Conselho da União Europeia Bruxelas, 18 de julho de 2018 (OR. en) 11244/18 COMPET 525 IND 200 NOTA PONTO "I/A"
de: Secretariado-Geral do Conselho
para: Comité de Representantes Permanentes (2.ª Parte)/Conselho
Assunto: Acompanhamento da Estratégia Industrial - Quadro de Indicadores
respeitantes à Competitividade Industrial
1. Nas suas conclusões de 12 de março de 2018, o Conselho (Competitividade) salientou a necessidade de acompanhar a execução dos objetivos da política industrial e das tendências na evolução da indústria da UE com indicadores adequados.1
2. O Grupo de Alto Nível sobre Competitividade e Crescimento (GAN) foi mandatado pelo Conselho para facilitar o estabelecimento de um instrumento de acompanhamento viável para avaliar a competitividade industrial da UE. Na sequência deste mandato, em 26 de abril de 2018, o GAN discutiu um quadro de indicadores gerais, que deve ser considerado como um contributo para o trabalho em curso relativo a um mecanismo de acompanhamento de pleno direito, com base num documento do Trio de Presidências (Estónia, Bulgária, Áustria).2 Na sequência deste debate, os Estados-Membros também apresentaram observações por escrito.
1 Doc. 7037/18.
3. Em 17 de julho de 2018, o Trio de Presidências finalizou uma nota que refletia, tanto quanto possível, o resultado do extenso debate no GAN e as reações comunicadas pelos Estados--Membros. Essa nota é apresentada no anexo ao presente documento.
4. Convida-se, por conseguinte, o Comité de Representantes Permanentes (2.ª Parte) a
recomendar ao Conselho que, como ponto "A" da ordem do dia, adote o projeto de conclusões na versão constante do anexo ao presente documento.
ANEXO ACOMPANHAMENTO DA ESTRATÉGIA INDUSTRIAL –
QUADRO DE INDICADORES RELATIVO À COMPETITIVIDADE INDUSTRIAL
O Conselho saudou a Comunicação da Comissão intitulada "Investir numa indústria inteligente, inovadora e sustentável: Uma nova estratégia para a política industrial da UE" como um primeiro passo na direção certa3 e também salientou a necessidade de acompanhar a execução da política industrial e as tendências no
desenvolvimento da indústria da UE através de indicadores apropriados4. O Grupo de Alto Nível sobre
Competitividade e Crescimento (GAN) foi mandatado pelo Conselho para facilitar o estabelecimento de um instrumento de acompanhamento viável para avaliar a competitividade industrial da UE.
A presente nota contém as sugestões do GAN para um quadro geral de indicadores e deverá ser considerada como um contributo para o trabalho em curso relativo a um mecanismo de acompanhamento de pleno direito. Está estruturada do seguinte modo: 1. Princípios, 2. Estrutura, 3. Proposta de Indicadores. Como o número de indicadores utilizados deve ser limitado, a lista de indicadores proposta só pode dar algumas indicações e, portanto, não fornece um quadro exaustivo. Os detalhes e as definições constam do anexo.
1. Princípios
O quadro de indicadores será escolhido com base em dados existentes do Eurostat e noutras fontes oficiais de dados e incluirá o seguinte conjunto de princípios:
• concentrar-se nas dimensões mais relevantes da competitividade industrial
• alta qualidade estatística em termos de medição e pontualidade
• No que diz respeito aos dados disponíveis: concentrar-se na comparação da UE com os principais parceiros mundiais, para além da comparação intra-UE (pode ser acrescentada como um elemento complementar)
3 Doc. 15223/17.
• destacar também as áreas que necessitam de melhorar a competitividade
• dado o seu importante papel de comunicação, o conjunto de indicadores consistirá num número limitado de indicadores simples e diretos.
Uma interpretação isolada dos indicadores seria enganadora – especialmente porque a transformação digital em curso, assim como a automação, mudam a natureza do emprego e do crescimento económico.
Conclusões significativas só podem ser tiradas de indicadores utilizados em combinação. Por conseguinte, o conjunto de indicadores principais deve ser complementado com indicadores específicos relacionados com políticas. O GAN apresenta uma proposta para um conjunto de possíveis indicadores relacionados com políticas, que devem ser considerados como um ponto de partida para futuras adaptações e alterações flexíveis. São urgentemente necessários mais esforços para melhorar a comparação extra-UE.
Considerando o papel destacado dos serviços para o setor transformador (terciarização), a presente nota também considera serviços selecionados em áreas relevantes. A falta de dados atempados sobre a produção conjunta da indústria transformadora e dos serviços5 não permite um acompanhamento direto do papel dos
serviços. Por conseguinte, apenas um substituto aproximado para serviços relacionados com a indústria NACE/ISIC6 G-N (Serviços da Economia Empresarial) pode ser usado nesta fase (ver tabela no anexo II).
Uma investigação mais aprofundada neste domínio seria da maior importância para proporcionar uma melhor e mais precisa compreensão do papel crescente dos serviços, de modo a garantir um instrumento de acompanhamento viável, que ajudaria a criar uma resposta política adequada para apoiar esses
desenvolvimentos estruturais. Por conseguinte, os trabalhos devem continuar no sentido de uma base conceptual concreta e do desenvolvimento de indicadores adequados pelo Eurostat.
5 Os dados baseados na Base de Dados Mundial sobre Insumos-Produtos (WIOD) só se encontram disponíveis até 2014 e como tal não satisfazem as exigências do presente exercício.
6 NACE: Nomenclatura Estatística das Atividades Económicas na União Europeia ISIC: Classificação Industrial Internacional Tipo
2. Estrutura
Propomos uma estrutura de indicadores em várias camadas: 1. Indicadores principais com foco em resultados no setor industrial
2. Investimentos como um fator facilitador fundamental
3. Os projetos da UE/nacionais devem estimular as atividades de investimento (por exemplo, UMC, FEIE, PQ9, política de coesão, projetos importantes de interesse europeu comum a nível da UE).
4. Indicadores relacionados com políticas para captar o desempenho da UE e dos seus Estados-Membros nos domínios com base na Comunicação sobre uma estratégia política industrial renovada7.
7 COM (2017) 479 final.
A pirâmide deve servir como um instrumento de acompanhamento viável, que avalia a execução da política industrial e as tendências no desenvolvimento da indústria da UE. Na medida em que se disponham de dados, a UE será comparada com os concorrentes mundiais (por exemplo, a China, os EUA, o Japão e a Coreia). A fim de tirar conclusões profundas e de ter em conta a transformação industrial em curso, as diferentes camadas da pirâmide devem complementar-se entre si.
3. Lista de indicadores
Com base numa ampla consulta aos Estados-Membros, às partes interessadas e à Comissão Europeia, o conjunto de indicadores consistirá na lista não exaustiva abaixo ilustrada:
I) Indicadores principais:
Valor acrescentado da indústria transformadora per capita (em US $ correntes) Valor bruto
acrescentado % anual de variação
Indústria transformadora (NACE/ISIC C); Serviços prestados às empresas (NACE/ISIC G-N) Valor acrescentado bruto por pessoa empregada
preços constantes; Variação em % (média móvel de 5 anos),
Indústria transformadora (NACE/ISIC C); Serviços prestados às empresas (NACE/ISIC G-N) Número de empregados (conceito doméstico) (% anual de variação)
Indústria transformadora (NACE/ISIC C), Serviços prestados às empresas (NACE/ISIC G-N) Quota-parte do mercado mundial de produtos industriais exportados (%)
II) Indicadores sobre investimentos relacionados com a indústria Formação Bruta de Capital Fixo em % do PIB – Total
Despesa bruta em I&D em % do PIB, Setor Empresarial e Total
Taxa de investimento (investimento/valor total acrescentado ao fator de custo) em %, Indústria transformadora
III) Indicadores relacionados com políticas
No que diz respeito aos domínios relacionados com as políticas, o instrumento de acompanhamento deve permanecer flexível, de modo a refletir as alterações nas prioridades políticas, bem como a estrutura da economia. Solicitamos à Comissão Europeia que trabalhe em indicadores relacionados com as tendências atuais, incluindo a digitalização, a globalização, a descarbonização e a demografia. Os domínios
relacionados com a política devem revelar não só os pontos fortes dos setores industriais, mas – mais importante – apontar para as questões mais prementes para a competitividade das indústrias da UE. Um conjunto de possíveis indicadores para cada área de política pode incluir:
i) Investigação e Inovação
A capacidade de inovação está no cerne de uma base industrial competitiva. Para além dos investimentos em I&D (ver camada de investimento), o acesso ao conhecimento (por exemplo, # de investigadores), resultados (por exemplo, patentes, inovação de PME) e o grau de automatização (por exemplo, # densidade de robôs industriais) serviriam para rastrear a força inovadora das indústrias da UE.
– Total de investigadores por 1.000 trabalhadores (emprego total)
– Pedido de patentes (PCT) por mil milhões do PIB (em € PPC)
– Participação de empresas de alto crescimento no setor transformador (crescimento de 10% ou mais, medido em emprego)
– PME que inovam internamente (em relação à UE em 2010)
– Produtos de propriedade intelectual – Investimentos em % do total de investimentos
– Investimentos em TIC em % do total de investimentos
ii) Competências
A indústria depende grandemente de trabalhadores com o conjunto certo de competências para se manter competitiva. O processo em curso de digitalização e automatização exigirá uma força de trabalho altamente qualificada, pois os trabalhos de rotina serão substituídos por máquinas e algoritmos. Haverá uma série de novos empregos e funções na indústria que não são conhecidos atualmente. No entanto, as competências CTEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) e os conhecimentos relacionados com as TIC, bem como a aprendizagem ao longo da vida, serão necessárias nos vários setores de produção para gerar produtos novos, melhores e comercializáveis. Como tal, o conjunto de indicadores deve acompanhar a
empregabilidade da força de trabalho, bem como as mudanças de emprego entre os níveis de qualificação.
– Participação de licenciados em CTEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática)
– Participação dos adultos na aprendizagem (% da população de idade entre 25 e 64 anos)
– Mudanças de emprego na indústria transformadora através da educação
iii) Economia digital
O progresso nas tecnologias digitais continuará a mudar a maneira como projetamos, produzimos e comercializamos produtos e serviços relacionados. A combinação de sensores avançados e de megadados em processos industriais reduzirá o consumo de energia e o uso de matérias-primas. Da mesma forma, a impressão 3D encurtará as rotas de transporte, a IdC (Internet das coisas) e as redes móveis 5G
desencadearão a condução automatizada e a eficiência da indústria transformadora. O Índice de digitalidade da economia e da sociedade (IDES), bem como o Índice de facilitadores da transformação digital (IFTD), resumem indicadores relevantes sobre o desempenho digital. No que respeita à competitividade industrial, o instrumento de acompanhamento poderia incluir os seguintes índices compostos:
– Índice de facilitadores da transformação digital (IFTD)
– Capital humano/competências digitais (sub-índice do IDES)
iv) Descarbonização e Economia Circular
Confrontando uma das megatendências da nossa e das próximas gerações, as alterações climáticas e o desenvolvimento sustentável afetarão a maneira como funcionamos na nossa economia. A descarbonização e a economia circular têm o potencial de aumentar substancialmente o PIB e o rendimento do agregado familiar, e de ao mesmo tempo reduzirem as emissões de CO2, evitando o desperdício e aumentando a produtividade. As oportunidades da economia circular são claras, mas aproveitá-las é mais difícil. Requer inovação por parte das empresas, dos responsáveis políticos e dos agregados familiares.
– Intensidades das emissões atmosféricas (gases com efeito de estufa), kg por euro, volumes encadeados (2010), (variação percentual) – Setores selecionados: NACE Rev. 2 C; G-N – Comércio de matérias-primas recicláveis (variação percentual nominal, exportações e
importações)
– Produtividade energética (PIB por unidade de produção total de energia primária – TPES), % – variação
– Patentes relacionadas com a ecoinovação (por milhão de habitantes)
– Preço da eletricidade para as indústrias de média dimensão (€/kWh)
v) Mercado único
Um mercado único europeu plenamente integrado continua a ser um dos principais desafios para melhorar os padrões para os cidadãos e as empresas em toda a UE. O mercado interno visa contribuir para os
investimentos e o crescimento económico, o emprego e reduzir os custos, bem como a carga regulamentar. O instrumento de acompanhamento poderia rastrear o comércio intra-UE e a dispersão de preços entre os Estados Membros.
– Comércio intra-UE-28 de bens e serviços (variação nominal em %, exportações e importações)
– Comércio intracomunitário de bens intermediários (% do total do comércio intra-UE, importações e exportações)
vi) Dimensão internacional
A globalização e a crescente integração de cadeias de valor industriais através das fronteiras e regiões do mundo são fundamentais para a criação de empregos e crescimento. Uma política comercial robusta que defenda um sistema comercial multilateral aberto e baseado em regras é essencial. A este respeito, o
comércio de valor acrescentado e o volume de IDE (entradas e saídas) para medir a atratividade como local de investimento são indicadores-chave da competitividade externa.
– Valor agregado nacional nas exportações brutas (Comércio de Valor Adicionado, em % do valor total, variação em p.p.)
– Stock de entradas, em% do PIB (indústria transformadora)
ANEXO I ao ANEXO: LÓGICA SUBJACENTE AOS INDICADORES PRINCIPAIS E DE INVESTIMENTO
A escolha dos indicadores depende da relevância para efeitos de acompanhamento da transformação industrial e, em muitas circunstâncias, da disponibilidade dos dados. A secção seguinte apresenta a lógica económica subjacente à inclusão de cada indicador.
1. INDICADORES PRINCIPAIS
• Valor acrescentado da indústria transformadora per capita (com base em US $ correntes)
O valor acrescentado da indústria transformadora per capita (com base em US $ correntes) aponta para a competitividade do setor da indústria transformadora em cada região, dado que é afetada não só pela quota do PIB correspondente à indústria transformadora, mas também pela produtividade do trabalho no setor.
• Valor bruto acrescentado, % anual de variação na indústria transformadora (secção C) e nos serviços da economia empresarial (secções G-N)
Na medida em que a quota da indústria transformadora e dos serviços relacionados remete para a composição setorial do PIB total, o conjunto de indicadores tem em conta o crescimento efetivo do setor industrial para captar a dinâmica.
• Valor acrescentado bruto por pessoa empregada (preços constantes) – % de variação (média móvel de 5 anos) na indústria transformadora (secção C) e nos serviços da economia empresarial (secções G-N)8
Este indicador analisa o contributo da indústria para a produtividade do trabalho em toda a economia e para o crescimento económico. Apresenta um perfil temporal da medida em que o trabalho é utilizado produtivamente para gerar valor acrescentado. As alterações na produtividade do trabalho refletem a influência conjunta das mudanças no capital, bem como a mudança técnica, organizacional e de eficiência dentro das empresas e entre elas, a influência das economias de escala, os vários graus de utilização das capacidades e os erros de medição. Uma vez que refletem os efeitos combinados das mudanças na entrada dos fatores de produção de capital e intermédios e na produtividade geral, as medidas de produtividade do trabalho não excluem os efeitos diretos das alterações técnicas, sejam estas integradas ou não. A média de cinco anos é utilizada para controlar as flutuações de curto prazo dos valores anuais.
• Número de empregados; % anual de variação na indústria transformadora (secção C) e nos serviços da economia empresarial (secções G-N)
Apresenta o impacto das variações globais na indústria transformadora e nos serviços relacionados, bem como a transformação digital (automatização) em curso no emprego. Este indicador é calculado como a alteração anual da percentagem de pessoas empregadas. (Nota: os dados sobre o número de horas de trabalho – tendo em conta os empregos a tempo parcial – não estão disponíveis, os dados sobre os equivalentes a tempo completo (ETC) não estão disponíveis para os concorrentes mundiais).
• Quota-parte do mercado mundial de produtos industriais exportados (%)
A quota-parte do mercado mundial de produtos exportados fabricados numa região específica mede o grau de importância de uma região no contexto do total mundial das exportações de produtos
industriais. As perdas de quota de mercado podem ocorrer não só devido a um declínio das
exportações de um país, mas também quando as exportações nacionais e as exportações mundiais não crescem ao mesmo ritmo, gerando uma deterioração da posição relativa a nível mundial. Este
2. INDICADORES RELACIONADOS COM O INVESTIMENTO
Após vários anos de fraca atividade de investimento, temos de providenciar as condições certas para reavivar o investimento industrial. Assim, o conjunto de indicadores deverá acompanhar o êxito da
estratégia nos Estados-Membros no que se refere à formação de capital tanto corpóreo como incorpóreo. O acompanhamento da evolução passada e presente do investimento é necessário para garantir que os
incentivos e as políticas de mercado canalizam o capital para as ocupações de alta produtividade, evitando as afetações indevidas de recursos observadas antes da crise. O baixo nível de investimento não é apenas um problema cíclico: a longo prazo deteriora também a competitividade quando as empresas não atualizam, substituem e aumentam suficientemente o seu equipamento e as suas instalações. Além disso, os
investimentos em ativos incorpóreos (como a investigação e o desenvolvimento, por exemplo) são
duplamente essenciais: como fator de produção e/ou como impulsionador da inovação. Por conseguinte, a despesa com ativos incorpóreos tem um efeito direto (a curto prazo/singular) nos níveis de produção e um efeito de crescimento indireto (a longo prazo) através da acumulação de capital e do fator de produtividade total.
• Formação Bruta de Capital Fixo em % do PIB – Economia Total
• Despesa bruta em I&D em % do PIB, setor empresarial e total
• Taxa de investimento no setor da indústria transformadora – investimento/valor total acrescentado ao fator de custo
• Investimentos brutos privados em bens corpóreos relacionados com os setores da economia circular, % do PIB
Annex II to the ANNEX: SOURCES AND DEFINITIONS OF HEADLINE AND INVESTMENT INDICATORS
3. HEADLINE INDICATORS
The table below presents the economic sectors (NACE Rev.2, ISIC. Rev. 4) under analysis for the headline indicators.
C Manufacturing
G-N Services of the Business Economy
G-I Wholesale and retail trade, transportation and storage,
accommodation and food service activities
J Information and communication
K Financial and insurance activities
L Real estate activities
M-N Professional, scientific and technical activities; admin. an
support service activities
Manufacturing value added per capita (based on current US-$)
Source: World Bank – https://data.worldbank.org/indicator/NV.IND.MANF.CD
This Indicator is calculated as the ratio of manufacturing value added (in current US-$) over total population. Manufacturing refers to industries belonging to ISIC divisions 15-37. Value added is the net output of a sector after adding up all outputs and subtracting intermediate inputs. It is calculated without making deductions for depreciation of fabricated assets or depletion and degradation of natural resources. The origin of value added is determined by the International Standard Industrial Classification (ISIC), revision 3. Data are in current U.S. dollars. Data for OECD countries are based on ISIC, revision 4. Data may differ from those UNIDO uses to calculate shares of value added by industry, in part because of
differences in exchange rates. Thus, value added in a particular industry estimated by applying the shares to total manufacturing value added will not match those from UNIDO sources.
Gross value added; % change, Manufacturing
Source: Eurostat; http://ec.europa.eu/eurostat/data/database [nama_10_a10] NACE Rev 2: Section C Manufacturing.
For US, JP, Korea: ISIC Rev. 4 Section C Manufacturing
http://stats.oecd.org/index.aspx?DatasetCode=SNA_TABLE6A
Gross value added, % change; Services of the Business Economy (NACE G-N) Source: Eurostat: http://ec.europa.eu/eurostat/data/database [nama_10_a10]
For US, JP, Korea: http://stats.oecd.org/index.aspx?DatasetCode=SNA_TABLE6A Gross value added per person employed; Manufacturing
calculated based on constant prices; % change (5-year moving average) Source: OECD http://stats.oecd.org/index.aspx?DatasetCode=PDBI_I4 ISIC Rev. 4 Section C Manufacturing
Gross value added per person employed, Business Sector Services excluding real estate –, constant prices; % change (5-year moving average)
Source: OECD http://stats.oecd.org/index.aspx?DatasetCode=PDBI_I4 ISIC Rev. 4 Sections G-N excluding real estate (L)
Number of employees (domestic concept), percentage change, Manufacturing calculated as the yoy %-change
Source: Eurostat: nama_10_a10_e; OECD: STAN database for structural Analyses NACE Rev. 2; ISIC Rev. 4 Section C – Manufacturing; employment domestic concept, Number of employees (domestic concept), percentage change, Business Services calculated as the yoy %-change
Source: Eurostat: nama_10_a10_e; OECD: STAN database for structural Analyses
NACE Rev. 2; ISIC Rev. 4 Section G-N – Services of the Business Economy; employment domestic concept
Global market share of exported manufactures (%) Source: WTO – Merchandise trade by commodity
http://stat.wto.org/StatisticalProgram/WSDBStatProgramTechNotes.aspx?Language=E#Def_Meth_TMV Manufactures are defined according to SITC sections 5, 6, 7, 8 minus division 68 and group 891: Iron and steel; Chemicals; other semi-manufactures; Machinery and transport equipment; Textiles; Clothing, Other manufactures
4. Investment Indicators
Gross Fixed Capital Formation in % of GDP Eurostat: nama_10_gdp – EU, MS
Source: OECD http://stats.oecd.org/viewhtml.aspx?datasetcode=SNA_TABLE1&lang=en
For US, JP, Korea the ratio is calculated based on current prices PPP. Gross fixed capital formation (GFCF) is defined as the acquisition (including purchases of new or second-hand assets) and creation of assets by producers for their own use, minus disposals of produced fixed assets. The relevant assets relate to products that are intended for use in the production of other goods and services for a period of more than a year. The term "produced assets" means that only those assets that come into existence as a result of a production process recognised in the national accounts are included.
Gross expenditure on R&D, % of GDP, total economy
Source: Eurostat/Europe 2020; http://ec.europa.eu/eurostat/web/europe-2020-indicators/europe-2020--strategy/main-tables
Total gross domestic expenditure on research and experimental development (GERD) as a percentage of gross domestic product (GDP). R&D data are compiled in accordance to the guidelines laid down in the proposed standard practice for surveys of research and experimental development – Frascati Manual (FM), OECD, 2015.
Gross expenditure on R&D, % of GDP, business enterprise sector, Source: Eurostat sdg_09_10
The indicator is part of the EU Sustainable Development Goals (SDG) indicator set. The business enterprise sector includes all firms, organisations and institutions whose primary activity is the market production of goods or services (other than higher education) for sale to the general public at an economically significant price, and the private non-profit institutes mainly serving them.
Investment rate in manufacturing in % of total value added
Source: Eurostat – Annual detailed enterprise statistics (sbs_na_ind_r2)
Calculated as the ratio of investment over total value added at factor cost in the manufacturing sector (NACE C)
Private gross investments in tangible goods related to circular economy sectors, % of GDP Source: Eurostat – Circular Economy Indicators (cei-cie010)
“Gross investment in tangible goods” in the following two sectors: the recycling sector and repair and reuse sector. The recycling and repair and reuse sectors are defined and approximated in terms of economic activity branches of the NACE Rev. 2 classification.
Core Areas Indicator Source Code most recent data
Manufacturing value added per capita (in current US-$) World Bank Development World 2017, USA, Japan 2016
Gross value added
annual % change
Selected Sectors: C, G-N Eurostat/OECD
[nama_10_a10];
[SNA_TABLE6A] 2017, USA, JP, Korea 2016, China n.a.
Gross value added per person employed
constant prices; % change (5 year MA)
Selected Sectors: C; G-N excl. real estate OECD [PDBI_I4] 2017, USA, JP 2016, China n.a.
Number of employees
(domestic concept), % change
Selected Sectors: C; G-N Eurostat/OECD
[nama_10_a10_e];
[STANI4_2016] 2017, Korea 2016, USA 2015, China n.a.
Global Market share of exported manufactures (%) WTO 2016, EU, USA, JP, China Korea
Gross Fixed Capital Formation - total
% GDP Eurostat/OECD [nama_10_gdp]; [SNA_TABLE6A] 2017, USA, JP, Korea 2016, China n.a.
Gross expenditure on R&D in % of GDP
business entersprise sector and total Eurostat [sdg_09_10][t2020_20] 2016, USA, Japan, Korea 2015, China n.a.
Investment rate
(investment/total value added at factor costs) in %
NACE Sector C Eurostat [sbs_na_ind_r2] 2015, EU
Private gross investments in activities of circular economy sectors
in % of GDP Eurostat [cei_cie010] 2015, EU
Total Researchers per 1.000 employees
(total employment) OECD [MSTI] 2016, USA ,China 2015
PCT Patent Applications per billion GDP (in PPS €)
filed under the Patent Cooperation Treaty EIS Indicator 3.3.1 2013
Share of high growth enterprises in the manufacturing sector
(growth by 10% or more, mearsured in employment) Eurostat [bd_9pm_r2] 2016, EU
SMEs innovating in-house (relative to EU in 2010) EIS Indicator 3.1.3 2016 EU
Intellectual property products (total Economy)
Investments in % of total Investments Eurostat; OECD [nama_10_an6] 2017, EU
ICT investments (total Economy)
Investments in % of total Investments Eurostat; OECD [nama_10_an6] 2017, EU
Number of installed industrial robots per 10.000 persons
in the manufacturing industry (ISIC Rev. 4 - Section C)
IFR (International Federation of Robotics)
/Executive_Summary2016, no EU-aggregate, Europe available
Share of graduates in STEM (Science, technology, engineering and mathematics)
in % of all graduates OECD
Education at a
Glance 2015, OECD-MS excl. USA, Korea
Adult participation in learning (% of population aged 25 to 64) Eurostat [sdg_04_60] 2017, EU
Employment shifts in manufacturing by education Eurofound 2016, EU
Digital Transformation Enablers Index DTEI Digital Transform-ation Scoreboard 2017, EU
Human Capital/digital skills DESI composite index 2017, EU
Integration of digital Technology DESI composite index 2017, EU
Air emission intensities (Greenhouse gases)
Kilograms per euro, chain linked volumes (2010), % change
Selected Sectors: NACE Rev. 2 C; G-N Eurostat [env_ac_aeint_r2] 2016, EU
Trade in recyclable raw material
nominal % change of Exports and Imports Eurostat [cei_srm020 ] 2016, EU
Energy productivity
GDP per unit of TPES, % change OECD Green Growth Indicators 2016, China 2015
Eco-innovation related patents
(per mln population) Eco-Innovation Scoreboard 2017, EU
Electricity price for medium sized industries
Euro per kWh Eurostat [ten00117] 2017, EU
Intra-EU28 trade in goods and services
nominal % change, imports and exports Eurostat [ext_lt_intratrd] 2017, EU
Intra-EU trade in intermediate goods
% share of total Intra-EU-trade, imports and exports Eurostat [ext_st_eu28bec] 2017, EU
Price dispersion across Member States
Coefficient of variation Eurostat [prc_ppp_ind] 2017, EU
Domestic value added in gross exports
% Total Value, change in p.p. OECD
doi:
10.1787/3959a0c6-en 2014, EU, n.a.
Stock of FDI inward, % of GDP (manufacturing) Eurostat [bop_fdi6_pos] 2016; China, Korea n.a.
Stock of FDI outward, % of GDP (manufacturing) Eurostat [bop_fdi6_pos] 2016; China, Korea n.a.
Headline Indicators Investments Skills Research and Innovation Digital Economy Decarbonisation and Circular Economy International Dimension Single Market