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I– Disposições Comuns 1.Generalidades
Estes termos e condições constituem o contrato entre o Cliente e o Banco BIC Português, S.A., que doravante será abreviadamente designado por Banco, e descrevem as obrigações mútuas entre as partes.
2. Banco BIC Português, S.A.
O Banco BIC Português, S.A. tem a sua sede na Avenida António Augusto de Aguiar, n.º 132, 1050–020 Lisboa.
O Banco BIC Português, S.A. é também supervisionado pelo Banco de Portugal, Instituição em que está registado com o n.º 79.
3.Lei Aplicável
O presente contrato rege-se pelo direito português, salvo estipulação escrita das partes em contrário.
4. Serviços Mínimos Bancários 4.1. A Conta de Depósitos à Ordem de Serviços Mínimos Bancários encontra-se sujeita ao regime previsto no Decreto-lei n.º 27-C/2000 de 10 de março, com as suas posteriores alterações.
4.2. Serviços incluídos:
i) Serviços relativos à constituição,
manutenção, gestão e titularidade de Conta de Depósito à Ordem;
ii) Titularidade de cartão de débito;
iii) Acesso à movimentação da conta através de Caixas Automáticos no interior da União Europeia, serviço EuroBic Net e Agências do Banco;
iv) Operações incluídas: depósitos, levantamentos, pagamentos de bens e serviços, débitos diretos e transferências, incluindo ordens permanentes, no interior da União Europeia.
4.3. A abertura da Conta de Serviços Mínimos Bancários, para além da subscrição das Condições Gerais de Abertura de Conta, Ficha de Informações, Proposta de Adesão a Produtos e Serviços e Ficha de Assinaturas, implica a assinatura pelo Cliente de declaração, parte integrante da Ficha de Informações, da qual consta que não é titular de qualquer Conta de Depósitos à Ordem em instituição de crédito, ou nos casos em que já for titular de uma conta de depósito à ordem em instituição de crédito, da conversão dessa conta em Conta de Serviços Mínimos Bancários ou que foi notificado de que a sua conta de pagamento
irá ser encerrada.
4.4. A não prestação da declaração prevista no número anterior, embora facultativa, impede a celebração do contrato da abertura de Conta de Serviços Mínimos Bancários. 4.5. Não obstante o previsto no ponto 4.3., o Cliente que seja titular de outra conta de depósito pode aceder aos serviços mínimos bancários desde que um dos cotitulares da Conta de Serviços Mínimos Bancários seja uma pessoa singular com mais de 65 anos ou dependente de terceiros. Considera-se dependente de terceiros o cliente que apresente um grau de invalidez permanente, devidamente comprovado pela entidade competente, igual ou superior a 60%. 4.6. A Conta de Serviços Mínimos Bancários não tem associados quaisquer produtos de crédito, designadamente facilidades de descoberto ou ultrapassagem de crédito, nem permite acesso a cheques como meio de movimentação.
5.Assinaturas
5.1. A abertura de Conta pressupõe o preenchimento de todos os campos obrigatórios da Ficha de Informações, bem como da Ficha de Assinaturas, com a identificação e assinatura dos seus respetivos Titulares.
5.2. Sem prejuízo do disposto no número seguinte, qualquer alteração dos dados constantes da Ficha de Assinaturas, designadamente, a modalidade, forma e condições de movimentação e outros elementos aí fixados, só se torna eficaz depois de o Banco dela ter conhecimento por escrito.
5.3. O Banco pode condicionar a eficácia de tal alteração à obtenção de nova Ficha de Assinaturas atualizada e assinada pelos Titulares da Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) e/ou à prestação de informações complementares.
5.4. A alteração das condições de movimentação estabelecidas, bem como a inclusão de novos titulares ou a atribuição a procuradores de poderes de movimentação, depende da intervenção de todos os titulares da conta e do preenchimento de novas Propostas de Adesão a Produtos e Serviços que deverão ser assinadas por todos os titulares, o que pode implicar a prévia satisfação de impostos ou taxas que estejam estabelecidas nas normas que se encontram em vigor, bem como a renúncia à
cotitularidade da conta pode implicar a cobrança de impostos acima referida. 6.Prova de Não-Residente Para os efeitos previstos na lei, designadamente os de natureza fiscal, incumbe ao Cliente fazer a prova perante o Banco da sua qualidade de não-residente em Portugal, podendo para tal usar os meios de prova legalmente admissíveis, cabendo ao Banco a respetiva apreciação e
reconhecimento com base no seu próprio critério.
7.Comunicações
7.1. Todas as comunicações e informações que nos termos do presente contrato ou de disposição legal, o Banco tenha de prestar por escrito ao Cliente, poderão ser prestadas:
a) Em suporte de papel, através de envio de correspondência dirigida ao Cliente para o endereço de correspondência da Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) indicado na Ficha de Assinaturas;
b) Em suporte duradouro, nomeadamente, através do canal de internet do Banco, ou através do envio de mensagem de correio eletrónico dirigida ao Cliente para o endereço de correio eletrónico que tenha sido indicado pelo Cliente, no momento da celebração do presente contrato ou em momento posterior, expressamente para o efeito;
c) Através de outro meio de comunicação estipulado pelas partes.
7.2. No caso do presente contrato ou a lei admitirem a prestação em suporte de papel ou noutro suporte duradouro, o Banco poderá utilizar um dos meios referidos supra, salvo indicação expressa do Cliente, para que a informação seja prestada através de um desses meios em concreto.
7.3. Salvo indicação escrita em contrário rececionada pelo Banco, todas as
comunicações relativas ao Cliente incluindo o envio de extratos de Conta de Depósitos à Ordem (D.O.), ou de quaisquer outros Produtos ou Serviços fornecidos e de alterações contratuais, serão endereçadas e enviadas, por correio normal, apenas ao 1º Titular da Conta de Depósitos à Ordem (D.O.), ainda que esta seja coletiva, para o endereço de correspondência da Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) indicado na Ficha de
Assinaturas.
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responsabilizado pelo envio de correspondência para a última morada fornecida pelo Cliente, nos casos em que este tenha mudado de residência e não a tenha comunicado ao Banco.
7.5. O Banco não é responsável por atrasos, deficiências, interrupções ou outras anomalias resultantes da utilização do correio ou dos outros meios de comunicação ou da receção por pessoa diferente do destinatário de informações e elementos por ele enviados ao Cliente, salvo se tais situações se ficarem a dever a culpa do Banco.
7.6. A comunicação entre os Clientes e o Banco será efetuada exclusivamente em português, salvo se contratualmente entre as partes for estabelecida outra língua. 8.Comunicações do Titular
Todas as comunicações e informações que, nos termos do presente contrato ou de disposição legal, o Titular tenha de prestar, por escrito, ao Banco, poderão ser prestadas: a) Em suporte de papel, através do envio de correspondência dirigida ao Banco;
b) Em suporte eletrónico, através de envio de mensagem de correio eletrónico dirigida ao Banco para o endereço de correio eletrónico declarado pelo mesmo no momento da celebração do presente contrato ou em momento posterior, expressamente para esse efeito; c) Através de outro meio de comunicação estipulado pelas partes.
9.Extratos de Conta e Avisos de Operações
9.1. O Cliente receberá extratos com uma periodicidade mínima anual, sendo mensal caso tenha movimentos na Conta de Serviços Mínimos Bancários. O envio do extrato e dos avisos das operações efetuadas é gratuito.
9.2. Mediante solicitação do Cliente, pode o Banco disponibilizar o extrato referido em 9.1. por via eletrónica, assumindo o Cliente, nesse caso, a obrigação de o consultar com a periodicidade necessária à apresentação de qualquer eventual reclamação.
9.3. Se o Titular se aperceber da existência de um movimento incorretamente lançado, nomeadamente de um débito que não tenha sido por si autorizado nos termos do presente contrato, deverá, tendo em vista a respetiva retificação, proceder à
comunicação do facto ao Banco no mais
curto espaço de tempo possível, não podendo essa pretensão ser satisfeita após o decurso de 13 (treze) meses sobre a data do débito em causa.
10. Juros
10.1. Os juros, dividendos e rendimentos devidos ao Cliente serão sempre creditados na Conta de Depósitos à Ordem (D.O.), salvo no caso em que, por imposição legal, tenha de haver lugar à capitalização de juros ou o Titular tenha expressamente optado por essa capitalização, desde que sejam respeitadas as condições acordadas com o Banco para esse efeito, aquando da constituição e/ou renovação desses depósitos, sem prejuízo do direito de acesso à informação por parte do Cliente.
10.2. A contagem e o crédito dos juros na Conta serão efetuados nos termos e prazos publicitados pelo Banco ou acordados entre as partes.
10.3. Salvo acordo expresso entre o Banco e o Cliente, a Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) não é remunerada.
11.Reclamações
As reclamações dos Clientes com
fundamento em operações de pagamento não autorizadas ou incorretamente
executadas, devem ser apresentadas dentro de um prazo nunca superior a 13 (treze) meses a contar da data do débito. 12.Estornos
As partes acordam que o Banco pode estornar quaisquer movimentos,
designadamente em caso de erro ou lapso, e ainda nas demais circunstâncias em que tal estorno se justifique, sendo este efetuado com data-valor do movimento obrigatório. 13.Proteção dos Dados Pessoais 13.1. O Cliente autoriza que os dados pessoais a ele respeitantes e por ele fornecidos, sejam objeto de processamento e armazenamento informático, podendo o Banco mantê-los durante todo o tempo que considere relevante e seja legalmente admissível, dados que, salvo quando diversamente referido, são de indicação obrigatória, determinando a falta destes o não prosseguimento da relação comercial. 13.2. Os elementos e dados referidos no número anterior, objeto de um tratamento automatizado, podem ser utilizados pelo Banco:
a) Gestão e funcionamento da Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) e Contas
associadas;
b) Realização ou gestão de operações conexas com a Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) e Contas associadas;
c) Adequação do fornecimento de produtos a cada Cliente;
d) Ações de Promoção e Marketing de Serviços e Produtos Financeiros, de Seguros e outros;
e) Cumprimento de todas as disposições legais ou regulamentares aplicáveis. 13.3. O Banco pode ceder ou transmitir os elementos e dados acima referidos, nos termos e para os efeitos previstos na legislação aplicável, às sociedades por si direta ou indiretamente dominadas, controladas ou participadas e a sociedades que se incluam no seu perímetro de supervisão ou que consigo consolidem para efeitos contabilísticos.
13.4. O Cliente autoriza ainda, dentro do quadro legal vigente, a recolha, transmissão e processamento de dados adicionais, obtidos junto de repartições públicas e empresas especializadas, para confirmação dos dados e/ou obtenção dos elementos necessários à relação contratual, bem como para centralização de riscos junto do Banco de Portugal.
13.5. A omissão ou incorreção dos dados fornecidos é da responsabilidade do Cliente, a quem é reconhecido o direito de acesso aos dados sobre ele registados, bem como o direito de exigir a correção de informações inexatas, o completamento das informações total ou parcialmente omissas, bem como a supressão das que tenham sido obtidas sem a sua autorização. Todos os pedidos devem ser solicitados por escrito ao Banco, que é o responsável pelo ficheiro informatizado. 13.6. O Titular compromete-se a informar, por escrito, o Banco de qualquer eventual mudança ou modificação no endereço postal inicialmente comunicado, bem como de qualquer outra alteração que ocorra nos dados comunicados no momento da solicitação de cartão de débito ou da abertura da Conta que lhe serve de suporte. 13.7. O Banco fica autorizado a proceder às consultas de dados previstas na cláusula 4, no momento de abertura da Conta de Serviços Mínimos Bancários e igualmente durante a vigência do presente contrato. 14.Preçário
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como no site que o mesmo disponibiliza na Internet, encontrar-se-á sempre acessível um Preçário atualizado, contendo as comissões e despesas, e as taxas de juro em vigor, de todos os Serviços prestados pelo Banco e/ou o modo de os calcular. 14.2. O Banco compromete-se a dar conhecimento prévio das alterações ao preçário por via de comunicação no extrato de Conta, mediante circular ou qualquer outro meio idóneo, com uma antecedência mínima de 2 (dois) meses relativamente à data pretendida para a sua aplicação. 15.Mandatos
Os mandatos conferidos ao Banco no âmbito do presente contrato são também
conferidos no próprio interesse deste, pelo que são irrevogáveis e não caducam por morte do Cliente, ficando o Banco expressamente autorizado a celebrar negócio consigo mesmo.
16.Elementos de Identificação 16.1. Durante o processo de abertura de Conta, o Banco recolherá os elementos aplicáveis ao caso, constantes da regulamentação do Banco de Portugal, relativo à abertura de Contas de depósito bancário.
16.2. A omissão da entrega ao Banco de documentos comprovativos dos elementos de identificação, inibe o Cliente de
movimentar a débito ou a crédito os valores depositados, não sendo disponibilizados quaisquer instrumentos de pagamento nem permitidas alterações de titularidade, enquanto tais elementos não forem fornecidos.
16.3. O Cliente obriga-se, sob sua total responsabilidade, a atualizar os dados constantes do número um, sempre que se verifique alguma alteração posterior à celebração do presente contrato, entregando os respetivos documentos comprovativos.
II– Depósito à Ordem
1. Titularidade e Movimentação da Conta de Depósitos à Ordem
1.1. A Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) é individual ou coletiva, consoante tenha, respetivamente, um ou mais Titulares. A Conta coletiva deve ser solidária.
a) Conta individual – tem um só Titular que a pode movimentar, livremente, a débito. A movimentação a crédito pode ser efetuada por qualquer pessoa ou entidade.
b) Conta coletiva:
Conta solidária - tem dois ou mais Titulares, sendo que qualquer um deles pode, por si só, movimentá-la livremente.
1.2. Os termos de movimentação da Conta, apenas poderão ser alterados com a
intervenção de todos os Titulares da Conta e mediante o preenchimento de uma nova Ficha de Assinaturas.
1.3. A inclusão ou exclusão de novos Titulares na Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) depende do consentimento de todos os Titulares.
1.4. A Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) pode ser movimentada a débito por terceiros a quem tenham sido atribuídos, pelos respetivos Titulares, poderes para o efeito. 1.5. A Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) pode ser movimentada a débito por meio de ordens de pagamento, ordens de
transferência, cartões de débito ou qualquer outro meio emitido ou admitido pelo Banco, desde que o Cliente aponha a sua assinatura ou utilize uma combinação de elementos de identificação equiparados à aposição da mesma.
1.6. Para transmitir ao Banco instruções e/ou ordens de movimentação da Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) ou pedido de informação sobre o saldo da mesma, o Cliente pode utilizar meios informáticos, telefónicos, ou quaisquer outros,
autorizados e/ou a autorizar pelo Banco, nos termos e condições em que isso seja especificamente acordado com o Banco. 1.7. O Cliente autoriza o Banco a proceder à gravação ou ao registo, por qualquer meio, das suas ordens ou instruções e a conservar o respetivo suporte pelo tempo que
entender, podendo utilizar tais gravações ou registos, nomeadamente para efeitos de prova.
2.Ordens de Transferência
2.1. As ordens de transferência permitem ao Titular da Conta proceder à transferência de um determinado montante da sua Conta de Depósitos à Ordem (D.O.), que deverá estar suficientemente provisionada, diretamente para uma outra Conta bancária, devidamente identificada, sedeada no Banco
(transferência intrabancária), numa outra instituição de crédito nacional (transferência interbancária nacional) ou numa instituição de crédito situada num outro país
(transferência interbancária internacional),
através dos diferentes canais
disponibilizados pelo Banco, que incluem, entre outros, a utilização de impressos próprios, o serviço EuroBic Net e os Caixas Automáticos da rede Multibanco.
2.2. A ordem de transferência não poderá ser condicional e deverá especificar a quantia determinada a transferir. 2.3. A quantia a transferir poderá ser denominada em euros ou numa outra moeda acordada. Se a moeda da transferência for diferente da moeda da Conta a debitar, processar-se-á uma prévia operação cambial que está sujeita ao pagamento de uma comissão específica, de acordo com o preçário em vigor.
2.4. Para que a transferência possa ser executada, a Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) deverá estar provisionada não apenas com a quantia que é objeto da transferência, mas também com os fundos necessários para o pagamento da comissão relativa à mesma e à inerente operação cambial, se existir.
2.5. A ordem de transferência deve identificar devidamente a Conta a creditar através da indicação do número de Conta, caso se trate de transferência interna; Número de Identificação Bancária (NIB) ou Internacional Bank Account Name (IBAN) ou Bank Identifier Code (BIC/SWIFT), quando se trate de transferência interbancária nacional; IBAN e BIC/SWIFT, no caso de transferência internacional; ou qualquer número/referência acordada com o banco beneficiário, nos casos em que não exista normalização internacional a observar. 2.6. O Titular da Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) tem conhecimento e dá o seu acordo no sentido de que os elementos de identificação mencionados no número anterior são os únicos que devem ser utilizados para a determinação da Conta a creditar, não estando o Banco obrigado a promover a verificação da correspondência com outros elementos de identificação, ainda que os mesmos tenham sido fornecidos pelo Titular da Conta.
2.7. A ordem de transferência não poderá ser revogada depois de recebida pelo Banco. 2.8. A ordem de transferência considera-se recebida quando, emitida através de algum dos canais disponíveis, chega ao poder do Banco, encontrando-se preenchidos todos os requisitos enunciados nos números 2.4. e
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2.9. Se a ordem de transferência for recebida pelo Banco num dia em que este não se encontra aberto ao público ou após as 15 horas de um dia útil, considera-se que a ordem de transferência foi recebida no primeiro dia útil seguinte.
2.10. Se por falta de algum dos requisitos mencionados na presente cláusula, a ordem de transferência não puder ser executada, o Banco comunicará ao Titular a recusa da mesma, com indicação do respetivo motivo, o mais rapidamente possível.
2.11. A ordem de transferência cuja execução tenha sido recusada considera-se não recebida.
2.12. Verificados os requisitos previstos na presente cláusula, o Banco assegurará que o montante objeto de ordem de transferência interna seja creditado na Conta do
beneficiário no próprio dia da receção da ordem de transferência transmitida pelo Titular.
2.13. Verificados os requisitos previstos na presente cláusula, o Banco assegurará que o montante objeto de ordem de transferência interbancária seja creditado na Conta do Banco do beneficiário:
a) Até ao final do primeiro dia útil seguinte após o momento da receção da ordem de transferência transmitida pelo Titular, nas transferências interbancárias nacionais; b) Até ao final do primeiro dia útil seguinte após o momento da receção da ordem de transferência transmitida pelo Titular, nas transferências interbancárias internacionais, em euros para Contas sedeadas em países da zona SEPA (Single European Payments Area);
c) Até ao final do quarto dia útil seguinte após o momento da receção da ordem de transferência transmitida pelo Titular, nas transferências interbancárias internacionais para a União Europeia envolvendo conversão de moeda.
2.14. No caso da ordem de pagamento ter sido emitida pelo Titular em suporte de papel, os prazos referidos no número anterior podem ser prorrogados por mais um dia útil.
2.15. No caso em que a data prevista para o crédito da Conta do Banco do beneficiário recaia num dia feriado dos sistemas de liquidação de transferências (situação que ocorre no dia 26 de dezembro e na
segunda-feira seguinte ao domingo de Páscoa), aquele crédito só poderá ser efetuado no primeiro dia útil seguinte.
2.16. Sem prejuízo do estipulado nos números 2.12. e 2.13. da presente cláusula, a ordem pode ser emitida pelo Cliente, quer em operações isoladas quer em operações periódicas, para ser executada numa data determinada, considerando-se, para todos os efeitos, a ordem recebida nessa data desde que se encontrem preenchidos todos os requisitos enunciados nos números 2.4. e 2.5. da presente cláusula. Neste caso, a ordem pode ser revogada até ao final do dia útil anterior à data determinada para a sua execução.
2.17. É da responsabilidade do Banco do beneficiário o cumprimento das disposições legais relativas ao crédito na Conta do seu Cliente.
2.18. Nos casos em que, já tendo sido debitada a Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) do Cliente, se verifique a devolução do montante da transferência, designadamente por iniciativa do beneficiário ou do Banco deste, tal montante será creditado na Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) do Titular no dia da receção do mesmo pelo Banco, que informará o titular da devolução e do motivo que lhe tiver sido transmitido pelo Banco do beneficiário.
2.19. Em extrato enviado periodicamente ao Titular por escrito, serão indicadas todas as transferências efetuadas no período a que o extrato respeita, contendo uma referência que permita ao Cliente identificar cada operação e informação sobre o respetivo montante, a data do débito, os encargos cobrados e, sendo caso disso, a taxa de câmbio aplicada.
2.20. A responsabilidade, perante o Titular, pela execução correta da ordem de transferência por si emitida cabe ao Banco, competindo a este, no caso de não execução ou execução deficiente da ordem de transferência, reembolsar o Titular, sem atrasos injustificados, do montante da transferência não executada ou incorretamente executada e, se for caso disso, repor a Conta de pagamento debitada na situação em que estaria se não tivesse ocorrido a execução incorreta da ordem de transferência.
2.21. Para além da responsabilidade prevista no número anterior, o Banco é
responsável perante o Titular da Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) por quaisquer encargos cuja responsabilidade lhe caiba e por quaisquer juros a que esteja sujeito em consequência da não execução ou da execução incorreta da ordem de transferência.
2.22. No caso da ordem de transferência não ter sido executada ou de ter sido executada incorretamente,
independentemente da responsabilidade referida nos números 2.20. e 2.21. do presente ponto, o Banco deve, se tal lhe for solicitado, envidar imediatamente esforços para rastrear a operação e notificar o Titular da Conta dos resultados obtidos.
2.23. Se o Banco provar que executou corretamente a ordem de transferência, demonstrando que o Banco do beneficiário recebeu o montante da transferência, a responsabilidade pela execução correta da transferência perante o beneficiário caberá ao Banco do beneficiário.
3. Débitos Diretos
3.1. O Banco disponibiliza ao Cliente a possibilidade de efetuar pagamentos de bens e serviços fornecidos por terceiro (credor), através de débito da sua Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) de acordo com uma autorização de débito previamente emitida por si (autorização de débito em Conta) ou numa instrução de cobrança remetida pelo credor.
3.2. A autorização de débito em Conta consiste, assim, no consentimento expresso do Titular para permitir débitos diretos na sua Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) em resultado de instrução de cobrança remetida pelo credor, podendo respeitar a um único pagamento ou a uma série de pagamentos escalonados no tempo (operações
reiteradas).
3.3. O Titular só poderá emitir a autorização de débito em Conta depois do credor lhe facultar as seguintes referências para débitos diretos: Identificação do credor e Número de autorização.
3.4. A autorização de débito em Conta pode ser emitida pelo Titular por diversos meios, entre os quais meios eletrónicos ou em documento escrito e assinado, entregue diretamente ao Banco ou ao credor, nos termos das disposições legais e regulamentares aplicáveis.
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Titular poderá estabelecer um limite máximo do montante de cada um dos débitos e um limite temporal para as operações reiteradas. 3.6. No caso do montante indicado pelo credor na instrução de cobrança ultrapassar o limite a que se refere o número anterior, o Banco não efetuará o débito, procedendo à rejeição da instrução de cobrança remetida pelo credor.
3.7. Independentemente da ultrapassagem do limite referido no número 3.5. da presente cláusula, o Titular pode opor-se à execução de um determinado débito, desde que o comunique ao Banco até às 15 horas do dia útil anterior à data prevista para a execução do débito nos termos do acordo com o credor.
3.8. A responsabilidade, perante o credor, pela transmissão correta da instrução de cobrança ao Banco, cabe ao Banco do credor. 3.9. O Cliente deverá ter a sua Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) devidamente provisionada até ao final do dia anterior à data acordada com o credor para a execução do débito; no caso de falta ou insuficiência de provisão, o débito não será efetuado, sendo a instrução de cobrança devolvida ao Banco do credor.
3.10. No caso da instrução de cobrança ter sido remetida corretamente ao Banco, pelo credor ou através do seu Banco, e do débito não ter sido executado ou ter sido
incorretamente executado, cabe ao Banco a responsabilidade perante o Titular nos termos gerais da responsabilidade civil contratual.
3.11. O Cliente poderá, em qualquer momento, proceder ao
cancelamento/inativação da autorização de débito em Conta ou à alteração dos limites referidos no número 3.5. da presente cláusula, pelos meios previstos no número 3.4., mas o cancelamento e a alteração dos limites apenas produzirão efeitos
relativamente aos débitos ainda não efetuados.
3.12. Em extrato enviado periodicamente ao Titular por escrito, serão indicados todos os débitos diretos efetuados no período a que o extrato respeita, contendo uma referência que permita ao Cliente identificar cada operação e informação sobre o respetivo montante, a identidade do credor, a data do débito, os encargos cobrados e, sendo caso disso, a taxa de câmbio aplicada.
3.13. Efetuado o débito, o Cliente poderá, no prazo máximo de 13 (treze) meses a contar da data do mesmo, apresentar ao Banco uma reclamação com fundamento na inexistência ou incorreta execução da autorização de débito em conta.
3.14. Apresentada a reclamação referida no número anterior, o Banco deverá exibir a autorização de débito em conta, solicitando-a, se a não tiver em seu poder, ao credor ou ao Banco deste, e, no caso de a autorização de débito em Conta não existir ou de os respetivos termos não permitirem o débito efetuado, a Conta do Cliente deverá ser reposta na situação que existiria se o débito não tivesse sido efetuado.
3.15. Independentemente da faculdade prevista no número 3.13. da presente cláusula, o Titular poderá exigir o reembolso do montante debitado, se apresentar o respetivo pedido ao Banco no prazo de 8 (oito) semanas a contar da data do débito, fornecendo para o efeito, a entidade credora, o valor da cobrança e a data da mesma, e desde que se encontrem reunidas as seguintes condições:
a) A autorização de débito em conta não especificar o montante exato a debitar; b) O montante debitado exceder o montante que o Titular poderia razoavelmente esperar com base no seu perfil de despesas anterior e nas circunstâncias específicas do caso. 3.16. Se o Banco o solicitar, o Titular deverá fornecer os elementos factuais referentes às condições especificadas no número anterior.
3.17. No prazo de 10 (dez) dias úteis a contar da receção de um pedido de reembolso nos termos do número 3.15. da presente cláusula, o Banco reembolsará a totalidade do montante debitado ou apresentará uma justificação para recusar o reembolso, indicando os organismos para os quais o Titular pode remeter a questão, se não aceitar a justificação apresentada pelo Banco.
4. Créditos em Conta
As datas-valor e datas de disponibilização de crédito em Conta serão atribuídas em conformidade com a lei e normativos aplicáveis, podendo o Banco estabelecer em cada momento um regime mais favorável. 5. Taxas de Juros
5.1. As taxas de juro em vigor são as que constarem do Preçário que em cada
momento se encontrar disponível nas Agências do Banco e/ou no site que o mesmo disponibiliza na Internet, de acordo com a regulamentação do Banco de Portugal.
5.2. As partes acordam que o Banco poderá modificar as taxas de juro e as comissões quando, por disposição legal, determinação administrativa ou condições de mercado (desde que neste último caso, e para as comissões, não haja impedimento legal), houver alteração das taxas e comissões em vigor, sendo essas alterações comunicadas ao Cliente nos termos da regulamentação aplicável.
6. Débitos em Conta
O Cliente autoriza desde já o Banco a debitar em Conta as importâncias correspondentes a comissões, impostos, portes e todos os encargos inerentes aos contratos celebrados ou deles decorrentes, bem como referentes aos serviços prestados por solicitação sua. 7. Comissão de Manutenção
7.1. Pela utilização da Conta de Serviços Mínimos Bancários o Banco cobrará o valor anual máximo correspondente a 1% do valor do indexante dos apoios sociais.
7.2. Caso se apure que o Cliente é titular de outra conta bancária em instituição de crédito durante a vigência do presente contrato, o Cliente será responsável pelo pagamento dos encargos previstos para uma conta de depósito bancário normal em uso no Banco, bem como os encargos
habitualmente associados à prestação dos serviços entretanto disponibilizados nos termos do número 4.2. do Ponto I – Disposições Comuns, previstos em preçário, sem prejuízo do Banco proceder ao
encerramento da Conta de Serviços Mínimos Bancários conforme definido no número 8.2. infra deste ponto.
8. Prazo, Cessação do Contrato e Encerramento da Conta de Depósitos à Ordem
8.1. O presente contrato é celebrado por tempo indeterminado.
8.2. O Banco poderá resolver o presente contrato, quando:
a) O Cliente utilizou deliberadamente a Conta de Serviços Mínimos Bancários para fins contrários à Lei;
b) O Cliente não realizou quaisquer operações de pagamento durante, pelo menos, 24 meses consecutivos;
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c) O Cliente prestou informações incorretas para obter a Conta de Serviços Mínimos Bancários, quando não preenchia os requisitos de acesso à mesma;
d) O Cliente deixou de ser residente legal na União Europeia, não se tratando de um consumidor sem domicílio fixo ou requerente de asilo ao abrigo da Convenção de Genebra de 28 de julho de 1951, relativa ao Estatuto dos Refugiados e do respetivo Protocolo de 31 de janeiro de 1967, bem como de outros tratados internacionais pertinentes; e) O Cliente, durante a vigência do presente contrato, for titular de uma outra conta de depósito à ordem numa instituição de crédito em Portugal.
8.3. A resolução do presente contrato, por iniciativa do Banco, produz efeitos imediatos quando fundamentada por uma das
situações previstas na alínea a) e c) da cláusula 8.2. Nos casos abrangidos pelas alíneas b), d) e e) da cláusula 8.2, a resolução produzirá os seus efeitos 60 (sessenta) dias após a data em que o Banco comunicar ao Titular a resolução do presente contrato. Caso se verifique a resolução do presente contrato, as obrigações do Cliente e
eventuais garantias mantêm-se em vigor até que sejam satisfeitos todos os créditos do Banco sobre aquele.
No prazo máximo de 10 (dez) dias após a receção da comunicação escrita de encerramento de Conta de Depósitos à Ordem (D.O.), o Cliente obriga-se a entregar ao Banco todos os meios de pagamento ou de movimentação da Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) que lhe tenham sido entregues para movimentação desta.
8.4. Salvo se a resolução do presente contrato tiver sido fundamentada pela alínea b) da cláusula 8.2, o Banco poderá exigir ao Cliente o pagamento da diferença entre as comissões, despesas ou outros encargos habitualmente associados à prestação dos serviços mínimos bancários, e as comissões, despesas ou outros encargos suportados pelo titular pelos serviços entretanto disponibilizados.
8.5. Caso o Cliente pretenda pôr termo ao presente contrato e encerrar a Conta de Depósitos à Ordem (D.O.), terá de informar, por escrito, o Banco, com uma antecedência de 1 (um) mês e sem quaisquer encargos, indicando o destino a dar aos fundos depositados na Conta de Depósitos à Ordem
(D.O.).
a) No caso de receção de uma instrução de encerramento da Conta de Depósitos à Ordem (D.O.), o Banco pode declarar o vencimento antecipado da totalidade ou parte das obrigações do Cliente perante o Banco.
b) Logo que comunique a sua vontade de encerrar a Conta de Depósitos à Ordem (D.O.), o Cliente obriga-se a
suspender/entregar imediatamente ao Banco todos os meios de pagamento ou movimentação da Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) que lhe tenham sido entregues para movimentação desta.
c) A Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) não pode ser encerrada pelo Cliente se se verificar alguma das seguintes situações: i. Existência de qualquer ordem ou operação pendente da qual possam emergir créditos ou débitos a lançar na Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) (incluindo ordens permanentes de transferência);
ii. Existência de um saldo devedor da Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) a favor do Banco;
iii. Não devolução pelo Cliente dos meios de pagamento que lhe foram entregues; iv. No caso de Contas coletivas, ausência de acordo de todos os Titulares quanto ao encerramento da Conta;
v. Existência de imposição judicial. 8.6. Se o Cliente não levantar o saldo da Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) até à data fixada para o seu encerramento, o Banco poderá enviar, para a morada de
correspondência indicada no processo de abertura de Conta, um cheque bancário no valor do saldo. Se o cheque for devolvido, o saldo existente na Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) a favor do Cliente é transferido para uma Conta de regularização do Banco, da qual o Cliente pode solicitar o respetivo levantamento.
a) Após o encerramento da Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) o Banco não executará qualquer ordem do Cliente, ou de terceiros, sobre a Conta de Depósitos à Ordem (D.O.).
8.7. Em caso de conhecimento, pelo Banco, do óbito do Titular de uma Conta individual ou de um dos Titulares de uma Conta coletiva, o Banco, nos termos da lei,
procederá ao cativo do saldo ou quota-parte do saldo que se presume da titularidade do
falecido até prova, por parte dos herdeiros, do cumprimento das obrigações fiscais. 8.8. Os encargos regularmente faturados pela prestação de serviços de pagamento são apenas devidos pelo Cliente na parte proporcional ao período decorrido até à data de cessação do presente Contrato. Se tais encargos forem pagos antecipadamente, devem ser restituídos na parte proporcional ao período ainda não decorrido.
III - Depósito a Prazo
1. Prazos Renovação e Antecipação 1.1. Os prazos e os montantes mínimos para a constituição e renovação de Contas de Depósitos a Prazo (DP), assim como a remuneração proporcionada pelos mesmos, são os que forem fixados pelo Banco e estiverem em vigor para a generalidade dos Clientes, e que constam de uma Ficha de Informação Normalizada a ser entregue ao Cliente em momento anterior ao da constituição do Depósito a Prazo, sem prejuízo de acordos particulares que venham a ser estabelecidos em cada caso, por escrito ou por meio que venha a ser disponibilizado pelo Banco. Salvo instruções em contrário ou imposição do próprio produto, o montante do depósito será creditado na Conta de
Depósitos à Ordem (D.O.) do Cliente, na data de vencimento.
1.2. Em todos os casos em que ocorra constituição, renovação ou levantamento antecipado, total ou parcial do depósito, o Banco entregará ao Cliente um aviso contendo todas as condições acordadas. 1.3. Nos casos em que à renovação de Contas de Depósitos a Prazo sejam aplicáveis condições distintas daquelas que se encontram em vigor, o Banco informará o Cliente das alterações introduzidas com antecedência não inferior a 5 (cinco) dias para o exercício, por parte deste, da oposição à renovação.
1.4. A mobilização antecipada implica penalização na taxa de remuneração nas condições acordadas no momento da sua constituição.
2. Conta Poupança Habitação 2.1. A solicitação do Cliente - pessoa singular - pode o Banco abrir Contas de depósito a prazo, de acordo com o regime específico legalmente estabelecido, desde que reunidas as condições legais
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2.2. Os montantes mínimos de abertura de Conta, as entregas subsequentes, sua periodicidade e taxas, constarão do Preçário do Banco.
3. Conta Poupança-Reformado 3.1. A solicitação do Cliente - pessoa singular – na situação de reformado, pode o Banco abrir Contas de depósito a prazo de acordo com o regime específico legalmente estabelecido, desde que reunidas as condições legais necessárias. 3.2. A abertura da Conta depende da comprovação da situação de reformado. 3.3. Os montantes mínimos de abertura de Conta, as entregas subsequentes, sua periodicidade e taxas, constarão do Preçário do Banco.
IV – Outras Contas 1. Conta de Menores
1.1. A Conta de menor é uma Conta individual, aberta em nome do menor, por iniciativa do(s) seu(s) representante(s) legal(is) ou por terceiros mediante a subscrição de declaração com cláusula de exclusão de administração por parte daqueles.
1.2. As ordens de transferência podem ser dadas para qualquer outra Conta e terão de ser sempre subscritas pelo(s)
representante(s) legal(ais) do menor, tal como referido na Ficha de Assinaturas, com indicação de que os montantes transferidos se destinam à aquisição de bens para o menor.
1.3. Os levantamentos por caixa terão de ser sempre subscritos pelo(s)
representante(s) legal(ais) do menor, tal como referido na Ficha de Assinaturas, com indicação de que os montantes levantados se destinam à aquisição de bens
indispensáveis à subsistência do menor. 1.4. Para os Clientes que não atingiram a maioridade, a atribuição de Cartões de Débito obriga a assinatura de termo de responsabilidade e autorização, para a movimentação da Conta de Depósitos à Ordem associada, por parte do
representante legal do menor. 1.5. Na data em que o menor adquirir capacidade de administração da sua pessoa e bens, deixarão de produzir efeito as condições gerais da presente cláusula, passando a Conta de Depósitos à Ordem (D.O.) a regular-se pela totalidade das
condições gerais que lhe são aplicáveis, nomeadamente após o titular declarar aceitar e vincular-se às mesmas.
V - Condições de Utilização do Serviço EuroBic Net
1. Preliminares
1.1. O serviço EuroBic Net é um meio de comunicação alternativo entre o Cliente e o Banco, que permite o acesso a informação sobre determinados Produtos e Serviços, a realização de operações bancárias de consulta e/ou de movimentação de Contas, bem como a realização de operações de compra, venda, subscrição ou resgate sobre produtos ou serviços disponibilizados, por via telefónica e/ ou Internet e/ou por outras formas de acesso remoto que venham a ser definidas pelo Banco.
1.2. Sem prejuízo do disposto no número anterior, o Cliente pode efetuar todas as consultas e/ou ordenar a execução das operações que o Banco facultar, em cada canal, em cada momento, constantes de uma lista de consultas/operações disponíveis, publicitada pelo Banco. Cabe exclusivamente ao Banco autorizar as prerrogativas de acesso.
1.3. Às condições de utilização do serviço EuroBic Net, que se rege pelas disposições seguintes, pelos Preliminares supra e pelas Condições Particulares, serão
subsidiariamente aplicáveis as Condições Gerais de Abertura de Conta de Depósito - Particulares.
2. Elementos de Identificação e Segurança
2.1. Para ativar, aceder e/ou utilizar o Serviço, o Cliente tem de se identificar com: a) Número de contrato: código único, pessoal e intransmissível e que permite ao Cliente ativar o Serviço;
b) Chave de ativação: código secreto, único, pessoal e intransmissível, que permite ao Cliente concretizar a ativação do Serviço; possibilita, ainda, utilizar o Serviço via telefone, em conjunto com outros códigos, enquanto não for definida a password de 2º nível;
c) Utilizador: elemento de identificação pessoal e intransmissível que identifica o Cliente em todas as utilizações do Serviço. Será definido um Utilizador para cada um dos canais disponibilizados pelo Banco; d) Password: código secreto, pessoal e
intransmissível, definido pelo Cliente e que, em conjunto com o Utilizador, permite utilizar o Serviço via Internet;
e) Password de 2º nível: código secreto, pessoal e intransmissível, definido pelo Cliente na Internet, que permite: - Utilizar o Serviço por via telefónica; - Ordenar a execução de operações via Internet que envolvam alterações no património financeiro do Cliente; 2.2. O Cliente obriga-se a garantir a segurança de todos os seus códigos, bem como a sua utilização rigorosamente pessoal e direta.
3. Acesso
3.1. Para aceder e utilizar o serviço EuroBic Net, o Cliente deve identificar-se:
a) Via Internet: Utilizador e password; b) Via telefónica: Utilizador e chave de ativação ou, em vez desta, a password de 2º nível, quando já definida;
c) Via outros canais: a definir pelo Banco. 3.2. O Banco, para preservar a integridade do património do Cliente, poderá bloquear o acesso ao Serviço, designadamente, quando: a) Existam dúvidas razoáveis sobre a identidade da pessoa que está a tentar aceder;
b) Se verifique um número de tentativas de acesso falhadas a definir pelo Banco. 4. Contas
4.1. Ao pedir o acesso ao serviço EuroBic Net o Cliente terá acesso automático à Conta de Depósito à Ordem (D.O.) indicada no pedido de adesão ao Serviço e às Contas e Produtos à mesma associados, bem como a todas as outras Contas bancárias de que o Cliente seja Titular e/ou cotitular no Banco e Contas e Serviços às mesmas associados. 4.2. Sem prejuízo do disposto no número anterior, o Cliente poderá, em qualquer altura, adicionar e/ou remover o acesso a qualquer Conta de que seja e/ou venha a ser Titular e/ou cotitular no Banco.
4.3. Mediante solicitação do Cliente pode o Banco disponibilizar o extrato de Conta por via eletrónica, assumindo o Cliente, nesse caso, a obrigação de o consultar com a periodicidade necessária à apresentação de qualquer eventual reclamação. As eventuais reclamações devem ser apresentadas dentro de um prazo nunca superior a 13 (treze) meses a contar da data do débito. 5. Execução de Operações
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ordenadas pelo Cliente desde que a Conta sobre a qual as operações serão efetuadas apresente saldo suficiente para o efetivo cumprimento, salvo se previamente tiver sido contratado entre o Banco e o Cliente a faculdade de saque a descoberto.
5.2. O horário dentro do qual podem ser realizadas operações bancárias através do serviço EuroBic Net é o que em cada momento for divulgado pelo Banco, podendo ser fixados limites de horário para efeitos de determinação da data em que cada operação é efetuada e sua consequente data-valor. 5.3. O Banco reserva-se o direito de exigir confirmação escrita de qualquer operação bancária solicitada por via do serviço EuroBic Net, não executando esta até receber a confirmação.
5.4. O Banco não dará cumprimento a ordens recebidas por via do serviço EuroBic Net quando existam dúvidas sobre a identificação da pessoa que está a transmitir a ordem ou quando esteja em causa a segurança das comunicações ou do sistema. 5.5. O Banco poderá impedir ou introduzir limitações à realização de determinado tipo de operações bancárias através do Serviço, sempre que tal seja imposto ou
recomendado em virtude da aplicação das disposições legais vigentes no território ou estado de residência/nacionalidade do Cliente.
5.6. O Cliente autoriza o Banco a preencher e validar todos os documentos necessários à efetiva realização e liquidação das
operações bancárias dadas através do serviço EuroBic Net.
5.7. Para executar operações que envolvam alteração no património financeiro do Cliente será sempre exigida, na Internet, a
password/palavra passe de 2º nível. 5.8. A ordem de pagamento depois de recebida pelo Banco tem caráter irrevogável. 5.9. O Banco poderá estabelecer limites diários para realização de operações ordenadas através do serviço EuroBic Net que envolvam alterações no património financeiro do Cliente.
6. Responsabilidade
6.1. Em caso de apropriação indevida por terceiros, facilitação dessa apropriação e/ou em caso de divulgação dos elementos que permitem o acesso e a realização de consultas e/ou execução de operações, o Cliente deve de imediato comunicar ao
Banco a ocorrência, por carta, fax, telefone ou presencialmente nas Agências, de acordo com o estabelecido em 6.7..
6.2. Em qualquer situação que indicie que terceiros não autorizados tenham acedido ao Serviço, bem como sempre que o Cliente verifique o registo, na sua Conta, de transações não consentidas ou a existência de erros ou irregularidades na efetivação de operações, deve o Cliente dar de imediato conhecimento do facto ao Banco, nos termos do número anterior.
6.3. O Cliente assume todos os prejuízos resultantes da utilização do serviço EuroBic Net por terceiros caso tenha, por qualquer forma, divulgado qualquer dos elementos referidos em 2., ou facilitado o seu conhecimento.
6.4. O Banco apenas é responsável pelos prejuízos decorrentes da utilização abusiva do serviço EuroBic Net por terceiros, ocorridos após a receção de comunicação efetuada nos termos definidos em 6.1.. 6.5. O Banco não será, em caso algum, responsável pelos prejuízos derivados de erros de transmissão, deficiências técnicas, interferências ou desconexões ocorridas por via e no âmbito dos sistemas de
comunicação utilizados para a prestação do Serviço, salvo quando tal resulte de facto imputável ao Banco.
6.6. Dado o caráter pessoal e
intransmissível dos elementos referidos em 2., qualquer operação realizada por terceiros, quando tal resulte de consentimento ou culpa do Cliente, entende-se realizada pelo próprio Cliente.
6.7. As comunicações do Cliente ao Banco aludidas em 6.1. podem ser efetuadas por carta, fax ou telefone, para os endereços e números indicados no folheto que contém a Chave de Ativação. Qualquer alteração dos mesmos só se torna efetiva após
comunicação ao Cliente.
6.8. O Cliente obriga-se a manter a confidencialidade dos elementos de
identificação bem como a zelar pelo seu bom uso, sendo plenamente responsável por todas as consequências que decorram do seu emprego e utilização.
7. Autorizações
Como forma de salvaguarda da segurança das operações realizadas, o Cliente autoriza, de forma irrevogável, a:
7.1. Gravar as conversas telefónicas
mantidas entre ambos;
7.2. Proceder ao arquivo, pelo tempo que entender conveniente e for legalmente admissível e em suporte magnético ou outro, das chamadas telefónicas ou quaisquer outras comunicações ao abrigo e no âmbito deste contrato;
7.3. Utilizar gravações telefónicas ou registos informáticos como meio de prova para qualquer procedimento judicial que venha a existir, direta ou indiretamente, entre as partes.
8. Eficácia
8.1. As ordens transmitidas pelo Cliente e executadas pelo Banco gozarão de plenos efeitos jurídicos, não podendo o Cliente alegar falta de assinatura para o cumprimento das obrigações assumidas nessas ordens.
8.2. Fica expressamente acordado entre as partes, que as combinações dos elementos de identificação definidas têm o valor jurídico equiparado à assinatura do Cliente. São perfeitamente válidas e eficazes as ordens e instruções transmitidas ao Banco em conformidade com o estabelecido, reconhecendo e aceitando o Cliente, sem reservas, as instruções transmitidas e as operações realizadas com a utilização de tais combinações de elementos de identificação. 8.3. Sempre que uma operação seja realizada mediante os procedimentos definidos, presume-se que foi feita pelo Cliente.
9. Suspensão ou Cessação do Serviço 9.1. O Banco reserva-se o direito de suspender ou fazer cessar o acesso ao Serviço por motivos que se relacionem com: a) A segurança do Serviço;
b) A suspeita de utilização não autorizada ou fraudulenta do Serviço.
9.2. O serviço EuroBic Net poderá ficar indisponível por questões de segurança e/ou de manutenção e/ou ainda por força de necessidades e/ou falhas técnicas, derivadas de interferências, interrupções, desconexões ou outros motivos que se produzam como consequência de avarias, sobrecargas, cargas da linha ou qualquer outra eventualidade alheia à vontade do Banco, pelo que o Banco não garante a
operacionalidade do Serviço, a todo o tempo, nem pode ser responsável por quaisquer danos e/ou prejuízos que, direta ou indiretamente, possa ocasionar ao Cliente
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em virtude de tais indisponibilidades. 9.3. No caso referido nos números anteriores, o Banco informará o Titular, verbalmente ou por escrito, do bloqueio da utilização do Serviço e da respetiva justificação, se possível antes do bloqueio ou, o mais tardar, imediatamente após o mesmo, salvo se tal informação não puder ser prestada por razões de segurança objetivamente fundamentadas ou se for proibida por outras disposições legais aplicáveis.
9.4. Logo que deixem de se verificar os motivos que levaram ao bloqueio, o Banco desbloqueará a utilização do Serviço ou substituirá os elementos de identificação e/ou de segurança.
10. Preçário
Independentemente dos custos associados aos meios de comunicação utilizados, o Banco poderá cobrar ao Cliente pela realização de algumas operações através do serviço EuroBic Net os encargos, comissões e despesas constantes do Preçário (Anexo I ao presente contrato) em vigor em cada momento.
11. Incumprimento e Rescisão do Serviço 11.1. O incumprimento por qualquer das partes das obrigações assumidas, nos termos destas condições ou da Lei, constitui motivo de rescisão imediata do Serviço, mediante comunicação à outra parte. 11.2. O contrato poderá ser livremente rescindido por qualquer das partes, por escrito, nos termos e prazos previstos na Cláusula 10 do Ponto II, com as necessárias adaptações.
12. Informação Financeira
A informação disponibilizada pelo Banco tem por base/suporte dados de natureza pública, recolhida de fontes de mercado julgadas como credíveis, sendo meramente retransmitida ou, nalguns casos, objeto de compilação ou análise por técnicos, não implicando, em qualquer caso garantia sobre a sua veracidade nem traduzindo qualquer conselho ou recomendação sobre a conveniência e adequação de quaisquer investimentos ou estratégias de investimento.
A plena e exclusiva responsabilidade por todas as decisões tomadas com base nessa informação cabe ao Cliente. O Banco declina, pois, qualquer responsabilidade por qualquer perda, direta ou consequente, decorrente da
utilização de informação divulgada ou do seu conteúdo.
13. Comunicações
13.1. Quando o repute conveniente e/ou quando expressamente solicitado pelo Cliente, pode o Banco utilizar para o envio de documentação, transmissão de informação ou realização de qualquer comunicação ou notificação que deva ou pretenda efetuar no âmbito do funcionamento da(s) Conta(s) de Depósitos à Ordem., quaisquer meios de comunicação, designadamente, telefone, correio normal ou eletrónico e SMS. 13.2. O Banco não é responsável por atrasos, deficiências, interrupções ou outras anomalias resultantes da utilização dos referidos meios de comunicação ou da receção por pessoa diferente do destinatário de informações e elementos por ele
enviados ao Cliente, salvo se tais situações se ficarem a dever a culpa do Banco. 14. Proteção de Dados Pessoais O mesmo que em I – Disposições Comuns – Ponto 13.
15. Duração
Sem prejuízo do disposto na cláusula 11. supra, o presente contrato vigorará por tempo indeterminado.
16. Vinculação do Cliente
As presentes Condições Gerais considerar-se-ão integralmente lidas e aceites pelo Cliente, sem quaisquer reservas, logo que se verifique um dos seguintes factos:
a) Receção, pelo Banco, de um exemplar destas Condições Gerais devidamente assinado pelo Cliente, e/ou;
b) Ativação do serviço EuroBic Net por qualquer via disponibilizada pelo Banco. VI - Condições Gerais e Específicas de Utilização do Cartão de Débito EuroBic VISA Electron (Particulares)
(A emissão e utilização dos Cartões do Banco regem-se pelo disposto nas cláusulas seguintes, pelas Condições Particulares subscritas pelo Cliente, pelo disposto no Anexo I ao presente Contrato e,
subsidiariamente, pelas Condições Gerais e Particulares de Abertura de Conta de Depósito.)
1. Conceitos Gerais
1.1. O Cartão de Débito, a que se referem as presentes Condições Gerais e Específicas de Utilização, adiante designado
genericamente por Cartão, é propriedade do Banco BIC Português, S.A., matriculado
na Conservatória do Registo Comercial competente, com o número único de Matrícula e de Pessoa Coletiva 503159093, com sede na Avenida António Augusto de Aguiar, n.º 132, 1050–020 Lisboa, adiante designado por Banco.
2. Emissão
2.1. Os Cartões Banco para Clientes Particulares são pessoais e intransmissíveis, sendo emitidos sempre em nome e a pedido de uma pessoa singular, adiante designada por Titular, que contrata com o Banco a emissão de um ou mais Cartões para sua utilização própria, e que é o único autorizado a utilizá-lo, reservando-se ao Banco o direito de aferir de eventual uso abusivo nos termos deste artigo.
2.2. O Titular deverá preencher e assinar a Proposta de Adesão e aceitar as presentes Condições Gerais e Específicas de Utilização e respetivo Anexo I.
2.3. A emissão de qualquer Cartão Banco para Clientes Particulares dependerá sempre de um pedido prévio do potencial Titular e da sua aprovação pelo Banco.
2.4. O Titular do Cartão é também Titular de uma Conta de Depósitos à Ordem no Banco, que, no caso de Contas coletivas, deverá ser solidária quanto à sua movimentação. 2.5. O Cartão é emitido no âmbito das Redes Nacional Multibanco e VISA Internacional. 2.6. A omissão, inexatidão ou a falsidade das informações prestadas na Proposta de Adesão ao Cartão são da responsabilidade do Titular.
2.7. O Titular obriga-se a comunicar ao Banco quaisquer circunstâncias que modifiquem a sua situação pessoal e/ou patrimonial, afetando a sua capacidade de cumprimento do presente contrato. 2.8. Sempre que o Cartão seja entregue ao Titular em situação de “não ativo”, quando recebido, deve o Titular contactar o Banco e confirmar a receção do Cartão, após o que o mesmo será “ativado”.
2.9. O Cartão deve ser assinado pelo respetivo Titular imediatamente após a sua receção.
2.10. O Contrato somente se considera celebrado quando o Titular recebe o Cartão e uma cópia das Condições Contratuais por ele aceite.
3. Titularidade
3.1. Por Titular ou Titulares do Cartão, entende-se o Primeiro Titular e/ou os Titulares Adicionais.
3.2. O Primeiro Titular do Cartão é a pessoa singular que contrata com o Banco a emissão de um ou mais Cartões, para si ou
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para outrem, adiante designados Titulares Adicionais, e se responsabiliza pelos débitos e encargos decorrentes da sua utilização, sem prejuízo da responsabilidade solidária dos Titulares Adicionais relativamente às dívidas resultantes das transações que efetuem.
3.3. Sem prejuízo das obrigações próprias que decorrem para os Titulares Adicionais, o Primeiro Titular obriga-se a informar os Titulares Adicionais de todas as obrigações decorrentes para o mesmo, destas condições Gerais e Específicas de Utilização, bem como das alterações que nas mesmas se
verifiquem.
3.4. Para efeito do presente contrato, a morada válida relativamente a todos os Titulares é a morada do Primeiro Titular. 3.5. O contrato caducará relativamente aos Titulares Adicionais sempre e logo que se extinga em relação ao Primeiro Titular, seja por que causa for.
4. Validade
4.1. Cada Cartão terá um prazo de validade que figurará impresso na frente do mesmo e não poderá ser utilizado em data posterior à da referida validade.
4.2. O Cartão será automaticamente renovado pelo Banco, desde que o Titular a isso não se oponha, por escrito, nos 30 (trinta) dias que antecedem o termo da validade, mediante o envio de um outro Cartão com novo período de validade. 4.3. Uma vez terminada a validade do Cartão, ou quando o Titular receba um outro Cartão com novo período de validade, deverá proceder imediatamente à inutilização do Cartão anterior e entregá-lo ao Banco devidamente inutilizado.
4.4. O Titular deverá informar o Banco no caso de, tendo expirado o prazo de validade do Cartão em seu poder, não ter ainda recebido o novo.
4.5. O Cartão terá o prazo de validade nele inscrito, não podendo ser utilizado após o último dia do mês nele inscrito.
4.6. Em caso de morte, interdição ou inabilitação do Titular, caduca o direito à utilização do Cartão, devendo os sucessores do Titular e/ou os outros Titulares, no caso de Conta coletiva, proceder de imediato à sua restituição.
5. Regras Operativas
5.1. A utilização de um Cartão só é permitida depois do Primeiro Titular e/ou Titulares Adicionais tomarem conhecimento e aceitarem as presentes Condições Gerais e Específicas de Utilização, bem como o Anexo I ao presente Contrato.
5.2. Para adquirir bens ou serviços através do Cartão, deverá o Titular:
a) Apresentar o Cartão devidamente assinado;
b) Conferir e assinar as faturas ou comprovantes apresentados pelos
estabelecimentos em conformidade com os formulários da VISA Internacional, e guardar uma cópia;
c) Identificar-se, quando tal lhe for solicitado;
d) Fazer uso do PIN (Código Pessoal), se for o caso.
5.3. No caso das transações previstas nos Regulamentos da VISA internacional, para as quais não seja exigido o uso da assinatura ou a introdução do PIN, o disposto no número anterior não é aplicável, designada mas não exclusivamente:
- Operações de baixo valor como o pagamento de portagens e telefones; transações de telemarketing.
5.4. Nas situações descritas no ponto supra o Titular será, igualmente, responsável pelos valores debitados na Conta vinculada ou noutra que a venha a substituir, salvo prova de eventual incorreção do seu débito. 5.5. A assinatura das faturas ou
comprovantes referidos no ponto 5.2., bem como a utilização do PIN, implicará a autorização do débito, na Conta vinculada, ou noutra que a venha a substituir, das importâncias respetivas.
5.6. O Banco não interferirá em quaisquer incidentes ou responsabilidades que ocorram entre o Titular e o estabelecimento ou proprietário da máquina, mesmo as originadas pela recusa da aceitação do Cartão, não se responsabilizando pelas consequências que tais factos possam originar, salvo quando tal resulte de facto imputável ao Banco.
5.7. Os Titulares obrigam-se a não revogar uma instrução que tenha sido dada através da utilização do Cartão e a reconhecerem como exigíveis os débitos que a utilização do mesmo originar, salvo nas condições legal ou contratualmente previstas e sem prejuízo da procedência de eventuais reclamações. 5.8. Sem prejuízo de adotar as medidas que entender convenientes, o Banco não pode ser responsabilizado por qualquer anomalia técnica que ocorra nos Caixas Automáticos ou nos Terminais de Pagamento Automático, pela não aceitação do Cartão em qualquer estabelecimento, por deficiências de atendimento ou inoperacionalidade dos equipamentos ou redes de transmissão de dados, nem pela má qualidade dos bens e
serviços obtidos através da utilização do referido Cartão, ou quaisquer outros incidentes que ocorram entre o Titular e o estabelecimento ou o proprietário do terminal, salvo quando tal resulte de facto imputável ao Banco.
5.9. O Banco permanecerá alheio a todos os incidentes ou litígios que possam suscitar-se entre o Comerciante ou Prestador de Serviços ou os seus representantes, e o Titular do Cartão, bem como a todas as responsabilidades por quaisquer consequências que tais factos possam originar, e só interferirá em caso de litígios respeitantes diretamente à utilização do Cartão ou ao funcionamento do sistema em que opera.
5.10. Todas e quaisquer transações realizadas sem recurso aos referidos serviços de segurança disponibilizados pelo Banco, podem ser recusadas e, realizando-se, são da exclusiva responsabilidade do Titular.
6. Utilização
6.1. Os Cartões Banco permitem ao seu Titular a aquisição de bens e de serviços, bem como o levantamento de dinheiro em todas as ATM e terminais de pagamento dos Sistemas Nacional Multibanco e VISA Internacional. As comissões e taxas aplicadas às diferentes operações encontram-se no Anexo I ao presente Contrato.
6.2. Nos Caixas Automáticos da Rede Nacional Multibanco e VISA Internacional o Cartão de Débito EuroBic VISA Electron permite efetuar levantamentos de numerário a débito.
6.3. Os levantamentos acima indicados, bem como todas as operações financeiras disponíveis nos Caixas Automáticos, e possíveis de realizar com o referido Cartão, serão debitados na Conta de Depósitos à Ordem e condicionados ao saldo existente na altura nessa mesma Conta, bem como aos limites máximos impostos pelos Sistemas, em vigor no momento.
6.4. Nas operações efetuadas no estrangeiro compromete-se o Titular a cumprir, na íntegra, as disposições cambiais em vigor cada momento.
7. Transações em Moeda Estrangeira 7.1. No caso de utilização no estrangeiro, o Titular é obrigado a cumprir integralmente, e quando elas se verifiquem, as disposições cambiais em vigor e os limites que, a cada momento, o Banco de Portugal e/ou o Banco Central Europeu venham a estabelecer para tais operações.
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O Banco comunicará a tais instituições, nos termos que lhe forem impostos pelas normas em vigor, as operações de utilização do Cartão no estrangeiro.
7.2. As transações efetuadas na Zona Euro serão debitadas em Euros.
7.3. As transações efetuadas noutras moedas serão debitadas, em Euros, pelo contravalor que resultar da aplicação da taxa de câmbio praticada pela Rede Internacional à data da compensação financeira e cambial das mesmas.
7.4. Nas transações efetuadas fora da Zona Euro, o Banco poderá cobrar uma comissão de serviço, cujo valor está indicado no Anexo I.
8. Serviço MB NET
8.1. O MB NET é um serviço que permite a realização de compras em ambientes abertos (via Internet, WAP ou Televisão Interativa) com garantias acrescidas de segurança (independentemente do suporte utilizado – computador, telefone, tablet ou outros smart devices) conseguidas pela geração de cartões temporários com os respetivos dados necessários para a realização de um pagamento.
8.2. O cartão temporário é um cartão gerado ao abrigo do serviço MB NET, para fazer pagamentos de compras não presenciais em Comerciantes nacionais e internacionais. 8.3. Para aceder ao MB NET necessita de ser titular de um cartão bancário (de débito ou crédito) emitido pelo Banco e gerar cartões temporários, através da app MBWay. 8.4. Após a adesão ao MB NET, o Titular torna-se responsável pela guarda, utilização e manutenção dos dados gerados, que é pessoal do Titular e intransmissível a terceiros.
8.5. Após a adesão ao MB NET, o Titular compromete-se a utilizar esse serviço de pagamentos em todas e quaisquer transações que venha a efetuar na
realização de compras em ambientes abertos e, ao fazê-lo, autoriza o lançamento na conta de depósito à ordem, caso o serviço seja associado a um cartão de débito; ou na conta-cartão, caso o serviço seja associado a cartão de crédito.
8.6. Caso o Titular negue ter autorizado uma operação de pagamento executada ou alegue que a operação não foi corretamente executada, aplicar-se-ão as regras previstas nas Condições Gerais de Utilização de Cartão de Débito e/ou Crédito.
8.7. Após a adesão do Titular ao MB NET, o Banco poderá vir a inviabilizar a realização de compras em ambientes abertos, por
motivos de segurança do Titular, e nos casos em que se verifique que este não utiliza aquele serviço.
8.8. O prazo de validade da ativação do MB NET (i) é igual ao prazo de validade do cartão utilizado para a sua adesão, (ii) caso o cartão bancário (de débito ou crédito) expire e houver uma substituição por outro cartão bancário de mesmo tipo, a sua adesão ao MB NET é automaticamente renovada, (iii) caso o cartão bancário seja cancelado (antes da data de expiração), a adesão ao MB NET é também cancelada.
8.9. O Titular pode a qualquer momento efetuar o cancelamento do MB NET através da app MBWay.
9. Serviço MB Way
9.1. Os titulares de cartões emitidos pelo Banco, podem associar os mesmos à solução MB Way, desenvolvida e mantida pela SIBS, e cuja utilização pressupõe a aceitação das CGU específicas do serviço, em vigor a cada momento e disponíveis para consulta na própria App MB Way.
10. Pagamentos
10.1. O Titular obriga-se a ter sempre saldo suficiente na Conta de Depósitos à Ordem associada, para cobrir os débitos
ocasionados pela utilização do Cartão, pelo que autoriza o Banco a debitar a referida Conta de Depósitos à Ordem, ou outra que a venha a substituir, pelo valor dos
pagamentos efetuados com o Cartão e pelo valor do seu custo de funcionamento. 11. Segurança
11.1. O Titular é responsável pela guarda, utilização e manutenção corretas do Cartão e dos pressupostos de segurança
personalizados, nomeadamente, o PIN (Código Pessoal), não podendo facultar nem facilitar o seu uso a terceiros.
11.2. Para evitar o uso fraudulento dos Cartões EuroBic para Clientes Particulares, deverão ser tomadas as seguintes precauções:
a) O Titular deverá assinar o Cartão logo após a sua receção, mesmo que não haja o propósito de o utilizar de imediato; b) A cada Cartão será atribuído um PIN, necessário para o acesso aos Caixas Automáticos das Redes Nacional Multibanco e VISA Internacional, aos Terminais de Pagamento Automático, ou em outras circunstâncias em que tal lhe seja solicitado, o qual deverá ser mantido secreto.
c) O PIN original poderá ser alterado em qualquer Caixa Automático da Rede
Multibanco, não devendo estar relacionado com os documentos de identificação pessoal.
11.3. O Cartão, quando concedido, poderá ser confiado ao seu Titular em data diferente à da entrega do número de PIN, necessário para o acesso aos Caixas Automáticos e para alguns Terminais de Pagamento Automático.
11.4. O PIN é facultado pelo Banco exclusivamente ao Titular do Cartão respetivo; os demais códigos, elementos identificativos e números de Cartão virtual obtidos em serviços associados ao Cartão são do seu conhecimento privativo,
constituindo a sua identificação para efeitos de utilização nos sistemas eletrónicos referidos na cláusula supra, e não devem ser registados no Cartão ou em algo que o Titular transporte consigo, nem por qualquer forma ficar acessível a terceiros, devendo para isso memorizá-lo, sendo o Titular responsável pelo uso do Cartão com utilização do PIN.
11.5. Caso não sejam tidas em consideração as precauções acima mencionadas o Titular será sempre responsável pelas transações ocorridas naquelas condições.
11.6. O Banco reserva-se o direito de cancelar o Cartão sem aviso prévio, substituindo-o por um novo, com nova numeração, sempre que tal decorra de razões de proteção do Titular ou ligadas ao sistema operativo de Cartões. Esta
substituição não implica qualquer custo para o Titular.
12. Anuidade
12.1. A emissão, bem como a renovação dos Cartões EuroBic para Clientes Particulares, implicará o pagamento de um preço anual, denominado por anuidade, estipulado pelo Banco, ficando este autorizado a debitá-lo na respetiva Conta de Depósitos à Ordem associada, ou noutra que a venha a
substituir. O valor das anuidades dos Cartões EuroBic para Clientes Particulares encontra-se estipulado no Anexo I ao preencontra-sente Contrato.
12.2. O cancelamento por incumprimento ou renúncia à utilização do Cartão por parte do Titular, após o período de reflexão referido no ponto 16 das presentes Condições Gerais, nunca será motivo de reembolso, mesmo que parcial, dos custos da anuidade. 12.3. Nos casos em que o Titular não