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Norma Técnica SABESP NTS 122

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Academic year: 2022

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Norma Técnica SABESP NTS 122

Cal virgem, cal hidratada e hidróxidos em suspensão aquosa para tratamento de água e de esgoto

Especificação

São Paulo

Dezembro/2020 – Revisão 4

(2)

S U M Á R I O

1. OBJETIVO ... 1

2. REFERÊNCIAS NORMATIVAS ... 1

3. DEFINIÇÕES ... 1

4. CARACTERÍSTICAS, TRANSPORTE E ARMAZENAGEM ... 2

4.1. CONDIÇÕES GERAIS ... 2

4.1.1. APRESENTAÇÃO ... 2

4.1.2. FORNECIMENTO ... 2

4.1.3. ARMAZENAGEM ... 3

4.2. CONDIÇÕES PARA TRANSPORTE ... 3

4.2.1. QUANTO À IDENTIFICAÇÃO ... 3

4.2.2. QUANTO AO TRANSPORTE ... 3

5. AMOSTRAGEM ... 4

6. ENSAIOS ... 4

7. TOXICIDADE ... 4

8. ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO ... 4

(3)

Dez/2020 1

Cal virgem, cal hidratada e hidróxidos em suspensão aquosa para tratamento de água e de esgoto

1. OBJETIVO

Esta norma estabelece os requisitos gerais para fornecimento, necessários para a ava- liação e o controle de qualidade exercida sobre a cal virgem (granular, microgranular e britinha), a cal hidratada (100 mesh, 200 mesh) e os hidróxidos (de cálcio e magnesiano) em suspensão aquosa, para tratamento de água e de esgoto.

Determina os métodos de ensaios para a Sabesp qualificar as empresas fornecedoras e para o controle mantido pelas Estações de Tratamento de Água e pelo Laboratório de Controle de Qualidade, para a aceitação, estipulação de glosa e rejeição do material a ser fornecido.

2. REFERÊNCIAS NORMATIVAS

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento.

Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emen- das):

ABNT NBR 7500: Identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos.

ABNT NBR 7503: Transporte terrestre de produtos perigosos – Ficha de emergência – Requisitos mínimos.

ABNT NBR 9735: Conjunto de equipamentos para emergências no transporte terrestre de produtos perigosos.

ABNT NBR 10790: Cal virgem, hidratada e em suspensão aquosa - Aplicação em sa- neamento básico - Especificação técnica, amostragem e métodos de ensaio.

ABNT NBR 14725-2: Produtos químicos - informações sobre segurança, saúde e meio ambiente - Parte 2: Sistema de classificação de perigo.

ABNT NBR 14725-3: Produtos químicos - informações sobre segurança, saúde e meio ambiente - parte 3: rotulagem.

ABNT NBR 14725-4: Produtos químicos- Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente - Parte 4: Ficha de Informações de segurança de produtos químicos (FISPQ).

ABNT NBR 15784: Produtos químicos utilizados no tratamento de água para consumo humano - Efeitos a saúde – Requisitos.

NTS 229: Amostragem de material e produto químico para tratamento de água e esgoto.

Resolução ANTT nº 5232/16, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2016 – Instruções Comple- mentares ao Regulamento Terrestre do Transporte de Produtos Perigosos.

Portaria de Potabilidade da Água vigente.

3. DEFINIÇÕES

Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições abaixo:

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CAL VIRGEM:

produto resultante de processos de calcinação do calcário, cujo constituinte principal é o óxido de cálcio em associação natural com óxido de magnésio, capaz de reagir com a água. Em função dos teores de seus constituintes, pode ser classificado como: calcí- tico (ou alto teor de cálcio), magnesiano e dolomítico, e em função da granulometria como: granular, microgranular e britinha.

CAL HIDRATADA:

Pó seco ou suspensão aquosa, obtido pela hidratação da cal virgem, constituído essencial- mente de hidróxido de cálcio.

HIDRÓXIDOS EM SUSPENSÃO AQUOSA:

suspensão aquosa, obtido pela hidratação da cal virgem, constituído essencialmente de uma mistura de hidróxido de cálcio e hidróxido de magnésio. Essa suspensão pode ser calcítica ou magnesiana.

4. CARACTERÍSTICAS, TRANSPORTE E ARMAZENAGEM

4.1. Condições gerais

4.1.1. Apresentação

A cal é um sólido de coloração branca, apresentado em três formas:

1. CAL VIRGEM: forma de produto fragmentado, apresentando-se em três dimen- sões:

a. GRANULAR: com granulometria entre 4 mm e 22 mm;

b. MICROGRANULAR (0 – 2 mm): com granulometria menor ou igual a 2,0 mm (9 mesh);

c. BRITINHA (2 – 6 mm): com granulometria menor ou igual a 6,0 mm e maior ou igual a 2,0 mm;

2. CAL HIDRATADA: forma de produto particulado, sendo:

a. 100 mesh: com porcentagem de material retido em peneira de 0,149 mm menor ou igual a 2,2%, ou

b. 200 mesh: com porcentagem de material retido em peneira de 0,075 mm menor ou igual a 2,2%, ou

c. Cal hidratada em suspensão aquosa: produto apresentado em suspen- são pronta para uso.

3. HIDRÓXIDOS EM SUSPENSÃO AQUOSA.

a. CÁLCIO;

b. MAGNESIANA.

4.1.2. Fornecimento

A cal pode ser fornecida da seguinte forma:

Granel:

o em veículo com silos (pressurizados ou não);

(5)

Dez/2020 3 o em veículos com tanques (para cal em suspensão);

Embalada:

o em contêiner flexível (big bag) com capacidade máxima de 1200 kg, o em contêineres IBC (capacidade 1m³ para cal em suspensão), o em saco valvulado de 20 kg.

Os produtos embalados em sacos devem receber as identificações prescritas no Código de Defesa do Consumidor e atender à legislação pertinente a produtos acondicionados.

4.1.3. Armazenagem

A armazenagem da cal virgem ou hidratada, deve ser criteriosa, respeitando as carac- terísticas físicas e químicas do material. O contato da cal com a água não deve ocorrer durante o transporte, manuseio e armazenagem do produto. A cal virgem em contato com a água reage, resultando em forte exotermia.

A armazenagem dos hidróxidos em suspensão aquosa deve ser em tanques resistentes a produtos alcalinos, com dispositivo automático de homogeneização, controlado por temporizadores.

4.2. Condições para transporte 4.2.1. Quanto à identificação

Os veículos transportadores devem possuir:

a) painéis de segurança conforme Resolução ANTT nº 5232/16 e ABNT NBR 7500;

localizados nas partes frontal, laterais e traseira do veículo, contendo na parte inferior o número da ONU (1910);

b) ficha de emergência e envelope de embarque preenchidos conforme ABNT NBR 7503 e 14725-2;

c) EPI e equipamentos de emergência conforme ABNT NBR 9735;

d) Rotulagem conforme ABNT NBR 14725-3;

e) Ficha de Informação de Segurança do Produto Químico (FISPQ), conforme ABNT NBR 14725-4.

4.2.2. Quanto ao transporte

O transporte da cal para tratamento de água deve ser feito em veículos em bom estado de conservação, sem laterais duplas. Considerar os itens 4.1.2 e 4.1.3 e atender às exigências abaixo descritas:

1. Em veículos com silos (pressurizados ou não):

a. veículo de transporte de cal para o tratamento de água deve estar seco e isento de impurezas.

b. para transporte à granel o veículo deve ser específico para o transporte deste produto;

2. Em contêineres flexíveis (big bags):

a. o contêiner de transporte de cal para o tratamento de água deve ter o seu uso exclusivo para este fim. O transportador deve garantir a exclusivi- dade de uso através de relação de numeração de seus contêineres a serem utilizados, que deve ser enviada à Sabesp;

b. devem estar secos e isentos de impurezas;

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c. após carregados devem ser cobertos com lonas nas partes superior e laterais;

d. só podem ser utilizados contêineres em boas condições e que não com- prometam a segurança no manuseio;

e. no descarregamento devem ser seguidas as condições estabelecidas no contrato.

3. Em sacos:

a. os veículos de transporte de cal embalada em sacos devem ter lona- mento no piso, nas laterais e no topo da carga.

4. Os veículos utilizados em transporte dos hidróxidos em suspensão aquosa de- vem estar isentos de impurezas, dispor de sistema próprio de transferência do produto, com dispositivo de amostragem do produto durante o descarregamento (by-pass e registro), e possuir dispositivo para recirculação do produto.

5. AMOSTRAGEM

A amostragem dos produtos químicos, cal virgem, cal hidratada e hidróxidos em sus- pensão aquosa deve ser realizada conforme NTS 229.

6. ENSAIOS

Os ensaios para a cal magnesiana em suspensão aquosa, cal virgem, cal hidratada e cal hidratada em suspensão devem seguir os procedimentos descritos na ABNT NBR 10790.

Para a cal magnesiana em suspensão aquosa, o método de ensaio para as substâncias reativas ao HCl previsto na ABNT NBR 10790 não está adequado, sendo necessário o desenvolvimento de estudos para essa determinação.

7. TOXICIDADE

Os produtos cal virgem, cal hidratada e hidróxidos em suspensão aquosa devem aten- der a ABNT NBR 15784 – Produtos químicos utilizados no tratamento de água para consumo humano — Efeitos a saúde – Requisitos, conforme Portaria de Potabilidade da Água vigente.

Para efeito de aprovação deste produto, deve ser considerada a DMU (Dosagem Má- xima de Uso) de acordo com a Tabela 1.

OS LIMITES DEFINIDOS PARA DIOXINAS E FURANOS SÃO ESTABELECIDOS PELO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA PARA CAL/CPP E O LIMITE ESTABELE- CIDO PELA INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 5 É DE 500 PG/KG PARA CAL VIRGEM.

DEVE HAVER COMPROVAÇÃO POR MEIO DE LAUDOS DE LABORATÓRIOS CRE- DENCIADOS DE QUE O PRODUTO É MONITORADO SEMESTRALMENTE PELO FABRICANTE, QUANTO AOS LIMITES MÁXIMOS PERMITIDOS E ESTABELECI- DOS PELO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA.

8. ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO

Não será aceita pela Sabesp a cal entregue em recipientes rasgados, molhados ou da- nificados durante o transporte e que não atenda ao item 4.2 desta norma, assim como não será aceita a cal transportada a granel ou em contêiner flexível, quando houver

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Dez/2020 5 sinais evidentes de contaminação. Fica a critério da Sabesp a composição do lote a ser recebido, quando da existência de embalagens em não-conformidade.

Não será aceita pela Sabesp carga à granel, cuja numeração do lacre não conferir com o registrado na Nota Fiscal ou apresentar sinal de violação.

A Sabesp realizará os ensaios de granulometria para a cal virgem, conforme a especifi- cação técnica do produto, podendo este ser um critério de recebimento. Os resultados deverão estar em conformidade com a Tabela 1. Para os demais parâmetros operacio- nais os ensaios serão realizados no Laboratório de Material de Tratamento do Departa- mento de Controle de Qualidade dos Produtos Água e Esgoto e os resultados não con- formes serão glosados conforme contrato, dando ao fornecedor o direito de realização de análise de contraprova do material amostrado, no prazo de até 30 dias, a partir da notificação do fornecedor. Todos os resultados devem ser registrados em sistema cor- porativo.

Para a aceitação da cal virgem, da cal hidratada e dos hidróxidos em suspensão aquosa para o tratamento de água, o lote deve atender aos itens acima descritos e às demais condições contidas no contrato.

Em caso de devolução do produto, o fornecedor deve ser informado no prazo estipulado em contrato.

Nota: A granulometria será critério de recebimento nos sistemas com transferência pneumática.

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Tabela 1 – Características do produto.

Parâmetros Un.

Cal Virgem Cal hidratada Hidróxidos em suspensão aquosa Granu-

lar

Micro granular 2 – 0 mm

Britinha 8 – 2 mm

100 mesh

200

mesh cálcio magnesiano

DMU mg/L 200 200 300 -

Oxido de Cal- cio disponí-

vel - CaO

% ≥ 89,0 ≥ 89,0 ≥ 89,0 - - - -

Hidróxido de Calcio Ca(OH)2

% - - - ≥ 90,0 ≥ 90,0 ≥ 30,0 -

Oxido de Magnésio

MgO

% ≤ 2,2 ≤ 2,2 ≤ 2,2 - - - -

Hidróxido de Magnésio

Mg(OH)2

% - - - ≤ 2,2 ≤ 2,2 ≤ 0,8 ≥ 4,0

Hidróxidos Totais como

Ca(OH)2

% - - - - - - ≥ 30,0

Substancias Reativas ao HCl (CaCO3

m/m)

% ≤ 5,5 ≤ 5,5 ≤ 5,5 ≤ 5,5 ≤ 4,0 ≤ 2,0 ≤ 3,0

Reatividade com elevação

da tempera- tura (∆t=40ºC

÷13,3 min)

ºC/mi

n ≥ 7,0 ≥ 3,0 ≥ 3,0 - - - -

Teor de Inso- lúveis em água + silica

% - - - - ≤ 0,25 ≤ 0,50

Densidade g/cm³ - - - - - 1,1 a

1,3 1,1 a 1,4

Estabilidade da suspen- são em 24 h

% - - - - - ≥ 95,0 ≥ 95,0

Viscosidade

copo Ford 4 s - - - - - ≤ 17 ≤ 17

Aditivos isento isento

Granulome- tria Passante em

peneira 22 mm

% ≥ 99,0 - - - - - -

Passante em peneira 08

mm

% - - ≥ 99,0 - - - -

Retido em pe-

neira 04 mm % ≥ 90,0 - - - - - -

Retido em pe-

neira 02 mm % - ≤ 2,2 ≥ 92,0 - - - -

Retido em pe- neira 0,149

mm

% - - - - - ≤ 1,5 ≤ 4,0

Retido em pe- neira 0,075

mm

% - - - - ≤ 2,2 - -

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Dez/2020

Cal virgem, cal hidratada e hidróxidos em suspensão aquosa para tratamento de água e de esgoto

Considerações finais:

A presente Norma é titularidade exclusiva da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp, de aplicação interna na Sabesp, devendo ser usada pelos seus fornecedores de bens e serviços, conveniados ou similares conforme as con- dições estabelecidas em Licitação, Contrato, Convênio ou similar. A utilização desta Norma por outras empresas/entidades/órgãos governamentais e pessoas físicas é de responsabilidade exclusiva dos próprios usuários.

Esta norma técnica pode ser revisada ou cancelada sempre que a Sabesp julgar neces- sário. Sugestões e comentários devem ser enviados ao Departamento de Acervo e Nor- malização Técnica da Sabesp ([email protected]).

Sabesp - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo Diretoria de Tecnologia, Empreendimentos e Meio Ambiente – T

Superintendência de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação – TX Departamento de Acervo e Normalização Técnica – TXA

Rua Costa Carvalho, 300 - CEP 05429-900 - Pinheiros.

São Paulo - SP - Brasil E-MAIL: [email protected]

Palavras-chave: Cal; Hidróxidos, Tratamento de água; Tratamento de esgoto.

6 páginas.

Referências

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