

rolamento p/ frente:

( ) Mantém a posição grupada apenas durante a preparação do

movimento

( ) Mantém a posição grupada até a fase inicial do movimento

(impulsão)

( ) Mantém a posição grupada na maior parte do

movimento

( ) Mantém a posição grupada

durante todo o movimento

Quanto elevar-se a posição de pé ao final do movimento completo:

( ) Não se eleva á posição de pé

( ) Eleva-se á posição de pé

com auxílio

( ) Eleva-se á posição de pé sem

auxílio TOTAIS (Número de

marcações em cada nível)

TENTATIVA 3

Características/Nível 0 1 2 3 4

Quanto aos auxílios para a execução do rolamento p/

frente: ( ) O aluno não realiza o movimento

( ) Realiza o rolamento apenas com auxílios

( ) Realiza o rolamento com

ou sem auxílios

( ) Realiza o rolamento facilmente sem auxílios (mas por

questão de segurança o pode

solicitar) Quanto ao contato da

cabeça com o solo na execução do rolamento p/

frente:

( ) Mantém contato direto da

cabeça com o solo

( ) Mantém contato razoável da cabeça com o

solo

( ) Mantém pouco contato da cabeça com

o solo

( ) Não possui nenhum contato da cabeça com o

(39)

Quanto à impulsão dos membros inferiores para a

realização do movimento completo:

( ) Não possui impulsão nas pernas o bastante para a realização do movimento

completo

( ) Possui pouca impulsão nas pernas para a

realização do movimento

completo

( ) Possui impulsão nas pernas para a realização do movimento completo

Quanto à posição grupada durante a execução do

rolamento p/ frente:

( ) Mantém a posição grupada apenas durante a preparação do

movimento

( ) Mantém a posição grupada até a fase inicial do movimento

(impulsão)

( ) Mantém a posição grupada na maior parte do

movimento

( ) Mantém a posição grupada

durante todo o movimento

Quanto elevar-se a posição de pé ao final do movimento completo:

( ) Não se eleva á posição de pé

( ) Eleva-se á posição de pé

com auxílio

( ) Eleva-se á posição de pé sem

auxílio TOTAIS (Número de

marcações em cada nível)

Parecer final: Nível 0 ( ) Nível 1 ( ) Nível 2 ( ) Nível 3 ( ) Nível 4 ( )

Aspectos a desenvolver:_______________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________

(40)

ANEXO III – CARTA DE APRESENTAÇÃO DO PESQUISADOR À INSTITUIÇÃO ESCOLAR

CARTA DE APRESENTAÇÃO

Fortaleza, ... de... de 2017

Senhor (a) ...,

Por meio desta, apresentamos a acadêmica Carla Thais de Sousa, do 8º semestre do Curso de Licenciatura em Educação Física, devidamente matriculada nesta Instituição de ensino, que está realizando a pesquisa intitulada“Ginástica na Escola: Análise da evolução da execução do rolamento para frente em escolares do ensino infantil”. Os objetivos do estudo são: Verificar a importância das aulas de ginástica, no contexto escolar, para o desenvolvimento físico/motor/social na fase infantil; Definir critérios para avaliar a execução do rolamento para frente na faixa etária de 4 a 6 anos de idade e; elaborar e aplicar aulas de ginástica que contribuam para a evolução da execução do rolamento para frente, permeadas de princípios lúdicos.

Na oportunidade, solicitamos autorização para que realize a pesquisa por meio de coleta de dados, em observações presenciais e registros em imagens e vídeos. O caráter ético desta pesquisa assegura a preservação da identidade das pessoas participantes.

Uma das metas para a realização deste estudo é o comprometimento da pesquisadora em possibilitar, aos participantes, um retorno dos resultados da pesquisa.

Solicitamos ainda a permissão para a divulgação desses resultados e suas respectivas conclusões, em forma de pesquisa, preservando sigilo e ética, conforme termo de consentimento livre que será assinado pelos responsáveis legais dos participantes. Esclarecemos que tal autorização é uma pré-condição para participação.

(41)

conhecimentos científicos em nossa região. Em caso de dúvida você pode procurar a coordenação do IEFES – Instituto de Educação Física e Esportes da Universidade Federal do Ceará pelo telefone: (85) 3366.9533 ou pelo e-mail: [email protected].

Atenciosamente,

...

(42)

ANEXO IV – TERMO DE CONSENTIMENTO DO MENOR

TERMO DE ASSENTIMENTO DO MENOR

Você está sendo convidado(a) como participante da pesquisa: “GINÁSTICA NA ESCOLA: ANÁLISE DA EVOLUÇÃO DA EXECUÇÃO DO ROLAMENTO PARA FRENTE EM ESCOLARES DO ENSINO INFANTIL". Nesse estudo iremos elaborar e aplicar aulas de ginástica que contribuam para a aprendizagem do rolamento para frente, de maneira divertida, com muitos jogos e brincadeiras. O estudo terá três etapas: Um teste inicial, três aulas práticas e outro momento de teste. Todas as etapas serão registradas por observação, fotos e filmagens. Todas essas etapas acontecerão na sua escola. Para participar deste estudo, seu responsável deverá autorizar e assinar um termo de consentimento. Você não precisa pagar, nem receberá nenhum valor. Você é quem vai decidir se quer ou não participar dessas etapas. O seu responsável também está livre para interromper a sua participação a qualquer momento. Este estudo apresenta risco mínimo, isto é, o mesmo risco existente em aulas de educação física. Mesmo assim, nós garantimos que todo cuidado será tomado para que você não se canse e nem se machuque. Além disso, você tem o direito a ressarcimento ou indenização no caso de quaisquer danos produzidos pela pesquisa. Você terá o direito de ver os resultados quando finalizada a pesquisa. Seu nome ou o material que indique sua participação não será identificado e não será liberado sem a permissão do seu responsável. Os dados e instrumentos utilizados na pesquisa ficarão arquivados com o pesquisador responsável por um período de 5 anos e, após esse tempo, serão destruídos. Este termo de consentimento encontra-se impresso em duas vias, sendo que uma via será arquivada pelo pesquisador responsável, e a outra será fornecida a você.

(43)

Fortaleza, ____ de ______________ de 201_ .

_____________________________________ Assinatura do(a) menor

_____________________________________ Assinatura do(a) pesquisador(a)

Endereço da responsável pela pesquisa:

Nome: Marcela de Castro Ferracioli

Instituição: Universidade Federal do Ceará

Endereço: Av. Mister Hull, Parque Esportivo - Bloco 320, Campus do Pici - CEP 60455-760 - Fortaleza - CE

Imagem

Figura 1. Execução do rolamento para frente (ARAÚJO, 2012).
Figura 2. Desempenho dos alunos no Instrumento de Avaliação do rolamento para frente nos momentos pré e  pós-teste

Referências

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