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Reflexões sobre moda no campo da educação: uniforme escolar

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REFLEXÕES SOBRE MODA NO CAMPO DA EDUCAÇÃO: UNIFORME

ESCOLAR

Dijane Maria Rocha Víctor

Professora Assistente do Curso Design de Moda do Instituto de Cultura e Arte da Universidade Federal do Ceará — UFC.

E-mail: [email protected]

Apresentação

O uniforme, ou farda, como assim era chamado na dé -cada de 1970 não surgiu nas escolas por meio do sistema da moda, embora contenha na sua forma a estética e os elemen -tos das roupas equivalentes ao mesmo período, e de certo modo, também os hábitos de vestir de uma sociedade. Fatos que inluenciaram e ainda inluenciam diretamente nos uni-formes tanto no momento de sua criação (desenvolvimento do modelo e confecção da roupa), como depois, na medida em que acompanha a seu ritmo a dinâmica da sociedade e com ela a efemeridade da moda produzida pelos estilistas há seu tempo. Por isso é uma roupa não estilizada que segundo Almeida (1998) tem seus limites de permissividade.

A diferença em relação aos uniformes está no alcance da regulamentação para estes, que atinge no geral, os menores detalhes do vestuário, enquanto para as de

-mais roupas existe uma liberdade maior do usuário

para compô-las [...]. (op.cit., p.4).

O uniforme é uma roupa que não está sujeita as osci -lações frenéticas de tendências como as demais roupas que

vestem e atendem as necessidades dos segmentos de produtos demandados no mercado, pois devido a sua funcionalidade e a própria limitação acerca dos artefatos da moda trás em si uma padronização que preza mais pela unidade e pela dura -bilidade, classiicada-a como roupa padronizada e, portanto, do segmento de Vestuário Padrão. (VÍCTOR, 2008). Porém, “como nada está isolado de nada e tudo está relacionado com tudo” em três aspectos o uniforme está inserido no sistema da moda, apesar de não ter sido criado por ele. O primeiro está relacionado à necessidade de diferenciação que a sua aparên -cia trás frente às demais roupas — a moda busca sempre a di -ferença, o segundo a capacidade de formar grupos, ou tribos, (considerando que cada escola tem o seu uniforme) — a moda deine seus territórios pela inclusão ou exclusão e, o terceiro, o próprio design que se apresenta de acordo ao contexto so -cial, ou seja, mesmo não seguindo e nem se transformando na mesma velocidade que os produtos de moda, o uniforme sempre está acompanhando o que o sistema impõe.

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Em síntese, a história do uniforme está diretamente relacionada a outras necessidades e valores como: disciplina, identiicação, agrupamento, padronização, inclusão e atual-mente, até marketing. De certo modo criar uma vestimenta exclusiva às atividades da escola e manter o mesmo padrão para todos os alunos de um mesmo grupo ou instituição es -colar foi de fato a maneira que o sistema de ensino encon -trou para mostrar a sociedade quem são os estudantes diante dos demais cidadãos na dinâmica sociocultural. Contudo, o uniforme ganhou outras dimensões para além das escolas e invadiu o mundo do trabalho, padronizando vestimentas nas mais variadas instituições públicas e privadas. Segundo Eco (1989) o uniforme atua como meio de coesão de um grupo, pois tem o poder de caracterizar uma categoria, uma proissão ou função dentro de um contexto pré-determinado. No entan-to, apesar do uniforme ter ganhado outras dimensões além do espaço escolar é somente no campo da educação que ele será discutido sob as relexões dos elementos da roupa e sua identiicação, bem como do seu signiicado diante dos demais uniformes.

Corazza (2004) complementa o posicionamento de Eco quando airma que o uniforme tem por objetivo vestir de ma-neira única, ou seja, igual, todos de uma mesma corporação, instituição ou classe podendo ser avaliado como elemento re -gulador e identiicador frente às demais vestimentas usadas no dia a dia. A sua forma e unidade constrói um contexto para percepção, interpretação e aceitação na sociedade. Com ele um aluno facilmente remete informações da história social e

cultural a cerca da sua identidade estudantil, da escola a qual pertence, da sua classe social e até mesmo do seu compor -tamento e conduta. Considerando que a roupa, independen -te de ser uniforme, -tem uma linguagem ineren-te à vontade de quem a veste e por meio dela podemos fazer uma leitura sociocultural do indivíduo sem que ele perceba. A roupa tem linguagem própria. (LURIE, 1997).

Comungando com várias teorias sobre o poder de co -municação pela aparência e pela roupa já discutidas por Bor -dieu (1983), Lipovetsky (1989), Jofily (1991), Lever (1996), Lurie (1997), entre outros, posso airmar que o vestuário tem sua própria linguagem no mundo da comunicação não-verbal e com ela os indivíduos se relacionam pela inclusão ou exclu -são de acordo aos seus interesses, que podem ser econômico, social, cultural ou político.

Neste contexto, atualmente observo que o uniforme se perdeu como roupa disciplinar e ganhou proporções mais em função do marketing, excluindo desta discussão os uniformes dos colégios militares de todo o país, pois embora faça uso do sistema da moda este uso está mais voltado para a ditadura dos materiais do que para as tendências1 propriamente ditas, mantendo, portanto, as suas tradições.

A pesquisa é de natureza qualitativa fundamentada em estudos bibliográicos de autores estudiosos da temática em questão. De acordo com Polak e Diniz (2011), a pesquisa

qua-1 Tendência é o estudo para a construção dos luxos de orientação que determina

a nova moda do que advém de pesquisas de comitês internacionais (CALDAS,

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litativa permite descrever o fenômeno por meio de teorias. No artigo não há nenhuma escola especiicamente em evidência, pois o objetivo é tão somente fazer uma relexão do uniforme acerca do sistema da moda e suas inluências sobre o mesmo. As fotograias aqui expostas são de domínio público, portanto, coletas por meio de pesquisa digital considerando, segundo Santana (2010) e Morin (1979) que as fontes digitais possibili-tam documentar aspectos da História, aqui no caso, a História do Uniforme.

Educação, Uniforme Escolar e sua Relação com a Moda

De acordo com Dantas (apud MARCON, 2010) o far -damento surgiu entre 1800 e 1900 e o exército foi uma das primeiras instituições a usar uma vestimenta igual para to -dos, talvez pela necessidade de uniicar e de identiicar seus homens nas atividades do ofício, de mostrar a sociedade a sua corporação ou simplesmente como instrumento de controle e disciplina, vez que o uniforme padroniza e facilita a inspeção.

No entanto, segundo o mesmo autor, somente na dé -cada de 20 do século XIX as escolas tradicionais adotaram o uniforme e na década de 30 do século XX as demais escolas passaram a usá-lo como vestimenta padrão.

No Brasil, segundo Marcon (2010) a primeira institui -ção de ensino a usar uniforme foi a Escola Normal de Niterói --RJ fundada em 4 de abril de 1835. No início era destinada somente ao sexo masculino, às mulheres cabia tão somente os afazeres da casa e as atividades manuais também ligadas

as prendas domésticas no sentido de formar uma boa esposa. E até a sua extinção em 1847 nenhuma mulher chegou a se matricular tendo acesso somente em 1862 quando a Escola é absorvida pelo Liceu Provincial.

As normalistas usavam “vestido azul marinho e blusa branca” como uniforme oicial (Figura 1) e outro todo branco (Figura 2) em ocasiões especiais mostrando bem as cores do manto de Nossa Senhora, reforçando a premissa ainda vigen -te de que as cores representavam a pureza das senhoritas que frequentavam a Escola Normal. A modelagem cobria todo o corpo para mostrar seriedade e respeito. O uniforme oicial era um vestido longo azul marinho com cavas e uma blusa de mangas longa e gola estilo marinheiro por dentro, fazendo o tipo “veste”.

Figura 1 e 2 — Primeiros Uniformes das Normalistas

Fonte:https://www.google. Primeiro Uniforme da Escola Normal no Brasil. Acesso 18/05/2012:21h

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partir da linha do quadril) e menos volumosa e, a blusa com menos detalhes e, portanto, mais suave. Mais a frente no tem -po o uniforme ganha “ar” de modernidade — a saia sobe até o joelho e a blusa tem suas mangas reduzidas até o antebraço.

Este novo uniforme deixou as normalistas ainda mais graciosas, com saia de pregas e cós cinto na cintura, blusa com mangas fofas (franzida na cava e no punho), gola espor -te, abotoamento no centro da frente e meia-gravata para dar mais “charme” à aparência (Figura 3). Segundo o mesmo au-tor elas chamavam atenção nas ruas por onde passavam

Figura 3 — Uniforme das Normalistas com informações da moda

Fonte: MARTINS et. al. (2011)

Como passar do tempo o uniforme, principalmente o feminino foi ganhando outra aparência principalmente em relação às medidas, ao volume e a modelagem. Nos anos 70 a saia perde as pregas em demasia e ganha apenas quatro prega

“macho”, duas na frente e duas nas costas, reduzindo o seu volume e deixando mais a mostra a forma do corpo. A blusa ganha mangas básica, sem franzido nas cavas e barra dobrada sem punho e franzido deixando a peça menos feminina e mais distante do modelo usado pelas normalistas. Vez que este tipo de manga é usado tanto em blusa feminina como em camisa masculina A partir dos anos 80 a saia começa a encurtar para uma medida acima do joelho indo até o meio das “coxas” e as meias descem até o tornozelo deixando as pernas também a amostra (Figura 4 e 5).

Figura 4 — Uniforme Escolar nos anos 70 Figura 5 — Uniforme Escolar nos anos 80

Fonte: www.jornaldaeducacao.inf.br. Acesso 18/05/20012: 15h.

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Com o tempo o jeans ganha espaço nos uniformes fo -mentando polêmicas bem signiicativas, pois além de trans-formar o uniforme numa roupa ultramoderna causou tam -bém uma despadronização na cor das calças compridas em função da variedade dos processos de lavagem que os deixava ora mais claro e ora mais escuro, conforme fosse a tendência do momento. Contudo, não poderia ser diferente, pois o jeans na sua forma “cru” não possibilitava e nem possibilita a con -fecção de peças e tampouco o uso delas.

Para Lonza (2005) tanto o surgimento do rock como o jeans no espaço da escola são as provas vivas de que os uni -formes têm uma ligação às vezes direta e noutras indireta com o sistema da moda, mas em nenhum momento está fora do contexto sociocultural do qual o sistema da moda se alimenta e os alimenta na sua construção.

Tomando a discussão de Lonza para relexão acrescento que o maior impacto da penetração do jeans no espaço escolar não foi a despadronização de cor que até então se mantinha no uniforme, mas a extinção das saias. Com isso o uniforme tomou outra dimensão para além da disciplina e da hierar -quia que o mesmo transmitia tanto ao aluno como a socieda -de, para ser uma simples roupa da escola, mas sem o caráter de uniforme e daquela importância de antes.

As mulheres passaram a usar a calça comprida jeans e com elas as informações de tendências da moda atual que foram articulando outros artefatos do sistema da moda para junto ao uniforme, os quais se incluem: maquiagem, bijuterias adornos de cabelo entre outros que dão a aparência do unifor

-me como uma peça mais descontraída e bem mais parecida com as roupas usadas fora do espaço da escola (Figura 6 e 7).

Figuras 6 e 7 — Uniformes de Escolas Públicas nos anos 2000

Fonte: Fonte: Fonte:https://www.google. Modelos de Uniforme Escolar. Acesso 19/05/2012:21h

Em algumas escolas até mesmo a palavra uniforme per -deu o sentido e somente parte dele é usada pelos alunos, não é mais o todo — a roupa de cima, a roupa de baixo, o calçado e as meias que o constitui. As calças assumiram qualquer cor como nos mostra a igura 6. No caso, a blusa é o que se men-têm desse chamado uniforme da era 2000. Deixando a forte impressão de que o poder do marketing venceu a tradição.

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canelada (com elastano). O nome da escola que antes vinha como símbolo ou emblema no bolso esquerdo da blusa da far -da agora vem em estampa serigráica e em qualquer parte -da peça podendo até assumir todo o tecido da frente ou das cos -tas nas cores escolhidas pela própria escola acompanhando as cores da moda.

Nesta evolução posso dizer que não existe mais unifor -me escolar, como sendo um conjunto de roupa exclusiva da escola, existe sim, uma blusa que os estudantes vestem por cima de outra e que a qualquer momento pode ser tirada transformando o conjunto ou look numa roupa de passeio, vez que a calça comprida é uma peça da moda. A bulsa mas -culina é mais comprida até a linha do quadril e a feminina é estilo baby look (blusa colada no corpo até a cintura e man-gas curtas), algumas com punho de ribana e outras com barra simples costurada com o tecido dobrado, geralmente 2 ou 2,5 centímetros (Figura 8 e 9).

Figura 8 e 9 — Uniformes do Colégio Farias Brito de Fortaleza

Fonte: https://www.google.com.br. Acesso 18/05/2012:22h

Este tipo de uniforme foi rapidamente absorvido por todas as escolas particulares municipais e estaduais no inal

dos anos 80, excluídas desta discussão somente as escolas mi -litares como já mencionado anteriormente. Com o tempo até as escolas da rede católica que se mantinham mais tradicio -nais em relação ao seu uniforme também aderiram ao modelo mais moderno.

Relexões sobre as Características Aparentes do Uniforme Escolar

nos Anos 2000 e seus Signiicados

Comparando a aparência do uniforme atual com o uni -forme da era do Grupo Escolar — para não distanciar muito, é notório que o uniforme escolar usado hoje nas escolas da rede particular, estadual e municipal é completamente diferente tanto na estética como no seu signiicado. As mudanças ocor-ridas atingiram signiicativamente aos alunos e tanto mais as escolas, principalmente da rede pública que não vêm mais o uniforme com uma aliada disciplinar.

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A minha relexão é que junto com a evolução do unifor-me as escolas se perderam e com elas alguns valores impor -tantes foram descartados. Talvez a liberdade e o seu limite e, a regulamentação sobre os uniformes já apontados anterior -mente por Lonza tenham se afrouxados e cedido espaço para o sistema da moda entrar e inluenciar os jovens a levar as tendências da moda para o espaço da escola, principalmente para os uniformes que por não seguirem mais uma padroniza -ção estão sempre aliados a outros artefatos da moda.

Obviamente que não podemos ir contra o tempo e que o meio nos conduz constantemente a mudança, ainda que seja em longo prazo, principalmente em se tratando de roupa e de sistema da moda, porém, em relação a uniforme as esco -las devem ter um cuidado especial para não perderem a sua identidade e nem a identidade de seus alunos. Não que o uni -forme ou farda por si só sejam os responsáveis pela educação ou formação do aluno, mas contribuem no campo disciplinar. Neste prisma ainda que o sistema da moda sirva de balizador para atualizar os uniformes, cabe às escolas implantarem um regulamento interno para manter a sua unidade e padroniza -ção e fazer valer o seu papel e objetivo no campo da educa-ção.

Referências

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funcionamen-to de uma associação armada. São Paulo: FFLCH — USP/ De-partamento de História, 1998, dissertação de mestrado.

BORDIEU, Pierre. Questões de sociologia. Rio de Janeiro:

Marco Zero, 1983.

CALDAS, Dario. Observatório de Sinais: teoria e prática da

pesquisa de tendências. Riode Janeiro: Ed. Senac Rio, 2004. CORRAZA, Sandra Mara. Revista Pedagógica. Porto Alegre:

Artmed, Ano VII nº 28 nov. 2003/jan. 2004. 66 p. ISSN 1518 — 305X.

ECO, Humberto. O hábito fala pelo monge. In: ECO, Hum-berto ET alii. Psicologia do vestir. 3.ed. Lisboa: Assírio e

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JOFFILY, Ruth. O jornalismo e produção de moda. Rio de

Janeiro: Nova Fronteira, 1991

LEVER. James. A roupa e a moda: uma história concisa. São

Paulo: Companhia sãs letras, 1996.

LIPOVETSKY, Gilles. O império do efêmero. São Paulo: Ed.

Companhia das Letras, 1989.

LONZA, Furio. História do uniforme escolar no Brasil. Brasí -lia: Ministério da Cultura, 2005.

LURIE, Alison. A linguagem da roupas. São Paulo: Editora

Rocco, 1997.

POLAK, Ymiracy N. de Souza; DINIZ, José Alves. Conversan -do sobre pesquisa. In: Polak, Ymiracy N. de Souza; Diniz, José Alves; Santana, José Rogério (Org). Dialogando sobre

Meto-dologia Cientíica. Fortaleza: Edições UFC, 2011.

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moda (1940 — 200) Caxias do Sul). Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Educação. Centro de Filoso-ia e Educação Universidade de CaxFiloso-ias do Sul: 2010.

MARTINS, Esmênia de Lima. KNAUSS, Paulo. História da Escola Normal de Niterói. Universidade Federal do Rio de Ja -neiro. Centro de Ciências Humanas e Sociais. Departamento de Fundamentos da Educação. Rio de Janeiro: 2011.

MORIN, E. O homem e a morte. Rio de Janeiro: Imago, 1997. SANTANA, J.R. Metodologias da pesquisa em história da educação: sobre a produção de fontes históricas através de recursos digitais. In; Vasconcelos, José Gerardo; Vasconcelos Júnior, Raimundo Elmo de Paula; Araújo, José Edvar Costa de; Queiroz, Zuleide Fernandes de; Pereira, Ivna de Holanda; Santana, José Rogério (Org). Tempo, espaço e memória da educação. Fortaleza: Edições UFC, 2010. Cap.36, p 612 — 625. SIMMEL,George. Filosoia da moda e outros escritos. Trad. Artur Morão. Lisboa. Ed.Texto e Gráia. 2008.

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https://www.google.com.br/ Acesso 18/05/2012:21h

https://www.jornaldaeducacao.inf.br. Acesso 18/05/20012: 15h.

SABERES E PRÁTICAS NO COTIDIANO ESCOLAR DO MOBRAL: A

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Luciana Kellen de Souza Gomes

Mestre em Educação Brasileira — UFC, Técnica em Educação na Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza, Supervisora do Curso de Especialização em Gestão Escolar da UFC Virtual.

A Memória como Fonte para História da Educação

No que diz respeito à pesquisa histórica, a memória das professoras1 emerge como categoria histórica, constituída no cotidiano das relações sociais, aparecendo como sujeitos do ontem, que nos provocaram a pensar sobre o hoje, a educa -ção como uma experiência individual e coletiva, constituída nos espaços vividos e marcada pelas imagens socioculturais, que podem contribuir para rememorarmos o MOBRAL histó -ria e memó-ria da educação. Consoante Lopes e Galvão (2001, pp.34-35, 39-41),

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