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Academic year: 2021

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NEWSLETTER FISCAL I Agosto, 2013

I Legislação Nacional 2

II Instruções Administrativas 4

NEWSLETTER TAX I August, 2013

I National Legislation 8

II Administrative Instructions 10

NEWSLETTER

I FISCAL

TAX

(2)

NEWSLETTER FISCAL

I LEGISLAÇÃO NACIONAL

Ministério dos Negócios Estrangeiros Aviso n.º 87/2013, de 1 de Agosto

Torna público que foram cumpridas as formalidades constitucionais internas de aprovação da Convenção entre a República Portuguesa e a República de Chipre para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento, assinada em Bruxelas em 19 de Novembro de 2012.

Assembleia da República

Lei n.º 55/2013 de 08 de Agosto

Completa a transposição da Directiva n.º 2003/49/CE, do Conselho, de 3 de Junho de 2003, relativa a um regime fiscal comum aplicável aos pagamentos de juros e royalties efectuados entre sociedades associadas de Estados membros diferentes, e altera o Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (“Código do IRC”), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 442-B/88, de 30 de Novembro.

De acordo com esta alteração legislativa ficam isentos de IRC os juros e royalties, cujo beneficiário efectivo seja uma sociedade de outro Estado membro da União Europeia ou um estabelecimento estável situado noutro Estado membro de uma sociedade de um Estado membro, devidos ou pagos por sociedades comerciais ou civis sob forma comercial, cooperativas e empresas públicas residentes em território português ou por um estabelecimento estável aí situado de uma sociedade de outro Estado membro, desde que verificados os termos, requisitos e condições estabelecidos na Directiva.

Esta isenção de IRC aplica-se ainda aos pagamentos de juros e royalties entre uma sociedade residente em território português, ou um estabelecimento estável aí localizado, e uma sociedade residente na Confederação Suíça, ou um estabelecimento estável aí localizado, nos termos e condições referidos no artigo 15.º do Acordo sobre a tributação de juros e royalties entre a Comunidade Europeia e a Confederação Suíça, sempre que estejam verificados os requisitos e condições previstos na Directiva.

A nova redacção do Código do IRC resultante da Lei n.º 55/2013, 8 de Agosto, produz efeitos relativamente a juros e royalties devidos ou pagos após 1 de Julho de 2013. Ministério das Finanças

Portaria n.º 255/2013, de 12 de Agosto

Aprova os novos modelos de impressos anexos aos campos 40 (regularizações de IVA a favor do sujeito passivo) e 41 (regularizações de IVA a favor do Estado) da declaração periódica do IVA.

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Assembleia da República

Lei n.º 56/2013, de 14 de Agosto

Altera a Lei n.º 103/97, de 13 de Setembro, que estabelece o regime fiscal específico das sociedades desportivas.

Das alterações introduzidas destacamos as seguintes:

 Regras sobre gastos específicos: são consideradas como gastos do exercício, na

sua totalidade, as quantias atribuídas ao clube fundador que goze do estatuto de utilidade pública, que sejam por este último investidas em instalações ou em formação desportiva.

Adicionalmente, e sem prejuízo da aplicação do artigo 23.º do Código do IRC, são considerados como gasto 20% dos montantes pagos pela sociedade desportiva a título de exploração dos direitos de imagem dos jogadores e treinadores contra-tados.

 Alteração do regime das amortizações dos direitos de contratação dos jogadores

profissionais: o valor amortizável do direito de contratação passa a poder tam-bém corresponder aos custos de formação do atleta, desde que devidamente certificados por revisor oficial de contas independente.

Não se consideram amortizáveis os valores pagos pelas sociedades desportivas a entidades residentes fora do território português e aí submetidas a um regime fiscal claramente mais favorável, designadamente quando o território de residên-cia das mesmas conste da lista aprovada por portaria do membro do Governo responsável pela área das finanças.

Ministério dos Negócios Estrangeiros Aviso n.º 88/2013, de 16 de Agosto

Torna público que foram cumpridas as formalidades internas de aprovação da Convenção entre a República Portuguesa e o Japão para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento, assinada em Lisboa, em 19 de Dezembro de 2011.

Ministério das Finanças

Portaria n.º 274/2013, de 21 de Agosto

Quarta alteração à Portaria n.º 321-A/2007, de 26 de Março, que cria o ficheiro modelo de auditoria tributária SAFT-PT

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Assembleia da República

Lei n.º 70/2013, de 30 de Agosto

Estabelece o regime jurídico do fundo de compensação do trabalho (“FCT”), do mecanismo equivalente e do fundo de garantia de compensação do trabalho (“FGCT”). Das regras com relevância fiscal constantes do presente diploma, destacamos as seguintes:

 Incidência real em IRS: as compensações pagas, nos termos do artigo 33.º n.º 2

da Lei n.º 70/2013, de 30 de Agosto, pelo FGCT ao trabalhador, em caso de cessação de contrato de trabalho que dê origem à compensação calculada nos termos do artigo 366.º do Código do Trabalho, serão tributadas em IRS nos

termos do artigo 2.º, n.os 4.º a 7.º do Código do IRS;

 Consideração como gasto em IRC: as entregas efectuadas ao FGCT pelas

entidades empregadoras são consideradas gasto fiscal, nos termos do artigo 23.º, n.º 1, alínea d), do Código do IRC.

 Consideração como rendimento: o reembolso à entidade empregadora do saldo

da conta de registo individualizado do respectivo trabalhador é considerado rendimento para efeitos fiscais, pelo montante correspondente à valorização positiva gerada pelas aplicações financeiras dos valores afectos ao FCT, deduzido das respectivas despesas administrativas.

II INSTRUÇÕES ADMINISTRATIVAS

Autoridade Tributária e Aduaneira Direcção de Serviços do IRC

Circular n.º 7/2013, de 19 de Agosto

Na sequência das alterações ao artigo 67.º do Código do IRC introduzidas pela Lei n.º 66-B/2012 (Lei do Orçamento do Estado para 2013), que cria um novo regime de limitação à dedutibilidade de gastos de financiamento, foram divulgadas algumas instruções para a aplicação desse regime, de entre as quais destacamos as seguintes:

 O regime de limitação à dedutibilidade dos gastos de financiamento aplica-se a

todos os sujeitos passivos de IRC, sejam residentes ou sejam não residentes com estabelecimento estável em território português, com excepção das instituições de crédito e sociedades financeiras e às seguradoras, resseguradoras, fundos de pensões e respectivas entidades gestoras e às empresas de mediação de segu-ros;

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 No caso de sociedades em relação de grupo, a limitação da dedutibilidade dos “gastos de financiamento líquidos” é aplicável a cada sociedade individualmente considerada;

 A restrição à dedutibilidade estabelecida no artigo 67.º do Código do IRC não

prejudica a prévia aplicação das demais condições ou limites para a dedutibilida-de dos gastos dedutibilida-de financiamento;

 Integram-se no conceito de custos acessórios, previsto no artigo 67.º, n.º 8, do

Código do IRC, entre outros, os custos de transacção definidos no parágrafo 5 da NCRF 27. Os custos acessórios, desde que incorridos em ligação com a obtenção de empréstimos, assumem a natureza de gastos de financiamento para efeitos da aplicação do artigo 67.º do Código do IRC, sendo relevante para efeitos fiscais o momento em que o gasto é reconhecido em conformidade com a norma contabi-lística aplicável;

A título de exemplo, no cômputo dos “gastos de financiamento líquidos”:

o Englobam-se os encargos financeiros suportados pelos locatários no

âmbi-to dos contraâmbi-tos de locação financeira assim considerados para efeiâmbi-tos da norma contabilística aplicável;

o Não se incluem os juros e outros gastos de financiamento que sejam

capi-talizados no custo de aquisição de um activo em conformidade com a norma contabilística aplicável;

o Englobam-se os gastos relativos a um instrumento financeiro de cobertura

de um endividamento do sujeito passivo, devendo ser considerados no período de tributação em que concorrerem para a formação do lucro tri-butável;

o Devem considerar-se as diferenças de câmbio provenientes de

emprésti-mos em moeda estrangeira;

o Não devem considerar-se os gastos financeiros que resultem do aumento

da quantia escriturada de uma provisão reconhecida pelo respectivo valor presente para reflectir a passagem do tempo

Os “gastos de financiamento líquidos” que não possam ser deduzidos no período

de tributação em que concorrerem para a formação do lucro tributável podem ser considerados na determinação do lucro tributável de um ou mais dos cinco períodos de tributação posteriores, desde que somados não ultrapassem os limites legais;

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Os

“gastos de financiamento líquidos” que não possam ser deduzidos no período de tributação em que concorrerem para a formação do lucro tributável apenas podem ser utilizados pela sociedade que os suportou ou incorreu, não havendo possibilidade de os mesmos serem transmitidos, designadamente em operações de reestruturação empresarial (e ainda que estas beneficiem do regime especial de neutralidade previsto para fusões, cisões e entradas de activos).

Clarificação do conceito de “resultado antes de depreciações, gastos de

financiamento líquidos e impostos”, o qual corresponderá ao valor apurado na demonstração dos resultados por naturezas antes de serem tidos em conta (i) os gastos/reversões de depreciação e de amortização e as perdas/reversões de imparidade de investimentos depreciáveis/amortizáveis. (ii) os gastos de finan-ciamento líquidos, e (iii) o imposto sobre o rendimento do período.

Autoridade Tributária e Aduaneira Direcção de Serviços do IVA

Ofício-circulado n.º 30150/2013, de 30 de Agosto

Na sequência da publicação do Decreto-lei n.º 71/2013, de 30 de Maio, que criou o regime de contabilidade de caixa em sede de IVA (“Regime de IVA de Caixa”), o presente Ofício-circulado vem divulgar algumas instruções para a aplicação daquele regime de entre as quais destacamos as relativas à comunicação, por via electrónica, à Autoridade Tributária e Aduaneira da opção pelo Regime de Caixa, utilizando funcionalidade específica que foi criada no portal das finanças.

Para mais detalhes sobre o Regime de Caixa, consultar a nossa Tax Flash 1/2013, de 31 de Maio de 2013.

(7)

CONTACTOS

CUATRECASAS, GONÇALVES PEREIRA & ASSOCIADOS, RL Sociedade de Advogados de Responsabilidade Limitada LISBOA

Praça Marquês de Pombal, 2 (e 1-8º) I 1250-160 Lisboa I Portugal Tel. (351) 21 355 3800 I Fax (351) 21 353 2362

[email protected] | www.cuatrecasasgoncalvespereira.com PORTO

Avenida da Boavista, 3265-7º I 4100-137 Porto I Portugal Tel. (351) 22 616 6920 I Fax (351) 22 616 6949

[email protected] I www.cuatrecasasgoncalvespereira.com

A presente Newsletter foi elaborada pela Cuatrecasas, Gonçalves Pereira & Associados, RL com fins exclusivamente informativos, não devendo ser entendida como forma de publicidade. A informação disponibilizada bem como as opiniões aqui expressas são de carácter geral e não substituem, em caso algum, o aconselhamento jurídico para a resolução de casos concretos, não assumindo a Cuatrecasas, Gonçalves Pereira & Associados, RL qualquer responsabilidade por danos que possam decorrer da utilização da referida informação. O acesso ao conteúdo desta Newsletter não implica a constituição de qualquer tipo de vínculo ou relação entre advogado e cliente ou a constituição de qualquer tipo de relação jurídica. A presente Newsletter é gratuita e a sua distribuição é de carácter reservado, encontrando-se vedada a sua reprodução ou circulação não expressamente autorizadas. Caso pretenda deixar de receber esta Newsletter, por favor envie um e -mail para o endereço [email protected].

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NEWSLETTER TAX

I NATIONAL LEGISLATION

Ministry of Foreign Affairs Notice No. 87/2013 of 1 August

Announcing the completion of the internal constitutional requirements for the approval of the Convention between the Portuguese Republic and the Republic of Cyprus to Avoid Double Taxation and Prevent Tax Evasion in Matters of Income tax, signed at Brussels on 19 November 2012.

Parliament

Lei No. 55/2013 of 08 August

Completing the transposition of Council Directive 2003/49/EC of 3 June 2003, on a common system of taxation applicable to interest and royalty payments made between associated companies in different Member States, and amending the Corporate Income Tax Code, adopted by Decree-Law No. 442-B/88, of 30 November.

In accordance with this legislative change, interest or royalty payments due or paid by

commercial or civil companies incorporated under a commercial form, cooperatives and public companies resident in the Portuguese territory, or by a permanent establishment of a company of another Member State of the European Union therein located, are exempt from Corporate Income Tax imposed on those payments in Portugal, provided that the beneficial owner of the interest or royalties is a company of another Member State of the European Union or a permanent establishment situated in another Member State of the European Union of a company of a Member State of the European Union and the requirements and conditions set out in the Directive are met.

This exemption from Corporate Income Tax also applies to interest and royalty payments between a company residing in Portuguese territory or a permanent establishment therein situated and a company resident in the Swiss Confederation or a permanent establishment therein situated, under the terms and conditions referred to in article 15 of the Agreement on taxation of interest and royalties between the European Community and the Swiss Confederation, whenever the requirements and conditions set out in the Directive are met.

The effects of Law No. 55/2013 of 8 August apply to interest and royalty due or paid after 1 July 2013.

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Ministry of Finance

Portaria (Ordinance) No. 255/2013 of 12 August

Approving the new official forms attached to section 40 (VAT adjustments in favour of the taxable person) and 41 (VAT adjustments in favour of the State) of the VAT return.

Parliament

Law No. 56/2013 of 14 August

Amending Law No. 103/97 of 13 September, on the specific tax regime for sports companies.

Among the amendments made, the following are noteworthy:

 Rules on specific expenses: the amounts granted to the founder club having the

status of public utility, invested by the latter in facilities or sports training are entirely considered tax deductible period costs.

Additionally, and without prejudice to the application of article 23 of the Corpo-rate Income Tax Code, 20% of the amounts paid by sports companies for the use of the image rights of players and coaches are tax deductible costs.

 Amendment to the legal framework of amortization of the contracting rights of

professional players: the amount subject to depreciation of the contracting right can include the costs incurred with the player’s training, provided that duly certified by an independent chartered accountant.

The amounts paid by sports companies to non-resident entities and therein subject to a clearly more favourable tax regime, in particular where their territory of residence is included in the list approved by ordinance of the Government member in charge for finance, are not tax deductible.

Ministry of Foreign Affairs

Notice No. 88/2013 of 16 August

Announcing the completion of the internal requirements for the approval of the Convention between the Portuguese Republic and Japan to Avoid Double Taxation and Prevent Tax Evasion in Matters of Income Tax, signed in Lisbon on 19 December 2011. Ministry of Finance

Portaria (Ordinance) No. 274/2013 of 21 August

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Parliament

Law No. 70/2013 of 30 August

Approves the legal regime of the Employment Compensation Fund (“fundo de compensação do trabalho” – “FCT”), the Equivalent Mechanism (“mecanismo equivalente”) and the Employment Compensation Guarantee Mechanism (“fundo de garantia de compensação do trabalho” – “FGCT").

Among the amendments made, with tax relevance, the following are noteworthy:

Tax levied under the Personal Income Tax (“IRS”): compensation paid, under

article 33 no. 2 of the Law No. 70/2013 of 30 August, by the FCT to an employee where the employment contract is terminated and the employee has right for a compensation under article 366 of the Labour Code, is subject to IRS under the article 2 no. 4 to 7 of the IRS Code.

Deductible costs for Corporate Income Tax (“IRC”) purposes: payments made by

the employer to the FGCT are considered tax deductible costs under the article 23.º no. 1 paragraph a) of the IRC Code.

 Taxable income: the reimbursement of the employee’s individual account balance

to the employer is deemed to be a taxable income, in an amount corresponding to the positive valuation generated by the investment of amounts allocated to FCT, deducted from the related administrative expenses.

II ADMINISTRATIVE INSTRUCTIONS

Tax and Customs Authority

Corporate Income Tax Services

Circular Letter No. 7/2013 of 19 August

Following the amendments to article 67 of the Corporate Income Tax Code introduced by Law No. 66-B/2012, of 31 December (2013 State Budget Law), which laid down a new limitation regime to the deductibility of financing costs, a number of instructions were published on the application of this regime, among which we highlight the following :

 The limitation regime to the deductibility of financing costs applies to all

corporate income tax taxpayers, residents or non residents with a permanent establishment in the Portuguese territory, with the exception of credit institutions and financial companies, insurance and reinsurance companies, pension funds and their managing companies and to insurance mediation companies;

In the case of companies within a group relation, the limitation to deductible “net

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 The restriction to the tax deductibility established in article 67 of the Corporate Income Tax Code does not preclude the previous application of other conditions or limitations to the tax deductibility of financing costs;

 The concept of accessory costs, provided for in article 67 no. 8 of the Corporate

Income Tax Code, includes, in particular, transaction costs defined in paragraph 5 of NCRF 27. Provided they are incurred in connection with the obtaining of loans, accessory costs take on the nature of financing costs for the purposes of the application of article 67 of the Corporate Income Tax Code, the date on which the cost is recognised in accordance with the applicable accounting standard being relevant for tax purposes;

The calculation of “net financing costs”:

o Aggregates financial charges borne by lessees under financial leases

con-sidered as such for the purposes of the applicable accounting standard;

o Does not include capitalised interest and other financing costs which are

included in the acquisition cost of an asset in accordance with the appli-cable accounting standard;

o Aggregates costs relating to a hedge instrument of the taxpayer’s debt, to

be taken into account in the tax period in which they contribute to form the taxable result;

o Includes exchange rate differences from foreign currency loans;

o Does not include financial costs arising from the increase of a provision

recognised for its present value to account for the passage of time.

“Net financing costs” that cannot be deducted in the taxation period in which they

contribute to the taxable profit may be taken into consideration in determining the taxable profit of one or several of the five subsequent tax periods, provide that their sum does not exceed the legal limit;

“Net financing costs” that cannot be deducted in the tax period in which they

contribute to the taxable profit may only be used by the company which paid or incurred them, there being no possibility to transfer them in case of corporate restructuring (even if such restructuring is undertaken within the tax neutrality regime applicable to mergers, demergers and transfer of assets).

“Earnings before interest taxes depreciation and amortization” shall be

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tion, the costs/write back of impairments of depreciable/amortizable investments, (ii) net financial expenses and (iii) period tax.

Tax and Customs Authority Value Added Tax Services

Circular Letter No. 7/2013 of 19 August

Following the publication of the Decree-law no. 71/2013 of 30 of May, that approved the cash accounting scheme for VAT purposes (“VAT Cash Accounting Scheme”), a number of instructions were published on the application of this regime, among which we highlight the taxpayer’s communication to the tax authorities of the option for the VAT Cash Accounting Scheme by electronic means through the website of the Portuguese tax authorities.

For further information concerning the VAT Cash Accounting Scheme please see our Tax Flash 2/2013 of 16 July 2013.

CONTACT

CUATRECASAS, GONÇALVES PEREIRA & ASSOCIADOS, RL Sociedade de Advogados de Responsabilidade Limitada LISBOA

Praça Marquês de Pombal, 2 (e 1-8º) I 1250-160 Lisboa I Portugal Tel. (351) 21 355 3800 I Fax (351) 21 353 2362

[email protected] I www.cuatrecasasgoncalvespereira.com

PORTO

Avenida da Boavista, 3265-7º I 4100-137 Porto I Portugal Tel. (351) 22 616 6920 I Fax (351) 22 616 6949

[email protected] I www.cuatrecasasgoncalvespereira.com

This Newsletter was prepared by Cuatrecasas, Gonçalves Pereira & Associados, RL for information purposes only and should not be understood as a form of advertising. The information provided and the opinions herein expressed are of a general nature and should not, under any circumstances, be a replacement for adequate legal advice for the resolution of specific cases. Therefore Cuatrecasas, Gonçalves Pereira & Associados, RL is not liable for any possible damages caused by its use. The access to the information provided in this Newsletter does not imply the establishment of a lawyer-client relation or of any other sort of legal relationship. This Newsletter is complimentary and the copy or circulation of the same without previous formal authorization is prohibited. If you

do not want to continue receiving this Newsletter, please send an e-mail to

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Referências

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