CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA MOEDA FALSA. Prof. Diego Pureza

Texto

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CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA – MOEDA FALSA

Prof. Diego Pureza

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Art. 289 – MOEDA FALSA.

“Art. 289 - Falsificar, fabricando-a ou alterando-a, moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro:

Pena - reclusão, de três a doze anos, e multa”.

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Bem jurídico tutelado: fé pública.

Conduta: há duas formas de se praticar o crime: fabricando a moeda, onde o próprio agente produz a moeda ou alterando, ou seja, utilizando moeda verdadeira, a altera, aumentando o seu valor (ex: com uma cédula de R$1,00 ou de R$10,00 o agente a transforma em R$ 100,00).

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Consumação e tentativa: o crime se consuma no momento da fabricação ou da alteração da moeda, desde que seja idônea a iludir, pois, do contrário, sendo a fabricação ou alteração de fácil notoriedade em razão da falta de técnica ou qualidade, sendo inidônea à ilusão, estaremos diante de hipótese de crime impossível. A tentativa é possível.

Ação Penal: ação penal pública incondicionada, sendo competente a Justiça Federal.

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Forma equiparada:

“§ 1º - Nas mesmas penas incorre quem, por conta própria ou alheia, importa ou exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda ou introduz na circulação moeda falsa”.

Privilegio:

“§ 2º - Quem, tendo recebido de boa-fé, como verdadeira, moeda falsa ou alterada, a restitui à circulação, depois de conhecer a falsidade, é punido com detenção, de seis meses a dois anos, e multa”.

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Qualificadora (falsificação funcional):

“§ 3º - É punido com reclusão, de três a quinze anos, e multa, o funcionário público ou diretor, gerente, ou fiscal de banco de emissão que fabrica, emite ou autoriza a fabricação ou emissão:

I - de moeda com título ou peso inferior ao determinado em lei;

II - de papel-moeda em quantidade superior à autorizada.

§ 4º - Nas mesmas penas incorre quem desvia e faz circular moeda, cuja circulação não estava ainda autorizada.”.

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Art. 290 – CRIMES ASSIMILADOS AO DE MOEDA FALSA.

“Art. 290 - Formar cédula, nota ou bilhete representativo de moeda com fragmentos de cédulas, notas ou bilhetes verdadeiros; suprimir, em nota, cédula ou bilhete recolhidos, para o fim de restituí-los à circulação, sinal indicativo de sua inutilização; restituir à circulação cédula, nota ou bilhete em tais condições, ou já recolhidos para o fim de inutilização:

Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa”.

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Conduta: há três formas de se praticar o crime:

(i) na primeira, utilizando frações de cédula, nota ou bilhete representativo de moeda, o agente elabora nova cédula, nota ou bilhete com aparência verdadeira;

(ii) na segunda forma, o agente, com o intuito de reintroduzir à circulação nota, cédula ou bilhete já recolhidos, elimina sinal que identifica a retirada;

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(iii) na terceira, o agente ou restitui à circulação cédula, nota ou bilhete que foram formados por fragmentos, como descrito no item (i), ou restitui à circulação nota, cédula ou bilhete que tiveram sinal identificador de recolhimento suprimido, ou restitui a nota, cédula ou bilhete que, embora não contasse com as características anteriores, foram recolhidos para o fim de serem inutilizados.

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Consumação e tentativa: o crime se consuma com a formação da cédula a partir dos fragmentos, com a supressão do sinal identificador de recolhimento, ou com a entrada da moeda em circulação. A ocorrência do dano não é exigida em nenhuma das hipóteses. A tentativa é possível.

Qualificadora funcional:

“Parágrafo único - O máximo da reclusão é elevado a doze anos e multa, se o crime é cometido por funcionário que trabalha na repartição onde o dinheiro se achava recolhido, ou nela tem fácil ingresso, em razão do cargo”.

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Art. 291 PETRECHOS PARA FALSIFICAÇÃO DE MOEDA:

“Art. 291 - Fabricar, adquirir, fornecer, a título oneroso ou gratuito, possuir ou guardar maquinismo, aparelho, instrumento ou qualquer objeto especialmente destinado à falsificação de moeda:

Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa”.

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Art. 292 EMISSÃO DE TÍTULO AO PORTADOR SEM PERMISSÃO LEGAL:

“Art. 292 - Emitir, sem permissão legal, nota, bilhete, ficha, vale ou título que contenha promessa de pagamento em dinheiro ao portador ou a que falte indicação do nome da pessoa a quem deva ser pago:

Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa”.

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Conduta: incrimina-se a conduta de emitir, sem permissão legal, nota, bilhete, ficha, vale ou título que contenha promessa de pagamento em dinheiro ao portador ou a que falte indicação do nome da pessoa a quem deva ser pago.

Consumação e tentativa: o crime se consuma com a entrada em circulação do título, independentemente da ocorrência do dano. A tentativa é possível.

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Forma privilegiada:

“Parágrafo único - Quem recebe ou utiliza como dinheiro qualquer dos documentos referidos neste artigo incorre na pena de detenção, de quinze dias a três meses, ou multa”.

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Referências

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