ASSISTÊNCIA
DE
ENFERMAGEM AO
ADRIANA
ELIAS
NHIHIELUYEIWIHKEDRA
ALCOOLISTA
ADULTO
1a
proposta de
atendimento
às
suas
Necessidades
Humanas
CCSM
TCC
UFSC
ENF
0311 Ex.lBämm
. N-Chfim~TCC UFSC ENF
0311 Autor: Elias, AdrianaTítulo: Assistência de enfermagem ao alc
972491967 Ac. Z4l5l0 _.
Exl UFSC BSCCSM CCSM
FLORIANÓPQLIS
ASSISTÊNCIA
DE
ENFERMAGEM AO
ALCOOLISTA
ADULTO
Uma
proposta
de atendimento
às
suas `NëÉessidades
Humanas
Básicas
V VA Trâbäfliö'dë`conclusão do Curso de
Graduação de Enfermagem, Centro de
Ciências da Saúde, Universidade Federal
de Santa Catarina.
Orientadora: - Prof”. Tânia
Mara
Xavier ScózSupervisores: - Eni”. Lilian Márcia da Silva Bodenrnuller - Eni”. Tânia Marcelita Longen Zaleski Banca Examinadora: - Prof". Tânia
Mara
Xavier Scóz- Prof”. Rosangela
M.
FeniliEni”. Lilian Márcia da Silva Bodenmuller
- Eni”. Tânia Marcelita Longen Zaleski
FLORIANÓPOLIS
AGRADECDVIENTOS
À
Deus
por ter nosdado
a oportunidade de traçar este caminho de maneira tãoagradável e proveitosa. .
Aos
nossos pais e às demais pessoas especiaisem
nossas vidas,que
deuma
formaou
de outra sempre nos apoiaram ecompreenderam
nossosmomentos
de angústia.u
À
nossa orientadora e amiga,que
além de nos guiar, trabalhou e vibrou durantetoda a elaboração
do
relatório.Às
nossas queridas supervisoras por terem nos aberto as portas de suas instituiçõespara realizarmos nosso estágio, e por serem sempre muito receptivas, transmitindo seus
conhecimentos e suas experiências.
Aos
profissionais da Clínica Belvedere edo
Serviço de Atendimento àsNecessidades Psicossociais-SANPS, por terem nos acolhido de forma tão calorosa.
Àquelas pessoas
que
utilizarampane
de seutempo
para nos auxiliar na confecçãodo
relatório.Aos
nossos clientes que nos possibilitaram alémdo
enriquecimento de nosso conhecimento e experiência, o crescimento e amadurecimento pessoal.À
nós, pela escolha desta área de atuação que tanto nos trouxe descobertas eRESUMO
... ..1
-
INTRODUÇÃO
... ..2
_
CONTEXTUALIZAÇÃO
DO
CAMPO
... ..2.1
CLÍNICA
BELVEDERE
... ..2.2
SERVIÇO
DE
ATEND11\/[ENTO
AS
NECESSIDADES
PSICOSSOCIAIS
-SANPS
... ..3
_
REFERENCIAL TEÓRICO
... ..3.1
RELEITURA
DAS
NECESSIDADES
HUMANAS
BÁSICAS
... ..3.2
RELAÇÃO
PESSOA/PESSOA
... .. 3.3OUTROS
CONCEITOS
... .. 3.3.1 Cliente ... .. 3.3.2 Farmacodependência ... .. 3.3.3 Alcoolismo ... .. 3.3.4 Famílias ... .. 3.4PROCESSO
DE
ENFERMAGEM
... .. 3.4.1 Histórico deEnfennagem
... .. 3.4.2 Diagnóstico deEnfermagem
... .. 3.4.2.1 Diagnóstico Siíuacional ... .. 3.4.2.2 Diagnóstico de Natureza ... ..3.4.2.3 Diagnóstico de Suficiência
ou
Insuficiência ... ..3.4.3 Plano de Cuidados
ou
Prescrição deEnfermagem
... ..3.4.4 Evolução de
Enfermagem
... ..4
_
REVISÃo
BIBLIOGRÁFICA
... .. 4.1CONCEITOS
... .. 4.1.1 Alcoolismo ... .. 4.1.2 Alcoólatrax
Alcoolista ... ._ 4.1.3 Tolerância e Dependência ... .. 4.1.4 Abstinência ... .. 4.1.5 DeliriumTremens
... .. 4.2ETIOLOGIA
... .. 4.3METABoL1sMo
Do
ÁLcooL
... .. 4.4FASES
DO
ALCOOLISMO
... ..4.4.1 Fase I
ou Bebedor
Eventual ... ..4.4.2 Fase II
ou Bebedor Problema
... ..4.4.3 Fase III
ou
Alcoolista ... ..4.4.4 Fase
IV
... ..4.5
ATITUDES
COMUNS AO
ALCOOLISTA
... ..4.5.1
Negação
... .. 4.5.2 Projeção ... .. 4.5.3 Racionalização ... .. 4.5.4 Autopiedade ... .. 4.5.5 Minimização ... .. 4.5.6Fuga
Geográfica
... .. 4.6CARACTERÍSTICAS
DO
ALCOOLISTA
... ..4.7
SINAIS
E
SINTOMAS
DO
ALCOOLISMO
... ..4.8
DANOS
CAUSADOS
PELO
ALCOOLISMO
.... ..4.9
TRATAIVIENTO
... ..5
-
OBJETIVOS
/ESTRATÉGLAS
/AVALIAÇÃO
ó
-
cRoNoGRAMA
... ..7 _
RESULTADOS
... ..s
_
coNS11)ERAÇõES
FEIAIS
... ..ANEXOS
... ..RESUMO
Trata-se
do
relatodo
trabalho de Conclusãodo
Curso deGraduação
em
Enfermagem
da Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC),
ocorridoem
Florianópolis
no
período de 03 demaio
a09
de julho de 1999, tendocomo
objetivo,prestar assistência de
Enfermagem
ao alcoolista adulto, usuário deum
serviço deatendimento público, e de
uma
instituição privada.A
integraçãocom
os clientes através das facilitações das reuniões, da coordenação de dinâmicas de grupo, da aplicação dequestionário entre outras, pennitiu que na prática a relação interpessoal pudesse ser
identificada através da aplicação
do
Processo deEnfermagem
proposto na Releitura daTeoria das Necessidades
Humanas
Básicas,em
consonânciacom
a Relação Pessoa-Pessoa.
O
reconhecimento dos necessários capazes de atender as necessidades daclientela usuária destes serviços, nos permitiu criar
uma
ponte entre o serviço e a família1 -
INTRODUÇÃO
O
consumo
de álcool pelo serhumano
não data de hoje e sim de aproximadamente6.000 a.C..
Um
dos fatores responsáveis pelamanutenção do
hábito de beber ao longodo
tempo
foi arnoção de substância divina que o álcool apresentava. Inicialmente as bebidastinham conteúdo alcóolico relativamente baixo,
como
por exemplo o vinho e a cerveja, jáque
dependiam
exclusivamentedo
processo de fermentação.Quando
surgiuo
processo dedestilação, na
Europa
pelos árabes na Idade Média, algumas bebidas alcóolicas passaram aser utilizadas na sua forma destilada. Nesta época, este tipo de bebida passou a ser
considerada,
como
um
remédio para todas as doenças, pois dispersava as preocupações~mais rapidamente
do
que o vinho e a cerveja, além de produziremum
alívio mais eficaz dador, surgindo então a palavra whisky (do gálico “usquebaugh”, que significa “água
da
vida”).
O
aumento
na oferta desse tipo de bebida, a partir da Revolução Industrialcontribuiu para
um
maiorconsumo
e, ampliou onúmero
de pessoas que passaram aapresentar
algum
tipo de problema devido ao uso excessivo de álcool, (Aparecido, 1999).Em
1852, pela primeira vez foiempregado
o termo alcoolismo, porum
médico
sueco de
nome
Magnus
Huss, para determinar o uso abusivodo
álcoolcomo
fator dedesorganização
do
funcionamento deum
ou
mais sistemasdo
organismo, (Fricorich, 1993).O
InformativoLAP
Saúde
(1999) aponta que o álcool é a causa demetade
dasinternações dos hospitais psiquiátricos, superando todas as outras drogas; a cada intemação
provocada por dependência de outras drogas
como
cocaínaou
maconha, correspondem avinte por alcoolismo.
Mais
dametade
dos acidentes de trânsito, está ligada aoconsumo
deárea profissional, o álcool é responsável por grande parte
do
absenteísmo, nas segundas-feiras e após dia de
pagamento ou
feriados;quem
bebe falta dez vezes mais que os demaisfuncionários.
A
produtividade dos funcionários usuários de álcool é20%
menor do
que dosdemais e
o
índice de errobem
maior.São
oschamados
“bebedores problemas”, queabusam
do
álcoolem
váriosmomentos.
Desses, é consenso mundial que10%
se tornarãodependentes.
Segundo
Gonzaga
(1999), pelos dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de9,8%
da população brasileira bebeem
excesso. Isto significa que aproximadamente 16milhões de pessoas
têm
problemascom
a bebidano
país.No
Brasil, o alcoolismo desperdiçaou consome
mais recursos que a totalidade das importações brasileirasou
todo o orçamentoda Previdência Social.
O
suicídio é 58 vezes mais freqüenteem
alcoolistasdo
queno
restoda população, e entre
30%
a40%
dos acidentes de trabalho são devidos ao alcoolismo.Em
1989,
14%
dos jovens brasileiros entre 10 e 18 anos ingeriam bebida alcoólica mais de 6vezes por mês;
em
1996 esse percentual era de19%.
De
1989 a 1993, onúmero
de jovensque
fazem uso pesado de álcool(20
vezesou
mais por mês) cresceu50%.
O
domingo
é odia
do
auge etílico semanalno
Brasil, correspondendo de 12 a 15 milhões de bêbados.Estima-se que
9%
das mulheres e15%
doshomens no
país sejam alcoolistas.Geralmente o individuo inicia na bebida devido ao seu efeito desinibidor, que
funciona
como
ferramenta para melhor socialização.O
alcoolismo ocorrequando
o uso debebidas alcoólicas ocasiona prejuízos ao individuo, a sociedade
ou
a ambos.Ou
seja,quando
a pessoa, por ficar alcoolizada, apresenta problemascom
a saúde,com
osrelacionamentos
ou
com
a sociedade.O
alcoolismo não difere psicologicamente dadependência de outras drogas.
Não
sepode
sabercom
certezaquem
seráum
alcoolista antes dessa pessoacomeçar
a beber,
embora
já existam resultados concretos quemostram
a influência genética, obtidosem
estudos deadoção
de filhos de alcoolistas por casais não-alcoolistas.O
víciodo
álcoolcomeça
lentamente; na fase de dependência psicológica o indivíduo não se consideraviciado, acredita que pára
quando
quiser.Como
nesta fase não deseja largar a bebida, oindivíduo prossegue até que
comece
a se prejudicar. Antes de chegar nesse ponto, muitasadvertências foram dadas por pessoas próximas, todas sempre desprezadas.
Algumas
vezes8
governo, o patrão, pelos seus excessos de bebida.
Enquanto
for negada sua condição de dependentedo
álcool, seguirábebendo
e se prejudicando, (Marot, 1999).A
fim
de atender os objetivos da oitava unidade curriculardo
curso deGraduação
em
Enfermagem
da Universidade Federal de Santa Catarina,optamos
pela Assistência aoDependente Químico
Adulto, mais especificamente o alcoolista, para executar o projeto de conclusão de curso.Desenvolvemos
nosso trabalhoem
dois locais: Clínica Belvedere-
Unidade
de Dependência Químicado
Hospital de Caridade-
Florianópolis, e Serviço de Atendimento às Necessidades Psicossociais(SANPS)
da Universidade Federal de SantaCatarina
(UFSC),
uma
proposta deenfermagem
para atendimento de pessoasem
crise,alcoolistas e dependentes de outras drogas.
Durante todas as fases
do
curso deGraduação
em
Enfermagem
da UniversidadeFederal de Santa Catarina, nos
deparamos
com
diversas situaçõesem
Clinica Médica,Cirúrgica, Obstetrícia, Pediatria,
Saúde
Pública,UTI
e outros que nosmarcaram
e nosfizeram
crescer,como
toda situaçãonova
e desconhecida na vida de qualquer serhumano.
Porém
ao realizarmos o estágio deEnfermagem
Psiquiátricano
Instituto de Psiquiatria deSanta Catarina (IPQ)
na
7Ê fasedo
curso, vivemosuma
experiência única e nosapaixonamos pela complexidade
como
aqueles sereshumanos
tão fracos (ou sensíveis) ao ponto de se deixarem levar pela doença, tão dependentes emocionalmente, conseguiam semostrar tão autênticos.
O
tema
relacionadocom
as drogas nos interessouno
momento
em
que
participamos deuma
das reuniõesdo
Grupo
Alternativo de Estudos dos Problemas dasDrogas
(GAEPD)
daUFSC,
onde
cada integrante (dependente de drogasou
não) dá o seudepoimento, relata sua história de vida.
Nesse
grupo sentimosem
cadaum
dos olhares alipresentes
um
pingo de esperança que juntos,formavam
um
oceano de sofiimento,determinação e força de vontade.
Gostaríamos de ressaltar que todas as fotos encontradas dentro deste relatório foram
A
escolha da Clínica Belvedere edo
SANPS,
instituição privada e públicarespectivamente, se deu
com
o objetivo de possibilitarum
conhecimento euma
vivênciaentre dois
campos
distintos de atuação na áreado
alcoolismo,no
que se refere asabordagens presentes e as linhas de tratamento empregadas.
2.1 - Clínica Belvedere:
Em
abril de 1984 nasceem
Santa Catarina a primeira unidadeem
hospital geral detratamento dos transtomos mentais e de
comportamento
decorrentesdo
usodo
álcool eoutras drogas: Clínica Belvedere. Conseqüência de mais de
20
anos de experiência einvestigação
em
tratamentos deabordagem
múltipla, a Clínica Belvedere foi desenhadanum
modelo
deComunidade
Terapêuticacom
técnicas de prevenção à recaída.A
Clínicatem
por missãopromover
a melhoria contínua na qualidade de vida dos clientes, através da prevenção e assistência integral, sustentada por princípios éticos e de solidariedade. Estesprincípios representam a capacitação de recursos humanos, solidariedade social, ética,
qualidade na prevenção
do
serviço e qualidade de vida. Encontra-se localizadano
Hospitalde Caridade
em
Florianópolis,com uma
capacidade instalada de 18 leitos, sendo 2 leitos e 1banheiro por quarto, 1 sala de estar, 1 sala de televisão junto
com
o refeitóriocomposto
por5
mesas
redondascom
4 cadeiras, 1 copa, 1 sala para as reuniões de grupo, l área aberta(hall de entrada), 1 banheiro para os funcionários, l consultório médico, 1 consultório de
Enfermagem
eo
posto deEnfermagem
entre os dois consultórios; estas dependências sãoseparadas da recepção da clínica por
uma
porta trancada a chave, tendo acessocom
10
Com
dados obtidos deuma
apostila contendo asnormas
e rotinas, construida pelaequipe da Clínica, mostraremos 0 funcionamento da
mesma:
Elaboramos
um
organograma
da
Clínica Belvedere,que
mostramos
abaixo:CONSELHO
SUPERIOR
DIRETORIA
EXECUTIVA
-
Diretor PresidenteSecretaria
.___
Diretoriaí
Diretoriaí
Diretoria__Ombudsman
Executiva Administrativa Técnica Científica
zzz, ~ .zz .... ,zzz».«.zzz - ..z.z,zz›zz.›= z. «› v~ -.-\¬:=› Í
Tesouraria Recepção Serviço de Suporte de Centro de __. Biblioteca --Videoteca
Apoio Materiais e Estudos Belvedere Patrimônio . › zw. Belvedere
Clínica
--
Clínica--
Assistência--
Enfermagemí
Grupo de -Residência Medica -EstágiosMédica Psiquiátrica Psicossocial i
I Auto-Ajuda
(facilitador)
Técnico de Enfermagem
Cada
Órgão
da Instituiçãotem
suas atribuições definidasem
um
Manual
deOrganização da Clínica.
São
atribuições da Enfermeira:I coordenar e supervisionar a equipe de enfermagem;
I treinar e avaliar periodicamente o
desempenho
dos colaboradores sob suaresponsabilidade;
I efetuar a escala de serviço de enfermagem;
' manter rígido controle sobre a entrada e saída de medicamentos e materiais
no
posto de enfermagem;' manter estoque necessário para reposição dos medicamentos e materiais;
I coordenar a assembléia geral dos pacientes internados;
I supervisionar
o
fechamentodo
prontuário dos pacientescom
alta médica; eI participar das reuniões técnicas.
São
atribuições dos Técnicos deEnfermagem:
I administrar a medicação prescrita e realizar os procedimentos de
enfermagem
necessários ao caso;
I manter a chefia de
enfermagem
informada sobreo
quantitativo de medicamentos emateriais existentes para
o
cumprimento das prescrições;I elaborar o pedido de medicamentos e materiais de uso da enfermagem, na ausência de
seu chefe imediato;
I encaminhar para esterilização todo material que se fizer necessário; I manter a rouparia organizada;
I proceder a
anumação
dascamas
logo após a desinfecção;I prestar informações à equipe técnica sobre a evolução
do programa
terapêutico na áreade sua competência; '
I preencher
ficha
de admissão para intemaçãodo
paciente;I transmitir as
normas
e rotinas aos pacientes internados, responsabilizando-se peloefetivo
cumprimento
delas;I realizar, periodicamente, a revista
em
todos os pacientes admitidos para intemação;I preencher o relatório de
enfermagem
dos pacientes internados;I atualizar diariamente o censo dos pacientes intemados;
I motivar os pacientes para suas atividades terapêuticas;
I marcar
exames
complementares prescritos pela equipe médica;I controlar dietas; e
I encaminhar pedido de consulta para especialidade solicitada.
São
atribuiçõesdo
Facilitadordo
Grupo
de Auto-Ajuda (dependenteem
recuperação há 8 anos):
I coordenar os grupos de vivência; I coordenar grupo motivacional;
12
= coordenar grupo de leitura
do
manual,H informar à equipe técnica sobre a evolução dos pacientes nas atividades por ele
desenvolvidas;
I realizar seminários dirigidos aos pacientes; e
'I participar das reunioes técnicas.
O
programa
de tratamento prevêum
sistema deacompanhamento
permanente aopaciente por
um
periodo de 3 anos, divididosem
dez etapas:Primeira Etapa Sistema de Intemação 1
mês
Sistema Ambulatorial
Segunda
Etapa 5” a 133semana
3 mesesTerceira Etapa 14” a 26”
semana
6 mesesQuarta Etapa 27” a 39”
semana
9meses
Quinta Etapa 40” a 523
semana
1 anoSexta Etapa 53” a 69”
semana
1 ano e 4 mesesSétima Etapa 70” a 86”
semana
1 ano e 8meses
Oitava Etapa 87” a 104”
semana
2 anosNona
Etapa 105” a 130”semana
2 anos e 6 mesesDécima
Etapa 131” a 156”semana
3 anosA
cada etapa cumprida correspondeuma
fita simbólica que o recuperando recebeem
um
dos grupos coordenados pelo seu médico, exceto a primeira que lhe será entregueno
grupo de confraternização,quando
da sua alta.A
primeira etapado
tratamento, consiste de atendimento individual e terapia degrupo realizado por
uma
equipe multiprofissional (4 médicos, 1 psicólogo, 1 assistentesocial, 1 profissional de educação fisica, 1 enfermeira e 5 técnicos de enfermagem,
consultores e voluntários) a partir de
um
diagnóstico que define quais as necessidades decada caso, a qual não
pudemos
assistir.Todo
intemo passa poruma
avaliação clínica elaboratorial.
As
intercorrências médicas,quando
necessário,contam
com
a garantiaassistencial dos recursos médicos e técnicos
do
Hospital de Caridade.A
participação da família se dá através de entrevistacom
o serviço social,freqüentando os grupos de família nas quintas-feiras as
15h30min
e os grupos ambulatoriaisno
dia de visita semanal às 18h00min.As
famílias são orientadas quanto a algumas regrasinternação; procurar não trazer carteiras de cigarro
em
excesso poistambém
éuma
droga,incentivando o dependente a vencer mais esta dependência; procurar não trazer dinheiro,
objetos de valor, material cortante, desodorantes líquidos e perfumes (ao intemar os
pertences são vistos pela equipe de enfermagem); trazer somente bolachas, fiutas e
chocolates, refrigerantes e líquidos
em
geral não são permitidos; se encarregar das roupassujas
do
paciente; não é permitido o uso de gravador, rádio,máquina
fotográfica, filmadoraou
telefone celular; o paciente deverá trazer os objetos de uso pessoal taiscomo
sabonete,desodorante roll-on, toalha de rosto e de banho, dentifricios,
creme
de barbear e aparelhodescartável, etc; o paciente poderá fazer e receber
uma
ligação telefônica por dia, não sendopermitido
o
uso de telefone público; após a desintoxicação, que duraem
média de 3 a 5dias, a continuidade
do
tratamento dependerá de aceitação por partedo
paciente, isto é, évoluntária, exceto se não houver condições de autodetenninação, o que será decidido pelo
seu
médico
assistente; informações sobre o paciente poderão ser obtidas junto aenfermagem ou
serviço social, diretamente na Clínicaou
através de telefone.A
internação integral constitui-se de atividades terapêuticas como:Atividade Física segunda à há; ó7"Êiiö' àéiovfsio hófšš
Reflexão
Espiritual e Filosófica sábados das 10:00 às 11:00 horasGrupo
de Vivência segunda à sexta das 09:00 às 10:00hGrupo
de Leitura da Autobiografia terça, quarta e quinta das 10:15 às 10:45hGrupo
de Aconselhamento Motivacional terça, quarta e quinta das 14:00 às 15:00hGrupo
de Laboterapia segunda das 10:30 às 11:30 horasGrupo
de OrientaçãoMédica
terça e quarta das 11:10 às 12:00 horas sexta das 14:00 às 15:00 horasGrupo
Ambulatorial terça, quarta e quinta das 18:00 às 19:00hGrupo
de AlcoólicosAnônimos
(A.A.) segunda das 20:00 às 21:15 horasGrupo
de NarcóticosAnônimos (N
.A.) sexta das 19:30 às 20:30 horasGrupo
de NicotinasAnônimos
(NicA) quinta das 19:30 às 21:00 horasGrupo
de Sentimentos domingo das 10:00 às 11:00 horasGrupo
de Leiturado
Manual
quinta das 11:10 às 12:00 horasSeminários sexta das 11:10 às 12:00 horas
segunda e quarta das 16:00 às 17:00 horas
Confraternização sexta das 16:00 às 17:00 horas
Grupo
dos PGI Passos segunda das 14:00 às 15:00 horasGrupo
de Prevenção de Recaída segunda e sexta das 18.00 às 19:00 horas terça, quarta e quinta das 17:00 às 18:00h14
A
segunda etapa, consistedo
Sistema Ambulatorial que é fundamental para aconsolidação da recuperação e da sobriedade,
podendo
também
ser a porta de entrada parao
Programa
de Tratamento para aqueles casosem
que o diagnóstico não indica anecessidade de internação.
Compreende
a participaçãoem
grupos de prevenção, de auto-ajuda, atendimento individual,
acompanhamento
da família, etc.Não
significa que otratamento acabe
com
os 3 anos de assistência. Seguindo o conceito de doença incurável,seu processo de recuperação
também
segue indefinidamente. Basicamente o tratamento estáorganizado nas seguintes modalidades assistenciais: atendimento individual, que dependerá
da
necessidade de cada caso; atendimento familiar, grupo ambulatorial Belvedere e gruposde A. A. e N.A., intemação de reforço, grupos de prevenção da recaída.
As
orientações queseguem
foram elaboradas para asseguraruma
melhor estadado
cliente na Clínica,
bem como
paraque
o seu tratamento torne-se mais eficaz:I' horário para despertar durante a
semana
é às 6:45h - arrume suacama
e pertences,
deixando seu ambiente agradável.
= Consulte, diariamente, o mural
com
ocronograma
das atividades e esteja na sala dereuniões
com
5 minutos de antecedência.= Participe de todas as atividades programadas
no
quadro.H Estabeleça
o
melhor horário para você, etome
um
bom
banho
diariamente.H Se você é fumante, o único local permitido para fiimar é a área extema.
I
Receba
seus visitantes na sala de reuniões e pátio externo da Clínica - as dependências intemas da Clínica são de uso exclusivo dos pacientes e equipe técnica, não sendopermitida a presença de outras pessoas nessas áreas.
HORÁRIOS
DE
v1s1TA
- Terça-feira, das 17:00 às 18:00h se o seu
médico
for o Dr. Paulo Collaço- Quarta-feira, das 17 :00 às 18:00h se o seu
médico
for o Dr.Marcos
Zaleski- Quinta-feira, das 17 :00 às 18:00h se o seu
médico
for o Dr. Wilson Leitão LeiteApós
o terceiro dia de internação, você poderá receber e fazeruma
ligação telefônicadiariamente,
com
tempo
máximo
de duração de 3 minutos;chamadas
DDD
e paratelefone celular serão feitas à cobrar.
Não
use o telefone público durante as suas saídas da Clínica.Após
odécimo
dia de internação, a critério médico, você poderá sair nos horários devisita,
acompanhado
deum
familiarou
voluntárioda
Clínica, para os seguintes locais:lanchonete
do
hospital, Igreja e pátio externo próximo amesma.
Por
favor, não traga para a intemação e não tenha consigono
apartamento: desodorantelíquido, spray
ou
aerosol, perfumes, colônias, loção após-barba, medicamentos, objetoscortantes
ou
perfilrantes, gravador, telefone celular, televisão, filmadora, aparelho desom
(excetopequeno
rádio portátilou
walkmann), refrigerantes.No Gmpo
de Laboterapia é designado a função de cada cliente durante a semana:REPRESENTANTE
DO
GRUPO
Levar ao conhecimento da equipe técnica as dificuldades observadas
no
funcionamentoda clínica, '
Encaminhar
para o grupo de laboterapia - críticas e sugestões dos internos;Atualizar diariamente o quadro de atividades;
Atualizar diariamente
no
quadro,o
nome
do
responsável de cada atividade terapêutica;Coordenar o grupo de sentimentos aos
domingos
e feriados;Coordenar o grupo de leitura às sextas-feiras,
Coordenar o grupo de leitura e debate dos passos (quando o voluntário estiver
impossibilitado de coordenar);
Procurar manter o
gmpo
unido ecomprometido
com
a recuperação;Estimular o
cumprimento
das atividades terapêuticas.SUPERVISOR
DE
ATIVIDADES
Passar nos apartamentos diariamente, pela
manhã
e após o descanso da tarde,16
camas
arrumadas adequadamente;pertences guardados nos armários;
toalhas penduradas nos banheiros;
banheiros
em
ordem;solicitar a colaboração dos companheiros para que cada
um
cumpra
a sua atividadeterapêutica -
mantendo
assim,um
ambiente limpo e organizado;lembrar que o único local permitido para fumar é a área externa.
RECEPCIONISTA
Fazer
o
acolhimento e das “boas vindas” aos novos intemos;Explicar o funcionamento geral da Clínica;
Apresentar os internos e a equipe;
Orientar quanto as
nonnas
e rotinas;Mostrar as dependências
da
Clinica;Orientar quanto aos horários de atividades e refeições.
AUXILIAR
DE ATENDENTE
Reunir os intemos para todas as atividades programadas;
Orientar para
que
todos os internos estejam na sala de reuniõescom
5 minutos deantecedência;
Despertar todos às 6:45h;
Chamar
os intemos para medicação e para verificação de pressão arterial - nos horárioscomunicados pela enfermagem;
Auxiliar o interno que exija cuidados especiais: banho, alimentação, locomoção, etc;
Ajudar o funcionário de
enfermagem
a fazer a revista dos pertences dos novos intemos (sempre na presençado mesmo).
AUXILIAR
DE
REFEITÓRIO
Arrumar
asmesas
para as refeições;Orientar para que todos colaborem limpando
com
o seu guardanapo o prato e ostalheres por ele usados;
Pedir a colaboração para que
empilhem
a louça, facilitando assim sua colocação namáquina
de lavar;Passar panos nas
mesas
e colocar os enfeites;Solicitar a colaboração
de
todos para amanutenção da
higiene ~e daordem do
local;Lembrar
aos companheiros que as louçasou
talheres por ele usados (fora dos horáriosde refeições),
devem
ser lavadas -com
bastante sabão e água - -e guardadasno
localapropriado.
REsPoNsÁvEL
PELA SALA
DE Tv
Manter
aordem
e a higienedo
local;Orientar para que os colegas
tenham
uma
postura adequada - não colocando os pés namesa
enem
no
sofá;Orientar que não é permitido dormir
no
sofá;Desligar a
TV
no
horário das refeições;Desligar a
TV
no
período noturno, obedecendo o horário: 2” a 6”uma
programação
após a novela das 20:30; sábado após
o
super cine;domingo
um
programa
após o fantástico;Estimular os internos a assistirem os filmes disponíveis na Clínica.
RESPONSÁVEL
PELA SALA
DE
REUNIÕES
Auxiliar e manter a
ordem
e higienedo
local;Organizar as cadeiras para os grupos diários, seminários, grupos de A.A., grupos de N.A., confraternização e grupos ambulatoriais - respeitar a disposição das cadeiras de
acordo
com
cada atividade;Organizar as cadeiras sempre
com
10 minutosde
antecedência, perguntando ao coordenador da atividade a forma desejada;18
RESPONSÁVEL
PELA
ORGANIZAÇÃO
DA
ÁREA
EXTERNA
Solicitar a colaboração dos companheiros
no
sentido de manter aordem
e a higienedo
local;
Antes
do
início de cada grupo, as cadeirasdevem
estar organizadasem
volta damesa
- solicite a colaboração dos companheiros;Fazer a limpeza dos cinzeiros sempre antes
do
início de cada grupo equando
for necessário;Solicitar que não
jogiem
cinza e ponta de cigarrosno
chão;Educar
para que nãousem
os vasos e a floreiracomo
cinzeiro;Solicitar aos companheiros
que
nãocuspam no
chão enem
nos cinzeiros.RESPONSÁVEL
PELO
LIVRO
AMBULATORIAL
DO
GRUPO AMBULATORIAL
Pegar o caderno
no
posto deenfermagem
e devolvê-lo após o grupo;Participar dos grupos ambulatoriais às terças, quartas e quintas feira das 18:00 às 19:00
horas e passar o livro para que todas as pessoas
anotem
.o seunome;
Solicitar que os participantes assinem o livro
com
letrabem
legível;Fazer as linhas divisórias
no cademo,
seguindo omodelo
anterior.RESPONSÁVEL
PELAS
PLANTAS
Molhar
as plantas de acordocom
a necessidade de cadauma;
Cuidar para não cometer excessos;
Cuidar para não molhar
o
chão, caso isso aconteça, providenciar asecagem
imediata;Zelar pelo material usado;
Cuidar das plantas internas e
do
corredor externo da Clínica.RESPONSÁVEL
PELO
QUADRO
DE MENSAGENS
(Algumas Mensagens
anexo 01)Usar o
quadro para transmitirmensagens
positivas e estimulantes;Mudar
diariamente amensagem;
AUXILIAR
DE
ATIVIDADES
FÍSICA
I Mobilizar os companheiros para a prática da atividade fisica;
I Auxiliar o professor de educação fisica
no
que for necessário;I Fornecer ao funcionário da
enfermagem
onome
dos intemos que participaramda
atividade fisica, diariamente.
Perjfil
de Atendimento:
Uma
pesquisa foi realizada pela Psicóloga Thaís Maria dos SantosRosa
sobre oPerfil de Atendimento da Clínica Belvedere, nos anos de 1997 e 1998.
Tomou como
fontede referência o Livro de Matrícula e Boletim de
Admissão
da Clinica.1 -
Número
Total de Internações (Internações+
Reínternações):I ÊífidfififieanäseãêAUN§§“*IÊÊʧÊÊÊ%@$@%aeââfiÉ%%%%aãÊ%Ê%%%aaaf§Êitens 1997
236
1998 A 273 2- Internações: ~ z 1 1997 177 91 1998 187 87 3 - Reínternações: 1997 17 9 199827
134 - Internações Qor Sexo:
Masc
Fem
Masc
êäeaerz Íšiišššäššfišfišääää 1§§äššv‹“**@%$%%W transa L ..zms.»»snnnnnss
Fem
13 1997 164 q 13 93 1998 29 158 16 845 - Internações
por Ocupação
20
Fem
Masc
Fem
Masc
Grupo
O/1 O126
O327
Grupo
202
20
13Grupo
3 35 04 38Grupo
4 1502
10Grupo
5O2
03Grupo
6O2
Grupo
7/8/920
18Grupo
X
01O4
Estudante 03 12os,
Do
lar O3O7
Sem
dadosO2
19 O8 17Aposentado
12 O1Autônomo
- - -.Obs.:
CBO
-94
- Classificação Brasileira deOcupações
Ministério
do
TrabalhoSecretaria de Políticas de
Emprego
e Salário0
Grande
Grupo
0/1 - Trabalhadores das Profissões Científicas, Técnicas, Artísticase trabalhadores assemelhados.
v
Grande
Grupo
2 -Membros
dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário,funcionário Público Superior, Diretores de
Empresa
e assemelhados.v
Grande
Grupo
3 - Trabalhadores de Serviços administrativos e trabalhadoresassemelhados.
0
Grande
Grupo
4
- Trabalhadoresdo Comércio
e trabalhadores assemelhados.0
Grande
Grupo
5
- Trabalhadores de Serviços de Turismo,Hospedagem,
Serventia,
Higiene,
Saúde
e Embelezamento, Segurança e trabalhadores assemelhados.0
Grande
Grupo
6 - Trabalhadores Agropecuários, Florestais, da Pesca etrabalhadores assemelhados.
0
Grande
Grupo
7/8/9 - Trabalhadores daProdução
Industrial, Operadores de6 - Internações
por
Procedêncíade
Pacientes: .zzzzzzzz,...zz---=- ..z..-~Àz,zzz-.zzzzzz.zzz...zzzz.zz . - ~ - --1998
-zzz--z~.~ -zz...z.zzz.... ~-z--z.z-zzz.zz--zz..zz.zzzz-zzzzzzzzzzzzzzz.z..z... zz=z=.: z' Litoral 127 61 133 Vale Itajaí 005 09008
Alto Vale 001 00002
Norte002
02
003 Planalto006
04
012
Meio
Oeste 00502
004
Oeste 00102
001 Sul 021 20, 12 100 Obs.:Cada
região corresponde às seguintes cidades:O O O O O O O O 7
Litoral: Florianópolis, Santo
Amaro, São
José, Palhoça e Biguaçú.Vale Itajaí: Ascurra, Balneário Camboriú, Blumenau, Camboriú, Itajaí,
Brusque
eItapema.
Alto Vale: Rio
do
Sul, Leoberto Leal eDona
Ema.
Norte: Joinville,
M.
Castelo e Corupá.Planalto:
São
Joaquim, Urubici e Lages.Meio
Oeste: Videira, Caçador, Curitibanos e H. Doeste.Oeste:
Chapecó
e Abel. Luz.Sul: Araranguá, Imbituba, Laguna, Içara, Criciúma,
Sombrio
eTubarao
- Internações
por
Faixa
Etária:. '...'::;::ÉÍ ;:.;§;1§;ÍÊ
,1o-20
22 1222
_21-30
23 1324
31-40
5934
6141-50
4324
04051-60
19 1120
61-70
06
03 0671-80
02
01 00 s/ dados O302
14 . 1778 - Incidência de
Transtomos
Mentais e deComportamento:
-' 4 ..Mas-
F
1o E os94
04
33F10-02
- - - -F 10-03
- 03 -02
F
10-24
- -06
37
F 10-25
- 01 - 01F10-51
- - - 01Obs: CID-10
=
Capítulo deTranstomos
Mentais e deComportamento.
F
10 -Transtomos
mentais e comportamentais decorrentesdo
uso de álcoolF
10 -O2
- Intoxicaçãoaguda
com
outras complicações médicasF
10 - 03 - Intoxicaçãoaguda
com
deliriumF
10 -24
-Síndrome
de dependência, atualmenteusando
a substância (dependência ativa)F
10 - 25 - Síndrome de dependênciacom
uso contínuoF
10 - 51 - Transtorno psicótico, predominantemente delirante2.2 -
SANPS:
De
acordocom
informação verbal e deuma
apostila elaborada e fornecida pelo Prof.de
Enfermagem
Psiquiátrica WilsonKraemer
de Paula,em
1984, funcionários da ClínicaMédica
Masculinado
Hospital Universitário /UFSC,
ao se depararemcom
situações anti- éticas edesumanas
relacionadas aoç tratamentocom
dependentesdo
álcool, procuraramajuda
com
o próprio Prof. Wilson.O
mesmo
propôsmudanças
na prática deenfermagem
ese colocou à disposição. Já
em
1987,com
a preocupação dos profissionais daUFSC
em
relação
com
o
alto índice de alcoolismo na Universidade, decidiram adotar medidas paraamenizar o problema: foi elaborado o Projeto de
Ajuda
ao Servidor (PAS), tendocomo
objetivo minimizar a falta de assistência aos servidores
em
situações de crisebem como
àqueles dependentes
do
álcool.Em
setembro destemesmo
ano, transformou-seem
Serviçode Atendimento às Necessidades Psicossociais
(SANPS),
abn`ndo-se àComunidade
em
geral.
Administrativamente o
SANPS, uma
extensãodo
Departamento deEnfermagem
-NFR,
do
Centro de Ciências daSaúde
-CCS
e da Pró Reitoria de Ensino deGraduação
-Dentre os Órgãos de apoio destacam-se a participação
do Departamento
de Higiene e Segurançado
Trabalho -DHST
da Pró Reitoria de Assuntos daComunidade
Universitária -
PRAC.
Organograma
do
SANPS:
REYWORIA
PRAC
PÍKEG
C\CSDHST
NFR
I I SAI›NPSCIÍISES
GA]\5PED
GEPAL
(i_lAMO
SANPS
tem
como
objetivo prestar assistência deenfermagem
às necessidadespsicossociais da
Comunidade
Universitária, extensivo àcomunidade
em
geral.O
SANPS,
por serum
grupo altemativo, funciona de acordocom
uma
filosofiaanárquica, portanto seus integrantes não
têm
suas funções definidas. Para receberatendimento pelo
SANPS
as pessoasdevem
expressar vontade e iniciativa pessoal pelotratamento.
O
encaminhamento
para os diversos programas geralmente é feito por indicaçãode enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, médicos e outros profissionais na área
da
saúde e de prevenção às drogas
ou
por pessoa interessada. Integra este serviço,o
Grupo
Alternativo de Estudos dos Problemas das
Drogas
(GAEPD),
oGrupo
deAjuda
Mútua
(GAM)
e oGrupo
de Estudo dos Problemasdo
Álcool(GEPAL).
Em
virtude da constatação da inexistência deuma
proposta de oferta deum
24
setembro de 1987 o
GEPAL.
As
reuniões coordenadas porum
facilitador (assistente sociale/ou enfermeiro),
com
duração de 1 hora,no
Centro de Ciências daSaúde
-CCS
/UFSC,
sala 921, todas as 5” feiras às 16:00h, são aquecidas por depoimentos e reflexões
decorrentes de experiências vivenciais que representam
o
conhecimento e o cotidiano deseus
membros.
Caso
os participantes necessitem deacompanhamento
profissionalespecializado,
o
serviço social daUFSC
encaminha-os para os segrintes serviços: hospitais,clínicas especializadas, comunidades terapêuticas, ambulatórios,
Grupos
de AlcoólicosAnônimos
eo
GAM,
daUFSC.
Esteprograma
atende alcoolistas e/ou dependentes deoutras drogas, recuperados, familiares, profissionais e estudantes.
Em
1989, após a realização de seminários sobre oUso
Indevido de Drogas,montou-se
um
questionário para avaliar o interesse dos acadêmicos daUFSC
queparticiparam
do
evento,em
dar continuidade a discussão sobre os problemas das drogas.Foi
marcado
com
os interessadosuma
reunião a ser realizadanuma
quarta feira às 17:00hem uma
sala de aulado
CCS.
A
partir da primeira reunião foram programadasnovos
encontros, a serem realizados
no
mesmo
horário e localem
quartas feiras alternadas.No
ano de
1990 o
grupo foi aberto a todos os segmentoda
sociedade, sendo a partir daírealizada semanalmente.
Todas
as quartas-feiras a partir das 17:00h realizam-se as reuniõesdo
GAEPD,
na sala 911no
Centro de Ciências daSaúde
- UFSC.
Estas nãotem tempo
determinado para finalizar, sendo aquecidas a partir de depoimentos e reflexões dos
participantes (recuperandos, familiares, estudantes e
comunidade
em
geral).A
coordenaçãoda reunião é feita pelo fundador
do
serviço etem
por fmalidade manterum
fórum
aberto dediscussões sobre drogas na
UFSC
e prestar assistência a dependentes de drogas e/ou álcoolatravés
do
Grupo
de Ajuda.Em
janeiro de 1992,começa
a funcionar oGAM. Com
a participação de trêsdependentes
em
recuperação eum
professor deenfermagem
psiquiátrica.O
grupo surgiucomo
alternativa deacompanhamento
diário aos dependentes que nãoconseguem vaga ou
não se
adaptam
ao tratamentoem
regime fechado..OGAM
tem
por finalidades: propor abusca de alternativas terapêuticas não discriminadoras; minimizar a deficiência de vagas nos
serviços especializados; oferecer assistência a dependentes de drogas portadoras de I-[IV e
AIDS;
oportunizar aos dependentes de drogas experiência vivencialem
um
contexto sadio;de ser
um
grupocom
filosofia anárquica,no
GAM
existem quatro regras básicas: chegarno
horário todos os dias para as reuniões; almoçar diariamente
no
Restaurante Universitário(exercita a paciência e disciplina, e oportuniza a convivência
com
pessoas sadias); participarnas atividades diárias
do
grupo; circular livrementeno Campus,
desde que sempre a dois afim
de evitar a solidão, aabordagem
de traficantes e a evasão, já que a inserção dedependentes de álcool e/ou outras drogas,
em
um
ambiente sadio, favorece a recuperação.O
GAM
funciona de segunda a sexta feiras, das 8:O0h às 18:00h, nas dependênciasdo
Centro de Ciências da
Saúde
-
UFSC,
2° andar,em uma
sala de 8 metros quadrados euma
varanda de 16 metros quadrados, ao lado
do
banheiro feminino. Diariamente das8h30min
até aproximadamente 12:00h é feitauma
reflexão sobre o períodoem
que os recuperandosestiveram afastados
do
grupobem como
o estado bio, psico, social e espiritualem
que
osmesmos
se encontram.No
períododa
tarde os dependentesem
recuperação nãotêm
atividades programadas, somente
permanecem no Campus.
Para participar das reuniões odependente químico deve: não portar qualquer substância alteradora
do
humor, não estar sob efeito de drogas durante as reuniões; evitar pessoas, locais e hábitosdo tempo
de“ativa”.
A
primeira fasedo
tratamentodo
GAM
compreende
o primeiro e segundo meses;os pacientes
permanecem
naUFSC
em
tempo
integral participando da TerapiaDesocupacional,
que
é o não fazer nada,como
uma
forma diferente de terapia ocupacional,sendo este 0
tempo
que o dependente de drogastem
para “pensar” e “falar”com
os colegasde grupo sobre si , e sobre seus problemas.
A
segunda
fase, terceiro e quarto meses, os recuperandos participam de atividadesprogramadas preferencialmente inseridas
no
.contexto da Universidade. Para essa etapa sãosugeridos: matrícula
em
cursos de extensão, matrículacomo
aluno ouvinte, programação devídeo, cursos profissionalizantes, esportes, grupo de refiexão, grupos operativos e grupos
terapêuticos.
Também
é proposto, aos que estão empregados,que procedam
a reintegraçãoparcial
no
trabalho. E, aos desempregados é conveniente a procura deemprego
e/ouprogramas de profissionalização.
A
terceira faseou
reinserção social, ocorre a partirdo
quintomês
quando
éesperado que, natural e gradativamente vá substituindo o ambiente terapêutico por convívio
26
Ao
completar os seis meses, o dependenteem
recuperação recebeuma
placaem
homenagem
ao términodo
tratamento efetivono
grupo, sendo considerado graduado.Geralmente esta placa é entregue nos grupos de quarta-feira
(GAEPD),
onde
é aberto aosfamiliares e
comunidade
em
geral.Perjfil
de Atendimento:
Dados
fornecidos porum
relatório elaborado pelo fundadordo
grupo, Prof. Dr.Wilson
Kraemer
de Paula.Desde
setembro de 1987, são realizadas reuniões semanaisdo
Grupo
de Estudo dos Problemasdo
Álcool -GEPAL,
sendo que, de janeiro de 1988 àdezembro
de 1995, foramrealizadas 52 reuniões anuais e 26,
no
primeiro semestre de 1996.Da
mesma
forma, desdeo segundo semestre de 1989, são realizadas semanalmente reuniões
do
Grupo
Altemativo de Estudos dos Problemas dasDrogas
-GAEPD,
sendo que a partir de 1990, foramrealizadas 52 reuniões anualmente e 26, de janeiro à junho de 1996.
Foram
selecionados os clientes que frequentaram oGrupo
deAjuda
Mútua
epermaneceram
em
tratamento por mais de 15 dias. Duzentas e cinquenta e quatro pessoas são dependentes de droga eou
álcool e quatro outras,embora
ainda nãofizessem
uso,participavam de "gangs" que
consomem
estas substânciasou
apresentam distúrbios decomportamento.
A
faixa etária variou entre 11 e 54 anos e é composta, na grande maioria, poradolescentes e adultos jovens.
São
considerados recuperados os sujeitos quepermanecem
em
abstinência e frequentandoo
grupo de ajuda, porum
prazo não inferior a seis meses.O
quadro 1, mostra que das duzentas e cinquenta e oito pessoasque
frequentaram oGAM
para tratamento deno mínimo
15 dias, segundo a procedência, trinta e sete,(14,34%), são servidores
ou
estudantes oriundos daUFSC
e duzentos e vinteum,
(85.66%), da
comunidade
externa.No
mês
de junho de 1996, encontram-secom
mais de 15 dias de tratamento,no
Quadro
1 - Distribuiçãode
pacientes atendidosno
GAM,
segundo
a procedência,no
eríodo
de
dezembro
de
1991 àjunho
de
1996.PROCEDÊNCIA
UFSC
%
COMUNIDADE
%
TOTAL
%
EM
TRATAMENTO
00 2 1 21ALTAS
37 200 237TOTAL
37 14.34 221 85.66 258 100.00Os
Quadros
N
° 2 e 3 , apresentam omovimento
de altas acumuladas nos períodosde
dezembro
de 1991 à julho de 1994,dezembro
de 1994, junho de 1995,dezembro
de 1995 e junho de 1996. Nota-se que o índice de abandonos, pacientes que frequentaram oGAM,
por mais de quinze dias e retiraram-seem
razão de recaídaou
sem
qualquercomunicação prévia,
aumentou
de 35.60%
em
julho de 1994 para 50.60%
em
junho de1996.
Por
outro lado, percebe-seque no
mesmo
período, julho de 1994 à junho de 1996, onúmero
de pacientes reintegrados,ou
seja que não completaram o tratamento de seismeses
e acusaram condições de alta, cai de
23.00%
para 15.20%.Nove
recuperandos, (3.80%), por não adaptação ao tratamento, sugestãodo
grupoou
de familiares, foram transferidos para Hospitaisou Comunidades
Terapêuticas.Quadro
N°
2 -Resumo
de
altasde
clientes atendidos peloGAM
nos períodos:dezembro
de
1991 à julhode
1994,dezembro
de
1991 àdezembro/1994,
dezembro
de
1991 àjunho
de
1995,dezembro
de
1991 àdezembro
de 1995
edezembro
de
1991 à
junho
de
1996. ABANDONO 35.60% 48 36.10% 65 42.50% 98 48.25% 120 50.65% OUTROS 04 04.60% 04 03.00% 04 2.60% 04 1.95% 04 1.70% REINTEGRADO 20 23.00% 24 18.05% 28 18.30% 34 16.75% 36 15.20% RECUPERADO 24 27.60% 46 34.60% 48 31.40% 58 28.60% 68 28.70% TRANSFERIDO 08 09.20% 11 08.25%
_ 08 05.20% 09 4.45% 09 3.80% 31 TOTAL 87 100.00% 133 100.00%
153 100.00% 203 100.00% 237 100.00%Quadro
3 - Distribuição das altas (abandonos, transferências, reintegração erecuperações) dos pacientes atendidos
no
GAM
,no
períodode
dezembro
de
1991 àABANDONOS
45 94 51.50 50.65TRANSFERENCIAS
2 70 4.00 3.80OUTROS
2.00 .70REINTEGRADOS
13 50 15.50 15.20REcU1>ERAÇAo
37 ss 27.00 28.65TOTAL
100 00dezembro
de 1996
e seundo
a procedência .17 . 103 120 ^ 01 _ os 09 04 04 1 os . 31 36 ` 14 _ 54 68 7 . 231 . ~ .
28
Obs:
No
período ocorreram seis óbitos , sendo dois de servidores daUFSC
e quatro dacomunidade
extema. Três óbitos ocorreram duranteo
tratamento e três após alta (trêsrecuperados e três abandonos).
Obtiveram alta recuperados, sessenta e oito pessoas,
o
que corresponde a28.70%
da
demanda
total observada. Vinte e sete, 39.70%, não recaíram, vinte e três, (33.82%),recaíram e
retomaram
a abstinência, treze dependentes (19.11%), estão na "ativa".A
situação de dois recuperados, 2.94%, é ignorada e três recuperados, 4.41%, faleceram,
Sabe-se
que
73.52%, cinqüenta recuperados, encontrava-se abstinentesem
junho de 1996.Observa-se
que
dos quatorze pacientes procedentes daUFSC,
20.59%
do
total derecuperados
no
GAM,
nove
64.28%, recaíram sendo que cinco destes, (35.72%), estão naativa e quatro (28.56%)
retomaram
a abstinência. Cinco pacientes (35.72%), desde agraduação
permanecem
abstêmios.Em
junho de 1996, 64.28%, dos recuperadosprocedentes
da
UFSC,
estão abstinentes.Dos
cinqüenta e quatro pacientessem
vínculocom
aUFSC,
79.41%
do
total dosrecuperados
no
GAM,
três(555%)
faleceram, a situação de dois (3.70%), é ignorada,vinte e sete 50.00%, recaíram.
Dos
que recaíram, oito,14.81%
dos recuperados, estão naativa, e dezenove,
35.19%dos
que recaíram,retomaram
a abstinência. Vinte e dois,40.74%,
após a graduação
permanecem
abstêmios.Em
junho de 1996, quarenta eum,
75.92%, dos recuperados procedentes daCOMUNIDADE,
estão abstinentes.Hoje
não é realizadoum
controledo
Peifil de Atendimentodo
Grupo, poisentendeu-se que este vai contra a sua filosofia anárquica.
Este trabalho é realizado
com
o auxílio de profissionais voluntários,como
facilitadores
do
grupo, sendo eles: 03 enfermeiros (01 tendo o papel de coordenadordo
De
acordocom
Fawcet
&
Botha apud
Silva (1996), o termoMarco
conceitual ésinônimo de
modelo
conceitual e de sistema conceitual e é definidocomo
um
conjunto deconceitos e preposições de conceitos e proposições abstratas e gerais, intimamente
relacionadas. _
Na
elaboraçãodo marco
conceitual utilizamos a Releitura da Teoria das NecessidadeHumanas
Básicas de Paula (1993),em
consonânciacom
a Teoria da Relação Pessoa-Pessoaproposta por Travelbee (1979).
3.1
-
RELEITURA
DA
TEORIA DAS
NECESSIDADES
HUMANAS
BÁSICAS
Segundo
Paula (1993), NecessidadesHumanas
Básicas são conjuntos de entesdo
serHumano,
que são representados pela busca dos necessários. Estes apresentam-se sobdiversas formas.
As
necessidades são identificáveisem
qualquer estado que o indivíduo seencontra.
Cada
necessidade corresponde aum
único necessário,mas
cada necessáriopode
atender a várias necessidades.
A
inter-relação das necessidade psicológicas, biológicas,sociais e espirituais é que
compõem
o serhumano.
Na
Releitura da Teoria das NecessidadesHumanas
Básicas, Paula (1993), utilizandoprincípios derivados da fisica e da matemática, faz
um
tangenciamentoda
Teoria dasNecessidades
Humanas
Básicas (Horta, 1979), na qual redelineou as NecessidadeHumanas
Básicas demonstrando algumas de suas fonnas de manifestação
modificando
e30
Enfermagem
PsiquiátricaEnfermagem
Psiquiátrica é“um
processo interpessoal pelo qual o enfermeiro assiste oser
humano
no
atendimento de suas NecessidadesHumanas
Básicas.As
necessidadespsicobiológicas, psicossociais e psicoespirituais são os espaços de necessidade e
representam os entes
da
enfennagem”, (Paula, 1993, p.79).Enfermeiro
É
o serque contém
os necessários quepodem
atender as necessidadeshumanas
básicasdo
cliente, (Paula, 1993).Ser
Humano
Segundo
Horta (1979, p.28), “SerHumano
é parte integrantedo
universo dinâmico e,como
tal, sujeito às leis que os rege,no tempo
eno
espaço.”Entes
da
Enfermagem
As
necessidadeshumanas
básicas são entes daEnfennagem.
Para caracterizar aindividualidade, unicidade e indivisibilidade
do
serhumano, somam-se
os entes originando-se as necessidades psicobiológicas, psicossociais e psicoespirituais, (Paula, 1993).
Necessidades
Humanas
Básicas“... são conjuntos de entes
do
serhumano
cujas funçõespodem
ser representadas pelabusca
do
necessário.As
necessidades são identificáveisem
qualquer estadoem
que
o
Necessário
"'\
C “São
as manifestações correspondentes das necessidades e são estados de tensão,
conscientes
ou
inconscientes, resultantes dasmudanças
de estadodo
individuo provocadopelas necessidades”, (Paula, 1993, p.55).
3.2
-
RELAÇÃO
PESSOA-PEssoA
Segundo
Travelbee (1979), constituiuma
meta
a ser alcançada.É
também
uma
série deexperiências para os participantes, durante as quais
ambos
desenvolvemuma
capacidadecrescente para estabelecer relações interpessoais.
Uma
das características deuma
relação pessoa-pessoa é que ambos, paciente eenfermeiro, trocam experiências e
modificam
seu comportamento.Ambos
aprendem
como
resultado,
ou
através,do
processo interativo.Sem
troca se supõeque
não háestabelecimento de
uma
relação.A
autora destaca que há quatro conceitos principais queum
enfermeiro deve conhecerantes de iniciar
uma
relação pessoa-pessoacom
um
paciente:19
-
Compromisso Emocional
O
enfermeiro precisa comprometer-se emocionalmente se pretende estabeleceruma
relação
com
um
pacienteou
com
qualquer outro serhumano.
Estecompromisso
emocionalé a capacidade de transcender a si
mesmo
e interessar-se por outra pessoa,sem
que esteinteresse a inabilite.
29
-
AceitaçãoOutra diretriz sugerida é aceitar o paciente