V EVENTO INSTITUCIONAL DO PIBID
“Em defesa do PIBID e da valorização docente”
07-11-2017 – campus Jacarezinho - PR
A IMPORTÂNCIA DO PIBID NA FORMAÇÃO DOS DISCENTES ENVOLVIDOS
Everson Oliveira Silva (Bolsista de iniciação a docência PIBID/UENP) [email protected] , Matheus Carriel (Bolsista de iniciação a docência PIBID/UENP) [email protected], Higor Marques (Bolsista de
iniciação a docência PIBID/UENP) [email protected], Adriele de Abreu Martins (Bolsista de iniciação a docência PIBID/UENP)
[email protected], José Carlos da Silva (orientador) [email protected]
Universidade Estadual do Norte do Paraná/ Campus de Jacarezinho/Centro de Ciências Humanas e da Educação.
Ensino, Subprojeto de filosofia.
Palavras-chave: participação, academia, escola pública.
Introdução
O presente trabalho tem por objetivo promover uma análise acerca da nossa participação no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), Subprojeto Filosofia/UENP, Campus de Jacarezinho PR, propiciando uma reflexão sobre o impacto desse projeto tanto no processo de formação docente dos bolsistas quanto na recepção dos alunos da escola pública atingida. As atividades realizadas por esse grupo se sucederam na primeira série do Ensino Médio, no período matutino, no Colégio Estadual Luiz Setti, em Jacarezinho.
Também demonstraremos que o Pibid tem uma importância dual, que possibilita uma formação mais qualificada dos discentes envolvidos nesse projeto e, ainda, fomenta a relação entre a academia e a escola pública, apresentando-se como uma ponte de mão dupla, visto que os indivíduos beneficiados estão em seus dois extremos.
A metodologia mais usada neste texto, será a bibliográfica na tentativa de conhecer as propostas dos professores pensadores que hoje discutem o assunto. Em seguida tentar inserir nas escolas onde atuamos com adaptação a aplicação de tais teoria.
Revisão da literatura
Utilizamos, na maior parte do tempo, o livro Filosofia: experiência do pensamento, de Sílvio Gallo, publicado em 2014 pela Editora Scipione. Esse livro, que é disponibilizado pelo Ministério da Educação, foi o escolhido pelos professores de Filosofia do Colégio Estadual Luiz Setti como material de apoio
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no ensino da disciplina para os anos de 2015, 2016 e 2017. Sendo assim, além deste servir de ferramenta para o professor supervisor, também serviu de parâmetro para as nossas intervenções.
Além disso, para as aulas em que atuamos ativamente, utilizamos textos filosóficos clássicos; seja indiretamente, como no caso do Tratado da Natureza Humana de Hume e das Meditações Metafísicas de Descartes, onde essas obras serviram de embasamento para aplicação do conteúdo; seja no uso pleno da obra, como no caso da leitura da Alegoria da Caverna, apresentada por Platão no livro VII da República.
No tangente aos métodos utilizados, além da observação nas aulas em que não participamos de maneira ativa, trabalhamos principalmente com o formato de aula expositiva dialogada, sendo que em todas as nossas intervenções a sala se organizou em formato de círculo e a participação dos alunos foi incentivada – isso não só pelo aparelho avaliativo do professor, mas, também, através de questões direcionadas a eles; questões estas que suscitavam a curiosidade dos envolvidos, fazendo com que a aula fluísse de maneira mais produtiva e, ainda, que nós enxergássemos com maior nitidez as dificuldades dos alunos.
Além dessa avaliação feita através das discussões, também preparamos questionários que deviam ser respondidos individualmente, a fim de ter um retorno acerca do entendimento dos alunos sobre o conteúdo apresentado.
Resultados e Discussão
O resultado obtido, tanto nas avaliações coletivas quanto nas individuais, foi satisfatório até certo ponto, visto que uma parte dos alunos apresentou uma boa compreensão introdutória do conteúdo exposto. Observamos, todavia, que a grande maioria dos alunos, embora tenha apresentado uma boa compreensão nas avaliações coletivas, não conseguiu obter um bom desempenho individual.
Diante desse panorama, conseguimos traçar dois fatores principais que influenciaram esse mau desempenho dos alunos, sendo eles: a superlotação da sala de aula envolvida e a má qualidade do Ensino Fundamental.
No que diz respeito ao primeiro ponto, devemos assinalar que a sala de aula na qual desenvolvemos nossas atividades é composta por 54 alunos, o que afeta diretamente a produtividade da aula. Com esse número exacerbado de alunos, torna-se uma tarefa quase impossível cumprir com aquilo que está previsto na LDB, mais especificamente, no que se refere ao desenvolvimento de uma autonomia intelectual, visto que não há tempo para a participação de todos os alunos. Dessa forma, o professor (nesse caso, o bolsista do PIBID) é inclinado a adotar uma postura arbitrária, a postura de único portador de conhecimento dentro daquela sala, inibindo a dinamicidade e o diálogo que a Filosofia exige.
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Já no segundo ponto, depois de analisarmos as avaliações individuais, observamos que a grande maioria dos alunos é portadora de uma deficiência na interpretação textos e de discursos orais. Quanto aos textos, ficou evidente essa deficiência, sendo que, nas atividades propostas utilizamos uma linguagem simples e pouco conceitual, tendo como retorno respostas que destoavam demasiadamente daquilo que foram orientados a fazer.
No entanto, é digno de destaque que uma boa parte dos alunos demonstrou um interesse maior pela disciplina quando as aulas nos foram cedidas, apresentando, mesmo que de forma tímida, uma melhora na sua participação em sala de aula.
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Conclusões
Entendendo que existe uma lacuna entre a academia e a escola, o PIBID mostra-se como uma importante ferramenta de integração entre essas duas instituições, que permite aos envolvidos nesse projeto superarem essas barreiras. Isso porque, para os bolsistas, é uma grande oportunidade de compreender a prática docente e o funcionamento da escola, bem como colocar em prática os conteúdos aprendidos na Universidade.
Podemos inferir também que enquanto acontece esse processo os alunos da escola pública envolvida têm a possibilidade de ter um contato com indivíduos que estão mais próximos de sua realidade, que há pouco tempo estavam dentro de salas de aula como a deles.
Agradecimentos
Agradecemos à CAPES que direcionou fomentos para esse projeto bem como à UENP por promover espaço para realização e exposição desse trabalho.
E ao nosso coordenador José Carlos da Silva por suas orientações tão importantes.
Somos gratos também aos nossos professores supervisores que nos acompanham nos colégios
Referências
ADORNO, Theodor W. Educação e Emancipação. São Paulo: Paz e Terra, 1995.
GALLO, Sílvio. Filosofia: experiência do pensamento: volume único – 1. Ed.
– São Paulo: Scipione, 2014.
PLATÃO. República. Col. Os pensadores. São Paulo, Abril Cultural, 1973.
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DESCARTES, René. Meditações sobre filosofia primeira. Trad. Fausto Castilho. Campinas: Cemodecon, 1999. (Edição Bilíngüe).
SEVERINO, Antônio Joaquim. Filosofia no ensino médio. São Paulo: Cortez, 2014.