E SETOR EMPRESARIAL REGIONAL
ANUÁRIO DO SETOR
EMPRESARIAL DO ESTADO 2011
Universidade do Minho
Autores
João Baptista da Costa Carvalho Cláudia Filipa Gomes Cardoso Maria José da Silva Fernandes Olga Cristina Pacheco Silveira Pedro Jorge Sobral Camões
Edição:Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, dezembro de 2012 Capa e paginação: Duarte Camacho, Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas Impressão: Pré&Press
Depósito legal:
ISSN: 247/2012
Índice
Glossário 9
Apresentação 11
Introdução 13
CAPÍTULO 1. O Setor Empresarial do Estado (SEE) 15
1.1. Enquadramento 15
1.2 Evolução 17
1.3 Justificação 20
1.3.1 Empresas Públicas 20
1.3.2 Fundações 21
1.3.3 Parcerias Púbico Privadas 24
1.4 Impacto macroeconómico do SEE e do SER 29
1.4.1 Peso do SEE e do SER no Produto Interno Bruto e no Emprego 29
1.4.2 Peso do SEE e SER nas contas públicas 30
1.5 Entidades controladoras das empresas SEE 31
1.5.1 A Carteira da DGTF 31
1.5.2 Carteira - PARPÚBLICA 34
1.5.3 O setor da saúde 38
CAPÍTULO 2. Metodologia e Identificação do Estudo 45
2.1 Fontes e Tipo de Informação Recolhida 45
2.2 Outros Estudos e Relatórios 52
CAPÍTULO 3. Análise económica e financeira 57
3.1 Balanço 57
3.1.1 Conceito de Balanço 57
3.1.2 Setor Empresarial do Estado (SEE) 60
3.1.3 Setor Empresarial Regional da Madeira 61
3.1.4 Setor Empresarial Regional dos Açores 61
3.2 Ativo 62
3.2.1 Conceito de Ativo 62
3.2.2 Setor Empresarial do Estado (SEE) 63
3.2.3 Setor Empresarial Regional da Madeira 75
3.2.4 Setor Empresarial Regional dos Açores 78
3.3 Capital Próprio 80
3.3.1 Conceito de Capital Próprio 80
3.3.2 Setor Empresarial do Estado (SEE) 82
3.3.3 Setor Empresarial Regional da Madeira 87
3.3.4 Setor Empresarial Regional dos Açores 89
3.4 Passivo exigível (Dívidas a Pagar) 91
3.4.1 Conceito de Passivo 91
3.4.2 Setor Empresarial do Estado (SEE) 93
3.4.3 Setor Empresarial Regional da Madeira 104
3.4.4 Setor Empresarial Regional dos Açores 107
3.5. Autonomia Financeira 109
3.5.1 Conceitos 109
3.5.2 Setor Empresarial do Estado (SEE) 110
3.5.3 Setor Empresarial Regional da Madeira 114
3.5.4 Setor Empresarial Regional dos Açores 116
3.6 Ativo não corrente vs. Passivo não corrente 117
3.6.1 Conceitos 117
3.6.2 Setor Empresarial do Estado (SEE) 117
3.6.3. Setor Empresarial Regional da Madeira 121
3.6.4 Setor Empresarial Regional dos Açores 123
3.7 Endividamento Líquido 124
3.7.1 Conceitos 124
3.7.2 Setor Empresarial do Estado 124
3.7.3 Setor Empresarial Regional da Madeira 130
3.7.4 Setor Empresarial Regional do Açores 132
3.8 Resultados Económicos 133
3.8.1 Conceitos 133
3.8.2 Setor Empresarial do Estado 135
3.8.3 Setor Empresarial Regional da Madeira 146
3.8.4 Setor Empresarial Regional dos Açores 150
3.9 Custos com Pessoal 154
3.9.1 Conceito 154
3.9.2 Setor Empresarial do Estado 154
3.9.3 Setor Empresarial Regional da Madeira 159
3.9.4 Setor Empresarial Regional dos Açores 160
3.10 Esforço Financeiro Público 162
3.10.1 Conceito 162
3.10.2 Setor Empresarial do Estado (SEE) 164
CAPÍTULO 4. Considerações finais 171
Anexo I - Caracterização das empresas analisadas do SEE 177 Anexo II - Caracterização das empresas analisadas do SER da Madeira 181 Anexo III - Caracterização das empresas analisadas do SER dos Açores 182 Anexo IV – Indicadores positivos e negativos das empresas do SEE 183 Anexo V – Indicadores positivos e negativos das empresas do SER Madeira 186 Anexo VI – Indicadores positivos e negativos das empresas do SER Açores 187
Índice de tabelas e quadros
Tabela 1.1 - Estado de implementação de algumas medidas do memorando 16
Quadro 1.1 - Receitas de Privatização nos países da OCDE, 1990-2000 17
Quadro 1.2 - Caraterização de EPs nos países da OCDE, 2011 18
Tabela 1.2 - Apoios Financeiros a Empresas Públicas 21
Tabela 1.3 - Caracterização das Fundações 22
Tabela 1.4 - Lista de PPPs em Concessão e Exploração por Setor 26
Quadro 1.3 - Distribuição hospitais por natureza jurídica e dispersão geográfica 38
Quadro 1.4 - Lista de Hospitais EPE por distrito e concelho 39
Quadro 1.5 - Lista de Hospitais PPP por distrito e concelho 39
Quadro 1.6 - Lista de Hospitais SPA por distrito e concelho 40
Quadro 1.7 - Distribuição geográfica dos Centros de Saúde 40
Quadro 2.1A - Âmbito do Estudo 46
Quadro 2.1B - Fontes de Informação, empresas participadas da DGTF e da PARPÚBLICA 46
Quadro 2.1C - Fontes de Informação, empresas participadas da Águas de Portugal, SGPS, SA 49
Quadro 2.1D - Fontes de Informação, empresas do Setor Empresarial Regional - Madeira 50
Quadro 2.1E - Fontes de Informação, empresas do Setor Empresarial Regional - Açores 51
Quadro 2.2 - A Número de Relatórios de Auditoria emitidos pelo Tribunal de Contas 52
Quadro 2.2B - Relatórios de Auditorias ao SEE emitidos pelo Tribunal de Contas - Ano de 2010 53
Quadro 2.2C - Relatórios de Auditorias ao SEE emitidos pelo Tribunal de Contas - Ano de 2011 53
Quadro 2.2D - Relatórios de Auditorias ao SEE emitidos pelo Tribunal de Contas - Ano de 2012 53
Quadro 3.1A - Estrutura do balanço agregado das empresas não financeiras da carteira principal da DGTF e PARPÚBLICA (2011) 60
Quadro 3.1B - Estrutura do balanço agregado dos Hospitais EPE (2011) 60
Quadro 3.1C - Estrutura do balanço agregado SER - Madeira (2011) 61
Quadro 3.1D - Estrutura do balanço agregado do SER - Açores (2011) 61
Quadro 3.2A - Valor do Ativo, empresas da carteira principal da DGTF e da PARPÚBLICA, 2011 64
Quadro 3.2B - Valor do Ativo, empresas participadas Águas de Portugal, SGPS,SA, 2011 67
Quadro 3.2C - Estrutura do Ativo (Principais componentes) Infraestruturas, 2011 68
Quadro 3.2D - Estrutura do Ativo (Principais componentes) Saúde, 2011 69
Quadro 3.2E -Estrutura do Ativo (Principais componentes), Transportes, 2011 71
Quadro 3.2F -Estrutura do Ativo (Principais componentes), Outros Setores, 2011 72
Quadro 3.2G - Estrutura do Ativo (Principais componentes), empresas das Águas de Portugal, SGPS, SA, 2011 74
Quadro 3.2H - Valor do Ativo, empresas do Setor Empresarial Regional da Madeira, 2011 75
Quadro 3.2I - Estrutura do Ativo (Principais componentes), do Setor Empresarial Regional da Madeira (exceto Saúde), 2011 76 Quadro 3.2J - Estrutura do Ativo (Principais componentes), do Setor Empresarial Regional da Madeira, Saúde, 2011 77
Quadro 3.2K -Valor do Ativo, empresas do Setor Empresarial Regional dos Açores, 2011 78
Quadro 3.2L - Estrutura do Ativo (Principais componentes), do Setor Empresarial Regional dos Açores (exceto Saúde), 2011 79 Quadro 3.2M - Estrutura do Ativo (Principais componentes), do Setor Empresarial Regional dos Açores, Saúde, 2011 79
Quadro 3.3A - Capitais Próprios (Principais componentes) SEE, exceto Setor da Saúde, 2011 83
Quadro 3.3B - Capitais Próprios (Principais componentes) Setor da Saúde, 2011 85
Quadro 3.3C - Capitais Próprios (Principais componentes), Participações de 1.º nível das Águas de Portugal, SGPS, SA, 2011 86 Quadro 3.3D - Capitais Próprios (Principais componentes) Setor Empresarial Regional da Madeira, 2011 88 Quadro 3.3E - Capitais Próprios (Principais componentes) Setor Empresarial Regional dos Açores, 2011 90
Quadro 3.4A – Evolução do Passivo do SEE (carteira principal da DGTF e PARPÚBLICA) 94
Quadro 3.4B – Evolução do Passivo - Participações de 1º nível das Águas de Portugal, SGPS, SA 97
Quadro 3.4C – Estrutura do Passivo (Principais Componentes) Infra-estruturas, 2011 99
Quadro 3.4D – Estrutura do Passivo (Principais Componentes) Hospitais EPE, 2011 100
Quadro 3.4E – Estrutura do Passivo (Principais Componentes) Transportes, 2011 101
Quadro 3.4F – Estrutura do Passivo (Principais Componentes) Outros Setores, 2011 102
Quadro 3.4G – Estrutura do Passivo (Principais Componentes) Empresas das Águas de Portugal, SGPS, SA, 2011 103
Quadro 3.4H – Evolução do Passivo – Setor Empresarial Regional da Madeira 105
Quadro 3.4I – Estrutura do Passivo (Principais Componentes) Setor Empresarial Regional da Madeira, 2011 106
Quadro 3.4J – Evolução do Passivo – Setor Empresarial Regional dos Açores 107
Quadro 3.4K – Estrutura do Passivo (Principais Componentes) Setor Empresarial Regional dos Açores , 2011 108 Quadro 3.5A - Autonomia Financeira, Empresas da carteira de DGTF e da PARPÚBLICA, exceto Hospitais EPE 111
Quadro 3.5B - Autonomia Financeira, Hospitais EPE 113
Quadro 3.5C - Autonomia Financeira, Empresas participadas de 1º nível da Águas de Portugal, SGPS, SA 114
Quadro 3.5D - Autonomia Financeira, Setor Empresarial Regional da Madeira 115
Quadro 3.5E - Autonomia Financeira, Setor Empresarial Regional dos Açores 116
Quadro 3.6A – Taxa de crescimento do Ativo não Corrente e do Passivo não Corrente – SEE, exceto Saúde 118 Quadro 3.6B – Taxa de crescimento do Ativo não Corrente e do Passivo não Corrente - Empresas participadas da Águas de Portugal 120 Quadro 3.6C – Taxa de crescimento do Ativo não Corrente e do Passivo não Corrente – Setor Empresarial Reg. da Madeira (exceto Saúde) 121 Quadro 3.6D – Taxa de crescimento do Ativo não Corrente e do Passivo não Corrente – Setor Empresarial Reg. dos Açores (exceto Saúde) 123 Quadro 3.7A - Valor do Endividamento Líquido, Carteira principal da DGTF e da PARPÚBLICA (Exceto Saúde), 2011 126
Quadro 3.7B - Valor do Endividamento Líquido, Saúde, 2011 128
Quadro 3.7C - Valor do Endividamento Líquido participadas da Águas de Portugal, SGPS, SA, 2011 129
Quadro 3.7D - Evolução do Endividamento Líquido, nas 20 empresas com maior Endividamento Líquido em 2010 130
Quadro 3.7E - Valor do Endividamento Líquido, Setor Empresarial Regional da Madeira, 2010 131
Quadro 3.7F - Valor do Endividamento Líquido, Setor Empresarial Regional dos Açores, 2010 132
Quadro 3.8.2A - Valores Agregados 2010/2011 Amostra comparável: 88 empresas 135
Quadro 3.8.2B - Ranking das 30 empresas com melhores Resultados Operacionais do SEE 137
Quadro 3.8.2C - Ranking das 30 empresas com piores Resultados Operacionais do SEE 138
Quadro 3.8.2D - Ranking pelo valor dos Resultados Operacionais das Empresas participadas da Águas de Portugal, SGPS, SA 139
Quadro 3.8.2E - Ranking das 30 empresas com melhores Resultados Financeiros do SEE 140
Quadro 3.8.2F - Ranking das 30 empresas com piores Resultados Financeiros do SEE 141
Quadro 3.8.2G - Ranking das empresas participadas da Águas de Portugal, SGPS, SA 142
Quadro 3.8.2H - Ranking das 30 empresas com melhores Resultados Líquidos do Exercício do SEE 143
Quadro 3.8.2I - Ranking das 30 empresas com piores Resultados Líquidos do Exercício do SEE 144
Quadro 3.8.2J – Ranking das empresas participadas da Águas de Portugal, SGPS, SA 145
Quadro 3.8.3A - Ranking pelo valor dos Resultados Operacionais – Setor Empresarial Regional da Madeira 147
Quadro 3.8.3B - Ranking dos Resultados Financeiros das empresas participadas da Região Autónoma da Madeira 148 Quadro 3.8.3C - Ranking dos Resultados Líquidos das empresas participadas da Região Autónoma da Madeira 149 Quadro 3.8.4A - Ranking pelo valor dos Resultados Operacionais – Setor Empresarial Regional dos Açores 151 Quadro 3.8.4B - Ranking dos Resultados Financeiros das empresas participadas da Região Autónoma dos Açores 152 Quadro 3.8.4C - Ranking dos Resultados Líquidos das empresas participadas da Região Autónoma dos Açores 153
Quadro 3.9A - Custos com Pessoal, Carteira Principal da DGTF e da PARPÚBLICA, 2011 155
Quadro 3.9B - Custos com Pessoal, Empresas participadas de 1º nível da Águas de Portugal, SGPS, SA, 2011 158
Quadro 3.9C - Custos com Pessoal, Setor Empresarial Regional da Madeira, 2011 159
Quadro 3.9D - Custos com Pessoal, Setor Empresarial Regional dos Açores, 2011 161
Quadro 3.10A - Esforço financeiro do Estado por tipo nas empresas não financeiras da carteira principal da DGTF (2011) 165 Quadro 3.10B - Esforço financeiro do Estado por setor nas empresas não financeiras da carteira principal da DGTF (2011) 165 Quadro 3.10C - Esforço financeiro do Estado nas empresas não financeiras da carteira principal da DGTF (2011) 166
Quadro 3.10D - Transferências da DGTF e da ACSS para as empresas do setor da Saúde 167
Quadro 3.10E - Esforço financeiro do Estado nas entidades do setor da Saúde, através de financiamento da DGTF 168
Figura 1 - Setor Público 15
Figura 2 - DGTF 32
Figura 3 - Parpública 36
Figura 4 - Hospitais SEE e SPA 42
Gráfico 1.1 – Empresa Pública por Milhão de Habitantes na OCDE, 2011 18
Gráfico 1.2 – Percentagem de Funcionários de Empresas Públicas na População 18
Gráfico 1.3 – Setores de Atividade das Empresas Públicas na OCDE 19
Gráfico 1.4– Evolução do número de PPPs na Europa 19
Gráfico 1.5 – Evolução do valor de PPPs na Europa 19
Gráfico 1.6 – Peso dos setores de Atividade do SEE em valor nominal das participações 21
Gráfico 1.7 – Evolução do n.º de PPPs e Concessões 24
Gráfico 1.8 – Encargos Líquidos das PPPs em Milhões de Euros 25
Gráfico 1.9 – Encargos Brutos das PPPs em Percentagem do PIB 25
Gráfico 1.10 – Encargos das PPPs por setor, 2012-2040 25
Gráfico 1.11 - Peso do SEE e SER, no PIB 29
Gráfico 1.12 - Peso do SEE e SER no Emprego 30
Gráfico 1.13 - Passivo Exigível do SEE e SER sobre a DBC-AP 30
Gráfico 3.1A – Total do Ativo, Passivo exigível e Capital Próprio 59
Gráfico 3.1B – Total do Ativo, Passivo exigível e Capital Próprio ajustado à participação do Estado via DGTF e/ou PARPÚLICA 59
Gráfico 3.2A – Ativo total 63
Gráfico 3.2B – Ativo total ponderado pela participação do Estado e das Regiões Autónomas 63
Gráfico 3.2C – Peso no Ativo Total 2011, Infraestruturas 68
Gráfico 3.2D – Peso no Ativo Total 2011, Saúde 69
Gráfico 3.2E – Peso no Ativo Total 2011, Transportes 71
Índice de figuras e gráficos
Cap. 3 Principais componentes DGTF Parpública Saúde Região Autónoma
da Madeira Região Autónoma dos Açores
3.1 Balanço 59, 60 59, 60 59, 60 59,61 59,61
3.2 Ativo 63-69, 71-74 63-68, 71-74 64-66, 69-70, 77, 79 63, 75-77 63, 78-79
3.3 Capitais Próprios 82-84, 86 82-84, 86 85 87-88 89-90
3.4 Passivo exigível 93-99, 102, 103 93-99, 102, 103 100-101 104-106 107-108
3.5 Autonomia financeira 111-112 111-112, 114 113 114-115 116
3.6 Ativo nao corrente 118-119 118-120 - 121-122 123
3.7 Endividamento 124-127, 130 124-127, 128, 130 128, 130 130-131 132
3.8 Resultados Económicos 135-145 135-145 135-145 146-149 150-153
3.9 Custos com pessoal 155-158 155-158 155-158 159-160 160-161
3.10 Esforço financeiro do Estado 164-167 - 167-169 - -
Gráfico 3.3A - Total do Capital Próprio 81
Gráfico 3.3A1 – Total do Capital Próprio ponderado pela participação do Estado e das Regiões Autónomas 81
Gráfico 3.3B - Capital Próprio Carteira principal da DGTF e PARPÙBLICA 82
Gráfico 3.3C -Capital Próprio Setor Empresarial Regional - Madeira 87
Gráfico 3.3D - Capital Próprio Setor Empresarial Regional - Açores 89
Gráfico 3.4A – Total do Passivo Exigível 92
Gráfico 3.4B – Total do Passivo Exigível ponderado pela participação do Estado e das Regiões Autónomas 92
Gráfico 3.4B1 - 10 Empresas com maior Passivo Exigível Carteira Principal do SEE 93
Gráfico 3.5A – Média da Autonomia Financeira 109
Gráfico 3.5Ai – Média da Autonomia Financeira excluída da média do SER da Madeira a empresa EJM - Empresa Jornal da Madeira 109
Gráfico 3.5B – Empresas com Autonomia Financeira negativa 109
Gráfico 3.6A – Variação total do Ativo não Corrente e do Passivo não Corrente 117
Gráfico 3.7A – Endividamento Líquido Total e Ponderado 124
Gráfico 3.7B - 10 Empresas com maior Endividamento Líquido, carteira principal da DGTF (exceto PARPÚBLICA) e TAP 125
Gráfico 3.8.A - Resultados obtidos totais 2011 134
Gráfico 3.8 B - Resultados obtidos totais ponderados pela participação do Estado e das Regiões Autónomas 2011 134
Gráfico 3.8.C - N.º de empresas com resultados operacionais negativos em 2011 134
Gráfico 3.8.D - N.º de empresas com resultados líquidos negativos em 2011 135
Gráfico 3.9A – Total de Custos com Pessoal 2011 154
Índice pelos principais componentes (capítulo 3)
Glossário
DGTF - Direção Geral do Tesouro e Finanças EPE – Entidade Pública Empresarial
FBCF - Formação Bruta de Capital Fixo IGF - Inspeção Geral de Finanças INE - Instituto Nacional de Estatística MoU - Memorando de Entendimento NGP – Nova Gestão Pública
OCDE - Organização Cooperação e Desenvolvimento Económico PIB - Produto Interno Bruto
POC - Plano Oficial de Contabilidade
POCMS - Plano Oficial de Contabilidade do Ministério da Saúde POCP - Plano Oficial de Contabilidade Pública
PPP - Parcerias Público Privadas SA – Sociedade Anónima
SEE - Setor Empresarial do Estado SEL - Setor Empresarial Local SER - Setor Empresarial Regional
SGPS - Sociedade Gestora de Participações Sociais SNS – Serviço Nacional de Saúde
SNC - Sistema de Normalização Contabilística SPA - Setor Público Administrativo
SPE - Setor Público Empresarial TC - Tribunal de Contas
VAB - Valor Acrescentado Bruto
Apresentação
O setor empresarial do Estado (SEE) engloba empresas, serviços ou instituições que, pelas suas características ou importância económica que representam para os cidadãos, são considera- das de interesse público, e desempenham funções que direta ou indiretamente se revelam importantes, ou até mesmo fun- damentais, para a sustentabilidade, manutenção ou desenvolvi- mento da sociedade em que nos inserimos. Estas características conferem-lhes uma indiscutível e notória diferenciação, não só quanto à sua estrutura, mas também quanto aos objetivos per- seguidos relativamente às suas congéneres privadas.
Desde há algum tempo que se tem vindo a desenvolver um certo conceito de impunidade no desempenho da causa pública, esta- do de espírito que, não raras vezes, se comunica ao setor empre- sarial do Estado, onde a responsabilidade, o rigor e o empenho na missão de servir a comunidade nem sempre são preocupações fundamentais. Para tanto, em minha opinião, tem concorrido al- gum desleixo na nomeação dos gestores, onde a filiação parti- dária, não raras vezes, tem maior preponderância do que a qua- lidade, o saber e o rigor na gestão, facto que acompanhado por políticas e atitudes desmerecedoras da competência profissional, materializadas em remunerações muito baixas, têm canalizado para o setor empresarial do Estado situações demasiado comple- xas, que acabam por lhe criar grande dificuldade e uma imagem distorcida perante os cidadãos.
Este cenário não se coaduna, de modo algum, com as funções, objetivos e missão de qualquer setor, seja ele qual for, mais a mais quando tem como missão prestar um serviço à comunidade. No setor público, porque de todos, é imperioso termos os melhores gestores, os mais capazes, homens e mulheres de corpo inteiro entregues a uma causa nobre que é servir os outros e não se servir dos meios criados para aquele fim.
O que é privado pode ser gerido à dimensão da aventura dos in- vestidores, pois, para além do papel social desempenhado pelas empresas, o risco tem um efeito limitado.
Mas, quando falamos de bens inerentes ao interesse público, aí o risco é coletivo, de toda a sociedade, perdendo ou ganhan- do todos, na proporção da boa ou má gestão com que os bens destinados à causa pública são geridos. Ora, por vezes, somos tentados a pensar que estas problemáticas não nos dizem res- peito, quando muito dirão algo apenas a alguns. Um erro enorme porque, como seres integrados numa sociedade, ter uma ideia esclarecida sobre a estrutura, situação económica e financeira do setor público é, não só nosso dever, mas também, e funda- mentalmente, nossa obrigação. É esse interesse, esse conhecimento da realidade do setor público empresarial do Estado que a Ordem, em conjunto com um grupo de universitários da Universidade do Minho e do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, liderados pelo Professor Doutor João Carvalho, pretende levar a todos os cidadãos, na convic- ção de que, também através desta missão de sensibilizar e informar, a Ordem cumpre uma missão importante do interesse público que foi reconhecido à profissão.
Esta é a segunda edição do Anuário do Setor Empresarial do Es- tado. Esperamos, através deste trabalho, possibilitar uma leitura integrada do seu estado económico e financeiro para que, atra- vés desse conhecimento, estejamos mais aptos a compreender a realidade económica e financeira de Portugal.
Lisboa, 10 de dezembro de 2012
O Bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas
António Domingues de Azevedo
(Prof. Especialista Honoris Causa pelo Instituto Politécnico de Lisboa)
Introdução
Um dos temas de debate político em Portugal reside no Setor Empresarial do Estado (SEE), pela sua dimensão, despesas no PIB, resultados (positivos ou negativos) e ainda os passivos.
A discussão sobre esta temática aumentou desde que Portugal, no âmbito do acordo celebrado entre o governo português e a TROIKA, assumiu o compromisso de reduzir este setor.
Diversas são as questões que se colocam: deve o Estado limitar- -se ao papel de regulador e entregar a grande maioria dos servi- ços prestados pelo SEE ao setor privado? Ou seja, deve privatizar grande parte da carteira das empresas que constituem o SEE?
Ou, deve o Estado continuar a ter um papel ativo em alguns setores económicos, e em quais?
Independentemente da existência de diferentes opiniões sobre o SEE e das consequências a curto prazo da implementação das medidas previstas pelo acordo firmado, importa desde logo conhecer o setor para, com base na análise da informação, me- lhor se entender as questões a ele associadas.
Dando seguimento ao trabalho iniciado em 2011, que culminou com a apresentação, do 1º Anuário do Setor Empresarial do Es- tado reportado à situação em 2010, o presente anuário pretende apresentar a situação do SEE na sua vertente económica, finan- ceira e patrimonial reportada ao ano económico de 2011. Para
cumprir esse objetivo apresenta informação agregada recolhida em diversas fontes de informação, nomeadamente, dispersa por sites das empresas, Tribunal de Contas, portal da DGTF, etc., que os autores entendem de maior utilidade para os diferentes utili- zadores. De referir que neste 2º anuário é incluída pela primeira vez informação sobre o setor empresarial das regiões autónomas da Madeira e dos Açores.
O anuário está organizado em quatro capítulos:
• No primeiro capítulo é apresentado o enquadramento deste setor e uma breve comparação, com outros países da União Europeia e OCDE;
• No segundo capítulo apresenta-se uma lista das principais empresas do Setor Empresarial do Estado e das Regiões au- tónomas da Madeira e Açores e principais fontes de infor- mação dos dados recolhidos;
• No terceiro capítulo analisam-se diferentes componentes das contas das empresas do SEE e SER, nomeadamente os Ativos, Passivos, Capital Próprios diferentes resultados (operacionais, financeiros e Líquidos);
• Por último, no quarto capítulo apresentam-se as principais
conclusões.
Apesar de ser crescente o aumento da disponibilização da in- formação nos sites por parte das empresas indo de encontro ao legislado o certo é continuamos a encontrar muitas limitações no acesso em algumas. Efetivamente não se compreende porque é que algumas empresas continuem simplesmente a não ter a informação contabilística disponível, quer no seu site quer de- positada no Tribunal de Contas.
Aquando a elaboração do primeiro anuário a informação tra- tada resultava da implementação do POC. Contudo em 2010 as empresas do SEE passaram a apresentar a informação em SNC – Sistema de Normalização Contabilística. Assim, este anuário apresenta a informação já em SNC, relativa a 2011, ano objeto de análise mas também a 2010. Face ao exposto, a comparação com o primeiro anuário nem sempre será possível dado que, para além de o primeiro estar em POC e o presente em SNC, algumas empresas apresentaram valores reexpressos relativamente ao ano económico de 2010, tendo sido esses os considerados.
À semelhança do que se verifica com o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, a publicação deste trabalho só foi pos- sível graças ao patrocínio da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC), do Tribunal de Contas e do Centro de Investiga- ção em Contabilidade e Fiscalidade (CICF) do Instituto Politécni- co do Cávado e do Ave. Assim, o nosso agradecimento:
• ao Sr. Bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas Domingues Azevedo e ao Sr. Presidente do Tribunal de Con- tas, Guilherme de Oliveira Martins;
• ao Sr. Juiz Conselheiro, José Manuel Monteiro da Silva e à Dra. Gabriela Ramos do Tribunal de Contas.
• ao Tribunal de Contas da Madeira e Dos Açores, nas pessoas da Dra. Susana Silva e Fernando Flor de Lima respetivamente.
• Foi também importante o apoio técnico da Dra. Ana Rita Abreu do CICF, dos colaboradores do Gabinete de Imagem da OTOC, Telma Ferreira e Duarte Camacho e da Dra Cátia Carneiro na obtenção de dados do setor da Saúde
Sem prejuízo da natural subjetividade nos comentários apresen- tados, e na ordenação dos diferentes quadros associada à difi- culdade que por vezes se tem na obtenção de justificação de alguns dados, em nenhum ponto deste trabalho os autores pre- tendem influenciar a decisão ou a opinião dos leitores sobre esta temática, sendo sim o objetivo a apresentação de informação em diferentes vertentes.
Sugestões e comentários para melhorar uma possível próxima edição caso se entenda útil serão sempre bem recebidos.
O coordenador do anuário
João Baptista da Costa Carvalho
[email protected]
12 de Dezembro de 2012
CAPÍTULO 1.
O Setor Empresarial do Estado (SEE) 1.1. Enquadramento
Uma das marcas fundamentais do setor público moderno é a sua cada vez maior relevância na atividade económica. Nas últimas décadas, a evolução do setor público tem conduzido ao cresci- mento da sua dimensão, complexidade e variedade institucional.
Esta diversidade traduz-se na coexistência de dois subsetores principais: o Setor Público Administrativo (SPA) e o Setor Público Empresarial (SPE). Paralelamente, as entidades públicas (Estado, Regiões Autónomas e Municípios) celebram parcerias com enti- dades privadas para a prossecução de atividades públicas.
O SPE integra um universo diversificado de entidades que operam em múltiplos setores de atividade. Caracteriza-se pelo desenvolvimento de atividades intrinsecamente mercantis, através da produção e ven- da de bens e serviços, embora também servindo fins sociais e/ou co-
letivos. Por consequência, estas entidades revestem uma organização e uma gestão claramente empresarial. Nesse sentido, seguem uma filosofia que se aproxima muito das organizações privadas.
As empresas do SPE podem ter como “entidade mãe” o Estado (empresas SEE), os Municípios (empresas SEL) ou o Governo Re- gional dos Açores ou da Madeira (SER). Em qualquer dos casos, isto inclui as participações maioritárias bem como as empresas em que a entidade pública tem uma participação minoritárias, como é o caso da GALP com a participação de 7% do Estado.
O presente estudo analisa unicamente as empresas do SEE e o SER, excluindo-se, deste modo, o SEL (objeto de estudo no Anu- ário Financeiro dos Municípios).
Figura 1 - Setor P úblico
ADMINISTRAÇÃO CENTRAL ADMINISTRAÇÃO REGIONAL ADMINISTRAÇÃO LOCAL
Setor Públic o Empresarial Setor Públic o Administrativo
Administração Direta
Administração Indireta
Setor Empresarial do Estado
Parcerias com o Estad o Parcerias
Público-privadas
Administração Direta
Administração Indireta
Setor Empresarial Regional
Parcerias co m Governos Regionais
Municípios
Freguesias
Setor Empresarial Local
Parcerias com Municípios Figura 1 - Setor Público
O memorando de entendimento sobre políticas económicas e fi- nanceiras, assinado em 17 de maio de 2011
*, trata explicitamente da necessidade de racionalizar o número atual de entidades pú- blicas, referindo o seguinte:
«Conjuntamente com a avaliação das empresas do SEE irá ser publicado, em Dezembro de 2011, um levantamento abrangente das entidades públicas e quase públicas, incluindo associações, fundações e outros organismos em todos os níveis da adminis- tração pública. Com base neste levantamento, a administração responsável por tais entidades decidirá acerca do seu encerra- mento ou da sua manutenção.»
Quanto às parcerias público-privadas(PPP), o memorando refere que se vai «proceder a uma avaliação abrangente das PPP e das concessões para reduzir a exposição financeira do Estado. As PPP expuseram o Estado a obrigações financeiras significativas e expuseram algumas fragilidades na sua capacidade de gerir efetivamente estes contratos.»
No setor empresarial do estado, pretende-se «diminuir os custos de exploração e a racionalizar o setor (…) e preparar um relató- rio abrangente sobre as 10 empresas do SEE que colocam poten- cialmente maior risco orçamental para o Estado” (ação prévia - prior action). Até ao final de Julho de 2011, iremos alargar a cobertura deste relatório, para incluir todas as grandes empre- sas do SEE para: (i) concluir os planos concretos de redução dos custos operacionais gerais das empresas do SEE em, pelo menos, 15% em relação aos níveis de 2009; (ii) rever a estrutura das ta-
* Em 8 de Abril de 2011, os Ministros do Eurogrupo e do ECOFIN emitiram uma de- claração esclarecendo que o apoio financeiro da UE (mecanismo europeu de estabi- lização financeira – european financial stabilisation mechanism — EFSM) e da zona euro (facilidade europeia de estabilidade financeira - european financial stability facility — EFSF) seria providenciado na base de um programa político apoiado num condicionalismo rigoroso e negociado com as autoridades portuguesas, envolven- do devidamente três partidos políticos (PS, PSD e PP), pela Comissão Europeia em conjunto com o BCE e com o FMI.
rifas, a fim de reduzir a subsidiação, e (iii) aplicar tetos da dívida mais apertados, a partir de 2012 em diante.“ Ao mesmo tem- po, pretende-se “acelerar o programa de privatizações. O plano existente –com horizonte temporal até 2013 - cobre o setor dos transportes (Aeroportos de Portugal, TAP e CP Carga), o setor da energia (GALP, EDP e REN), o setor das comunicações (Correios de Portugal) e o setor dos seguros (Caixa Seguros), assim como uma série de empresas de menor dimensão.»
Tabela 1.1 - Estado de implementação de algumas medidas do memorando
Medida Prazo Estado
2ª Avaliação – Setembro de 2011
Realizar e publicar um levantamento completo dos pagamentos em atraso das administrações pú- blicas e do SEE, abrangendo todas as categorias de despesa, com referência ao fim de Junho de 2011.
Fim agosto
2011 Implementado
3ª Avaliação – Março de 2012
Lançar um concurso para contratar uma empresa de auditoria internacionalmente reconhecida para realizar uma análise mais aprofundada dos 36 contratos de PPP que existem a nível nacional.
Fim dezembro
2011
Implementado
Elaborar um relatório sobre o SEE baseado nas demonstrações financeiras previsionais que avaliem as respetivas perspetivas financeiras, a potencial exposição do Estado e a margem para uma privatização ordenada.
Fim fevereiro
2012 Com atraso
4ª Avaliação – Junho de 2012
Elaborar programa para extinção da Parpública Fim abril
2012 Implementada
1.2 Evolução
O desenvolvimento do SPE inicia-se durante o período do Estado Novo, em coerência com a assunção pelo setor público de um papel de coordenação económica. As empresas públicas tiveram o seu início na década de 1960, constituindo verdadeiras orga- nizações com fim empresarial. Embora, antes de 1974, nunca te- nham atingido grande dimensão, dispunham de algumas das ca- racterísticas atuais, como personalidade jurídica, independência financeira e de gestão e sujeição a mera tutela administrativa.
As nacionalizações, decretadas a partir de 11 de Março de 1975, passaram para a esfera pública os setores mais relevantes da economia nacional. Neste processo, estiveram incluídos não só os setores da banca e dos seguros, mas também a agricultura, as pescas, as indústrias extrativas, alimentares, de tabaco, na- vais, químicas, celuloses, petrolíferas, vidreira, cimento, side- rurgia, eletricidade, transportes ferroviários, urbanos, aéreos, marítimos, fluviais, rádio e televisão. Na sequência deste pro- cesso, o valor acrescentado bruto deste setor, que correspondia a cerca de 8% antes de 1975, aumentou para quase 23% (15%
só no setor empresarial) depois do processo de nacionalizações.
A formação bruta de capital fixo (FBCF) passou de quase 16%
para quase 43% (27% no setor empresarial). Por último, o peso do emprego público passou de 12,5% para 19% (6,5% no setor empresarial). Constituiu-se, assim um verdadeiro Setor Empre- sarial do Estado no Setor Público.
Na sequência da revisão constitucional de 1989, inicia-se um processo de privatizações de alcance considerável, cuja mo- tivação foi a racionalização visando adequar o setor público aos princípios de uma economia mista, em que o papel produ- tivo cabe maioritariamente ao setor privado. A magnitude do processo de privatizações em Portugal foi comparativamente das mais altas dos países da OCDE no período entre 1990 e 2000, como se pode ver no quadro seguinte (Quadro 1.1).
Quadro 1.1 - Receitas de Privatização nos países da OCDE, 1990-2000
País Receitas
milhões $ Receitas
per capita Receitas
% do Produto Ranking de Privatização
Austrália 69 661 3 764 15.94 2º
Áustria 10 439 1 293 5.87 11º
Bélgica 9 611 946 4.44 13º
Canadá 10 583 366 1.64 18º
Dinamarca 6 048 1 146 4.64 12º
Finlândia 11 000 2 137 10.00 4º
França 75 488 1 263 6.14 9º
Alemanha 21 711 265 1.22 20º
Grécia 12 329 1 172 8.50 8º
Irlanda 7 613 2 046 9.22 5º
Itália 108 642 1 889 9.03 6º
Japão 37 670 299 1.26 19º
Holanda 13 641 882 4.19 14º
Nova Zelândia 9 413 2 656 15.89 3º
Noruega 2 900 656 2.57 17º
Portugal 25 292 2 544 18.24 1º
Espanha 37 660 957 5.93 10º
Suécia 17 295 1 956 8.81 7º
Suíça 6 422 903 3.55 16º
Reino Unido 42 808 735 3.92 15º
Estados Unidos 6 750 25 0.08 21º
Média OCDE 25 856 1 329 6.73
Em todo lado, a partir das décadas de 1980 e 1990 reconhece-se a necessidade de uma profunda reforma do setor público e que se tra- duz na aplicação dos princípios da Nova Gestão Pública cuja base ma- tricial é a defesa da liberalização da economia. De acordo com Hood (1991: 4-5)
*, a esta nova orientação inclui 7 princípios ou tendências:
(1) A evolução para a desagregação do setor público em uni- dades autónomas;
(2) Prestação de serviços públicos baseados no modelo de contratação competitiva;
(3) Introdução de princípios de gestão do setor privado;
(4) Ênfase no princípio da economia do uso dos recursos públicos;
(5) Gestão profissional, transparente e orientada para a prática.
(6) Introdução de padrões de desempenho formais e mensuráveis;
(7) Ênfase no controlo baseado nos resultados.
* Hood, C. (1991) A Public Management for All Seasons?, Public Administration. 69: 3–19.
De um modo simples, relativamente aos serviços que não preten- dia ou podia privatizar e que se mantiveram no SPA, importaram- -se os princípios e instrumentos associados à gestão privada para os aplicar às entidades públicas. Adotaram-se, por isso, os três princípios da Nova Gestão Pública (Pollitt e Bouckaert 2000)
*: i) separação estrutural; ii) autonomização e responsabilização; iii) contratualização com base em resultados. De modo simples, pre- tendeu-se a evolução de uma gestão baseada em recursos (inputs) para uma gestão baseada em resultados (ouputs e outcomes).
A comparação internacional mostra que o setor das empresas do setor público ainda é considerável e tem recebido atenção crescente das organizações internacionais como a OCDE, como se pode ver no quadro 1.2.
Quadro 1.2 - Caraterização de EPs nos países da OCDE, 2011 País N.º de Empresas N.º de Empregados Valor em $
Austrália 17 48 845 17.6
Áustria 9 79 205 16.4
Bélgica 8 92 361 57.8
Canadá 33 105 296 21.6
Dinamarca 13 18 508 10.7
Finlândia 36 9 789 56.6
França 51 838 574 --
Alemanha 59 71 069 41,7
Itália 25 289 329 105.4
Holanda 28 60 355 74.1
Nova Zelândia 19 31 852 18.8
Noruega 46 230 195 131.0
Portugal 93 180 577 18.3
Espanha 151 160 529 80.7
Suécia 47 148 132 67.7
Suíça 4 100 128 33.3
Reino Unido 21 378 298 67.4
Média OCDE 38.8 172 061 51,2
Fonte: OECD. 2011. “The Size and Composition of the SOE setor in OECD Countries.”
* Pollitt, C. and Bouckaert, G. (2000) Public Management Reform: A Comparative Analysis, Oxford: Oxford University Press.
No sentido de comparar os dados do quadro 1,3 com a população, os gráficos 1.1 e 1.2 apresentam o número de empresas por mi- lhão de habitantes e a percentagem de funcionários de empresas públicas na população do país. No primeiro caso, verifica-se que Portugal tem o segundo mais alto número de empresas em relação à sua dimensão (8,7), só atrás da Noruega (9,4). No segundo caso, a percentagem de empregados das empresas públicas é de 1,7%
em Portugal, um número que equivalente ao da Finlândia, mas que fica a grande distância do valor da Noruega (4,7%).
Gráfico 1.1 – Empresa Pública por Milhão de Habitantes na OCDE, 2011
Gráfico 1.2 – Percentagem de Funcionários de Empresas Públicas na População 0
2 4 6 8 10
Reino Unido Suíça Suéci
a Espanha Portugal Norueg
a
Nova Zelândi a Holanda Itália Alemanha França Finlândi
a Dinamarc
a Canad
á Bélgic
a Áustria Austrália
0 1 2 3 4 5
Reino Unido Suíça Suéci
a Espanha Portugal Norueg
a
Nova Zelândi a Holanda Itália Alemanha França Finlândi
a Dinamarc
a Canad
á Bélgic
a Áustria Austrália
Como se pode ver no gráfico seguinte, os setores de eletricidade e gás (26%) e de transportes (19%) representam a maior fatia das empresas públicas. Estes dois setores são os exemplos dos chamados monopólios naturais, aqueles que a doutrina clássica das finanças públicas advogava a permanência na esfera públi- ca. Com o setor financeiro, estes setores representam quase três quartos do peso das empresas públicas.
Gráfico 1.3 – Setores de Atividade das Empresas Públicas na OCDE
Fonte: OECD. 2011. “The Size and Composition of the SOE setor in OECD Countries.”
A comparação internacional mostra também que as parcerias público-privadas foram um mecanismo de intervenção e presta- ção de serviços públicos abundantemente usada pelos países eu- ropeus a partir dos anos 90. O aumento significativo observou- -se quer no nº de projetos aprovados (Gráfico 1.4), quer no valor total de investimentos (Gráfico 1.5).
Gráfico 1.4– Evolução do número de PPPs na Europa
Gráfico 1.5 – Evolução do valor de PPPs na Europa 0
30 60 90 120 150
1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 Milhões de euros Outras Atividades 12%
Outras Util. Públicas 2%
Imobiliário 2%
Transportes 19%
Eletricidade e Gás 26% Telecomunicações 3%
Financeiro 24%
Manufatura 7%
Setor primário 5%
1.3 Justificação
No contexto de evolução do setor público, as ideias subjacentes à nova gestão pública (separação estrutural, autonomização e contratualização baseada em resultados) não se têm traduzido apenas ou exclusivamente na empresarialização do setor públi- co. Outras formas alternativas que têm sido usadas entre nós como modelo institucional de prestação de serviços, como são as fundações Públicas e as Parcerias Público-Privadas.
O memorando de ajuda financeira ao Estado português refere que «serão adotadas novas leis que irão regulamentar a cria- ção de empresas públicas, fundações, associações e organis- mos semelhantes a nível central e local. Iremos introduzir de imediato as alterações legislativas necessárias para melhorar a monitorização, reduzir os custos operacionais e suspender temporariamente a criação de novas entidades públicas ou quase públicas (incluindo empresas públicas) ao nível da ad- ministração local.»
1.3.1 Empresas Públicas
As empresas públicas latu sensu são designadas de unidades produtivas do setor público, organizadas e geridas de forma em- presarial, integrando as empresas públicas e as empresas par- ticipadas:
• Empresas públicas – empresas em que o Estado ou outras entidades públicas estaduais possam exercer, isolada ou conjuntamente, de forma direta ou indireta, uma influência dominante decorrente da detenção da maioria do capital ou dos direitos de voto, ou do direito de designar ou de des- tituir a maioria dos membros dos órgãos de administração ou de fiscalização. Neste caso estão a REFER, a RTP e a TAP.
• Empresas participadas - empresas em que, não se encon- trando reunidos os requisitos para serem consideradas em-
presas públicas, existe uma participação permanente do Estado ou de qualquer outra entidade pública. Neste caso estão a GALP e a EDP.
O SEE integra o conjunto das empresas detidas ou participadas, direta ou indiretamente, pelo Estado ou outras entidades pú- blicas, cuja atividade abrange os mais diversos setores de ativi- dade. Mas para além das participações diretas, o Estado detém um conjunto assinalável de participações indiretas, maioritaria- mente integradas em grupos económicos ou holdings como a Parpública – Participações Públicas, SGPS, SA, AdP – Águas de Portugal, SA. e na Caixa Geral de Depósitos, S.A.
O enquadramento legal do SEE é definido pelo Decreto-Lei nº 300/2007, de 23 de Agosto, que consiste fundamentalmente de uma alteração e republicação do Decreto-Lei n.º 558/99, de 17 de Dezembro. Aplica-se também a legislação comercial, nomea- damente o Código das Sociedades Comerciais.
Tendo em conta o valor das participações, a estrutura do SEE português por setores de atividade é representada no gráfico seguinte, onde se observa que os setores financeiros e de trans- pores pesam mais de 50% do SEE. O setor das empresas finan- ceiras inclui a CGD e o BPN. No setor dos transportes estão incluídas a CP, a Carris, e as três empresas que gerem os metros de Lisboa, Porto (com 40% de participação) e Mondego (53%).
Os serviços de utilidade pública incluem as empresas Águas de Portugal (8,8%), CTT e Portugal Telecom (0%). A RTP e a Lusa (50%) incluem-se no grupo da comunicação social.
Ao mesmo tempo, como empresa gestora de participações so-
ciais de património imobiliário, Parpública tem uma carteira de
participações que ascende a 3.828,5 milhões de euros, em em-
presas dos vários setores como setor financeiro e transportes.
Gráfico 1.6 – Peso dos setores de Atividade do SEE em valor nominal das participações
O esforço financeiro do Estado com apoios às empresas pú- blicas, através de indemnizações compensatórias, dotações de capital, empréstimos e assunção de passivos, foi de 6.905,5 mi- lhões de euros em 2011, como se pode ver na tabela seguinte.
Tabela 1.2 - Apoios Financeiros a Empresas Públicas
2010 2011 Variação %
Empresas Públicas Não Financeiras 987.785 6.305.449 538,30%
Comunicação Social 285.902 344.311 20,40%
Cultura 56.664 56.185 -0,80%
Gestão de Infraestruturas 211.979 3.934.552 1.756,1%
Aéreas 0 0 --
Ferroviárias 43.379 2.143.052 4.840,3%
Portuárias 1.100 0 --
Rodoviárias 130.000 1.705.000 1.211,5%
Outras Infraestruturas 37.500 86.500 130,70%
Requalificação Urbana e Ambiental 27.926 38.198 36,80%
Saúde 52.000 0 -100,00%
Transportes 229.446 1.794.858 682,30%
Outros setores 123.868 137.345 10,90%
Empresas Públicas Financeiras 550.00 600.000 9,10%
Total Empresas Públicas 1.537.785 6.905.449 349,10%
Fonte: DGTF. 2012. Setor Empresarial do Estado: Relatório 2012. Milhares de Euros
1.3.2 Fundações
Em julho de 2012, foi publicada a lei-quadro das fundações (Lei 24/2012 de 9 de julho) que regula as fundações portu- guesas bem como as estrangeiras que desenvolvam os seus fins em território nacional. Aí se define que uma fundação é uma pessoa coletiva, sem fim lucrativo, dotada de um patri- mónio suficiente e irrevogavelmente afetado à prossecução de um fim de interesse social (artigo 3º), isto é, aqueles que se traduzem no benefício de uma ou mais categorias de pessoas distintas do fundador, seus parentes e afins, ou de pessoas ou entidades a ele ligadas por relações de amizade ou de negó- cios, designadamente:
a) A assistência a pessoas com deficiência;
b) A assistência a refugiados e emigrantes;
c) A assistência às vítimas de violência;
d) A cooperação para o desenvolvimento;
e) A educação e formação profissional dos cidadãos;
f) A preservação do património histórico, artístico ou cultural;
g) A prevenção e erradicação da pobreza;
h) A promoção da cidadania e a proteção dos direitos do homem;
i) A promoção da cultura;
j) A promoção da integração social e comunitária;
k) A promoção da investigação científica e do desenvolvi- mento tecnológico;
l) A promoção das artes;
m) A promoção de ações de apoio humanitário;
n) A promoção do desporto ou do bem -estar físico;
o) A promoção do diálogo europeu e internacional;
p) A promoção do empreendedorismo, da inovação ou do desenvolvimento económico, social e cultural;
q) A promoção do emprego;
r) A promoção e proteção da saúde e a prevenção e con- trolo da doença;
s) A proteção do ambiente ou do património natural;
t) A proteção dos cidadãos na velhice e invalidez e em
Outros setores 3,6%
Empresas Financeiras 33,6%
Comunicação Social 7%
Gestão de Infraestruturas 9,7%
Saúde 12,1%
Serviços de Util. Pública 0,8%
Transportes 18,9%
Parpública 13%
todas as situações de falta ou diminuição de meios de sub- sistência ou de capacidade para o trabalho;
u) A proteção dos consumidores;
v) A proteção e apoio à família;
w) A proteção e apoio às crianças e jovens;
x) A resolução dos problemas habitacionais das popula- ções;
y) O combate a qualquer forma de discriminação ilegal.
Nos termos do artigo 4º, as fundações podem assumir um dos seguintes tipos:
a) «Fundações privadas», as fundações criadas por uma ou mais pessoas de direito privado, em conjunto ou não com pessoas coletivas públicas, desde que estas, isolada ou con- juntamente, não detenham sobre a fundação uma influência dominante;
b) «Fundações públicas de direito público», as fundações criadas exclusivamente por pessoas coletivas públicas, bem como os fundos personalizados criados exclusivamente por pessoas coletivas públicas nos termos da lei-quadro dos ins- titutos públicos,
c) «Fundações públicas de direito privado», as fundações cria- das por uma ou mais pessoas coletivas públicas, em conjunto ou não com pessoas de direito privado, desde que aquelas, isolada ou conjuntamente, detenham uma influência domi- nante sobre a fundação.
A lei-quadro das fundações surgiu na sequência da lei n.º 1/2012, que determinou a realização de um censo e aplica- ção de medidas preventivas a todas as fundações, com vista a proceder a uma avaliação do respetivo custo/benefício e viabilidade financeira, e, nessa base, decidir a manutenção ou extinção. Em julho, o governo pública o relatório de avalia- ção, do qual se extrai a tabela resumo da sua caracterização (ver Tabela 1.3).
Tabela 1.3 - Caracterização das Fundações Fundações
não IPSS* Fundações IPSS Total
Universo das Fundações Avaliáveis 227 174 401
Fundações privadas 142 140 282
Fundações públicas de direito privado 73 26 99
Fundações público-privado 12 8 20
Com Estatuto de Utilidade Público 126 174 300
Património M€ 5.138 M€ 790 M€ 5.928
Apoios financeiros públicos M€ 817 M€ 217 M€ 1.034 Nº de fundações cujos apoios financeiros
públicos 52 47 99
Despesa fiscal no triénio 2008/2010 (IRC, IUC. IMT, IS, ISV, IVA-restituição e consig- nação 0,5% IRS)
M€ 2 M€ 9 M€ 11
Valor patrimonial tributário isento (IMI)
em 2010 M€ 342 M€ 156 M€ 498
Despesa parafiscal (redução de taxa nos
encargos com pessoal) no triénio 2008/2010 M€ 25 M€ 13 M€ 38 Nº de colaboradores (sem voluntários) em
31/10/2011 16.612 9.086 25.698
Nº de voluntários 8.119 550 8.669
Fonte: Governo, Relatório de Avaliação das Fundações, Junho 2012.
Finalmente, o resultado do processo de avaliação é concre- tizado em setembro através da resolução do conselho de ministros n.º 79-A/2012. Com esta decisão são tomadas as seguintes decisões:
Extinção das seguintes fundações:
• Fundação Cidade de Guimarães em 2013;
• Fundação Museu do Douro;
• Côa Parque — Fundação para a Salvaguarda e Valorização do Vale do Côa;
Cessação do total de apoios financeiros públicos às seguintes fundações:
• Fundação Casa de Mateus;
• Fundação Oriente;
• Fundação Casa de Bragança
• Fundação Luso Africana para a Cultura;
• Fundação D. Manuel II;
• Fundação Vox Populli;
• Fundação para as Comunicações Móveis;
• Fundação Alter Real;
• Fundação Mata do Buçaco;
• Fundação Convento da Orada — Fundação para a Salva- guarda e Reabilitação do Património Arquitetónico;
Cancelamento do estatuto de utilidade pública às seguintes fundações:
• Fundação Manuel Simões;
• Fundação Frei Pedro;
• Fundação Manuel Leão.
Redução de 30 % do total de apoios financeiros públicos às seguintes fundações:
• Fundação Amadeu Dias;
• Fundação António Quadros — Cultura e Pensamento;
• Fundação das Universidades Portuguesas;
• Fundação Eça de Queiroz;
• Fundação Engenheiro António de Almeida;
• Fundação Instituto Arquiteto José Marques da Silva - Uni- versidade do Porto;
• Instituto de Investigação Científica Bento da Rocha Cabral;
• Fundação Minerva - Cultura - Ensino e Investigação Científica;
• Fundação Professor Francisco Pulido Valente;
• Fundação Económicas - Fundação para o Desenvolvimen- to das Ciências Económicas, Financeiras e Empresariais;
• Fundação Conservatório de Música da Maia;
• Fundação Ensino e Cultura Fernando Pessoa;
• Asilo de Santo António do Estoril;
• Fundação Denise Lester;
• Fundação Arpad Szénes - Vieira da Silva;
• Fundação Casa da Música;
• Fundação de Arte Moderna e Contemporânea - Coleção Berardo;
• Fundação de Serralves;
• Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva;
• Fundação Conservatório Regional de Gaia;
• Fundação Bracara Augusta;
• Fundação Batalha de Aljubarrota;
• Fundação Pedro Ruivo;
• Fundação de Assistência Médica Internacional;
• Fundação Mário Soares;
• Fundação Inês de Castro;
• Fundação Museu Nac. Ferroviário Armando Ginestal Machado;
• Fundação do Gil;
• Fundação Manuel Viegas Guerreiro;
• IFEC — Fundação Rodrigues da Silveira;
• Pro Dignitate — Fundação de Direitos Humanos.
• Fundação INATEL;
• Fundação Aga Khan Portugal;
• Solidários — Fundação para o Desenvolvimento Coopera- tivo e Comunitário;
• Fundação Maria Isabel Guerra Junqueiro e Luís Pinto de Mesquita Carvalho;
• Fundação Casa Museu Maurício Penha;
• Fundação para os Estudos e Formação Autárquica — Fun- dação CEFA; Fundação da Juventude;
• Fundação Caixa Geral de Depósitos — Culturgest;
• Fundação Júlio Pomar;
• Redução de 20% do total de apoios financeiros públicos à Fundação Centro Cultural de Belém;
Recomendar às instituições de ensino superior públicas funda- doras, respetivamente fundações universidades, universidades e institutos politécnicos, a extinção das seguintes fundações:
• Fundação Carlos Lloyd de Braga (Universidade do Minho);
• Fundação Cultural da Universidade de Coimbra (Universi- dade de Coimbra);
• Fundação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Universidade de Lisboa);
• Fundação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Uni-
versidade Nova de Lisboa
• Fundação da Universidade de Lisboa (Universidade de Lisboa);
• Fundação Fernão de Magalhães para o Desenvolvimento (Instituto Politécnico de Viana do Castelo);
• Fundação Gomes Teixeira (Fundação da Universidade do Porto);
• Fundação Instituto Politécnico do Porto (Instituto Poli- técnico do Porto);
• Fundação João Jacinto de Magalhães (Fundação da Uni- versidade de Aveiro);
• Fundação Luis de Molina (Universidade de Évora);
• Fundação Museu da Ciência (Universidade de Coimbra);
• FNE — Fundação Nova Europa (Universidade da Beira Interior);
• Fundação para o Desenvolvimento da Universidade do Algarve (Universidade do Algarve).
1.3.3 Parcerias Púbico Privadas
As Parcerias Público-Privadas (PPP) constituem modalidades de envolvimento, através de contrato, de entidades privadas em projetos de investimento de interesse público. Da parte do setor público, os parceiros podem ser o Estado, as entidades públicas estatais, os Serviços e Fundos Autónomos e as entidades públicas empresariais. As PPP distinguem-se pela longa duração da rela- ção entre os parceiros, o papel a desempenhar pelos parceiros na definição, conceção, realização, exploração e financiamento e a partilha de riscos entre os parceiros.
Os instrumentos de regulação jurídica das relações de colabora- ção entre entes públicos e entes privados têm tomado diversas formas, designadamente: contrato de concessão de obras públi- cas; o contrato de concessão de serviço público; o contrato de fornecimento contínuo; o contrato de prestação de serviços; o contrato de gestão; e o contrato de colaboração.
As justificações essenciais para a definição de PPP são o acrés- cimo de eficiência na afetação de recursos públicos e a melhoria
qualitativa e quantitativa do serviço, sendo aplicável a projetos cujo desenvolvimento requer, da parte dos parceiros, elevadas capacidades financeira, técnica e de gestão de recursos e a ma- nutenção de condições de sustentabilidade adequadas durante a vida do contrato.
O lançamento e a contratação da parceria público-privada pres- supõem uma clara enunciação dos objetivos da parceria, defi- nindo os resultados pretendidos e permitindo uma adequada atribuição das responsabilidades das partes, bem como o desen- volvimento de estudos que evidenciem as vantagens relativa- mente a formas alternativas de alcançar os mesmos fins e que, simultaneamente apresente para os parceiros privados uma ex- pectativa de obtenção de remuneração adequada aos montantes investidos e ao grau de risco em que incorrem. O gráfico 1.7 apresenta a evolução do número de PPPs e concessões desde 1995. Neste ano estavam em vigor 13 contratos, sendo visível o aumento sustentado até ao valor de 120 em 2010.
Gráfico 1.7 – Evolução do nº de PPPs e Concessões
Fonte: Ministério das Finanças
Os gráficos 1.8 e 1.9 apresentam o aumento dos encargos entre 2008 e 2016. Entre 2008 e 2011, os encargos líquidos quase quadruplicou, passando de cerca de 0,3% para 1,1% do PIB. Os encargos brutos passarão de cerca de 0,76% em 2012
Acumulado Novos projetos
1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 13 13 19
6 21
2 1 5 3 4 6 8
0 4 9
22 27
39
56 59
12
19 17 11
63 69 69
77 81
100 111
120
para 1,08% em 2016. Até 2040, o maior esforço financeiro do Estado (86%) verifica-se nas concessões e subconcessões rodoviárias, como se pode ver no gráfico 1.10. Cabe à Es- tradas de Portugal compensar as concessionárias através do pagamento de rendas de disponibilidade, situação responsá- vel pelo forte aumento dos encargos com as parcerias PPPs a partir de 2014.
Gráfico 1.8 – Encargos Líquidos das PPPs em Milhões de Euros
Fonte: Ministério das Finanças
Gráfico 1.9 – Encargos Brutos das PPPs em Percentagem do PIB
Fonte: Ministério das Finanças
Gráfico 1.10 – Encargos das PPPs por setor, 2012-2040
As concessões e subconcessões rodoviárias são constituídas por 25 concessões, 35 promotores e mais de 3 mil quilómetros de rede, o que corresponde a um valo acima da média da União Europeia. A tabela 1.4 seguinte apresenta o quadro atual de PPPs e Concessões por setores de atividades, prazo e investimento.
0 500 1000 1500 2000
2008 2009 2010 2011
475
909
1126
1823
0,0%
0,2%
0,4%
0,6%
0,8%
1,0%
1,2%
2012 2013 2014 2015 2016
0,76% 0,81%
1,12% 1,14%
1,08%
Outras 1%
Ferroviárias 1%
Saúde 12%
Rodoviárias 86%
Tabela 1.4 - Lista de PPPs em Concessão e Exploração por Setor
Concessão Concessionário Início Prazo Investimento*
TRANSPORTES - RODOVIÁRIAS
Concessão Lusoponte Lusoponte, SA 1995 30 1331
Concessão Norte Ascendi Norte – Auto Estradas do Norte, SA 1999 30 1217
Concessão Oeste Auto-Estradas do Atlântico, SA 1999 30 628
Concessão Brisa BRISA-Auto-Estradas de Portugal 2000 30 2781
Concessão Litoral Centro Brisal - Auto-estradas do Litoral, SA 2004 30 648
Concessão da Beira Interior (IP2/IP6) ScutVias - Auto-estradas da Beira Interior, SA 1999 30 870
Concessão da Costa de Prata (IC1/IP5) Ascendi Costa de Prata - Auto-estradas da Costa da Prata, SA 2000 30 431 Concessão do Algarve (IC4/IP1) EuroScut - Sociedade Concessionária da SCUT do Algarve, SA 2000 30 307
Concessão Interior Norte (IP3) NorScut - Concessionária de Auto-Estradas SA 2000 30 678
Concessão das Beiras Litoral e Alta (IP5) Ascendi Beiras Litoral e Alta - Auto-estradas das Beiras Litoral e Alta, SA 2001 30 925 Concessão Norte Litoral (IP9/IC1) EuroScut Norte - Sociedade Concessionária da SCUT do Norte Litoral, SA 2001 30 410 Concessão Grande Porto (IP4/IV24) Ascendi Grande Porto - Auto-estradas do Grande Porto, SA 2002 30 613
Concessão Grande Lisboa Ascendi Grande Lisboa – Auto Estradas da Grande Lisboa, SA 2007 30 196
Sub-Concessão Douro Litoral AEDL - Auto-estradas do Douro Litoral, SA 2007 27 845
Sub-Concessão AE Transmontana Auto-Estradas XXI - Subconcessionária Transmontana, SA 2008 30 568.
Sub-Concessão Douro Interior AENOR Douro - Estradas do Douro, SA 2008 30 680
Concessão Tunel do Marão Auto-Estradas do Marão 2008 30 369
Sub-Concessão Baixo Alentejo SPER - Sociedade Portuguesa para a Construção e Exploração Rodoviária, SA 2009 30 408
Sub-Concessão Baixo Tejo VBT - Vias do Baixo Tejo, SA 2009 30 288
Sub-Concessão Litoral Oeste AELO - Auto-estradas do Litoral Oeste, SA 2009 30 474
Sub-Concessão Algarve Litoral Rotas do Algarve Litoral, SA 2009 30 176
Sub-Concessão Pinhal Interior Ascendi Pinhal Interior - Auto-estradas do Pinhal Interior, SA 2010 40 1010
Metro Sul Tejo MTS - Metro Transportes do Sul, SA 2002 30 346
Transp. Ferroviário eixo-norte/sul Fertagus, SA 1999 11 + 9 1246
SAÚDE
Gestão do Centro de Atendimento do SNS LCS - Linha de Cuidados de Saúde, SA 2006 4 4
Gestão Centro Medicina Física Reabilitação Sul GP Saúde, SA 2006 7 3
Gestão do H. Braga - Ent. Gestora do Edifício Escala Braga, Gestora do Edifício SA 2009 30 130
Gestão do H. Braga - Ent. Gestora Estabelecimento Escala Braga, Gestora do Estabelecimento SA 2009 10 12 Gestão H. Cascais-Ent. Gestora Estabelecimento HPP - Hospitais Privados de Portugal, SGPS, SA 2008 10 17
Gestão H. Cascais - Ent. Gestora do Edifício TDHOSP - Gestão de Edifício Hospitalar SA 2008 30 59
Gestão do H. Loures - Ent. Gestora do Estabelecimento SGHL - Soc. Gestora do Hospital de Loures, SA 2009 10 31
Gestão do H. Loures - Ent. Gestora do Edifício HL - Sociedade Gestora do Edifício, SA 2009 30 90
Gestão Hospital de Vila Franca Xira - Ent. Gestora do Edifício Escala Vila Franca – Gestora do Edifício, S.A. 2010 30 80 Hospital de Vila Franca Xira - Ent. Gestora do Estabelecimento Escala Vila Franca – Gestora do Estabelecimento, S.A. 2010 10 3 SEGURANÇA
SIRESP SIRESP - Redes Digitais de Seg. e Emergência 2006 15 125
HÍDRICAS
Barragem de Foz Tua EDP 2008 75 360
Concessão Concessionário Início Prazo Investimento*
ENERGIA
Armaz. Subterrâneo de Gás Natural (Guarda) Transgás Armazenagem, SA 2006 40 31
Distribuição Regional de Gás Natural (Lisboa) Lisboagás Soc. Prod. Distrib. Gás, SA 2008 40 613
Distribuição Regional de Gás Natural (Centro) Lusitaniagás-Comp. Gás do Centro, SA 2008 40 307
Distribuição Regional de Gás Natural (Setúbal) Setgás - Soc. Prod. Distrib. Gás, SA 2008 40 169
Distribuição Regional de Gás Natural (Porto) Portgás - Soc. Prod. Distrib. Gás, SA 2008 40 326
Armaz. Regasificação de Gás Natural (Sines) REN Atlântico, SA 2006 40 225
Armaz. Subterrâneo Gás Natural (Guarda, Pombal) REN Armazenagem, SA 2006 40 122
Distribuição Regional de Gás Natural (Beiras) Beiragás-Companhia das Beiras, SA 2008 40 73
Distribuição Regional de Gás Natural (Vale do Tejo) Tagusgás - Empresa Gás Vale do Tejo, SA 2008 40 71
Gestão Rede Nacional Transporte de Gás Natural REN Gasodutos, SA 2006 40 798
Rede Eléctrica Nacional REN - Rede Eléctrica Nacionnal, SA 2007 50 1369
Exploração da Rede Nac. Distribuição de Eletricidade EDP - Distribuição Energia, SA 2006 35 1917
PORTUÁRIAS
Terminal de Contentores de Leixões Terminal de Contentores de Leixões 2000 25 92
Terminal de Carga a Granel de Leixões Terminal de Carga e de Granéis de Leixões 2001 25 55
Silos de Leixões Silos de Leixões, Unipessoal, Lda 2007 25 7
Terminal de Produtos Petrolíferos Petrogal, SA 2006 25 n.d.
Terminal de Granéis Líquido Alimentares E.D. & F. Man Portugal Portugal 2001 15 n.d.
Terminal de Expedição de Cimento a Granel SECIL, Comp. Geral de Cal e Cimento, SA 2001 15 n.d
Serviço de Descarga, Venda e Expedição de Pesacado Docapesca – Portos e Lotas SA 1995 25 n.d.
Instalações de Apoio à Navegação de Recreio Marina de Leixões – Associação de Clubes 1985 25 n.d.
Exploração Turístico Hoteleira Dourocais – Inv. Imobiliário SA 2001 20 n.d.
Exploração Restaurante e Bar Companhia de Cervejas Portuárias, SA 2000 20 n.d
Terminal Sul Aveiro Socarpor – Soc. de Cargas Portuárias (Aveiro), SA 2001 25 9
Serviço de Reboque Aveiro Tinita – Transportes e Reboques Marítimos 2004 10 3
Terminal de Contentores de Alcântara Liscont – Operadores de Contentores, SA 1985 57 n.d.
Terminal de Contentores de Santa Apolónia Sotagus - Terminal de Contentores de Santa Apolónia, SA 2001 20 82
Terminal de Multipurpose de Lisboa Transinsular , Transportes Marítimos Insulares SA 1995 15 n.p.
Terminal de Multiusos do Beato TMB . Terminal de Multiusos do Beato, Op. Portuárias, SA 2000 20 10
Terminal de Multiusos de Poço do Bispo Empresa Tráfego e Estiva, SA 2000 20 4
Terminal de Granéis Alimentares da Trafaria Silpor – Empresa de de Silos Portuários, SA 1995 30 n.p.
Terminal de Granéis Alimentares do Besto Silpor – Empresa de de Silos Portuários, SA 1995 30 n.p.
Terminal de Granéis Alimentares de Palença Sovena Oilseeds Portugal , SA 1995 30 n.p.
Terminal do Barreiro Atlanport – Sociedade de Exploração Portuária, SA 1995 30 n.p.
Terminal de Granéis Líquidos do Barreiro LBC . Tranquipor, SA 1995 30 n.p.
Terminal do Seixal – Baía do Tejo Baía do Tejo, SA 1995 30 n.p.
Terminal de Multiusos Zonal 1 Tersado – Terminais Portuários do Sado, SA 2004 20 14
Terminal de Multiusos Zonal 2 Sadoport – Terminal Marítimo do Sado 2004 20 17
Terminal de Granéis Sólidos de Setúbal Sapec – Terminais Portuários, SA 1995 25 9
Terminal de Granéis Líquidos de de Setúbal Sapec – Terminais Portuários, SA 2003 25 5
Terminal de Contentores de Sines XX PSA – Sines Terminal de Contentores, SA 1999 30 477