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Paraná Banco S.A. Demonstrações financeiras consolidadas em 31 de dezembro de 2010

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(1)

Demonstrações financeiras consolidadas

em 31 de dezembro de 2010

(2)

Relatório dos auditores independentes sobre

demonstrações financeiras para propósito especial

3 - 4

Balanços patrimoniais consolidados

5

Demonstrações consolidadas do resultado

6

Demonstrações consolidadas do resultado

7

abrangente

Demonstrações das mutações do patrimônio líquido

8

Demonstrações consolidadas dos fluxos de caixa

9

Notas explicativas às demonstrações financeiras

10 - 113

(3)

Curitiba – Paraná

Examinamos as demonstrações financeiras consolidadas do Paraná Banco S.A. e suas controladas (“Banco”), que compreendem o balanço patrimonial consolidado em 31de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações consolidadas do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Essas demonstrações financeiras consolidadas foram elaboradas de acordo com a opção I da Carta-Circular nº 3.435, do Banco Central do Brasil, utilizando as práticas contábeis descritas na Nota Explicativa 2 (a), sendo consideradas para propósito especial porque não atendem todos os requerimentos constantes do IFRS 1.

Responsabilidade da administração pelas demonstrações financeiras consolidadas

A administração do Banco é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as práticas contábeis descritas na referida Nota Explicativa2 (a) e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras consolidadas livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Responsabilidade dos auditores independentes

Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras consolidadas com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento das exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras consolidadas estão livres de distorção relevante.

Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras consolidadas, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração das demonstrações financeiras do Banco para planejar procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia dos controles internos do Banco. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das

(4)

financeiras consolidadas, que descreve sua base de elaboração. As demonstrações financeiras consolidadas foram elaboradas pela administração do Paraná Banco S.A para cumprir os requisitos da Carta-Circular nº 3435, do Banco Central do Brasil. Conseqüentemente, essas demonstrações financeiras consolidadas podem não ser adequadas para outro fim.

Curitiba, 21 de maio de 2012

KPMG Auditores Independentes CRC SP-014428/O-6 F-PR

Alberto Spilborghs Neto

Contador CRC SP-167455/O-0 S-PR

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Disponibilidade em moeda estrangeira - 171.753 Ativos financeiros disponíveis para venda 11 518.447 714.500 Empréstimos e adiantamentos a instituições financeiras 12 3.428 14.835 Empréstimos e adiantamentos a clientes 13 1.613.954 1.415.100

Ativos não-correntes mantidos para venda 14 906.560 -

Títulos de investimento 73 1.355

Crédito das operações e seguro, resseguro e retrocessões 18 - 105.756

Despesa de comercialização diferidas 19 - 28.327

Despesas de seguros e retrocessões diferidas 20 - 193.333

Outros ativos 21 23.776 14.313

Ativos imobilizados 15 5.968 5.863

Ativos por impostos diferidos 17 15.933 19.736

Ágio 16 11.712 49.625

Ativos intangíveis 422 730

Total do ativo 3.100.572 2.736.497

Passivo

Obrigações por operações compromissadas 46.267 2.802

Depósitos de instituições financeiras 22 217.215 137.514

Depósitos de clientes 23 1.084.627 859.668

Instrumentos financeiros derivativos 6.992 13

Recursos de emissão de títulos 24 226.455 235.366

Passivos não-correntes mantidos para venda 14 581.805 -

Provisões 25 30.614 24.731

Provisões técnicas para seguros 26 - 307.782

Débito das operações de seguros e resseguros 27 - 125.890

Passivos por impostos correntes 3.232 24.200

Outros passivos 28 67.989 207.729

Total do passivo 2.265.196 1.925.695

Patrimônio líquido

Capital 29 763.867 763.867

Reserva de ajuste ao valor justo 29 (314) (91)

Reserva de lucros 29 71.823 67.575

Ações em tesouraria 30 - (20.549)

Total do patrimônio líquido atribuível aos acionistas 835.376 810.802

Total do patrimônio líquido 835.376 810.802

(6)

Receitas de juros 420.490

Despesas de juros (123.179)

Margem financeira 33 297.311

Receitas de serviços e comissões 10.147

Despesas de serviços e comissões (32.046)

Resultado líquido de serviços e comissões 34 (21.899)

Prêmios de Seguros 35 353.868

Outras receitas 36 35.687

Resultado líquido com instrumentos financeiros derivativos (37.141) Perdas (líquidas de recuperações) no valor recuperável de ativos financeiros (54.894)

Despesas de pessoal 37 (51.903)

Depreciações e amortizações (1.728)

Prêmios de cosseguros e resseguros cedidos 35 (244.335)

Variação de provisões técnicas de seguros 35 (40.024)

Sinistros retidos 35 (3.346)

Outras despesas 38 (94.906)

Despesas operacionais (138.722) Lucro antes dos impostos 136.690

Impostos sobre o lucro 39 (33.591)

Lucro líquido do exercício 103.099 Lucro líquido atribuível aos acionistas do Paraná Banco S.A. 103.099 Resultado por ação (ações ordinárias e preferenciais)

Resultado por ação - básico (em R$) 1,1063

Resultado por ação - diluído (em R$) 1,1063

(7)

31/12/2010

Lucro líquido do exercício 103.099

Outras receitas (despesas) reconhecidas (líquido de impostos) Ativos disponíveis para venda

Ajuste ao valor de mercado (1.198)

Prejuízo do exercício transferidos para o resultado 827

Efeito de impostos sobre lucros 148

Resultado abrangente do exercício 102.876

Resultado abrangente atribuível aos acionistas do Paraná Banco S.A. 102.876 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

(8)

Saldos em 1 de janeiro de 2010 763.867 (91) 67.575 (20.549) - 810.802

Resultado líquido do exercício - - - - 103.099 103.099

Aquisição de ações em tesouraria - - - (32.207) - (32.207)

Cancelamento de ações em tesouraria - - (52.756) 52.756 - -

Resultado abrangente, líquido de impostos

Reserva de ajuste ao valor justo (ativos financeiros disponíveis para venda):

Ajuste a valor justo - (223) - - 51 (172)

Resultado abrangente total no exercício - (223) - 51 (172)

Destinações: - - - - -

Reservas - - 57.004 - (57.004) -

Juros sobre o capital próprio - - - - (46.143) (46.143)

Saldos em 31 de dezembro de 2010 763.867 (314) 71.823 - - 835.376

(9)

Provisões técnicas para seguros 58.029 Perdas (líquidas de recuperações) no valor recuperável de ativos financeiros 58.894

Depreciação e amortização 1.728

Variação dos ativos e passivos (513.345)

(Aumento) redução em ativos financeiros disponíveis para venda (120.908) (Aumento) redução em empréstimos e adiantamentos a instituições financeiras 11.407 (Aumento) redução em empréstimos e adiantamentos a clientes (257.748) (Aumento) redução em crédito das operações e seguro e resseguro (78.190) (Aumento) redução em despesa de comercialização de seguros diferidas (2.239) (Aumento) redução em despesas de seguros e retrocessões diferidas 1.701

(Aumento) redução em ativos por impostos diferidos (8.643)

(Aumento) redução em outros ativos 2.360

(Redução) aumento em instrumentos financeiros derivativos 6.979 (Redução) aumento em débito das operações de seguros e resseguros 49.828

(Redução) aumento em passivos por impostos correntes 9.842

(Redução) aumento em outros passivos (127.734)

Fluxos de caixa gerados/(utilizados) em atividades operacionais (291.595) Fluxos de caixa de atividades de investimento

Alienação de outros investimentos 13

Alienação de imobilizado de uso 666

Aquisição de investimentos (15.319)

Aquisição de imobilizado de uso (13.344)

Fluxos de caixa gerados/(utilizados) em atividades de investimento (27.984)

Fluxos de caixa de atividades de financiamento

Aumento em depósitos de clientes 224.959

(Redução) em emissão de títulos obrigações por empréstimos no exterior (8.911)

Aumento em obrigações por operações compromissadas 43.465

Aumento em depósitos de instituições financeiras 79.701

Juros sobre o capital próprio (40.200)

Aquisição líquida de ações próprias (32.207)

Fluxos de caixa gerados/(utilizados) em atividades de financiamento 266.807

Variação total em caixa e equivalentes de caixa no final do exercício (52.772)

Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 201.673 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 148.901

Variação total em caixa e equivalentes de caixa no final do exercício (52.772)

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1 Contexto operacional

O Paraná Banco S.A. (“Banco”) (BM&FBOVESPA: PRBC4 / ADR Nível I: PRBAY) é uma companhia aberta de direito privado constituída e domiciliada no Brasil. O endereço da sede da Empresa é Rua Visconde de Nácar, 1441, Curitiba, Paraná. As demonstrações financeiras do Banco para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 englobam o Banco e suas subsidiárias (conjuntamente denominados “Grupo”). Tem como atividade principal operar na forma de Banco Múltiplo e tem por objeto social a prática de operações ativas, passivas e acessórias inerentes às carteiras comercial e de crédito, financiamento e investimento e administração de cartão de crédito.

Por meio de suas controladas indiretas, atua também, nas operações de seguros e resseguros em ramos elementares e de danos, operando principalmente nos ramos de garantias de obrigações contratuais, nos quais são especializados.

2 Base de elaboração a. Propósito específico

A Resolução CMN nº 3.786/09 requer que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, constituídas sob a forma de companhia aberta ou que estão obrigadas a constituir comitê de auditoria, apresentem, a partir de 31.12.2010, demonstrações financeiras consolidadas adotando o padrão contábil internacional, de acordo com os pronunciamentos emitidos pelo International Accounting Standards Board (IASB), traduzidos para a língua portuguesa por entidade brasileira credenciada pela International Accounting Standards Committee Foundation (IASC Foundation).

(11)

A IFRS 1 - Adoção pela Primeira Vez das Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRSs), estabelece que a primeira demonstração contábil de acordo com as normas internacionais seja apresentada com três demonstrações da posição financeira, referentes ao exercício atual, exercício anterior e balanço de abertura, duas demonstrações do resultado abrangente, duas demonstrações dos fluxos de caixa e duas demonstrações das mutações do patrimônio líquido, referentes ao exercício atual e anterior e respectivas notas explicativas, incluindo informações comparativas.

A Carta-Circular Bacen nº 3.435/10 determinou os critérios para elaboração das demonstrações financeiras consolidadas a serem emitidas com o propósito de atender a Resolução CMN n° 3.786/09 e estabeleceu opções a serem adotadas como balanço de abertura (data de transição) dessas demonstrações financeiras consolidadas, tendo o Banco optado pela data de 01 de janeiro de 2010, que resultou na não apresentação destas demonstrações financeiras consolidadas de forma comparativa. Embora na preparação destas demonstrações financeiras o Paraná Banco tenha utilizado os critérios de reconhecimento, mensuração e apresentação estabelecidos nos pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Normas Internacionais de Contabilidade (IASB - International Accounting Standard Board) e as interpretações do Comitê de Interpretações das Normas Internacionais de Contabilidade (IFRIC - International Financial Reporting Interpretations Committee) descritos nesta nota explicativa, a adoção dessa opção I gera demonstrações financeiras que não se enquadram no contexto de um conjunto completo de demonstrações financeiras para fins gerais e, portanto, devem ser encaradas como demonstrações financeiras para fins especiais de atender a Resolução n° 3.786/09.

A reconciliação entre patrimônio líquido em BRGAAP (práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil) e as IFRS na data da adoção inicial é apresentada na nota 5 com divulgação das respectivas isenções e exceções adotadas na data de transição, conforme definido pelo IFRS 1. Esta reconciliação deve ser lida em conjunto com as demonstrações financeiras consolidadas.

O processo de elaboração das demonstrações financeiras foi encerrado em 21 de maio de 2012, data em que a Administração do Banco aprovou sua divulgação ao mercado.

(12)

b. Base para avaliação

As demonstrações financeiras consolidadas foram elaboradas de acordo com o princípio do custo histórico, com exceção para:

• “Instrumentos financeiros derivativos”, mensurados pelo valor justo.

• “Ativos financeiros disponíveis para venda”, mensurados pelo valor justo.

• Provisões para contingências, mensuradas à melhor estimativa do valor a ser desembolsado.

• Provisões técnicas de seguros, mensuradas conforme os cálculos atuariais.

c. Moeda funcional e de apresentação

As demonstrações financeiras estão sendo apresentadas em Reais (R$), que é a moeda funcional do Banco e de todas as entidades consolidadas. Exceto quando indicado, as informações estão expressas em milhares de reais e arredondadas para o milhar mais próximo.

d. Utilização de estimativas e julgamentos

A elaboração das demonstrações financeiras de acordo com as IFRS requer a utilização de julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação das políticas contábeis nos valores apresentados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os valores reais podem ser diferentes destes estimados.

Tais estimativas e premissas são revisadas periodicamente. As revisões das estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas estão sendo revisadas, bem como nos períodos futuros afetados.

Em particular, informações sobre incertezas em estimativas de áreas significativas e julgamentos críticos na aplicação de políticas contábeis que possuem o maior efeito significativo nos saldos registrados nas demonstrações financeiras estão descritas nas Notas Explicativas nºs 3 e 4.

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e. Normas, alterações e interpretações publicadas pelo IASB e que ainda não estão em vigor

As normas e alterações das normas existentes a seguir foram publicadas mas não são obrigatórias para os períodos contábeis iniciados em 1º de janeiro de 2010. Embora as seguinte normas já estejam aprovadas pelo IASB tais pronunciamentos dependem de tradução para língua portuguesa por entidade brasileira credenciada pelo “International Accounting Standards Commitee Foundation – IASC” para que possam ser adotadas pelas entidades autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

• Alterações ao IFRS 1: isenção limitada de divulgações comparativas do IFRS 7 na adoção inicial do IFRS1

• Alterações ao IFRS 1: eliminação de datas fixas para adotantes pela primeira vez do IFRS2

• Alterações ao IFRS 7: divulgações – transferências de ativos financeiros2

• IFRS 9: instrumentos financeiros3

• Alterações ao IAS 12: impostos diferidos – recuperação dos ativos subjacentes quando o ativo é mensurado pelo modelo de valor justo do IAS 407

• IAS 24 (revisado em 2009): divulgações de partes relacionadas4

• Alterações ao IAS 32: classificação de direitos5

• Alterações ao IFRIC 14: pagamentos antecipados de exigência mínima de financiamento4

• IFRIC 19: Extinguindo passivos financeiros com instrumentos de patrimônio1

• Melhorias ao IFRS emitidas em 2010: referem-se a diversas alterações às IFRS’s que o IASB não considera urgentes6

1efetivo para exercícios iniciados em/ou após 1º de julho de 2010.

2efetivo para exercícios iniciados em/ou após 1º de julho de 2011.

3efetivo para exercícios iniciados em/ou após 1º de janeiro de 2015.

4efetivo para exercícios iniciados em/ou após 1º de janeiro de 2011.

5efetivo para exercícios iniciados em/ou após 1º de fevereiro de 2010.

(14)

6efetivo para exercícios iniciados em/ou após 1º de julho de 2010 e 1º de janeiro de 2011, conforme apropriado.

7efetivo para exercícios iniciados em/ou após 1º de janeiro de 2012.

IFRS 9 – Instrumentos Financeiros

O IFRS 9 introduz novos requerimentos para a classificação, mensuração e baixa de ativos e passivos financeiros.

IFRS 9 requer que todos os ativos financeiros reconhecidos e que estão dentro do escopo do IAS 39 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração sejam subsequentemente mensurados ao custo amortizados ou ao valor justo. Especificamente, instrumentos de dívida que são mantidos dentro de um modelo de negócios cujo objetivo é o de receber os fluxos de caixa contratuais, e que possuem fluxos de caixa contratuais que representam apenas pagamentos do valor principal e de juros sobre o principal a liquidar são geralmente mensurados ao custo amortizado. Todos os outros investimentos em instrumentos de dívida e de patrimônio são mensurados aos seus valores justos. Quando classificados ao valor justo, as alterações no valor justo são reconhecidas no resultado, exceto no caso das participações societárias em que a entidade tenha a opção de designar um instrumento, que não é mantido para negociação, ao valor justo, por meio de outros resultados abrangentes. O efeito mais significativo do IFRS 9 relacionado a passivo financeiros está na contabilização de mudanças no valor justo de passivos financeiros atribuíveis às mudanças no risco de crédito desses passivos. Pelo IFRS 9, para os passivos financeiros designados ao valor justo através do resultado, o montante das mudanças no valor justo de um passivo financeiro atribuível a variações no risco de crédito desses passivo é reconhecido no resultado abrangente, a não ser que os efeitos dessas variações criem ou aumentem um descasamento contábil no resultado.

Mudanças no valor justo atribuíveis a variações no risco de crédito de passivos financeiros não são subsequentemente reclassificadas para o resultado. Anteriormente, pelo IAS 39, o montante total da variação no valor justo de um passivo financeiro designado ao valor justo por meio do resultado era reconhecido no resultado.

O IFRS 9 é efetivo para períodos anuais que começam em (ou após) 1 de janeiro de 2015. Os impactos decorrentes da adoção desta norma ainda estão sendo analisados pelo Banco.

(15)

IFRS 7 – Transferências de Ativos Financeiros

As alterações ao IFRS 7 aumentam os requerimentos de divulgação de transações envolvendo transferência de ativos financeiros. Essas alterações têm o objetivo de fornecer maior transparência sobre exposições de risco quando um ativo financeiro é transferido, mas o cedente retém algum nível de exposição no ativo. As alterações também requerem divulgações quando transferências de ativos financeiros não são igualmente distribuídas durante o período reportado.

Esta mudança normativa não terá impacto significativo para o Banco.

IFRS 1 – Eliminação de Datas Fixas para Adotantes pela Primeira Vez do IFRS Esta mudança normativa não terá impacto significativo para o Banco uma vez que não aplicaria novamente o IFRS 1.

IAS 12 – Imposto Diferidos (Recuperação dos Ativos Subjacentes Quando o Ativo é Mensurado pelo Modelo de Valor Justo do IAS 40)

Esta mudança normativa não terá impacto significativo para o Banco visto que não detém propriedade para investimento.

IAS 24 (revisado em 2009) – Divulgações de Partes Relacionadas

Esta mudança normativa não terá impacto significativo para o Banco, visto que o Grupo não é uma entidade relacionada a governos.

IAS 32 – Classificação de Direitos de Emissão

Esta mudança normativa não tem impacto significativo para o Banco.

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IFRIC 14 – Pagamentos Antecipados de Exigência Mínima de Financiamento

Esta mudança normativa não terá impacto significativo para o Banco visto que, o Banco não oferece a seus funcionários planos de previdência de benefício definido que se enquadrariam no escopo das alterações.

IFRIC 19 - Extinguindo Passivos Financeiros com Instrumentos de Patrimônio Esta mudança normativa não terá impacto significativo para o Banco.

3 Políticas contábeis significativas

As políticas contábeis descritas abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nessas demonstrações financeiras consolidadas.

a. Base de consolidação

i. Subsidiárias

São classificadas como subsidiárias as empresas sobre as quais o Banco exerce controle, ou seja, quando detém o poder de exercer a maioria dos direitos de voto. Poderá ainda existir controle quando o Banco possuir, direta ou indiretamente, preponderância de gerir as políticas financeiras e operacionais de determinada empresa para obter benefícios das suas atividades. As empresas subsidiárias são consolidadas integralmente desde o momento em que o Banco assume o controle sobre as suas atividades até o momento em que esse controle cessa.

ii. Administração de fundos de investimentos

O Grupo gerencia e administra ativos mantidos em fundos de investimento e outras modalidades de investimento em favor dos investidores. As demonstrações financeiras desses fundos não estão incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas, pois não são controlados pelo Grupo. Informações sobre a administração dos fundos pelo Grupo estão dispostas na Nota Explicativa nº 41 (a).

(17)

iii. Transações eliminadas na consolidação

Saldos e transações entre empresas do Grupo, incluindo quaisquer ganhos ou perdas não realizadas resultantes de operações entre as companhias, são eliminados no processo de consolidação. As perdas não realizadas são eliminadas da mesma forma que os ganhos não realizados, mas somente na extensão de que não há evidência de impairment.

iv. Empresas investidas do Paraná Banco S/A

31/12/2010 01/01/2010

Empresas Atividade Método de consolidação

Participação total - %

Método de consolidação

Participação total - % Entidades financeiras no País

J Malucelli DTVM Ltda. (a) DTVM Integral 99,99 N/A 0%

Paraná Administradora de Consórcio

Ltda. (b) Consórcio Integral 99,99 Integral 99,99

Fundo de Investimento em Direitos Creditórios

Paraná Banco II (c) Fundo de Investimento N/A (k) N/A (k) Integral Entidades seguradoras no País

J. Malucelli Seguradora S.A (d) Seguros Integral 100,00 Integral 100,00 J. Malucelli Resseguradora S.A. (e) Seguros Integral 100,00 Integral 100,00

J. Malucelli Seguradora de Crédito

S.A. (f) Seguros Integral 99,99 Integral 99,99

J. Malucelli Participação em Seguros

e Resseguros S.A. (g) Seguros Integral 100,00 Integral 100,00

Entidades não financeiras no País

Tresor Holdings S.A. (h) Holding Integral 100,00 Integral 100,00 Porto de Cima Holding Ltda. (i) Holding Integral 100,00 Integral 100,00 J Malucelli Agenciamento e Serviços

Ltda (j) Holding Integral 99,99 Integral 99,99

(a) A J. Malucelli Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Distribuidora”) tem como objeto social a administração de carteiras de valores, a custódia de títulos e valores mobiliários e promover o lançamento de títulos e valores mobiliários, públicos e particulares. 22.999.999 quotas foram adquiridas de partes relacionadas em 23 de dezembro de 2010 pelo valor de R$15.272, pago em espécie. O ágio apurado na aquisição desta empresa é no valor de R$ 11.712, e representado por expectativa de resultados futuros.

(18)

A seguir, são resumidos os valores reconhecidos de ativos adquiridos e passivos assumidos na data de aquisição:

Ativos / Passivos R$ mil

Ativos financeiros 3.721

Outros ativos 542

Total de ativos 4.263

Outros passivos 703

Patrimônio líquido 3.560

Total de passivos e patrimônio líquido 4.263

Entre a data de compra e 31 de dezembro de 2010 a Distribuidora contribuiu com uma receita de R$ 950 e um lucro líquido de R$ 375. Caso a aquisição tivesse ocorrido em 1º de Janeiro de 2010, a Administração estimou que a receita consolidada seria de R$ 4.420 mil e o lucro para o exercício teria sido de R$ 1.250 mil;

(b) Investimento adquirido em 4 de abril de 2006; a empresa encontra-se inativa;

(c) O FIDC foi consolidado pelo Grupo em razão do Grupo estar exposto à maioria dos riscos e benefícios da Entidade de Propósito Específico por ser o detentor de 100%

das cotas subordinadas e ainda exercer controle sobre os créditos cedidos ao fundo. O fundo foi encerrado em 15 de março de 2010;

(d) Tem por objeto social, as operações de seguros e cosseguros de danos, operando principalmente no ramo de garantia de obrigações contratuais, no qual é especializada;

(e) Tem por objeto social efetuar operações de resseguros e retrocessão no segmento de ramos de danos, operando principalmente no ramo de garantia de obrigações contratuais;

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(f) Empresa constituída em 17 de outubro de 2006 e homologada conforme Portaria n.º 2.731 de 13 de agosto de 2007 da Superintendência de seguros Privados – SUSEP. A empresa encontra-se em fase pré-operacional. A Portaria n.º 3.325 de 22 de setembro de 2009 da Superintendência de seguros Privados – SUSEP, homologou a alteração do objeto social e do nome da Companhia;

(g) Empresa holding que detém investimento na controlada J. Malucelli Seguradora S/A (aguardando homologação da SUSEP), J. Malucelli Seguradora de Crédito S/A e J.

Malucelli Resseguradora S.A. que iniciou suas atividades em 2 de junho de 2008. Em 31 de dezembro de 2009 o controle era apenas na J Malucelli Resseguradora S/A;

(h) Em 26 de julho de 2010, a controlada Tresor Holdings, realizou uma assembleia geral onde foi aprovada a cisão parcial da parcela do patrimônio da Companhia no valor de R$ 19.716, representado por 1.264.138 ações da J Malucelli Seguradora S.A incorporadas pela J Malucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A.;

(i) Empresa holding do investimento na controlada J Malucelli Seguradora S.A até a data 30 de abril de 2010, e em 26 de julho de 2010 o controle foi transferido para J Malucelli Participações em Seguros e Resseguros S/A (aguardando homologação da SUSEP); e

(j) Empresa adquirida em 28 de dezembro de 2007. Essa empresa opera na prestação de serviços de assessoria e controle das operações de desconto em folha, no controle e implantação de correspondentes franqueados do Banco e fornece estrutura própria de atendimento ao público nas localidades de interesse do Banco.

b. Moeda estrangeira

As transações em moeda estrangeira são convertidas à taxa de câmbio em vigor na data da transação. Os ativos e os passivos monetários expressos em moeda estrangeira são convertidos para Reais à taxa de câmbio em vigor na data do balanço. As diferenças cambiais resultantes dessa conversão são reconhecidas no resultado na rubrica “Outras Receitas”.

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c. Juros

Receitas e despesas de juros são reconhecidas na demonstração do resultado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. A taxa efetiva de juros é estabelecida quando do reconhecimento inicial do ativo ou do passivo financeiro e não sofre revisões posteriores.

O cálculo da taxa efetiva de juros inclui as comissões diretamente ligadas às operações de crédito

As receitas e as despesas de juros apresentadas na demonstração consolidada de resultados incluem:

• Juros em ativos e passivos financeiros avaliados pelo custo amortizado, com base em taxa efetivo de juros; e

• Juros em títulos de renda fixa classificados como disponíveis para venda.

d. Serviços e comissões

As receitas e as despesas de serviços e comissões diretamente atreladas à originação de um ativo ou um passivo financeiro não mensurados ao valor justo pelo resultado são incluídas na apuração da taxa efetiva de juros.

As demais receitas de serviços e comissões, incluindo taxas de manutenção de contas, taxas de administração de fundos de investimentos e comissões de vendas, são reconhecidas à medida que os serviços relacionados são prestados.

Outras despesas com taxas e comissões referem-se basicamente a eventos que são reconhecidos no resultado conforme os serviços são recebidos.

As taxas de administração oriundos da administração de ativos de terceiros são incluídas na rubrica “Receita de tarifas e comissões” na demonstração consolidada do resultado.

(21)

e. Ativos financeiros não recuperáveis

Em cada data de balanço, o Grupo avalia se há evidências objetivas de que os ativos financeiros (exceto aqueles contabilizados ao valor justo através resultado) apresentam alguma evidência de redução ao valor recuperável. Os ativos financeiros são considerados com redução ao valor recuperável quando evidências objetivas demonstram que uma perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo, e que esta perda representa um impacto nos fluxos de caixa futuros do ativo que podem ser estimados de modo confiável. A análise sobre o que constitui a perda por não recuperação é uma questão de julgamento criterioso.

Para os empréstimos e adiantamentos a instituições financeiras e clientes

Perdas por redução ao valor recuperável de empréstimos e adiantamentos a instituições financeiras e a clientes são reconhecidas quando há evidência objetiva de perda. O valor contábil dos ativos é reduzido com o uso de provisões, sendo essa provisão calculada de forma coletiva para grupos homogêneos de empréstimos (principalmente crédito consignado) e de forma individual para operações consideradas significativas (principalmente a carteira de middle market) e reconhecida no resultado na rubrica “Perdas (líquidas de recuperações) no valor recuperável de ativos financeiros”.

A provisão para redução ao valor recuperável é determinada levando-se em consideração a experiência histórica de perdas nas carteiras com características similares de risco de crédito.

Essa metodologia emprega uma análise de tendências históricas do padrão e da experiência de atraso e inadimplência para estimar o percentual de empréstimos que serão eventualmente baixados para prejuízo.

Para a carteira de crédito consignado, que representa 84% da carteira total, a perda estimada é obtida por meio da ponderação do percentual de créditos vencidos nos últimos três anos e que foram baixados para prejuízo durante o exercício de 2010 aplicado sobre o valor contábil da carteira.

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Para a carteira de middle market, que representa 12% da carteira total, a perda estimada para as operações vincendas é obtida por meio da ponderação do percentual de créditos vincendos nos últimos três anos que foram baixados para prejuízo durante o exercício de 2010 aplicado sobre o valor contábil da carteira vincenda. Para as operações de middle market vencidas a provisão é calculada com base no valor descontado (aplicando a taxa original da operação) da projeção dos fluxos de caixa a serem recebidos do cliente.

Para os demais ativos financeiros

As perdas por redução ao valor recuperável com ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidas transferindo-se a diferença entre o custo de aquisição amortizado e o valor justo atual, do patrimônio líquido para o resultado do período.

Quando um evento subsequente reduz o valor da perda por redução ao valor recuperável anteriormente reconhecida em títulos de dívida disponíveis para venda, esta é revertida contra o resultado do período. Entretanto, quaisquer recuperações subsequentes no valor justo de instrumentos de capital disponíveis para venda, anteriormente ajustado não são revertidas no resultado, sendo reconhecidas diretamente no patrimônio líquido.

f. Despesa de imposto de renda e contribuição social (impostos sobre o lucro)

Os impostos sobre o lucro são calculados à alíquota de 15%, mais um adicional de 10%, e a contribuição social, à alíquota de 15% para instituições financeiras e sociedades seguradoras, após efetuados os ajustes determinados pela legislação fiscal. Para entidades não financeiras, a alíquota da contribuição social é de 9%.

A despesa de impostos sobre o lucro compreende impostos correntes e diferidos, sendo reconhecida na demonstração de resultados, exceto se for referente a itens reconhecidos diretamente no resultado abrangente; nesse caso, é reconhecida no resultado abrangente.

Impostos sobre lucro correntes é a expectativa de pagamento de impostos sobre o resultado tributável para o exercício, usando taxas promulgadas ou substancialmente promulgadas na data do balanço, e qualquer ajuste ao imposto a pagar com relação aos anos anteriores.

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Ativos e passivos fiscais diferidos incluem diferenças temporárias, identificadas como os valores que se espera pagar ou recuperar sobre diferenças entre os valores contábeis dos ativos e passivos e suas respectivas bases de cálculo, e créditos e prejuízos fiscais acumulados. Esses valores são mensurados às alíquotas que se espera aplicar no período em que o ativo for realizado ou o passivo for liquidado.

Os ativos fiscais diferidos sobre as diferenças temporárias são reconhecidos na medida em que sejam considerados prováveis que as entidades consolidadas terão lucros tributáveis futuros suficientes contra os quais os ativos fiscais diferidos possam ser utilizados. A expectativa de realização dos créditos tributários do Grupo, conforme demonstrada na nota nº 18, está baseada em projeções de resultados futuros.

Os ativos e passivos fiscais diferidos reconhecidos são reavaliados na data de cada balanço patrimonial a fim de determinar se ainda existem, realizando-se os ajustes adequados com base nas constatações das análises realizadas.

Despesas adicionais ou reduções de impostos sobre o lucro, que provem da distribuição de dividendos, são reconhecidas no momento em que as despesas de dividendos a pagar são reconhecidas.

Ativos ou passivos fiscais diferidos não são reconhecidos para as seguintes diferenças temporárias:

• Sobre o reconhecimento inicial de ativos e passivos em uma transação que não seja combinação de negócios e que não afete nem a contabilidade tampouco o lucro ou prejuízo tributável;

• Sobre diferenças relacionadas a investimentos em controladas, filiais e coligadas e participações em empreendimentos sob controle conjunto (joint venture) quando seja provável que elas não se revertam num futuro previsível; e

• Sobre diferenças temporárias tributáveis resultantes no reconhecimento inicial de ágio.

(24)

g. Instrumentos financeiros

i. Reconhecimento

Inicialmente, o Grupo reconhece os empréstimos e os adiantamentos, os depósitos, os títulos emitidos e os passivos subordinados na data em que são originados. Todos os demais ativos e passivos financeiros são inicialmente reconhecidos na data da negociação na qual o Grupo vem a ser parte, conforme as disposições contratuais do instrumento.

Os instrumentos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo seu valor justo, acrescidos, quando não classificados na categoria “pelo valor justo por meio do resultado”, dos custos de transação que são diretamente atribuíveis à sua aquisição ou emissão.

ii. Classificação dos ativos e passivos financeiros para fins de mensuração

Os ativos e passivos financeiros são incluídos, para fins de mensuração, em uma das seguintes categorias:

Ativos e passivos financeiros pelo valor justo por meio do resultado

Um ativo ou passivo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja:

• Um derivativo não designado em um relacionamento de hedge;

O Grupo não opera com ativos ou passivos para negociação e não usa a opção de valor justo.

Ativos e passivos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses instrumentos financeiros, os quais levam em consideração qualquer ganho com dividendos, são reconhecidas no resultado do exercício.

(25)

Empréstimos e recebíveis

Essa categoria inclui empréstimos, financiamentos, adiantamentos e outros recebíveis com ou sem característica de concessão de crédito, com base em sua natureza, independentemente do tipo de tomador e da forma de concessão de crédito. A característica preponderante do grupo de empréstimo e recebíveis é a não existência de mercado ativo, sendo estes mensurados pelo custo amortizado, reduzidos por eventual redução ao valor recuperável, sendo as receitas deste grupo reconhecidas em base de rendimento efetivo por meio da utilização da taxa efetiva de juros, conforme descrito na política contábil 3 (c).

Investimentos mantidos até o vencimento

Essa categoria inclui os instrumentos de dívida negociados em mercado ativo, com vencimento fixo e pagamentos fixos ou determináveis, para os quais o Grupo tem a intenção e capacidade comprovada de mantê-los até o vencimento. Estes vencimentos são mensurados pelo custo amortizado menos perda por não recuperação (se aplicável), com receita reconhecida em base de rendimento efetivo.

Ativos e passivos financeiros disponíveis para venda

Essa categoria inclui os ativos financeiros não classificados como “investimentos mantidos até o vencimento”, “empréstimos e recebíveis” ou “ativos financeiros ao valor justo no resultado” e os instrumentos de patrimônio emitidos por outras entidades que não são subsidiárias ou coligadas. Ativos financeiros disponíveis para venda são demonstrados ao valor justo com as alterações no valor justo reconhecidas no resultado abrangente, líquido de efeitos tributários. Quando o investimento é alienado ou tem indícios de perda por redução do valor recuperável, o resultado anteriormente acumulados na conta de ajustes ao valor justo no patrimônio líquido é reclassificado para o resultado.

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Passivo financeiro ao custo amortizado

São passivos financeiros, independentemente de sua forma e vencimento, não incluídos em nenhuma das categorias anteriores e resultantes de atividades de captação de recursos realizadas pelas instituições financeiras.

iii. Baixa dos ativos e passivos financeiros

Ativos financeiros são baixados quando os direitos contratuais de receber fluxos de caixa oriundos de tais ativos expiram, ou quando o Banco transfere seus direitos contratuais de receber fluxos de caixa dos ativos financeiros e também:

• transfere substancialmente todos os riscos e benefícios da propriedade; ou

• não retém nem transfere substancialmente todos os riscos e benefícios da propriedade, bem como não há retenção de controle.

Também os empréstimos e adiantamentos são retirados do balanço do Grupo quando não há mais expectativa de recuperação. Este evento ocorre, geralmente, quando os ativos apresentam inadimplência superior a um ano.

Títulos vinculados a recompra e cessões de crédito com coobrigação não são baixados porque o Banco retém substancialmente os riscos e benefícios na extensão em que existe, respectivamente, um compromisso de recomprá-los a um valor predeterminado ou de realizar pagamentos no caso de default do devedor original das operações de crédito.

Passivos financeiros são baixados se a obrigação for extinta contratualmente ou liquidada.

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iv. Mensuração dos instrumentos financeiros

Os instrumentos financeiros são mensurados ao valor justo, sem dedução de custos estimados de transação que seriam eventualmente incorridos quando de sua alienação, exceto empréstimos e recebíveis e investimentos mantidos até o vencimento. O “valor justo” de um instrumento financeiro em uma determinada data é interpretado como o valor pelo qual ele poderia ser adquirido ou vendido naquela data por duas partes bem informadas, agindo deliberadamente e com prudência, em uma transação em condições regulares de mercado. A referência mais objetiva e comum para o valor justo de um instrumento financeiro é o preço que seria pago por ele em um mercado ativo, transparente e significativo (“preço cotado” ou “preço de mercado”).

Caso não exista preço de mercado para um determinado instrumento financeiro, seu valor justo é estimado com base nas técnicas de avaliação que considera as características específicas do instrumento a ser mensurado e sobretudo as diversas espécies de riscos associados a ele.

Todos os derivativos são reconhecidos no balanço patrimonial na rubrica “instrumentos financeiros derivativos” ao valor justo desde a data do negócio. Quando o valor justo é positivo, são reconhecidos como ativos; quando negativo, como passivos. O valor justo na data do negócio equivale, até prova em contrário, ao preço de transação. As mudanças do valor justo dos derivativos desde a data do negócio são reconhecidas na rubrica

“Resultado líquido com instrumentos financeiros derivativos” da demonstração consolidada do resultado.

Os “empréstimos e adiantamentos” são mensurados ao custo amortizado, adotando-se o método dos juros efetivos. O “custo amortizado” é considerado equivalente ao custo de aquisição de um ativo ou passivo financeiro, adicionados ou subtraídos, conforme o caso, os pagamentos do principal e a amortização acumulada (incluída na demonstração do resultado) da diferença entre o custo inicial e o valor no vencimento. No caso dos ativos financeiros, o custo amortizado inclui, além disso, as eventuais reduções por não- recuperação ou impossibilidade de cobrança.

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A “taxa de juros efetiva” é a taxa de desconto que corresponde exatamente ao valor inicial do instrumento financeiro em relação à totalidade de seus fluxos de caixa estimados, de todas as espécies, ao longo de sua vida útil remanescente. No caso dos instrumentos financeiros de taxa fixa, a taxa de juros efetiva coincide com a taxa de juros contratual definida na data da contratação, adicionados, conforme o caso, as comissões e os custos de transação que, por sua natureza, façam parte de seu retorno financeiro. No caso de instrumentos financeiros de taxa variável, a taxa de juros efetiva coincide com a taxa de retorno vigente em todos os compromissos até a data de referência seguinte de renovação dos juros.

Os passivos financeiros ao custo amortizado são mensurados ao custo amortizado adotando-se o método dos juros efetivos.

v. Confronto de ativos e passivos financeiros

Os ativos e os passivos financeiros podem ser confrontados e o valor líquido pode ser apresentado no balanço quando, e somente quando, o Grupo possui legalmente o direito de compensar os valores e liquidá-los em bases líquidas, ou de realizar os ativos e acertar os passivos simultaneamente.

As receitas e as despesas são apresentadas em bases líquidas somente quando permitidas pelas normas contábeis ou oriundas de um grupo de transações similares, tais como as dos instrumentos financeiros derivativos do Grupo.

h. Operações compromissadas

Compras (vendas) de ativos financeiros com base em um contrato de revenda (recompra) não opcional a preço fixo são reconhecidas no balanço patrimonial consolidado com base na natureza do devedor (credor), sob a rubrica “Ativos financeiros disponíveis para venda”

(“Obrigações por operações compromissadas”).

Diferenças entre os preços de compra e de venda são reconhecidas como juros ao longo do prazo do contrato.

(29)

i. Ativos e passivos não-correntes mantidos para venda

O Banco classificou como “ativos não-correntes mantidos para venda” e “passivos não- correntes mantidos para venda” os ativos e os grupos de ativos e passivos diretamente associados a esses ativos que possuem as seguintes características:

• o seu valor contábil será recuperado, principalmente, por meio de transação de venda em vez do uso contínuo.

• o ativo ou o grupo de ativos mantido para venda está disponível para venda imediata em suas condições atuais, sujeito apenas aos termos que sejam habituais e costumeiros para venda de tais ativos mantidos para venda.

• a sua venda é altamente provável.

Os ativos não correntes mantidos para venda são representados substancialmente pelos investimentos nas entidades JMalucelli Seguradora S/A, JMalucelli Resseguradora S/A e JMalucelli Seguradora de Crédito S/A. Imediatamente antes de serem classificados como ativos mantidos para venda, os ativos, ou componentes de um grupo de ativos classificados como mantidos para venda, são mensurados conforme as políticas contábeis do Grupo. A partir de então, os ativos, ou o grupo de ativos classificados como mantidos para venda, são geralmente medidos pelo menor valor entre o valor contábil e o valor justo decrescido das despesas de venda.

Uma perda por redução no valor recuperável destes ativos será reconhecida sempre que houver uma indicação de deterioração no valor contábil anteriormente reconhecido. Em 31 de dezembro de 2010 não houve indícios de impairment.

j. Ativos imobilizados

i. Reconhecimento e avaliação

Os itens do imobilizado são avaliados pelo custo menos a depreciação acumulada e perdas por impairment (se aplicável).

(30)

O custo inclui as despesas diretamente atribuíveis à aquisição do ativo. O custo de ativos construídos pela própria empresa inclui o custo de materiais e mão-de-obra direta, quaisquer outros custos diretamente atribuíveis necessários à operacionalidade para a utilização prevista, e os custos de remoção dos itens e recuperação do local em que se encontram estabelecidos.

Software adquirido que seja necessário à funcionalidade do equipamento relacionado é registrado como parte do equipamento.

As entidades consolidadas avaliam, na data-base das informações financeiras, se há qualquer indicação de que um ativo pode ser não recuperável (ou seja, seu valor contábil excede seu valor recuperável). Se esse for o caso, o valor contábil do ativo é reduzido ao seu valor recuperável e as despesas de depreciação futuras são ajustadas proporcionalmente ao valor contábil revisado e à nova vida útil remanescente (se a vida útil tiver de ser estimada novamente). Caso seja constatada redução no valor recuperável de um ativo tangível, o valor apurado e as respectivas reversões (se este for o caso) são registrados no resultado do período. No exercício findo em 31 de dezembro de 2010, não foram identificados indícios de perda nesses ativos.

Similarmente, se houver indicação de recuperação do valor de um ativo tangível, as entidades consolidadas reconhecem a reversão da perda por não-recuperação reconhecida em períodos anteriores e ajustam as despesas de depreciação futuras de acordo. Em nenhuma circunstância a reversão de uma perda por não-recuperação de um ativo poderá aumentar seu valor contábil acima do valor que teria se nenhuma perda por não- recuperação tivesse sido reconhecida em exercícios anteriores.

ii. Custos subseqüentes

O custo de substituir parte de um item do imobilizado é reconhecido no valor do bem quando for provável que os benefícios econômicos futuros, incorporados no bem, sejam revertidos para o Grupo e o seu custo seja mensurado de maneira confiável. Os custos de reparos rotineiros do imobilizado são reconhecidos no resultado à medida que são incorridos.

(31)

iii. Depreciação

A depreciação é reconhecida no resultado pelo método linear considerando a vida útil estimada de cada parte de um bem do imobilizado. Imobilizados de arrendamento são depreciados considerando o prazo mais curto entre o de arrendamento e o de sua vida útil. Terrenos não são depreciados.

As vidas úteis estimadas para a atualidade e os períodos comparativos são os seguintes:

Sistema de processamento de dados 3 – 5 anos

Móveis, equipamentos, utensílios e instalações 10 anos Equipamento de comunicação e sistema de segurança 10 anos

Edificações 25 anos

O método de depreciação, a vida útil e os valores residuais dos bens do imobilizado são reavaliados a cada data de balanço.

k. Outros ativos

O Grupo possui outros ativos oriundos de adiantamentos de comissões e antecipações salariais, valores repassados aos órgãos conveniados e ainda não compensados e antecipações de impostos sobre o lucro líquido.

l. Ativos intangíveis

i. Ágio (Goodwill)

O ágio (ou deságio) é originado no processo de aquisição de subsidiárias.

(32)

Aquisições anteriores a 1º de janeiro de 2010

Como parte da sua transição para os IFRS, o Grupo escolheu por reavaliar somente as combinações de negócios ocorridas em ou após 1º de janeiro de 2010, data de transição para os IFRS. Em relação às aquisições anteriores a 1º de janeiro de 2010, o ágio representa os montantes registrados de acordo com os padrões contábeis anteriormente adotados pelo Grupo ajustados por:

• Ativos intangíveis adquiridos: quando um ativo intangível adquirido foi reconhecido com base nos critérios contábeis anteriores porém não deveria ser reconhecido pelos IFRS, o Banco deve aumentar o saldo contábil do ágio. Da mesma forma, se na data de transição o Banco reconhecer um ativo intangível que estava incluído no valor do ágio pelos critérios contábeis anteriores, o Banco deve diminuir o valor contábil do ágio; e

• Redução no valor recuperável do ágio, quando houver.

Aquisições em ou após 1º de janeiro de 2010

Para as aquisições em ou após 1º de janeiro de 2010, o ágio representa o excesso do custo da aquisição em razão do interesse do Grupo no valor justo líquido dos ativos, dos passivos e dos passivos contingentes identificáveis na empresa adquirida na data da aquisição. Quando o excesso é negativo (deságio), é reconhecido imediatamente no resultado.

O ágio é classificado como um intangível de vida útil indefinida, assim sendo, ele não é passível de amortização pelo prazo de benefício econômico futuro esperado.

ii. Gastos com desenvolvimento logiciais

Os softwares adquiridos pelo Grupo são registrados ao custo, deduzidos das amortizações acumuladas e de perdas por impairment.

(33)

As despesas de desenvolvimento interno de software são reconhecidas como ativo quando o Grupo consegue demonstrar sua intenção e sua capacidade de concluir o desenvolvimento, mensurando seu custo e a utilização do software de modo que gere benefícios econômicos futuros.

Despesas subsequentes com softwares são capitalizadas somente quando aumentam os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo específico a que se referem. Todas as demais despesas são contabilizadas diretamente no resultado à medida que são incorridas.

A amortização é reconhecida no resultado pelo método linear durante a vida útil estimada do software, a partir da data da sua disponibilidade para uso. A vida útil estimada de um software é de três a cinco anos.

m. Arrendamento mercantil - Arrendatário

Arrendamentos adquiridos nos quais o Grupo assume substancialmente todos os riscos e os benefícios do ativo são classificados como arrendamentos financeiros. Após o reconhecimento inicial, o ativo é mensurado ao valor justo ou ao valor presente dos pagamentos mínimos de arrendamento, dos dois o menor. Após o reconhecimento inicial, o ativo é contabilizado de acordo com a política contábil aplicável àquele ativo.

Outros arrendamentos são classificados como operacionais e não são reconhecidos no balanço do Grupo.

n. Impairment de ativos não financeiros

Os valores de contabilização dos ativos não financeiros do Grupo, exceto outros ativos e ativos de impostos diferidos, são revisados a cada data de balanço para determinar se há alguma indicação de impairment. Caso haja tal indicação, o valor recuperável do ativo é estimado. O valor recuperável do ágio é estimado a cada data de publicação do balanço.

(34)

É reconhecida uma perda por impairment se o valor de contabilização de um ativo ou a sua unidade geradora de caixa excede seu valor recuperável. Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. Perdas por impairment são reconhecidas no resultado. As perdas por impairment reconhecidas em relação às unidades geradoras de caixa são distribuídas primeiramente para reduzir o valor de contabilização de qualquer ágio distribuído às unidades e depois para reduzir o valor de contabilização dos demais ativos da unidade (ou grupo de unidades) em bases pro rata.

O valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa é o maior entre seu valor em uso e seu valor justo deduzido dos custos de venda. Ao avaliar o valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados ao valor presente utilizando-se uma taxa de desconto antes dos impostos que reflete avaliações no mercado corrente do valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo.

Uma perda por impairment em relação a ágio não é revertida. No tocante a outros ativos, as perdas por impairment reconhecidas em períodos anteriores são avaliadas a cada data de balanço para detectar indicações de que a perda tenha diminuído ou não exista mais. Uma perda por impairment é revertida se houver mudança nas estimativas utilizadas para se determinar o valor recuperável. Uma perda por impairment é revertida somente na extensão em que o valor de contabilização do ativo não exceda o valor de contabilização que teria sido determinado, líquido de depreciação e amortização, caso nenhuma perda por impairment tivesse sido reconhecida.

o. Provisões

A administração, ao elaborar as demonstrações financeiras consolidadas, efetuou uma distinção entre:

• Provisões: saldos credores que cobrem obrigações presentes na data do balanço patrimonial decorrentes de eventos passados que poderiam dar origem a uma perda para as entidades consolidadas cuja ocorrência seja considerada provável e cuja natureza seja certa, mas cujo valor e/ou época sejam incertos. De acordo com as normas contábeis, provisões devem ser reconhecidas nas demonstrações financeiras consolidadas.

(35)

• Passivos contingentes: possíveis obrigações que se originem de eventos passados e cuja existência somente venha a ser confirmada pela ocorrência ou não-ocorrência de um ou mais eventos futuros que não estejam totalmente sob o controle das entidades consolidadas. Incluem as obrigações presentes das entidades consolidadas, caso não seja provável que uma saída de recursos que incorporem benefícios econômicos será necessária para a sua liquidação. De acordo com as normas contábeis, passivos contingentes não são reconhecidos contabilmente, devendo seus efeitos ser apenas divulgado na face das notas explicativas.

• Ativos contingentes: possíveis ativos que se originem de eventos passados e cuja existência dependa da ocorrência ou não-ocorrência de eventos além do controle do Banco. Ativos contingentes não são reconhecidos no balanço patrimonial consolidado ou na demonstração consolidada do resultado, mas sim divulgados nas notas explicativas, desde que seja provável que esses ativos venham a dar origem a um aumento em recursos que incorporem benefícios econômicos.

As provisões são quantificadas com base nas melhores informações disponíveis sobre as consequências do evento que lhes deram origem e revisadas e ajustadas ao final de cada exercício. São usadas para suprir as obrigações específicas para as quais foram originalmente reconhecidas. As provisões são total ou parcialmente revertidas quando essas obrigações deixam de existir ou são reduzidas.

p. Garantias, avais e fianças (“garantias financeiras”)

Garantias financeiras são contratos que obrigam o Banco a assumir pagamentos específicos perante o possuidor da garantia financeira por uma perda que ele incorreu quando um devedor específico deixou de fazer o pagamento, conforme os termos do instrumento de dívida.

O Banco reconhece inicialmente as garantias financeiras prestadas no passivo do balanço patrimonial consolidado ao valor justo, que geralmente é o valor presente de taxas, comissões e juros a receber desses contratos ao longo de seu prazo, e, simultaneamente, reconhece no

(36)

Garantias financeiras, independentemente do avalista, da instrumentação ou de outras circunstâncias, são revisadas periodicamente para a determinação do risco de crédito a que estão expostas e, conforme o caso, para considerar se uma provisão é necessária. O risco de crédito é determinado pela aplicação de critérios similares aos estabelecidos para a quantificação de perdas por não-recuperação sobre empréstimos e recebíveis mensurados ao custo amortizado.

Se uma provisão específica for necessária para garantias financeiras, as respectivas comissões a apropriar reconhecidas sob a rubrica “Outros passivos” no balanço patrimonial consolidado são reclassificados para a provisão adequada.

Em 31 de dezembro de 2010 não foi identificada nenhuma garantia financeira concedida cuja perda tenha sido considerada provável.

q. Benefícios aos empregados

Benefícios de curto prazo

As obrigações de benefícios de curto prazo para empregados são mensuradas em bases sem desconto e são lançadas como despesa à medida que o serviço respectivo é prestado.

Uma provisão é reconhecida pelo valor estimado a ser pago com base em bônus em dinheiro de curto prazo ou planos de participação nos lucros se o Grupo tiver obrigação legal ou contrutiva de pagar tal valor como resultado de serviços prestados no passado pelo empregado e a obrigação for estimada de modo confiável.

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r. Lucro por ação

O Grupo apresenta dados de lucro por ação básico e diluído para suas ações ordinárias. O lucro por ação básico é calculado dividindo-se o lucro ou prejuízo atribuível aos portadores de ações ordinárias do Banco pela média ponderada do número de ações ordinárias em circulação durante o período. O lucro por ação diluído é determinado ajustando-se o lucro ou prejuízo atribuível aos portadores de ações ordinárias e a média ponderada do número de ações ordinárias em circulação para os efeitos de todas as ações ordinárias com potencial diluição. Para os períodos apresentados, o Grupo não tem nenhum instrumento potencial equivalente a ações ordinárias que pudesse ter efeito dilutivo, desta forma, o lucro básico por ações é equivalente ao lucro por ação diluído.

s. Demonstrações consolidadas dos fluxos de caixa

Os termos a seguir são usados nas demonstrações consolidadas dos fluxos de caixa com os seguintes significados:

• Fluxos de caixa: fluxos de entrada e saída de caixa e equivalentes de caixa, que são aplicações financeiras de alta liquidez sujeitas a um risco insignificante de mudanças no valor.

• Atividades operacionais: as principais atividades geradoras de receita do Grupo e outras atividades que não são atividades de financiamento ou de investimento.

• Atividades de investimento: a aquisição e a venda de outros investimentos não incluídos em caixa e equivalentes de caixa e que não são atividades operacionais.

• Atividades de financiamento: atividades que resultam em mudanças no tamanho e na composição do patrimônio líquido e do passivo que não são atividades operacionais.

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Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação e que estão sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas na gestão das obrigações de curto prazo.

t. Informações por segmento

Os segmentos operacionais foram determinados considerando-se as mesmas bases aplicáveis à tomada de decisão sobre alocação de recursos e avaliação de desempenho pelo principal gestor das operações, nesse caso, o Presidente do Grupo.

A base de mensuração dos ativos, passivos, receitas e despesas de cada segmento é efetuada de acordo com as políticas contábeis aplicáveis às pessoas jurídicas no Brasil e, portanto, há diferenças entre as informações financeiras apresentadas por segmento e as demais informações financeiras apresentadas nessas demonstrações financeiras consolidadas.

u. Ativos relacionados à resseguros

A cessão de resseguros é efetuada no curso normal de suas atividades com o propósito de limitar sua perda potencial, por meio da diversificação de riscos. Os passivos relacionados às operações de resseguros são apresentados de forma separada (bruta) de suas respectivas recuperações ativas, uma vez que a existência do contrato não exime as obrigações com os segurados.

Os ativos relacionados à resseguros, são avaliados na mesma base da provisão passiva relacionada, sendo submetido a teste de impairment. Estes ativos são ajustados ao seu valor recuperável quando existe indício de que os valores não serão realizados pelos montantes registrados.

v. Classificação dos contratos de seguros

Um contrato em que o Grupo aceita um risco de seguro significativo de outra parte, aceitando compensar o segurado no caso de um acontecimento futuro incerto específico afetar adversamente o segurado é classificado como um contrato de seguro.

Referências

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