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ESTUDO DE CORRELAÇÕES DOS INDICADORES DO SIMAP COMPETITIVO

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Academic year: 2022

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INDICADORES DO SIMAP COMPETITIVO

MARCOS CHARLES PINHEIRO BALTAZAR [email protected] Marcos Ronaldo Albertin [email protected] Lucas Pinheiro da Silva [email protected] Dmontier Pinheiro Aragão Júnior [email protected]

Esta pesquisa teve como objetivo identificar correlações entre os indicadores do sistema de benchmarking SIMAP Competitivo. Para tanto, coletou-se os demonstrativos contábeis de 157 empresas participantes de economia brasileira, sendo estes: Serviços de Transporte e Logística, Energia Elétrica, Construção Civil, Materiais de Construção e Decoração, e por fim, Metalurgia e Siderurgia. Estes 4 setores foram escolhidos por representar juntos mais da metade das empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo, no ano de 2016.

Para isso, utilizou-se os softwares R e RStudio para cálculo da força de correlação entre 34 indicadores utilizados pelo SIMAP Competitivo.

Assim, foi possível identificar os comportamentos das empresas analisadas e as práticas específicas por setor. O SIMAP Competitivo se mostrou um sistema adequado para análise de comportamento de setores, o que demonstra que os indicadores utilizados podem ser utilizados para benchmarking entre empresas de um mesmo setor, ou mesmo identificar setores benchmark a partir dos resultados financeiros, econômicos e de produtividade.

Palavras-chave: Matriz de Correlação, SIMAP Competitivo, Benchmarking

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4 1 INTRODUÇÃO

A competitividade impõe o monitoramento dos processos do negócio e da concorrência, seja para garantir ou expandir a fatia de mercado ou melhorar a eficiência e produtividade organizacional. Essa comparação de desempenhos, conhecida como benchmarking, objetiva dar visibilidade do negócio da empresa em relação aos concorrentes, permitindo identificar seus pontos fortes e em quais áreas devem ser priorizadas.

Segundo Anand e Kodali (2008), o benchmarking é uma ferramenta de gestão que almeja atingir ou ir além das metas de desempenho, ao aprender com as melhores práticas e com entendimento dos processos utilizados para alcançar os melhores resultados.

Seja qual for o porte da empresa, a realização do benchmarking se torna uma necessidade para sobrevivência no mercado. Segundo Baltazar (2015), pequenas e médias empresas (PMEs) encontram grandes desafios para realização desse processo, em razão de seus limitados recursos. Uma alternativa para as PMEs seria a utilização de bancos de dados de benchmarking que permitem essa comparação.

Em relação a bancos de dados internacionais de benchmarking, se destacam o Benchmarking Index e o PROBE, dirigidos por institutos europeus. O Benchmarking Index apresenta uma ênfase financeira, voltada para a rentabilidade, apresentando indicadores com varáveis contínuas; o PROBE compara o desempenho de práticas de excelência, através de varáveis qualitativas categóricas.

No Brasil, o Sistema de Monitoramento e Benchmarking de Arranjos Produtivos (SIMAP), também chamado SIMAP Boas Práticas, desenvolvido e mantido pela Universidade Federal do Ceará, é uma alternativa para empresas realizarem suas comparações de desempenho. O sistema oferece a realização do benchmarking de forma objetiva, comparando o desempenho em práticas de excelência e indicadores da qualidade. Este sistema foi originalmente baseado no PROBE (ALBERTIN, KOHL, ELIAS, 2015).

Uma expansão do SIMAP Competitivo está em andamento com foco no desempenho em indicadores financeiros e de rentabilidade, baseado no Benchmarking Index. Baltazar (2015)

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4 aplicou uma ferramenta que, através de dados de ordem financeira, gera indicadores de resultados e ao mesmo tempo realiza a análise comparativa desses resultados indicando em que posição a empresa analisada se encontra em relação aos seus concorrentes de mercado e mesmo em relação às empresas em geral. Para isso, foi realizada pesquisa dos balanços patrimoniais de várias empresas brasileiras disponibilizados no site do BOVESPA, de onde foram retirados os dados que geraram os indicadores e posicionara as empresas em relação ao mercado.

1.1 Objetivo

Este trabalho objetiva identificar correlações entre os indicadores utilizados pelo sistema de benchmarking SIMAP Competitivo. Este estudo foi proposto por Baltazar (2015), nos setores que tem maior representatividade na bolsa de valores de São Paulo. Como objetivo específico, procura-se identificar a intensidade da correlação e se ela varia para diferentes setores da economia. O estudo comportamental destes indicadores é importante para a análise comparativa de empresas de diferentes setores e não objetiva explicar o seu fenômeno em si.

1.2 Metodologia

A amostra utilizada se refere a 157 empresas distribuídas em 4 setores da economia brasileira, sendo estes: Serviços de Transporte e Logística (60), Energia Elétrica (46), Construção Civil, Materiais de Construção e Decoração (31), e por fim, Metalurgia e Siderurgia (20). Estes 4 setores foram escolhidos por representar juntos mais da metade das empresas listada na Bolsa de Valores de São Paulo, no ano de 2016. Este fato caracteriza tais setores como representativos para a compreensão do comportamento das empresas de capital aberto nesses setores.

Primeiramente, foram coletadas as demonstrações contábeis das empresas com cotações na Bolsa de Valores de São Paulo, referente ao ano de 2016. Utilizou-se o sistema Empresas.Net para extrair o Balanço Patrimonial (BP), Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE) e Demonstrativo do Valor Adicionado (DVA).

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4 Em seguida, utilizou-se os dados coletados para composição dos indicadores financeiros, econômicos e de produtividade propostos por Baltazar (2015). Estes indicadores foram selecionados a partir de critérios de similaridade com o Benchmarking Index, facilidade de obtenção e de disseminação destes indicadores em revistas, prêmios de qualidade e órgãos de apoio empresarial. Os 34 indicadores estão definidos no Quadro 1.

Em seguida os dados foram enviados para o software estatístico R (R CORE TEAM, 2017).

Para facilitar o estudo, utilizou-se o aplicativo RStudio (R STUDIO, 2017) para o calcular o coeficiente de Pearson.

Correlação de Pearson é uma medida de associação bivariada (força) do grau de relacionamento entre duas variáveis (GARSON, 2009). Segundo Santos (2007), coeficiente de correlação superior a 0,70 e inferior a -0,70 indicam que há forte correlação positiva e negativa, respectivamente. Para esta pesquisa, adotou-se maior força de correlação, assim, analisou-se os pares de indicadores que obtiveram coeficientes de correlação superiores a 0,75 ou inferiores a -0,75.

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Quadro 1 - Relação de Indicadores Utilizados pela Pesquisa I01 - Rentabilidade das Vendas (lucro líquido)

I02 - Rentabilidade das Vendas (lucro antes dos impostos e taxas) I03 - Rentabilidade do Capital Investido (%) (do inglês ROCE) I04 - Rentabilidade do Ativo Líquido (%) (do inglês RONA) I05 - Rentabilidade do Ativo Total (%) (do inglês ROTA) I06 - Custos de Recursos Humanos / faturamento (%) I07 - Valor agregado / faturamento (%)

I08 - EBITDA

I09 - Margem EBITDA (%)

I10 - Rentabilidade do Patrimônio Líquido (%) (do inglês ROE) I11 - Rentabilidade do Ativo (%) (do inglês ROA)

I12 - Liquidez Corrente

I13 - Índice de liquidez imediata (teste ácido) (%) I14 - Prazo Médio de Pagamento (dias)

I15 - Prazo Médio de Recebimentos (dias,*)

I16 - Giro de capital de trabalho (working capital turnover) I17 - Ativo líquido (caixa) / faturamento (%)

I18 - Cobertura de juros (EBIT sobre juros) I19 - Cobertura de juros (EBITDA sobre juros) I20 - Grau de Endividamento

I21 - Valor Ponderado de Grandeza I22 - Endividamento geral (%)

I23 - Endividamento de longo prazo (%) I24 - Capital de giro

I25 - Capital circulante líquido I26 - Liquidez Geral (Exame)

I27 - Crescimento (ou variação) do EBITDA I28 - Variação de lucro (%)

I29 - Aumento do lucro antes do imposto e taxas (%) I30 - Crescimento das Vendas (%)

I31 - Aumento do custo de pessoal (%) I32 - Lucro antes de Imposto por Empregado I33 - Vendas e Prestação de Serviços por empregado I34 - Valor Adicionado Bruto por empregado

Fonte: Adaptado de Baltazar (2015)

2 Fundamentação Teórica

Os indicadores são formas de representação quantificáveis das características de produtos e processos e que são utilizadas pela organização para controlar e melhorar a qualidade e o

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4 desempenho dos seus produtos e processos, ao longo do tempo (TAKASHINA e FLORES, 1996). Para Sink e Tutlle (1993), a maior razão para se medir o desempenho é apoiar a melhoria e fazer a organização crescer continuamente.

Baltazar (2015) selecionou indicadores que pudessem ser utilizados como método para prática de benchmarking. O Quadro 2 apresenta os indicadores utilizados e os conceitos que os explicam.

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Quadro 2 - Indicadores e conceitos

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I01 - Rentabilidade das Vendas (lucro líquido) (%): é a relação entre o lucro (ou prejuízo) líquido e a receita líquida das operações

I02 - Rentabilidade das Vendas (lucro antes dos impostos e taxas) (%): é a relação entre o lucro (ou prejuízo) líquido antes dos impostos e taxas, e a receita líquida das operações

I03 - Rentabilidade do Capital Investido (%) (do inglês ROCE): é a relação entre o lucro líquido proveniente da soma do capital próprio ao capital de terceiros

I04 - Rentabilidade do Ativo Líquido (%) (do inglês RONA): relação entre lucro líquido e os ativos deduzidos dos pagamento a fornecedores e outros passivos de curto prazo

I05 - Rentabilidade do Ativo Total (%) (do inglês ROTA): relação entre lucro líquido e total do ativo I06 - Custos de Recursos Humanos / faturamento (%): participação em percentual dos custos com recursos humanos em relação ao faturamento

I07 - Valor agregado / faturamento (%): é a relação entre a receita de venda deduzida dos custos dos recursos adquiridos de terceiros, e o faturamento líquido.

I08 – EBITDA: significa lucro antes de descontar os juros, os impostos sobre o lucro, a depreciação e a amortização. Em essência, corresponde ao caixa gerado pela operação da empresa.

I09 - Margem EBITDA (%): Porcentagem obtida pela divisão do valor do EBITDA pelo valor da receita líquida I10 - Rentabilidade do Patrimônio Líquido (%) (do inglês ROE) Relação entre o resultado líquido e o patrimônio de final de exercício. Indicador clássico de lucratividade para a análise de qualquer tipo de empresa.

I11 - Rentabilidade do Ativo (%) (do inglês ROA): refere-se ao lucro líquido dividido pelo ativo subtraído o lucro líquido

I12 - Liquidez Corrente: indicador da capacidade de solvência a curto prazo da empresa. Obtém-se pela divisão do ativo circulante pelo passivo circulante, com o resultado sendo expresso em pontos, ou números-índices I13 - Índice de liquidez imediata (teste ácido) (%): percentual de dívidas a curto prazo em condições de serem liquidadas imediatamente

I14 - Prazo Médio de Pagamento (dias): tempo médio que a empresa demora a pagar seus fornecedores I15 - Prazo Médio de Recebimentos (dias,*): tempo médio que a empresa para receber de seus clientes I16 - Giro de capital de trabalho (working capital turnover): relação entre o lucro dividido pela diferença entre ativo a curto prazo e passivo a curto prazo

I17 - Ativo líquido (caixa) / faturamento (%): relação em percentual entre o caixa e o faturamento I18 - Cobertura de juros (EBIT sobre juros): obtido pela divisão do EBIT pelas despesas financeiras I19 - Cobertura de juros (EBITDA sobre juros): obtido pela divisão do EBITDA pelas despesas financeiras I20 - Grau de Endividamento: Relação existente entre o total do endividamento, ou passivo exigível, com o patrimônio líquido, em porcentagem

I21 - Valor Ponderado de Grandeza: indicador que resulta da soma, com pesos específicos, de três componentes do balanço patrimonial e das demonstrações dos resultados: o patrimônio líquido (com peso de 50%), a receita bruta (40%) e o resultado – lucro ou prejuízo líquido (10%).

I22 - Endividamento geral (%): é a soma do passivo circulante (isto é, dívidas e obrigações de curto prazo) com o passivo não circulante. O resultado é mostrado em porcentagem, em relação ao ativo total ajustado, e representa a participação de recursos financiados por terceiros na operação da empresa. É um bom indicador de risco do negócio.

I23 - Endividamento de longo prazo (%): indica quanto a empresa está comprometida com dívidas classificadas no passivo não circulante. É expresso em porcentagem, em relação ao ativo total ajustado.

I24 - Capital de giro: É a parcela do patrimônio líquido da empresa destinada a financiar o giro do negócio. É o resultado do valor do patrimônio líquido, subtraído o valor do ativo permanente.

Representa o total dos recursos de curto prazo que estão disponíveis para financiamento das atividades da empresa.

É medido pela diferença entre o ativo e o passivo circulantes.

I26 - Liquidez Geral: Mostra a relação entre os recursos da empresa que não estão “imobilizados” e o total de sua dívida. É calculada pela divisão da soma do ativo circulante com o realizável no longo prazo pela soma do exigível total. Dessa divisão, obtém-se um índice. Se o índice for menor que 1, conclui-se que a empresa, para manter a solvência, dependerá dos lucros futuros, da renegociação das dívidas ou da venda de ativos.

I27 - Crescimento (ou variação) do EBITDA: indica o percentual de crescimento ou redução do EBITDA em relação ao ano anterior

I28 - Variação de lucro (%): indica o percentual de crescimento ou redução do lucro em relação ao ano anterior

I29 - Aumento do lucro antes do imposto e taxas (%): indica o percentual de crescimento ou redução do lucro em relação ao ano anterior

I30 - Crescimento das Vendas (%):índice que compara a receita bruta dos dois últimos exercícios fiscais, indicando o quanto as vendas da companhia cresceram (ou decresceram) de um ano para o outro.

I31 - Aumento do custo de pessoal (%): indica o percentual de crescimento ou redução do lucro em relação ao ano anterior

I32 - Lucro antes de Imposto por Empregado: calculado a partir do lucro líquido dividido pela quantidade de empregados

I33 - Vendas e Prestação de Serviços por empregado: calculado a partir das vendas líquidas dividido pela quantidade de empregados

I34 - Valor Adicionado Bruto por empregado: constitui-se da receita de venda deduzida dos custos dos recursos adquiridos de terceiros, dividido pelo quantitativo de empregados.

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Fonte: Elaborado a partir de Baltazar (2015)

3 Resultados

Os coeficientes de correlação dos indicadores foram calculados e organizados na 3.3 Análise de correlação com foco no setor energético

O setor energético apresentou:

 Apenas o setor de energia elétrica apresentou forte correlação positiva entre os indicadores I03 - Rentabilidade do Capital Investido (%) (do inglês ROCE) e I10 - Rentabilidade do Patrimônio Líquido (%) (do inglês ROE) e forte correlação negativa entre I04 - Rentabilidade do Ativo Líquido (%) (do inglês RONA) e I12 (Liquidez corrente), I04 - Rentabilidade do Ativo Líquido (%) (do inglês RONA) e I13 - Índice de liquidez imediata (teste ácido), e entre I05 - Rentabilidade do Ativo Total (%) (do inglês ROTA) e I26 - Liquidez Geral;

 Apenas no setor de energia que as empresas com maiores prazos de recebimento são as que apresentam maior relação entre ativo líquido por faturamento (exclusivo do setor a forte correlação positiva entre I15 e I17);

 Este foi o único setor que apresentou correlação forte positiva entre I15 - Prazo Médio de Recebimentos (dias,*) e I17 - Ativo líquido (caixa) / faturamento.

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O setor energético apresentou:

 Apenas o setor de energia elétrica apresentou forte correlação positiva entre os indicadores I03 - Rentabilidade do Capital Investido (%) (do inglês ROCE) e I10 - Rentabilidade do Patrimônio Líquido (%) (do inglês ROE) e forte correlação negativa entre I04 - Rentabilidade do Ativo Líquido (%) (do inglês RONA) e I12 (Liquidez corrente), I04 - Rentabilidade do Ativo Líquido (%) (do inglês RONA) e I13 - Índice de liquidez imediata (teste ácido), e entre I05 - Rentabilidade do Ativo Total (%) (do inglês ROTA) e I26 - Liquidez Geral;

 Apenas no setor de energia que as empresas com maiores prazos de recebimento são as que apresentam maior relação entre ativo líquido por faturamento (exclusivo do setor a forte correlação positiva entre I15 e I17);

 Este foi o único setor que apresentou correlação forte positiva entre I15 - Prazo Médio de Recebimentos (dias,*) e I17 - Ativo líquido (caixa) / faturamento.

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apresentam comportamentos diferentes nos setores estudados. Enquanto alguns indicadores acrescentaram correlação forte (positiva ou negativa) em um determinado setor o mesmo não aconteceu em outros. Observou-se que:

 Poucos indicadores apresentam forte correlação positiva em todos os setores analisados. Os indicadores de rentabilidades (I01 e I02), de liquidez (I12 e I13) e de cobertura de juros (I18 e I19);

 Não foi encontrada correlação forte negativa nos quatros setores entre todos os indicadores;

 Os indicadores I32 - Lucro antes de Imposto por Empregado e I34 - Valor Adicionado Bruto por Empregado apresentaram correlação forte positiva para o setor de Energia e correlação forte negativa para o setor de Construção Civil. Este foi o único comportamento desta natureza observado.

A seguir são destacadas as características específicas encontradas nas relações entre os indicadores calculados nos setores.

3.2 Análise de correlação com foco no setor logístico Neste setor observou-se:

 O indicador I01 - Rentabilidade das Vendas (lucro líquido) está fortemente e positivamente correlacionado com o indicador I09 - Margem EBITDA (%) em todos os setores analisado com exceção da Logística;

 O mesmo comportamento observa-se entre os indicadores I02 - Rentabilidade das Vendas (lucro antes dos impostos e taxas) e I09 - Margem EBITDA (%) e, entre I06 - Custos de Recursos Humanos / faturamento (%) e I07 - Valor agregado / faturamento (%). Entretanto, apenas neste setor a relação entre I07 - Valor agregado / faturamento (%) e I09 - Margem EBITDA (%) não foi forte;

 Apenas no setor logístico está presente a forte correlação positiva I02 - Rentabilidade das Vendas (lucro antes dos impostos e taxas) e I32 (Lucro antes de Imposto por Empregado). Nos demais setores ela não é forte.

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12 3.3 Análise de correlação com foco no setor energético

O setor energético apresentou:

 Apenas o setor de energia elétrica apresentou forte correlação positiva entre os indicadores I03 - Rentabilidade do Capital Investido (%) (do inglês ROCE) e I10 - Rentabilidade do Patrimônio Líquido (%) (do inglês ROE) e forte correlação negativa entre I04 - Rentabilidade do Ativo Líquido (%) (do inglês RONA) e I12 (Liquidez corrente), I04 - Rentabilidade do Ativo Líquido (%) (do inglês RONA) e I13 - Índice de liquidez imediata (teste ácido), e entre I05 - Rentabilidade do Ativo Total (%) (do inglês ROTA) e I26 - Liquidez Geral;

 Apenas no setor de energia que as empresas com maiores prazos de recebimento são as que apresentam maior relação entre ativo líquido por faturamento (exclusivo do setor a forte correlação positiva entre I15 e I17);

 Este foi o único setor que apresentou correlação forte positiva entre I15 - Prazo Médio de Recebimentos (dias,*) e I17 - Ativo líquido (caixa) / faturamento.

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I01 - Rentabilidade das Vendas (lucro líquido) I02 - Rentabilidade das Vendas (lucro antes dos

impostos e taxas) 0,81 0,99 0,99 0,96

I01 - Rentabilidade das Vendas (lucro líquido) I06 - Custos de Recursos Humanos / faturamento (%) -0,25 -0,77 -0,99 -0,64 I01 - Rentabilidade das Vendas (lucro líquido) I07 - Valor agregado / faturamento (%) -0,28 -0,95 -0,99 -0,70

I01 - Rentabilidade das Vendas (lucro líquido) I09 - Margem EBITDA (%) 0,40 0,99 0,99 0,95

I01 - Rentabilidade das Vendas (lucro líquido) I14 - Prazo Médio de Pagamento (dias) -0,24 -0,82 -0,99 0,15 I01 - Rentabilidade das Vendas (lucro líquido) I15 - Prazo Médio de Recebimentos (dias,*) -0,09 0,27 -0,99 0,31

I01 - Rentabilidade das Vendas (lucro líquido) I30 - Crescimento das Vendas (%) 0,25 0,00 0,14 0,76

I01 - Rentabilidade das Vendas (lucro líquido) I31 - Aumento do custo de pessoal (%) 0,27 0,30 -0,84 0,11 I02 - Rentabilidade das Vendas (lucro antes dos

impostos e taxas)

I05 - Rentabilidade do Ativo Total (%) (do inglês

ROTA) 0,62 0,37 -1,00 0,79

I02 - Rentabilidade das Vendas (lucro antes dos

impostos e taxas) I06 - Custos de Recursos Humanos / faturamento (%) -0,45 -0,74 -1,00 -0,46

I02 - Rentabilidade das Vendas (lucro antes dos

impostos e taxas) I07 - Valor agregado / faturamento (%) -0,64 -0,94 -0,99 -0,71

I02 - Rentabilidade das Vendas (lucro antes dos

impostos e taxas) I09 - Margem EBITDA (%) 0,64 0,99 1,00 0,97

I02 - Rentabilidade das Vendas (lucro antes dos

impostos e taxas) I14 - Prazo Médio de Pagamento (dias) -0,23 -0,80 -1,00 0,38

I02 - Rentabilidade das Vendas (lucro antes dos

impostos e taxas) I15 - Prazo Médio de Recebimentos (dias,*) -0,15 0,31 -1,00 0,34

I02 - Rentabilidade das Vendas (lucro antes dos

impostos e taxas) I18 - Cobertura de juros (EBIT sobre juros) 0,27 0,04 0,04 0,75

I02 - Rentabilidade das Vendas (lucro antes dos

impostos e taxas) I31 - Aumento do custo de pessoal (%) 0,20 0,30 -0,87 0,08

I02 - Rentabilidade das Vendas (lucro antes dos

impostos e taxas) I32 - Lucro antes de Imposto por Empregado 0,82 0,07 0,01 0,18

I03 - Rentabilidade do Capital Investido (%) (do inglês ROCE)

I04 - Rentabilidade do Ativo Líquido (%) (do inglês

RONA) -0,14 0,23 -0,94 0,23

I03 - Rentabilidade do Capital Investido (%) (do inglês ROCE)

I10 - Rentabilidade do Patrimônio Líquido (%) (do

inglês ROE) 0,23 0,87 0,44 0,39

I03 - Rentabilidade do Capital Investido (%) (do

inglês ROCE) I22 - Endividamento geral (%) -0,01 -0,19 0,11 0,92

I03 - Rentabilidade do Capital Investido (%) (do

inglês ROCE) I27 - Crescimento (ou variação) do EBITDA 0,16 0,05 0,85 -0,42

I04 - Rentabilidade do Ativo Líquido (%) (do inglês

RONA) I12 - Liquidez Corrente -0,13 -0,76 -0,14 0,28

I04 - Rentabilidade do Ativo Líquido (%) (do inglês

RONA) I13 - Índice de liquidez imediata (teste ácido) (%) -0,13 -0,76 -0,13 0,31

I04 - Rentabilidade do Ativo Líquido (%) (do inglês

RONA) I27 - Crescimento (ou variação) do EBITDA -0,04 0,24 -0,91 -0,76

I04 - Rentabilidade do Ativo Líquido (%) (do inglês

RONA) I28 - Variação de lucro (%) -0,03 0,03 -0,90 -0,04

I05 - Rentabilidade do Ativo Total (%) (do inglês

ROTA) I26 - Liquidez Geral -0,58 -0,98 0,06 -0,64

I06 - Custos de Recursos Humanos / faturamento (%) I07 - Valor agregado / faturamento (%) 0,06 0,93 0,98 0,83

I06 - Custos de Recursos Humanos / faturamento (%) I09 - Margem EBITDA (%) -0,15 -0,70 -0,99 -0,61

I06 - Custos de Recursos Humanos / faturamento (%) I14 - Prazo Médio de Pagamento (dias) 0,01 0,99 1,00 0,58 I06 - Custos de Recursos Humanos / faturamento (%) I15 - Prazo Médio de Recebimentos (dias,*) 0,47 0,40 1,00 0,03 I06 - Custos de Recursos Humanos / faturamento (%) I31 - Aumento do custo de pessoal (%) -0,17 -0,40 0,88 0,00

I07 - Valor agregado / faturamento (%) I09 - Margem EBITDA (%) -0,68 -0,91 -0,99 -0,81

I07 - Valor agregado / faturamento (%) I14 - Prazo Médio de Pagamento (dias) 0,21 0,95 0,98 -0,41

I07 - Valor agregado / faturamento (%) I15 - Prazo Médio de Recebimentos (dias,*) -0,09 0,03 0,98 -0,33

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14

Indicadores Correlacionados Correlação

Logística

Correlação Energia Elétrica

Correlação Construção

Civil

Correlação Metalurgia

e Siderurgia

I07 - Valor agregado / faturamento (%) I30 - Crescimento das Vendas (%) 0,01 0,06 -0,17 -0,82

I07 - Valor agregado / faturamento (%) I31 - Aumento do custo de pessoal (%) -0,02 -0,29 0,83 -0,01

I08 – EBITDA I21 - Valor Ponderado de Grandeza 0,60 0,94 0,45 0,89

I08 – EBITDA I25 - Capital circulante líquido 0,00 0,39 0,61 0,92

I09 - Margem EBITDA (%) I14 - Prazo Médio de Pagamento (dias) 0,05 -0,75 -1,00 0,40

I09 - Margem EBITDA (%) I15 - Prazo Médio de Recebimentos (dias,*) -0,02 0,38 -0,99 0,42

I09 - Margem EBITDA (%) I31 - Aumento do custo de pessoal (%) 0,00 0,29 -0,85 0,04

I10 - Rentabilidade do Patrimônio Líquido (%)

(ROE) I27 - Crescimento (ou variação) do EBITDA 0,05 0,11 0,29 -0,97

I11 - Rentabilidade do Ativo (%) (ROA) I22 - Endividamento geral (%) 0,11 0,65 -0,02 -0,89

I12 - Liquidez Corrente I13 - Índice de liquidez imediata (teste ácido) (%) 1,00 0,99 0,91 0,94

I12 - Liquidez Corrente I26 - Liquidez Geral (Exame) 0,29 0,37 0,91 0,31

I12 - Liquidez Corrente I32 - Lucro antes de Imposto por Empregado -0,84 -0,07 0,04 -0,14

I13 - Índice de liquidez imediata (teste ácido) (%) I26 - Liquidez Geral (Exame) 0,29 0,37 0,99 0,41

I13 - Índice de liquidez imediata (teste ácido) (%) I32 - Lucro antes de Imposto por Empregado -0,84 -0,07 0,02 -0,10

I14 - Prazo Médio de Pagamento (dias) I15 - Prazo Médio de Recebimentos (dias,*) -0,12 0,33 1,00 0,37

I14 - Prazo Médio de Pagamento (dias) I31 - Aumento do custo de pessoal (%) -0,02 -0,27 0,87 -0,23

I15 - Prazo Médio de Recebimentos (dias,*) I17 - Ativo líquido (caixa) / faturamento (%) 0,01 0,99 -0,08 -0,03

I15 - Prazo Médio de Recebimentos (dias,*) I31 - Aumento do custo de pessoal (%) -0,25 0,05 0,9 0,06

I15 - Prazo Médio de Recebimentos (dias,*) I32 - Lucro antes de Imposto por Empregado -0,19 -0,04 0,01 0,84 I18 - Cobertura de juros (EBIT sobre juros) I19 - Cobertura de juros (EBITDA sobre juros) 1,00 0,99 1 0,94

I20 - Grau de Endividamento I28 - Variação de lucro (%) -0,20 -0,03 -0,97 -0,18

I21 - Valor Ponderado de Grandeza I24 - Capital de giro -0,04 -0,45 0,71 0,86

I21 - Valor Ponderado de Grandeza I25 - Capital circulante líquido 0,09 0,27 0,51 0,84

I22 - Endividamento geral (%) I24 - Capital de giro -0,35 -0,26 -0,89 -0,03

I22 - Endividamento geral (%) I32 - Lucro antes de Imposto por Empregado 0,36 0,12 -0,99 0,77

I22 - Endividamento geral (%) I34 - Valor Adicionado Bruto por empregado 0,42 0,15 0,99 0,15

I23 - Endividamento de longo prazo (%) I33 - Vendas e Prestação de Serviços por empregado -0,18 -0,06 -0,12 0,84 I23 - Endividamento de longo prazo (%) I34 - Valor Adicionado Bruto por empregado -0,19 -0,06 -0,01 0,84

I24 - Capital de giro I32 - Lucro antes de Imposto por Empregado -0.10 0,02 0,89 -0,50

I24 - Capital de giro I34 - Valor Adicionado Bruto por empregado 0,01 -0,01 -0,89 0,28

I32 - Lucro antes de Imposto por Empregado I33 - Vendas e Prestação de Serviços por empregado 0,73 0,99 -0,68 0,13 I32 - Lucro antes de Imposto por Empregado I34 - Valor Adicionado Bruto por empregado 0,30 0,99 -1,00 0,15 I33 - Vendas e Prestação de Serviços por empregado I34 - Valor Adicionado Bruto por empregado 0,97 0,99 0,72 1,00

Fonte: Elaborada pelos autores

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 Foi o único que apresentou uma correlação forte negativa entre I01 - Rentabilidade das Vendas (lucro líquido) com I15 - Prazo Médio de Recebimentos (dias,*) e com I31 - Aumento do custo de pessoal (%);

 Apenas este setor apresentou forte correlação positiva entre I02 - Rentabilidade das Vendas (lucro antes dos impostos e taxas) e I06 - Custos de Recursos Humanos / faturamento;

 Único setor que apresentou forte correlação negativa entre I02 - Rentabilidade das Vendas (lucro antes dos impostos e taxas) e I31- Aumento do custo de pessoal (%);

 Somente neste setor verificou-se correlação forte negativa entre I03 - Rentabilidade do Capital Investido (%) (do inglês ROCE) e I04 - Rentabilidade do Ativo Líquido (%) (do inglês RONA). O I04 apresentou correlação forte negativa com I27 - Crescimento do EBITDA e I28 - Variação de lucro (%). Por último, o I03 e I27 apresentaram forte correlação entre si somente neste setor;

 Somente neste setor o indicador I06 (Custos de Recursos Humanos / faturamento) apresentou forte correlação negativa com o I09 (EBITDA) e forte correlação positiva com I15 - Prazo Médio de Recebimentos (dias,*) e I31 Aumento do custo de pessoal (%);

 Apenas as empresas deste apresentaram forte correlação positiva entre os indicadores de liquidez geral, corrente e imediata (exclusivo do setor a forte correlação positiva entre I12 e I26, I13 e I26);

 Foi exclusivo do setor a forte correlação positiva entre I14 e I15, I14 e I31, I15 e I31 e forte correlação negativa entre I20 e I28;

 Apenas neste setor o indicador I22 - Endividamento geral (%) teve correlação negativa forte com o indicador I24 - Capital de giro. Em contrapartidas, estas empresas apresentaram forte correlação positiva entre I22 e I34 - Valor agregado bruto por funcionário;

 Apenas no setor de construção civil o indicador I24 apresentou forte correlação positiva com I32 e negativa com I34;

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 Apenas no setor de construção civil que os indicadores de produtividade de vendas em relação ao empregado (I33) e de valor adicionado bruto por empregado (I34) tem ausência de forte correlação positiva.

3.4 Análise de correlação com foco no setor de metalurgia e siderurgia Este setor apresentou as seguintes características:

 Apenas no setor de metalurgia e siderurgia observou-se forte correlação positiva entre I01 - Rentabilidade das Vendas (lucro líquido) e I30 - Crescimento das Vendas (%) e entre I02- Rentabilidade das Vendas com I05 - Rentabilidades do ativo e com I18 – EBITDA;

 Apenas neste setor observou-se uma forte correlação positiva entre I03-ROCE e I22- Endividamento geral, e correlação negativa forte entre I07- Valor agregado / faturamento e I30 - Crescimento das Vendas;

 Exclusivo deste setor a forte correlação negativa entre I10 e I27, e entre I11 e I22, e entre I21 com I24, e com I25;

 Por último, exclusivo deste setor a forte correlação positiva entre os indicadores I15 e I32, e entre os indicadores I23 e I33.

4 Conclusão

4.1 Comportamento dos setores analisados

Quando analisados os setores mais representativos da Bolsa de Valores, as empresas de capital aberto apresentam comportamento padrão entre si. Primeiramente, os indicadores de rentabilidades de vendas antes ou após os impostos são fortemente correlacionados positivos.

Nos setores de Energia Elétrica e de Construção Civil a correlação é positiva perfeita, o que indica que podem ser substituídos entre si em posteriores análises.

Os indicadores de liquidez corrente e liquidez imediata apresentam forte correlação positiva, em alguns casos perfeita como no setor de Logística e de Energia Elétrica. Por último, os indicadores EBIT sobre juros e EBITDA sobre juros apresentam correlação perfeita nos setores de Logística, Energia Elétrica e Construção Civil.

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17 Os setores também apresentaram comportamento únicos. Primeiramente, somente no setor Logística as empresas mais produtivas em relação a seus funcionários são as mais lucrativas em relação as vendas. Outro comportamento importante neste setor decorre do fato que maiores custos de recursos humanos não resultam em maiores gerações de riqueza. Isto indica que há substituição de recursos humanos por uso de tecnologia para obter reduções de custos ou agregação de valor aos produtos e/ou serviços.

Somente no setor de Energia de Elétrica as empresas que apresentam maiores prazos de recebimentos de seus clientes são as que possuem maiores ativos líquidos (caixa) em relação ao faturamento. Outro fato específico do setor se refere a lucros antes dos impostos se comportarem de forma similar a vendas por faturamento.

No setor de construção civil as empresas apresentam altos custos com recursos humanos para obterem altos níveis de rentabilidades. Isto indica predominância de mão de obra humana em detrimento do uso de tecnologia. Observa-se também que neste setor as empresas necessitam aumentar os prazos de recebimentos dos clientes para gerarem mais riqueza (valor agregado).

Finalmente, no setor de metalurgia e siderurgia as empresas utilizaram recursos financeiros de terceiros (empréstimos) para gerar maiores lucros. Outro comportamento único decorre de que as maiores gerações de riquezas acompanham menores crescimentos de vendas. Isto indica que neste setor houve redução de custos em relação ao ano anterior.

4.1 Sobre o SIMAP Competitivo

O Simap Competitivo se mostrou um sistema adequado para análise de comportamento de setores. Com este sistema foi possível chegar a comportamento específicos por setor, o que demonstra que os indicadores utilizados podem ser utilizados para benchmarking entre empresas de um mesmo setor, ou mesmo identificar setores benchmark nos resultados financeiros, econômicos e de produtividades.

Agradecimentos

Agradecemos a PRPI do Instituto Federal de Alagoas (IFAL) que financiou esta pesquisa.

Agradecemos também ao Observatório Tecnológico da Universidade Federal do Ceará (UFC) pelo apoio técnico.

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18 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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