• Nenhum resultado encontrado

: Brapci ::

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2018

Share ": Brapci ::"

Copied!
14
0
0

Texto

(1)

CDU 001.89 371.214.114

PONMLKJIHGFEDCBA

P L A N E J A M E N T O

E A V A L I A Ç Ã O

D E

U M

P R O G R A M A

D E

P E S Q U I S A

B I B L I O G R Á F I C A

R e s u m o

baZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

D e s e n v o l v i m e n t o d e u m p r o g r a m a d e P e s -q u i s a B i b l i o g r á fi c a d e s t i n a d o a a l u n o s d o s C u r s o s d e M e s t r a d o d a U n i v e r s i d a d e F e -d e r a l d o R i o G r a n d e d o N o r t e , fu n d a -m e n t a d o n o s p r i n c í p i o s d a T e c n o l o g i a E d u c a c i o n a l . S ã o d e s c r i t o s o p l a n o d e a ç ã o , d e c o r r e n t e d a a p l i c a ç ã o d a s t é c n i -c a s d e E n g e n h a r i a d e S i s t e m a s e o p l a n o d e a v a l i a ç ã o , c o m b a s e n o e s q u e m a c o n -c e i t u a l d e S t u ffl e b e a m . A m e t o d o l o g i a s i s t ê m i c a a p l i c a d a a o p l a n e j a m e n t o e a v a

-~ d o p r o g r a m a d e P e s q u i s a B i b l i o -. c a r e s u l t o u n o m o d e l o p a r a t e s t a -g e m d o d e s e n v o l v i m e n t o d e u m p r o g r a -m a i n s t r u c i o n a l d e P e s q u i s a B i b l i o g r á fi -c a , p a r a u s o r e g u l a r e e m l a r g a e s c a l a . P a r a p r o g r a m a s d e c u r t a d u r a ç ã o , s u g e -r e - s e u m m o d e l o s i m p l i fi c a d o , r e p r e s e n -t a d o p e l a d e t e r m i n a ç a o d o s o b j e t i v o s , a p a r t i r d o d i a g n ó s t i c o d e n e c e s s i d a d e s d a c l i e n t e l a , e r e c i c l a g e m d o s p r o g r a m a s , a n t e s d e s u a a p l i c a ç ã o . E s s a r e c i c l a g e m p o d e s e r fe i t a a t r a v é s d o j u l g a m e n t o d e e s p e c i a l i s t a s d e c o n t e ú d o . o u n o e n s i n o d a m a t é r i a e t e s t a g e m u m - a - u m c o m t r ê s

18

M a r i a A p a r e c i d a E s t e v e s C a l d a s *

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

1.I N T R O D U Ç Ã O

Diagnóstico resultante de revisão de li-teratura e análise de programas existentes, revelou urna situação insatisfatória da ins-trução da Pesquisa Bibliográfica, no que diz respeito ao seu planejamento e avalia-ção.

Em decorrência, verificou-se ser

neces-sário o desenvolvimento da referida

ins-trução em bases científicas ..•tendo como

referencial teórico a Tecnologia

Educa-cional.

Nesse sentido, Kemp (1977), reforça o argumento quando informa que, antes da abordagem tecnológica do ensino, os

currículos eram planejados de modo

in-tuitivo. Porém, atualmente, graças aos

conhecimentos oriundos da psicologia

comportamental, das teorias de sistemas

e de comunicação, que servem de apoio

àTecnologia Educacional, sabe-se que é

preciso tentar controlar as variáveis que interferem no processo instrucional, para

• Bibliotecária da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Mestre em Educação.

Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação17(1/2·) : 1842, jan.ljulho 1984

PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA UTILIZANDO A ABORDAGEM TECNOLÓGICA DO ENSINO

o u q u a t r o i n d i v í d u o s , r e p r e s e n t a t i v o s d a c l i e n t e l a - a l v o .

Descritores: P e s q u i s a B i b l i o g r á fi c a / P l a n e -j a m e n t o I n s t r u c i o n a l ; A v a l i a ç ã o l n s t r u c i o -n a l ; T e c -n o l o g t a E d u c a c i o n a l .

obter sucesso na aprendizagem.

Coerente com essa tendência,

decidiu-se planejar e implementar um programa

instrucional de Pesquisa Bibliográfica para alunos dos Cursos de Mestrado da Univer-sidade Federal do Rio Grande do Norte, utilizando o modelo de desenvolvimento

tecnológico. Foi pressuposto que

consti-tuiria uma solução para os problemas de efetividade da aprendizagem, ou seja, de

obtenção de resultados, que podem ser

pretendidos ou não pretendidos.

O modelo desenvolvimentista se

utili-za de uma metodologia baseada nos prin-cípios da abordagem sistêrnica ou Enfo-que Sistêmico.

De acordo com essa metodologia, o

processo de desenvolvimento instrucional consiste numa seqüência de etapas repre-sentadas pelo planejamento,

implementa-ção e implantaimplementa-ção do novo sistema. Tal

ordem seqüencial implica numa estreita relação entre as etapas, pois é, exatamen-te, tal interação dos componentes de um todo que caracteriza um sistema, objeto de estudo do Enfoque Sístêrníco.

A abordagem sistêrnica é conceituada por Bertü et a1ü (1977a) como "uma me-todologia que conduz logicamen te o pen-samento, através de uma análise formal e global do problema em estudo,

utilizan-do-se das premissas básicas da teoria

Ge-ral de Sistemas".

O conceito sistêmico aplicado ao

pla-nejamento e execução de projetos é

co-nhecidocomo Engenharia de Sistemas.

Descreve-se, aqui, a utilização da

re-ferida metodologia na etapa de

planeja-Revista Brasileira de Biblioteconomiae Documentação

JIHGFEDCBA

1 7 ( 1 / 2 ) : 1842,jan./julho 1984 19

BIBLIOT:::::CA CENTRAL

(2)

Maria Aparecida EstevesCaldas

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

mento do programa instrucional de

Pes-quisa Bibliográfica, proposto no início

deste trabalho.

Segundo Recart I. (1980), o planeja-mento da ação educativa se processa em duas etapas sucessivas, porém interrela-cionadas: a previsão da ação e avaliação dos resultados.

A previsão da ação inclui a identifica-ção de necessidades, o estabelecimento de

objetivos para atender às necessidades

prioritárias e a programação da ação, a

qual antevê o funcionamento futuro do

sistema. Os riscos dessa antevisão podem ser reduzidos com a inclusão do teste-pi-loto do novo sistema, na etapa de

plane-jamento, aumentando a possibilidade de

sucesso da implemen tação.

A avaliação dos resultados consiste no

estabelecimento do plano de controle e

acompanhamento do programa. A rigor,

trata-se, também, de um plano de previ-são, integrando-se ao plano de ação, pois dentro do Enfoque Sistêmico, a avaliação é parte do sistema e não um sub-sistema.

No planejamento do Programa de

Pes-quisa Bibliográfica foram levados em con-sideração duas etapas acima descritas, re-sultando nos planos de ação e de avalia-ção apresentados a seguir. Porém, deve-se ter em mente que o plano, de avaliação

representou um desdobramento do plano

geral de ação.

2. MEroOOWGIA

2.1 Plano de ação

Objetivou-se com esse plano especifi-car, de forma detalhada e sistemática, as atividades e recursos envolvidos no

desen-volvimento do Programa de Pesquisa Bi-bliográfica, tanto na etapa de planejamen-to, como implementação.

A sua elaboração fundamentou-se na

Engenharia de Sistemas que, como foi

es-clarecido, é uma metodologia sistêmica

aplicada ao planejamento e execução de

projetos.

A Engenharia de Sistemas distingue

dois conjuntos de etapas no processo de

elaboração de projetos: o seu

baZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

p l a n e j a m e n

-t o e sua e x e c u ç ã o . O primeiro conjunto

compreende as etapas de identificação

da situação, planejamento preliminar e/ou

final. O segundo conjunto abrange as

eta-pas de execução, teste ou operação do

sistema e controle.

No p l a n e j a m e n t o , projeta-se, em pri-meiro lugar, a operação do sistema, isto é,

o q u e se quer, em termos de

funciona-mento do sistema; depois, a obtenção do

sistema, ou seja, c o m o fa z e r para

cons-truir e testar o protótipo do sistema. Na execução do projeto são acionadas,

primeiramente, as atividades para obter

ou construir o sistema e, em segundo, pa-ra fazê-lo funcionar de forma experimen-tal.

Portanto, um projeto, elaborado de

conformidade com a metodologia da

Engenharia de Sistemas, inclui tanto as

etapas de planejamento, como

imple-mentação de um sistema.

Inicia-se o planejamento,

identifican-do-se as i t u a ç ã o - p r o b l e m a . Coletam-se

da-dos e informações sobre as condições de

funcionamento do sistema atual, define-se

o problema que limita tal funcionamento e levantam-se alternativas de solução.

Escolhida a alternativa mais viável, de-

cbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

20 Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação17(1/2) : 18-42, jan.ljulho 1984

--UFPf.\ ~ BC/SA

êllBLlOTECA

PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PESQUISA BIBLlOGRAFICA UTILIZANDO A ABORDAGEM TECNOLÓGICA DO ENSINO

terminam-se os o b j e t i v o s d e m u d a n ç a do

sistema, sendo estabelecidos de forma ge-ral e específica. Os objetivos específicos devem expressar as mudanças que se

pre-tende introduzir ou, noutras palavras, os

resultados que se quer alcançar. Devem,

também, sempre que possível, proverm e

-d i -d a s -d e r e n -d i m e n t o ou critérios para ava-liação dos resultados.

Depois de estabelecidos os objetivos,

procura-se identificar asr e s t r i ç õ e s , isto é,

as influências do meio em que vai operar o sistema e que podem interferir nos re-sultados, tanto na fase de operação como

obtenção. Essas restrições podem ser de

ordem administativa, financeiras,

políti-cas, sociais, entre outras.

Procede-se, então.vâ identificação das

a t i v i d a d e s ou tarefas que o sistema

execu-tará, quando em funcionamento, e osr e

-c u r s o s que serão consumidos; com outras

palavras, planeja-se a operação do sistema. Em continuação, identificam-se as

ati-vidades e recursos necessários para se

obter o sistema, ou seja, para sua cons-trução.

As atividades e recursos, tanto da fase de operação, como de obtenção do

siste-ma, são estruturados, graficamente, em

forma de árvore, vindo a constituir a

Estrutura de Divisão de Atividades (EDA) e Estrutura de Divisão de Recursos (EDR).

Cada estrutura representa os

compo-nentes (atividades e recursos) das fases de

obtenção e operação, dividindo-os por

níveis, do mais geral para o mais

especí-fico, em sentido descendente. Tem-se,

desse modo, uma visão geral das interre-lações de cada fase.

Para facilitar a execução do projeto, as atividades são detalhadas nas "folhas

de específícação", em Diagramas de

Flu-xo de Trabalho (DFT) , em cronogramas e outras técnicas para estimativas de tem-po e custo.

No caso de se ter soluções alternativas para estudar, a etapa de planejamento se desdobra em preliminar e final. As mes-mas técnicas são aplicadas para cada

alter-nativa, na etapa preliminar. Mediante

Análise de Sistemas

*

escolhe-se a melhor

alternativa, que é, então, projetada com

detalhes, na etapa do planejamento final.

Completado o planejamento,

imple-menta-se o projeto, construindo-se o siste-ma e realizando-se o teste-piloto, poden-do-se testar todo o sistema ou, apenas, as partes relevantes.

A testagem representa um controle de qualidade, pois visa ao aprimoramento do

sistema antes do seu funcionamento

de-fínitívo, na etapa de implantação.

Esse controle não se verifica somente na etapa do desenvolvimento, mas é per-manente, ocorrendo antes, durante e após

o processo, possibilitando um fluxo de

informação e retroalimentação necessário

à tomada de decisões. Dessa forma ao

controle estão associadas as noções de

acompanhamento, retroalimentação e

avaliação, cujas funções estão voltadas pa-ra o aperfeiçoamento do sistema.

Toda essa sistemática foi aplicada na elaboração do plano que norteou o

desen-*

J:

definido por Reis (976) como "urna

abordagem que procura ajudar o planejador

na escõíha da melhHr alternativa para

solu-cionar um problema. .

(3)

Maria Aparecida Esteves Caldas

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

volvimento do programa de Pesquisa Bi-bliográfica.

Segue a descrição sucinta dos compo-nentes do referido plano, representados pelos objetivos, medidas de rendimentó, restrições, atividades e recursos.

2.1.1 Objetivos

Estabeleceu-se como objetivo geral: - fornecer um programa de Pesquisa Bibliográfica, visando a melhoria da quali-dade da instrução.

Esse objetivo foi desdobrado em dois objetivos espec íficos:

- desenvolver o programa instrucional ; - acompanhar os resultados do progra-ma instrucional.

2.1 .2 Medidas de rendimento

Para se saber quando os objetivos esta-belecidos foram alcançados, serviram de medidas de rendimento:

a) relativas ao objetivo "desenvolver o

programa instrucional" - conjunto de

materiais instrucionais desenvolvidos, vali-dados e impressos;

b) relativas ao objetivo "acompanhar

os resultados do programa instrucíonal"

- relatório das avaliações formativa, so-mativa e "follow-up",

2.1.3 Restrições

Foram identificados como poss rveis

barreiras ao desenvolvimento do projeto: a) na fase de obtenção:

- tempo limitado para o planejamento e redação do material didático;

- orçamento reduzido para a

produ-ção do material didático;

- falhas na elaboração do material di-dático;

b) na fase de operação:

- alterações no calendário dos cursos de Mestrado relativas ao período de apli-cação do programa instrucional;

- falta de cumprimento das condições

e prazos estabelecidos para as atividades de aprendizagem;

- recursos bibliográficos inexistentes

ou deficientes nas bibliotecas da UFRN, para a realização dos trabalhos práticos.

2.1 .4 Atividades e recursos

Como exemplos, são apresentados, nos anexos I a 5, as Estruturas de Divisão de Atividades (EDA) e Recursos (EDR) o PERT e o Cronograma da fase de obten-ção, bem como o Diagrama de Fluxo de Trabalho da fase de operação.

2.2 Plano de avaliação

o

objetivo desse plano foi especificar a

sistemática de avaliação aplicada ao

de-senvolvimento do programa de Pesquisa

Bibliográfica, conforme previsto no plano de ação.

A elaboração do plano foi precedida

de uma extensa revisão bibliográfica em

busca de fundamentação teórica, a qual

demonstrou áreas críticas, algumas das

quais serão analisadas a seguir.

Segundo Brewer & Hills (1966) o

exa-me da literatura indica que seria vantajo-sa uma redefinição da natureza, finalida-de e metodologia da avaliação.

22 Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação17( 1/2) : 1842. jan./julho 1984

PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA UTILIZANDO A ABORDAGEM TECNOLOGICA DO ENSINO

Focalizando a questão da natureza e

ifmalidade, l.ewy (1979) afirma que a so-lução desponta no campo da Educação,

como uma disciplina científica,

destina-da a proporcionar evidências sobre os re-sultados dos novos programas.

O seu conceito inicial a relacionava

com medida, pois era orientada para o

de-senvolvimento e interpretação dos testes

e medidas.

Surgiu, depois, o conceito de avaliação como congruência, voltado para a deter-minação do grau de consecução dos obje-tivos de.um curso ou programa.

Posteriormente, a avaliação foi

identí-fícada como julgamento profissional e,

finalmente, projeto experimental.

Stuffle beam (I978) considera que

ca-da um desses enfoques tem as suas

vanta-gens e limitações. Todas as abordagens

são tentativas de conferir rigor científico à avaliação, mas a focalizam como um processo terminal, isto é, oferecem, ape-nas, dados finais.

Tendo em vista essa limitação, Stuffle-beam (1978), propôs um novo conceito de avaliação, considerando-a um "proces-so de delinear, obter e fornecer informa-ções úteis para o julgamen to de decisões alternativas". '

Desse modo, avaliaçãopassa a ser

iden-tificada com tomada de decisões. Essas

decisões podem ser de planejamento,

es-truturação, implementação e reciclagem,

conforme a avaliação seja de contexto,

insumos, processo e produto.

De acordo com o modelo de Stuffle-beam, a cada tipo de avaliação correspon-de um plano, contendo as especificações

referentes às fases de delineamento,

obtenção e fornecimento de informações.

Esclarecimentos sobre essas fases serão

dados posteriormente.

Existem, ainda, outras formas de cate-gorizar a avaliação.

Scriven* , citado por Stufflebeam

(1978), identifica dois tipos de avaliação: formativa e somativa. A primeira é condu-zída durante o processo, para -aperfeíçoã-10 antes da conclusão. A segunda é retros-pectiva e conduzi da a nível de produto', permitindo aperfeíçoã-lo para o futuro.

O autor distingue, também, avaliação

intrínseca e extrínseca, podendo ambas

se relacionar com o processo ou produto

de um programa ínstrucional. A

caracte-rística da avaliação intrínseca é o

.julga-mento do instrumento de ensino m si,

independente de seus efeitos. O

julga-mento recai sobre os objetivos, o conteú-do, o material impresso, o desempenho

do professor, podendo ser efetuado

du-rante ou no final do processo. A

avalía-ção extrínseca ou de benefícios se

preo-cupa com os efeitos intermediários e

fí-nais dos instrumentos de ensino.

Os conceitos de avaliação formativa e somativa foram relacionados por Stuffle-beam (1978) ao seu esquema conceitual.

Cada um dos quatro tipos de avaliação

pode ser formativo ou somativo, confor-me seja prospectivo para tomada de

de-*

SCRIVEN, Michael. The methodology of

evaluation. In : Scriven, Míchael,

baZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

P e r s p e c t i -v e s o n c u r r i c u l u m e v a l u a t i o n : Chicago, R.

MacNa1ly, 1967.

(4)

I

I

I

II

I

I

II

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

Maria Aparecida Estevas Caldas

cisões ou retrospectivo para verificação

da produtividade.

A avaliação é, ainda, definida quanto

às fontes de informação em formal ou

objetiva e informal ou subjetiva. Brewer

& Hills (1966) identificam a avaliação,

formal ou objetiva com abordagem

tradi-cional, caracterizada pela

pré-especifica-ção de áreas-problema, objetivos e

crité-rios pré-estabelecidos, dados objetivos,

esquema de pesquisa estruturado,

inter-pretação científica, tomada de decisões

como finalidade. A avaliação informal

ou subjetiva é considerada uma aborda-gem progressista, tendo como atributos:

extensa base de dados, tanto objetivos

como subjetivos, esquema de pesquisa

estruturado, porém flexível,

interpreta-ção humanista, coleta de evidências como finalidade.

AS avaliações preordenada e

responsi-va, mencionadas por Lancaster (1975)

correspondem aos conceitos de avaliação

formal/objetiva e infonnal/subjetiva,

res-pectivamente.

Mais recentemente, surgiu a avaliação

ilurninativa, que se aproxima do conceito de avaliação responsiva pelo fato de ser um esquema conceitual não padronizado. Harris (1977) considera uma abordagem adequada à avaliação de inovações, tendo em vista permitir a adoção de metodolo-gia eclética e ser adaptável às circunstân-cias. Isto significa que. a escolha das téc-nicas de pesquisa decorre de decisões em cada caso e os problemas definem os mé-todos. Não é dada ênfase aos objetivos e a técnicas elaboradas. Em vez de testar hipóteses, procura-se produzir "ínsíghts". Prefere o uso de observações e entrevistas

não estruturadas, dados qualitativos, tais

como as reações de alunos e professores,

embora, também, use dados

quantitati-vos, decorrentes de teste e outras medidas.

A avaliação ilurninativa vem sendo

apontada por diversos autores, entre os

quais Ah-tín & Valério (1979), Brewer e

Hills (1966), Fjallbrant (1977), Hills et

alii (1976), Harris (1977), Stevenson

(1977) e Taylor (1978), como capaz de oferecer um esquema de pesquisa mais adequado aos programas de instrução em biblioteca. Taylor (1978) justifica o uso

da avaliação iluminativa, quando afirma

que os participantes dos programas de

instrução em biblioteca são "contamina-dos" por interações de caráter informal,

decorrentes de ajuda do pessoal das

bi-bliotecas, de colegas e de professores. Daí a necessidade de se avaliar o programa

instrucional em interação com o meio

ambiente onde será utilizado.

Essas distintas abordagens de

avalia-ção se agrupam em torno de dois

paradig-mas de pesquisa, relacionados com as

Ciências agrícolas e Ciências antropoló-gicas. O primeiro se caracteriza pela obje-tividade científica, grande número de

su-jeitos e dados quantitativos. O segundo

enfatiza o pequeno número de sujeitos,

técnicas subjetivas, como meio de obter uma visão geral do programa, dados qua-litativos mais do que quantitativos.

Como esclarece Harris (1977) os

adeptos do método antropológico

reco-nhecem que as técnicas subjetivas podem

produzir Informações confusas e

írrele-vantes.

Daí a proposta de uma metodologia

eclétíca, combinando métodos e técnicas

cbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

24 Revista Brasileira de Btblioteconornia e Documentação17(1/21 : 1842, jan.ljulho 1984

PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PESQUISA BIBLlOGRAFICA UTILIZANDO A ABORDAGEM TECNOLÓGICA DO ENSINO

objetivas e subjetivas, nos estudos de ava-liação, formulada por Lewy (1979).

Exemplos desse ecletismo empregado na instrução em biblioteca são os

traba-lhos de Fjallbran t (1977), Hills et alii

(1976), Kazlauskas (1976), Schreiner

(1980).

O exame desses trabalhos confirma a

observação de Ah-tin &Valério (1979) de

que a maioria dos estudos de avaliação da instrução em biblioteca é concentra-da nos efeitos imediatos.

Young & Brennan (1978) assinalam

que a pesquisa realizada por Fjallbrant* é uma das poucas que avaliou a instrução bibliográfica de modo completo e siste-mático, utilizando diferentes métodos.

A pesquisa foi conduzida na Chalmers

University of Technology Library,

Go-thenburg, Suécia, envolvendo três estágios de um programa de instrução dos usuá-rios, a nível de Graduação e Pós-Gradua-ção, a saber: orientaPós-Gradua-ção, cursos de intro-dução e avançado em recuperação da in-formação.

A metodologia empregada para a ava-liação do programa incluiu, como a

auto-ra esclarece, os métodos psicométricos,

ilurninatívo e socioló gíco; como técnicas, a testagem, a entrevista, a observação e o uso da Biblioteca; como instrumentos, testes, questionários, trabalhos práticos e o telefone.

Justificando o uso de métodos

varia-dos, Fja1lbrant (1977) argumenta que

per-* FJALLBRANT, Nancy ,Evaluation in a user

education programme.

JIHGFEDCBA

J .

baZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

L i b r . , London, 9 : 84-95, Apr. 1977.

mite produzir o efeito de "tríangulação", mediante o qual os resultados podem ser confirmados de diferentes maneiras.

Se, por um lado, o uso de diferentes

métodos privilegia maior confiabilidade

dos resultados, por outro lado, aumenta a gama de problemas de avaliação.

Em conseqüência, surge a necessidade

de se estabelecer Um plano de avaliação

a fim de sistematizar os procedimentos

avaliativos e, desse modo, assegurar a

obtenção das informações requeridas.

Essa sistematização deve ser fundamenta-da num esquema conceitual de avaliação

de que é exemplo o de Stuff!ebeam

(1978).

Adotando-se o referido esquema para

organizar os procedimentos de avaliação

do programa de Pesquisa Bibliográfica,

levou-se em conta sua característica de

metodologia de investigação científica,

baseada nos princípios sistêmicos, estan-do, portanto, em consonância com a

fílo-sofia de planejamento do citado

pro-grama.

Por outro lado, observa-se amplo uso desse esquema na avaliação de programas inovadores, de que são exemplos os tra-balhos de Bertii et alii (1977c) Goldberg & Souza (1980) e Gonçalves (1978a),

demonstrando a sua viabilidade.

Com base no esquema teórico adota-do, o plano de avaliação do programa de Pesquisa Bibliográfica envolveu as

fa-ses de delineamento, obtenção e

forne-cimento de informação.

Relacionando essas fases com aquelas

do processo de Engenharia de Sistemas,

verifica-se que a fase de delineamento

(5)

1I

I

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

1I

1I

I

I

1I

I

I

I

I"

11

I

ti I

I

Maria Aparecida EstevasCaldas

cisões ou retrospectivo para verificação

da produtividade.

A avaliação é, ainda, definida quanto

às fontes de ínformação em formal ou

objetiva e informal ou subjetiva. Brewer

& Hílls (1966) identificam a avaliação.

formal ou objetiva com abordagem

tradi-cional, caracterizada pela

pré-especifíca-ção de áreas-problema, objetivos e

crité-rios pré-estabelecidos, dados objetivos,

esquema de pesquisa estruturado,

inter-pretação científica, tomada de decisões

como finalidade. A avaliação informal

ou subjetiva é considerada uma aborda-gem progressista, tendo como atributos:

extensa base de dados, tanto objetivos

como subjetivos, esquema de pesquisa

estruturado, porém flexível,

interpreta-ção humanista, coleta de evidências como finalidade.

AS avaliações preordenada e

responsí-va, mencionadas por Lancaster (l975)

correspondem aos conceitos de avaliação

formal/objetiva e informal/subjetiva,

res-pectivamen te.

Mais recentemente, surgiu a avaliação

ilumínativa, que se aproxima do conceito de avaliação responsiva pelo fato de ser um esquema conceitual não padronizado.

Harrls (l977) considera uma abordagem

adequada à avaliação de inovações, tendo em vista permitir a adoção de metodolo-gia eclética e ser adaptável às circunstân-cias. Isto significa que. a escolha das téc-nicas de pesquisa decorre de decisões em cada caso e os problemas defrnem os mé-todos. Não é dada ênfase aos objetivos e a técnicas elaboradas. Em vez de testar hipóteses, procura-se produzir "insights". Prefere o uso de observações e entrevistas

24

não estruturadas, dados qualitativos, tais

como as reações de alunos e professores,

embora, também, use dados

quantitati-vos, decorrentes de teste e outras medidas.

A avaliação ilumínativa vem sendo

apontada por diversos autores, entre os

quais Ah-tin & Valério (l979), Brewer e

Hills (l966), Fjallbrant (1977), Hílls et

a1ií (1976), Harris (1977), Stevenson

(1977) e Taylor (1978), como capaz de oferecer um esquema de pesquisa mais adequado aos programas de instrução em

biblioteca. Taylor (l978) justifica o uso

da avaliação ilumínativa, quando afirma

que os participantes dos programas de

instrução em biblioteca são "contamina-dos" por interações de caráter ínformal,

decorrentes de ajuda do pessoal das

bi-bliotecas, de colegas e de professores. Daí

a necessidade de se avaliar o programa

instrucional em interação com o meio

ambiente onde será utilizado.

Essas distintas abordagens de

avalia-ção se agrupam em tomo de dois

paradíg-mas de pesquisa, relacionados com as

Ciências agrícolas e Ciências antropoló-gicas. O primeiro se caracteriza pela obje-tividade científica, grande número de

su-jeitos e dados quantitativos. O segundo

enfatiza o pequeno número de sujeitos,

técnicas subjetivas, como meio de obter uma visão geral do programa, dados qua-litativos mais do que quantitativos.

Como esclarece Harris (1977) os

adeptos do método antropológico

reco-nhecem que as técnicas subjetivas podem

produzir informações confusas e

írrele-vantes.

Daí a proposta de uma metodologia

eclética, combinando métodos e técnicas

Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentaçâo17(1/2) : 18-42, jan.ljulho 1984

PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PESQUISA BIBLlOGRAFICA UTILIZANDO A ABORDAGEM TECNOLÓGICA DO ENSINO

objetivas e subjetivas, nos estudos de ava-liação, formulada por Lewy (1979).

Exemplos desse ecletismo empregado na instrução em biblioteca são os

traba-lhos de Fjallbrant (1977), Hills et a1ií

(1976), Kazlauskas (1976), Schreíner

(1980).

O exame desses trabalhos confirma a

observação de Ah-tin & Valério (1979) de

que a maioria dos estudos de avaliação da instrução em biblioteca é concentra-da nos efeitos imediatos.

Young & Brennan (1978) assinalam

que a pesquisa realizada por Fjallbrant* é uma das poucas que avaliou a instrução bibliográfica de modo completo e síste-mático, utilizando diferentes métodos.

A pesquisa foi conduzida na Chalmers

Universíty of Technology Líbrary,

Go-thenburg, Suécia, envolvendo três estágios de um programa de instrução dos usuá-rios, a nível de Graduação e Pós-Gradua-ção, a saber: orientaPós-Gradua-ção, cursos de intro-dução e avançado em recuperação da in-formação.

A metodologia empregada para a ava-liação do programa incluiu, como a

auto-ra esclarece, os métodos psicométricos,

iluminatívo e socioló gico; como técnicas, a testagem, a entrevista, a observação e o

uso da Biblioteca; como instrumentos,

testes, questionários, trabalhos práticos e o telefone.

Justificando o uso de métodos

varia-dos, Fjallbrant (1977) argumenta que

per-* FJALLBRANT, Nancy , Evaluation in a user

education programms.

baZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

J . L i b r . , London, 9 :

84·95, Apr. 1977.

míte produzir o efeito de "triangulação", mediante o qual os resultados podem ser confirmados de diferentes maneiras.

Se, por um lado, o uso de diferentes

métodos privilegia maior confiabilidade

dos resultados, por outro lado, aumenta a gama de problemas de avaliação.

Em conseqüência, surge a necessidade

de se estabelecer um plano de avaliação

a fim de sistematizar os procedimentos

avaliativos e, desse modo, assegurar a

obtenção das informações requeridas.

Essa sistematização deve ser fundamenta-da num esquema conceitual de avaliação

de que é exemplo o de Stufflebeam

(1978).

Adotando-se o referido esquema para

organizar os procedimentos de avaliação

do programa de Pesquisa Bibliográfica,

levou-se em conta sua característica de

metodologia de investigação científica,

baseada nos princípios sistêmicos, estan-do, portanto, em consonância com a

mo-sofia de planejamento do citado

pro-grama.

Por outro lado, observa-se amplo uso desse esquema na avaliação de programas inovadores, de que são exemplos os

tra-balhos de Bertii et alii (l977c) Goldberg

& Souza (1980) e Gonçalves (1978a),

demonstrando a sua viabilidade.

Com base no esquema teórico adota-do, o plano de avaliação do programa de Pesquisa Bibliográfica envolveu as

fa-ses de delineamento, obtenção e

forne-cimento de informação,

Relacionando essas fases com aquelas

do processo de Engenharia de Sistemas,

verifica-se que a fase de delineamento

(6)

I I I

I

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

11 I

1I

I

I I I

I

Maria Aparecida EstevesCaldas

corresponde ao planejamento da

infor-mação e as fases de obtenção e forneci-mento da informação, à execução do pIa-no de coleta de dados e divulgação dos resultados, como observam Bertti et alii (1977a).

No delineamento, caracteriza-se

pri-meiramente, o

JIHGFEDCBA

q u e avaliar, definindo-se

os componentes, os propósitos e

objeti-vos e critérios. Depois, determÍna-se c o -

baZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

m o avaliar, especificando-se os

procedi-mentos avaliativos, os quais incluem as

fontes, os instrumentos, o cronograma,

o tratamento e organização dos dados.

Na obtenção, são acionados os

pro-cedimentos, permitindo que a avaliação

se realize, gerando as informações neces-sárias para a tomada de decisões, durante

as etapas do desenvolvimento

instru-cional.

Dessa forma, o plano de avaliação do programa de Pesquisa Bibliográfica

espe-cifica os procedimentos avaliativos

rela-tivos ao planejamento e implementação

do referido programa.

A seguir, são descritos os componen-tes do referido plano.

2-2.1 Objeto da avaliação

Refere-se aos elementos do projeto

focalizados pela avaliação.

Na etapa de planejamento foi avaliada

a instrução da Pesquisa Bibliográfica, co-mo estava sendo realizada nos Cursos de Mestrado da UFRN e como deveria ser, na opinião de alunos e professores dos referidos Cursos.

Outro elemento dessa etapa, também

avaliado, consistiu na versão preliminar

(protótipo) do material instrucional.

Na etapa de implementação, a

avalia-ção teve· como objeto a versão revisada do material instrucional.

2.2.2 Propósito da avaliação

Relaciona-se com o tipo da informa-ção requerida. Se é informainforma-ção para de-terminar os objetivos e características ge-rais de um programa, a avaliação tem fina-!idade diagnóstica ou diagnosticativa.

O propósito é formativo ou somativo, conforme a avaliação deva fornecer dados

sobre o desenvolvimento de um

progra-ma, durante o processo ou no final, para determinar os efeitos produzidos e possí-veis reformulações.

Quando se tem em vista informações sobre o impacto do programa sobre

pro-fessores e alunos, o propósito da

avalia-ção é iluminativo. Os dados dessa forma

de avaliação complementam os anteriores, possibilitando a obtenção de informações não previstas.

Todas essas modalidades de propósito foram incoporados à avaliação do progra-ma de Pesquisa Bibliográfica.

Com finalídade diagnóstica a avaliação

forneceu informações sobre o contexto

da Pesquisa Bibliográfica, as quais

funda-mentaram as decisões de planejamento,

resultando na elaboração dos planos de

ação e de avaliação. Fundamentaram,

também, as decisões de estruturação, for-necendo dados sobre os insumos do pro-grama, decorrente da definição do propó-sito e objetivos do mencionado programa.

As avaliações com propósito

formati-vo, somativo e ilurninativo visaram o

pro-26 Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação17(1/2) ; 1842, jan./julho 1984

PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA UTILIZANDO A ABORDAGEM TECNOLÓGICA DO ENSINO

cesso e o produto do programa

instrucio-nal, tanto no teste-piloto, da etapa de

planejamento, como no teste em campo,

da etapa de implementação.

2-2.3 Objetivos da avaliação

Consistem na operacionalização dos

propósitos, especificando que tipo de

in-formações se pretende

obter-Defmem-se os resultados a que se quer chegar com cada tipo de avaliação.

Tendo em vista os propósitos ou obje-tivos gerais da avaliação diagnostica,

for-mativa, somativa eilurninativa, foram

es-tabelecidos como objetos específicos para cada tipo, respectivamente:

- identificar relevância e

aprendiza-gem da instrução 'da Pesquisa Bibliográ-fica;

- caracterizar a instrução da Pesquisa

Bibliográfíca;

- coletar evidências para melhorar o

material instrucional, durante o

planeja-mento;

- verificar pontos falhos na instrução

el o u testes;

- estabelecer a efetividade da

instru-ção, a curto prazo;

- estabelecer a efetividade da

instru-ção, a longo prazo.

2.2.4 Componentes a avaliar

Correspondem às variáveis do

progra-ma ínstrucíonaí envolvidas no processo

de avaliação.

A sua identificação baseou-se na

'elas-sificação de variáveis educacionais de

Hammond*, citado por Bertü et aIii

(I977b), que distingue três grupos: a)

variáveis comportamentais, relativas ao

domínio cognitivo, efetivo e psicomotor da aprendizagem; b) variáveis instrucio-naís que envolvem elementos de conteú-do, metodologia e organização da

instru-ção; c) variáveis populacionais, relativas

à população direta ou indiretamente

en-volvida, na qual se incluem alunos e pro-fessores.

A avaliação do programa de Pesquisa Bibliográfica focalizou os seguintes com-ponen tes ou variáveis:

- comportamento cognitivo e afetivo

do aluno;

- características da instrução;

- características físicas do material

instrucional ;

- estratégias instrucionais;

- condições de funcionamento do

programa.

2.2.5 Questões avaliativas

Orientam o levantamento das informa-ções necessárias para a tomada de

deci-sões, durante o desenvolvimento de um

programa instrucional.

Referente ao programa de Pesquisa

Bibliográfica, foram formuladas algumas

questões, que serão apresentadas a

se-guir, relacionadas ao tipo de decisão que geraram.

Para decisões de estruturação;

*

Deixa-se de apresentar a referência biblío-gráfica por falta de dados.

Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação 17(1/2) ; 1842, jan./julho1984

--

cbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

(7)

~I1

wvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

I

I

I

Maria Aparecida Esteves Caldas

- Existe diferença significativa quanto à relevância e aprendizagem' da Pesquisa Bibliográfica?

- Que características deve ter a

ins-trução da Pesquisa Bibliográfica para alu-nos da Pós-Graduação da UFRN?

Para decisões de implementação:

- O material instrucional apresenta

problemas quanto à clareza, precisão e

estrutura?

- Os objetivos instrucionais foram atin-gidos? Quais não foram alcançados?

- Quaís as possíveis causas da defi-ciência no atingimento dos objetivos?

Para decisões de reciclagem:

- A instrução ocasionou acréscimo de

conhecimentos e habilidades, conforme

especificados pelos objetivos?

- O material instrucional apresentou

boa qualidade quanto ao aspecto físico, linguagem, estratégias?

- O desenvolvimento da instrução

es-teve de acordo com o planejado? - Houve retenção da aprendizagem?

- Que comportamentos treinados

es-tão sendo utilizados nas atividades acadê-micas dos alunos?

- Quais as causas possíveis da não uti-lização?

- O programa foi efetivo?

- Quais as condições ótimas de funcio-namento do programa?

2.2.6 Indicadores

São medidas diretas e indiretas das in-formações delineadas pelas questões

ava-liatívas,

Seguindo recomendações de Goldberg

& Souza (1979), foram utilizados vários

28

indicadores na avaliação do programa de Pesquisa Bibliográfica, a saber:

compor-tamento cognitivo dos alunos, opinião

de alunos e professores, julgamento de

especialistas, observação do instrutor.

O comportamento cognitivo dos

alu-nos foi traduzido pelos índices de efeti-vidade de alcance por objetivos, ganho

por objetivo, domínio de objetivos,

ga-nho individual e grupal, os quais serão

explicitados na seção referente ao

trata-mento dos dados.

2.2.7 Critérios

Servem de base para o julgamento do

nível de desempenho do programa

ins-trucional.

Para as pesquisas avaliativas que em-pregam o delineamento de um único gru-po, como no caso presente, a compara-ção dos resultados é realizada com pa-drões de aceitação ou critérios.

O nível de aceitação dos dados

forne-cidos pelos indicadores fixa os limites

entre sucesso e fracasso de um programa instrucional.

Segundo Lewy (1979), a

determina-ção dos critérios deve se fundamentar em

princípios pedagógicos, de' comunicação

e curriculares. Cita como exemplo, entre outros, de padrão baseado em princípios

pedagógicos, o fornecimento adequado

de reforço, em princípios de comunica-ção, a clareza da apresentação e seqüên-cia correta e, em princípios curriculares, a correspondência entre objetivos e ativi-dades planejadas.

Se bem que apoiado em referencial

teórico, o estabelecimento de critérios é

Revist~ Brasileira de Biblioteconomia e Documentação17(1/21 : 18-42, jan.ljulho 1984

PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA UTILIZANDO A ABORDAGEM TECNOLOGICA DO ENSINO

uma tarefa que requer experiência, pois

não existe consenso arespeito dos

me-lhores padrões para julgar o valor de um programa, devendo ser tomadas decisões em cada caso particular, conforme suge-rem diversos autores entre os quais Gol-dberg & Souza (1979).

Por isso, a implementação de um

pro-grama inovador é, também, um teste pa- .

ra os padrões estabelecidos, ajudando a

identificar os valores ótimos, na opinião de Cottam (1978).

Portanto, os critérios defínidos no pla- ' no de avaliação do programa de Pesquisa ,

Bibliográfica foram submetidos a

julga-mento, 'juntamente com o programa,

muito embora tenham sido selecionados com base na experiência de especialístas,

principalmente Bertti et alii (1977d),

Gonçalves (1978) e Klausmeíer &

Good-win (1977).

No estabelecimento dós critérios,

fez-se distinção entre aqueles que fez-seriam uti-lizados como base de comparação para o desempenho dos alunos, durante o pro-grama, após a instrução, a curto e a longo prazos.

Durante o processo, o critério de de-sempenho dos alunos foi fixado em 100%, tendo em vista os princípios da

aprendi-zagem para o domínio, teorizados por

Gagné (1980).

O desempenho dos alunos, após a ins-trução, constituiu-se em indicador da efe-tividade do programa. Nele foram levados em conta não somente o

comportamen-to çognitivo dos alunos, resultante da

instrução ministrada, como também, o

seu comportamento afetivo, face à

ins-trução recebida.

Para os indicadores da efetividade, na área cognitiva, foram estabelecidos como padrões de desempenho: a) um mínimo de 80/60, significando que 80% dos obje-tivos deveriam ser dominados por 60% dos alunos; b) um mínimo de 60% de ga-nho grupal; c) um máximo de 50% de perda, após quatro meses do término da instrução.

Para os indicadores da área afetíva, fi-xou-se como critério 70/70, ou seja, 70%

dos componentes dos midulos e do

pro-grama submetidos à avaliação deveriam

ser considerados altamente satisfat6rios

ou satisfatórios pelos alunos.

Esses padrões foram considerados ra-zoáveis, tendo em vista que o programa

testaria metodologia nova para a

instru-ção da Pesquisa Bibliográfica, dentro da programação normal dos cursos de

Mes-tradoda UFRN, o que implica em carga

horária e período de realização flXOS.

Estabeleceu-se o mesmo padrão de 80/ 60 para os diversos indicadores do domí-nio cognitivo, tendo em vista possibilitar

a comparação entre eles.

Manteve-se, também, os mesmos

pa-drões para o teste-piloto e teste de cam-po, visando verificar a variação dos re-sultados entre as duas testagens.

Quanto ao padrão de correção dos

itens de teste, Gronlund (1979) sugere

que sejam aumentados ou diminuídos,

conforme a natureza dos objetivos e 'o

tipo dos itens de' teste.

Entretanto, considerando que, quando

(8)

Maria Aparecida Esteves Caldas

o domínio é a meta não existem itens de teste difíceis ou fáceis, foi mantido o pa-drão de 70% para todos os itens do pré

e pós-testes do programa de Pesquisa

Bibliográfica.

2.2.8 Fontes de dados

A identificação das fontes de coleta de dados para avaliação do programa de Pes-quisa Bibliográfica, envolveu várias deci-sões, relativas à população e amostragem.

A principal delas estabeleceu que os

dados seriam coletados junto a alunos e

professores dos cursos de Mestrado da

UFRN, bem como especialistas nas áreas

de Educação, Estatística, Metodologia

Científica e Biblioteconomia.

Alunos do Curso de Mestrado em Edu-cação, ingressos em 1979, e professores

constituíram amostra aleatória para a

tes-tagem do opinionário de avaliação

diag-nóstica.

Alunos do Curso de Mestrado em Ad-ministração, ingressos em 1978 e 1979, e professores, bem como alunos do Cur-so de Mestrado em Patologia Oral, ingres-sos em,19,79, e professores foram fontes de dados para a avaliação diagnóstica das necessidades da clientela, em termos de instrução da Pesquisa Bibliográfica. Tra-tou-se de uma amostra acidental, pois,

aplicou-se o opinionário aos alunos

pre-sentes em sala de aula e aos professores que se dispuseram a participar da

expe-riência, sendo, portanto, 'conside~ados

apenas os casos ocasionais.

Para as testagens do programa,

traba-Ihou.-~e com, a população, co~po~ta dos

alunos do Curso de Mestrado em

Odonto-logia Social e do Curso de Mestrado em Patologia Oral, ingressos em 1980, bem como alunos do Curso de Mestrado em Administração, ingressos em 1981. O pri-meiro grupo foi submetido ao teste-pilo-to e os dois últimos ao teste de campo.

Os mesmos grupos que participaram da testagem de campo foram fontes de dados para a avaliação por acompanha-mento.

Os especialistas foram juízes na

vali-dação do material instrucional e instruo

mentos de medida. Um deles, o estatísti-co, foi fonte de informação no tratamen-to dos dados do opinionário para iden

ti-ficação das necessidades instrucionais,

relacionadas com o' programa de Pesqui-sa Bibliográfica.

2.2.9htstrumentos de medidas

Constituem os meios ou recursos

ma-teriais .utilizados para coleta dos dados

ou evidências destinadas aos propósitos da avaliação.

Dessa forma, a escolha de um instruo mento de medida está relacionado com

a modalidade de avaliação (diagnóstica,

formativa, somativa e iluminativa), como também ao tipo de indicador (comporta-mento cognitivo, afetivo, opinião e obser-vação). Nesse sentido, Turra et alii (I975)

apresentam um interessante quadro no

qual estabelecem tal relação.

wvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

\

A mesma relação foi mantida no plano de avaliação do programa de Pesquisa Bi· bliográfica.

A escolha e elaboração dos instrumen tos de coleta de dados merecem um estu do especial, pois a obtenção de informa'

30 Revista 'Brasileira de Biblioteconom(a e Docurnentaçâoj 7q/2) : 18-42. jan./julho 1984

PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PESQUISA

BIBLlOGRAFICA UTILIZANDO A ABORDAGEM TECNOLOGICA DO ENSINO

ções úteis para tomada de decisões, du-rante o desenvolvimento de um programa instrucional, depende da precisão do ins-trumental empregado.

Segundo Gressler (1979), entre outros autores, as qualidades desejadas de um

instrumento de medição, utilizado para

pesquisas de caráter científico, são a vali-dade e a confiabilivali-dade.

A validade de um instrumento de

me-dida é definida por Bastos (1979) e ou-tros como a propriedade de medir o que se pretende que seja mensurado, podendo

ser conteúdo e objetivos, determinado

constructo* ou previsão do desempenho de um grupo em áreas correlatas. Daí os três tipos de validade registrada pela lite-ratura especializada: validade de conteú-do, de constructo e preditiva.

A confiabilidade ou fidedignidade de

um instrumento de medida é a sua capaci-dade de produzir os mesmos resultados, quando aplicado a um mesmo grupo, re-petidas vezes.

Essa precisão é relativa, pois,

confor-me diversos autores, entre os quais,

Gressler (I 979), qualquer instrumento

de medida gera erros de medição.

Para assegurar o maior grau possível

de validade e confiabilidade das

medí-das, os instrumentos são pré-testados,

antes de sua utilização.

Como se processou essa testagem em

relação aos instrumentos usados para

••• "Conceito deliberado e conscientemente

inventado ou adotado para uma finalidade

científica". Exemplos: inteligência,

densida-de, etc. (Bastos, 1979).

avaliação do programa de Pesquisa

Bi-bliográfica é o que será apresentado a

seguir.

Os opinionários (forma para alunos

e professores) de avaliação diagnóstica

foram submetidos à apreciação de três

especialistas em Pesquisa Educacional,

visando ao julgamento da qualidade do

conteúdo, em termos de clareza,

preci-são e estrutura ffsica,

Identificadas as falhas, os opinionários foram reescritos, reproduzidos e pré-testa-dos em dois estágios. No primeiro, foram

aplicados, individualmente, a grupos de

três alunos e três professores. No segundo

estágio, os opinionários foram

adminis-trados a grupos de cinco alunos e cinco

professores. Essa testagem foi

acompa-nhada de entrevista para retroalimenta-ção imediata.

Concluída a pré-testagem para valida-ção do conteúdo, procedeu-se ao teste de confiabilidade das metades ou "split-half".

O protótipo do material instrucional,

também, foi validado por três especialis-tas no assunto, para controle de

qualida-de. Depois de reformulado foi

pré-testa-do com pequeno grupo, nas mesmas con-dições em que se verificou .o teste em

campo, na etapa de implementação do

programa.

Os demais instrumentos de medida,

tais como pré e pós-testes, opinionãríos de avaliação da instrução a curto e longo prazos, ficha de registro de dificuldades e diários das observações do instrutor fo-ram testados com o protótipo do materiaI instrucional.

(9)

!III

I' I

II

1

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

111 111

I

11111

111'

II1I1

1

I

I111

Maria Aparecida EstevesCaldas

Stone (1981) comenta a dificuldade de se isolar efeitos do material e dos

instru-mentos, quando ambos são testados,

si-multaneamente.

No caso do pré e pós-testes, a autora

considera que uma forma -de--contomar

a situação seria diminuir as possibilidades de viés nos resultados, através da elabora-ção de formas paralelas e ordenaelabora-ção alea-tória dos itens, crítica de especialistas e aplicação informal em indivíduos.

Procedimentos semelhantes foram

ado-tados no preparo dos testes utilizados

pe-lo programa de Pesquisa Bibliográfica.

Os itens do pré e pós-testes e dos testes

de unidades constituíram formas

parale-las distribuídas por sorteio. Além disso,

os testes de unidades foram analisados por especialistas e pré-testados por dois

deles, durante a validação do material

instrucional.

2.2.10 Cronograrna

Trata-se de um destaque dos

crono-gramas, anexos ao plano de ação do pro-grama de Pesquisa Bibliográfica.

Compreende os períodos de coleta de dados realizados antes, durante e após o

desenvolvimento do referido programa,

e relativos a avaliação de insumos,

pro-cesso e produto. A esses três momentos

correspondem as atividades de

delinea-mento do programa, controle do seu

de-senvolvimento e aompanhamento dos

resultados, parciais e fmais.

JIHGFEDCBA

N o anexo 4 é apresentado, como

exemplo, o cronograma da fase de obten-ção.

cbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

32

2.2.11 Tratamento dos dados

Consistiu na sistematização e análise

dos dados de julgamento, de observação

e de aprendizagem.

Os dados de julgamento foram

decor-rentes da opinião emitida por alunos,

professores e especialistas, tendo como

base o opinionário de avaliação da

ins-trução a curto prazo, opinionário de ava-liação da instrução a longo prazo e rotei-ro de entrevistas.

Para análise dos dados foram

aplica-dos métoaplica-dos quantitativos e

qualitati-vos, conforme discriminação a seguir.

, Técnicas de análise quantitativa foram

utilizadas para tratamento dos dados do

opinionário de avaliação diagnóstica.

A opinião dos alunos e professores

sobre aspectos gerais, tais como metodo-logia, carga horária, corpo docente, entre

outros, foi computada mediante

percen-tagem simples. Relativo à relevância e

aprendizagem da Pesquisa Bibliográfica,

aplicou-se o teste de igualdade de

va-riança; com variáveis iguais foi usado o teste t' de Student e com variáveis dife-rentes, o teste t' de Aspin-Welch.

Pôde-se usar estatística paramétrica,

tendo em vista as amostras dos dois

gru-pos serem relativamente grandes, o que

acarreta uma aproximação para distribui-ção normal. Tentativa de análise não pa-ramétrica, empregando o teste de

Wílco-xon, demonstrou um número bastante

grande de empates, o que representa uma, restrição para o uso do referido teste.

O julgamento dos especialistas sobre o

protótipo do material instrucional

rece-beu tratamento qualitativo, mediante

des-Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação17I1/21 : 1842, jan.ljulho 1984

PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA UTILIZANDO A ABORDAGEM TECNOLÓGICA DO ENSINO

crição das opiniões formuladas no pró-prio texto do documento.

Também foram submetidos à análise

qualitativa, os dados da ficha de registro das dificuldades, anotadas pelos alunos, durante o teste-piloto.

Os dados do opinionário de avaliação

da instrução a curto prazo, aplicado após o término do processo instrucional

rece-beram tratamento quantitativo e

quali-tativo. A análise quantitativa consistiu

na aplicação de uma escala de

classifica-ção das respostas (em altamente

satisfa-tório, parcialmente satisfatório e

insatís-fatório), computação de freqüência das

respostas e somatório do julgamento em reações favoráveis (valores altamente

sa-tísfatório e satisfató rio e desfavoráveis

(valores parcialmente satisfatórios e ínsa-tisfatórios ).

A análise qualitativa resultou em

sín-teses dos comentários e sugestões

apre-sentadas.

Os dados do opinionário de avaliação

da instrução a longo prazo, coletados

após três meses do término do curso,

foram tratados quantitativamente,

me-diante contagem de freqüência e percen-tagem simples.

Procedeu-se à análise qualitativa dos

dados do roteiro da entrevista aos

pro-fessores, coletados após quatro meses do término da instrução, visando saber se os alunos estavam aplicando os conhecimen-tos e habilidades adquiridas.

Os dados de observação do instrutor, registrados no seu diário de ocorrências,

durante a administração do programa,

foram, também, analisados

qualitativa-mente, através de descrição das

obser-vações.

Na análise dos dados de aprendizagem, utilizou-se método quantitativo, mediante aplicação dos índices de alcance por

obje-tivo, ganho

*

por objetivo, domínio de

objetivos, ganho individual e grupal. O índice de alcance por objetivo

re-presenta uma relação percentual entre o

número de alunos que atingiu cada obje-tivo no pós-teste e o número total de

alu-nos (POS

baZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

S j N x 100).

O índice de ganho por objetivo consis-te na relação percentual entre ganho real observado e ganho possível. O ganho real é indicado pela diferença entre número de alunos que atingiu determinado obje-tivo no pós-teste e o número que o atin-giu no pré-teste. O ganho possível é ex-presso pela diferença entre o número to-tal de alunos e o número que atingiu o objetivo no pré-teste. (POS - PREjMÁ-XIMO - PRÉ x 100).

O índice de domínio por objetivo indi-ca a percentagem de alunos que atingiu

determinada percentagem de objetivos,

no pós-teste ( X [ Y x 100).

O índice de ganho individual expressa

a relação percentual entre ganho real e

ganho possível (POS pREjMÁXIMO -PRÊ x 100).

No caso de "perda" ou "desaprendiza-gem", em que o resultado do pós-teste foi inferior ao pré-teste, aplicou-se a seguinte

*

Indíce de ganho é uma representação

numé-rica da aprendizagem (Gonçalves, 1978b).

(10)

Maria Aparecida EstevesCaldas

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

fórmula: PRÉ - POS/pRÉ - MfNIMO x 100, sendo o escore mínimo representado pelo númro zero.

Essa fórmula foi usada para analisar os dados do reteste (POS-RETESTE/pOS-MINIMO x 100).

O índice de ganho grupal é computa-do com base na média computa-do grupo no teste e no escore médio máximo no pós-teste (X PÚS-X PRÉ

JIHGFEDCBA

j X MÁXIMO - X

PRÉ x 100).

Em relação ao reteste fez-se uma

adaptação da fórmula, considerando "per-da'; grupal (X pOS - X RETESTEjX pOS - MINIMO x 100).

2.2.12 Organização dos dados

Refere-se às normas de apresentação dos dados brutos, isto é, não trabalhados estatisticamente, como também, os resul-tados decorrentes de tratamento estatís-tico.

Na presente pesquisa os dados resul-tantes da análise quantitativa foram orga-nizados em tabelas e gráficos.

Os resultados da análise qualitativa fo-ram apresentados em quadros ou de for-ma descritiva.

2.2.13 Fornecimento da informação

Concluída a descrição dos componen-tes das fases de delineamento e obtenção das informações, resta apresentar algumas considerações sobre a fase se fornecimen-to de informação, prevista pelo esquema conceítual de avaliação empregado.

Em primeiro lugar, é preciso esclarecer que não foi explicitada no plano de

ava-liação, pois constou do plano de ação, conforme pode ser observado no Diagra-ma de Fluxo de Trabalho (anexo 4).

Tomando co~o exemplo o DFT de

Operação, os blocos de atividade 12.0 e 16.0 representam a elaboração de relató-rios parciaís, sendo determinada a forma de apresentação desses relatórios.

Foi previsto, também, o preparo de

um relatório final, reunindo as informa-ções dos relatos parciaís.

Situando-se numa área mediana entre a Educação e a Biblioteconornia, as infor-mações foram apresentadas de tal modo que possibilitassem a decodíficação tanto por bibliotecários, como tecnólogos edu-cacionaís.

3. RESULTADO E DISCUSSÃO

A aplicação do enfoque sistêrnico na organização dos procedimentos

metodo-lógicos para planejar e implementar o

programa de Pesquisa Bibliográfica resul-tou no modelo de desenvolvimento ins-trucional apresentado na Figura 1.

O referido modelo evidencia algumas das vantagens da metodologia sistêrnica. A mais importante delas é a de permitir

o controle de qualidade do programa

e conseqüente aperfeiçoamento, median-te um processo contínuo de avaliação e revisões.

Essa estratégia reduz os riscos de se

adotar um programa, previamente

orga-nizado, sem antes verificar se constitui solução para os problemas da instrução, A identificação desses problemas, atra-vés da avaliação de necessidades, aumen·

ta a probabilidade de planejamento de

34 Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação17(1/2) : 18-42. jan.!julho 1984

PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PESQUISA

BIBLIOGRÁFICA UTILIZANDO A ABORDAGEM TECNOLOGICA DO ENSINO

1

cbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

Etap~d~ p1an.jament~ (obtenção do .i.t~ma)

2 Etapa d~ imple~ntação

(op~r.ção do.iat~m3)

1.0 2.0 3.0

_.

- -.

I

PONMLKJIHGFEDCBA

I d e n t i f i c a r n~

HGFEDCBA

Produzir progr,! I Conduzir ens.io

•... cesaidadea lIIa do progr••••

....-

,...

1.1 2.'1 3.1

Construir ma Administrar

f----l C o l ! t a r i n f o ! ,

f-.-i

t e r i a } e i n ! : , I---i instruçÃo e

maçoes trume:ntos aplicar in!.

trumentos

1.2 2.2 3.2

Validar C01II A V I . l i a r ef~~

f---J Avaliar resul

1---1

E s p e c i a l i s t . a i I---t vid ade a CU!I

t a d o s - t o p r a z o

1.3 2.3 3.3

Definir prop~ Analisar r~ Avaliarvídade •.efeti

lon

~ sito e objeti ~ sultados e f---J

vos rrvisar I g o p r a z o

I

.-

I

I 3.4

2.4 I

Conduzir t e s

I Determinar

~ tr-piloto - II ~ usocondiçõesdo progr.!de

I ma

I

2.5

Avaliar re

f--+

sultados

e

revisaf

2.6

I I

I l-4 Reproduzir

I I I

Ar

ma

I I I

L _

--- __ - 1

Figura 1

Modelo para testagem do desenvolvimento de um programa de instrução em Pesquisa Bibliográfica

Revista Brasileira de Bibliotecon~mia e Documentação1 7 ( 1 /2 ) :18-42, jan.!julho 1984 35

(11)

--I

II1

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

1 Maria Aparecida Esteves Caldas

um programa realista que atenda aos

in-teresses e expectativas da clientela-alvo.

Além disso, o modelo privilegia a

par-ticipação de professores, especialistas e

estudantes no planejamento da instrução,

tornando-o mais produtivo do que se o

bibliotecário-docente assumisse total

res-ponsabilidade pela organização do

pro-grama instrucional.

De acordo com Cottam (1978), essa

cooperação predispõe o corpo docente

e discente à aceitação de um programa

inovador. Tal suposição não foi

confir-mada na presente verificação empírica

do modelo em discussão.

Constatou-se que diversos fatores

po-dem contribuir para o sucesso ou

fracas-so da utilização do modelo.

Um desses fatores é a cronogramação das atividades a fim de possibilitar tem-po para as revisões substanciais do

mate-rial instrucional e dos instrumentos de

medida.

Essas revisões representam momentos

críticos, principalmente, tendo-se em

vis-ta a probabilidade de erros de

julgamen-to na identificação dos problemas e

pos-síveis causas.

Outro fator importante que deve ser

levado em conta é o preparo do professor para uso da metodologia proposta, já que ele deve atuar como elaborador e

avalia-dor de currículo. Como sugere Harlen

(1979) esse treinamento pode se realizar

através de experiência direta com a

me-todologia e assessoramento de

especialis-ta em desenvolvimento de currículo.

Obstáculos de ordem administrativa

podem, também, dificultar a utilização

do modelo. Nesse sentido constitui um

passo importante assegurar apoio

logfs-tico junto à direção dos cursos

envolvi-dos pelo projeto.

4. CONCLUSÃO

A metodologia utilizada na

sistemati-zação dos procedimentos para

desenvol-ver o programa de Pesquisa

Bibliográfi-ca revelou-se satisfatória, pois ofereceu

uma orientação segura na montagem e ve-rificação empírica do referido programa.

Sua viabilidade pode ser evidenciada

tendo em vista que 90% das atividades

planejadas foram cumpridas. Nos 10%

das não executadas estão incluídos alguns relatórios parciais que não foram elabo-rados devido a alterações no cronograma de execução.

Contudo, admite-se que o

desenvol-vimento de um programa no molde pro-posto pelo modelo em pauta, requer tem-po e recursos relativamente extensos.

Daí, considera-se que o modelo é ade-quado a programas para os quais devam

ser produzidos ou adaptados materiais

instrucionais inovadores e usados em lar-ga escala, em cursos regulares.

Sob outras condições, o modelo

pode-rá ser simplificado, resumindo-se o

pro-cesso de avaliação a um diagnóstico de

necessidades, para determinar os

objeti-vos do curso, julgamento profissional e

testagem um-a-um com três ou quatro

indivíduos, para aperfeiçoar o material.

Dessa foram mantêm-se os princípios

que orientam o modelo. Em primeiro

lugar, o desenvolvimento. instrucional

deve ser precedido de uma especificação de objetivos, baseada nas necessidades da

36 Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação17(1/2) : 18-42, jan./julho 1984

PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PESQUISA BIBLlOGRAFICA UTILIZANDO A ABORDAGEM TECNOLOGICA DO ENSINO

clientela. Além disso, o sistema deve ser aperfeiçoado, antes de entrar em uso re-gular, a fim de produzir os efeitos dese-jados.

REFEIU!NCIAS BffiUOGRÁFICAS

1. AH-TIN, Ah-Ton & VAllRIO, Denise Hau-ser. A formação dos usuários no meio uni-versitário: uma revisão bibliográfica (1974-1978). In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBUOTECONOMlA E

DOCUMENTA-çÃO, 10, Curitiba, 1979.

baZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

A n a i s . Curitiba, Associação dos Bibliotecários do Paraná,

1979.V.1, p. 177-200.

2. BASTOS, LIDa da Rocha et alii, Glossário de termos básicos em pesquisa científica. In: ---. M a n u a l p a r a a e l a b o r a ç ã o d e p r o -j e t o s e r e l a t ó r i o s d e p e s q u i s a , t e s e s e d i s s e r -t a ç õ e s . Rio de Janeiro, Zahar, 1979. Anexo 15, p. 104-10.

3. BERTTI, Glória Cardozo et alli. Contexto do processo de avaliação: planejamento sis-têmico e processo decisório. In: --- .P l a -n e j a m e -n t o d e u m c u r s o d e t r e i n a m e n t o d e a v a l i a d o r e s e d u c a c i o n a i s . São José dos Cam-pos, 1977. Apêndice F. unidade 1, F2-79. Tese de Mestrado, Instituto de Pesquisas Espaciais.

4. ----o A estrutura de um plano de avalia-ção. In: --- .P l a n e j a m e n t o d e u m c u r s o d e t r e i n a m e n t o d e a v a l i a d o r e s e d u c a c i o n a i s . S ã o J o s é d o s Campos, INPE, 1977. Apêndi-ce F, unidade 6, p. F363-9. Tese de Mestra-do, Instituto de Pesquisas Espaciais.

5. ----o P l a n e j a m e n t o d e u m c u r s o d e t r e i -n a m e -n t o d e a v a l i a d o r e s e d u c a c i o n a i s . São José dos Campos, INPE, 1977. 369 p. Tese de Mestrado, Instituto de Pesquisas Espa-ciais.

6. BERTTI, Glória Cardoso et alli. Planejamen-to do teste piloPlanejamen-to e instalação do curso de treinamento. In: --- .P l a n e j a m e n t o d e u m c u r s o d e t r e i n a m e n t o d e a v a l i a d o r e s e d u c a -c i o n a i s . São José dos Campos, INPE, 1977.

Capo 3, p. 137-83. Tese de Mestrado, Insti-tuto de Pesquisa Espaciais.

7. BREWER, J; G.& HILLS, P. J. Evaluation of reader instruction,

JIHGFEDCBA

L ib r i, Copenhagen, 16 (1) : 55-56, Mar. 1966.

8. COTTAM, Keith. An instructional

develop-ment model for building bibliographic instruction programs. In: OBERMAN-SO-ROKA, Cerise, ed. P r o c e e d i n g s fr o m S o u -t h e a s -t e m c o n fe r e n c e o n a p p r o a c h e s t o b i b l i o g r a p h i c i n s t r u c t i o n , March 16-17, 1978, Charleston South Carolina, College of Charleston Continuing Office, 1978. p.3340.

9. FJALLBRANT, Nancy. Evaluation in a user education programme. J. L i b r . , London, 2 (2) : 23-25, 1977.

10. GAGN~, Robert M. Condições da aprendi-zagem na instrução. In: ---o P r i n c t p i o s e s s e n c i a i s d a a p r e n d i z a g e m p a r a o e n s i n o . Porto Alegre, Globo, 1980. 175 p.

11. GOLDBERG, Maria Amélia &FRANCO, Maria Laura Puglisi Barbosa.I n o v a ç ã o e d u -c a -c i o n a l : u m p r o j e t o c o n t r o l a d o p o r a v a l i a -ç ã o e p e s q u i s a . São Paulo, Cortez&Moraes, 1980.434 p.

12. --- cl SOUZA, Clarílza Prado de. Treinamento. Plano de avaliação - meto-dologia. In: ---o A p r á t i c a d e a v a l i a ç ã o . São Paulo, Cortez &Moraes, 1979. pt. 4, p.49-98.

13. GONÇALVES, Consuelo Teresa Fernandes. U m e s q u e m a d e a v a l i a ç ã o p a r a p r o g r a m a s d e i n s t r u ç ã o . São José dos Campos, INPE, 1978. 173 p. Tese de Mestrado, Instituto de-Pesquisas Espaciais.

14. ---. Verificação empírica do sistema proposto: avaliação de um curso na área de tecnologia educacional. In: ---o U m e s q u e -m a d e a v a l i a ç ã o p a r a p r o g r a m a s d e i n s t r u -ç ã o . São José dos Campos, INPE, 1978. capo 3, p. 41-92. Tese de Mestrado, Instituto de Pesquisas Espaciais.

15. GRESSLER, Lori Alice. Qualidades deseja-das em um instrumento de medição. In: --o P e s q u i s a e d u c a c i o n a l ;importância, modelos, validade, variáveis, hipóteses, amostragens,

Referências

Documentos relacionados

Off-line samples were taken and analyzed by X ray diffraction, scanning electron microscopy (SEM), and by light scattering. Using the on- line and off-line data, mathematical

Ganhos na seleção para a produtividade de látex em população natural de Hevea brasiliensis na Reserva Chico Mendes: estudo de caso das IAPs (Ilhas de alta produtividade).. Genetic

aulas a serem ministradas, possibilitando a construção do senso crítico do aluno diante do estudo, buscando sempre uma relação com a temática proposta e o cotidiano

(2008), o cuidado está intimamente ligado ao conforto e este não está apenas ligado ao ambiente externo, mas também ao interior das pessoas envolvidas, seus

Apêndice 05 – Script 05 Calorias e Lipídios UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA – UEPB DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA ESTÁGIO SUPERVISIONADO Docente: Silvana Santos Discente: Elainne

Ao participar da Promoção, os participantes estarão automaticamente: (i) autorizando, com exclusividade, a utilização e exploração das receitas em qualquer

II. A velocidade vetorial tem sempre módulo constante.. Os barcos navegam num rio cuja velocidade da correnteza é de 3 m/s. Calcule o tempo de cruzamento dos barcos quando viajam