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Coletor solar plano para tratamento térmico do solo. - Portal Embrapa

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Academic year: 2021

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(1)

TEIXEIRA, J.P .F.; MASCARENH~S, H.AA & fJAT AGLIA, O.C. Efeito d9 C'Jftivares, tipos de solo e práticas cutturais sobre a composição qufmica

oo

sementes de soja (Giycin8

max

(L.) Merrill). In: SEMINÁRIO NACIONAL DE PESOL!tSA DE SOJA. 1..-Londrina, 1978.Anais. Londrina, EMBRAPA.CNPSo, 1979. v.1, p.11·16.

ti ti ti tr f:r

COLETO~ SOL~R

PLANO Pf;RA

TrtL\TAM~NTO

TÉRMICO DO SOlO (

1) Geraldo ARrAOND (2)

Cc'lrios Au;;:-:.eto da Silva BRAGA (2)

Wagner BEITiOL

(3,4) Raqu~:! Gf.'fNI (3,4)

Coletores solares

são

aparatos destinados

à

wptação e transformaç?.:o da energia solar em calor. Segundo BEZERRA (1979\ conforme as temperaturas obtidaS; sã.o classificados em coletores de baixa, média e alta cone€ntração. Os -coletores de baixa concentração são de tecnolcg!a mais simples e denominados de coletores pianos. Estes coletores são empmgados no aqueci me. -nto de água residencial, secag_em de frutas, carnes, peixes, grãos, climatização, .destilação de água salobia, secagem de argilas

e

outros materiais. Os coletores planos

aplica-dos na secagem de pmdutos agrícolas recebem a denominação de secadores solares. TEIXEIRA (19-80) desenvolveu um secador solar de baixo custo para

se-cagem de feijão, milho e arroz, destinado à região do Estado do Amazonas, cujo funcionamento

é

conseguido por meio de radiação solat e ventilação natural. S\LVA & CORRÊA (1981) secaram

café com o uso

de dois modelos diferentes de ooletores solares. Os processos utilizados normalmente se baseiam nos rrlesmos princípios, porém existem variações que permitem ~elhor adequação para cada produto a ser manipulado, ou

à

finalidade a que se destina

.I

(1) Com apoio financeiro da EMBRAPA e POLIOLEF!NAS.

(2)Seçáo de Energia AliematiV~ Divisão de Engenharia Agrfec!..~ lnstfttm:) AgronOrnico (1AC), Gaixa Postal 26, 13200 Jundia(, SP.

(3} EMBRAPAICNPOA, Catxa Posta.l69, 13820Jag..:ariúna. SP.

(4) 891sista. do CNPq.

(2)

2. PROSLEMÁTlCA E SOLUÇÕES NA DESfNFESTAÇÃO DO SOLO A desinfestação do solo visando 30 controle de patógenos, pragas e plantas invasoras, pode ser obtida com a aplicação de agente físico, químico ou

biológico. O controle químico apresenta limitações quanto a segurança, custos, resíduos

e

fitotox1daae (BAKER & AOISTACHER, 1957). Métodos de controle biológico estão sendo desenvolvidos; entretanto, muitos estudos precisam ser rea-ltzados para sua aplicação prática (FAY, 1982). O controle físico, através da utili· zação do vapor, apesar de estar sendo usado em casa oe vegetação desde o final do século

XIX

(BAKER

&

COOK, 1974), qoresenta diversos problemas, ·aJém da dificuldade de utilização em extensas áreas (KATAN, 1980). Além disso, os pro-cessos físicos ou são empíricos, como no caso do fomo part1; prcdução de vapor cujo tratamento é ineficiente e de baixo rendimento, ou sofisttcados, como no

ca-so de autoclaves, que são de difícil manuseio e pequena capacidade. De modo geral, qualquer que seja o processo empregado, a fonte de calei utilizada se ori-gina da queima. de subprodutos do petróleo como gás, queiOsene, óleo diesel e gasolina, ou da eletricidade. A queima da lenha também é utilizada, porém oca-lor oriundo dessa fonte

é

de ·difícil controle.

A solarização· ou pasteurização do solo é um m€todo físico do controle de patógenos, pragas e plantas rnvasoras, através do aumento da temperatura obtida com a aplicação de uma cobertura plástica fina e transparente sobre

o

solo Crmido (KATAN, 1983). Segundo KATAN (1980), o método de solarização tem

a

vantagem de ser seguro, atuar sobre um largo espectro de organismos, não poluir,

ser simples e relativamente barato.

Nesse contexto, a utiliz~ção de coletores solares planos na deslnfesta-ç2o de solos para uso em sementeiras e viveiros afigura-se como altsmotiva promissora

Procurou-se, então, criar urn coletor específico, barato, de fácil constru-ção e capaz de aquecer uma massa da solo, combinando temperatura e tempo de exposiçá<> suficientes para atenuar a ação dos patógenos causador~;s de tom-bamentos incidentes em sementeiras e viveiros de ;)!antas.

3. CARACTERÍST:CAS DO CCL::TOR SOLAl~

O coletor so!cr para tratamento de solo (Figuras 1 e 2) é constituído de uma caixa quadrada de madeira, isolada com lã de vidro na pai1e inferior e re-c.o-berta com filme plástico transparente, contendo, entre a cobertura plástr..a

e

o ISOlamento, um corpo negro em forma de calhas de alumínio ou chapa galvaniza-da pintagalvaniza-da de preto que funciona como superfície absorvedora O coletor solar

é

hermeticamente fechado com o plástico. e quando excosto ao sol observa-se o efeito estufa, em virtude da mudança do ccmprimento de onda da radi2ção solar ao atingir a superfície preta do observador.

(3)

Oimensõu em nr,

FIGUH/\ 1. Coletor solar" para desinfestação de !::;\j, com calha estmitély com ~~cia absorvedora cie chapa galvanizada ou chapa de alumfnio: a) caixa de madeira com fundo de DURATêX; b) calha estreita com chapa galvanizada, pintada de preto, e::;po~ sura , mm; c) camad9. de mistura do solO, disposta na calha para tratarr:anto tém1ico; d) iso!an!e térmico: !á de vidro, espessura: 50mm; e) cobertura da fi:me piástico t-ans-parente 0,20mm. f") Pes·) do coletor. 54kg ! ..

~B

33°~~-={1

c

FIGURA 2. Detalhes do coletor solar. A) suporte para o coletor solar confeccionado

em

madeira; B) ângulo de exposição em relação ao sob; C) posição do coletor.

(4)

O coletor alcança médias de temperatura entre 60

e

70°C em dias de radiação plena, com elevação de até 850C no período.

4. TRABALHOS EXPERiMENTAIS COM O SISTEMA

O

coletor solar foi testado quanto ao controle de Verticillium

sp·.

(isolado de berinjela), Sclerotium rolfsii é tirinca (Cyperus rotundus). Isolado de

Verticil-lium. multiplicado em milho de pipoca, escleródios de

S.

rolfsii e tubérculos de

tiri-lica foram misturados ao solo e tratados por diferentes períodos nos coletores, sendo

a

seguir avaliada a viabilidade dos organismos testados.

Dependendo das condições climáticas, dois dias sao suficientes para a desinfestação do. solo com o isolado de Verticil!ium e um dia, para o isolado de S. rolfsii e para a ti ri rica (Quadro 1 ).

QUADRO 1. Temperaturas médias do solo e viabilidade de Sc!erotium ro!fsli~ Verticiilium sp.

e tiririca (Cyperus rotundup). submetidos a tratamento r.o coletor solar

Horário ScJerotium roffsii Vertic171ium sp. Cypety:· .· ?tundus 12 dia 22dia

T 3rnp3ratu r a Vl.ab!lldade Tem!'"!ratura Vin.billdsde T;.mperatur.s VIabilidade T1mperarura VIabilidade

h

,c

% o

c

.:lfo o

c

% o

c

0/o 9 100,0 25,4 24,7 52,5 10 29,7 34,Ó 95,7. 31,2 33,4. 11 39,5 100,0 41,1 42,4 44}3 12 ~t,8 S\),3 49,4 49,9 53,4 13 48,5 33,3 .57,4

sG.a

o

60,6 14 50,5 S3,5 62,5 62,8 65,6 15 43,4 1,3 66,1 63,4

o

68,5 16 47,5 0,0 87,1 54,9 65,1 17 4<3,2 2,2 65,7 61,5 63,0

o

63,5

o

O co!etor solar desenvolvido e testad.J para tratamento do solo apresen-tcu resultacos altamente satisfatórios. Seu baixo custo, simplicldáde e facilidade

(5)

de n!<-museio le-.:am para o agricultor e prcdutores cie mudas mais urr1a tocr:J:ogia

adequada para o meio rural. ·

Estão· em andamento estudos para utilização do coletor solar pnia o

controle de bactérias, nematóides, sementes e insetos que com freqüência

infes-tam os solos com resultados pmlímínares extrem3niente promissores.

REFER~NCJAS B!BUOGRÁFfCAS

BAKER, K.F. & COOK, R.J. Biological control of plant p$-oggns. San Franc1sco, Freeman and Company, 1974. 433p.

_ __,...._ &: ROISTACHER, C.N. Heat treatmem of soiL In: Al,KER, K.F., ed. The U.C.

system for producing healthy container-grown piants. [BerkeleyJ Universr.y of Cafifor-nia- Division of Agricultura! Sciences, 1957. p.123--137.

BllERRA, A.M. Aplicações férmlcas da energia solar. João P.3s~:a, Ec''•o:-a Universitá-ria UFPb, 1979. 128p.

FRY, W.E. Principias of planr disease ms.nagen· nt. london, Acad(;::;;c Pr8ss, 19;32.

378p.

KATAN, J. Solar desint~station of soiis. In: PARKER, C.A.; ROVIR.'\, A.D.; MOCRE, !<.J.

e WONG, P.T.W;, eds. Ecology en:.-j management of soifkomG p::·m p;-.i.h?gens. St.

Paul, American Phytopatho!ogical Society, 1983. p.274-278.

- - - - . Solar pasteurization of soils · !or disease control: status end prospects. Pla.nt

Disease, SL Paul, 64(5):450-454, 1980.

SILVA, J. de S. & CORRÊA,· ~·.c. Secagem de café cem energfa so:ar. VIçosa, U;-iversi- · dade Federal de Viçosa, 1981. 9p. (lnfoiTT'le técnico, 14)

TEIXEIRA, LB. Secador solar. alternativa para secagem de aliment<Js. Mànaus, EMBAAPA-UEPAE de Manaus, 1980. 3p. (Comunicado técni:o, 8)

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Referências

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