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Horiz. antropol. vol.11 número23

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Academic year: 2018

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Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 11, n. 23, p. 179-180, jan/jun 2005

Introdução ao debate sobre cotas

INTRODUÇÃO AO DEBATE SOBRE COTAS

Horizontes Antropológicos apresenta em Espaço Aberto deste número um debate sobre cotas raciais para ingresso nas universidades brasileiras através do vestibular, a propósito da publicação do artigo de Marcos Chor Maio e Ricardo Ventura Santos: Política de Cotas Raciais, os “Olhos da Sociedade” e os Usos da Antropologia: o Caso do Vestibular da Universidade de Brasília (UnB). Participam desse debate cientistas de diferentes áreas do conhecimento – antropologia, sociologia, genética, história – que foram convidados pelos editores de Horizontes Antropológicos para comentar o artigo de Maio e Santos. Tomando como ponto de partida referências de intelectuais que têm discutido esse tema em periódicos científicos, revistas de divulgação, veículos de formação de opinião e em instâncias acadêmicas como congressos e órgãos de representação, foi feita uma lista de vinte e cinco nomes, aos quais foi encaminhado o referido texto. Recebemos a resposta de dezoito comentadores que se pronunciaram com total liberdade, deixando transparecer a diversidade de posições e de abordagens teóricas que envolve essa questão. Uma vez reunidas essas respostas, as mesmas foram encaminhadas para os dois autores para que as comentassem na forma de tréplica, a qual vem publicada na seqüência dos comentários, apresentados em ordem alfabética, por autor.

Entre os cientistas que se pronunciaram, destacamos a contribuição de Rita Laura Segato e José Jorge de Carvalho, não apenas por terem sido protagonistas no processo de definição de critérios para a implantação do sistema de cotas raciais para o vestibular da UnB – analisado por Maio e Santos como estudo de caso –, mas, também, pela contribuição que eles têm dado ao debate desse tema na sociedade brasileira. Tendo presente esse dado, os editores de Horizontes Antropológicos deram um espaço privilegiado para que eles pudessem expressar suas posições teóricas e políticas e relatar suas versões do caso analisado por Maio e Santos.

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Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 11, n. 23, p. 179-180, jan/jun 2005

Sérgio Alves Teixeira e Carlos Alberto Steil

convidar renomados cientistas para redigir comentários ao texto em discussão e dedicar toda a seção de Espaço Aberto a esse debate, o interesse de Horizontes Antropológicos é estimular reflexões sobre as interfaces entre conhecimento científico e ação política, o papel de determinado campo disciplinar na definição de políticas públicas e suas implicações, o diálogo entre determinadas tradições disciplinares, entre outros temas abordados.

Referências

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