• Nenhum resultado encontrado

Brazilian Journal of Development

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Brazilian Journal of Development"

Copied!
15
0
0

Texto

(1)

Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n 3,p 14035-14049 mar . 2020. ISSN 2525-8761

Utilização de diferentes alimentos na larvicultura do peixe ornamental

amazônico Acará Severo

Use of different feeds in larviculture of the amazon ornamental fish

Severum

DOI:10.34117/bjdv6n3-321

Recebimento dos originais: 10/02/2020 Aceitação para publicação: 23/03/2020

Daniel Abreu Vasconcelos Campelo

Doutor em Zootecnia pela Universidade Estadual de Maringá Instituição: Universidade Federal do Pará

Endereço: Alameda Leandro Ribeiro s/nº, 68600-000, Bragança, PA, Brasil. E-mail: [email protected]

Eliene dos Reis Rodrigues

Graduada em Engenharia de Pesca pela Universidade Federal do Pará Instituição: Universidade Federal do Pará

Endereço: Alameda Leandro Ribeiro s/nº, 68600-000, Bragança, PA, Brasil. E-mail: [email protected]

Bruno Cesar Brito Dias

Doutorando em Ciência Animal pela Universidade Federal do Pará Instituição: Universidade Federal do Pará

Endereço: Alameda Leandro Ribeiro s/nº, 68600-000, Bragança, PA, Brasil. E-mail: [email protected]

Arlindo dos Santos Pinheiro Junior

Graduando em Engenharia de Pesca pela Universidade Federal do Pará Instituição: Universidade Federal do Pará

Endereço: Alameda Leandro Ribeiro s/nº, 68600-000, Bragança, PA, Brasil. E-mail: [email protected]

Luciene Diniz dos Santos

Mestranda em Ciência Animal pela Universidade Federal do Pará Instituição: Universidade Federal do Pará

Endereço: Alameda Leandro Ribeiro s/nº, 68600-000, Bragança, PA, Brasil. E-mail: [email protected]

Marcos Ferreira Brabo

Doutor em Ciência Animal pela Universidade Federal do Pará Instituição: Universidade Federal do Pará

Endereço: Alameda Leandro Ribeiro s/nº, 68600-000, Bragança, PA, Brasil. E-mail: [email protected]

(2)

Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n 3,p 14035-14049 mar . 2020. ISSN 2525-8761

Lorena Batista de Moura

Doutora em Zootecnia pela Universidade Estadual de Maringá Instituição: Universidade Federal Rural da Amazônia

Endereço: Tv. Pau Amarelo s/nº, 68650-000, Capitão Poço, PA, Brasil. E-mail: [email protected]

Galileu Crovatto Veras

Doutor em Zootecnia pela Universidade Federal de Lavras Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais

Endereço: Av Presidente Antônio Carlos, 6627, 31270-901, Belo Horizonte, MG, Brasil. E-mail: [email protected]

RESUMO

Objetivou-se com o presente estudo avaliar a utilização de diferentes alimentos para

pós-larvas de acará severo. Foi realizado experimento em delineamento inteiramente casualizado, com cinco tratamentos: ração, artêmia, infusório, ração + artêmia e ração + infusório, e quatro repetições. Foram utilizadas 200 pós-larvas de acará severo (Heros severus) distribuídas em 20 aquários de 1 L (10 pós-larvas aquário-1). Os diferentes alimentos foram ofertados às pós-larvas quatro vezes ao dia, até a saciedade aparente, por um período de 15 dias. Ao final do período experimental os peixes foram contados, pesados e medidos, para determinação dos parâmetros de desempenho produtivo e variáveis morfométricas. Os peixes alimentados com ração, artêmia e ração + artêmia apresentaram taxa de sobrevivência significativamente superior. As pós-larvas que receberam apenas artêmia apresentaram os maiores valores de peso final e ganho de peso, porém, o fornecimento de artêmia e ração + artêmia proporcionaram os melhores valores de ganho de comprimento, taxas de crescimento específico e uniformidade. Para todas as variáveis morfométricas, os peixes que receberam artêmia e ração + artêmia apresentaram os maiores valores. Em função do alto custo do fornecimento de artêmia, é recomendado o fornecimento de ração + artêmia nos primeiros dias de alimentação do acará severo.

Palavras-chave: alimentação; artêmia; infusório; piscicultura ornamental.

ABSTRAT

The aim of the present study was to evaluate the use of different feeds for severum

post-larvae. An experiment was carried out in a completely randomized design, with five treatments: ration, artemia, infusory, ration + artemia, ration + infusoria, and four replications. A total of 200 post-larvae of severum (Heros severus) were distributed in 20 1 L aquariums (10 post-larvae aquarium-1). The different feeds were offered to the post-larvae four times a day, until apparent satiety, for a period of 15 days. At the end of the experimental period the fish were counted, weighed and measured, to determine the parameters of growth performance and morphometric variables. Fish fed with ration, artemia and ration + artemia had a higher survival rate. Post-larvae that received only artemia presented the highest values of final weight and weight gain, however, the supply of artemia and ration + artemia provided high values of length gain, specific growth rates and uniformity. For all morphometric variables,

(3)

Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n 3,p 14035-14049 mar . 2020. ISSN 2525-8761 fish that received artemia and ration + artemia presented the highest values. Due to the high cost of artemia supply, the supply of ration + artemia is recommended in the first days of severum feeding.

Key words: artemia; feeding; infusory; ornamental fish farming.

1 INTRODUÇÃO

A criação de peixes ornamentais é uma atividade bastante antiga em todo mundo. No Brasil, a piscicultura ornamental teve início na década de 1920, mas os peixes amazônicos passaram a ter destaque nas décadas de 1950 e 1960 (VIDAL Jr., 2003; SAMPAIO e NOTTINGHAM, 2008). Desde então, a procura por espécies ornamentais amazônicas para suprir o mercado da aquariofilia vem apresentando um crescimento constante (ALHO, 2010; SANTOS et al., 2010; ARAÚJO et al., 2017). No entanto, o número de piscicultores dedicados à criação dessas espécies na região ainda é muito reduzido (JUNK et al., 2007; ARAÚJO et

al., 2017).

A produção de peixes ornamentais em cativeiro se destaca principalmente por ser uma atividade que não demanda grandes áreas para implantação, podendo ser realizada com menor investimento inicial que outros ramos da aquicultura (ZUANON et al., 2011). Peixes ornamentais produzidos em pisciculturas apresentam melhor adaptação às condições de cativeiro, além disso, é possível estabelecer melhor controle da produção e conseguir preços mais estáveis, quando comparada à coleta desses peixes na natureza (TLUSTY, 2002).

Atualmente o número de espécies destinadas ao mercado de peixes ornamentais é alto, no entanto ainda faltam informações, principalmente sobre a larvicultura, mesmo para as espécies já produzidas comercialmente (FABREGAT et al., 2017). Além disso, a constante exigência dos consumidores mundiais de peixes ornamentais contribuiu para a formação de uma complexa cadeia de comercialização (ARAÚJO et al., 2017), sendo fundamental o aprimoramento da produção (VERAS et al., 2016). A piscicultura ornamental deve ser vista como um segmento agropecuário, necessitando de políticas voltadas para a estruturação de sua cadeia produtiva e do desenvolvimento de técnicas apropriadas para a criação das diferentes espécies, acabando com o empirismo existente no ramo (LIMA, 2003).

Dentre as diversas espécies de peixes ornamentais da região amazônica, o acará severo (Heros severus) apresenta grande potencial para a aquariofilia. Essa espécie possui coloração exuberante, apresenta reprodução relativamente fácil e boa adaptação ao cativeiro (FAVERO

(4)

Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n 3,p 14035-14049 mar . 2020. ISSN 2525-8761 vegetadas e sua alimentação provém de pequenos invertebrados e material vegetal, quando criado em cativeiro aceita bem todo tipo de dieta industrializada (MERIGOUX et al., 1998; ALISHAHI et al., 2014).

O sucesso da produção de peixes, seja ornamental ou de corte, depende do fornecimento adequado de alimento. As exigências nutricionais para a maioria das espécies de peixes ornamentais ainda são desconhecidas e parte-se do princípio que esses animais necessitam de manejos alimentares e nutricionais semelhantes aos dos peixes de corte (ZUANON et al., 2011). Estabelecer ou melhorar as técnicas de manejo alimentar na produção de peixes ornamentais é fundamental, principalmente durante a larvicultura. A fase larval é a mais crítica na vida dos peixes, pois neste período os peixes estão mais sensíveis às variações na qualidade da água e ao manejo nutricional (PEREIRA et al., 2016).

A alimentação dos peixes durante a fase larval geralmente é realizada com o fornecimento de alimento vivo. Neste sentido, a artêmia (Artemia salina) é um dos organismos que mais se destaca, possui tecnologia de cultivo conhecida e apresenta elevado valor proteico (EL-SEBAIE et al., 2014). Outro alimento vivo também muito utilizado, principalmente devido ao baixo custo de produção, é o infusório, uma mistura de paramécios (Paramecium sp) e outros microorganismos dos quais ele se alimenta, considerado um excelente alimento para larvas de peixes (FARIA et al., 2006).

Por outro lado, muitas espécies de peixes já aceitam a oferta de dietas secas logo nos primeiros dias de alimentação exógena. Quando o peixe aceita bem a substituição total ou parcial do alimento vivo pelo inerte, na maioria das vezes, pode acarretar em vantagens econômicas, uma vez que o preparo e fornecimento do alimento vivo exige maior uso de mão de obra (HAMLIN e KLING, 2001; LUZ e ZANIBONI FILHO, 2002). Neste contexto, faz-se necessário um estudo aquilatado sobre a utilização de diferentes alimentos para pos-larvas de acará severo, de forma a averiguar suas reais funcionalidades sobre o desenvovimento do peixe.

2 MATERIAL E MÉTODOS Peixes e condições Experimentais

O experimento foi realizado no Laboratório de Piscicultura (LAPIS) da Faculdade de Engenharia de Pesca do instituto de Estudos Costeiro da Universidade Federal do Pará –

Campus Bragança e aprovado pela Comitê de Ética no Uso de Animais do Universidade

(5)

Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n 3,p 14035-14049 mar . 2020. ISSN 2525-8761 Foram utilizadas 200 pós-larvas de acará severo com sete dias após eclosão, apresentando peso e comprimento padrão médios de 2,86 ± 0,6 mg e 5,23 ± 0,3 mm, respectivamente, obtidas através da reprodução dos casais no laboratório de Piscicultura sob condições controladas. As pós-larvas foram distribuídas aleatoriamente em 20 aquários com volume de 1L, na densidade de estocagem de uma pós-larva para cada 100 ml de água. Os aquários possuíam aeração individual, realizada através de mangueira de 2 mm ligadas a um compressor radial.

O experimento foi realizado em delineamento inteiramente casualizado com cinco tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos eram compostos por diferentes alimentos: ração, artêmia, infusório, ração + artêmia e ração + infusório. As pós-larvas foram alimentadas quatro vezes ao dia, nos horários de 8:00, 11:00, 14:00 e 17:00 horas, até saciedade aparente, por um período de 15 dias. Os aquários eram limpos duas vezes ao dia, nos horários de 12:00 e 18:00 horas, para a retirada das fezes e possíveis sobras de alimento. No momento da limpeza aproximadamente 50% do volume total da água do aquário era trocada, garantindo a qualidade da água e o bem-estar das pós-larvas.

Alimentos Utilizados

A ração utilizada foi formulada para conter 40% de proteína bruta e 4500 kcal kg-1 de energia bruta (Tabela 1). Para confecção da ração, todos os ingredientes foram homogeneizados e em seguida, 400 ml de água previamente aquecida a 50 ºC foi adicionada a cada 1 kg da mistura. A ração foi peletizada, seca em estufa de ventilação forçada à 35ºC e armazenadas em refrigerador a temperatura de aproximadamente 10°C. Antes de ser fornecia aos peixes, a ração foi triturada, para que o tamanho dos pellets se adequasse a abertura bucal das pós-larva. A ração foi fornecida até a saciedade aparente dos animais, momento em que os mesmos não apresentavam mais interesse no alimento.

Para produção de artêmia, foram preparadas incubadoras com capacidade para um litro de água e 30 gramas de sal, colocadas em fotoperíodo de 24 horas de luz. Cinco gramas de cisto eram eclodidos diariamente. Após 24 horas de incubação os cistos de artêmia eclodiam, liberando os náuplios que eram utilizados para alimentação das pós-larvas. Uma média de 200 náuplios de artêmia pós-larva-1 dia-1 foi fornecida em cada alimentação. Para os peixes que receberam ração + artêmia, o fornecimento de náuplios de artêmia foi reduzido pela metade e a ração foi ofertada até a saciedade aparente.

(6)

Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n 3,p 14035-14049 mar . 2020. ISSN 2525-8761 Para obtenção do infusório, vegetais secos foram colocados em recipientes com água. Durante dois dias, os recipientes foram mantidos em total escuridão, para que ocorresse a proliferação de bactérias. Após esse período, a infusão foi mantida em local com claridade e diariamente foram administradas algumas gotas de leite para ocorrer a multiplicação das bactérias, e de protozoários que utilizam as bactérias como alimento. O principal protozoário no infusório são os paramécios, a presença destes foi confirmada através da observação de uma amostra da infusão em microscópio óptico, com objetiva de 40x. O infusório foi fornecido com auxílio de uma pipeta Pasteur descartável, 3 ml foram ofertado aos peixes em cada alimentação. Para o tratamento ração + infusório, metade do volume de infusório foi fornecido e a ração foi ofertada até a saciedade aparente.

Tabela 1. Valores da composição percentual e química da dieta experimental

Ingredientes g kg-1 Farelo de Soja 540,00 Farinha de Peixe 180,00 Fubá de Milho 120,00 Farelo de Trigo 90,00 Óleo de Soja 35,80 Fosfato Bicálcico 15,00 Premix vitam/min1 8,00 DL metionina 6,00 Sal 5,00 BHT2 0,20 Composição Química3 Proteína Bruta (%) 40,76 Extrato Etéreo (%) 7,07 Material Mineral (%) 10,20 Energia Bruta (kcal/kg-1) 4504,00

¹ Níveis de garantia por quilograma do produto: Vit. A, 1.200.000UI ; Vit. D3 ; 200.000UI ; Vit. E, 12.000mg ; Vit. K3, 2.400mg ; Vit. B1, 4.800mg ; Vit. B2, 4.800mg ; Vit. B6, 4.000mg; Vit. B12, 4.800mg; Ac. Fólico, 1.200mg; Pantotenato Ca, 12.000mg; Vit. C, 48.000mg;Biotina, 48mg; Colina, 65.000mg; Niacina, 24.000mg; Ferro, 10.000mg; Cobre, 6.000mg; Manganês, 4.000mg; Zinco, 6.000mg; Iodo, 20mg; Cobalto, 2mg; Selênio, 20mg.

2 Buti hidroxi tolueno (antioxidante).

3 Valores analisados de acordo com AOAC (2000).

Parâmetros de Qualidade da Água

Os parâmetros de qualidade da água, pH, temperatura (ºC) e oxigênio dissolvido (mg/L) foram monitorados diariamente. A medição foi realizada por meio de aparelho multiparâmetro (YSI-556 MPS). Além disso, os níveis de amônia (mg/L) da água foram mensurados a cada

(7)

Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n 3,p 14035-14049 mar . 2020. ISSN 2525-8761 dois dias, por meio de Kit LabconTest (Indústria e Comércio de Alimentos Desidratados Alcon Ltda, Brasil). Durante o período experimental, a temperatura (26,61 ± 0,3ºC), oxigênio dissolvido (6,95 ± 0,7mg/L), pH (7,14 ± 0,3) e a amônia total (0,50 mg/L ± 0,2) permaneceram dentro da condição normal para peixes tropicais.

Desempenho Produtivo e Variáveis Morfométricas

No inicio e no final do experimento as pós-larvas foram pesadas em balança analítica com precisão de 0,1 mg (GEHAKA AG 200) e fotografadas em câmera digital (FinePIX S2800HD).

Após término do experimento, os peixes forão contabilizados, pesados e medidos para determinação dos parâmetros de peso final, ganho de peso (GP = peso final – peso inicial), ganho em comprimento (GC = comprimento final – comprimento inicial), taxas de crescimento específico em peso (TCEp) e em comprimento (TCEc) sendo TCEp = ((ln Peso final – ln Peso inicial) / número de dias) *100 e TCEc = ((ln Comprimento final – ln Comprimento inicial) / número de dias) *100, uniformidade do lote para peso (UP) e para comprimento (UC) sendo UP = (número de peixes com peso ± 20% da média)/ número total de peixes por unidade experimental) *100 e UC = (número de peixes com comprimento ± 20% da média)/ número total de peixes por unidade experimental) *100, e taxa de sobrevivência (TS = número final de peixes/número inicial de peixes *100).

As fotografias foram analisadas pelo pacote de análise de imagens ImagePro-Plus®, para determinação das variáveis morfométricas: comprimento padrão, comprimento de cabeça, comprimento de tronco, comprimento pós-anal, altura de cabeça, altura do corpo e diâmetro de olho. As referidas medidas estão de acordo com o preconizado por ALVARADO-CASTILLO (2010).

Análises Estatísticas

As análises estatísticas foram realizadas utilizando-se o software SAEG (Sistema para Análises Estatísticas e Genéticas, Versão 9.1). Foi avaliada a normalidade e a homocedasticidade dos dados pelos testes de Lilliefors e Bartlett, respectivamente. Em seguida, foi realizada análise de variância (ANOVA) e, quando indentificado diferença (P<0,05), foi empregado teste de Tukley a 5% de significancia.

(8)

Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n 3,p 14035-14049 mar . 2020. ISSN 2525-8761

3 RESULTADOS

Os parâmetros de desempenho produtivo e as variáveis morfométricas das pós-larvas de acará severo que receberam os diferentes alimentos estão descritas nas tabelas 2 e 3, respectivamente.

Tabela 2. Desempenho produtivo (média ± desvio padrão) das pós-larvas de acará severo (Heros severus) que receberam diferentes tipos de alimentos

Desempenh o

Produtivo

Diferentes alimentos

Ração Artêmia Infusorio Ração + Artêmia Ração + Infusorio

PF (mg) 4,93±0,6c 50,74±2,2 a 5,36±1,3c 46,59±2,7b 7,59±0,8c GP (mg) 2,07±0,6c 47,88±2,2 a 2,50±1,3c 43,73±2,7b 4,72±0,8c GC (mm) 1,05±0,2c 6,39±0,1a 1,25±0,3b c 6,23±0,3a 1,70±0,2b TCEp (%) 3,59±0,9c 19,16±0,3 a 4,03±1,6c 18,59±0,4a 6,47±0,7b TCEc (%) 1,21±0,3c 5,32±0,1a 1,42±0,3b c 5,23±0,1a 1,88±0,2b UP (%) 55,28±15,2 c 82,55±9,6 a 100±0,0a 92,50±5,0a 51,96±23,5c UC (%) 100±0,0a 100±0,0a 100±0,0a 100±0,0a 100±0,0a TS (%) 95±5,8a 100±0,0a 54±20,6b 100±0,0a 52,5±12,6b

Em cada linha, valores seguidos de mesma letra não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade (n=4). PF – Peso final; GP – Ganho de peso; GC – Ganho de comprimento; TCEp – Taxa de crescimento específica em peso; TCEc – Taxa de crescimento específica em comprimento; UP - Uniformidade do lote para peso; UC - Uniformidade do lote para comprimento; TS – Taxa de sobrevivência.

(9)

Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n 3,p 14035-14049 mar . 2020. ISSN 2525-8761

Tabela 3. Variáveis morfométricas (média ± desvio padrão) das pós-larvas de acará severo (Heros severus) que receberam diferentes tipos de alimentos

Variáveis Morfométria s

Diferentes alimentos

Ração Artêmia Infusorio Ração + Artêmia

Ração + Infusorio CP (mm) 6,27±0,2c 11,62±0,1 a 6,48±0,3b c 11,46±0,3a 6,93±0,2b CC (mm) 1,79±0,1c 2,92±0,1a 1,66±0,1c 2,70±0,1b 1,68±0,1c CT (mm) 4,38±0,3b 8,56±0,1a 4,78±0,4b 8,54±0,1a 4,88±0,5b CPA (mm) 2,44±0,1c 4,48±0,1a 2,60±0,1c 4,17±0,1b 2,60±0,1c AC (mm) 1,85±0,1b 3,74±0,1a 1,82±0,1b 3,55±0,1a 1,99±0,1b ACO (mm) 1,75±0,1b c 4,53±0,1a 1,63±0,2c 4,30±0,1a 1,91±0,1b DO (mm) 0,92±0,0b 1,73±0,1a 0,91±0,1b 1,69±0,0a 0,75±0,4b

Em cada linha, valores seguidos de mesma letra não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade (n=4). CP – comprimento padrão; CC – comprimento da cabeça; CT – comprimento de tronco; CPA – comprimento pós-anal; AC – altura de cabeça; ACO – altura do corpo; DO – diâmetro de olho.

4 DISCUSSÃO

Diversas espécies de alimentos vivos são utilizadas na alimentação de pós-larvas de peixes, os mais utilizados são: Infusório (Paramecium sp), rotífera (Rotifera), microverme (Anguilula silusiae), náuplios de dáfinia (Daphnia sp) e náuplios de artêmia (Artemia salina) (ZUANON et al., 2011). Além disso, zooplâncton, fitoplâncton, larvas de peixes forrageiros ou ainda a associação de algum desses organismos com dietas secas também são muito utilizados. No presente estudo foi observada natação ativa das pós-larvas entre as partículas de alimento, desde as primeiras horas de alimentação para todos os tratamentos. Apesar disso, o desempenho produtivo das pós-larvas que receberam artêmia foi superior as que não receberam. A presença de várias enzimas digestivas e o maior tamanho, tornam a artêmia um alimento de alta digestibilidade (KIM et al., 1996) e atratividade, quando comparada as dietas artificiais e ao infusório, respectivamente.

O fornecimento de artêmia possibilitou maior ganho em peso e em comprimento para larvas de mandi-amarelo (Pimelodus maculatus) quando comparada as larvas que receberam zooplâncton ou ração granulada (LUZ E ZANIBONI FILHO, 2001). Por outro lado, larvas de dourado (Salminus brasiliensis) apresentaram maior peso total quando receberam náuplios de artêmias associados ao plâncton como primeira alimentação (HAYASHI, 2014) e para larvas de pacu (Piaractus mesopotamicus), o fornecimento de artêmia ou ração + artêmia não afetou o ganho em comprimento dos peixes (LUI et al., 2015). No presente estudo, apesar do maior

(10)

Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n 3,p 14035-14049 mar . 2020. ISSN 2525-8761 peso final e ganho de peso das pós-larvas de acará severo alimentadas apenas com artêmia, os peixes alimentados com ração + artêmia apresentaram valores numericamente muito próximos e não diferiram para os demais parâmetros de desempenho produtivo.

Quando o peixe aceita bem a substituição total ou parcial do alimento vivo pelo inerte pode ocorrer redução dos custos de produção, uma vez que alimentos como a artêmia podem alcançar altos preços no mercado. Dietas artificiais apresentam maior facilidade de aquisição e estocagem, além da uniformidade dos ingredientes e agilidade no fornecimento (PIEDRAS E POUEY, 2004). Pós-larvas de cascudo preto (Rhinelepis aspera) alimentadas com ração oferecida em saches, obtiveram maiores médias de peso e comprimento que as pós-larvas alimentadas com náuplios de artêmias (GUERREIRO et al., 2011). Para larvas de mandi-pintado (Pimelodus britskii), a utilização do alimento vivo associado à ração mostrou-se mais eficaz em aumentar o ganho de peso e comprimento que a utilização apenas de artêmia (DIEMER et al., 2010).

No presente estudo, apesar da falta de uniformidade no peso verificado nas pós-larvas acará severo alimentadas com ração ou ração + infusório, os peixes de todos os tratamentos apresentaram alta uniformidade para o comprimento. A falta de padronização no peso dos peixes não interfere diretamente na comercialização dos mesmos, uma vez que o comercio de peixes ornamentais valoriza mais a padronização do comprimento e a morfometria dos animais (VERAS et al., 2016).

As pós-larvas de acará severo alimentadas com ração, artêmia ou ração + artêmia, não apresentaram diferenças significativas para a taxa de sobrevivência, porém, quando comparados com os peixes alimentados com infusório ou ração + infusório, a taxa de sobrevivência foi significativamente superior. Resultados semelhantes foram encontrados por LUZ e ZANIBONI FILHO (2001), que avaliaram o desenvolvimento de larvas de mandi-amarelo (Pimelodus maculatus) alimentadas com diferentes dietas. Os autores relatam que o fornecimento de artêmia promoveu maior taxa de sobrevivência para as larvas, quando comparado ao fornecimento de zooplâncton, em diferentes concentrações, ou ração granulada. Pós-larvas de mandi-pintado (Pimelodus britskii) alimentadas com artêmia e ração + artêmia apresentaram melhores taxas de sobrevivência em comparação as pós-larvas alimentadas apenas com alimento seco (DIEMER et al., 2010).

A artêmia é uma ótima opção de alimento para peixes na fase inicial devido ao seu valor nutricional, apresenta cerca de 51% a 55% de proteína bruta, 14% a 15% de carboidratos, 13% a 19% de lipídios e 3% a 15% de ácidos graxos altamente insaturados (TREECE, 2000). Além

(11)

Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n 3,p 14035-14049 mar . 2020. ISSN 2525-8761 disso, a movimentação e distribuição dos náuplios de artêmia na coluna de água tornam este alimento muito atrativo para as pós-larvas (LUZ e ZANIBONI FILHO, 2002; DIEMER et al., 2010), melhorando o consumo e consequentemente a taxa de sobrevivência. Por outro lado, a utilização de infusório durante a primeira alimentação de pós-larvas de peixes é mais delicada, apesar do baixo custo para obtenção deste alimento vivo, o pequeno tamanho dos protozoários pode ser limitante e pouco atrativo para o consumo de algumas espécies de peixes. À medida que crescem, as formas jovens dos peixes passam a preferir presas maiores (SOARES et al., 2000). Desta forma, no presente estudo, os paramécios provavelmente deixaram de ser atrativos para as pós-larvas de acará severo, o que explica a baixa taxa de sobrevivência para os peixes que receberam o infusório como alimento.

As pós-larvas alimentadas com artêmia e ração + artêmia apresentaram os maiores valores para as variáveis morfométricas avaliadas. Observações morfológicas são ferramentas valiosas para detectar e descrever anomalias corporais em peixes, principalmente nos estádios iniciais de desenvolvimento (MARTÍNEZ-MONTAÑO et al., 2016). Informações sobre o desenvolvimento morfológico inicial dos peixes são necessárias para melhorar as técnicas de criação de larvas, através da modificação de parâmetros ambientais e práticas de alimentação (GISBERT et al., 2002). No presente estudo, embora os tratamentos tenham afetado os parâmetros morfométricos e de crescimento dos peixes, nenhum tipo de anomalia foi detectada. Outros estudos são necessários para avaliar como as modificações das variáveis morfométricas durante o estágio larval podem afetar, posteriormente, o desenvolvimento dos juvenis.

Manejos alimentares associando rações a alimentos vivos proporcionam altos índices de crescimento e sobrevivência, para diferentes espécies de peixes em seus estágios iniciais de desenvolvimento (FURUYA et al., 1999; SOARES et al., 2000; DIEMER et al., 2010). Os resultados do presente estudo corroboram com essa afirmação, sendo observado que as pós-larvas de acará severo alimentadas com ração + artêmia apresentaram resultados muito semelhantes às que foram alimentadas apenas com artêmia. Dessa forma, a associação de artêmia com ração pode proporcionar vantagens econômicas na larvicultura do acará severo.

4 CONCLUSÃO

Os melhores resultados de desempenho produtivo e as melhores variáveis morfométrica foram alcançados quando as pós-larvas foram alimentadas com artêmia e ração associada à

(12)

Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n 3,p 14035-14049 mar . 2020. ISSN 2525-8761 artêmia. Preconizando a redução dos gastos no cultivo, recomenda-se a utilização de artêmia + ração nos primeiros 15 dias de alimentação exógena das pós-larvas de acará severo.

REFERÊNCIAS

ALHO, C.J.R. 2010 Integração entre biodiversidade e aplicação de pesquisa científica resultando em manejo para uso sustentável e conservação. Revista Uniara, 13(1): 125-134. ALISHAHI, M.; KARAMIFAR, M.; MESBAH, M.; ZAREI, M. 2014 Hemato-immunological responses of Heros severus fed diets supplemented with different levels of

Dunaliella salina. Fish Physiology and Biochemistry, 40(1): 57-65.

ALVARADO-CASTILLO, J.D. 2010 Substituição precoce do alimento vivo por alimento inerte na larvicultura de acará bandeira (Pterophyllum scalare), Jaboticabal, São Paulo, Brasil. 57f. (Dissertação de Mestrado. Universidade Estadual Paulista). Disponível em: <http://hdl.handle.net/11449/86685> Acesso em: 12 set. 2017.

AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis of AOAC International. 17th ed. Gaithersburg, v.2. 2000.

ARAÚJO, J.G.; SANTOS, M.A.S.; REBELLO, F.K.; ISAAC, V.J. 2017 Cadeia comercial de peixes ornamentais do Rio Xingu, Pará, Brasil. Boletim do Instituto de Pesca, 43(2): 297-307. DIEMER, O.; NEU, D.H.; SARY, C.; FEIDEN, A.; BOSCOLO, W.R.; SIGNOR, A.A. 2010 Manejo alimentar na larvicultura do mandi-pintado (Pimelodus britskii). Revista Brasileira de

Saúde e Produção Animal, 11(3): 903-908.

EL-SEBAIE, H.E., MAHMOUD, N.H., MAHMOUD, H.I., AND SAAD, Y.M. 2014. Biological performance of Pterophyllum scalare larvae fed on artemia and artificial diet.

World Journal of Fish and Marine Sciences, 6(3): 289-294.

FABREGAT, T.E.H.P.; WOSNIAK, B.; TAKATA, R.; MIRANDA FILHO, K.C.; FERNANDES, J.B.K.; PORTELLA, M.C. 2017 Larvicultura do betta em água levemente salinizada. Boletim do Instituto de Pesca, 43(2): 164-171.

FARIA, P.M.C.; CREPALDI, D.V.; TEIXEIRA, E.A.; RIBEIRO, L.P.; SOUZA, A.B.; CARVALHO, D.C.; MELO, D.C.; SALIBA, E.O.S. 2006 Criação, manejo e reprodução do peixe Beta splendens (Regan 1910). Revista Brasileira de Reprodução Animal, 30(3-4): 134-149.

(13)

Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n 3,p 14035-14049 mar . 2020. ISSN 2525-8761 FAVERO, J.M.; POMPEU, P.S.; PRADO-VALLADARES, A.C. 2010 Biologia reprodutiva de Heros efasciatus Heckel, 1840 (Pisces, Cichlidae) na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã-AM, visando seu manejo sustentável. Acta Amazônica, 40(2): 373-380. FURUYA, V.R.B.; HAYASHI, C.; FURUYA, W.M.; SOARES, C.M.; GALDIOLI, E.M. 1999 Influência de plâncton, dieta artificial e sua combinação sobre o crescimento e sobrevivência de larvas de curimbatá (Prochilodus lineatus). Acta Scientiarum, 21(1): 699-703.

GISBERT, E.; MERINO, G.; MUGUET, J.B.; BUSH, D.; PIEDRAHITA, R.H.; CONKLIN, D.E.; 2002 Morphological development and allometric growth patterns in hatchery-reared California halibut larvae. Journal of Fish Biology, 61(5): 1217-1229.

GUERREIRO, L.R.J.; DIAS, J.A.D.; FORNARI, D.C.; RIBEIRO, R.P.; ZANONI, M.A. 2011 Desempenho de pós larvas de cascudo preto (Rhinelepis aspera), alimentadas com naúplios de artemia e ração oferecida em saches. Semina: Ciências Agrárias, 32(2): 781-788.

HALMLIN, H.J.; KLING, L.J. 2001 The culture and early weaing of larval haddock (Melanogrammus aeglefinus) using a micropartculate diet. Aquaculture, 201(1): 61-72. HAYASHI, C. 2014 Desenvolvimento inicial das larvas de dourado Salminus brasiliensis (Cuvier, 1816); suplementados com plâncton, artêmia e rações, em cultivos experimentais.

Fórum Ambiental da Alta Paulista, 10(3): 137-150.

JUNK, W.J.; SOARES, M.G.M.; BAYLEY, P.B. 2007 Freshwater fishes of the Amazon River basin: their biodiversity, fisheries, and habitats. Aquatic Ecosystem Health & Management, 10(2): 153-173.

KIM, J.; MASSEE, K.C.; HARDY, R.W. 1996 Adult Artemia as food for first feeding coho salmon (Oncorhynchus kisutch). Aquaculture, 144(1): 217-226.

LIMA, A.O. 2003 Aquicultura ornamental: O potencial de mercado para algumas espécies ornamentais: Formas de diversificação da produção na aquicultura brasileira. Revista

Panorama da Aquicultura, 13(1): 23-29.

LUI, A.T.; SILVA, L.F.; DEPARIS, A.; BITTENCOURT, F.; BOSCOLO, W.R.; REIDEL, A. 2015 Manejo alimentar para larvas de pacu Piaractus mesopotamicus. Revista Acadêmica:

Ciência Animal, 13(1): 153-158.

LUZ, R.K.; ZANBONI FILHO, E.Z. 2001 Utilização de diferentes dietas na primeira alimentação do mandi amarelo (Pimelodus maculatus, Lacépéde). Acta Scientiarum, 23(1): 483-489.

(14)

Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n 3,p 14035-14049 mar . 2020. ISSN 2525-8761 LUZ, R.K; ZANBONI FILHO, E.Z. 2002 Larvicultura do mandi amarelo (Pimelodus

maculatus) em diferentes densidades de estocagem nos primeiros dias de vida. Revista Brasileira de Zootecnia, 31(2): 560-565.

MARTÍNEZ-MONTAÑO, E.; GONZÁLEZ-ÁLVAREZ, K.; LAZO, J.P.; AUDELO-NARANJO, J.M.; VÉLEZ-MEDEL, A. 2016 Morphological development and allometric growth of yellowtail kingfish Seriola lalandi V. larvae under culture conditions. Aquaculture

Research, 47(4): 1277-1287.

MERIGOUX, S.; PONTON, D.; DE MERONA, B. 1998 Fish richness and species-habitat relationships in two coastal streams of French Guiana, South American. Environmental

Biology of Fishes, 51(1): 25–39.

PEREIRA, S.L.; GONÇALVES JUNIOR, L.P.; AZEVEDO, R.V.; MATIELO, M.D.; SELVATICI, P.C.; AMORIM, I.R.; MENDONÇA, P.P. 2016 Diferentes estratégias alimentares na larvicultura do acará-bandeira. Acta Amazonica, 46(1): 91-98.

PIEDRAS, S.R.N.; POUEY, J.L.O.F. 2004 Alimentação de alevinos de peixe-rei (Odontesthes

bonariensis) com dietas naturais e artificiais. Ciência Rural, 34(4): 1203-1206.

SAMPAIO, C.L.S.; NOTTINGHAM, M.C. 2008 Guia para identificação de peixes

ornamentais brasileiros: espécies marinhas. Brasília: Ibama. 205p.

SANTOS, G.M.; FERREIRA, E.J.G.; VAL, A.L. 2010 Recursos pesqueiros e sustentabilidade na amazônica: fatos e perspectivas. Revista do Direito Ambiental da Amazônia, 8(1): 43-77. SOARES, C.M.; HAYASHI, C.; GONÇALVES, G.S.; GALDIOLI, E.M.; BOSCOLO, W.R. 2000 Plâncton, Artemia sp, dieta artificial e suas combinações no desenvolvimento e sobrevivência do quinguio (Carassius auratus) durante a larvicultura. Acta Scientiarum, 22(1): 383-388.

TLUSTY, M. 2002 The benefits and risks of aquaculture production for the aquarium trade.

Aquaculture, 205(3): 203-219.

TREECE, G.D. 2000 Artemia production for marine larval fish culture. Stoneville, Mississippi: Southern Regional Aquaculture Center. 8p.

VERAS, G.C.; BRABO, M.F.; DIAS, J.A.; ABE, H.A.; NUNES, Z.M.P.; MURGAS, L.D.S. 2016 The effect of photoperiod and feeding frequency on larval of the Amazonian ornamental fish Pyrrhulina brevis (Steindachner, 1876). Aquaculture Research, 47(3): 797-803.

VIDAL JR., M.V. 2003 Peixes ornamentais: reprodução em aquicultura. Revista Panorama

(15)

Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n 3,p 14035-14049 mar . 2020. ISSN 2525-8761 ZUANON, J.A.S.; SALARO, A.L.; FURUYA, W.M. 2011 Produção e nutrição de peixes ornamentais. Revista Brasileira de Zootecnia, 40(1): 165-174.

Referências

Documentos relacionados

Já para o método sacar, garanta que não seja retirado um valor além do limite da conta com EstouroDeLimiteException e, também, que não seja. informado um saque negativo,

Ver a Arte como recurso, como meio para expressão de sentimentos, Arte para desenvolver habilidades, Arte com o objetivo de acesso aos padrões estéticos, ou como uma área

- Identificar como o big data big data  pode ajudar as Instituições Financeiras na tomada  pode ajudar as Instituições Financeiras na tomada de decisões estratégicas, na

Passamos em torno de cinquenta dias na observação das aulas dessa turma de EI e durante esse tempo, como já pontuamos, as crianças tiveram apenas uma única aula de Arte ministrada

Maria Auxiliadora Fontana Baseio | Universidade de Santo Amaro, Brasil Maria Cristina Xavier de Oliveira | Universidade de São Paulo, Brasil Maria dos Prazeres Santos Mendes

O Secretariado Nacional para a Segurança Alimentar e Nutricional, adiante designado SNSAN, é um órgão de natureza executivo que funciona na dependência direta do membro do

Este item, dividido em 4 seções: a seção 3.1 analisa o surgimento das creches no Brasil; a seção 3.2 faz um levantamento sobre o direito a creche na legislação

Quando um pastor prega para as crianças, elas passam a admirá-lo mais ainda, pois é o pastor, uma pessoa muito importante para todos daquela congregação, que está falando